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Vídeo: Ciro Gomes desmente Ciro Gomes

A língua é mesmo o chicote da bunda.
Alguém ainda perde tempo com Ciro Gomes? O sujeito é rejeitado até pelo Ratinho.

Ciro Gomes é um processo tão confuso em busca de um lugar ao sol na disputa eleitoral de 2022, que não sabe em que lugar no mapa geopolítico ele se encontra.

Parece que foi revelada publicamente uma identidade confusa, esvaziada para atender aos interesses do candidato diante da opinião pública.

Tudo indica que o marketing interativo criado por João Santana tem produzido um gráfico lamentável que traz mais desconfiança e má impressão de Ciro do que qualquer outra coisa.

Ciro precisa entender que, em tempos de revolução informacional, suas falas não se tornam palavras ao vento. Princípios éticos não podem ser substituídos por rojões retóricos.

Assista:

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Sergio Camargo não manda em nada, é um mero lustrador e carregador de chuteiras de Bolsonaro

A imagem corporal de um negro para naturalizar o racismo, o preconceito e a discriminação contra os negros no Brasil, foi uma clara estratégia de Bolsonaro de, diante de uma justiça hipócrita, exercer uma das suas principais especialidades, que é o ódio aos negros sem ser incomodado pela justiça.

Todos sabem que o discurso racista de Sergio Camargo, é o discurso oficial de Bolsonaro. Camargo é um mero reprodutor do pensamento do clã. Ele não tem qualquer importância além de sua xinfrineira ambição e, por isso, acata e leva ao pé da letra todos os ataques oficiais feitos por Bolsonaro através de seu governo.

Parece muito mais importante que a determinação da justiça seja colocada às claras, já que, na prática, o apito nunca esteve na boca de Camargo da Fundação Palmares, mas na de Bolsonaro, pois se não fosse o próprio repetir as frases preconceituosas e ataques de ódio aos negros, Bolsonaro já o teria demitido da Fundação.

Por isso, não dá para se contentar com a decisão da justiça de impedir que Camargo exerça sua perseguição a quadros da Fundação quando, na verdade, ele, como gestor, não existe, sequer como esboço, limitando-se a ser apenas o ornamento para que Bolsonaro o utilize para fomentar na sua claque o ódio aos negros.

Não há outra forma de interpretação, não há outra maneira de enxergar essa questão. O discurso contra os negros é de Bolsonaro e, portanto, simplesmente punir um panaca disposto a tudo em uma escalada social ensandecida, sem sublinhar que os verdadeiros donos desse projeto de racismo são os Bolsonaro, porque, mesmo diante da nossa histórica hipocrisia nacional, não dá para deixar em segundo plano a fonte real dessa política racista que é um dos principais pilares da imagem pública que Bolsonaro construiu durante 28 anos como deputado.

Essa questão precisa ser tratada de frente e não se pode, em hipótese nenhuma, perder a atenção e, sobretudo a urgência de punir de forma clara o governo Bolsonaro pela prática de disseminar o ódio contra os negros no Brasil.

Que a justiça se pronuncie de forma mais clara sobre esse monstro racista que governa esse país.

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Vídeo: Cinegrafista da Globo é agredido por bolsonarista na chegada de Bolsonaro no Guarujá

Descontrolado, Armando Izzo repetia chavões de Bolsonaro, como “Globo lixo, acabou a mamata”, e ameaçou pegar arma no carro durante ataque a jornalistas. Presidente passa feriado prolongado em forte no litoral paulista.

Um bolsonarista identificado como Armando Izzo agrediu um cinegrafista da TV Tribuna, afiliada da Globo na Baixada Santista, em frente ao Forte dos Andradas, na noite desta sexta-feira (8), no Guarujá, onde Jair Bolsonaro (Sem partido) ficará hospedado até o feriado da próxima terça-feira, 12 de outubro.

Segundo vídeo divulgado pelo jornal A Tribuna, Armando chegou ao local e começou a hostilizar equipes de jornalistas que aguardavam para fazer a cobertura da chegada do presidente.

“Globo lixo, cambada de bandidos. Acabou a mamata, cambada de vagabundos, filhos da puta”, gritava Izzo, repetindo chavões de Bolsonaro.

Izzo ainda deu tapas em cinegrafistas e nas câmeras que registrava os ataques e ameaçou pegar uma arma dentro de seu carro.

Nas redes sociais, Izzo propaga fake news e discurso de ódio disseminados pelo gabinete do ódio.

Confira:

*Com informações da Forum

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Lewandowski: Sindicância que isentou “lava jato” gera mais dúvida que certeza

Conjur – A sindicância interna do Ministério Público Federal que isentou membros da extinta “lava jato” de irregularidades nas tratativas feitas no âmbito do acordo de leniência da Odebrecht terá zero impacto nos casos em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

A afirmação foi feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, em julgamento no Plenário virtual no qual a corte começou a analisar recurso do MPF contra decisão que proibiu o órgão de usar informações de executivos da empreiteira em caso contra o ex-presidente Lula.

Em 28 de junho, o relator concedeu Habeas Corpus de ofício no âmbito de reclamação ajuizada pela defesa do petista. O julgamento do agravo regimental ajuizado começou nessa sexta-feira (8/10) e já foi suspenso por pedido de vista do ministro Luiz Edson Fachin.

O MPF juntou aos autos da reclamação o resultado de sindicância aberta pela própria Corregedoria na qual concluiu que o grupo de procuradores de Curitiba não cometeu irregularidades nas tratativas feitas para fechar o acordo de leniência da Odebrecht.

A ConJur teve acesso ao teor do documento, no qual a corregedora Elizeta Ramos cita um laudo paralelo, produzido por delegados e contradizendo a própria Polícia Federal, para duvidar da autenticidade dos arquivos roubados pelo hacker Walter Delgatti do armazém de dados do procurador Deltan Dallagnol. O delegado responsável por contradizer a área técnica da própria instituição foi depois afastado do comando do Serviço de Inquéritos (Sinq).

Para não pairarem quaisquer dúvidas, Lewandowski esclareceu que o documento, que é físico e está sob sigilo, não tem, sequer remotamente, o condão de afetar os argumentos que justificaram a declaração de imprestabilidade das declarações dos executivos da empreiteira como prova.

Seus efeitos se resumem ao plano disciplinar, inclusive porque a jurisprudência consolidada das cortes superiores consagra a independência entre as instâncias administrativa e penal.

“Depois, é preciso registrar que a mencionada sindicância suscita muito mais dúvidas e perplexidades do que certezas e convicções”, afirmou o ministro relator.

Lewandowski classificou como desconcertante a afirmação da sindicância segundo a qual as mensagens trocadas entre o grupo de procuradores de Curitiba e o ex-juiz Sérgio Moro, acessadas por hacker alvo da operação spoofing, foram apagadas “seguindo orientação institucional”.

“Desconcertante, sim, porque tais elementos de convicção eram — e continuam sendo — relevantes para o deslinde do processo movido contra os denominados ‘hackers’, acusados de terem acessado clandestinamente o conteúdo das referidas mensagens, como também para o esclarecimento daquilo que ocorreu nos bastidores das ações penais intentadas em desfavor do ora reclamante”, explicou.

Também criticou o fato de a corregedoria do MPF considerar normais, rotineiras e legítimas as dezenas ou centenas de tratativas com autoridades estrangeiras, sempre à margem dos canais oficiais de cooperação internacional.

O relator chamou de “espantoso” o fato de, como já havia mostrado a ConJur, tais tratativas incluírem planos de manejo de bilhões de dólares, negociações que foram sonegadas Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça e passaram ao largo do conhecimento da defesa de Lula.

Ele aponta, ainda, que a corregedoria alega ter havido “alguma confusão ou erro material” na informação prestada pelo DRCI sobre os pedidos de cooperação internacional que resultaram na negociação desses acordos. O órgão afirmou ter levantado 9 pedidos ativos relacionados à Petrobras, e outros 11 com referência à Odebrecht. Já Elizeta Ramos diz que “foram expedidos durante o período de investigação da operação lava jato por volta de 223 pedidos de cooperação jurídica internacional (portanto, pedidos ativos) para aproximadamente 36 países no período”.

Diante da diferença, o ministro questiona se o DRCI prestou informações erradas ao Supremo ou se a discrepância decorre “simplesmente da informalidade — ou quem sabe, da clandestinidade —, das negociações internacionais praticadas pelos integrantes da “lava jato””.

Mérito do agravo
No mérito do agravo, o ministro Lewandowski votou por negar provimento, por considerar que a decisão monocrática analisou todos os indícios que concluíram pela inequívoca imprestabilidade do acordo de leniência da Odebrecht para o caso envolvendo o ex-presidente Lula.

São elementos de prova não apenas ilegalmente produzidos, como também indevidamente manuseados, com a consequente quebra da cadeia de custódia. O relator foi acompanhado pelo ministro Gilmar Mendes antes do pedido de vista.

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Senador denuncia que Estudo que ocultou mortes da Prevent Sênior foi solicitado por Bolsonaro

De acordo com Otto Alencar, da CPI da Covid, houve pressa da diretoria do plano para enviar os resultados rapidamente ao presidente.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), integrante da CPI da Covid, afirmou que os documentos em poder da comissão atestam que a diretoria da Prevent Sênior, acusada de ocultar mortes decorrentes da Covid-19, tinha pressa na realização dos estudos com hidroxcloroquina e azitromicina para enviar os resultados ao presidente Jair Bolsonaro.

Em conversa com CartaCapital, o parlamentar, que é médico, classificou o episódio como “banalização da vida” pelo grupo que, além do plano de saúde, comanda o hospital Sancta Maggiore.

Senadores da CPI receberam um dossiê com as informações de que a Prevent Sênior teria ocultado mortes de pacientes que participaram de estudo de eficácia do uso de cloroquina contra a Covid-19.

“Eles resolveram fazer com os pacientes o tratamento com hidroxcloroquina e azitromicina, sem autorização do Conep [Comissão Nacional de Ética em Pesquisa] e sem comunicar a Anvisa, O Conep mandou parar e eles continuaram fazendo. O resultado é que determinaram que todos os pacientes deveriam tomar [a medicação]”, revelou Alencar.

“Eles obrigaram os médicos a seguirem esse protocolo, numa falta de responsabilidade com os seus segurados”, acrescentou.

De acordo com o senador, a comissão “tem provas contundentes” do que ocorreu. “Por exemplo, dos pacientes internados com Covid no hospital Sancta Maggiore, 39,4% foram a óbito. No Albert Einstein, dos internados com a doença, 10,4% foram a óbito. Fizeram experiência com pacientes usando remédios ineficazes para casos graves da doença, que é a pneumonia virótica”.

Ainda segundo o parlamentar, o estudo foi feito para ser enviado a Bolsonaro. “Inclusive, pedindo pressa para atender logo o paciente porque o presidente havia solicitado [os estudos]”, denuncia.

Alencar revela ainda que, de acordo com os documentos, os procedimentos internos do hospital eram incorretos. “A diretoria chamava os contratados e estabelecia: ‘eu quero obediência, lealdade e silêncio do que está acontecendo aqui’. Tiraram a autonomia médica. Alguns profissionais trabalham sem equipamento de proteção individual”.

O senador usa como exemplo o falecimento da mãe do empresário Luciano Hang, que é ligado a Bolsonaro. “A mãe do Luciano Hang entrou lá com Covid-19 e o atestado de óbito não consta a doença. Diz que morreu por septicemia, diabetes mellitus e insuficiência renal. O atestado deveria ter Covid-19, com pneumonia virótica e que desenvolveu as complicações, mas eles nem citam isso. Teve subnotificação”.

*Com informações da Carta Capital

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O Brasil de Bolsonaro que assombra o mundo, é o país da miséria, da fome e do desemprego

Talvez São Paulo, a capital mais rica do país, em que Bolsonaro teve apoio maciço da elite aonde estão os barões do PIB brasileiro, é justamente o lugar que flagra o abismo social profundo, rude e bárbaro que as políticas de Temer, mas sobretudo do governo Bolsonaro com Paulo Guedes produziram.

A flagrante luta pessoal contra a fome em que pessoas buscam desesperadamente as caçambas de lixo à caça de descartes do mercado, principalmente osso, mostra uma realidade diametralmente oposta à daqueles carrões de luxo blindados com os ricaços cercados de seguranças frequentando restaurantes que, no final de cada refeição, um único endinheirado gasta o que daria para alimentar uma família por mais de dois meses.

As pessoas que andam garimpando osso pelo país afora para não morrerem de fome, têm justamente no lixo humanitário da elite paulista o exemplo de caçamba moral.

Nada adianta um dos banqueiros do clã dos Setúbal falar que o Brasil vive um estado calamitoso de pobreza. O sujeito que tem isso e apenas isso na ponta da língua e no mesmo corpo que está sempre com o bucho cheio, há um coração absolutamente vazio de empatia com esses milhões de brasileiros representados pela pobreza que toma conta cada vez mais de São Paulo, enquanto a riqueza na mesma São Paulo não para de acumular.

Mas não foi para isso que golpearam Dilma? Não foi para isso que prenderam Lula? Não foi para isso que colocaram Temer e, depois, Bolsonaro no poder?

A fotografia dessa gente, muitas vezes sem rosto, da chamada mão invisível do mercado, está estampada na obra que ela conseguiu produzir nesse país.

Se com Lula e Dilma, o Brasil era referência mundial de combate à miséria e à fome e, consequentemente à mortalidade infantil, Temer e Bolsonaro, capachos dessa elite, fazem exatamente o que essa gente quer.

Na verdade, não há desprezo dos donos do dinheiro com a fome, inclusive de crianças no Brasil. Todos sabem que esse sempre foi o projeto que mais encantou a nossa classe dominante.

Por isso, Setúbal não quer a volta de Lula, quer Dória, justo o governador do estado de São Paulo que estamos dando como exemplo extremo da vergonhosa divisão de classes, da despudorada concentração de riqueza nas mãos de poucos da Faria Lima, do maior mercadão de alimentos do país que forma o maior, e cada vez maior, cinturão de pobreza em volta com pessoas em busca de um pedaço de qualquer coisa para se alimentar, para não morrer e não deixar que seus filhos morram.

O Brasil não pode conviver com isso, com essa gente que compra parte do judiciário e do Congresso, que patrocina crápulas para se tornarem prefeitos, governadores e presidente da República para cumprirem uma agenda calculada friamente, numa espécie de indústria da pobreza.

O fato é que para onde se olha nesse país hoje, enxerga-se terra arrasada, vê-se com todas as tintas e cores o retrato cuspido e escarrado da classe dominante, que hoje assusta o planeta pelo grau de sadismo dos endinheirados.

A miséria e a fome não são obra das leis da natureza, mas da lei do mercado, lei do cão. O Brasil é o exemplo disso.

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Mais de 200 entidades protocolam pedido de impeachment de Guedes no STF

Uma coalizão denominada Direitos Valem Mais, formada por mais de 200 entidades da sociedade civil e consórcios de gestores públicos, protocolou um pedido de impeachment do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (7), no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda que o documento tenha sido apresentado ao Judiciário dias após o surgimento do escândalo Pandora Papers, que revelou que o “Posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro mantém uma conta offshore com US$ 9.550.000 num paraíso fiscal, faturando milhões com a disparada do dólar, a razão apresentada para pleitear o afastamento de Guedes é a conduta tomada pelo ministro durante a pandemia da Covid-19.

Para as entidades que compõem o Direitos Valem Mais, o então “superministro” cometeu crime de responsabilidade ao não incluir no orçamento de 2021 recursos para combater a pandemia, o que resultou na piorar considerável da situação já calamitosa enfrentada pelo país.

A estratégia macabra do governo federal de apostar na chamada “imunidade de rebanho”, permitindo que o vírus se espalhasse livremente, o que, segundo seus defensores, interromperia a transmissão comunitária após um grande percentual da população criar anticorpos, mesmo que ao custo de milhares de vidas, foi lembrada no pedido encaminhado à corte constitucional.

A frase preconceituosa e discriminatória de Guedes, que afirmou ser “bom o dólar um pouco alto, porque empregadas domésticas estavam indo para a Disney” é outro crime de responsabilidade apontado pela coalizão Direitos Valem Mais.

O aumento da desigualdade social e a expansão desenfreada da miséria, de acordo com estatística oficiais, também são considerados motivos legais para a saída de Paulo Guedes do Ministério da Economia, na visão dos signatários.

“No entendimento da Coalizão, o ministro atua na perspectiva de fomentar a pobreza, o que contraria os preceitos da Constituição. Segundo dados do Cadastro Único para programas sociais (CadÚnico), a pandemia aprofundou a desigualdade social, aumentando o número de pessoas em situação de extrema pobreza no país”, diz um trecho do texto protocolado no STF.

*Com informações da Forum

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Guedes põe uma granada no bolso da inimiga ciência cortando dela 90% dos recursos

Essa notícia foi dada por Miriam Leitão, porém, como se pode observar abaixo, conta o milagre, mas não revela o nome do santo. Ou seja, na matéria não tem a foto e nem o nome de Guedes, tem a lambança e o responsável que, segundo a jornalista, é o ministro da Economia, fazendo questão de não dizer o nome para poupá-lo.

Além de ser uma grosseira manipulação, Guedes, por ter jogado a economia brasileira numa crise sem precedentes, é imediatamente associado ao ministério da Economia. Mas Miriam deve se achar muito esperta ao imaginar que, não aparecendo o nome de Paulo Guedes em sua matéria, alguém pode acreditar tratar-se de uma outra pessoa.

Esta é a segunda vez nessa semana que Miriam tem a cara dura de tentar proteger Guedes, a primeira foi sua cômica explicação para os R$ 50 milhões do ministro depositados em paraíso fiscal, ou seja, sem pagar imposto. Porém, Miriam, com o coração bondoso como só, fez isso apenas para defender seus caraminguás que estavam sendo corroídos pela desvalorização do real.

Não bastasse isso, agora, solta essa pérola, “ministro da Economia”, mas não cita o nome de Paulo Guedes para não dizer que ele cortou 90% dos recursos da ciência.

Miriam Leitão, O Globo – Com uma penada, o Ministério da Economia cortou recursos previstos para a ciência, que seriam destinados a bolsas de apoio à pesquisa, e a projetos já agendados pelo CNPQ. O ministro da Economia mandou ofício à Comissão Mista do Orçamento mandando tirar R$ 690 milhões já previstos para projetos científicos, deixando apenas R$ 55 milhões. Oito entidades científicas mandaram agora à noite um apelo ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, dizendo que se isso prevalecer “está em questão a sobrevivência da ciência e da inovação no país”. Entre outras entidades, o documento é assinado pela Associação Brasileira de Ciências e a SBPC.

O documento enviado a Pacheco tem o título “Manobra do Ministério da Economia afronta a ciência nacional”. E diz que “A modificação do PLN 16, feita na última hora, no dia de hoje, pela Comissão Mista do Orçamento, atendendo a ofício enviado pelo Ministério da Economia, subtrai recursos destinados a bolsas e apoio à pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações e impossibilita projetos já agendados pelo CNPq.

Esse PLN destinava R$ 690 milhões para o MCTI, ia para as bolsas e para o chamado Edital Universal do CNPq. “É um golpe duro na ciência, na inovação, que prejudica o desenvolvimento nacional”. Os cientistas e professores das entidades que assinaram o documento relatam que “em cima da hora” um ofício do Ministério na véspera da reunião da Comissão do Orçamento manda cortar 90% de recursos para a ciência e transfere para outros ministérios.

Assinam também o documento associações que reúnem dirigentes das instituições federais de ensino superior, as fundações de apoio à pesquisa, a Rede Federal de educação profissional e científica, os secretários estaduais da área, e instituto de ciências humanas.

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Queiroga vai ao CFM, azeda o clima e CPI marca data do seu novo depoimento

No dia em que a CPI da Covid aprovou a terceira convocação de Marcelo Queiroga para prestar depoimento, o ministro da Saúde foi ao Conselho Federal de Medicina (CFM) para uma reunião com a entidade. O depoimento foi marcado agora há pouco, em almoço dos senadores no gabinete de Omar Aziz, para dia 18 próximo, véspera da leitura do relatório final.

O clima azedou para Queiroga, nesta quinta, último dia previsto para depoimentos na comissão, depois que a Conitec — supostamente por pressão do Planalto — retirou da sua pauta de deliberação um parecer que contesta o uso da cloroquina para tratamento de Covid.

O CFM é acusado por senadores de ser o fiador do tratamento ineficaz e houve pressão para que o presidente do conselho fosse convocado a depor. Ontem, o relator Renan Calheiros anunciou que, mesmo sem ser chamado a falar, Mauro Ribeiro passa a integrar a lista de investigados da comissão. A visita de Queiroga ao CFM hoje caiu como provocação à CPI.

Paralelamente, o humor em relação ao ministro ficou pior porque, expirado o prazo de 48 horas, Queiroga não mandou as respostas a um questionário enviado pela CPI, com perguntas, por exemplo, sobre o plano de vacinação para 2022.

*Lauro Jardim/O Globo

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CPI: Bolsonaro mandou tirar da pauta parecer da Conitec sobre kit Covid

Vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues afirma que o presidente da República teria “se irritado” com o ministro da Saúde.

O vice-presidente da CPI da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que partiu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ordem para retirada de pauta da votação do parecer da Comissão de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o uso de “tratamento precoce”.

No início da sessão do colegiado, o parlamentar defendeu que “o senhor presidente da República se irritou com o ministro Marcelo Queiroga e determinou, lá do Palácio do Planalto, a retirada desse tema”. “Inclusive, subvertendo a equipe técnica designada pelo próprio ministro Marcelo Queiroga.”

O senador disse ainda “ter dúvida de quanto tempo Marcelo Queiroga ainda ficará no Ministério da Saúde”. “Porque ele está cada vez mais se ‘pazuellando’, está cada vez mais parecido com o Pazuello”, alegou o vice-presidente da comissão parlamentar.

Em razão da retirada de pauta, a CPI solicitou ao Ministério da Saúde que informasse, dentro de 24 horas, as motivações para exclusão do item da matéria que seria discutida na reunião, além de ter solicitado a íntegra do parecer que seria votado nesta manhã.

Como retaliação, os senadores também decidiram marcar novo depoimento com Queiroga. Alguns integrantes da CPI já davam como vencida a hipótese de ouvir, pela terceira vez, o ministro. No entanto, o retorno do chefe da Saúde foi resposta dos parlamentares ao ocorrido na Conitec.

*Com informações do Metrópoles

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