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Afinal, quem foi jogado ao mar pelo centrão, Guedes, Bolsonaro ou os dois?

Há uma quase unanimidade de que a derrota acachapante de Guedes no Congresso significou a morte do “sábio” da economia e o nascimento da política, o que daria a Bolsonaro uma cara mais palatável para 2022 com políticas menos neoliberais e mais voltadas à recuperação de um quadro social drástico com o povo brasileiro empobrecendo a olhos vistos que, de tão grave a situação, chega a preocupar até os endinheirados da Faria Lima.

Como Bolsonaro venderá seu nacionalismo para tolos se Guedes mantém R$ 50 milhões em paraíso fiscal em que fatura ainda mais a cada dia que o dólar sobe e nossa moeda se desvaloriza?

A coisa chegou a tal ponto que até Kim Kataguiri faz chacota com o mago dos bons negocios. Imagina isso!

O fato é que toda essa ambição se tornou algo perigoso. A precarização do trabalho refletida no Brasil real já chegou ao menor nível de renda média dos últimos 10 anos, o consumo de carne é o menor em 26 anos.

O quadro de terra arrasada é bem mais vasto, sobretudo mais perigoso para a maioria do povo brasileiro, enquanto o clero abastado, opulento está num paralelo nunca antes visto, vivendo um mundo magnífico de Alice num oceano de iniquidade.

E tudo isso foi pitorescamente delineado por Guedes, o último romântico dos Chicago Boys, mas ainda é tratado com todos os mimos pela mídia industrial no Brasil, tanto que, se não fossem os blogs progressistas, a incumbência de mostrar o tamanho desse escândalo e cobrar uma posição do Congresso, talvez as contas que Guedes usa em paraísos fiscais para lucrar com a desgraça da povo brasileiro e, ao mesmo tempo, sonegar impostos, passassem batidas.

Talvez, porque o centrão, que votou em massa favorável a sua convocação, há muito tem pressionado Bolsonaro para uma mudança radical na agenda econômica ou o pragmatismo desse, que é o mais forte e também o mais fisiológico agrupamento de interesses no Congresso, pularia fora do apoio a Bolsonaro para não tomar um abraço de afogado.

O fato é que Guedes se transformou numa espécie de Midas Berro D’água, um morto vivo, mas se ele cair, é preciso considerar que Bolsonaro perderá de vez seu chão para aqueles que ainda carregam seu andor, mesmo a duras penas.

Isso é sabido por todos. Botar Guedes no corredor para virar uma rainha da Inglaterra na pasta da economia, significaria transformar Bolsonaro no príncipe Philip, marido da rainha, aquela múmia que vivia da sombra de Elisabeth.

Para piorar, seu substituto natural, Roberto Campos Neto está enfiado no mesmo lamaçal de sonegação em paraísos fiscais, o que não traria em hipótese nenhuma um ambiente novo para o governo.

Então, fica muito difícil afirmar que foi uma derrota isolada de Guedes, pois há muitos pontos concatenados nesse imbróglio todo, ainda mais agora que se sabe que Allan dos Santos, um dos generais do gabinete do ódio, comandado por Carlos e Eduardo Bolsonaro, plantou uma estagiária dentro do STF, no gabinete de Lewandowski, para espionar não só um, mas todos os ministros do Supremo.

Ou seja, a coisa é um pouquinho mais complexa e, sobretudo mais profunda do que tratar apenas Guedes como o único que já está no cadafalso e com a corda no pescoço.

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Centrão abandona Paulo Guedes que tem convocação aprovada pela Câmara

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que mantém R$ 50 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal usado por quem lava dinheiro ou sonega impostos, sofreu uma derrota acachapante na Câmara dos Deputados. Por 310 votos a favor e apenas 142 contrários, foi aprovada sua convocação ao plenário para tentar justificar o injustificável: porque, na condição de ministro da Economia e chefe da Receita Federal, mantém recursos num esconderijo fiscal. O placar indica que ele foi abandonado pela própria base bolsonarista e pelo centrão. Ou seja: Paulo Guedes pode cair. Confira, abaixo, o tweet do deputado Rogério Correia (PT-MG):

*Com informações do 247

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CPI da Covid avalia indiciar de Eduardo e Carlos Bolsonaro

Não é só Jair Bolsonaro que deverá ter o seu indiciamento pedido no relatório da CPI da Covid. A cúpula da CPI também avalia indiciar dois dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro, além de pessoas do círculo restrito do bolsonarismo que frequentaram o Palácio do Planalto.

Junto com os irmãos Bolsonaro, devem entrar na lista o ex-secretário de Comunicação da presidência da República, Fábio Wajngarten, e o assessor da área internacional Filipe Martins.

Os nomes dos quatro deverão constar do capítulo relativo à disseminação de fake news. Eles estão entre as mais de 30 pessoas que deverão ser alvo do relatório, previsto para ser apresentado no próximo dia 19 e votado no dia seguinte.

Segundo pessoas envolvidas na elaboração do documento, o relator, Renan Calheiros, e a equipe de juristas que assessora a CPI estão escrutinando trocas de mensagens dos filhos do presidente que comprovariam o envolvimento com o esquema de divulgação de notícias falsas sobre o coronavírus, vacinação e tratamentos sem eficácia contra a Covid-19.

As mensagens constam do material compartilhado com a CPI pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O ministro conduz o inquérito das fake news. A investigação apura a disseminação de conteúdos falsos por autoridades e influenciadores bolsonaristas que receberam dinheiro público por meio de anúncios em seus sites e canais na internet.

No caso de Eduardo, a principal evidência para o indiciamento são as mensagens trocadas com empresários que os membros da CPI chamam de “patrocinadores” da máquina de fake news na pandemia, entre eles o dono da Havan, Luciano Hang e o ex-gestor de fundos do banco Lehman Brothers Otávio Fakhoury.

Numa das mensagens, por exemplo, Eduardo e o blogueiro Allan dos Santos conversam sobre um pedido de patrocínio ao dono da Havan. Meses depois, Allan diz a Eduardo que o empresário havia concordado com o patrocínio. Na CPI, Luciano Hang negou que tenha dado dinheiro para a disseminação de fake news.

Fakhoury, por sua vez, admitiu na CPI a doação de R$ 200 mil para o Instituto Conservador Liberal, de Eduardo Bolsonaro. Segundo apurou a comissão, Eduardo e Fakhoury também planejaram comprar uma rádio para disseminar conteúdo.

O empresário, que foi ouvido na semana passada pela comissão, hoje é presidente do PTB de São Paulo. Também integra o Instituto Força Brasil, entidade que entrou no radar da CPI depois que seu presidente, um coronel reformado, se envolveu em tratativas pouco ortodoxas para a compra de vacinas no Ministério da Saúde.

Já Carlos Bolsonaro aparece trocando mensagens com Filipe Martins a respeito do conteúdo sobre a pandemia a ser distribuído nas redes bolsonaristas.

Para a cúpula da comissão, é certo que Carlos, ou Carluxo, compõe e coordena o chamado gabinete do ódio. O que os assessores da CPI ainda estão estudando é se os filhos do presidente podem ser enquadrados em algum crime e qual seria.

*Com informações de O Globo

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Piquet, o chofer malandro de Bolsonaro

Condenação de empresa do ex-piloto em processo tributário coloca em perigo contrato milionário com o Inmet.

Piquet caiu nas graças de Bolsonaro. Ele tem cumprido à risca o mandamento do bolsonarismo de frete. Possivelmente não perde um programa da Jovem Pan, sobretudo os comandados por Augusto Nunes, aquele que diz ter direito de ser um fascista.

Quando Piquet, que a vida inteira fez pose de sofisticado, bancou o empregado do seu amo Bolsonaro, o adulador serviçal produziu a cena mais desprezível de sua vida. Mas não foi sem motivos que o sabujo bajulou seu mito.

Essa paixão tem motivos inconfessáveis e a reportagem de Alexandre Aragão, do Intercept, explica todo esse apego cheio de ternura de Piquet a Bolsonaro.

Os negócios lucrativos que essa amizade proporciona a Piquet, não são de pouca monta. Ou seja, esse apoio é dado em troca do seu estabelecimento, daí o tráfico de influência ser parte dessa negociação que faz com que, entre outros pactos, Piquet assine contratos pessoais para bancar o chofer de Bolsonaro e o defendeu como quem defende o próprio negócio.

Toda essa campanha de Piquet pró-Bolsonaro é em prol de sua empresa, como mostra a excelente matéria abaixo:

The Intercept Brasil – Piquet é eleitor de Bolsonaro desde o primeiro turno, em 2018. Naquele ano, foi aplaudido e chamado de “mito” durante uma reunião da área comercial da empresa que preside, a Autotrac, quando disse, para risos da plateia: “Quem é o viado aqui que vai votar nesse PT?”.

Ele também gravou vídeos de apoio para candidatos bolsonaristas. “Tereza Cristina, nós estamos esperando você aqui em Brasília para ajudar o Bolsonaro a botar esse país em ordem, viu?”, ele pediu, se dirigindo à política do DEM de Mato Grosso do Sul que se elegeu deputada federal, mas nem assumiu o cargo — foi convocada a ser ministra da Agricultura ainda em fins de 2018.

Tido como um piloto cerebral e disposto a atitudes antidesportivas para vencer nas pistas, Piquet, atualmente empresário, tem bons motivos para paparicar Bolsonaro. Uma de suas empresas, a Autotrac, travou uma batalha legal contra a União ao longo de mais de uma década. Ela terminou em maio passado, e a Autotrac perdeu: o Superior Tribunal de Justiça, o STJ, a condenou a pagar contribuições previdenciárias que deixou de recolher. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a PGFN, então, enviou ofício à Receita Federal informando sobre a decisão e determinando que o órgão, subordinado ao Ministério da Economia, cobrasse a dívida da Autotrac.

Sem esperanças nos tribunais, a Autotrac, uma fornecedora de serviços de rastreamento via satélite de caminhões de que Piquet é presidente e garoto-propaganda, se vê ameaçada não apenas de ter que arcar com uma dívida grande, como também de perder um contrato de R$ 3,5 milhões anuais com o governo federal, firmado sem licitação em 2019, no início do governo Bolsonaro. Mais especificamente, com o Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, subordinado ao ministério comandado por Tereza Cristina.

A dívida tributária da Autotrac é mantida em sigilo pelas autoridades, mas é razoável estimar que é grande: a empresa deixou de pagar contribuição previdenciária sobre uma série de direitos de seus funcionários (são mais de 300, atualmente) ao menos desde 2011.

Após a condenação, o STJ enviou intimação à Receita Federal. Com isso, o órgão irá enviar carta-cobrança à empresa, na qual irão constar o valor da dívida e as condições de pagamento. Caso a Autotrac não pague ou opte por negociar, a Receita Federal inicia um processo de execução fiscal e inclui o débito na Dívida Ativa da União. Se isso ocorrer, a empresa de Piquet não poderá renovar nenhum dos contratos que mantém com entes públicos, inclusive o que tem com o Inmet — o único, atualmente, com o governo federal.

Por ser uma sociedade anônima, a Autotrac é obrigada a publicar balanços e divulgar seu faturamento, auditados pela consultoria Deloitte. Na mais recente assembleia geral, em março, a companhia informou que o lucro líquido apurado em 2020 foi de R$ 61,7 milhões. Por ser dono de 75,8% das ações da Autotrac, Piquet receberá da empresa a maior parte dos dividendos distribuídos por ela, que esse ano somam R$ 50 milhões.

Mas o contrato com o Inmet certamente não é desprezível: garante pagamentos de R$ 295 mil todo mês à empresa e prevê renovações seguidas e anuais até 2026. A próxima será discutida no vencimento do acordo, em 29 de novembro — ou seja, em menos de 60 dias.

Dá para entender a angústia de Piquet.

Contrato sigiloso, dívida monumental

A inexigibilidade de licitação é permitida pela lei em casos específicos — por exemplo, quando a empresa contratada não tem concorrentes no mercado. Seguramente, esse não é o caso da Autotrac. Mas não é possível saber o motivo da dispensa de concorrência. O processo foi classificado como restrito no sistema do Ministério da Agricultura e, por isso, os documentos que embasam a dispensa de licitação não são públicos.

Os contratos até estão disponíveis na página de transparência do site do Inmet, mas omitem os nomes dos representantes da Autotrac. Mesmo assim, não é difícil achar as digitais de Piquet no mais recente deles, assinado em Brasília em novembro de 2020. Um trecho da assinatura que escapou da tarja preta da censura revela partes de um N e de um P de caligrafia conhecida: é o autógrafo do tricampeão Nelson Piquet.

A Autotrac foi condenada a pagar contribuições previdenciárias sobre o décimo-terceiro salário proporcional, aviso prévio indenizado, horas extras, adicionais noturno, de periculosidade, de insalubridade e de transferência. A empresa deixou de recolher esses tributos em 2011, quando ajuizou a primeira ação esperando escapar do pagamento deles.

Com o passar do tempo — e dos recursos judiciais — o caso chegou ao STJ, que o julgou em maio. Decisões monocráticas como a do ministro Gurgel de Faria nesse caso só são habituais, no STJ, em questões sobre as quais exista jurisprudência pacificada — ou seja, em que a corte tenha um entendimento sólido e convergente sobre a questão.

Os advogados da Autotrac podem questionar a decisão do STJ no Supremo Tribunal Federal. Mas, para isso, seria necessária uma nova ação judicial que questione a contribuição previdenciária em si. Ela não teria, contudo, o efeito de suspender os débitos que já existem. Um integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, tribunal administrativo ligado ao Ministério da Economia, comentou o assunto sob a condição de sigilo e me explicou que o cálculo de uma dívida do tipo depende basicamente de dois fatores: o tempo decorrido sem recolhimento e o tamanho da folha de pagamento da empresa.

O valor da dívida pode chegar às centenas de milhares de reais, uma vez que a Autotrac possui mais de 300 funcionários e ficou sem recolher as contribuições durante quase 11 anos. Questionei a PGFN, que me respondeu apenas que “tal valor será calculado pela Receita Federal e discriminado no momento do lançamento”.

A Receita irá retomar a cobrança agora que foi intimada da decisão judicial, abrindo prazo de 30 dias para pagamento ou parcelamento da dívida. No entanto, o ofício da PGFN enviado à Receita Federal em 18 de agosto — três meses após a decisão do STJ — indica que a retomada da cobrança ainda não havia ocorrido. Amparada no artigo 198 do Código Tributário Nacional, que prevê o sigilo fiscal do contribuinte, a Receita Federal não informou o valor da dívida e me disse que não comenta casos específicos.

Para estar apta a renovar o contrato com o Inmet em novembro, a Autotrac precisará apresentar uma certidão negativa de débitos relativos aos tributos federais e à Dívida Ativa da União, atestando que a empresa não deve impostos ao governo federal. Durante os anos em que questionou os débitos tributários na justiça, a Autotrac assinou contratos públicos apresentando uma certidão positiva com efeitos de negativa, o que significa que ela tinha uma dívida com a União sob disputa judicial. Agora que o caso foi encerrado e a empresa foi condenada, não será mais possível enquadrá-la nessa categoria.

No meio tempo, uma esperança surgiu no horizonte. Mesmo que a Autotrac seja inscrita na Dívida Ativa da União, contará com condições favoráveis para quitar o débito. Em 22 de setembro, o Diário Oficial da União publicou portaria da PGFN reabrindo o prazo para adesão ao Programa de Retomada Fiscal, instituído em setembro de 2020 como forma de estimular empresas afetadas pela pandemia a quitarem suas dívidas com o governo.

A modalidade de transação extraordinária, acessível mesmo a empresas que não sofreram com a pandemia, prevê o pagamento de uma entrada correspondente a apenas 1% do total da dívida, dividida em até três vezes. O restante do valor — no caso de débitos previdenciários — pode ser parcelado em até 60 vezes, ou seja, em cinco anos. Conforme as regras definidas na Portaria 11.496, empresas inscritas na Dívida Ativa da União até 30 de novembro deste ano poderão aderir ao programa até 29 de dezembro.

Ter a Receita Federal sob controle, convém lembrar, está entre as prioridades de Jair Bolsonaro. O órgão é parte relevante nas investigações sobre transações suspeitas envolvendo os filhos parlamentares Flávio e Carlos, as ex-mulheres Ana Cristina Valle e Rogéria Bolsonaro e ex-funcionários dos gabinetes da família.

Em agosto, Bolsonaro publicou um decreto em que afrouxou os critérios para a nomeação de corregedor do órgão, abrindo espaço para a indicação de um auditor fiscal aposentado que é o preferido do senador Flávio Bolsonaro, do Patriota do Rio, para o cargo. Segundo o Valor, Dagoberto da Silva Lemos participou em julho de uma reunião com Flávio e Jair Bolsonaro para discutir sua futura atuação como corregedor da Receita.

Piquet, também ansioso por uma solução da Receita para os problemas da Autotrac, certamente teve tempo para explicá-los ao presidente — não apenas em 7 de setembro, mas já desde abril, quando o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, o levou para uma visita dominical ao Palácio da Alvorada.

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Oceano de dinheiro de brasileiros foi encontrado em paraísos fiscais, nenhum é do PT, todos são golpistas “contra a corrupção”

Por mais que a mídia tente esconder a lista dos nomes dos ricos com dinheiro depositado em contas de paraísos fiscais, ela não consegue.

É o retorno ao Brasil colônia quando fazendeiros extrativistas mandavam na economia faziam o mesmo. Essa também é a carta na manga que a equipe dos sonhos do mercado financeiro, que comanda a economia de Bolsonaro, achou por bem, em nome do patriotismo do governo, reproduzir essa forma de lesa pátria.

A mídia, que esconde nomes de brasileiros apontados no Pandora Papers como titulares de contas milionárias em paraísos fiscais, também faz corpo mole na hora de citar os três chefes de Estados da América Latina, Sebastián Piñera (Chile), Guillermo Lasso (Equador) e Luis Abinader (República Dominicana), que também têm offshores, porque todos são empresários e políticos de direita.

Lógico que não colocaria nas manchetes os nomes do ministro da Economia, Paulo Guedes, e muito menos o do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que colocam as montanhas de dinheiro acumuladas em paraísos fiscais para lucrar em dólar com a desgraça da moeda brasileira. Ou seja, lucram por dia milhões nas costas sangradas do povo brasileiro.

Um ministro da Economia como Paulo Guedes, que tem contas em paraíso fiscal com US$ 10 milhões, vai se preocupar com o povo que está comendo osso? Claro que não. Não há ingênuo que acredite que um sujeito que diz que, na época de Lula e Dilma, empregada doméstica ir à Disney era um absurdo, que filho de porteiro não tinha que fazer curso superior, que pobre era pobre porque não poupava e que os pobres tinham que comer restos de comida dos ricos, sendo este o único projeto oficial que jogou mais de 20 milhões de brasileiros na miséria absoluta, ninguém esperaria nada de um sujeito desse que não fosse o que revelou a Pandora Papers.

Pior, ninguém esperaria nada diferente da mídia de mercado que não fosse o papel de guarda-chuva dos milionários brasileiros, incluindo Paulo Guedes, enquanto o país quebra e a população passa fome.

Afinal, o baronato midiático é parte dessa oligarquia.

Na verdade, para a mídia, o grande problema nem é esse, mas sim o fato não ter ninguém do PT na lista de picaretas milionários, ao contrário, todos foram foco da mesma mídia que, em nome do “combate à corrupção”, operou nos bastidores para golpear Dilma, condenar e prender Lula sem qualquer prova de crime para Bolsonaro e, consequentemente Paulo Guedes tomarem o poder. Ou seja, é muito amor envolvido entre os próprios “canalhas patriotas”.

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Presidente da Petrobras diz que empresa não vai segurar preço de combustível

O risco é “zero” de a Petrobras atuar para segurar os preços dos combustíveis no país em meio a um período de valores elevados que pressionam a inflação e o orçamento dos brasileiros, disse o presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna, em entrevista à Reuters.

Isso significa que, se os preços do petróleo ou o câmbio se moverem para novas altas estruturais, a Petrobras terá de reajustar os preços de gasolina e diesel para manter sua política de seguir a paridade com as cotações globais, apesar de pressões contrárias de parte da sociedade, afirmou o executivo.

Depois de 85 dias, a Petrobras promoveu nesta semana um reajuste no preço do diesel de cerca de 9%, e com altas anteriores o combustível nas refinarias da empresa acumula aumento de mais de 50% no ano, assim como a gasolina, gerando manifestações de políticos para que a petroleira estatal tenha uma “função social” de aliviar a inflação.
“A chance disso (segurar preços) acontecer é nenhuma”, disse o general da reserva em entrevista por telefone na noite de sexta-feira (1), ao comentar a importância de a Petrobras ser guiada pelas regras de mercado na definição dos preços.
“Eu considero zero. A Petrobras é uma empresa muito bem regulada, com normas de conformidade. Nenhum colegiado vai aprovar uma coisa dessas”, completou ele, ao ser questionado sobre os riscos de a empresa voltar a ser utilizada como instrumento de controle de inflação.
O general da reserva destacou que a empresa tem de respeitar a Lei da Estatais e seguir regras de governança e a política de PPI (preço de paridade de importação), que não será abandonada.
“A empresa tem que seguir a métrica de preços internacionais, não tem jeito”, refutando comentários de que a Petrobras teria que zelar por uma modicidade de preços, sem pensar apenas no lucro.
*Com informações do Uol

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PoderData: 6 em cada 10 brasileiros desejam votar em Lula; 4 em Bolsonaro

Petista tem o maior potencial de voto entre os pré-candidatos a presidente em 2022.

Pesquisa PoderData realizada nesta semana (27-29.set.2021) mostra que o ex-presidente Lula (PT) é o nome com mais potencial de voto na disputa para a presidência da República em 2022, nas próximas eleições: 60% dizem que consideram ou têm certeza de que vão votar no petista. Depois dele, vêm Ciro Gomes (46%), João Doria (44%) e o atual presidente Jair Bolsonaro (41%). Foram testados 6 nomes no cenário, de pré-candidatos a potenciais, como o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais. O PoderData questiona os entrevistados sobre cada 1 dos candidatos, separadamente. Eles podem responder se consideram cada 1 dos nomes como o único em quem votariam, como alguém em quem poderiam votar ou como 1 candidato em quem não votariam de jeito nenhum.

O potencial de voto corresponde à soma do grupo que considera o pré-candidato como única possibilidade de voto com o que cogita a possibilidade de votar nele. Nesse quesito, Lula avançou 5 pontos percentuais em 1 mês. Também aumentaram os seus respectivos percentuais João Doria (+4 p.p.) e Jair Bolsonaro (+6 p.p.).

A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 2.500 entrevistas em 451 municípios nas 27 unidades da Federação de 27 a 29 de setembro de 2021.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população….

A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

*Com informações do Poder 360

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Mensagens de celular de Bolsonaro serão incluídas no relatório da CPI

Presidente será o personagem central no capítulo que tratará de disseminação de fake news na pandemia.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai incluir no relatório final da CPI da Covid as mensagens de WhatsApp enviadas por Jair Bolsonaro, a contatos de sua lista de transmissão. O relator da comissão avalia usar as mensagens como prova para sustentar a recomendação de indiciamento de Bolsonaro por incitação a descumprimento de medida sanitária.

Nos textos enviados de seu celular, o presidente dissemina fake news sobre o combate à pandemia. No mesmo dia em que o Ministério da Saúde voltou a recomendar a vacinação de adolescentes no início desta semana, Bolsonaro escreveu: “jovens morreram com a Pfizer”. A mensagem foi disparara para contatos do presidente e remetia a um vídeo de uma comentarista de televisão levantando suspeitas sobre a vacinação ao citar mortes de adolescentes que sequer haviam sido imunizados.

O pedido de inclusão das mensagens de WhatsApp no relatório foi feito pelo senador Humberto Costa (PT-PE), também integrante da CPI da Covid, e acatado por Renan Calheiros.

— As mensagens enviadas por Bolsonaro à sua lista de contatos disseminando fake news sobre a vacina da Pfizer constará no relatório, como também constarão outras postagens e declarações do presidente para desincentivar a vacinação. Bolsonaro será responsabilizado por disseminar fake news e desincentivar a vacinação – disse Renan ao GLOBO, referindo-se também ao conhecido episódio no qual Bolsonaro disse que pessoas poderiam virar “jacaré” caso se vacinassem.

O capítulo sobre fake news preparado no relatório de Renan tem Bolsonaro como personagem central.

— Tudo começava a partir da atuação do presidente, que fazia as postagens e, depois, era seguido pelo gabinete do ódio, por sites bolsonaristas – concluiu o relator.

Renan foi aconselhado por consultores legislativos a propor o indiciamento de Bolsonaro por incitação ao crime por descumprimento de medida sanitária. O relator afirmou, no entanto, que antes de incluir essa tipificação penal no relatório, vai consultar a opinião dos demais integrantes da comissão parlamentar de inquérito.

*Com informações de O Globo

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Lula obtém sua 20ª vitória na justiça contra Moro e caso do sítio de Atibaia é enterrado

A mesma mídia que elevou um vigarista como Moro à condição de herói, não tem a dignidade de ao menos colocar em destaque a 20ª vitória de Lula contra esse patife. Patife que até aqui segue impune, mais que isso, tratado, senão como celebridade pela mídia, como um juiz que cumpriu um bom papel de “combate à corrupção”, sendo que o próprio e seus meninos de Curitiba, comprovadamente, cometeram crimes de corrupção dentro do sistema de justiça. Crimes que são, em cerda medida, abonados até hoje pela mídia amiga da Lava Jato.

Em decisão nesta quarta-feira (29), a 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal voltou a rejeitar, por falta de provas, a ratificação de denúncia contra Lula no caso do Sítio de Atibaia, na vigésima vitória do ex-presidente no lawfare conduzido pela Lava Jato contra ele.

O que fica explícito é que a mídia brasileira tem uma dívida de gratidão com Moro por ele ter contribuído decisivamente com o golpe contra Dilma, mas sobretudo por ter acusado, condenado e prendido Lula sem qualquer prova de crime, o que levou Bolsonaro ao poder e o próprio Sergio Moro dar seus primeiros passos na política.

Mas vendo Dora Kramer dizendo que Moro pode não ter a mesma força dos tempos áureos do tapete vermelho da Lava Jato, ele ainda tem capital político para se arriscar numa aventura de se candidatar ao Senado. Dora fala de alguém que parece não ter cometido qualquer crime, de um juiz que não tenha obrigado o STF a anular todas as suas sentenças contra Lula por considerá-lo parcial, o que, em outras palavras, significa que o STF, mais do que afirmar que Moro não provou qualquer crime de Lula, cometeu crime de corrupção contra a própria toga que ostentava como se fosse a capa preta do Batman.

Na verdade, a mídia não aceita sequer associar da eleição de Bolsonaro à cafajestada de Moro, menos ainda associar o ex-juiz ao ministério de Bolsonaro, governo do qual foi ministro de uma super pasta. Casamento considerado pela mídia, na época, como uma espécie de Romeu e Julieta, de goiabada cascão com queijo mineiro.

Isso só mostra que a mídia brasileira é muito mais perigosa quando se autocensura para esconder fatos graves que atingem a vida de milhões de brasileiros, do que produzir meias verdades, induzir a sociedade a raciocinar por um viés de interesse dos barões da comunicação, que são servos do mercado, e tudo fica no ora veja.

Se a mídia não levanta lebre, ela espera que as pessoas esqueçam da existência da lebre.

É inacreditável um comportamento como esse em plena era da revolução informacional.

Agora, vem essa notícia de que, por falta de provas, não pesa mais sobre Lula qualquer acusação de crime de corrupção no caso do sítio de Atibaia em que foi acusado por Moro. Mas a mídia faz isso dentro de um limite que estabelece um conceito estatutário, que dá a notícia sem destaque para não ser acusada de censurar informações que não atendam aos seus interesses.

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O que Bolsonaro tem para mostrar: ‘Caminhão de ossos’ no Rio é disputado por população faminta

A crise econômica pela péssima atuação do governo Bolsonaro durante a  pandemia trouxe de volta uma ameaça para parte dos brasileiros: a fome, a miséria. Com inflação e desemprego elevados, o país passou a registrar mais cenas de pessoas em busca de doações de alimentos e até de itens rejeitados por supermercados.

As cenas mais recentes a ganhar repercussão ocorreram na zona sul do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (29), reportagem do jornal Extra mostrou que um caminhão com restos de carne e ossos, no bairro Glória, virou ponto de distribuição para moradores que têm fome e não têm dinheiro para comprar alimento.

Comerciantes da região relataram que essas cenas costumam ocorrer durante a manhã, em parte da semana. A reportagem tentou contato com os responsáveis pela distribuição, mas não obteve retorno. Ao Extra, o motorista do caminhão indicou que antes as pessoas buscavam os ossos para dar a cachorros, e hoje as sobras vão para consumo próprio.

Cenas como essa não são exclusividade do Rio. Durante a pandemia, cidades como Cuiabá (MT) também registraram filas de pessoas em busca de doações de restos de ossos de boi. Os resquícios de carne acabam virando prato principal na casa de quem sofre com dificuldades financeiras.

A organização social Viva Rio afirma que percebeu um aumento na fome com a chegada da pandemia. Por isso, ajudou a promover uma campanha de doações de alimentos, a SOS Favela, a partir da fase inicial da crise sanitária. Segundo a organização, 450 comunidades do estado do Rio chegaram a ser beneficiadas.

“O impacto da pandemia foi tremendo. O último a se recuperar é o mais pobre, que depende do trabalho nas ruas, por conta própria e informal. Ele é o primeiro a entrar na fila das perdas e o último a sair”, diz o antropólogo Rubem César Fernandes, fundador da Viva Rio.

“A situação ainda é dramática. A população de rua aumentou.”

No estado do Rio de Janeiro, 2,6 milhões de pessoas (o equivalente a 15,1% da população local) estavam em situação de extrema pobreza e viviam com até R$ 89 por mês no começo deste ano, segundo levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a partir de dados do Ministério da Cidadania.

Durante sessão da CPI da Covid nesta quarta-feira, o senador Humberto Costa (PT-PE) comentou, com críticas ao governo Jair Bolsonaro, o caso de pessoas garimpando restos de carne entre ossos no Rio.

“Não sei se o senhor viu, na foto de um jornal, um bocado de carcaça de osso e umas pessoas querendo levar aquilo ali, que antigamente compravam pra dar para os cachorros, e hoje as pessoas compram para fazer sopa e comer o resto da carne”, disse, durante sua fala no depoimento do empresário bolsonarista Luciano Hang.

O senador disse que “é isto que este governo e esse projeto causaram ao nosso país: uma tragédia sanitária, econômica, social e política”.

*Com informações da Folha

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