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Pros retira candidatura de Pablo Marçal e declara apoio a Lula, que ganha mais tempo de TV

Ex-presidente vem reunindo apoio dos mais variados setores. Além de Marçal, Janones (Avante) também deverá deixar a disputa, aliando-se a Lula.

Em reunião nesta quinta-feira (3) com coordenadores da campanha de Pablo Marçal à Presidência da República, a direção histórica do partido decidiu e declarou apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT), líder em todas as pesquisas eleitorais. Ainda que Marçal tenha registrado somente cerca de 1% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais ao longo dos últimos meses, o apoio de seu partido ao petista pode ser decisivo para que Lula vença o pleito já no primeiro turno. A candidatura de André Janones (Avante) também pode ser retirada e ajudaria o ex-presidente no mesmo sentido.

Participaram da conversa Eurípedes Junior, presidente da sigla, Felipe Espírito Santo, presidente da Fundação da Ordem Social, e Bruno Pena, advogado do PROS. Eles estiveram com Aloizio Mercadante, coordenador do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, e Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente do movimento Vamos Juntos Pelo Brasil (PT, PSB, PCdoB, PV, REDE, PSOL e Solidariedade). O encontro ocorreu na sede da Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, nesta quarta-feira (3/8).

*Com 247

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Sobrinho de Bolsonaro vai a júri popular por tentativa de feminicídio

A Justiça de São Paulo determinou que Orestes Bolsonaro Campos, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro (PL), vá a júri popular por tentativa de feminicídio.

Orestinho, como é conhecido, é acusado de ter entrado na casa da ex-mulher, com quem viveu por 17 anos, e tentado matá-la. O sobrinho de Bolsonaro também tentou matar o atual companheiro dela. O caso teria ocorrido em outubro de 2020 em Cajati (SP) —cidade a cerca de 230 quilômetros da capital paulista—, meses depois da separação do casal.

O despacho determinando o júri popular foi publicado no dia 25 de julho, mas a data do julgamento ainda não foi marcada.

O Ministério Público, que apresentou suas alegações finais em maio, pede que Orestes seja condenado por tentativa de homicídio com quatro circunstâncias qualificadoras, que podem elevar a pena. O sobrinho de Bolsonaro responde ainda a um segundo processo, por lesão corporal.

Qual é a acusação? Segundo a colunista Juliana Dal Piva, do UOL, a denúncia do Ministério Público aponta que Orestes ainda tinha uma chave da casa onde a ex-mulher morava com o namorado, o comerciante Valmir Oliveira. Na manhã de 2 de outubro de 2020, ele invadiu a sala enquanto o casal dormia no sofá com um dos filhos de Orestes, de 3 anos.

Ao entrar no imóvel, Orestes teria atingido Oliveira com um pedaço de madeira e sacado uma arma de fogo. Nesse momento, a ex-mulher de Orestes saiu da casa com a criança, e os dois continuaram a luta corporal. No confronto, o sobrinho de Bolsonaro teria atirado contra Oliveira, mas errado o alvo. Imagem de perfuração.

Imagem de perfuração

Uma foto dos autos do processo, revelada pelo UOL no ano passado, mostra uma perfuração de bala na parede externa de um dos quartos da casa, onde dormia a filha mais velha de Orestes, de 9 anos. A menina não foi atingida. Ao deixar o imóvel, a ex-mulher de Orestes pediu ajuda e foi à polícia.

O sobrinho de Bolsonaro responderá por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, contra o casal. Em relação à ex-mulher, pesa ainda a qualificadora de crime contra a mulher por razões da condição de sexo feminino.

tiro - Reprodução processo contra Orestes Bolsonaro Campos - Reprodução processo contra Orestes Bolsonaro Campos

Qual é o parentesco com Bolsonaro? Orestes, que nunca concorreu a um cargo eletivo e não faz aparições públicas com Bolsonaro, é filho de Denise Bolsonaro Campos, irmã do presidente. Em seu perfil no Facebook, há publicações de apoio às visões de Bolsonaro, especialmente em relação à pandemia, mas o presidente quase não é citado.

Procurado para comentar o caso, o advogado Alexander Neves Lopes, que defende Orestes, afirmou que deverá conversar com o cliente amanhã e só posteriormente irá se manifestar.

Sócio de clube de tiro

O UOL revelou, em julho, que Orestes foi, até o ano passado, sócio de um clube de tiro em Cajati. Segundo os documentos registrados na Junta Comercial de São Paulo, em março de 2020, ele constituiu a empresa ao lado do pai, o empresário José Orestes Fonseca Campos, e do irmão, Osvaldo Bolsonaro Campos.

Um mês após se tornar réu por tentativa de feminicídio, contudo, Orestes deixou a sociedade. Apesar de a empresa estar constituída há mais de dois anos, o clube de tiro ainda não consta entre os registrados pelo Exército para operarem, conforme a instituição confirmou ao UOL.

Em julho, a reportagem foi à sede do clube de tiro. Não há placa com informações sobre funcionamento ou sinal de que esteja aberto ao público. Segundo os vizinhos, o estande funciona no subsolo da casa onde Orestes mora.

*Com Uol

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Bolsonaro em mais crime de responsabilidade e pede que Fux, presidente do STF, seja investigado por defender urna eletrônica

“Fux está no mínimo equivocado, ou é fake news. Deveria então o Fux estar respondendo no inquérito do Alexandre de Moraes, se fosse um inquérito sério”, disse Bolsonaro.

Jair Bolsonaro, que tem ficado cada vez mais isolado politicamente em seus ataques ao sistema eleitoral e às instituições, cometeu nesta terça-feira (2) mais um crime de responsabilidade ao atacar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Durante entrevista à Rádio Guaíba, Bolsonaro defendeu que Fux seja incluído no chamado inquérito das Fake News por ter defendido, ontem, a lisura das urnas eletrônicas durante seu discurso de abertura do semestre do Judiciário.

“Fux está no mínimo equivocado, ou é fake news. Deveria então o Fux estar respondendo no inquérito do Alexandre de Moraes [das fake news], se fosse um inquérito sério”, disse Bolsonaro. “Prezado Fux, qual país desenvolvido do mundo adota nosso sistema eleitoral? Que maravilha esse sistema eleitoral que ninguém quer”.

*Com 247

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AgroTebet, a bruxa da maçã envenenada

O clero midiático, sobretudo dos barões mais opulentos, que se acham dominadores da cabeça dos brasileiros, vendo cada vez mais escassa a chance de inventar uma candidatura da pra lá de finada terceira via, resolveu dar acento central a uma representante de uma serpente do agronegócio.

A coisa é muito grosseira e, por isso mesmo, já chega envenenada, porque todos sabem que o agro é tóxico e não há como poetizar uma legítima representante do veneno que mata tantos brasileiros.

O discurso de que Simone Tebet tem um grande coração, sobretudo nos programas da GloboNews, soa como patético e que Tebet representa o eleitorado feminino é ainda mais pitoresco, porque todos nós vimos o quanto essa senhora se esmerou para golpear a primeira mulher presidenta do Brasil.

A faixa que vai nessa barca furada, já nasce náufraga.

Tebet é a mais genuína representante da bancada do veneno, por isso essa imagem de quem pretende se vender como uma mulher maravilha, é puro truque. De sublime, a nova dama da GloboNews, não tem nada.

Na luz da história, Tebet sempre se colocou do lado oposto do que hoje prega para ver se consegue arrebatar os tolos.

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Lázaro do planalto, em confissão de culpa, ameaça: “atiro pra matar”

Bolsonaro faz o próprio rascunho de acusação de seus crimes.

O sujeito não para de tricotar e vestir a carapuça de criminoso comum. Agora fala publicamente em assassinar qualquer um que queira lhe prender.

É uma espécie de autoassédio, ou autoagressão.

É um tipo de categoria de criminoso que adiciona auto flagelo, intolerância e ameaças de véspera.

Como não chamar um camarada desses de peru de natal se é ele que está trôpego, sugerindo que coloquem sua cabeça na guilhotina antes das eleições?

Aliás, são duas confissões num mesmo pacote de desespero.

A de quem se confessa derrotado nas urnas e não para de falar que será preso pelos inúmeros e incontáveis crimes que cometeu.

Se é ele que coloca a carroça na frente dos burros, a boiada já dá como certa a sua leitura e desiste de tentar rebocar sua empacada candidatura.

Segundo reportagem no Metrópoles, Guilherme Amado, agitado, falando de maneira descontrolada, Bolsonaro causou impacto, em especial quando disse qual seria sua reação caso a polícia batesse à sua porta para executar uma ordem de prisão:

“Eu atiro para matar, mas ninguém me leva preso. Prefiro morrer”.

Seja como for, Bolsonaro deve aferir diariamente através de pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto como anda sua sorte eleitoral e certamente está sendo avisado diuturnamente que a sua vaca está cada vez mais atolada no brejo.

Isso explica os faniquitos de Lázaro do planalto e um criminoso confesso que sabe o que fez num passado recente e, por isso mesmo, tem plena noção do desfecho da tragédia pessoal que lhe aguarda na esquina a partir de 2 de Outubro.

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Sem aditivo via Pix, quem vai chorar por Bolsonaro?

Com sua iminente derrota no dia 2 de outubro, Bolsonaro terá um novo peso e suas falácias, uma nova tradução. Mais do que isso, sem recursos federais que jorraram nas contas de seus deformadores de opinião, Bolsonaro ficará sem os apoios artificiais que todos nós conhecemos.

Desse bolsonarismo, feito sob encomenda, e muito bem pago com verba pública, não sobrará semente. Tudo isso vai virar pó. E Bolsonaro, como é um covarde por natureza, será a expressão do pavor que ele já alimenta desde o dia em que Lula voltou a ser elegível.

Bolsonaro pode ser tudo, menos bobo e sabe que será absolutamente abandonado, sobretudo pelos que hoje o defendem a ferro, fogo e muita grana pública. Aliás, estes também perderão a serventia para a emissora e serão chutados, mas com um bom pé de meia que fizeram durante os quatro anos da farra do boi.

Mônica Bergamo, na Folha, hoje, confirmou aquilo que até o mundo mineral sabe e comenta, que Bolsonaro está se borrando inteiro de medo daquilo que é, para ele e os filhos, cada dia mais inevitável, que é a cadeia pelos inúmeros crimes cometidos pela falange chamada clã Bolsonaro.

E não haverá presidente da Câmara ou PGR interessados em salvar o cachorro morto que já não tem qualquer poder e serventia. Aliás, essa é a principal regra do jogo de poder dessa turma. Está com a chave do cofre nas mãos, com o controle das instituições do Estado, está com tudo. Perdeu o bálsamo do poder, perdeu tudo, inclusive a liberdade, sobretudo quem for criminoso com baldes e mais baldes de provas robustas, materiais e imateriais.

Daí o desespero narrado por muitos dos seus assessores ou gente próxima de Bolsonaro, que dizem que ele vive um inferno mental que o atormenta, acordado ou dormindo, tendo pesadelos com esse inevitável encontro com a justiça.

Para Bolsonaro, só restam as ameaças, tentando colocar as Forças de Segurança do país como babá de quem não terá como fugir do que lhe espera logo após a confirmação da vitória de Lula em que Bolsonaro será automaticamente jogado na bacia das almas.

A conferir.

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Câmara acelera votação de projeto que tira poder de governadores sobre PMs às vésperas da campanha

Projeto de lei institui a lista tríplice para escolha de comandantes-gerais, confere mandato de dois anos e dá autonomia orçamentária às PMs; tendência é de aprovação entre deputados, informa o Estadão.

A Câmara dos Deputados ressuscitou a intenção de retirar dos governadores de Estado poder e controle sobre o comando da Polícia Militar (PM). Os deputados se preparam para votar nesta terça-feira, 2, um projeto de lei que institui a lista tríplice como forma de escolha dos comandantes-gerais, confere a eles um mandato de dois anos e dá autonomia orçamentária às PMs. A tendência é de aprovação.

Em junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e ministros receberam no Palácio da Alvorada parlamentares da comissão de segurança pública e entidades representativas de policiais, que defendem a aprovação de uma nova lei orgânica para as polícias: pressionavam pela votação como uma forma de aceno às bases do presidente na segurança pública, já que a lei orgânica é mais abrangente e traz outros benefícios. O governo federal acompanhou todos os passos da preparação do projeto, elaborado em consulta às associações, e também fez sugestões, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Originalmente, a limitação ao poder dos governadores havia sido incluída no projeto de lei orgânica das PMs. Uma ideia semelhante foi criada para nomeação dos delegados-gerais de Polícia Civil, que discutiam sua organização à parte. Nenhuma das duas leis orgânicas, no entanto, avançou a ponto de ser votada pelos deputados.

O projeto de lei é de autoria do deputado José Nelto (Progressistas-GO), mas foi modificado por parlamentares bolsonaristas. Fizeram contribuições a deputada Major Fabiana (PL-RJ) e o Cabo Junio Amaral (PL-MG), ambos ex-policiais militares. Os favoráveis à ideia argumentam que visam reduzir a “ingerência política” e influência partidária dos governadores nas PMs.

O PL 164/2019 diz que o comando-geral de policiais e bombeiros militares será exercido por oficial da ativa do último posto, atualmente coronel, escolhido pelo governador a partir de lista tríplice. Essa lista será encaminhada ao governador depois de uma votação interna sigilosa, que envolverá todos os oficiais da ativa. Poderão concorrer os dez coronéis mais antigos.

O escolhido comandante-geral exercerá um mandato de dois anos e poderá ser reconduzido ao cargo, a critério do governador, uma vez. Já se o governador desejar destituir o comandante-geral, ele precisará de aprovação por maioria de votos dos deputados estaduais ou distritais. Nenhuma dessas amarras existe atualmente, e a escolha dos governadores é livre dentro da corporação.

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O preço do amor de Nelson Piquet por Bolsonaro, R$ 6,6 milhões

Você não imaginou que Nelson Piquet bancou o chofer de Bolsonaro naquela patética chaleirada só porque o presidente tem discurso e atitudes racistas ou porque sua política do deixa infectar para criar imunidade de rebanho, que produziu a morte de quase 700 mil brasileiros e um número sem fim de outros tantos que até hoje sofrem as sequelas dessa doença e Bolsonaro tratou como gripezinha e frescura.

É ingenuidade imaginar que o apoio do bicampeão mundial de fórmula 1 a um sujeito que medalhonou, dentro da cadeia, com a maior honraria do estado do Rio de Janeiro, um miliciano como Adriano da Nóbrega, que também era diretor-presidente do escritório do crime.

Por tudo que já se sabe de corrupção nos ministérios do Meio Ambienta, da Saúde e, recentemente, do MEC, Piquet não bancou a alegoria bolsonarista na base do beijinho, beijinho, tchau, tchau, lógico.

E hoje, pelo menos parte do coração generoso de Bolsonaro a Piquet, dá uma pista do jogo de mão dupla desse acasalamento “ideológico” feito na base da compra de apoio como, aliás, é absolutamente corriqueiro no universo dos formadores de opinião bolsonaristas.

Matéria de Guilherme Amado, no Metrópoles, que segue abaixo, traz em detalhes dessa bem-aventurada amizade desinteressada.

Empresa de ex-piloto, apoiador de Bolsonaro, foi contratada sem licitação em 2019 e viu cifra aumentar após aditivo com a Agricultura

Apoiador declarado de Jair Bolsonaro, Nelson Piquet tem um motivo extra para torcer pela reeleição do atual mandatário do Planalto. A Autotrac Comércio e Comunicações, empresa que preside, receberá R$ 6,6 milhões por um contrato assinado em 2019, sem licitação, com o Ministério da Agricultura.

O valor contratado inicialmente foi de R$ 3,5 milhões. Em dezembro de 2020, o governo concedeu à empresa de Piquet um termo aditivo que, hoje, faz com que o montante chegue a exatos R$ 6.683.791,80. E as cifras podem aumentar ainda mais: há previsão no contrato para aditivos até 2026.

O contrato em questão foi firmado com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para fornecimento de equipamentos necessários à manutenção do sistema de comunicação de dados e controle das estações meteorológicas.

Apesar do contrato vultoso, atualmente a Autotrac deve à União R$ 6,3 mil em impostos. Procurado, Nelson Piquet não se manifestou sobre o assunto.

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Petrobras vira máquina de distribuição de dividendos; paga muito mais por ação que petroleiras estrangeiras

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro jura no Twitter que “o Brasil terá uma das ‘gasolina’ (sic) mais barata do mundo”, a Petrobras elevou sua farra de dividendos ao máximo.

Na quinta-feira, 28-07, a estatal anunciou lucro de R$ 54,3 bilhões e antecipação de R$ 87,8 bilhões em dividendos referentes aos resultados do segundo trimestre.

“É absurdo isso. O povo paga gasolina cara e também o aumento em cadeia dos produtos. Bolsonaro não resolve e ainda tira dinheiro dos estados pra tentar baixar o preço”, critica a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR).

No total, de janeiro a junho (primeiro semestre) a petroleira já distribuiu R$ 136,31 bilhões em dividendos.

Muito acima dos R$ 101,39 bilhões entregue no ano passado, que já haviam sido um recorde na história da empresa.

A “mágica da multiplicação” veio do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou remunerar os acionistas a R$ 6,73 por ação. Ou quase o dobro dos R$ 3,71 pagos pela empresa por ação na distribuição dos dividendos do primeiro trimestre.

“É um escândalo a diretoria da estatal pagar aos acionistas quase R$ 7 por ação e reduzir apenas 15 centavos no litro da gasolina, cujos preços abusivos têm impacto na inflação e na vida de todos os brasileiros”, critica o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar.

Para Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), boa parte deste “superlucro” resulta da alta dos preços dos combustíveis no mercado interno, que respondem por 74% dos lucros totais da empresa.

Em três anos e meio de governo Bolsonaro, a política de Preços de Paridade de Importação (PPI), adotada em 2016, sob o governo de Michel Temer — e mantida pelo sucessor —, já resultou em aumentos de mais de 155% na gasolina e de 203% no diesel comercializados pelas refinarias da Petrobras.

Costa Pinto chama de “butim” os R$ 87,8 bilhões em dividendos do segundo trimestre que serão distribuídos aos acionistas em agosto e setembro, às vésperas das eleições.

“Em apenas um trimestre, a empresa vai distribuir aos acionistas cerca de 20,5% do seu valor (R$ 428,7 bilhões)”, alerta.

“Deste total, R$ 35,5 bilhões vão para acionistas estrangeiros, R$ 32,5 bilhões para o governo e R$ 20,7 bilhões para os acionistas privados nacionais”, acrescenta.

“O valor é desproporcional frente a concorrentes internacionais”, expõe Marcos De Oliveira, no Monitor Mercantil.

Em seu artigo, ele demonstra isso. Seus dados em dólar americano:

Shell, uma das maiores petroleiras do mundo, lucrou US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2022. Anunciou pagamento de dividendos de US$ 0,25 por ação, além de manter programa de recompra de ações no valor de US$ 6 bilhões.

Total, outra gigante do setor, alcançou lucro de US$ 9,8 bilhões no mesmo período. Anunciou a distribuição de dividendos no valor de US$ 0,70 por ação e recompra de US$ 2 bilhões.

Equinor, estatal norueguesa e ex-Statoil, obteve lucro de US$ 17,6 bilhões e elevou pagamento de dividendos e recompra de 2022 ações em 2022 no total de US$ 13 bilhões. Os dividendos representam US$ 0,50 por ação.

Petrobras, também estatal, lucrou US$ 11 bilhões e vai distribuir US$ 1,23 por ação.

O valor dos dividendos pagos pela Petrobras por ação é disparadamente maior que os da petroleiras estrangeiras.

Petrobras, R$ 6,36

Total, R$ 3,62

Equinor, R$ 2,58

Shell, R$ 1,29

É como escreve Marcos De Oliveira: a Petrobras virou máquina de distribuição de dividendos.

*Com Viomundo

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Vídeo: Eleitor agradece a Lula por queda no preço da gasolina: “Se não tivesse em 1º nas pesquisas…”

Em vídeo que viralizou nas redes, homem atribui a queda no preço dos combustíveis ao “medo” de Bolsonaro de perder a eleição.

Pensada como trunfo pela campanha de Jair Bolsonaro (PL) para reverter o mau desempenho nas pesquisas de intenção de votos, a redução do preço dos combustíveis pode ser mais uma tática que está tendo efeito reverso entre os eleitores.

Em vídeo que viralizou nas redes, um homem agradece a Lula (PT) pelo preço da gasolina.

“Ui, papai, é R$ 5,79! Temos que agradecer ao presidente Lula, viu? Se ele não tivesse em primeiro lugar nas pesquisas, a gasolina não tava barata não. Porque o homem tá com medo”, diz o homem.

Confira:

*Com Forum