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Mundo

Ex-ministro da Defesa de Israel admite que “supremacia judaica” lembra nazismo

O ex-ministro da Defesa de Israel e ex-chefe do Estado-Maior, Moshe Ya’alon, afirmou em declarações recentes que a ideologia de “supremacia judaica” presente em setores do atual governo de Benjamin Netanyahu o faz lembrar do nazismo.

Detalhes das Declarações

A Comparação: Em publicações e entrevistas no final de janeiro de 2026, Ya’alon criticou duramente o que chamou de “governo de supremacia judaica”, descrevendo-o como messiânico e corrupto. Ele mencionou que, ao observar ações de extremistas contra palestinos (como ataques em Hebron), é difícil não recordar as raízes históricas de regimes totalitários.

Contexto: Ya’alon, que já foi um aliado próximo de Netanyahu, tornou-se um de seus críticos mais ferrenhos. Ele já havia acusado o exército israelense de realizar uma “limpeza étnica” em áreas como Jabalia, no norte de Gaza.

Terminologia: Ele utilizou o termo “Judeo-Nazismo”, um conceito originalmente cunhado pelo professor israelense Yeshayahu Leibowitz para alertar sobre os perigos da ocupação e do nacionalismo extremista.

Repercussão
As falas de Ya’alon geraram forte impacto em Israel e na comunidade internacional, sendo amplamente divulgadas por veículos como o Euronews e Opera Mundi. Enquanto críticos do governo veem suas palavras como um alerta necessário, apoiadores da coalizão de direita as classificam como uma retórica perigosa que deslegitima o Estado de Israel.


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Mundo

Arquivos do Caso Epstein revelam que Trump foi acusado de abuso sexual de adolescente

Governo dos EUA divulgou mais de três milhões de novos documentos nesta sexta-feira (30); secretário do presidente norte-americano alega que alguns podem ser falsos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 ou 14 anos, segundo os arquivos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta sexta-feira (30).

Segundo a denúncia, Trump teria forçado a menina a praticar sexo oral há cerca de 30 anos. O caso teria acontecido no estado de Nova Jersey, segundo denúncia feita por uma amiga da suposta vítima. A menor teria reagido à violência, mordendo o pênis do presidente. No documento, há a informação que “a pauta foi encaminhada ao escritório de Washington para a realização da entrevista”. Trump não se manifestou e os documentos não indicam se o caso teve continuidade.

A informação faz parte dos 3,5 milhões de arquivos divulgados com documentos, imagens e vídeos.

No mesmo documento, segundo a Folha de S.Paulo, há outras acusações contra o presidente que não foram confirmadas, como de uma mulher que afirmou ter sido vítima de tráfico sexual no campo de golfe de Trump nos de 1990.

Trump não tem acusações formais relacionadas ao caso Epstein. Em entrevista, o vice-secretário de Justiça, Todd Blanche, afirmou que parte dos arquivos divulgados nesta sexta-feira podem ser falsos.

“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem qualquer fragmento de credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra o presidente Trump”, disse Blanche.

Epstein, um investidor de Nova York, foi encontrado enforcado em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Trump foi próximo do empresário. O escândalo tornou-se um problema político para o presidente estadunidense.

A divulgação dos documentos é o mais uma etapa do cumprimento a lei aprovada em novembro que exige a divulgação de todos os registros relacionados ao caso.


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Economia

E a direita, hein! Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

Ministério do Desenvolvimento lançou painel com estatísticas do setor

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.

*Agência Brasil


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Política

Jorginho Mello apenas sublinha a explosão do racismo durante e após Bolsonaro

Não há qualquer dúvida de que não existe a menor possibilidade de bolsonaristas inocentes, são tão perversos quanto Bolsonaro.

Quando Bolsonaro fez aquele discurso no Clube Hebraica, foi aplaudido debaixo de gargalhadas ao dizer que negros quilombola se pesava por arroba, na verdade, ele deveria ter saído de lá algemado, ficou escancarada a onda fascista e, sobretudo, racista que estava varrendo o Brasil.

Abro parênteses para dizer que não é somente o clã Bolsonaro que defende e pratica o racismo, pois, de forma intensiva, o MBL é mestre no assunto. Exemplos, não faltam.

Quando o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello faz uma declaração absurda para justificar o fim das cotas para negros naquele estado, dizendo que o mesmo é majoritariamente branco, sabe perfeitamente que sua fala hedionda, é criminosa, porque é cem por cento racista.

Ou seja, o governador assume o risco de sofrer uma cassação por tal crime, porque, na realidade, acredita na impunidade e até mesmo parcimônia muito além do tolerado para esse tipo de crime.

Isso significa que tal deformidade, que nos causa horror e indignação, parece que, assim como os feminicídios, assassinato de indígenas, milícias e os crimes praticados por CACs, explodiram no Brasil durante o governo Bolsonaro.

É preciso, portanto, colocar um freio nisso, aumentando as penas por se tratar de crime hediondo, ou seja, interpessoal (atitudes individuais), institucional (políticas de organizações), estrutural (enraaizado na sociedade) e cultural (desvalorização de cultura), sem falar do racismo religioso, que entra como crime de ataque à inverdade de credo, sobreudo de matriz africana.

O que resta é ver a manifestação do Ministério Público Federal para denunciar essa repulsiva prática criminosa e o judiciário cumprir a lei de forma exemplar para estancar o racismo bolsonarista, que se soma ao racismo estrutual no Brasil.


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Política

Metade do Congresso pode ser derrubada; “Beto Louco” e “Primo” articulam delação

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto.

Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”.

Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou, em nota citada na reportagem: “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal.” Em seguida, ele acrescentou que “qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

O texto diz que a eventual negociação não está sob alçada direta da Procuradoria-Geral, mas permanece em avaliação pelos promotores vinculados à Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado. A operação, segundo a reportagem, atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima.

A apuração menciona estimativas dos investigadores de que braços do PCC teriam movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, com blindagem por meio de 40 fundos de investimento. Também é citado que a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas e que os investigadores estimariam que 80% desse montante, no período apurado, teria relação com o PCC; o banco afirmou, na ocasião, que foi “surpreendido” com a operação e declarou atuar com transparência e padrões de compliance.

A reportagem cita ainda a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020, e aponta que o único cotista seria Renato Steinle de Camargo, descrito nas investigações como “testa de ferro” de “Primo” e “Beto Louco”. O Estadão, via DCM,  afirma que os empresários estão “impacientes” e veem o acordo como importante para tentar reduzir riscos de condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa, além de alegarem que relatos já teriam sido enviados, mas “sentaram em cima em Brasília”; o advogado dos dois foi procurado e disse que não comentaria a negociação.



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Brasil Mundo

Ministério da Saúde emite alerta sobre o Vírus Nipah no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta informativo sobre o vírus Nipah em janeiro de 2026, em resposta a um surto recente na Índia (especificamente no estado de Bengala Ocidental).

O comunicado oficial, publicado no site do Ministério da Saúde (gov.br/saude), explica que o risco para o Brasil é baixo e que o vírus não ameaça a população brasileira no momento. Não há registros de casos no país, nem evidências de disseminação internacional significativa.

Contexto do surto

Dois casos confirmados na Índia (entre profissionais de saúde), com mais de 100 pessoas em quarentena por contato.

O vírus Nipah é zoonótico (transmite-se principalmente de animais para humanos), com reservatório principal em morcegos frugívoros (frutíferos), que não são nativos do Brasil.

Pode causar sintomas graves como febre, dor de cabeça, vômitos, infecções respiratórias agudas e encefalite (inflamação cerebral), com taxa de letalidade entre 40% e 75%.
Não existe vacina nem tratamento específico aprovado; o manejo é de suporte.

Por que o risco é baixo no Brasil?

Ausência do hospedeiro natural (morcegos Pteropus) nas Américas.
Sem evidência de transmissão sustentada fora do Sudeste Asiático.
O Ministério mantém vigilância contínua para patógenos de alta periculosidade, em parceria com Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e OPAS/OMS.

A OMS também classifica o risco global como baixo, sem restrições de viagens ou comércio recomendadas.

O alerta é preventivo e de monitoramento, alinhado à posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descarta possibilidade de pandemia atual. As autoridades continuam acompanhando a situação.
Se você quiser mais detalhes sobre sintomas, transmissão ou fontes oficiais, posso aprofundar!


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Mundo

Vídeos – De pernas para o ar: Greves e manifestações contra abusos da polícia de Trump paralisa EUA

País registrou fechamento de escolas e atos massivos em 46 estados pelo fim da força anti imigração, questionada após dois casos de homicídio em Minneapolis

Os Estados Unidos foram palco de protestos generalizados na sexta-feira (30/01), com milhares de manifestantes indo às ruas para exigir a retirada imediata dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE) de Minnesota. As greves ganharam força especialmente depois que duas pessoas foram mortas em tiroteios envolvendo os agentes federais em Minneapolis.

Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. Os organizadores estimaram aproximadamente 250 manifestações em 46 estados, incluindo em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington, sob o slogan “Sem trabalho. Sem escola. Nada de compras. Parem de financiar o ICE.”

De acordo com a imprensa local, da Califórnia a Nova York, alunos e professores abandonaram as aulas para se unir aos protestos. Em Aurora, Colorado, as escolas públicas anteciparam o seu fechamento devido à grande ausência prevista por parte de docentes e estudantes. Em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas também cancelaram as aulas. Já na DePaul University, em Chicago, universitários instalaram cartazes declarando que “fascistas não são bem-vindos aqui”. No Brooklyn, jovens marcharam em protesto anti-ICE.

No centro de Minneapolis, apesar das temperaturas negativas, dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas contra o aumento de casos de violência promovida pelos agentes federais. Para reprimir o movimento, o presidente norte-americano Donald Trump enviou 3 mil policiais federais na região, estes que patrulham as ruas com equipamentos táticos, “uma força cinco vezes maior que o Departamento de Polícia de Minneapolis”, segundo a agência AFP.

Em um bairro de Minneapolis próximo aos locais onde Alex Pretti e Renee Good, ambos cidadãos norte-americanos mortos a tiros neste mês pelo ICE, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais compareceram à marcha.

“Eu moro aqui (…) e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma”, disse Sushma Santhana, engenheira de 24 anos ouvida pela AFP.

Depois de falar nos últimos dias em “desescalada” e indicar, por meio de seu enviado Tom Homan, uma possível redução do número de agentes que realizam batidas em Minneapolis, o líder republicano lançou outro ataque contra os manifestantes nesta sexta-feira: “insurgentes”, “agitadores” e “agitadores financiados” por rebeldes “profissionais”, declarou.

O jornal New York Times obteve acesso a um memorando interno do ICE e informou nesse mesmo dia que o governo Trump ampliou o poder dos agentes federais para prender civis. De acordo com o veículo, agora, agentes de menor escalão do ICE podem deter imigrantes indocumentados.

*Opera Mundi

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Política

Estado de São Paulo registra recorde de feminicídios em 2025

O estado de São Paulo registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Já o número de homicídios dolosos lteve pequena queda em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com a SSP. Foram 2.438 casos notificados, uma queda de 3,1% em relação a 2024, quando houve 2.517 registros.

Os latrocínios seguiram a mesma tendência e alcançaram o menor índice desde 2001, início da série histórica. No estado, o número de casos caiu de 166, em 2024, para 129, em 2025, uma redução de 22,2%.

No entanto, na comparação mensal, houve aumento em ambos os crimes. Em dezembro, foram contabilizados 244 casos de homicídios dolosos no estado, seis eventos a mais do que no mesmo mês de 2024.

Nove casos de latrocínio foram registrados em dezembro de 2025, o que representa aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados seis casos.

Os furtos em geral e os furtos de veículos também tiveram leve queda em 2025. O primeiro passou de 555.821 para 549.973 boletins.


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Política

Emenda pior que o soneto: Jorginho Mello, governador de SC, justifica ao STF fim das cotas dizendo ser estado ‘mais branco do país’

Manifestação foi enviada a Gilmar Mendes em ação que questiona constitucionalidade da lei anticotas

Em suas explicações para o STF (Supremo Tribunal Federal) sobre lei estadual que proíbe cotas raciais nas universidades, Jorginho Mello afirmou que a norma é constitucional, além de adequada às “singularidades demográficas” do estado, com “a maior proporção de população branca do país”.

Na manifestação enviada ao ministro Gilmar Mendes nesta quinta-feira (29), a gestão Jorginho Mello (PL), por meio de sua Procuradoria-Geral, afirma que 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos representam 18,1%. “Percentual significativamente inferior à média nacional de 56,1%”, destaca o documento.

Os percentuais são diferentes dos mostrados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2022, o mais recente. Segundo o levantamento, 76,3% dos catarinenses disseram ser brancos, e 23,3% se declararam pretos ou pardos.

Segundo o Censo, a maior proporção de brancos não está em Santa Catarina, e sim no Rio Grande do Sul, com 78,4%.

Gilmar é o relator de uma ação proposta por PSOL, UNE (União Nacional dos Estudantes) e Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) que contesta a constitucionalidade da lei, aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro e sancionada pelo governador no último dia 22.

Tanto o Legislativo quando o Executivo foram intimados pelo ministro a apresentar esclarecimentos sobre a norma, segundo o ICL.

A lei também é questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que já concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo os efeitos dela.

O texto encaminhado ao Supremo cita dados de renda para argumentar que o estado figura entre aqueles com menor disparidade racial, afirmando possuir “a quinta menor diferença percentual do país” entre rendimentos de brancos e negros.

A partir desse cenário, o governo sustenta que políticas de cotas raciais não seriam apenas inadequadas à realidade local, como também incompatíveis com a Constituição.

Segundo a gestão Mello, o dever estatal de combater desigualdades não autoriza o poder público a “classificar pessoas por raça, etnia, gênero ou orientação sexual” como critério para a distribuição de oportunidades.

Para o estado, o uso da premissa racial “viola o princípio da igualdade ao substituir a avaliação individual por presunções coletivas”. A manifestação sustenta que a República deve tratar os cidadãos como indivíduos, não como representantes de grupos identitários.

Em um sistema de vagas escassas, diz o governo catarinense, a reserva racial gera necessariamente prejuízo a terceiros. O documento descreve que a concessão de um benefício com base em raça desloca candidatos “em uma fila pública”, impondo a alguns um ônus individual não por desempenho acadêmico ou vulnerabilidade socioeconômica comprovável, mas pelo pertencimento a uma categoria.

Outro ponto destacado é a ausência de critérios claros de transitoriedade. Santa Catarina argumenta que, quando políticas excepcionais não têm parâmetros objetivos de encerramento, a excepcionalidade vira normalidade, transformando raça, etnia ou gênero em categorias permanentes de organização do acesso a direitos estatais.


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Política

Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e, como era de se esperar, nenhum livro lido

Relatório enviado ao STF detalha rotina monitorada pela PM, visitas restritas e assistência médica contínua ao ex-presidente

A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.

As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.

A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.

Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.

O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.

Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.

De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.

A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.

A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”.

Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, “bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”, aponta a PM.

Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.

Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.

*ICL


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