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Preocupante: PL rejeita acordo com STF e já mira impeachment de Moraes e Dino

O PL decidiu rejeitar qualquer acordo político com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e passou a discutir a apresentação de um pedido de impeachment contra ele no Senado em 2027. A sigla também coloca o ministro Flávio Dino entre os possíveis alvos da ofensiva.

Integrantes do partido avaliam que sinais atribuídos a ministros vistos como próximos ao governo poderiam abrir uma negociação envolvendo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A direção partidária, porém, não pretende vincular essas questões a uma trégua com Moraes.

O movimento ocorre após a defesa de Bolsonaro protocolar um novo pedido de revisão criminal. O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, indicou que pretende levar o processo a julgamento depois do segundo turno.

O ex-presidente Michel Temer também entrou nas conversas políticas por ter manifestado apoio a Flávio Bolsonaro antes de outros candidatos derrotados e partidos. Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e mantém interlocução com o ministro e com a família Bolsonaro.

PL calcula votos para processo contra Moraes no Senado
De acorco com o DCM, dentro do PL, há preferência por uma apuração no próprio STF sobre a relação de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, com eventual afastamento do ministro durante as investigações. Caso essa alternativa não avance, a legenda pretende concentrar esforços no Senado a partir de 2027.

Nos cálculos do partido, 49 senadores apoiariam o impeachment de Moraes. Para alcançar os 54 votos necessários à condenação e à perda do cargo, o grupo afirma que precisaria conquistar mais cinco votos.

Flávio Dino poderá entrar na mesma estratégia, a depender da atuação que o PL espera do ministro diante de uma eventual vitória eleitoral de Flávio Bolsonaro. A legenda considera que Dino pode se tornar alvo de pedido de impeachment caso avance em apurações que, na visão do partido, questionem o resultado das urnas.

Entre as preocupações citadas por dirigentes estão investigações sobre possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras e procedimentos sigilosos relacionados ao uso de emendas parlamentares. O PL avalia incluir Dino na ofensiva caso essas frentes tenham novos desdobramentos.


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Política

Grupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão de hoje sobre o fim da 6×1 no Senado

O movimento é revelador: quando a pauta é melhorar a vida de milhões de trabalhadores, o bolsonarismo aparece para colocar obstáculos. A PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas começa a ser discutida nesta terça-feira (6) no Senado.

E não é a primeira vez. Em setembro, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que uma articulação de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, coordenador de sua campanha presidencial, havia contribuído para impedir o avanço da proposta no plenário.

Agora, às vésperas do segundo turno, a tentativa de retardar a discussão ganha um significado ainda maior. Marinho invoca as cinco sessões de discussão previstas para PECs, enquanto evita responder diretamente se houve tentativa de convencer Davi Alcolumbre a não pautar a matéria.

A questão é simples: quem trabalha seis dias para descansar um está pedindo mais do que discurso — está pedindo tempo para viver. A proposta prevê duas folgas semanais e manutenção do salário. Para ser aprovada, precisará de pelo menos 49 votos no Senado em cada turno.

O problema, para o grupo de Flávio, é que o fim da 6×1 transforma uma promessa eleitoral em uma conquista concreta. E é justamente aí que a máscara cai: enquanto tenta se apresentar como defensor do trabalhador, o bolsonarismo se movimenta no Congresso para dificultar uma mudança que pode significar mais descanso, mais convivência familiar e mais qualidade de vida.

Não é apenas uma disputa sobre calendário legislativo. É uma escolha política: acelerar uma conquista histórica dos trabalhadores ou empurrá-la para depois da eleição.


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Política

Kassio Nunes quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno e avalia libertar ex-presidente com liminar

Senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial.

O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte.

Kassio tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai.

Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro.

A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições -o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro -por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.

O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.

A decisão pode desencadear uma nova crise interna no Supremo, que já vem dividido desde o início do ano na esteira das investigações sobre o Banco Master, com ministros se acusando mutuamente de atuação com viés político.

Embora Kassio tenda a dar razão aos advogados, há uma ala no Supremo que discorda da revisão criminal: os ministros que já votaram pela condenação: Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eles ainda têm o apoio de Gilmar Mendes.

A avaliação é a de que esse tipo de pedido só pode ser admitido em casos excepcionais -por exemplo, quando surge um fato novo que comprove a inocência do réu ou quando há evidências de que a condenação ocorreu com base em depoimentos ou documentos falsos, o que não se aplicaria ao caso.

Já André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, devem acompanhar o relator para rever a pena do ex-presidente. A dúvida recai sobre a posição do ministro Dias Toffoli e a do presidente do STF, Edson Fachin.

Em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do pedido de revisão criminal. De acordo com o PGR, a condenação definida pela Primeira Turma do Supremo foi baseada em um “vigoroso conjunto probatório”.

Gonet afirmou que o ex-presidente não teve uma postura passiva, mas se envolveu em uma articulação concreta para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe de Estado, culminando nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

“O controle da maquina publica, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, disse o procurador-geral.

Os advogados de Bolsonaro pedem a anulação da sentença e dizem ser necessária “a reparação do erro judiciário”. Eles alegam falta de individualização das condutas (identificação de quem fez o quê) e prejuízo à defesa, além de defenderem que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário, e não na turma.

*ICL


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Não, as inúmeras mentiras de Flávio Bolsonaro não colaram. Elas foram estrategicamente retiradas de circulação pela grande mídia

Essa é a diferença que precisa ser explicitada. Não houve uma súbita descoberta da verdade por parte do eleitorado, nem um esclarecimento exemplar promovido pelos grandes veículos de comunicação. O que houve foi algo muito mais conveniente: as mentiras foram perdendo espaço à medida que deixavam de servir à narrativa construída para favorecer Flávio Bolsonaro.

O que ontem ocupava manchetes, chamadas, comentaristas e horas de televisão simplesmente desapareceu. Perguntas incômodas foram substituídas por outras. Contradições foram empurradas para o rodapé. Declarações falsas deixaram de ser confrontadas. E aquilo que deveria permanecer no centro do debate eleitoral foi convenientemente soterrado pelo próximo assunto fabricado pela agenda da mídia.

É assim que funciona a blindagem sofisticada: não é preciso provar que o candidato disse a verdade; basta impedir que o público continue lembrando que ele mentiu.

Flávio Bolsonaro não precisou necessariamente vencer a batalha da narrativa. Em muitos momentos, bastou que seus adversários midiáticos parassem de cobrar explicações. A memória do eleitor foi sendo disputada pela própria avalanche de notícias produzida pelos mesmos veículos que, anteriormente, davam enorme destaque às declarações do candidato.

Mas há um problema nessa estratégia: o eleitor pode até esquecer uma manchete, mas não necessariamente esquece a sensação de que alguma coisa não fecha.

As mentiras não colaram porque eram frágeis. E desapareceram da grande mídia porque continuar insistindo nelas poderia produzir justamente o efeito contrário ao pretendido: transformar contradições em perguntas permanentes, perguntas em desconfiança e desconfiança em rejeição.

Portanto, não confundam silêncio editorial com absolvição eleitoral.

As mentiras de Flávio Bolsonaro não foram desmentidas pela grande mídia; foram simplesmente retiradas de cena. E esse silêncio, por si só, diz muito mais sobre a imprensa que as apagou do que sobre a credibilidade de quem as contou.


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Brasil Mundo

Ex-espião dos EUA diz que há evidência de ação da CIA na eleição brasileira

John Kiriakou, ex-agente da CIA e que se tornou uma espécie de celebridade nos últimos anos, foi às redes sociais para denunciar um suposto indício do envolvimento da agência de espionagem americana na eleição brasileira.

Ele promete novas relevações ao longo da semana e, pelo menos por enquanto, não apresentou qualquer prova que sustente sua denúncia.

Inicialmente, ele escreveu nas redes sociais que esteve com Bolsonaro há três anos.

“Conversei com o presidente Bolsonaro há três anos, quando ele era candidato. Receio ter subestimado o poder do populismo nesta disputa atual. Ele vai perder. E há evidências confiáveis ​​de que a CIA está envolvida”, afirmou.

Instantes depois, ele foi às redes sociais para publicar uma correção.

“Uma correção aqui: minha conversa foi com LULA, não com Bolsonaro. (Para esclarecer, a CIA está potencialmente intervindo a favor de Bolsonaro, não de Lula). Explicações e mais detalhes sobre a eleição presidencial do Brasil sairão amanhã no programa *Briefing Room*, de John Kiriakou”, indicou.

Em 2013, o ex-agente da CIA declarou-se culpado por revelar o nome de um agente infiltrado, no primeiro processo desse tipo em 27 anos. Kiriakou trabalhou para a CIA entre 1990 e 2004, foi condenado a 30 meses de prisão em um tribunal federal, como parte de um acordo de confissão.

Ele admitiu ter revelado a um repórter a identidade de um oficial infiltrado que participou de interrogatórios rigorosos de supostos membros da Al-Qaeda, mantidos em centros de detenção secretos da CIA.

Kiriakou ganhou destaque na mídia em 2007, durante a presidência de George W. Bush, ao afirmar em uma entrevista à rede de TV ABC que o *waterboarding* — uma técnica que simula o afogamento — havia sido utilizado contra um detento de Guantánamo chamado Abu Zubaida.

O diretor da CIA, David Petraeus, divulgou um comunicado saudando o acordo de confissão com Kiriakou, embora outras quatro acusações tenham sido retiradas. O caso “representa uma vitória importante para a nossa agência, para a nossa comunidade de inteligência e para o nosso país”, disse Petraeus.

Aquela foi foi a primeira vez em 27 anos que alguém foi considerado culpado por revelar o nome de um agente infiltrado.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Por que Flávio Bolsonaro, mesmo 1,87 ponto à frente de Lula, perdeu o primeiro turno — e perderá o segundo

Flávio Bolsonaro pode até ter terminado o primeiro turno com 1,87 ponto percentual de vantagem sobre Lula, mas há uma verdade política que esse número não consegue esconder: ele ganhou a apuração, mas não ganhou a eleição.

E essa diferença é fundamental.

Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram cerca de 2,2 milhões de votos de diferença. Só que, para vencer no primeiro turno, era necessário ultrapassar a barreira de 50%. Não ultrapassou. Portanto, a suposta “vitória histórica” que seus aliados tentam vender terminou exatamente onde começa a verdadeira disputa: no segundo turno.

Flávio Bolsonaro não derrotou Lula. Flávio apenas chegou à frente de Lula na primeira etapa de uma eleição que continua aberta.

E há algo ainda mais importante: o segundo turno não será disputado entre Flávio e Lula contra os outros candidatos. Será disputado entre Flávio e Lula diante de todo o eleitorado brasileiro.

É aí que começa o problema para o candidato do PL.

Os votos de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e dos demais candidatos agora entram em uma disputa completamente diferente. Somados, os candidatos que ficaram fora do segundo turno receberam milhões de votos. Esses eleitores não pertencem a Flávio — e tampouco pertencem automaticamente a Lula. Serão disputados.

Mas existe uma diferença brutal entre os dois projetos.

Lula tem uma trajetória política própria. Flávio carrega o peso inteiro do sobrenome Bolsonaro.

E o sobrenome que o levou a 47% também pode ser exatamente o que o impede de chegar aos 50% mais um.

Flávio não está disputando apenas contra Lula. Está disputando contra a memória política do bolsonarismo, contra a rejeição acumulada pela família Bolsonaro e contra a necessidade de convencer uma parcela do eleitorado que votou em outros candidatos de que ele seria capaz de governar o país para além da guerra permanente contra o PT.

No primeiro turno, o voto antipetista funcionou como uma gigantesca âncora eleitoral. No segundo turno, porém, o eleitor precisa escolher quem quer colocar no Palácio do Planalto.

E aí aparece a fragilidade de Flávio.

Porque uma coisa é votar em Flávio para impedir Lula de vencer no primeiro turno. Outra, muito diferente, é entregar a ele quatro anos de Presidência da República.

É exatamente por isso que o resultado do primeiro turno pode ser enganoso.

Flávio conseguiu ampliar o desempenho do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro em 2022. Mas Lula também continua com uma base eleitoral gigantesca: mais de 53,8 milhões de votos no primeiro turno.

E existe outro dado politicamente devastador para a narrativa de uma suposta “onda Flávio”: a diferença entre os dois foi de apenas 1,87 ponto — a menor distância entre primeiro e segundo colocados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Isso não é uma avalanche.

É uma eleição absolutamente aberta.

E, quando a eleição chega ao segundo turno, a lógica muda.

Flávio terá de ampliar sua votação. Lula também. Só que Flávio precisa transformar um voto essencialmente bolsonarista e antipetista em uma maioria nacional. Precisa conquistar eleitores que não votaram nele. Precisa reduzir sua rejeição. Precisa convencer o centro. Precisa falar com quem não quer mais viver em permanente estado de guerra política.

E é justamente aí que o candidato Bolsonaro encontra seu maior obstáculo: para vencer, ele precisa deixar de ser apenas Bolsonaro.

Mas como fazer isso carregando Bolsonaro no sobrenome, Bolsonaro na campanha, Bolsonaro na identidade política e Bolsonaro como principal referência eleitoral?

É a contradição central da candidatura.

Lula, por outro lado, entra no segundo turno podendo apresentar uma narrativa muito mais simples: governar versus radicalizar; reconstrução versus conflito; experiência versus aventura.

Não se trata de dizer que a vitória de Lula está matematicamente garantida — não está. O resultado do primeiro turno prova justamente que a disputa será dura.

Mas há uma diferença fundamental entre estar na frente por 1,87 ponto e ter uma maioria consolidada capaz de vencer o segundo turno.

Flávio não tem essa maioria.

E é por isso que sua “vitória” no primeiro turno pode acabar sendo lembrada como aquilo que realmente foi: uma vitória de etapa, não uma vitória de projeto.

O primeiro turno mostrou que o bolsonarismo continua forte.

O segundo turno terá de mostrar se ele é forte o suficiente para governar o Brasil.

E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.

Flávio pode ter chegado em primeiro.

Mas, politicamente, a eleição começou de verdade agora.


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Na tentativa de derrubar Lula, mídia apodrecida dá cobertura ao fascismo

A velha e apodrecida mídia não precisa declarar apoio explícito à extrema direita, ao fascismo para cumprir esse papel. Basta tratá-los como uma força política “normal”, apresentar seus representantes como candidatos comuns e fabricar uma falsa equivalência entre quem defende a democracia e quem ameaça as instituições e quer transformar o Brasil num caos.

É assim que o extremismo deixa de ser apresentado como extremismo. O discurso autoritário vira “opinião”; o golpismo vira “polarização”; a ameaça à democracia vira apenas mais uma “posição política”.

Na reta final da eleição, o que está em jogo não é simplesmente a preferência editorial de três grandes veículos, O Globo, Folha e Estadão, é algo muito maior: a tentativa de moldar o eleitorado para transformar a extrema direita em alternativa legítima e, ao mesmo tempo, desgastar Lula a qualquer custo.

Quando a imprensa naturaliza o fascismo, o banditismo para derrotar Lula, ela deixa de ser apenas espectadora da disputa política e passa a fazer parte dela.

A democracia não pode ser defendida colocando fascistas e democratas no mesmo plano.


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Não é mérito: PF analisa suspeita de interferência e financiamento estrangeiro no país

Apuração da PF foi iniciada a partir de representação encaminhada pela AGU

A Polícia Federal abriu um procedimento prévio de investigação para analisar suspeitas de interferência e financiamento externo no país. A apuração foi iniciada a partir de uma representação encaminhada pela AGU (Advocacia-Geral da União) e está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da corporação.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o procedimento ainda não resultou formalmente na instauração de um inquérito policial. Nesta fase, a corporação analisa as informações recebidas para avaliar os próximos passos da investigação.

“Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio e que fazemos que é natural em todos os processos”, disse neste domingo (4) em visita ao trabalho no CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional).

Andrei afirmou que essa apuração é independente de um inquérito instaurado pela PF após o recebimento de informações dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil. As duas frentes, porém, poderão ser conectadas caso surjam elementos correlacionados durante as investigações.

No caso envolvendo a representação americana, a PF já instaurou um inquérito policial. Na sexta-feira (2), a corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal, para investigar um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos.

As buscas, no entanto, não encontraram elementos que indiquem a existência de um plano concreto ou risco imediato contra as instalações diplomáticas. A investigação continuará com a análise dos materiais apreendidos.

A conferir.

*ICL


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Política

Vídeos: Em votação, Flavio Bolsonaro é hostilizado, chamado de miliciano, vaiado e ouve gritos de “Lula!”

Senador foi hostilizado por opositores em escola particular na Tijuca ao lado de sua esposa Fernanda Bolsonaro; veja vídeos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República, foi vaiado e recebeu gritos de “Lula”, “fascista” e “miliciano” neste domingo (4) ao acompanhar sua esposa, Fernanda Bolsonaro (PL), durante a votação em uma escola particular na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. A hostilização ocorreu na saída do local, com opositores puxando coros de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário de Flávio na disputa presidencial.

Flávio Bolsonaro é vaiado em zona eleitoral no Rio
Ao deixar a escola particular na Tijuca onde Fernanda Bolsonaro votou, Flávio foi recebido por manifestações de repúdio de eleitores presentes no local. Os gritos de “fascista” e “miliciano” se misturaram a coros em apoio a Lula, numa demonstração pública de rejeição ao candidato do PL dentro do próprio espaço eleitoral. A cena ocorreu na manhã deste domingo e reuniu tanto opositores quanto apoiadores do senador, que deixou o local sob vaias.

Funcionários da zona eleitoral intervieram para tentar conter as manifestações verbais. Uma funcionária alertou que apenas manifestações silenciosas eram permitidas no local, invocando as regras eleitorais para tentar pacificar o ambiente. O apelo ao protocolo, no entanto, não impediu que a polarização se manifestasse de forma audível e visível.

Após cumprir a agenda no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro seguiu para Brasília, onde acompanhará a apuração dos votos. A assessoria do candidato não se pronunciou publicamente sobre o incidente na Tijuca até o fechamento desta nota.

Michelle discute com eleitora no DF
Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também protagonizou um momento de tensão durante a votação deste domingo.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a ex-primeira-dama discutindo com uma eleitora da oposição que teria gritado a frase “o inferno te espera”.

Durante a troca, a mulher repete para Michelle a frase “a sua mão é suja” e “eu te odeio”. A candidata responde diversas vezes: “Te amo em Cristo Jesus”, e ao fundo é possível ouvir outra apoiadora dizendo “a cultura tem que ser valorizada”.

As duas continuam discutindo por alguns instantes enquanto outras pessoas acompanham a cena.

 

 


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