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O maior estímulo para se cometer crimes no Brasil é a dosimetria para Bolsonaro. É certeza de impunidade

Aquele arregão de Bolsonaro, convidando Moraes para ser seu vice numa suposta chapa, é confissão de seus crimes em estado puro.

Claro, para bolsonarista que está tomando detergente Ypê no lugar de cloroquina, e diz que Bolsonaro nem corrupto é, com 107 imóveis, sendo a metade deles comprada com dinheiro vivo, prática comum no mundo do crime, é absolutamente normal que essa manada de toupeiras ache que o sujeito realmente não é um golpista dos mais vigaristas.

Não só ele, mas aquela imagem da velhinha com a faca na mão, passando manteiga no pão no dia 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes só é possível na cabeça oca de quem crê que Bolsonaro vale alguma coisa.

A PL da dosimetria que, na verdade, é um grande estímulo à criminalidade e tentativa de golpe de Estado, nada mais é que a PEC da  Bandidagem 2.0 para livrar a cara do criminoso mor desse país.

Se isso realmente ocorrer, passará uma mensagem para todo tipo de criminoso, que o crime compensa, porque a impunidade está garantida por uma série de argumentos e jurisprudências que serão proporcionados pela tal dosimentria.

Essa mudança, que pode reduzir significativamente a condenação a 27 anos de prisão de Bolsonaro, permitindo a progressão para regimes mais brandos, até a prisão domiciliar, não é questionável, é absurda e custará caro para a sociedade brasileira, até porque a defesa de Bolsonaro, no embalo dessa balbúrida, já protocolou um pedido de anulação da codenação do genocida golpista, alegando incompetência do juízo e buscando a absolvição total.

O resto é conversa fiada, conversa de bandido que pode fazer explodir a delinquência num país marcado por altos índices de violência.


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Liderado por Alcolumbre, o traíra, Congresso derruba veto da Dosimetria e reduz pena de Bolsonaro

Presidente do Senado operou malabarismo de legalidade duvidosa para evitar que benefício se estendesse a autores de crimes hediondos. Clima no plenário é de triunfo bolsonarista total

Praça dos Três Poderes sequer pode assimilar a ressaca da noite anterior, quando o nome de Jorge Messias foi rejeitado para o Supremo Tribunal Federal, e já amanheceu nesta quinta-feira tendo que ter estômago para um novo absurdo, que se confirmou ao final do dia. Em uma sessão com falatório generalizado, o Congresso Nacional impôs ao Palácio do Planalto mais uma dolorosa, embora previsível, derrota deste terceiro mandato do presidente Lula. Sob o comando implacável do senador Davi Alcolumbre (União-AP), deputados e senadores derrubaram o veto presidencial ao bizarro Projeto de Lei da Dosimetria, uma manobra legislativa desenhada sob medida para aliviar a situação jurídica de Jair Bolsonaro (PL) e dos demais condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O placar, um acachapante 318 a 144, foi recebido com gritos de euforia pelas bancadas da oposição, que transformaram o plenário em uma extensão das manifestações de extrema direita da Av. Paulista. A queda do veto não é apenas um revés administrativo para o governo Lula, é a consolidação de uma nova correlação de forças em Brasília, onde o poder Legislativo, agindo como um tribunal revisor, decidiu reescrever as regras do jogo penal para beneficiar aliados políticos de primeira grandeza. No Senado Federal, foram 49 votos para a derrubada e outros 24 votos contra.

A manobra“malandra” de Alcolumbre: Desmembramento incomum e sem sentido

O protagonista absoluto da jornada foi, de fato, de Alcolumbre. O senador, que parece ter convertido sua atuação parlamentar em uma cruzada movida por um ódio intestinal contra o atual governo, operou nos bastidores com uma agilidade que assustou até os veteranos da Casa. Para garantir a derrubada do veto sem o desgaste político de libertar criminosos comuns, Alcolumbre recorreu a uma “malandragem” regimental de legalidade duvidosa: o desmembramento de um veto integral.

Na prática, o presidente do Congresso fatiou a decisão de Lula. Ele excluiu da votação os trechos que facilitariam a progressão de regime para condenados por feminicídio, milícias e crimes hediondos, dispositivos que colidiam frontalmente com a recém-aprovada Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026). Ao declarar a “prejudicialidade” desses artigos específicos, Alcolumbre limpou o trilho para a oposição.

O objetivo foi cirúrgico: permitir a redução das penas de Bolsonaro e dos golpistas de 8 de janeiro, sem abrir as portas das cadeias para faccionados, o que seria um suicídio de imagem para o parlamento.

Manobra sob a lente técnica: O “prejulgamento” como escudo
A manobra, embora revestida de um verniz técnico, é considerada altamente incomum. Como o veto do presidente Lula foi sobre a totalidade do projeto, o rito padrão exigiria uma votação em bloco. No entanto, Alcolumbre justificou a exclusão dos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal alegando uma questão de temporalidade e finalidade.

“Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos”, sentenciou Alcolumbre do alto da mesa. Segundo sua tese, como o Congresso endureceu as penas contra o crime organizado em março de 2026, restabelecer as regras brandas da Dosimetria para esses crimes seria um contrassenso. Na realidade, o “malabarismo” serviu para isolar o benefício político, blindando-o de contestações sobre segurança pública e focando apenas na “limpeza” jurídica da cúpula golpista bolsonarista.

Caminho da aberração: Entenda o PL da Dosimetria
O PL da Dosimetria, classificado por juristas como uma “aberração jurídica”, altera as balizas para a aplicação de penas em crimes políticos e de atentado contra o Estado Democrático de Direito. A aplicação direta ao caso de Jair Bolsonaro é o cerne da proposta. Com a nova regra, as penas projetadas para o ex-presidente perdem sua força coercitiva, abrindo caminho para que ele se livre do regime fechado e recupere, em tempo recorde, seus direitos políticos.

Lula havia vetado o projeto integralmente, alertando que a medida desidratava o poder de punição do Estado contra quem tenta subverter a ordem democrática. No entanto, o veto serviu apenas como combustível para a oposição, que viu na manobra de Alcolumbre a chance de ouro para entregar a “anistia parcial” que o bolsonarismo tanto ansiava, sob a justificativa de corrigir supostos excessos judiciais.

Metido a “presidente em exercício” no plenário
Enquanto os votos eram computados, a figura central nas galerias e no “cafezinho” do Senado era o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Pré-candidato à Presidência da República e herdeiro político direto do espólio do pai, Flávio estava visivelmente esfuziante. Circulando pelo plenário com um sorriso de quem já se sente vitorioso no pleito que ainda está por vir, o filho mais velho do ex-presidente agia e falava como se o Palácio do Planalto já fosse seu gabinete de direito.

Ao redor de Flávio, o que se via era uma cena de vassalagem explícita. Os sabujos de sempre, parlamentares de menor expressão e aspirantes a cargos em algum futuro governo, o paparicavam o tempo todo, disputando um espaço em selfies e cochichando estratégias em seu ouvido. A atmosfera alimentada por Alcolumbre permitiu que Flávio se tornasse o mestre de cerimônias de um velório institucional, onde a democracia era ferida sob os aplausos de quem a atacou há três anos.

Rescaldo de uma noite para se esquecer
O clima de triunfo hoje é o prolongamento direto da “noite trágica” vivida na quarta (29), quando o nome de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, foi rejeitado de forma humilhante. O episódio quebrou um jejum de 132 anos e foi um recado político sangrento enviado diretamente da mesa de Alcolumbre. Ao barrar o nome de confiança de Lula e, poucas horas depois, liderar a derrubada do veto da Dosimetria, Alcolumbre se posiciona como o verdadeiro “primeiro-ministro” de uma oposição que decidiu paralisar o país.

Instituições em rota de colisão
A derrubada do veto coloca o Brasil em uma encruzilhada perigosa. Se de um lado o Congresso afirma sua autonomia, de outro, sinaliza que crimes contra a democracia são passíveis de perdão político, desde que haja maioria parlamentar. De acordo com a Forum, o foco agora se volta inteiramente para o STF. A Corte terá o desafio hercúleo de decidir se aceita essa nova regra de dosimetria ou se a declara inconstitucional por vício de finalidade e desvio de poder.

A matéria agora segue para promulgação imediata por Alcolumbre. Para o Planalto, resta o gosto amargo de uma derrota dupla e a constatação de que o diálogo com o Legislativo, sob a batuta rancorosa do senador amapaense, tornou-se uma via de mão única rumo ao confronto direto. A vitória de hoje é a largada antecipada de uma campanha eleitoral belicosa, onde a oposição descobriu que pode reescrever o Código Penal ao sabor de suas conveniências.


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Lenio Streck: “O Congresso não sabe a caixa de Pandora que abriu com dosimetria”

A aprovação, pelo Senado, do projeto de lei (PL) da dosimetria, que reduz as condenações ligadas aos atos contra o Estado Democrático de Direito, foi criticada duramente pelo jurista Lenio StreckA aprovação, pelo Senado, do projeto de lei (PL) da dosimetria, que reduz as condenações ligadas aos atos contra o Estado Democrático de Direito, foi criticada duramente pelo jurista Lenio Streck.

Segundo ele, o PL é inconstitucional em uma série de aspectos, além de ter sido marcado por irregularidades ao longo da tramitação legislativa. O texto tende a produzir consequências que vão além do caso que impulsionou o projeto, os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, disse.

“O parlamento não sabe a caixa de Pandora que está abrindo”, afirmou Lenio, ao questionar o desenho material da proposta. Na avaliação do jurista, a mudança tende a estimular uma nova onda de pedidos defensivos, com argumento de tratamento igualitário entre réus em situações semelhantes.

“Toda vez que tem um réu que praticou dois crimes da mesma espécie, não tem mais concurso material, será tudo concurso formal. Sob pena de quebrarmos a isonomia”, explicou Streck.

De acordo com o jurista, “nenhuma lei pode ser feita do modo como foi feita para cuidar do passado e ainda por cima ter endereço certo”. “Uma lei tem o caráter de generalidade e regular coisas pro futuro”, afirmou, ao classificar o texto como “uma lei casuísta”.

Ele acrescentou: “o modo como foi desenhado esse projeto, ele é uma espécie de anistia 2.0″. “A lei nem se aplica automaticamente… eles têm que fazer os seus pedidos em revisão criminal que passarão pelo plenário do Supremo, que em cada caso dirá qual é a aplicação da nova lei”. 247.


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Dosimetria é mais eficaz que PCC e CV para tirar criminosos da cadeia

O PCC, o CV e outras facções criminosas, vez ou outra executam seus planos mirabolantes para tentar libertar criminosos das prisões. Quando conseguem, retiram algumas poucas almas. O crime organizado tem muito a aprender com o Congresso Nacional, que no intuito de reduzir a pena dos que tentaram golpe de Estado, também pode tirar da cadeia quem cometeu crimes comuns com violência ou grave ameaça. E de baciada. É a promoção da xepa do final do ano: peça para reduzir a pena de um ex-presidente e de generais e ganhe também a de quem cometeu crimes sexuais.

Milhares de pessoas vão hoje às ruas em atos de todo o país contra o PL da Dosimetria, que, sob a justificativa de beneficiar os peixes pequenos do 8 de janeiro de 2023, quer mesmo é tirar Jair Bolsonaro, generais estrelados e outros artífices da tentativa de golpe do xilindró. Em uma clara afronta à Justiça, que ainda nem terminou os julgamentos da intentona.

O caminho adotado para isso na Câmara dos Deputados foi aplicar mudanças na progressão do cumprimento da pena – o que, na prática, encurta a estada na prisão não apenas de quem tentou golpe de Estado, mas de quem foi condenado por atos libidinosos, corrupção, coação de testemunhas, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, atentados contra serviços públicos e contra a organização do trabalho, entre outros.

Não é detalhe. É o coração do projeto.

Com isso, parlamentares mostram que nunca defenderam cadeia dura para bandidos, mas para um tipo de bandido, aquele que não é de sua estimação.

As ruas hoje não pedem vingança. Pedem limite. Pedem que o Congresso não transforme a lei penal em moeda de troca para resolver o problema jurídico de um ex-presidente condenado por tentativa de golpe. Pedem que a exceção não vire regra, nem a regra vire piada.

Se o PL da Dosimetria passar, não será um acidente legislativo. Será uma escolha consciente: soltar Bolsonaro mesmo que, para isso, seja preciso abrir a porta da cadeia para quem colocou a vida de outras pessoas em risco. E ensinar, mais uma vez, que no Brasil a lei pode até ser cega, mas, quando convém aos poderosos, ela também aprende a fechar os olhos.

Por fim, um desabafo: tem sido comovente a quantidade de deputados e senadores citando que a massa que participou do 8 de janeiro de 2023 precisa de um tratamento diferenciado. Tentam fazer crer que foram condenados por pichar estátua ou furtar uma réplica da Constituição, quando esses atos apenas colocaram essas pessoas na cena do crime. Punição por pichar estátua é irrisória, o grosso foi por atacar as sedes dos Três Poderes e ajudar em tentativa de golpe de Estado.

Muitos dos que, nas redes e no parlamento, dizem que isso é injusto bateram palmas quando um policial militar matou com 11 tiros pelas costas um jovem que furtou pacotes de sabão líquido em São Paulo. A impressão é que a extrema direita descobriu a ideia de dosimetria de pena somente após a tentativa de golpe de Estado. Mas quem já furtou comida ou bens de valores insignificantes tem outra impressão: que a decisão sobre a pena depende da cor da pele e da classe social.

Para que a discussão sobre tamanho de penas não seja hipócrita, precisamos debater o que acontece com na sociedade e que boa parte dos autointitulados homens e mulheres de bem não dá a mínima. Pois há uma parcela que acha injusto punir alguém por tentativa de golpe de Estado, mas aceita a pena de morte informal a quem furta Omo líquido.

São muitos os casos de pessoas condenadas por roubar comida. Isso quando não rola pena capital. Dois homens foram torturados por cinco seguranças do supermercado UniSuper, em Canoas (RS), diante do gerente e do subgerente da loja, após tentarem furtar duas peças de carne. Vítima das piores agressões, um homem negro foi colocado em coma induzido no hospital com fraturas no rosto e na cabeça. E um tio e um sobrinho, que furtaram carne de uma unidade do Atakadão Atakarejo, em Salvador, foram encontrados mortos com sinais de tortura e marcas de tiro.

Ninguém está defendendo quem erra ou comete crimes. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao acreditarmos que punições severas para coisas ridículas (mesmo reincidentes) têm função pedagógica enquanto defende-se impunidade para ataques à democracia. Desde quando a República passou a valer menos do que acém com osso?

Dois homens furtaram um macaco velho de carro, dois galões de plástico vazios e menos de um litro de óleo diesel e foram condenados, um a 10 meses e 20 dias, outro a 2 anos e 26 dias de prisão. A 1ª Turma do STF, a mesma que julgou os líderes da conspiração golpista, rejeitou, em 2023, a aplicação do princípio da insignificância aos dois em itens avaliados em R$ 100 e manteve as condenações.

*Leonardo Sakamoto/Uol


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PL da Dosimetria: esquerda vence batalha digital, com sete vezes mais posts do que o bolsonarismo, diz relatório

Mobilização favorável à gestão petista repete um cenário próximo ao observado após a aprovação da PEC da Blindagem

O debate digital sobre a aprovação do projeto de lei da Dosimetria, que prevê a redução de pena para o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por atos golpistas, foi dominada por postagens de apoiadores do governo Lula. Segundo relatório da consultoria Bites, publicações governistas foram quase sete vezes mais frequentes que posts do bolsonarismo sobre o tema. De acorrdo com O Globo, mobilização favorável à gestão petista repete um cenário próximo ao observado após a aprovação da PEC da Blindagem.

Desde terça-feira, o PL da Dosimetria foi mencionado mais de 1,8 milhão de vezes nas redes sociais. Foram geradas 24 milhões de interações, com o pico tendo ocorrido na quarta-feira.

A versão do PL da Dosimetria aprovada na madrugada de quarta-feira pela Câmara, e que segue para análise no Senado, acelera o cumprimento da pena de Bolsonaro no caso da tentativa de golpe, mas mantém como remota a possibilidade de que ele volte a disputar uma eleição.

A articulação para a votação do projeto, que diminuiria pela metade o tempo de Bolsonaro no regime fechado, ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentar como o nome escolhido pelo ex-presidente como candidato do campo da direita nas eleições presidenciais de 2026.

A proposta foi aprovada com 291 votos a favor e 148 votos contrários. Os votos contra o projeto ficaram restritos à base de partidos mais ideologicamente ligados ao governo, como o PT, o PSOL, o PDT e o PSB. No caso das duas primeiras siglas, a votação foi unânime contra a proposta, enquanto o PDT e o PSB tiveram apenas um voto favorável cada um.

Por outro lado, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro deu 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Em geral, os partidos do Centrão apoiaram em peso a proposta. O MDB, por exemplo, que tem três ministros no governo Lula, deu apenas cinco votos contra o PL da Dosimetria. Em outros partidos mais à direita, como o União e o PP, o nível de divergência foi ainda menor: foram quatros votos contrários no União Brasil e apenas dois no PP.


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Nem anistia, nem dosimetria, Senado quebra as duas pernas de Bolsonaro

Senado enterra o PL da Dosimetria. Uma boa derrota para os Bolsonaristas

A coluna de Lauro Jardim, no O Globo, publicada hoje (14 de outubro de 2025), confirma o que já se especulava nos bastidores.

O Senado Federal, sob o comando de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), travou de vez as esperanças de avanço do PL da Dosimetria

O projeto que, disfarçado de “recalibragem de penas”, visava reduzir as condenações impostas pelo STF aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo uma possível atenuação para Bolsonaro.

A morcegada faminta do Centrão, agora, vai chutar o cão leproso Jair Bolsonaro.

Essa notícia ecoa o slogan que mencionamos antes (“Nem Anistia Nem Dosimetria”), simbolizando um “corte nas asas” de Bolsonaro, e reforça a polarização no Congresso, onde o Centrão tenta se equilibrar entre pressões da extrema-direita e a opinião pública contrária a qualquer leniência.

O resultado é que Bolsonaro será tostado pelo próprio Centrão num churrasco autofágico da direita.


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Votação da isenção do Imposto de Renda está condicionada à anistia, diz Paulinho da Força

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de lei sobre dosimetria de penas (conhecido como “PL da Dosimetria”), afirmou nesta quarta-feira (24 de setembro de 2025) que a votação da isenção do Imposto de Renda (IR) para rendas de até R$ 5 mil pode ser comprometida se o tema da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 não for resolvido previamente.

A declaração foi feita após uma reunião com a bancada do PT na Câmara dos Deputados, onde ele defendeu a priorização da pauta para evitar “contaminação” da tramitação da isenção, que está prevista para votação no plenário em 1º de outubro.

Encontro com o PT – Paulinho se reuniu com deputados petistas para discutir o projeto de dosimetria, que visa reduzir penas para condenados por atos golpistas, mas não concede anistia ampla, geral e irrestrita — como defendido inicialmente pela oposição bolsonarista.

O PT reafirmou posição unânime contra qualquer revisão de penas que beneficie Jair Bolsonaro ou militares envolvidos na trama golpista.

Vinculação das Pautas – Em coletiva de imprensa, Paulinho alertou: “Acho até que, se não votar isso [dosimetria], não vai votar IR”. Ele argumentou que misturar as discussões poderia tumultuar a semana dedicada à isenção do IR, uma demanda popular que já foi aprovada em comissão especial e precisa de aprovação no plenário para avançar.

O deputado enfatizou que a anistia precisa ser “destravada” antes, em coordenação com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o colégio de líderes, para não atrapalhar o calendário legislativo.

A fala é vista como um recado da oposição e do Centrão ao governo Lula. Uma ala conservadora condiciona o apoio à isenção do IR ao avanço na anistia/dosimetria, temendo que a rejeição da redução de penas abra espaço para tentativas de anistia mais ampla. Paulinho, que historicamente criticou os atos de 8/1, chamando participantes de “terroristas” em 2023 e defendendo o ministro Alexandre de Moraes, busca um “meio-termo” focado apenas na diminuição de penas, descartando anistia irrestrita como “impossível”.

Reações e Perspectivas
Governo e Base Aliada. O PT e aliados rejeitam a estratégia de vincular pautas, temendo que a votação da dosimetria sirva de “cavalo de Troia” para anistia ampla. Líderes governistas criticam a “pauta para derrotar”, mas admitem que o texto de Paulinho pode ser mais palatável se limitado à dosimetria.

Oposição. Bancada do PL pressiona por benefícios a Bolsonaro, mas Paulinho sinaliza concessões limitadas após diálogos com o STF.

Essa vinculação reflete tensões no Congresso, onde pautas econômicas como a isenção do IR são usadas como moeda de troca em debates polêmicos. O texto da dosimetria ainda não está finalizado, e novas reuniões com líderes partidários e o STF são esperadas nos próximos dias.


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