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Depois de demolida pelas urnas, redes e ruas, direita fascista desenterra suas múmias mais sorumbáticas, como Janaína Paschoal

A direita bolsonarista está tão politicamente desidratada que, sem conseguir produzir uma liderança minimamente nova ou apresentar alguma ideia que não tenha cheiro de mofo, resolveu abrir seu próprio sarcófago político. Na falta de novidades, desenterra suas múmias mais sorumbáticas e as coloca novamente na vitrine, como se Janaína Paschoal fosse uma grande revelação e não uma reprise de um capítulo bastante conhecido da política brasileira com o golpe na presidenta Dilma Rousseff.

É o espetáculo da decadência em estado bruto. Depois de apostar todas as fichas no ódio, na gritaria, no golpismo e na fabricação industrial de inimigos, essa direita agora parece condenada a fazer arqueologia de si mesma. Vasculha o passado na lata do lixo, ressuscita personagens desgastados e tenta vender relíquias políticas como se fossem novidades de última geração.

Não há renovação, não há projeto, não há horizonte. Há apenas um ajuntamento de ressentimentos, oportunistas e personagens que parecem ter perdido o bonde da história, mas continuam disputando um lugar na locomotiva.

A cada nova tentativa de ressuscitação, fica mais evidente a dificuldade dessa turma de entender que o Brasil não é propriedade privada do bolsonarismo, muito menos um território condenado a consumir eternamente suas velhas figuras e suas velhas obsessões.

A extrema direita queria escrever o futuro do país, mas acabou transformada em antiquário político. Agora, desenterra suas múmias, tira o pó dos discursos e tenta convencer o Brasil de que defunto requentado é novidade. Não é. É apenas decadência com maquiagem.

A propósito, em 2026, Janaina Paschoal tentou a eleição para deputada federal, porém, teve apenas 46,7 mil votos, menos do que a quantidade recebida quando foi eleita vereadora. Em 2024, a candidatura de Janaína somou 48.893 votos de eleitores da capital paulista.


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Flavio Bolsonaro e sua defesa sombria ao golpe e à ditadura

A história que não pode ser apagada

Com base na coluna de Bernardo Mello Franco, publicada em O Globo.

O passado autoritário de Flávio Bolsonaro não é um detalhe incômodo que possa ser escondido debaixo do tapete eleitoral. Como resgata Bernardo Mello Franco, o senador deixou registros públicos de sua defesa do regime militar, de sua rejeição à caracterização de 1964 como golpe e de seu elogio a agentes da repressão.

Em seu livro Mito ou verdade, lançado em 2017, Flávio também exaltou o coronel Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador, e atacou a Comissão Nacional da Verdade.

Eis o problema central: quem faz apologia da ditadura precisa explicar o que pensa sobre a democracia de hoje.

Não adianta vestir a fantasia de moderado durante a campanha, ensaiar discursos para conquistar o eleitor de centro e tentar apagar as próprias declarações. A história política de um candidato não desaparece porque seus marqueteiros decidiram mudar o figurino.

O Brasil não precisa de herdeiros políticos de uma tradição autoritária que trata torturadores como heróis e tenta reescrever um dos períodos mais sombrios de sua história. Precisa de compromisso com a liberdade, com o voto popular e com o direito de discordar sem ser perseguido.

A democracia não pode ser defendida apenas quando convém. E a ditadura não pode ser reabilitada como se seus crimes fossem uma nota de rodapé da história brasileira.


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Perguntado se, num eventual governo, Flavio Bolsonaro tentaria um golpe, Valdemar responde: “sei lá”

Perguntado sobre quem garantiria que uma nova tentativa de ruptura institucional não aconteceria em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, não respondeu com um “não”. Não disse que seria impossível. Não disse que o partido rejeitaria qualquer aventura contra a democracia.

Respondeu: “Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento.”

A declaração ganha ainda mais peso porque veio acompanhada de outra admissão: Valdemar reconheceu que houve discussões e planejamento para um golpe no final do governo Jair Bolsonaro. E, em vez de tratar a tentativa de ruptura institucional como algo incompatível com a democracia, procurou minimizá-la, perguntando: “Discutiram de dar o golpe. E daí?”

O problema, portanto, não é apenas o “sei lá”. É o que existe por trás dele.

Quando o presidente do partido de Flávio Bolsonaro é questionado sobre a possibilidade de uma nova tentativa de ruptura institucional e não oferece uma garantia inequívoca de que isso não acontecerá, a pergunta deixa de ser hipotética e passa a ser política: qual é o compromisso efetivo dessa candidatura com a preservação das instituições e com a aceitação dos resultados eleitorais?

E há um agravante: na mesma entrevista, Valdemar defendeu anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e afirmou acreditar que Jair Bolsonaro poderia deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio.

Não é preciso inventar uma ameaça onde não existe declaração explícita de que Flávio tentaria um golpe. Flávio não disse isso nessa entrevista. Mas também não se pode ignorar o significado político de seu principal dirigente partidário ser incapaz de oferecer um compromisso categórico quando perguntado sobre uma nova tentativa de ruptura.

Em democracia, diante dessa pergunta, a resposta deveria ser inequívoca: não haverá golpe, não haverá ruptura e o resultado das urnas será respeitado.

“Sei lá” não é exatamente uma garantia.


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Da Papudinha ao vácuo de Trump: Como a obsessão golpista de Bolsonaro continua a custar caro para o Brasil

Enquanto Jair Bolsonaro cumpria 27 anos e três meses de prisão na ala especial da Papudinha — cela improvisada no Batalhão da PM dentro do Complexo da Papuda, em Brasília —, a obsessão por poder não arrefeceu. Condenado pelo STF como líder de uma organização criminosa que tramou golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente transformou a prisão em um bunker político, coordenando de dentro da cela as articulações para 2026.

Do outro lado do mundo, Donald Trump, sob forte influência de Benjamin Netanyahu, mergulhava de cabeça na escalada militar contra o Irã. Ameaças explosivas de “retornar o Irã à Idade da Pedra” ecoavam na Casa Branca, respondidas por promessas iranianas de humilhação americana. O conflito monopolizava a agenda presidencial, criando um perigoso vácuo de poder.

Nesse vácuo, assessores e intermediários se apossaram do nome Trump para tocar agendas pessoais e ideológicas. Um caso emblemático foi o de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado para o Brasil. Em março de 2026, o Itamaraty revogou seu visto após descobrir que a viagem “oficial” sobre terras raras escondia, na verdade, um encontro secreto com Bolsonaro na Papudinha — visita que Alexandre de Moraes vetou por completo. Beattie, já polêmico, reapareceu meses depois no Caso Ramagem.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e ex-deputado, condenado a 16 anos pelos mesmos crimes de organização criminosa, golpe e tentativa de abolição do Estado Democrático, havia fugido para os EUA. Preso pelo ICE em Orlando em 13 de abril de 2026 por visto expirado, ele foi solto dois dias depois, sem fiança, graças a um pedido de asilo em tramitação. Eduardo Bolsonaro — cassado por excesso de faltas e operando do exterior — e o jornalista Paulo Figueiredo articularam diretamente com Beattie, que interveio para viabilizar a liberação. O episódio detonou uma crise diplomática: os EUA exigiram a saída de um delegado da PF envolvido na cooperação; o Brasil retaliou com expulsão de credenciais americanas e ameaças de reciprocidade por ingerência explícita.

Outro assessor próximo de Trump, o italiano Paolo Zampolli, propôs à FIFA, em nome da administração americana, substituir a seleção do Irã pela eliminada Itália na Copa do Mundo de 2026. A ideia, motivada por preferência futebolística e pelo desejo de aproximar Trump da premiê Giorgia Meloni em plena crise iraniana, foi revelada pelo Financial Times e expôs o uso leviano — quase surreal — da influência da Casa Branca para caprichos pessoais.

No mesmo turbilhão, Flávio Bolsonaro viajou aos EUA ao lado de Eduardo para discursar na CPAC e em eventos conservadores. Acusado de “lesa-pátria”, ele ofereceu terras raras brasileiras como alternativa à China, pediu monitoramento internacional das eleições de 2026 e pressão diplomática contra o Judiciário brasileiro. A família e seus aliados operam freneticamente para pavimentar o caminho de Flávio à Presidência, embora sem qualquer acesso real aos “muros da Casa Branca”. Encontro direto de Lula com Trump? “Nem pensar”, como repetem Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

O padrão é alarmante: ao mesmo tempo que Bolsonaro, preso, se agarrava à sobrevivência política e Trump se perdia na fúria contra o Irã, uma rede de filhos, assessores e operadores paralelos agia em nome alheio, gerando atritos diplomáticos, retaliações e constrangimentos internacionais. Beattie, Ramagem, Zampolli e as articulações dinásticas ilustram como interesses pessoais e ideológicos se sobrepuseram ao Brasil — e, em parte, ao próprio governo Trump.

Enquanto o país enfrentava desafios reais, a família Bolsonaro priorizava preservar influência, construir uma sucessão dinástica via Flávio e transformar a condenação por golpe em narrativa de “perseguição” e combustível eleitoral. A Papudinha virou o epicentro sombrio de uma articulação condenada como crime, mas que segue ativa, disfarçada de “resistência”.

GRAVE! Vazou na Folha de São Paulo o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS. Podem tentar pintar com todos os tons de “moderação”, mas esse é o projeto do bolsonarismo: sacrificar o povo em nome dos privilegiados. Nunca as diferenças foram tão evidentes!

As primeiras sinalizações da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica já demonstram que a população mais vulnerável terá que pagar a conta para que a Faria Lima fique satisfeita. Embora ainda não haja um plano formal apresentado, declarações de aliados e integrantes da equipe indicam que o caminho pretendido pode envolver cortes relevantes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou recentemente que o modelo atual “está estourando” e defendeu a necessidade de revisitar tanto a Previdência quanto a legislação trabalhista. A fala, no entanto, deixa clara a intenção da retomada de reformas que podem reduzir direitos, especialmente em um contexto de alta vulnerabilidade social.

O resultado é devastador: um ex-presidente condenado por tentar destruir a democracia para se eternizar no poder continua, mesmo atrás das grades, usando o que resta de sua rede para preparar o retorno — custe o que custar ao Brasil. O país, mais uma vez, paga a conta de uma obsessão golpista que a sentença não conseguiu extinguir.

Como advertia Darcy Ribeiro: “Não há lugar melhor para se fazer um país como este, mas tem uma classe dominante ruim, ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa, que não deixa o país ir pra frente”.


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Transformar calúnia em senso comum é tradição na Globo

A Globo nunca teve o menor compromisso com a história. São inúmeros os casos em que ela mentiu, caluniou sem jamais se retratar para ficar na base do dito pelo não dito.

Ela não dirá, por exemplo, que foi contra as manifestações das Diretas Já, que teve adesão maciça da sociedade com mais de 2 milhões de brasileiros nas ruas pedindo Diretas Já.

Roberto Marinho, a serviço da ditadura militar, apoiou a eleição indireta no colégio eleitoral em que venceram Tancredo Neves e José Sarney.

Em seguida, vendeu para o povo que um dos maiores corruptos do Brasil, era m caçador de marajás.

Denunciado pelo próprio irmão, Pedro Collor, sobre seu esquema de corrupção, Fernando Collor renunciou para fugir fo impeachment, logo no segundo ano de governo.

A Globo foi o principal agente propagador das maravilhas da privataria de Itamar e FHC. Lógico, até aquele plano econômico, que já havia quebrado a Argentina, caiu em desgraça no Brasil e nunca mais a direita demotucana voltou ao poder.

A direita só voltou a governar o país com Temer, a partir do golpe em Dilma, comandado pela Globo, com a propagação de uma mentira chamada “pedalada fiscal” que, comprovadamente, não ocorreu no governo Dilma.

Na verdade, Dilma caiu só porque reduziu dransticamente o spread bancário, que enfureceu a papa fina da agiotagem nacional.

Durante o golpe, somente vagabundos atuaram, Temer, Aécio e Cunha, a Globo repetia diuturnamente o jargão “as instituições estão funcionando”.

Com Dilma golpeada, e até hoje a Globo insiste em não admitir, era preciso condenar, prender e tirar Lula da eleição de 2018, para que Paulo Guedes, via Bolsonaro, complementasse o plano de entregar o Banco Central à Fenraban para que os banqueiros junca mais corressem o risco de enfrentar um presidente da República que se inspirasse em Dilma na questão do spread.

Mas os festivais de calúnias e difamações contra governos ou membros do PT, foram comandados pela Globo, Mensalão e Lava Jato. Sem falar dos diabos menores da própria Globo.

Chega a ser ingênuo ver progressistas se esquecendo desse manual golpista da Globo no caso que envolve Malu Gaspar e Alexandre de Moraes, quando, na verdade, a Globo só está afinando sua orquestra de manipuladores para 2026 contra a reeleição de Lula.

A essa altura dos fatos. não cabe ingenuidade da esquerda.


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ERA MAIS UM GOLPE

Flávio quer trocar a “candidatura” pela anistia

Como muitos observadores políticos previram, o senador Flávio Bolsonaro admitiu publicamente neste domingo (7) que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao Planalto. O preço cobrado pela desistência é que algum dos presidenciáveis de direita inclua em suas promessas de campanha a anistia ou indulto a Jair Bolsonaro.

Ou seja, Flávio, que é nacionalmente conhecido pelo envolvimento no golpe da rachadinha, reconheceu que a sua candidatura é um novo golpe: para dar apoio a um candidato, cobrará como pedágio a anistia.

“Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para não ir até o fim”, disse ele.

A declaração, feita de maneira espontânea a jornalistas após seu primeiro compromisso público como pré-candidato pelo PL, evidenciou que o movimento tem menos relação com um projeto eleitoral consistente e mais com a preservação do espaço político da família Bolsonaro.

O senador também reconheceu a existência de uma articulação política nesse sentido, cujo teor seria divulgado nesta segunda-feira (8). Questionado sobre a possibilidade de esse “preço” envolver a tramitação de uma proposta de anistia no Congresso, Flávio afirmou que o tema “está quente”. Com isso, trouxe novamente ao centro do debate a busca de Jair Bolsonaro por uma alternativa jurídica que possa restituir seus direitos políticos e aliviar sua situação penal.

Nos bastidores, prevalece a avaliação de que a pré-candidatura foi transformada em instrumento de pressão sobre o Congresso. A estratégia estaria voltada sobretudo aos líderes do Centrão, que demonstram resistência ao nome de Flávio e enxergam a movimentação como uma iniciativa estimulada pelo próprio Jair Bolsonaro. O movimento recebeu reação fria, inclusive entre aliados que defendem uma opção considerada mais viável para 2026.

A reação do mercado financeiro foi negativa. A simples divulgação da pré-candidatura provocou queda no principal índice da bolsa e valorização do dólar, sinalizando desconfiança dos investidores diante do risco de instabilidade política. Flávio classificou a reação como “natural”, porém “precipitada”, em uma tentativa de reduzir os impactos, sem fornecer sinais concretos de estabilidade.

Entre lideranças do Centrão, a leitura é de que a fala do senador reforçou a percepção de que sua entrada na disputa responde mais à urgência política de seu pai do que a uma estratégia eleitoral estruturada. Para esses dirigentes, a candidatura serviria como moeda de troca na defesa de uma anistia e como instrumento para manter Jair Bolsonaro no centro do debate político.

*ICL


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Fux, o sabujo dos sabujos

Para Fux, saquear a sede dos três poderes, incluindo sua cadeira no STF, num plano armado por Bolsonaro e seus articulistas de golpe, não foi nada.

Fux, notório lavajatista, transformou-se, de estalão, um garantista fundamentalista.

Que coisa comovente!

Na verdade, ele foi escancaradamente parcial, ponto.

Lenio Luiz Streck:
“Sobre voto de Fux: O STF já tem posição firmada sobre a competência. Não há como rever isso. E, aliás, Fux deveria ter levantado isso no recebimento da denúncia. Ali aceitou. A justificativa de que aceitou a competencia quando do recebimento da denúncia DE QUE O FEZ POR IN DUBIO PRO SOCIETATE não faz sentido neste momento. O próprio judiciário já não adota esse adágio (in dubio a favor da sociedade). Quer dizer: no fundo, Fux foi do in dubio pro societate para o in dubio pro reo. Além disso, por 7×4 o STF já definiu o foro. Fux é vencido na discussão!”


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O rato do golpe da anistia do golpe

Tarcísio de Freitas é rato magro com muito pelo. Ele não tem pernas próprias e quer usar as de Bolsonaro como trampolim.

O jogo dele é virar uma ratazana do tamanho de Bolsonaro no ninho dos camundongos golpistas de patente menor no Congresso. Mais que isso, não está verdadeiramente interessado em aliviar Blsonaro de seu momento de derrocada.

Ao contrário, Tarcísio quer ver Bolsonaro pelas costas, tanto que usou a sua derrota no STF por falta de defesa de seus crimes na tentativa de golpe que comandou em favor próprio, dizendo que era em favor de Bolsonaro.

O sujeito abandonou a administração do estado de São Paulo e simplesmente montou acampamento em Brasília para articular sua cartada.

Tudo não passa de teatro tosco.

Sabe que, se a anistia for mesmo votada e chegar a ter maioria na Câmara, não passa no Senado e muito menos no STF.

É ilegal! É inconstitucional! É criminosa! É golpista!

O que ele quer, já conseguiu, a etiqueta de lider do movimento pela anistia de Bolsonaro para a bolsonarada.

Já na outra parte, a do clã, não. Terá que tirar outro bode fedorento da cartola felpuda.

Não tem a confiança de Bolsonaro, menos ainda de Carluxo que o chamou de rato por se lançar candidato antes do pai ser julgado e condenado, além de Eduardo, que não admite levar uma pernada do esperto que sonha em colocar Eduardo no bolso e virar o homem perfeito para o tribunal bolsonarista.

Se essa meleca vai dar certo, não se sabe. Mas que o cara é a própria miséria moral, quanto a isso, não tem dúvidas.

Nisso, ele se iguala a Bolsonaro.


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“Não quero falar do outro cidadão brasileiro que tentou dar golpe”, diz Lula sobre prisão de Bolsonaro

Em longo discurso de improviso – após falha no teleprompter -, Lula ainda brincou que iria discursar brevemente sobre a taxação: “pois se eu não falar vocês vão [indagar]: ‘porque o Lula não falou? Ele está com medo do Trump?”.

Em um longo discurso de improviso, após o teleprompter não dar leitura, durante a reunião do Conselhão nesta terça-feira (5), Lula falou brevemente dos dois principais assuntos em pauta: a prisão de Jair Bolsonaro (PL) e o tarifaço chantagista de Donald Trump, na guerra comercial declarada contra o Brasil.

Bem humorada, Lula brincou no início de sua fala, dizendo que preparou um discurso para ser lido devido ao cenário delicado da geopolítica atual, mas que como o teleprompter – aparelho onde é projetado o discurso – não deu leitura, teve que improvisar, diz Forum.

“Hoje é um dia de dar boas notícias. Eu vim para cá comprometido a não perder muito tempo falando da taxação. Falar o mínimo possível pois se eu não falar vocês vão [indagar]: ‘porque o Lula não falou? Ele está com medo do Trump?”, brincou, arrancando risadas, referindo-se ao presidente dos EUA. “E eu não quero que vocês saiam com essa imagem”, emendou.

“E também não quero falar do que aconteceu com o outro cidadão brasileiro que tentou dar um golpe”, afirmou o presidente, iniciando sua fala sobre as conquistas do Brasil.

Veja:

https://youtu.be/jUYR8EbHL-0


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‘Não falei em golpe’: o que Cid diz em áudios que advogado enviou ao STF; ouça

Áudios atribuídos ao tenente-coronel Mauro Cid, e encaminhados ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo advogado Eduardo Kuntz, mostram desabafos do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua situação jurídica e pessoal.

Nas conversas com o advogado, Cid critica a condução da delação premiada pela Polícia Federal, revela medo de voltar à cadeia se denunciasse possíveis irregularidades no acordo e diz se sentir abandonado pelo entorno do ex-presidente. “Quem se fodeu e perdeu tudo fui eu”, desabafa o tenente-coronel em um dos áudios

‘Não falei uma vez a palavra golpe’
“Cara, vou te dizer. Esse troço tá entalado. Você vê que o cara colocou a palavra golpe. Eu não falei uma vez a palavra golpe. Quer dizer. Foi erro, foi, sei lá, até condição psicológica que eu tava na hora. Porra, mas coisa de palavra golpe, que ele colocou, eu não falei golpe uma vez. Em todo o meu depoimento.”

Em áudio enviado a Eduardo Kuntz em março do ano passado, Cid faz críticas à forma como sua delação premiada foi conduzida pela Polícia Federal. Afirmou, por exemplo, não ter usado a expressão “golpe” durante os depoimentos e sugeriu que o termo foi atribuído a ele pelos próprios investigadores.

Kuntz é advogado de Marcelo Câmara, réu pela tentativa de golpe, e foi quem apresentou ao STF as mensagens e áudios de conversas que mantinha com Cid por meio do perfil falso @gabrielar702, no Instagram. Com base nas conversas, Kuntz pediu ao ministro Alexandre de Moraes a anulação da delação de Cid, usada como fonte de prova na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra os acusados de participar da intentona golpista.

Ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Câmara faz parte do chamado “núcleo 2” do golpe, enquanto Cid é parte do grupo 1, o “núcleo crucial” da suposta organização criminosa que teria tentado impedir a posse do presidente Lula (PT).

Cid já depôs ao ministro do STF Alexandre de Moraes, em março do ano passado, sobre áudios vazados pela revista Veja em que aparece dizendo ter sido pressionado pela Polícia Federal a confirmar na delação informações que não seriam verdadeiras. Na época, ele negou a Moraes irregularidades no acordo e disse que os áudios foram apenas um “desabafo”.

Ao depor como réu na ação sobre a tentativa de golpe, na semana passada, Cid foi novamente questionado por Moraes sobre a regularidade de sua colaboração premiada. O ex-ajudante de ordens reiterou que não houve ilegalidade por parte da PF.

Cid revela medo de ser preso por criticar delação
“A mídia já está comprada com a narrativa, o STF está comprado com a narrativa, a liderança do Congresso já está amarrada com a narrativa. Se fosse uma ação, ‘tudo pronto com Rodrigo Pacheco (então presidente do Senado), vamos entrar com impeachment, vamos arrebentar e acabar com eles?’ Pô, vamos para a guerra. Mas eu puxar uma bandeira sozinho, eu, que não tenho força de nada. Sou o que mais apanha.”

*Uol


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