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Justiça

Governo Lula descobre sigilo de Bolsonaro que pode elucidar caso Marielle

Presidente já criou grupo de trabalho para levantar os famosos sigilos de 100 anos impostos por Bolsonaro a inúmeras informações de interesse público.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a trabalhar para levantar os sigilos de 100 anos impostos por Jair Bolsonaro a inúmeras informações de interesse público. O próprio ex-presidente, em um sinal de desespero, já teria informado a aliados que vai acionar a Justiça caso o novo mandatário revele seus segredos.

Nesta quinta-feira (5), o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), que participou da equipe de transição de Lula, informou que a atual administração federal descobriu um novo sigilo que, quando derrubado, pode ajudar a elucidar o caso de Marielle Franco, vereadora que, ao lado de seu motorista Anderson Gomes, foi brutalmente assassinada em março de 2018.

Boulos se refere a sigilos impostos por Bolsonaro a telegramas do Itamaraty com informações sobre o caso. “Vai cair o sigilo de 100 anos! O governo Lula descobriu que Bolsonaro decretou sigilo sobre os telegramas do Itamaraty relacionados ao assassinato de Marielle Franco. O que será que o miliciano quer esconder?”, escreveu o parlamentar.

O sigilo foi colocado por Bolsonaro em abril de 2020, quando a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados solicitou formalmente ao Ministério das Relações Exteriores esclarecimentos sobre orientações do Itamaraty a seus postos no exterior sobre o que deveria ser dito em relação ao assassinato de Marielle. Essas informações estariam em documentos e telegramas que, após o pedido, foram colocadas sob sigilo de 100 anos.

Tudo pronto para quebrar os sigilos 

Vinícius Marques de Carvalho, novo ministro indicado pelo presidente Lula (PT) para a Controladoria-Geral da União (CGU), assumiu a pasta na terça-feira (3) e, em seu discurso, anunciou que já formou um grupo técnico que vai dar início ao processo de abertura dos sigilos de 100 anos impostos por Jair Bolsonaro (PL) a inúmeras informações de interesse público.

A quebra desses sigilos é uma promessa de campanha de Lula. Logo que tomou posse, no último domingo (1), o mandatário assinou um pacote de decretos e medidas provisórias e, entre elas, está a que retoma a transparência da administração federal – solicitando que a CGU reavalie em até 30 dias, junto a este grupo técnico já constituído, os sigilos de maior relevância.

“Houve uso indiscriminado e indevido do sigilo para supostamente proteger dados pessoais ou sob o falso pretexto de proteção da segurança nacional e da segurança do Presidente da República”, disse Vinícius Marques de Carvalho em seu pronunciamento de posse na CGU.

Os sigilos que Lula mira e que colocam Bolsonaro em pânico 

Além do sigilo relacionado ao caso Marielle, há também o sigilo sobre a carteira de vacinação de Jair Bolsonaro, que pode revelar se ele tomou ou não a vacina contra a Covid -, alguns dos decretos de Lula têm o potencial de complicar ainda mais a situação jurídica do ex-presidente, que responde a centenas de processos.

Somente no Supremo Tribunal Federal (STF), em processos que serão remetidos à primeira instância após perder foro privilegiado, Bolsonaro é alvo de quatro inquéritos abertos para investigar supostos cometimentos de crimes no exercício da Presidência da República. Há, ainda, duas ações penais em que o presidente figura como réu por incitação ao estupro e injúria.

No inquérito 4888, Bolsonaro é investigado por divulgação de notícias falsas sobre a pandemia, que ligariam a vacina contra a covid-19 ao desenvolvimento da Aids. O inquérito foi aberto a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, do Senado Federal.

Nesse inquérito específico, o sigilo imposto ao processo disciplinar contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre a determinação para a compra de cloroquina pelo Exército pode reforçar a responsabilidade de Bolsonaro pelo genocídio durante a pandemia – que pode ser interpretado até mesmo como crime contra a humanidade.

Além dele, o sigilo sobre as visitas de Carlos e Eduardo Bolsonaro ao Palácio do Planalto, também poderão ser usados no inquérito que investiga a atuação da milícia digital que propaga fake news e incitou atos terroristas no país. Outro processo que pode levar Bolsonaro e os filhos para a cadeia.

*Com Forum

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Justiça

Militares temem desgaste com levantamento de sigilo sobre cloroquina e Pazuello

Generais ouvidos pela coluna avaliam que divulgação de informações incômodas para as Forças Armadas pode tensionar ambiente neste início de governo.

Segundo Malu Gaspar, O Globo, a sinalização do governo Lula de rever o sigilo sobre a compra de cloroquina pelo Exército e o processo disciplinar contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello vem preocupando as Forças Armadas, que temem as consequências da divulgação de informações com alto potencial de desgastar não só a imagem do governo Bolsonaro, mas a dos próprios militares.

Na última terça-feira, o novo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, anunciou que já constituiu um grupo de trabalho para analisar a revisão dos casos de sigilos de 100 anos impostos pelo governo Bolsonaro, uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na ocasião, Carvalho acusou o governo Bolsonaro de fazer uso “indiscriminado e indevido” dos sigilos sob o “falso pretexto da segurança nacional”, fragilizando os órgãos de fiscalização para atender a interesses pessoais.

“Não é só o governo Bolsonaro que tem sigilo”, disse à equipe da coluna um ex-ministro da Defesa, temendo o tensionamento das relações entre a caserna e o recém-inaugurado governo Lula.

É a mesma avaliação de um outro general ouvido pela coluna, que considera o levantamento do sigilo envolvendo a compra de cloroquina e o processo disciplinar de Pazuello um “erro” neste momento, em que Lula ainda tenta dissipar o clima de desconfiança entre os militares com o seu retorno ao Planalto.

Além disso, o novo governo ainda é confrontado com dezenas de manifestantes que insistem em protestar na frente de quartéis contra o resultado das eleições, levantando acusações infundadas de fraude.

“Começar um período de governo olhando o Brasil pelo retrovisor, quando há tantos desafios pela frente, é amadorismo ou vingança. Mais adiante, se julgarem necessário, poderiam rever esses temas”, disse esse segundo general.

Ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Comando do Exército alegou que a decisão de colocar em sigilo de 100 anos o processo administrativo envolvendo a participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em uma manifestação ao lado do presidente Jair Bolsonaro é um “assunto interno”.

A manifestação do Exército foi enviada ao Supremo após PT, PCdoB, PSOL e PDT entrarem com uma ação no STF para derrubar o sigilo centenário sobre o processo de Pazuello.

Apesar de o regulamento interno da Força vedar a participação de militares em manifestações políticas, Pazuello não foi punido.

“Não existe absolutamente interesse público patente a motivar acesso às informações extraídas de referido processo administrativo disciplinar, o qual regulam unicamente uma relação personalíssima entre um militar e seu comandante, em que se analisa se o subordinado transgrediu ou não uma norma castrense”, alegou o Exército em junho de 2021.

O novo ministro-chefe da CGU já avisou que o novo governo pretende adotar a transparência como “regra” e o sigilo como “exceção”. Conforme mostrou O GLOBO, a decisão do Exército de decretar o sigilo centenário ignora entendimentos já firmados pela CGU, que já definiu que apuração disciplinar encerrada é de acesso público — tanto para militares quanto para civis.

Durante a transição, oficiais das Forças Armadas enviaram a emissários de Lula uma série de conselhos e dicas sobre como o presidente eleito poderia se aproximar dos militares e tentar desconstruir o legado bolsonarista.

Embora a relação seja de desconfiança mútua e até de hostilidade em alguns segmentos, a indicação do ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio para chefiar o Ministério da Defesa agradou a caserna e deu a Lula algum crédito.

Antes da eleição, o petista já tinha enviado aos militares um sinal de que não mexeria nas regras aprovadas pelo Congresso em 2019 para a aposentadoria dos militares, conforme informou a coluna em outubro.

Outras questões surgiram nas conversas, como a de que os petistas não promovam e nem defendam qualquer alteração no Estatuto dos Militares, em vigor desde 1980.

A mensagem é clara: os militares não querem intromissões do novo governo em assuntos considerados de natureza interna. Pelo visto, os militares e uma ala do governo Lula discordam da extensão do escopo “natureza interna” quando se trata de manter sob sigilo informações de interesse público.

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Opinião

Julian Rodrigues: É hora de arregaçar as mangas com Lula e trabalhar muito para o terceiro governo ser mais à esquerda

Já começou o melhor da governo da história

O terceiro mandato de Lula tem tudo para ser o mais progressista, inovador e popular desde sempre no Brasil

Por Julian Rodrigues*

Não, o título acima não é fruto de ingenuidade ou excesso de otimismo.

As pouquíssimas pessoinhas que acompanham meus artiguetes sabem que – nem de longe – sou petista bobalhão ou lulista acrítico.

Ocorre que em muitas situações o saudável pessimismo da razão – ferramenta imprescindível para qualquer militante de esquerda – acaba por obnubilar em demasia nossa leitura.

E subestimamos o tamanho da vitória que foi eleger Lula ou até mesmo a beleza dessa alameda aberta diante de nós agora.

Não foi trivial a vitória que o povo brasileiro impôs ao neofascismo. Em que outro país houve uma reviravolta tão rápida?

Os hermanos argentinos se livraram de Macri, é verdade. Pero, o ex-presidente do Boca Juniors não era propriamente um neofaxo – talvez poderia ser melhor classificado como neoliberal quase de extrema-direita. Mas não prosperou.

Argentina é outra história. O PT é o maior partido do Brasil. Desde as primeiras eleições diretas pós-ditadura (em 1989) venceu ou ficou em segundo lugar em todas disputas presidenciais. E o senhor Luiz Inácio é simplesmente o maior líder popular (reformista, sim) de nossa história.

A “vida e obra” do Lulão serão referência por décadas – objeto de pesquisas, estudos, admiração e controvérsias.

O PT continuará forte e enraizado mesmo no pós-lula (talvez um pouco menos transformador).

O lulismo será uma força política reivindicada e disputada desde segmentos da direita à esquerda de todos matizes.

Uma espécie de peronismo à brasileira. Quem viver verá. O terceiro governo do ex-operário é resultado de uma vitória extraordinária. Bem improvável. Superamos o golpe de 2016 mais a prisão arbitrária de Lula.

Parece roteiro de ficção, – inclusive na perfeição do desenho do arco narrativo do herói. O sujeito vem de baixo, vence, vire presidente. Depois cai em desgraça, e é preso. Sai da cadeia inesperadamente.

Redimido, derrota o vilão fascista e se torna presidente de novo. Redenção gloriosa, tipo epopeia clássica. Não será fácil.

Em 2003 Lula assumiu em um cenário difícil, pós avalanche neoliberal, com um Estado mais fraco.

Olhando em retrospecto dá para brincar, sim: saudades de FHC. Não havia ameaças à democracia.

Suceder um governo liberal democrático, aprendemos agora, é totalmente diferente de assumir um país devastado pelo neofascismo ultraliberaloide.

Basta comparar um elegante intelectual banqueiro como Pedro Malan a um trombadinha fanfarrão especulador como Paulo Guedes.

Antes que algum apressadinho venha me rotular como petista-amigo-de-tucano,reitero: o PSDB abriu as portas para o bolsonarismo e fez em São Paulo e no Brasil, governos elitistas e antipopulares.

Todavia, é preciso colocar as coisas em perspectiva histórica.

O advento do bolsonarismo reconfigurou os parâmetros da política brasileira. Em comparação com o neofascismo, nosso velho malufismo vira um quase simpático direitismo demagógico.

O centrão se torna mera representação moderada, até razoável e bem pragmática das velhas oligarquias (sustentam o sistema político).

Os neoliberais, um bando de yuppies liberais-democratas a fim de ganhar muito dinheiro, diminuir o Estado, brilhar na mídia e na academia.

Lula sabe disso tudo.

Construiu uma candidatura popular – ao mesmo tempo radicalmente antineoliberal e antineofascista – mas com amplitude que lhe permitiu obter apoio de amplos setores liberais insatisfeitos com o bolsonarismo.

Reparem: Lula não girou o programa à direita. Mas, com Alckmin vice sinalizou para segmentos que queriam derrotar o bolsonarismo mas historicamente são adversários da esquerda.

Coisa de gênio, vamos combinar (falo isso na condição de quem criticou a indicação de Geraldo como vice).

Nossa tarefa é lutar e ajudar esse governo a ser mais “esquerdista” possível.

Repito: é um privilégio ter Lulão para nos salvar do neofascismo. Mas o Brasil precisa de muito mais que o “reformismo moderado”.

Temos que defender muito e empurrar para esquerda esse nosso terceiro governo.

Haddad no lugar de Guedes.

Aniele Franco, Silvio Almeida, Sonia Guajajara e Cida Gonçalves substituindo Damares.

Que tal Margareth Menezes ao invés de Mário Frias ou Regina Duarte? É tudo antagônico.

Não é exagero falar em um governo do bem e das luzes que vem suceder um regime do mal, das trevas.

Lembrei-me de um episódio clássico do seriado He-Man (a turma que foi criança ou adolescente nos anos 1980 vai gostar).

Foi quando o planeta Etérnia, transformou-se num lugar sombrio, amaldiçoado. Foi quando o pequeno Gorpo – feiticeirinho atrapalhado – e sua namorada Driele cantam juntos a letra de uma antiga canção:

“ o bem vence o mal/ espanta o temporal/o azul, o amarelo/tudo é muito belo /o bem vence o mal/ o fraco fica forte/e vence até a morte/ isso é o que ele faz”.

Quem esperava e exigia um Lulinha light está bem nervosinho até agora.

Aquele ente antropomórfico que se angustia, sofre, chora, fica alegre ou se enerva, o tal “mercado” anda meio estressado.

(Meu sonho era um dia descobrir quem é mesmo o big boss, oráculo, porta-voz, representante, assessor de imprensa, chefe, intérprete, verdadeiro deus encarnado, o tal mercado – a criança mais mimadinha do mundo)

O paradoxo: Lula herda terra arrasada em uma conjuntura internacional de crise, todavia é um líder gigante e um gestor muito mais experiente.

Resumindo: foi uma baita vitória; a desfascistização é um processo demorado e complexo; a crise econômica está aí; recebemos um país destroçado, com 20% de extremistas de direita; a oposição será implacável.

Mas, nós temos a força dos movimentos sociais, da juventude, das mulheres, dos lutadores e lutadoras do povo, das universidades, das pobres, dos pretos, dos LGBT, de toda gente de boa vontade.

Saímos do inferno. Agora é trabalhar. Vamos arregaçar as mangas com Lulão porque quem fica parado é poste.

*Julian Rodrigues, professor e jornalista, doutorando em América Latina. É ativista LGBTI e de Direitos Humanos/Viomundo

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Política

Alckmin promete lealdade e dedicação integral a Lula

Ao tomar posse nesta quarta-feira (4) como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prometeu lealdade ao presidente Lula (PT).

Ele rasgou elogios ao mandatário, classificando-o como o único capaz de liderar um “moderno e corajoso” projeto de desenvolvimento industrial e integração internacional. “Enquanto outros países lograram exercer papel central nas cadeias regionais, o Brasil não tem conseguido desempenhar o papel de coordenação em seu entorno. Assim incluir significará também integrar o Brasil. Não por capricho ou para simplesmente acompanhar as boas novas do pensamento econômico, mas porque juntos, integrados produtivamente a nossos vizinhos, somos mais fortes e cumprimos as diretrizes para as nossas relações internacionais que estão esculpidas no artigo 4º parágrafo único da nossa Constituição. A integração, contudo não virá por geração espontânea. Ela exigirá diálogo constante com nossos parceiros, com vistas a se criar uma verdadeira governança produtiva em nossa região”.

“O presidente Lula, todos sabemos, é o único capaz de liderar esse moderno e corajoso projeto. Presidente Lula, como o senhor tem falado repetidas vezes, o governo que agora se inicia não foi eleito apenas pela saudade de um tempo em que o Brasil crescia com inclusão, atingindo o pleno emprego e servindo de exemplo para o mundo, sobretudo para as nações irmãs, que almejam alcançar patamares mais elevados de desenvolvimento. O governo cujo mandato teve início foi eleito também pela esperança do povo brasileiro de que juntos podemos fazer ainda mais e melhor. E para esse esforço, sei da importância que o senhor atribui ao Mdic e do papel estratégico que ele deve desempenhar. Por isso, saiba, que o senhor terá de mim não apenas a lealdade de um ministro que se soma à de um vice, mas minha dedicação integral em prol de uma agenda que contribua para reverter os resultados inaceitáveis que nossa economia vem acumulando nos últimos anos”.

Alckmin citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek ao resgatar seu plano de metas e sua agenda de industrialização sintetizada no lema ’50 anos em 5′. Outro lembrado pelo vice e ministro da Indústria foi Ulysses Guimarães: “na galeria dos ministros de Estado que construíram o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços encontramos o grande e exemplar Ulysses Guimarães. É de Ulysses a máxima de que as nações democráticas de economia de mercado são mais ricas e as mais fortes. São ricas por serem democráticas, e não democráticas por serem ricas”.

“Por isso mesmo, quando colocada em risco a democracia, a crise política acaba por fomentar terríveis crises econômicas. A inabilidade política tem custo e é socialmente injusta, porque penaliza o mais pobre e inviabiliza a atuação econômica produtiva. Na normalidade democrática é que o país pode crescer e se mostrar justo para seu povo. A nossa união, presidente Lula, não é episódica, de ocasião ou por uma eleição. A nossa união é por um país, por um povo e por seu direito de viver em um regime democrático e em um país verdadeiramente produtivo. Tenha em mim, presidente Lula, aquele a quem o senhor poderá confiar sempre a primeira e mais árdua missão, porque é inabalável o meu compromisso com o senhor, o seu governo e o nosso país. Que venham dias de crescimento e justiça social”, finalizou Alckmin, sob efusivos aplausos da plateia.

*Com 247

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Política

Após “varredura” da PF, Lula volta a despachar do Palácio do Planalto

O presidente terá ao menos cinco agendas no Planalto nesta quarta-feira (4/1). Ele vai se reunir com ministros do novo governo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a despachar do Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (4/1), após a Polícia Federal realizar uma “varredura” no local, na terça-feira (3/1).

Enquanto sua sala estava sendo preparada, Lula despachou do hotel onde está hospedado em Brasília.

Nesta quarta, o petista terá ao menos cinco agendas, todas no Planalto. Entre elas, quatro são reuniões com ministros do novo governo: Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Paulo Pimenta (Secom).

Além disso, Lula vai participar da cerimônia de transmissão de cargo do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, como ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“Varredura” da PF

Na terça, o gabinete presidencial passou por uma “varredura” e remodelagem. Uma equipe da PF e funcionários do Planalto preparam o espaço, localizado no terceiro andar do prédio, para receber Lula.

De acordo com o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, “entre aliados do presidente, há um temor de que Bolsonaro tenha instalado escutas”.

Durante a ação no gabinete, houve troca de mobília. Entre elas, a mesa principal usada pelo agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma mesa de centro.

*Com Metrópoles

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Presidente Lula

A emoção de Lula na despedida do rei Pelé

Na primeira viagem oficial desde que tomou posse, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) se emocionou durante o adeus ao rei Pelé durante cerca de 15 que permaneceu no velório na Vila Belmiro, em Santos, no litoral paulista, na manhã desta terça-feira (3).

“O adeus ao rei. Descanse em paz, Pelé”, tuitou Lula, que esteve ao lado da esposa, Rosangela Silva, a Janja, que também se mostrou extremamente emocionada.

https://twitter.com/LulaOficial/status/1610270987643244544?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1610270987643244544%7Ctwgr%5E22a80a97f2e8f7f2fd403a25786d0d6448cfa805%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fd-33839485303999209111.ampproject.net%2F2211302304002%2Fframe.html

Minutos depois de o presidente deixar o velório, o cerimonial iniciou os preparativos para o cortejo e o sepultamento.

O cortejo passa pelo Canal 6, onde mora a mãe de Pelé, dona Celeste, seguindo até a Memorial Necrópole Ecumênica, para o sepultamento reservado aos familiares.

Pelé escolheu o cemitério vertical – o mais alto do mundo – pois não queria ser enterrado.

O corpo do Rei do Futebol ficará em um mausoléu do Memorial, onde também estão enterrados o pai de Pelé, João Ramos do Nascimento, o Dondinho, que morreu em 1996, o irmão, Jair Arantes do Nascimento, o Zoca, morto em 2020, além de Antonio Wilson Honório, o Coutinho, parceiro de ataque no lendário Santos bicampeão mundial em 1962 e 1963, que faleceu em 2019.

Os parentes de Pelé estão no nono andar do prédio. O plano inicial era de que o Rei fosse enterrado em um jazigo no mesmo andar em homenagem ao pai Dondinho, que vestia a camisa 9. Mas a família mudou o planejamento em conversa com a administração e ele será sepultado no mausoléu situado no primeiro piso da construção.

Em entrevista, Pelé afirmou que escolheu o cemitério vertical por considerar que o local não se parece com um cemitério e transmite “paz espiritual e tranquilidade”.

“A pessoa não se sente deprimida, sequer parece com um cemitério”, disse ele em entrevista ao Jornal A Tribuna, em 2003.

*Com Forum

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Lula começa a governar com o pé direito

Sem criminalizar o esquerdo…

Respira-se melhor no país desde que o falso Messias antecipou sua fuga com medo de ser preso, o vice jogou em suas costas a culpa pelos desvios de conduta dos militares nos últimos 4 anos, e Lula subiu pela terceira vez a rampa do Palácio do Planalto.

Lula passou pelo teste da festa de posse, a mais bonita desde a redemocratização do país em 1985; mérito de quem a organizou, a primeira-dama, Janja. Os maledicentes puseram em dúvida a saúde do presidente eleito e sua disposição para o trabalho.

Confiram sua agenda de ontem. Encontros com delegações estrangeiras a cada meia hora; assinatura de 52 decretos, a maioria deles revogando atos baixados pelo governo anterior, e de 4 Medidas Provisórias que entraram em vigor imediatamente.

Hoje, embarca para o velório de Pelé, em São Paulo. Você lembra de ter visto o inominado em algum velório – fora o de um paraquedista militar? Ao velório de vítimas da pandemia da Covid-19, quase 700 mil, ele não foi a nenhum. Nem chorou por elas.

O inominado sabia que armas compradas a partir de maio de 2019 por caçadores, atiradores esportivos e colecionadores foram desviadas para o crime organizado. Por que não mandou investigar? O novo ministro Flávio Dino, da Justiça, mandou.

A Frente que Lula montou para se eleger presidente, para governar será muito mais ampla, incluindo setores diversos da sociedade civil e parte dos atuais partidos que se dizem de oposição. Uma Frente Contra as Desigualdades Sociais (FCDS). Não soa mal.

Quem quiser fazer parte dela não precisa gostar de Lula, basta concordar que é uma vergonha o Brasil ser um dos campeões mundiais em desigualdade social. Um país que dá de comer a pessoas de 32 países não alimenta todos os seus moradores.

No momento, como disse o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, “mais do que arrumar a casa é urgente reconstruí-la”. A arrumação começou com a limpeza do ambiente e a retirada de escombros. A reconstrução demandará mais tempo.

Talvez um só mandato não seja suficiente para dar conta da tarefa. Mas para que haja um segundo, o primeiro terá que ter sido muito bom. “Trabalha e Confia” é o lema da bandeira do Espírito Santo. Sem medo, acrescente: “Vigia e Cobre”.

Para Lula, chegou a hora do vamos ver.

Noblat/Metrópoles

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O encontro emocionante de Lula com Villa Lobos

O momento mais emocionante da posse foi o encontro de Lula e Villa Lobos

Na subida da rampa, tivemos a mais bonita, histórica, poética, emocionante, de rasgar o coração, a posse do terceiro mandato de Lula, que aconteceu nesse 1º de janeiro de 2023.

Estava ali a definição do Brasil, o Brasil de Villa Lobos, como ele gostava de dizer.

Ao fundo da cena, a Bachiana nº 2, O Trenzinho do Caipira. E a cerimônia ganha o mais importante ato da liturgia de uma posse.

Não foram poucos os twitters em que as pessoas se confessavam emocionadas, chorando com aquele quadro Villalobiano na posse de Lula em que os próprios eram os protagonistas.

Imediatamente, veio-me a frase escrita na lápide de Villa Lobos, no cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, “Considero minhas obras como carta que escrevi à posteridade, sem esperar resposta”.

Não teve como não lembrar de uma outras reflexões do maior gênio da música brasileira que aparece naquela cena que ilustra esse texto, quando Villa Lobos disse, “Sim, sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música deixo cantar os rios e os mares desse grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas, de nossos céus que transporto instintivamente para tudo o que escrevo”.

“Minha música é reflexo da minha sinceridade”.

“A música é a expansão, o desenvolvimento livre do próprio povo expresso pelo som”.

A música é tão útil quanto o pão e a água”

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Política

Bolsonaro entra em pânico após Lula assinar MP que visa derrubar os sigilos

Um dos atos é o que mais despertou a ira do ex-presidente, que ameaça tomar uma atitude enérgica.

Durante a campanha eleitoral, o presidente Lula (PT) prometeu derrubar todos os sigilos de 100 anos impostos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma série de documentos e informações do governo, segundo a Forum.

Logo após ser empossado presidente neste domingo (01), Lula assinou uma série de decretos e Medidas Provisórias (MP), entre elas uma que determina que a Controladoria-Geral da União reavalie, no prazo de 30 dias, os inúmeros sigilos impostos por Bolsonaro em documentos de seu governo.

A assinatura da MP que visa derrubar os sigilos chegou a Bolsonaro, que está na Florida, nos EUA. E, segundo informações do IG, o ex-presidente entrou em desespero, pois, há muitas informações que, quando vierem a público, podem ser utilizadas em eventuais investigações criminais contra o ex-presidente.

Em pânico, Bolsonaro avisou a apoiadores que pretende ir à Justiça contra o presidente Lula (PT) e o governo federal caso os sigilos sejam derrubados.

Em um grupo do PL no WhatsApp, Bolsonaro declarou que “não vai aceitar liberarem o conteúdo” de sua caderneta de vacinação e que, caso isso ocorra, vai processar Lula e o governo federal.

Membros do PL, que revelaram o desespero de Bolsonaro ao IG, acreditam que o ex-presidente Bolsonaro se vacinou contra a Covid e por isso está em pânico com a possibilidade da divulgação de sua caderneta de vacinação.

Segundo um parlamentar do PL que está no grupo, “ninguém sabe” se Bolsonaro se vacinou ou não, no entanto, diz o deputado que “em Brasília os comentários é que ele tomou. Por que esse desespero para esconder a caderneta?”, questiona o membro do PL.

Os advogados do entorno de Bolsonaro argumentam que a caderneta é um documento privado, no entanto, a tese não se sustenta, pois, o comprovante de vacinação é exigido na matrícula escolar e, em alguns casos, para assumir vaga em concurso público.

Durante a pandemia, o ex-presidente Bolsonaro fez campanha contra a vacinação anti-Covid e classificou a doença causada pelo coronavírus como uma “gripezinha”.

Portanto, além de desmoralizar Bolsonaro frente aos seus seguidores negacionistas, o ex-presidente pode responder judicialmente, pois, como avisou Lula, o seu governo pretende responsabilizar judicialmente aqueles que, de forma direta e indireta, levaram milhares de pessoas a morrerem de Covid-19.

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Os oito do povo que subiram a rampa com Lula e lhe entregaram a faixa presidencial

Conheça os brasileiros e as brasileiras que entregaram a faixa para Lula.

O presidente da República subiu a rampa do Palácio do Planalto acompanhado por brasileiros e brasileiras, que entregaram a faixa.

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Em 2019 esteve em Curitiba para dar “Bom dia Presidente Lula”

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Depois de assistir ao filme com a vida do presidente Lula e com a atenção e carinho que recebeu do presidente no Natal dos catadores, Francisco diz que também pode ser presidente.

Aline Sousa, tem 33 anos, catadora desde os 14 anos e a 3ª geração de catadora na família. Sua mãe e avó materna são catadoras da mesma cooperativa.

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Ingressou no Movimento Nacional de Catadoras como articuladora nacional em 2013 representando os catadores e catadoras do DF.

Atualmente é responsável pela Secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores.

Beneficiária do programa Minha Casa Minha Vida onde desde 2009 e mais outras 30 famílias de catadores que também foram contemplados.

O cacique Raoni Metuktire, que dedicou sua vida à defesa da Amazônia e dos povos da floresta.

Bepkrakti, mais conhecido por Raoni Metuktire, é reconhecido por indígenas e ribeirinhos como um dos principais representantes da luta pela preservação da floresta e dos povos amazônicos e dedicou sua vida a defesa da vida e dos territórios desses povos.

Da aldeia Kraimopry-yaka, onde nasceu, o cacique rodou o mundo pedindo paz. Além disso, Raoni é sinônimo de resiliência!

Recentemente, o cacique sobreviveu a três grandes desafios: a morte da sua esposa, Bekwyiká, uma infecção intestinal e um quadro de #Covid19. Aos 90 anos, Raoni segue firme e forte, sempre buscando a paz!

Weslley Viesba Rodrigues Rocha, de 36 anos, é metalúrgico do ABC desde seus 18 anos.

Atualmente trabalha na Delga, em Diadema. Tendo passado também por mais duas empresas da categoria: Tecnobanc Indústria Metalúrgica e Balanças Toledo.

Natural de Diadema, Weslley é casado e pai de dois meninos, Cauã de 18 anos e Apolo de dois meses.

Formou-se em Educação Física com o auxílio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

Também possui na sua formação os cursos técnicos profissionalizantes de Desenho Técnico, Matemática Aplicada, Eletricista e Comandos Elétricos, do SENAI da Escola Livre para Formação Integral “Dona Lindu”.

Apaixonado por cultura Wesley também é DJ em um grupo de RAP chamado ‘Falange’ e conta sua caminhada e luta através da música.

Murilo de Quadros Jesus, 28 anos, filho de Margarida Cristina de Quadros e Júlio César de Jesus.

É professor, formado em Letras Português e Inglês (UTFPR) e mora em Curitiba.

Atuou como professor de português como língua adicional na Universidad de La Sabana (Bogotá, Colômbia) entre 2016 e 2017 e foi bolsista Fulbright como professor de português na Bluefield College (West Virginia, EUA) entre 2021 e 2022.

Jucimara Fausto dos Santos mora em Maringá (PR). Cozinhar é a sua paixão desde sempre. Na época em que Lula esteve preso na Polícia Federal, no Paraná, ela foi chamada para fazer pão num curso de culinária na Vigília Lula Livre.

Acabou ficando por lá por dez meses para cozinhar. Hoje cozinha para a Associação dos Funcionários da Universidade Estadual do Maringá e quando tem condições faz pão para doação.

Ivan Barn, jovem Potiguar que desde cedo teve que aprender o significado da palavra “RESISTÊNCIA”, aos 3 anos de idade teve meningite viral, doença que causou a sua Paralisia Cerebral, que apesar do nome, nunca lhe PARALISOU!

Referência na luta Anticapacitista e considerado um dos embaixadores da Inclusão nessa sociedade tão excludente, ele se coloca no lugar de ensinar com afeto, carinho, mas também de maneira firme para que ninguém fique para trás!

Flávio Pereira, 50 anos, nascido em 7 de maio de 1972, natural de Pinhalão, estado do Paraná. Profissão Artesão.

Filho de Iraci Rosa Pereira e José Paulo Pereira. Esteve na vigília Lula Livre nos 580 dias, ajudando nas atividades do cotidiano.

*Com Viomundo

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