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Política

Sistema do CNJ é alvo de fraude com mandados falsos contra Lula e Moraes

A informação foi divulgada oficialmente pelo próprio Conselho Nacional de Justiça, que detalhou o ocorrido após identificar irregularidades

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta quinta-feira (22) que houve uma nova tentativa de manipulação de dados em seu sistema, envolvendo registros associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada oficialmente pelo próprio CNJ, que detalhou o ocorrido após identificar a irregularidade registrada na última terça-feira (20).

De acordo com o CNJ, a ação não resultou na emissão de mandados de prisão, mas consistiu na alteração indevida de informações vinculadas a um mandado judicial já existente. O órgão esclareceu que o episódio foi rapidamente detectado e corrigido, sem qualquer comprometimento da segurança das plataformas institucionais.

Em nota, o CNJ informou que houve uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”. O Conselho ressaltou ainda que “a alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas” e garantiu que “o incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”.

O órgão também afirmou que, após a apuração técnica inicial, não foi constatada invasão ou violação estrutural de seus sistemas. “Não foi constatada a violação ou o comprometimento dos sistemas do CNJ”, informou o Conselho, reforçando que os mecanismos de controle permitiram a rápida contenção do problema.

Antecedentes e condenações no STF
O episódio ocorre em um contexto recente de ataques e tentativas de adulteração de sistemas do Judiciário. Em maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto por crimes relacionados à invasão de sistemas do CNJ e à falsificação de documentos oficiais.

Ambos foram condenados na Ação Penal 2428 pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A pena imposta a Carla Zambelli foi de 10 anos de prisão em regime inicial fechado, além de multa equivalente a dois mil salários mínimos.

A ex-parlamentar fugiu para a Itália. Ela está presa em Roma desde junho de 2025. A defesa de Carla Zambelli informou que solicitará a substituição do colegiado responsável por analisar o pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Justiça do país europeu. De acordo com o 247, a iniciativa ocorre após novo adiamento da decisão, agora prevista para fevereiro, no processo que tramita na Itália.

Já Walter Delgatti Neto recebeu pena de oito anos e três meses de prisão do STF, também em regime inicial fechado, acompanhada de multa de 480 salários mínimos.

Além das penas criminais, os dois foram condenados ao pagamento de indenização no valor de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos. Conforme prevê a legislação eleitoral, ambos se tornaram inelegíveis desde a condenação até o término de um período de oito anos após o cumprimento integral da pena.

No caso de Carla Zambelli, o STF também determinou a perda do mandato parlamentar, uma vez que a condenação em regime fechado ultrapassa o limite constitucional de 120 dias de ausência em sessões legislativas. A declaração formal da perda do mandato cabe à Câmara dos Deputados.

O CNJ informou que seguirá monitorando seus sistemas e reforçando protocolos de segurança para evitar novas tentativas de manipulação de dados judiciais, mantendo a integridade das informações e o funcionamento regular do Judiciário.


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Brasil Mundo

Diálogo entre Lula e Putin defende uso do BRICS em prol da Venezuela

Ambos os líderes, que acreditam no papel do bloco para auxiliar a América Latina, se comprometeram a manter esforços em prol da soberania da Venezuela

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, coincidiram em sua análise da situação na Venezuela, de acordo com um breve comunicado do Kremlin sobre a conversa telefônica que mantiveram nesta quarta-feira (14), por iniciativa do governante brasileiro.

Ambos os líderes, segundo a nota oficial russa, “respaldaram a necessidade de garantir a soberania do Estado e os interesses nacionais da República Bolivariana da Venezuela”.

Esta é a primeira vez que Putin — que reapareceu em público na última segunda-feira (12), após duas semanas de festividades de fim de ano — se refere de maneira indireta, por meio de seu serviço de imprensa, ao que acontece no país sul-americano, depois que o presidente Nicolás Maduro foi retirado de forma ilegal e levado aos Estados Unidos.

“Os líderes trocaram opiniões sobre a atualidade internacional, com especial atenção à situação na Venezuela”, assinalou o Kremlin no comunicado.

O texto acrescenta que ambos os mandatários “acordaram continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da Organização das Nações Unidas e por meio do Brics (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões do mundo”.

Lavrov comenta liderança de Delcy Rodríguez
Horas antes do comunicado, o chanceler Serguei Lavrov destacou as medidas que a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, está adotando para defender a soberania nacional.

“Observamos com grande interesse, preocupação e simpatia como as autoridades venezuelanas defendem seus direitos e sua independência, ao mesmo tempo em que demonstram flexibilidade e expressam sua disposição para dialogar com os Estados Unidos, caso essa comunicação tenha forma e conteúdo baseados nos princípios de igualdade e respeito mútuos, bem como na rejeição aos métodos unilaterais de imposição na política e, especialmente, à influência por meio do uso da força”, afirmou Lavrov.

Para o chefe da diplomacia russa, os Estados Unidos cometeram “uma operação ilegal” ao sequestrar o presidente Maduro, “avaliação compartilhada pela esmagadora maioria dos países do Sul Global e do Oriente”.

“Somente os europeus ocidentais e outros aliados de Washington procuram, constrangidos, não criticar o presidente estadunidense, Donald Trump, embora no fundo todos compreendam que se trata de uma gravíssima violação do direito internacional”, sustentou.

Segundo Lavrov, “o que vemos no cenário internacional evidencia não uma tentativa isolada, mas toda uma política de nossos colegas estadunidenses para destruir o sistema que, ao longo dos anos, foi sendo construído com a própria participação deles”.

“Refiro-me não apenas às estruturas das Nações Unidas, mas também aos princípios do modelo de globalização que os próprios Estados Unidos tentaram implantar, recorrendo a slogans como liberdade de mercado, concorrência justa, inviolabilidade da propriedade e muitos outros que ‘se evaporaram’, como costuma se dizer”, ressaltou o diplomata.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia concluiu: “Não posso prever o que vai acontecer na Venezuela, mas, na etapa atual, vemos que as autoridades bolivarianas defendem suas prioridades nacionais e demonstram clara intenção de participar das relações internacionais em pé de igualdade, precisamente como um Estado soberano e independente”.

“Inquebrantável solidariedade” à Venezuela
Na última terça-feira (13), a chancelaria russa também emitiu um comunicado a favor de Delcy Rodríguez como presidenta encarregada da Venezuela. A nomeação, segundo a declaração:

“Mostra a determinação do governo bolivariano de garantir a unidade e preservar a estrutura vertical do poder estabelecida de acordo com a legislação nacional, conter o risco de uma crise constitucional e criar as condições necessárias para o desenvolvimento pacífico e estável da Venezuela frente às flagrantes ameaças neocoloniais e à agressão armada vinda do exterior.”

Rússia “saúda os esforços das autoridades oficiais desse país para proteger a soberania e os interesses nacionais”, ao mesmo tempo em que “reafirma sua inquebrantável solidariedade com o povo e o governo da Venezuela”. Da mesma forma, “defende com firmeza o direito da Venezuela de decidir seu próprio destino sem nenhum tipo de nefasta ingerência externa”.

A nação russa, nesse sentido, exige “a desescalada da situação atual” e pede que se “resolva qualquer problema por meio do diálogo construtivo e do respeito às normas do Direito Internacional”, sobretudo à Carta da Organização das Nações Unidas.

Também deseja êxito à presidenta encarregada na solução das tarefas que a República Bolivariana enfrenta e ratifica a disposição de “seguir prestando o apoio que a amistosa Venezuela requeira”.

Por fim, o texto do Ministério das Relações Exteriores da Rússia conclui ressaltando que a América Latina e o Caribe “devem continuar sendo uma zona de paz” e sustenta que todos os países da região “merecem ter como garantia a possibilidade de escolher a via de desenvolvimento soberano”.

Putin e o papel da Rússia na questão venezuelana
Até a última quarta-feira (14), Putin não havia dedicado ações públicas sobre a situação na Venezuela. No entanto, delegou à chancelaria russa a tarefa de transmitir, por meio de quatro comunicados desde 3 de janeiro, a posição da Rússia de condenação à agressão armada e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A postura do titular do Kremlin, segundo analistas, possivelmente se daria por comportamentos hostis de Trump em relação à nação russa. O primeiro foi afirmar que não acredita que tenha ocorrido qualquer ataque com “91 drones” contra a residência de Putin — o mandatário estadunidense deu a declaração dias após demonstrar indignação pelo relato feito por telefone pelo próprio presidente russo, que responsabilizou os ucranianos.

O episódio mais recente foi o cartaz publicado nas redes sociais na segunda-feira (12), pelo Departamento de Estado, com uma fotografia do republicano e uma eloquente inscrição em russo: “Não brinquem com Trump.”

Nas redes sociais russas, defensores da política do Kremlin sugerem que o sequestro de Maduro seria resultado de um pacto entre Putin e Trump, que teriam trocado a Venezuela pela Ucrânia. No entanto, no outro extremo, no mesmo dia em que o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, participaram pela primeira vez da Conferência de Aliados da Ucrânia, em Paris, não são poucos os que se perguntam o que a Rússia ganharia com um acordo que beneficia apenas os Estados Unidos.

Apontam, entre outras consequências negativas, que a queda de Maduro deixa no limbo os 17 bilhões de dólares que Moscou investiu em projetos petrolíferos na Venezuela e em fornecimento de armamentos não pagos; pode provocar uma queda do preço internacional dos hidrocarbonetos quando Washington passar a controlar a indústria petrolífera venezuelana, afetando a principal fonte de financiamento da operação russa na Ucrânia; e põe em xeque a credibilidade dos acordos estratégicos firmados com o Kremlin, que pressupõem assistência militar recíproca em caso de agressão e que, até o momento, não foram aplicados na Armênia, na Síria, no Irã e, agora, na Venezuela.

*Diálogos do Sul


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Brasil Mundo

Em artigo no New York Times, Lula condena ataque dos EUA à Venezuela

Presidente brasileiro rebateu a lógica da força, defendeu autodeterminação do povo venezuelano e argumentou que os desafios só se resolvem com união, e não com imposição

Os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável na erosão contínua do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. A avaliação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado no New York Times (NYT) neste domingo (18/01).

Segundo o líder brasileiro, chefes de Estado ou de governo – de qualquer país – podem ser responsabilizados por ações que prejudiquem a democracia e os direitos fundamentais. “Nenhum líder tem o monopólio do sofrimento de seu povo. Mas não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”, afirmou. Ele acrescentou que as ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, perturbam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais.

Lula declarou ser particularmente preocupante que tais práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe, uma vez que trazem violência e instabilidade para uma parte do mundo que luta pela paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos.

“Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora forças americanas já tenham intervindo na região anteriormente”, pontuou ao NYT.

A América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas. “Temos interesses e sonhos próprios a defender”, afirmou o presidente. Para Lula, em um mundo multipolar, nenhum país deve ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos alheios. Construir uma região próspera, pacífica e pluralista é a única doutrina que nos convém”, declarou.

Lula afirmou que os países devem lutar por uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. “Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com nações fora dela”, acrescentou. A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos que a América Latina precisa para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas.

“A história mostrou que o uso da força nunca nos aproximará desses objetivos. A divisão do mundo em zonas de influência e incursões neocoloniais por recursos estratégicos são ultrapassadas e prejudiciais”, disse ao NYT.

Ele enfatizou que é crucial que os líderes das grandes potências entendam que um mundo de hostilidade permanente não é viável. Por mais fortes que essas potências sejam, elas não podem contar apenas com o medo e a coerção.

“O futuro da Venezuela, e de qualquer outro país, deve permanecer nas mãos de seu povo”, afirmou. Lula lembrou que somente um processo político inclusivo, liderado pelos venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável. “Esta é uma condição essencial para que os milhões de cidadãos venezuelanos, muitos dos quais estão temporariamente abrigados no Brasil, possam retornar com segurança ao seu país”, acrescentou.

Lula reiterou que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelano para proteger os mais de 2.000 quilômetros de fronteira que compartilham e para aprofundar a cooperação.

“É nesse espírito que meu governo se engajou em um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Somos as duas democracias mais populosas do continente americano. Nós, no Brasil, estamos convencidos de que unir nossos esforços em torno de planos concretos para investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir. Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, concluiu ao New York Times – um hemisfério que, como ele mesmo afirma, ‘pertence a todos nós’, e não a uma única potência.

*Opera Mundi


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Política

Como a imprensa repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. De acordo com o DCM, tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

Ainda assim, no mesmo dia da protocolação do pedido, Malu Gaspar já publicou em seu blog que, graças ao seu texto anterior com fontes anônimas, um “novo pedido para investigar Moraes havia sido entregue à PGR”.

É um sistema de retroalimentação: a reportagem sem prova gera uma acusação sem prova que gera uma nova reportagem que usa como fonte a acusação e a reportagem original.

Ação do jornal é idêntica à que utilizou para dar origem ao processo do triplex de Moro

A tendência atual – a julgar pelo que diz a lei e pelas decisões até agora proferidas pela PGR – é a de que os relatos apócrifos de Malu Gaspar não gerem qualquer consequência jurídica. Por que, então, tanto a titular do blog quanto a organização empresarial para a qual trabalha acham que poderão gerar, com seu texto de fontes anônimas, uma denúncia e, até, eventual condenação de quem acusam de tráfico de influência (o ministro Alexandre de Moraes)?

É porque esse mesmo ardil, utilizado por esse mesmo jornal, já deu certo em um passado recente, no âmbito da extinta Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), tendo como alvo da acusação apócrifa da vez o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A reportagem que deu origem ao processo do triplex que o ex-juiz Sergio Moro dizia ser de Lula é de autoria da repórter Tatiana Farah, e foi publicada no jornal O Globo no dia 10 de março de 2010. Foi a repórter quem disse, pela primeira vez, que o triplex pertencia ao então ex-presidente.

Assim como Malu Gaspar faz agora, Tatiana Farah não apresentou qualquer prova nem revelou quem tinha passado a ela a “informação”.


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Brasil Mundo

‘Conselho de Paz’ de Trump é criticado no governo Lula: ‘Péssimo’

Presidente brasileiro ainda não tomou decisão se aceitará fazer parte da iniciativa. Milei já sinalizou que irá aderir

A primeira avaliação no governo brasileiro é de que o projeto de Donald Trump de “Conselho da Paz” é “péssimo”, abalaria para sempre o multilateralismo e deixaria a ONU numa situação inviável.

O ICL Notícias revelou no sábado com exclusividade o fato de que Trump convidou o Brasil para fazer parte da iniciativa. Neste domingo, a reportagem ainda traz o texto completo do projeto.

Lula ainda não deu uma resposta ao americanos e o Palácio do Planalto aponta que a ideia ainda está sendo examinada. Mas experientes diplomatas e negociadores brasileiros já alertam que o Brasil deveria se recusar a fazer parte.

Alguns pontos preocupam o governo Lula:

  • Veto de Trump
  • Trump teria a palavra final em todas as decisões do órgão, ainda que o voto fosse permitido a todos os países. Seria uma espécie de veto, usado por um único governo

Desequilíbrio

Não há qualquer compromisso de um equilíbrio entre regiões ou participação de países em desenvolvimento. A entidade teria apenas uma língua oficial: o inglês.

Recursos

Não está claro para onde iriam os recursos de cada um dos governos

Pagar para estar à mesa

Vaga permanente dependerá de pagamento de US$ 1 bilhão, e não de legitimidade política do país.

Justificar invasões

Conselho não estaria baseado no direito internacional, conceitos como soberania ou integridade territorial. Na prática, o governo Lula avalia que isso poderia ser um caminho para que a entidade sirva para legitimar ações militares.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Trump convida Lula para o Conselho da Paz na Faixa de Gaza

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os convidados pelo presidente dos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou Lula neste sábado (17) para compor o “Conselho da Paz” para a Faixa de Gaza. O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o convite.

Os presidentes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e da Argentina, Javier Milei, também estão entre os líderes mundiais convidados pelo político estadunidense, conforme reportagem publicada no Metrópoles.

Trump já havia anunciado alguns nomes para o Conselho de Paz: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial de Trump Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner.

Segundo a Casa Branca, cada integrante do Conselho Executivo deverá supervisionar áreas consideradas estratégicas para o futuro de Gaza, como governança, relações regionais, atração de investimentos, reconstrução e mobilização de capital.


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Política

Ironizando Bolsonaro após ida para a Papudinha, Lula alerta “se não formos espertos, a mentira vencerá a verdade”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um alerta direto sobre o ambiente político e informacional do país às vésperas do próximo ciclo eleitoral. Ao discursar nesta sexta-feira (16), Lula destacou os riscos da disseminação de notícias falsas e afirmou que a desinformação pode comprometer o debate público e o julgamento da sociedade sobre os rumos do Brasil.

Durante sua fala, o presidente enfatizou que o país se aproxima de um momento decisivo e que será necessário atenção redobrada para separar fatos de mentiras. O discurso foi feito em evento oficial do governo federal, e o alerta veio acompanhado de um balanço dos indicadores econômicos e sociais do atual mandato, segundo informações divulgadas a partir da íntegra da fala presidencial.

“É preciso lembrar que vai ter uma eleição. E é importante se lembrar que se a gente não for esperto, a mentira vencerá a verdade. Fique esperto”, afirmou Lula. O presidente ressaltou que a desconstrução de narrativas é um processo simples, enquanto a reconstrução exige esforço e responsabilidade, especialmente diante do cenário herdado no início de 2023.

Lula citou resultados que, segundo ele, demonstram a recuperação do país nos últimos anos. “Eu sei como pegamos esse país em 2023. Nós terminamos o terceiro ano do mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, com o maior aumento da massa salarial, com o maior número de trabalhadores com carteira assinada, com o menor desemprego da história do Brasil e com a maior exportação da história do Brasil. Com apenas três anos”, declarou.

Na sequência, o presidente defendeu que a população faça comparações objetivas entre diferentes períodos e projetos políticos. “E vamos fazer um comparativo. Quem é melhor? Estamos chegando à hora da verdade”, disse. Para Lula, a decisão eleitoral deve ser baseada em dados concretos e não em conteúdos distorcidos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

O presidente também fez um apelo para que os cidadãos verifiquem a origem das informações que recebem, especialmente por meio do WhatsApp. “Quando vocês receberem uma notícia do WhatsApp, se certifique se o canalha que passou para vocês não está reproduzindo uma coisa que outro canalha fez”, afirmou, ao criticar a cadeia de desinformação que se retroalimenta nesses meios.

“Ninguém que ensina algo sério tem milhões de seguidores… o Bolsonaro tinha 30 milhões”.

Além do tema eleitoral, Lula abordou o crescimento das apostas digitais no Brasil, relacionando o fenômeno a preocupações sociais e econômicas. Ele lembrou posições históricas de setores religiosos contrários a jogos de azar e afirmou que, na prática, o problema se agravou com a popularização das plataformas digitais. “O cassino entrou na casa da gente, para criança de dez anos pegar o telefone do pai e jogar, com essa quantidade de bets que foram criadas, que está tomando conta do futebol, da publicidade e da corrupção”, disse.

O presidente citou ainda a atuação do Banco Central diante do setor. “Vocês estão vendo o trabalho do Banco Central tentando fazer com que essa gente pague pelo menos imposto nesse país”, afirmou, ao associar o avanço das apostas online a desafios regulatórios e fiscais.

Ao longo do discurso, Lula reforçou a necessidade de vigilância democrática, responsabilidade no consumo de informação e atenção aos impactos sociais de novos fenômenos econômicos, em um cenário que, segundo ele, exigirá escolhas conscientes da sociedade brasileira.


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Brasil Mundo

Lula vai se reunir com líderes da União Europeia no Rio de Janeiro

Acordo comercial entre bloco europeu e Mercosul estará em pauta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se encontrar nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Segundo o Palácio do Planalto, eles devem discutir temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, aprovado pelos europeus na semana passada.

>>Entenda o acordo em 13 pontos

A reunião, que ocorrerá no Palácio Itamaraty, no centro da capital fluminense, está prevista para as 13h e será seguida de uma declaração conjunta à imprensa.

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial vai criar uma zona de livre comércio de 720 milhões de habitantes e somará um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, segundo informações dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Uma cerimônia de ratificação entre os dois blocos está prevista para este sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, com a presença dos líderes europeus e ministros de relações exteriores do Mercosul.

Implementação
Nesta terça-feira (13), Lula conversou com o primeiro ministro de Portugal, Luís Montenegro, e os dois concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria.

Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

Na França, por exemplo, agricultores entraram com tratores em Paris nesta terça-feira, pela segunda vez em uma semana, para protestar contra o acordo que, segundo os manifestantes, ameaça a agricultura local ao criar concorrência desleal com importações sul-americanas mais baratas.

*Agência Brasil


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Política

VÍDEO – O chilique de Tralli no JN exigindo que Lula fale de Ucrânia com Putin

No Jornal Nacional desta quarta-feira (14), César Tralli se mostrou incomodado com o fato de os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Vladimir Putin, do Brasil e da Rússia, não terem abordado a guerra da Ucrânia em um telefonema realizado mais cedo. Os líderes informaram que discutiram a situação da Venezuela.

“O presidente Lula telefonou hoje para o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na conversa, os dois defenderam a soberania da Venezuela e se comprometeram a coordenar esforços para reduzir as tensões na América Latina”, informou o âncora.

O jornalista acrescentou: “Nos relatos sobre o telefonema, divulgados pelos dois governos, não consta que Lula e Putin tenham discutido a invasão, pelos russos, da Ucrânia, uma nação soberana, o que aumentou a tensão na Europa ao maior nível desde o fim da Guerra Fria”.

O trecho chamou a atenção de internautas nas redes sociais e usuários alegaram que Tralli não estaria sabendo esconder seu tom de crítica a Lula.

De acordo com informações divulgadas pelo Kremlin, o petista e o russo enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil “em relação à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana”.

A ligação entre os dois chefes de Estado se deu em meio ao aumento das tensões no mundo após a operação que os Estados Unidos realizaram na Venezuela, em um episódio que resultou na captura de Nicolás Maduro. DCM.


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Lula e Putin conversam sobre Venezuela e defendem soberania do país

Caracas foi palco de uma invasão dos EUA, que também sequestraram o presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, trataram nesta quarta-feira (14), por telefone, da situação em torno da Venezuela, palco, no último dia 3 de janeiro, de uma intervenção das forças dos Estados Unidos e do sequestro de seu chefe de Estado, Nicolás Maduro, informou o canal RT.

Lula e Putin concordaram em destacar a importância de garantir a soberania e os interesses nacionais do país sul-americano, de acordo com a reportagem.

O Palácio do Planalto confirmou o telefonema entre Lula e Putin e disse que mais detalhes sobre a conversa serão divulgados em comunicado ainda nesta quarta-feira, informou a Reuters/247.


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