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Lula: Nenhum presidente tem o direito impor regras a outros países

Em reunião com outros chefes de Estado na Espanha, presidente salientou necessidade de países se unirem para fortalecer multilateralismo e fazer frente ao extremismo e às guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18), da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Em sua fala, enfatizou a necessidade de reformar a ONU, defender a democracia e combater o imperialismo e a extrema direita. Também falou sobre a urgência de se regular as redes sociais, lutar contra o machismo e o feminicídio e acabar com a escala 6×1.

“O que nos move, com muita força, é a questão do multilateralismo e a relação entre as nações. Porque esse tema que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”, disse Lula.

Ele destacou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — cujo objetivo era garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial — “viraram os senhores da guerra”.

Nesse cenário, prosseguiu o presidente, “a democracia que discutimos aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudá-lo”. Além disso, enfatizou: “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países”.

Leia também: Lula critica “poderosos que se julgam divindades” e atacam defensores da paz

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula salientou que “não podemos levantar e dormir com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo e fazendo guerra”.

O presidente brasileiro afirmou que “o extremismo e a falta de respeito às cartas da ONU, a falta de respeito à harmonia entre os países e as nações, é algo muito perigoso no mundo em que estamos vivendo”.

Na sequência, Lula defendeu a participação de outros países nos fóruns e conselhos da ONU. “Cadê a representação africana? Só no continente africano nós temos três países com mais de 120 milhões de habitantes. Cadê a participação do México e do Brasil, de uma Argentina, de uma Colômbia? Cadê a participação da Índia? Tantos países importantes, Alemanha, Japão, Indonésia, todos os países poderiam participar”.

A ONU, acrescentou Lula, “não pode ficar silenciosa diante do que está acontecendo no mundo”, sublinhando que hoje “o Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que paga pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também se disse “muito preocupado com Cuba” e defendeu o fim das sanções e o direito do povo cubano a sua soberania. “Os problemas de Cuba é dos cubanos. Não é um problema do Lula, da Cláudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump”. E enfatizou: “Parem com esse maldito bloqueio à Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”.

Plataformas digitais e extrema direita

Lula também abordou a necessidade de haver maior regramento ao funcionamento das big techs — o que precisaria partir da ONU para ter alcance global — e criticou a interferência de chefes de Estado nas eleições de outros países por meio das redes sociais, um risco que o Brasil corre neste ano.

“(É preciso) controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas”, declarou, acrescentando que “a ONU é um instrumento muito valioso, se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode um presidente da República de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.

Ao tratar da extrema direita brasileira, disse que “acabamos de derrotar o extremismo” porque “temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia, e quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram um golpe”. Mas, salientou, “o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”. E acrescentou: “mas este é um problema nosso, do povo brasileiro, com o qual a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”.

Lula também afirmou: “o que me incomoda é a volta dos imperadores que se acham dono do mundo. Nós não queremos mais czar, nós não queremos mais imperadores. O povo pobre merece uma chance de viver num sistema democrático. Nós precisamos juntar no mundo todos os que querem construir a democracia. A democracia dentro de cada país depende de cada país. Mas a democracia nas Nações Unidas depende de nós; fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Escala 6×1 e feminicídios

Em seu pronunciamento, o presidente Lula também tratou de outras questões que vêm sendo debatidas no Brasil, entre as quais o fim da escala 6×1 — a proposta, que vem sendo trabalhada nos últimos anos por parlamentares e movimentos sindicais e sociais, foi formatada num novo projeto de lei do Executivo, que tramitará em regime de urgência no Congresso.

Ao defender uma nova escala de trabalho, disse: “Hoje me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre não vale nada. Ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa?”.

Para Lula, pautas como essa ajudam a reconstruir a credibilidade da democracia. “A democracia está perdendo credibilidade porque muitas vezes ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, completou.

O presidente ainda falou sobre a luta contra a violência de gênero, salientando que “o mundo segue sendo muito machista e no caso do meus país, o machismo é cada vez mais violento”.

Lula informou aos demais chefes de Estado da criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos tentando chamar os homens à responsabilidade porque eles é que são violentos. Queremos criar a ideia de que o problema da violência contra a mulher não é um problema da mulher, mas do homem”.


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Mudo, cai, se abre a boca, cai ainda mais

Certamente a coordenação da campanha de Flavio percebeu que a mídia, que mergulhou de cabeça em sua campanha, não bastou. Ele precisaria falar.

Abriu a boca, falou merda, mentiu, foi denunciado e, tentando jogar nas costas de Lula a miséria e a fome que 34 milhões de brasileiros enfrentaram com o governo do seu pai, sapecou um vídeo da fila do osso, fazendo os brasileiros lembrarem daquela tragédia humanitária que a política econômica do governo Bolsonaro proporcionou em quatro anos.

Lula, imediatamente, implementou programas sociais que tiraram da miséria essa gente toda segregada por Bolsonaro.

Trocando em miúdos, Bolsonaro devolveu o Brasil ao mapa da fome e, Lula, pela segunda vez, tirou o Brasil dessa miséria.

A tentativa de colocar a culpa em Lula da trágica situação dos brasileiros dinte do governp Bolsonaro, deu errado, muito errado para a campanha de Flavio.

A repercussão negativa foi imediata e intensa e isso gerou um impasse sem solução, porque se Flavio fica mudo, cai, se fala, ressuscita a imagem do governo de seu pai e a coisa piora ainda mais para ele.

No final das contas, a boia do sobrenome que ele contava para obter vantagem eleitoral, acaba se voltando contra ele num gigantesco tiro no pé.

O sujeito, agora, não tem discurso, projeto para o país, muito menos o salva-vidas do sobrenome do papai.


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Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


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Política

Com Lula, o Ibovespa praticamente dobrou em relação ao fim do governo Bolsonaro

Bolsonaro saiu do governo com o Ibovespa na casa de 110, com Lula, aproxima-se de 200 mil pontos

Quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República, em 31 de dezembro de 2022, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrava o ano na casa dos 110 mil pontos (exatamente 109.735 pontos no último pregão).

Quase quatro anos depois, sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, o indicador se aproxima da marca histórica dos 200 mil pontos. Em abril de 2026, o Ibovespa já superou os 197 mil pontos em alguns pregões e tem renovado recordes com frequência, refletindo um forte rali acumulado ao longo do mandato.

Essa valorização de quase 80% no período representa uma das maiores altas da bolsa brasileira em um intervalo tão curto. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores: recuperação econômica pós-pandemia, entrada de capital estrangeiro, alta de commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), cortes na taxa Selic e otimismo com o cenário fiscal e político em determinados momentos.

No fim do governo Bolsonaro, o Ibovespa acumulou ganho de cerca de 25% em quatro anos, saindo de aproximadamente 88 mil pontos em 2018. Já no atual governo, o índice saiu dos 110 mil e caminha para dobrar de patamar, mesmo em meio a momentos de volatilidade causados por debates fiscais, inflação e incertezas eleitorais para 2026.

Essa trajetória reforça o papel da bolsa como termômetro das expectativas do mercado sobre a economia brasileira. Seja qual for a interpretação política, o dado objetivo é claro: o Ibovespa vive, atualmente, um dos períodos mais positivos de sua história recente.


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Lula a dois passos da vitória no primeiro turno

Está explicado por que a mídia deu de ombros para o resultado da pesquisa CNT/MDA. Além de vencer no primeiro turno, Lula pode fechar a fatura já na largada.

Como a mídia sabe que os brasileiros, em boa quantidade, votam em quem está em primeiro lugar nas pesquisas, com real possibilidade de vencer, aumentando em até 7% o percentual de crescimento, os barões da mídia industrial preferem jogar para baixo do tapete a pesquisa do instituto que mais acertou em 2022 para não impulsionar, com números mais robustos, a vitória eleitoral de Lula já no primeiro tempo do jogo.

Isso traz duas fortes constatações, a de que Lula está a dois pontos do paraiso e, por outro lado, como a mídia tenta a todo custo esconder da população, já que Lula pode se reeleger para seu quarto mandato aos 45 do primeiro tempo.

Na cabeça do baronato, é melhor redirecionar os olhos do eleitor para futricas brejeiras e, assim, tirar da boca do povo essa informação que liquida de vez qualquer esperança do clã Bolsonaro.


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Meio/Ideia: Lula tem 73% de votos consolidados; Flavio tem 39%

Resumindo: Lula tem um eleitorado mais fiel e consolidado, acima de 70% dos que declaram voto nele e não mudam de jeito nenhum, enquanto Flavio está na casa dos 39%.

A disputa está sim bem acirada, porém, as candidaturas de Lula e Flavio têm peculiaridades que, no detalhe, podem ser decisivas a favor do presidente da República.

Até o mês de outubro, muita coisa pode mudar, saúde, economia, eventos internacionais e, no caso de Flavio, até as candidaturas de Caiado e Zema podem mexer no tabuleiro da direita, mas é importante ressaltar a fidelidade do eleitorado de Lula que, há pelo menos duas décadas, mantém-se no mesmo patamar dando a ele três vitórias consecutivas.

Isso não é pouca coisa, por isso mesmo a mídia faz questão de esconder dados tão fundamentais.


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Mídia esconde pesquisa CNT/MDA, no segundo turno, com Lula 5 pontos à frente de Flavio e faz alarido com a Quaest em que Flavio aparece com 2 pontos à frente de Lula

No primeiro turno, nas duas pesquisas, Lula aparece na frente de Flavio, na Quaest, Lula aparece com 5 pontos à frente de Flavio e, na CNT/MDA, Lula aparece com 9 pontos à frente.

No segundo turno, na pesquisa Quaest, Flavio aparece com 42 pontos e Lula com 40 pontos. Na CNT/MDA, Lula aparece com 45 pontos e Flavio com 40 pontos.

Merval Pereira, o editorialista oficial do Globo, que já deu mais de vinte vezes atestado de óbito político a Lula nos últimos dez anos, sacou na sua chamada de capa digital, o título, “Momento é difícil para o PT.

Não é exatamente isso que os números mostram nas pesquisas tanto da Quaest quanto da CNT/MDA, mas a mídia, que é, em última análise, contra Lula e bolsonarista, tenta dar uma lógica estratética aos números que induz o leitor a um raciocínio precário sobre o que de fato está ocorrendo na disputa a cinco meses da eleição.

É torcida que chama para tentar catapultar o líder das rachadinhas que, junto com Queiroz, montou uma rede de peculato, numa clara formação de quadrilha dentro do próprio gabinete.

A mídia está cada vez mais à extrema direita e mais próxima da milícia  dentro dessa equação, trabalhando e contribuindo para que o primogênito de Jair Bolsonaro que dispensa comentáios, sente-se na cadeira da Presidência da República e cumpra um papel tão antipovo e pró-ricos quanto seu pai, sem jamais ter qualquer palavra crítica à política econômica de Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, empurrando 34 milhões para a mais absoluta miséria e, consequentemente para a fila do osso.

É isso que está em questão, para quem e por que a mídia manipula as informações sobre as eleições presidenciais de 2026, o que deixa claro que ela está meergulhada na disputa eleitoral, na capa, no editorial em favor de Flavio Bolsonaro para produzir um cenário de guerra contra a campanha de Lula.


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Política

Só existem dois lados na disputa presidencial

Como disse o grande intelectual, Milton Santos, “Existem apenas duas classses sociais, as dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem”.

A xaropada, sobretudo da  mídia industrial, repetida com uma frequência maciva, é que existem hoje no Brasil, além dos lados opostos na disputa entre Lula e Flavio Bolsonaro, três outras opções com três caminhos alternativos, o que é uma gigantesca balela.

Basta ver as figuras que apoiarão Flavio no segundo turno, que são parte da disputa do primeiro turno, que fica escancarado que essas várias opções ou lados são meras fantasias.

O que está em jogo é justamente o que escreveu Milton Santos, na imagem em destaque.

E por mais que os caminhos, durante séculos em que a direita governou para os afortunados, tenham aprofundado ainda mais a divisão de classes no Brasil, entre uma maioria pobre e uma ínfima minoria de muito ricos, pode-se afirmar com a mão na consciência que nada mudou desde a escravidão até os dias atuais. A mentalidade da oligarquia não cedeu um milímetro.

Trocando em miúdos, todos os paus mandados da burguesia, Flavio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos, estarão juntos no segundo turno contra Lula, que representa a imensa maior parte  do povo brasileiro.

Isso não é novidade nessa eleição, isso é tradição. Por isso, citar alguém como alternativa da direita, é puro exercício retórico. Na prática, o que se tem é uma luta de classes que enterra o Brasil futuro porque, simplesmente, o resumo da ópera é sempre o mesmo, a matemática é sempre a mesma.

O diagnóstico da mídia é que fantasia outros blocos que defendem os mesmos afortunados que, em contrapartida, bombardeiam, sem dó nem piedade, qualquer política social de caráter público no sentido de melhorar a vida dos trabalhadores, dos pobres e dos negros.

Sempre foi assim, e assim sempre será, o resto é lero lero que as pesquisas do segundo turno revelam sem vacilar.


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Política

O fim do molde Flavio amorzinho

A campanha de Flavio está de amplitude nova para atacar Lula romanceando o governo do seu pai com mentiras das mais cínicas e de tonalidades cinza.

Inteligência não é o forte de Flavio, por isso, ele não empolga nem seus aliados que o mantêm num conjunto marginal de atitudes que são obras primas de traição nacional. Mas a vulgaridade fácil, tentando apagar o passado do governo do seu pai e seu próprio passado, é uma das várias atitudes de um espírito de menos fofuras e mais doenças bolsonaristas.

Não demora o vigarista explicará como é a vida de um extra terrestre tão amado pelo gado que, neste momento, encontra-se choroso com tanto revés enlaçando o seu pescoço.

Flavio segue fugindo de Flavio. Não só ele, Nikolas está de braços cruzados e não quer botar a mão na merda para não ser centrifugado pelo esgoto de Flavio, junto com outros ratos e baratas.

Eduardo Bolsonaro se empombou com Nikolas justamente por isso, pelo rato pular fora do navio antes mesmo de encalhar no primeiro iceberg do naufrágio de sua candidatura.

Flavio, por isso mesmo, em claro desespero, não fugiu da tentação de acusar o governo Lula de fazer justamente o que seu pai fez, como devolver 24 milhões de brasileiros a mais absoluta miséria e, consequentemente à fila do osso e ao mapa da fome, escancarando que sua campanha está doente, com ânsia de vômito diante de seu próprio portfólio de crimes.

Isso produziu um vazio. Com essa espécie de nem nem.

Flavio não está no desespero do inferno, mas está claro que a Faria Lima não exatamente apoia sua candidatura, mas atura. O termômetro disso é o próprio Nikolas que quer que a família Bolsonaro inteira vá para o caldeirão do capeta. E se não diz isso textualmente, seu subconsciente escancara que o pigmeu moral jogou todo o clã na fogueira santa, justamente porque a Faria Lima não tem uma atitude recíproca com a candidatura de Flavio Bolsonaro e, consequentemente, o fervor religioso de Nikolas, que surgiu e viveu debaixo da bata santa do bolsonarismo, criou um personagem universal que não fede, nem cheira.

Ou seja, Nikolas está com um pé dentro e outro fora da candidatura de Flavio.

A pesquisa CNT/DMA desta segunda (14), em que Lula aparece com 44,9% e Flavio com 40.2% no segundo turno. Lula com 39% e Flavio com 31% no primeiro turno, a engenharia do desespero de Flavio funcionará mais na base de colocar nas costas de Lula as merdas feitas por seu pai para fugir da fogueira santa do evangelhistão, por conta da suruba denunciada pela trans de direita, que ganhou as redes do último pleito digital e ter a fidelidade de pastores, maníacos do parque do dízimo e buscar algum elogio para não fracassar antes mesmo do jogo começar.

Ninguém aqui está anunciando a morte política de Flavio, apenas que sua fantasia mudou por decreto de sua assessoria e o sujeito já apareceu de cara pintada para a guerra e, através de magia negra, onde ele assume o papel de “denunciar Lula”, espancando  a verdade com o intuito de tentar blindar seus próprios esquemas do passado que estão diretamente conectados com a de seu pai para agradar o curral.

Resuno da ópera

A regra é clara, a Faria Lima só dá apoio a quem dá lucro, mas Flavio só dá prejuízo.

Por isso o Flavio bonitinho, fofinho, que acabou por se vender como fraquinho, sabe que sua carta de demissão já está na mesa da goma alta do dinheiro grosso. Se cair mais uns pontinhos, será jogado ao mar antes mesmo do Titanic bolsonarista afundar.


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Pesquisa

CNT/MDA: Lula, além de liderar no 1º turno, vence todos os adversários no 2° turno

O presidente Lula segue liderando as intenções de voto no primeiro turno da eleição de 2026, conforme aponta a mais recente pesquisa do Instituto MDA, realizada entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, e contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Essa é a primeira vez que o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi testado, já que na anterior, realizada em novembro de 2025, ele não era pré-candidato.

De acordo com o levantamento, Lula apresenta 39,2% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro ocupa o segundo lugar com 30,2%. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 4,6%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,3%.

Outros candidatos, como Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), obtêm 1,8% e 1,5%, respectivamente, enquanto 10,4% dos eleitores optam por branco ou nulo, e 8,9% permanecem indecisos.

Nos cenários de segundo turno, Lula continua à frente de todos os adversários. Em um possível confronto direto com Flávio, o presidente obteria 44,9% das intenções de voto, contra 40,2% do filho do ex-presidente.

Além de Flávio, outros cenários de segundo turno entre Lula e candidatos de direita também mostram o presidente com vantagem. No confronto com Ronaldo Caiado, Lula teria 44,4%, contra 32,7% do ex-governador de Goiás.

Contra Romeu Zema, Lula aparece com 45,2%, enquanto Zema obtém 31,6%. Já no caso de Aldo Rebelo, o petista lidera com 45,4%, contra 29,1% do candidato do DC.

No cenário com Renan Santos, o presidente também seria o vencedor, com 45% das intenções de voto, contra 28,3% de Santos. Em todos os cenários, a vantagem de Lula sobre seus adversários é superior a 10 pontos percentuais.

A pesquisa CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas no Brasil e tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02847/2026.

*DCM


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