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Hoje, no debate da Band, tudo indica que Lula liquidará a fatura

Não foram poucas as vezes que, diante de uma pergunta de Renata Lo Prete, Flavio perdeu a fala e se agarrou ao nome de Lula como boia salva-vidas.

Desde então, Flavio se transformou em alvo de piada, inclusive, em veículos tradicionalmente de direita, por sua total incapacidade de dizer ao menos uma frase que não fosse uma mentira como slogan de campanha, parecendo pedir para que elas o libertassem daquele sulício de momento.

A ciência política não é matéria simples, não vive de amarras incapazes de impedir corrupios numa disputa eleitoral. Isso ocorre como um rodamoínho de maneira mais frequente do que se imagina.

Mas na atual conjuntura, uma campanha bem manejad nas redes sociais e nas ruas, pode sim, mesmo diante de muitas variantes, traçar rumos das candidaturas.

Hoje, especialmente, em que tudo indica que o Exército de Lula, criado por Janones, com cada vez mais milhões de brasileiros progressistas aderindo ao movimento, a vantagem digital de Lula, se não é o núcleo central nas redes é, no mínimo, uma ferramenta de uso igual à da direita.

Se tirar o que os bolsonaristas utilizaram de cortes da sabatina de Lo Prete com Flavio, comparado aos memes produzidos pela campanha do PT o filho do golpista, pode-se cravar que se transformou numa humilhação tal a disparidade de compartilhamentos e novos conteúdos críticos a um candidato sem qualquer cintura para sair de uma pergunta incômoda.

Sim, Flavio conseguiu um feito e tanto, ser pior falando do que dançando.

Algumas respostas do candidato são verdadeiras pérolas de desconexão com o que o tema exige. Certamente, a mais galhofada nas ruas é a sua fala contrária ao fim da escala 6×1 a qual o próprio votou a favor, pela pressão dos trabalhadores, justificando que, com mais um dia de descanso, o trabalhador pegaria um ônibus e seria assaltado.

Isso serviu de carvão para Flavio ser fritado nas redes, com  muita gente chamando o candidato de chulé dos bolsonaristas.

As bicadas de Flavio em Lula, no famoso “mas o Lula”, produziram uma enorme romaria de piadas digitais que lhe renderam uma desmoralização sem prececdentes na história da disputa presidencial.

A avaliação que se faz é a de que Lula teve uma participação impecável com Renata Lo Prete e, que Flavio, ao contrário de Lula, teve uma avaliação desastrosa sem uma resposta que prestasse de apito de cachorro para o seu gado mais tradicional.

Tenho que concordar com o artigo de Elio Gaspari, em O Globo de hoje, intitulado “Os debates decidirão a parada”, mas vou um pouco mais longe, acredito que hoje, no debate da Band, Lula liquida a fatura.


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Política

O rodamoinho de Flávio Bolsonaro no JN: encenação para esconder o desprezo pelos trabalhadores

Se Flávio Bolsonaro chegar à Presidência, não será por falta de promessas, mas por excesso de contradições. E, quando o assunto é a escala 6×1, o trabalhador tem motivos de sobra para desconfiar de quem muda o discurso conforme a conveniência eleitoral. Afinal, estamos falando de um político cuja trajetória pública está cercada de denúncias e controvérsias que exigem explicações, não de um candidato cuja palavra possa ser aceita como cheque em branco.

A moral de Flávio parece ter a elasticidade de uma borracha velha. Antes mesmo de a chamada rachadinha se transformar em um dos maiores escândalos associados à sua trajetória política, já pesavam sobre ele questionamentos relacionados ao período em que trabalhou como assessor parlamentar ligado ao partido de Roberto Jefferson, enquanto seu pai também integrava aquela legenda. As suspeitas e acusações que marcaram sua vida pública não desaparecem simplesmente porque chegou a hora de disputar o Palácio do Planalto.

Por isso, aquele rodamoinho que Flávio exibiu diante de Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, tentando negar ou contornar declarações anteriores sobre os direitos dos pobres, dos trabalhadores e dos aposentados, teve muito mais cara de encenação eleitoral do que de uma mudança genuína de convicções. Foi o velho truque da política oportunista: perceber que a própria brutalidade pode custar votos e tentar vestir, às pressas, uma fantasia de moderado.

O problema é que o trabalhador brasileiro não vive de malabarismo verbal. Quem enfrenta uma jornada exaustiva, perde o convívio com a família, chega em casa sem forças e ainda precisa fazer as contas para sobreviver não pode se dar ao luxo de acreditar em qualquer promessa de candidato com o nível moral nenhum de Flavio Bolsonaro. A escala 6×1 não é uma abstração de campanha: é uma realidade que rouba tempo, saúde e dignidade de milhões de pessoas.

E os aposentados tampouco podem se deixar seduzir por discursos fabricados para a televisão. Quando a eleição se aproxima, aparecem os sorrisos, as frases ensaiadas e as tentativas de esconder posições impopulares. Passada a votação, quem paga a conta é justamente quem vive do próprio trabalho e depende da proteção social.

A palavra de Flávio Bolsonaro não pode valer mais do que seu histórico de declarações e posições públicas. Se pretende convencer o país de que mudou, precisa demonstrar isso com compromissos claros, propostas concretas e coerência — não com gestos teatrais diante das câmeras.

No fim das contas, o rodamoinho do Jornal Nacional pode até ter produzido efeito cênico. Mas não apaga o passado, não resolve as contradições e não transforma oportunismo em compromisso social. Para quem vive do salário ou da aposentadoria, promessa de político de extrema direite sem garantia vale menos do que nada.

E, quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores, o Brasil não precisa de um ator tentando interpretar o papel de defensor dos pobres. Precisa de compromisso real com quem trabalha, produz e sustenta este país.


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Tudo junto e misturado

Grupo Globo, de porta-voz do bolsonarismo a suspeito de conexões que vão muito além de Luciano Huck e Fred Kachar

Escancaradamente bolsonarista, O Globo já nem faz questão de disfarçar seu engajamento político. O jornal da família Marinho parece ter abandonado de vez qualquer pretensão de imparcialidade para vestir a camisa de uma candidatura que interessa à velha direita e aos setores mais poderosos do mercado.

Mas há uma pergunta incômoda que não pode ser ignorada: até onde vão as conexões de Daniel Vorcaro com o Grupo Globo? Se as relações envolvendo Luciano Huck e Fred Kachar já levantam questionamentos sobre a proximidade entre o mundo financeiro e o poder midiático, é legítimo cobrar esclarecimentos sobre a extensão dessas relações e sobre os interesses que podem estar em jogo.

O que não se pode fazer é transformar suspeitas em conclusões sem provas. Mas tampouco se pode exigir que a sociedade feche os olhos diante de relações que merecem escrutínio público.

Quando um dos maiores grupos de comunicação do país assume uma linha editorial cada vez mais alinhada ao bolsonarismo, a pergunta deixa de ser apenas sobre jornalismo e passa a ser também sobre poder, interesses econômicos e influência política.

Quem financia, quem se associa, quem ganha e quem pauta a opinião pública? Essas são as perguntas que precisam de respostas transparentes.

A credibilidade de um veículo de comunicação não se sustenta na força de sua marca, mas na independência de sua cobertura. E, quando essa independência é colocada em dúvida, não basta posar de fiscal da República: é preciso aceitar ser fiscalizado também.

Basta um clique no jornal dos Marinho, para entender que seu conceito de democracia é de uma perna só. Isso deixa claro que o jornalão utiliza uma peneira moral em favor de quem, há anos, furta até o piruá de pipoca das vasilhas do povo, deixando vastos roletes de fumo.

Ou seja, já são dois figurões de cabeça coroada da Globo envolvidos até o talo  jo esquema de Daniel Vorcaro, o todo poderoso diretor, Fred Kachar, e o apresentador, Luciano Huck.

Então fica a pergunta: E os irmãos Marinho, não sabiam de nada? E só se manifestam jogando para a torcida quando aparece uma denúncia comprovando que o Grupo Globo, Vorcaro e, consequentemente, o próprio Flavio Bolsonaro formam um combo de interesses nada repubicanos.


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Com que moral a Globo vai cobrar explicações sobre Vorcaro?

Como Renata Lo Prete pretende questionar Flávio Bolsonaro sobre seu envolvimento com Daniel Vorcaro e tudo o que essa relação representa de nefasto para a política brasileira, se a própria Globo está às voltas com revelações que atingem dois de seus medalhões, também associados ao mesmo Vorcaro?

Eis a pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: com que autoridade moral a Globo pretende colocar Flávio Bolsonaro contra a parede se a própria casa tem explicações a dar sobre suas conexões com o personagem que está no centro dessa trama?

O problema não é apenas o que Renata Lo Prete vai perguntar. É, sobretudo, o que ela terá coragem de perguntar. Vai apertar Flávio sobre os vínculos com Vorcaro? Vai exigir respostas concretas, documentos e explicações sobre as suspeitas que cercam essa relação? Ou veremos mais um espetáculo de indignação seletiva, com perguntas duras para uns e luvas de pelica para outros?

Porque, quando o escândalo chega à porta do adversário, a velha mídia costuma vestir a toga de juíza. Mas, quando as conexões alcançam os seus próprios salões, o rigor pode desaparecer, o tom pode mudar e o silêncio pode se tornar uma conveniente estratégia de sobrevivência.

A credibilidade do jornalismo não se mede pela dureza das perguntas feitas aos adversários, mas pela disposição de fazer as mesmas perguntas aos aliados, aos poderosos e aos próprios donos da casa.

Se a Globo quer cobrar explicações de Flávio Bolsonaro, que cobre. E que cobre sem anestesia. Mas terá de aceitar que a mesma régua seja aplicada a todos os personagens dessa história, inclusive aos que circulam pelos corredores do próprio grupo de comunicação.

O que não dá é transformar o jornalismo em tribunal para os outros e em assessoria de contenção de danos para os seus.

Vorcaro não pode ser tratado como um problema apenas quando o seu nome compromete Flávio Bolsonaro. Se as conexões alcançam também figuras de peso da Globo, a pergunta deixa de ser somente o que Flávio tem a explicar. Passa a ser o que a própria Globo está disposta a esclarecer.

Afinal, o público não quer uma entrevista montada para produzir manchetes convenientes. Quer respostas. Quer coerência. Quer saber se existe, de fato, disposição para investigar todos os lados ou se a velha mídia continuará escolhendo a dedo quem merece ser encurralado e quem merece ser protegido.

A pergunta que paira sobre a entrevista é brutalmente simples: Renata Lo Prete vai fazer jornalismo ou vai administrar os constrangimentos da própria Globo?

Por isso não se espantem, se hoje na sabatina de Renata Lo Prete com Flavio Bolsonaro, assistir a um bem manejado festival de platitudes.


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Gilmar Mendes: A Globo se nutriu de vazamento criminoso da Lava Jato

A entrevista de Gilmar Mendes no programa do Bial teve uma estrondosa repercussão nas redes sociais porque ele ligou a corrente elétrica naquilo que de fato trouxe luz para fixar uma posição bastante clara sobre a Lava Jato, mas principalmente sobre Moro e o lavajatismo militante da mídia que, como bem disse o ministro sobre a Globo, ela usa o subterfúgio de que o Intercept utiliza os vazamentos obtidos de fonte criminosa, e lembra que ela fez o mesmo com os vazamentos criminosos da Lava Jato.

Gilmar Mendes, em seu deboche, detona a expectativa que se tinha de Moro que entrou no governo Bolsonaro quase como um Primeiro Ministro e acabou virando “esse personagem que Bolsonaro leva para o jogo do Flamengo”.

O fato é que ninguém precisou de bola de cristal para saber que, para o judiciário sair desse obscurantismo que se inicia no “mensalão”, em parceira com a mídia, servindo de trampolim para Moro e a Globo criarem a Lava Jato, teria que fazer o caminho de volta com o limpa-trilho, ou seja, começar do começo, que é a Central Globo de Jornalismo, ou alguém imagina que Moro teria algum êxito na sua sanha fascista sem apoio incondicional da Globo? Lógico que não, tanto que, na verdade, quem está matando a Lava Jato não é o Supremo, muito menos Gilmar Mendes, mas a própria Globo não noticiando mais nada a respeito das operações ou mesmo de Moro como ministro, para se afastar  de todos os personagens criminosos da Lava Jato revelados pelo Intercept. Personagens que foram sócios dos seus jornalistas.

Como também disse Gilmar Mendes, “Moro e os procuradores da Lava Jato eram melhores publicitários que juristas”.

O caminho das pedras para uma mudança de rumo foi dado pelo próprio Gilmar Mendes, a comunidade jurídica internacional que viu uma série de vícios, ou seja, de cartas marcadas na condenação de Lula. E isso, para o judiciário, tem um significado muito acima da opinião que a classe média verde e amarela e a Globo hoje fazem sobre o STF.

Vivemos num mundo globalizado e essas questões de direitos humanos ganham cada vez mais espaço no debate global e, consequentemente, um judiciário de qualquer país não pode estar descolado desse compromisso que a Globo não tem, porque é provinciana, é local, é medíocre na dimensão universal. Quem é a Globo na fila do pão dos grandes veículos de comunicação no mundo? Nada, zero.

E aí está o grande erro na hora de medir o tamanho dos Marinho e o tamanho de Lula. Querer reduzir Lula à mediocridade de um Merval Pereira ou de uma Míriam Leitão, é uma coisa, passar a acreditar nisso, é uma temeridade, melhor dizendo, um suicídio, porque Lula, gostando ou não dele, é um símbolo internacional.

A dimensão do governo Lula não se restringe às patetices ditas na Globo News por Cristiana Lobo, Renata Lo Prete, Eliane Cantanhêde e outras cajazeiras da Sucupira midiática.

Gilmar sabe bem disso, por isso foi claro em colocar a opinião da comunidade jurídica internacional sobre o julgamento de Lula e o seu peso no mundo.

Não há saída para o judiciário brasileiro. Para que ele sobreviva, sobretudo o STF, terá que cortar na própria carne, terá que acabar com a Lava Jato sem poder enterrá-la e sem que todos os envolvidos nos crimes praticados em nome do aparelho judiciário do Estado brasileiro sejam exemplarmente punidos.

Já Lula, como enfatiza Gilmar Mendes, merece um julgamento justo, começando do zero, assim não ficará pedra sobre pedra nesse monumento de crimes jurídicos praticados pela Lava Jato contra ele.

https://twitter.com/Velandrade13/status/1183970439820926977?s=20

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Ex-chefão da Lava Jato agora admite: Bolsonaro era o candidato da operação

“É evidente que, dentro da Lava Jato, dentro desses órgãos públicos, de centenas de pessoas, existem lava-jatistas que são a favor do Bolsonaro”, revelou na GloboNews.

O procurador Carlos Fernando, que integrava a Lava Jato e é notavelmente agressivo quando enfrenta alguém que se opõe às suas diatribes retóricas, participou de um debate sobre a operação com o advogado Walfrido Warde no programa “GloboNews Painel”, conduzido pela jornalista Renata Lo Prete.

Warde debate com lhaneza, o que não quer dizer que não tenha entendido a tática do oponente da ora. Deixou-o tão à vontade, estimulando-o a ser quem era, que Carlos Fernando resolveu abrir o jogo. Admitiu o que observadores atentos sempre souberam, incluindo certamente Warde, embora os integrantes da operação jamais o tenham admitido: a operação tinha um candidato. E seu nome era Jair Bolsonaro.

Indagado por Renata sobre o alinhamento, Carlos Fernando Respondeu: “Infelizmente, no Brasil, nós vivemos um maniqueísmo, né? Então nós chegamos… Inclusive, no sistema de dois turnos, faz com que as coisas aconteçam dessa forma. É evidente que, dentro da Lava Jato, dentro desses órgãos públicos, de centenas de pessoas, existem lava-jatistas que são a favor do Bolsonaro. Muito difícil seria ser a favor de um candidato que vinha de um partido que tinha o objetivo claro de destruir a Lava Jato. Seria muito difícil acreditar que…

Renata interrompe: “Você está se referindo a Fernando Haddad?”

E Carlos Fernando retoma:

“A Fernando Haddad, obviamente. Então nós vivemos este dilema: entre a cruz e a caldeirinha; entre o diabo e o coisa ruim, como diria o velho Brizola. Nós precisamos parar com isso. Nós realmente temos que ter opções. Infelizmente, um lado escolheu o outro. E, naturalmente, na Lava Jato, muitos entenderam que o mal menor era Bolsonaro. Eu creio que essa era uma decisão até óbvia, pelas circunstâncias que Fernando Haddad representava justamente tudo aquilo que nós estávamos tentando evitar, que era o fim da operação. Agora, infelizmente, o Bolsonaro está conseguindo fazer”.

Retomo

Vejam que fabuloso!

Lembro que um presidente da República não tem autoridade para pôr fim a operação nenhuma. Chame-se Dilma, Bolsonaro ou Fernando Haddad. Até porque, fosse assim, a então presidente petista o teria feito, já que a operação nasceu durante o seu governo, em 2014.

O que se tem aí é a confissão de que a operação que, na prática, retirou um candidato da disputa — refiro-me a Lula — alinhou-se, de forma antes apenas clara, e agora confessa, a seu adversário.

Diálogos revelados pelo site The Intercept Brasil evidenciaram que Sergio Moro chegou a oferecer a Dallagnol uma possível testemunha contra o ex-presidente. Fez mais: criticou o trabalho de uma procuradora, que não estaria sendo efetiva como ele, Moro, esperava no caso. Dallagnol a substituiu.

Pois é…

O QUE ESCREVI EM JUNHO DO ANO PASSADO

Escrevi uma coluna na Folha no dia 8 de junho no ano passado intitulada “Bolsonaro é o nome da Lava Jato”. Adivinhem… Deltan Dallagnol foi para as redes sociais me ofender, claro!

Lembro o que está lá:

“Gente que conhece o MPF por dentro e pelo avesso assegura que os Torquemadas torcem é por Bolsonaro. Li trocas de mensagens de grupos do WhatsApp que são do balacobaco. E assim é não porque os senhores procuradores comunguem de sua visão de mundo –a maioria o despreza–, mas porque veem nele a chance de fazer ruir o “mecanismo”, que estaria “podre”.

Os extremistas do MPF, do Judiciário e da PF, onde o candidato é especialmente popular, concluíram que o “Rústico da Garrucha & dos Bons Costumes” lhes abre uma janela de oportunidades para impor a sua agenda. Querem ser, e isto é para valer, o “Poder Legislativo” de um regime que fosse liderado pelo bronco.

Não creio que logrem seu intento e, tudo o mais constante, estão cavando seu próprio fim como força interventora na política. Isso, em si, será bom. A questão é quem vai liderar o desmanche. Centro pra quê? Por enquanto, meus caros, o processo segue sem centro, sem eixo, sem eira nem beira. A instabilidade será longa.”

E aí, Carlos Fernando, o que me diz? Como você pode notar, antevi até a derrocada de vocês em razão da escolha que haviam feito.

O que lhe parece?

Uma vez você me chamou de cachorro.

Cachorro quem sabe… Burro nunca!

 

Por Reinaldo Azevedo

*Do PT