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Gabinete do ódio prova que fake news mata

Que nos lembremos sempre, a informação feita ao avesso de maneira proposital, é criminosa, como vimos na cadeia que transmitia fake news durante a pandemia.

O gabinete do ódio estava muito mais preocupado em combater a vacina do que o coronavírus e o efeito multiplicador dessa forma de assassinato foi devastador no Brasil.

Isso reflete mais do que a falta de proteção que as políticas do governo ofereciam, o gabinete do ódio se manteve empenhadíssimo em uma missão, a de produzir o fracasso de qualquer forma de prevenção e de combate à covid, seja pelas ações clássicas como o asseio das mãos, o uso de máscaras e o distanciamento social, seja pela vacina. Essas ações sofreram ataques pesados dos inúmeros fake news recheados de veneno contra a população brasileira.

O nome disso é crime e custou centenas de milhares de vidas.

Quem leu as mentiras letais disseminadas pelo gabinete do ódio com argumentos mentirosos, repassou para outras pessoas, parentes, amigos e etc. E essa irresponsabilidade diante de uma crise sanitária sem precedentes, ainda não foi objeto de uma investigação e de um estudo para dar dimensão às consequências dessa forma de crime.

Por isso o Brasil mergulhou numa crise sanitária extremamente grave, porque simplesmente, além do governo terceirizar o ministério da Saúde para o filho Carlos Bolsonaro e seu secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, além do próprio general Pazuello que nada sabe de medicina, o próprio gabinete do ódio, comandado pelo clã Bolsonaro, cuidou de diminuir a gravidade e os riscos da covid e, com isso, o Brasil ainda assiste à morte de tanta gente, porque até o uso de máscaras foi combatido por esses criminosos que, em algum momento, terão que responder pelo que fizeram.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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CPI da Covid já vê crimes de Bolsonaro na condução da pandemia e pode pedir seu indiciamento

Comissão pode pedir ao Ministério Público Federal o indiciamento do presidente.

Segundo matéria publicada na Folha, técnicos e integrantes do grupo majoritário da CPI da Covid, formado por senadores independentes e oposicionistas, acreditam que já há elementos que levam à incriminação do presidente Jair Bolsonaro por crime sanitário, ou seja, contra a saúde pública.

Em seu relatório final, a comissão pode pedir ao MPF (Ministério Público Federal) o indiciamento do mandatário por ilícitos que entendem que ele cometeu na gestão da pandemia.

A existência de crime sanitário é uma das vertentes de investigação desse grupo majoritário da CPI. O principal objetivo dos depoimentos e da coleta de evidências daqui para frente será atestar que Bolsonaro também cometeu crime contra a vida.

Os senadores acreditam que os depoimentos prestados até o momento no âmbito da comissão confirmaram que Bolsonaro e seus comandados tinham real consciência do impacto da pandemia e que deveriam ter agido para minimizar os efeitos à população, incluindo com uma mudança na postura pessoal do próprio presidente.

A CPI realizou até o momento seis oitivas. Compareceram como testemunhas à comissão os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, o atual ocupante da pasta, Marcelo Queiroga; o diretor presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres; o ex-secretário Fabio Wajngarten (Comunicação da Presidência) e o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo.

Os parlamentares do grupo majoritário da CPI consideram que pelo menos três falas em depoimentos podem ser consideradas provas da omissão e negligência do governo.

Eles citam inicialmente a apresentação à comissão de uma carta que Mandetta disse ter sido entregue ao presidente da República ainda em março, quando esse ainda era ministro da Saúde.

A carta alerta para os riscos da pandemia e mostra estimativas de que o Brasil poderia chegar a 180 mil mortes pela Covid até o fim de 2020, isso se medidas, principalmente políticas de isolamento social, não fossem adotadas.

Outro fato encarado como prova de negligência é a informação de que a oferta de venda de vacinas da Pfizer ficou parada no governo por dois meses em 2020, o que veio à tona no depoimento de Wajngarten.

A informação foi em seguida confirmada, e sua gravidade ampliada, com a fala de Carlos Murillo (Pfizer), ao apontar que a empresa fez ao Brasil ao menos cinco ofertas de doses de vacinas contra o coronavírus e que o governo federal ignorou proposta para comprar 70 milhões de unidades do imunizante no ano passado.

Esses senadores também mencionam a pressão para ampliar o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19.

Para integrantes da CPI, está claro que o governo Bolsonaro boicotou a aquisição de vacinas, pois acreditava na imunização natural, ou imunidade de rebanho, que aponta que a imunidade coletiva é atingida quando um percentual da população é infectado.

“Vemos que o crime contra a saúde pública já está caracterizado”, afirma o senador Rogério Carvalho (PT-SE), membro suplente da CPI e um dos principais nomes do grupo independente e oposicionista, em relação a questões de saúde.

“Quando você deixa de adotar medidas, você está de forma culposa cometendo crime contra a saúde pública. Mas, quando você tem os meios e não age, então existe dolo”, completou.

A equipe do relator e os senadores próximos a ele, portanto, consideram que já há elementos suficientes para sustentar a tese de negligência deliberada no enfrentamento à pandemia e nos esforços para evitar uma escalada das mortes, configurando crime sanitário.

Legalmente se trabalha com duas hipóteses em relação a esse eventual crime.

Administrativamente Bolsonaro pode ser acusado de crime de responsabilidade por atuar contra o direito à saúde, que é um direito fundamental garantido pela Constituição.

Em outra esfera os parlamentares próximos a Renan Calheiros, relator da comissão, mencionam o crime de epidemia, previsto no Código Penal e que seria praticado pela ação de promover de maneira deliberada a transmissão da doença.

Rogério Carvalho explica que o próximo passo seria provar o crime contra a vida, o que, na prática, seria demonstrar que o crime contra a saúde pública resultou nas mortes de pessoas, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

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A CPI está provando que a vida dos brasileiros na era Bolsonaro, não vale nada

Para se ter uma ideia do nível de desprezo com a vida dos brasileiros, o governo Bolsonaro montou um ministério da Saúde paralelo aonde uma médica, numa reunião dentro do Palácio do Planalto, pede ao diretor-presidente da Anvisa para mudar a bula de um medicamento, neste caso, a cloroquina, para ser distribuído indiscriminadamente para a população para o tratamento precoce da covid, medicamento já comprovado que, além de não ter eficácia, pode causar a morte.

Mas não é isso que simboliza o sentimento de repulsa que o governo Bolsonaro tem pela vida dos brasileiros, por mais grave que seja. O desdém do chefe da nação está no descaso escancarado com a importância nenhuma que ele dá aos mais de 430 mil mortos pela covid e milhões de pessoas com sequelas graves da doença, desconsiderando inclusive, a dor das famílias que perderam seus entes queridos.

Se a CPI, em apenas duas semanas, já provou o que custou ao país o abandono do presidente da República com seu desleixo criminoso no combate à pandemia, não simplesmente por colocar em pouco mais de um ano quatro ministros da saúde ou, numa negligência inacreditável, colocar um general da ativa como Pazuello, que não tem o menor conhecimento na área da saúde para comandar uma pasta que, em plena pandemia, transformou-se casa da mãe Joana.

Por isso, seu filho Carlos Bolsonaro, junto com Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secom, representava o governo na área da saúde, inclusive no momento de negociar a compra de vacina.

O governo Bolsonaro deixou, em apenas dois anos, uma herança macabra que ainda mantém um número monstruoso de vítimas fatais, com uma média diária de 2 mil mortes.

A sensação de abandono total e da falta de governo é flagrante. Pior, no afã de não precisar de trabalhar e se aplicar de corpo e alma no combate à covid para salvar milhares de vidas, Bolsonaro mais que desprezou a população, adotou como procedimento teórico e espalhou aos quatro cantos do país, que o melhor seria que todos se infectassem para alcançar a tal imunidade de rebanho, morrendo quem tivesse que morrer e salvando quem pudesse se salvar.

Esse desmazelo total com a vida dos brasileiros não é questão de descuido, desatenção, mas um desprezo pela própria instituição presidência da República. Por isso, Bolsonaro não governa além dos interesses da família que ele quer proteger contra tudo e contra todos para que seu clã não enfrente a justiça.

De resto, a indiferença, o descaso, o ódio e a frieza conduzem o dia a dia de um presidente da República que não tem o menor interesse em governar o país.

Como não desejar que ele sofra um impeachment? O país sobreviverá a Bolsonaro até 2022?

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Bolsonaro deixa o país sem vacina e, para desviar o foco, convoca manifestações contra STF e CPI

É muito fácil governar assim, só que o povo já se deu conta do charlatão que usa a faixa presidencial para fazer suas molecagens e, depois de descoberto, dobra a posta na zombaria e ataca instituições para tentar tirar o foco de sua inércia.

Formalmente, será uma manifestação de ruralistas e outra chamada Marcha da Família Cristã pela Liberdade. Na prática, estão sendo programadas, para este sábado em Brasília, duas manifestações conjuntas de apoio a Bolsonaro, com aglomerações, contra o distanciamento social e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. (UOl)

Nisso não há qualquer novidade, pois foram 28 anos no legislativo mamando gostosamente nas tetas do Estado às custas do suor do povo para não ter um único projeto aprovado, vivendo de mutretas e corporativismo do baixo clero para se reeleger na base da gritaria pró-tortura, pró-ditadura e, depois, com a ajuda do sistema financeiro, para quem ele serve de sabujo, transformar-se em presidente do fim do mundo, na figura mais repugnante do planeta, na imagem de tudo o que não presta e que qualquer pessoa minimamente séria deve tê-lo como alguém extremamente tóxico.

O desesperado Bolsonaro não tem como tapar o sol com sua peneira mais que furada, rasgada, escancarada, queimada, puída e em frangalhos. Todos já sabem de quem se trata, porque sentem na pele a tragédia de seu governo.

Não sendo rico, todo brasileiro está sentindo no lombo o que é ter um inútil, um nulo sentado na cadeira da presidência.

A disparidade entre ele e Lula, revelada pelo Datafolha, chega a ser óbvia, pois se de um lado, tem Lula que saiu de seu segundo mandato como o melhor presidente da história, com o recorde de 87% de aprovação, do outro, Bolsonaro, que com pouco mais de dois anos de governo, já é tratado pela sociedade como um furúnculo fétido que tem apenas 24% de aprovação, o que muita gente ainda considera excessivo por nada do que esse sujeito produziu de bom para o país, ao contrário, provocou a morte, até aqui, de 430 mil brasileiros.

Ainda assim ele segue uma política nefasta que faz com que o Brasil, mais uma vez, interrompa a produção de vacina e, consequentemente, a vacinação do seu povo por seus ataques moleques à China que, além de ser o maior parceiro comercial do Brasil, é o maior fornecedor de insumos para a fabricação das vacinas.

O que Bolsonaro quer com isso? Destruir de vez o país e o povo, não deixar pedra sobre pedra.

Por isso assistimos a essa esculhambação em que uma Secretaria de Comunicação se junta com o filho do presidente da República para negociar a compra da vacina Pfizer, mostrando que o país foi devolvido à idade da pedra lascada.

O fato é que, quanto mais afunda em seu próprio esgoto, mais Bolsonaro se debate e se afoga em seus próprios dejetos.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Governo Bolsonaro decreta sigilo de 15 anos sobre “viagem do spray nasal” a Israel

De acordo com matéria de Jamil Chade, no Uol, O Itamaraty admite que a viagem do ex-chanceler Ernesto Araújo para Israel, em meio à pandemia, não resultou na assinatura de um acordo por escrito de cooperação com o hospital Ichilov para o desenvolvimento ou importação de um tratamento contra a covid-19 conhecido como spray nasal.

Tampouco houve a assinatura de um convênio final com outra entidade israelense, o Instituto Weizmann, responsável por diversas pesquisas no campo da pandemia. O governo brasileiro ainda decidiu classificar os telegramas diplomáticos entre Brasília e Tel Aviv como reservado ou secretos, impedindo alguns deles de serem consultados pelos próximos 15 anos.

Na prática, as informações completas sobre a viagem da delegação brasileira, que foi alvo de polêmica, serão conhecidas apenas em 2036.

documento secreto governo - Reprodução - Reprodução

As revelações fazem parte de uma resposta de mais de 40 páginas submetida pelo novo chanceler Carlos França à bancada do PSOL na Câmara, no dia 7 de maio. Os deputados tinham solicitado explicações sobre a viagem de uma delegação do governo brasileiro para Israel, na primeira semana de março.

Além de Ernesto Araújo, que chegou a levar um pito público durante a viagem por não usar máscara, o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) transportou para Israel o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), o assessor especial Filipe Martins, e o então secretário de Comunicações, Fabio Wajngarten, além de diplomata.

Da área técnica, a delegação contava com apenas dois representantes: Hélio Angotti Neto, do Ministério da Saúde, e Marco Morales, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

No total, o custo da missão foi de mais de R$ 88 mil, sem contar o transporte no avião da FAB e a parcela de gastos arcada pelo governo de Israel.

Antes da missão, Eduardo Bolsonaro e outros membros do governo justificaram a ida para Israel por conta, entre outros fatores, de uma perspectiva de cooperação no desenvolvimento de um spray que ajudaria a combater a covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro também usou sua live nas redes sociais para tocar no assunto. O produto teria tido bons resultados contra a covid-19. Mas tinha sido testado em apenas 30 pessoas.

Ao escrever para os deputados do PSOL, o chanceler Carlos França confirmou que houve reunião com a direção do hospital Ichilov, responsável pelo desenvolvimento do spray, oficialmente denominado de EXO-CD24.

No encontro, foi acordado um programa de cooperação “com vistas à participação do Brasil no desenvolvimento conjunto do produto (fase 2 e 3 de estudos), caso a Anvisa e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa autorizem ensaios clínicos no país”.

“Foi proposto que o Brasil integrasse a fase 2 do desenvolvimento do medicando EXO-CD24″, fazendo parte de pool internacional”, explicou o chanceler.

Mas, na mesma resposta, o Itamaraty também afirma que a cooperação em relação ao spray nasal não se concretizou por meio de um documento, apesar de a delegação ter preparado em inglês e português um modelo de carta de intenções que foi levada para Israel.

“No que diz respeito à carta de intenções entre o Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Saúde e OBCTCCD24 LTDA [empresa que desenvolve o produto] sobre cooperação em relação ao spray nasal EXO-CD24, cujo objetivo seria consolidar a intenção do governo brasileiro de dar continuidade ao diálogo sobre cooperação com aquela empresa, o projeto da carta não teve sua celebração completada, uma vez que não foi assinada pelo representante do Ministério da Saúde e não chegou à troca de instrumentos entre os signatários, conforme prática de negociações internacionais”, diz o texto assinado por França.

Aos deputados, o chanceler submeteu a proposta de texto do acordo. Ela traz as assinaturas de Ernesto Araújo e da parte israelense, mas a do Ministério da Saúde está ausente.

Sem assinatura - Reprodução - Reprodução

Procurada, a pasta hoje comandada por Marcelo Queiroga não explicou o motivo de o texto não ter sido assinado, mesmo com um representante do Ministério da Saúde na delegação em Israel. Seus assistentes chegaram a pedir à reportagem mais tempo para que a informação pudesse ser buscada pela pasta. Mas não deram mais retorno.

Ainda nas respostas dadas aos parlamentares, o ministro França insistiu que a viagem “não deve ser reduzida às iniciativas de cooperação no domínio da Saúde, muito menos às tratativas para potencial desenvolvimento do spray nasal”.

Procurada, a embaixada de Israel no Brasil explicou que “o trabalho da delegação brasileira que foi a Israel foi muito frutífero e positivo”. “Muitas discussões estão sendo feitas. Os hospitais Hadassah e Ichilov estão em contato com o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil”, disse.

“Uma série de acompanhamentos por videoconferência sobre o assunto está em andamento”, completou.

No hospital Ichilov, a coluna tentou em diversas ocasiões contato com os responsáveis pelo projeto após a viagem de Araújo. Mas os pedidos de informação não foram atendidos.

Em resposta à coluna, o Itamaraty explicou que, “em 9/3/2021, a delegação brasileira que foi a Israel reuniu-se com o diretor do Hospital lchilov/Sourasky, Dr. Ronni Gamzu, e com o chefe do Centro de Pesquisa Médica daquela instituição, Dr. Nadar Arber, e com representantes da empresa OBTCD24. O lchilov é o maior hospital de Tel Aviv, responsável pelo desenvolvimento do spray nasal EXO-CD24, para fins de tratamento da COVID-19”.

Mas a chancelaria confirma que o acordo não foi concluído. “Carta de intenções sobre cooperação em relação ao ”spray” nasal “EXO-CD24″ foi rubricada pelo então Ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Araújo, com o objetivo de consolidar a intenção do governo brasileiro de dar continuidade ao diálogo sobre cooperação com a empresa OBCTCD-24”, disse.

“O projeto de carta não teve sua celebração completada, uma vez que não foi assinada pelo representante do Ministério da Saúde e não se chegou à troca de instrumentos entre os signatários, conforme prática de negociação internacional”, disse.

“O projeto de carta de intenção, apenas rubricado, não continha elementos juridicamente vinculantes, nem previsão de gravames financeiros ou obrigações de qualquer espécie para as partes participantes naquela etapa das tratativas”, apontou.

Telegramas em sigilo até o ano de 2036

Os deputados ainda solicitaram que todos os telegramas diplomáticos sobre a viagem fossem disponibilizados. Mas o Itamaraty enviou 28 Termos de Classificação de Informação, no qual apontava como todos os documentos passaram a ser impedidos de ter seus conteúdos revelados.

Alguns deles estão sob sigilo até 2026, enquanto outros até o ano 2036. O Itamaraty ainda colocou tarjas negras para impedir que se saiba até mesmo o motivo pelo qual os telegramas foram classificados como secretos.

O que chama a atenção ainda é que, num dos telegramas colocados como sigilosos por 15 anos, a decisão do Itamaraty foi tomada apenas um mês depois que os documentos foram emitidos.

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Datafolha: Lula herda maioria de votos da ‘terceira via’ em 2º turno contra Bolsonaro

Lula recebe apoio de eleitores de Ciro, Doria e Huck; atual presidente é opção de defensores de Moro.

A maior parte dos apoiadores de candidatos da chamada “terceira via” optaria por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um hipotético segundo turno contra Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022, aponta pesquisa do Datafolha.

De acordo com o instituto, o ex-presidente teria 55% dos votos na etapa final, contra 32% do atual ocupante do Palácio do Planalto.

Mesmo eleitores que declaram intenção de votar em desafetos de Lula, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tendem, em sua maioria, a apoiar o petista no segundo turno.

Declaram voto no ex-presidente 55% dos eleitores de Doria, contra 26% que apoiariam Bolsonaro. Uma parcela significativa, de 20%, votaria em branco ou nulo.

O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio.

O dado é significativo, uma vez que Doria construiu sua carreira política com forte discurso antipetista, desde sua primeira campanha eleitoral, para prefeito de São Paulo, em 2016.

Ele chegou a dizer que visitaria Lula na cadeia e declarou voto em Bolsonaro no segundo turno de 2018, com a justificativa de barrar o retomo dos petistas ao Palácio do Planalto.

Mas a pesquisa mostra que a rixa do governador com Bolsonaro, sobretudo em razão da condução da pandemia, hoje se sobrepõe à querela com Lula.

Apoiadores do presidente criticam as medidas de isolamento social defendidas pelo tucano e o chamam, pejorativamente, de “calça apertada”. O governador teve 3% das intenções de voto na simulação de primeiro turno.

Eleitores da ‘terceira via’ que votariam em lula no 2º turno

  • 55% dos eleitores de João Doria declaram voto no petista em um segundo turno contra Bolsonaro
  • 26% dos eleitores de Doria apoiariam o atual presidente
  • 62% dos apoiadores de Ciro Gomes optariam por Lula no segundo turno
  • 15% dos eleitores de Ciro iriam de Bolsonaro
  • 48% dos votos de Luciano Huck iriam para o petista no segundo turno
  • 29% dos eleitores de Huck optariam por Bolsonaro

Lula também receberia a maior parte dos votos dados no primeiro turno ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que apareceu com 6% na pesquisa, e o apresentador Luciano Huck (sem partido), que marcou 4%.

No caso dos apoiadores de Ciro, o petista seria a opção de 62%, contra apenas 15% que iriam de Bolsonaro e 22% que optariam pelo voto em branco ou nulo.

Lula e o pedetista têm mantido uma relação turbulenta ao longo dos anos. Ciro foi ministro da Integração Nacional no primeiro governo do petista e tem uma duradoura aliança com o PT do Ceará.

Mas a relação entre os dois caciques se deteriorou bastante a partir de 2018, quando Ciro se ressentiu da atuação do ex-presidente para dificultar a construção de sua coligação eleitoral.

No segundo turno daquele pleito, preferiu viajar a Paris em vez de apoiar Fernando Haddad (PT) contra Bolsonaro. Desde então, o pedetista tem atacado o que chama de “lulopetismo”, e busca se reinventar como um candidato de centro.

Grande parte de seu eleitorado, contudo, ainda o vê como aliado natural de Lula, como mostra a pesquisa.

Quanto a Huck, Lula herdaria 48% de seus votos, contra 29% que iriam para Bolsonaro. Outros 23% votariam em branco ou nulo. O apresentador não costuma polemizar muito com Lula, com exceção de alfinetadas pontuais.

Quando o ex-presidente teve os direitos políticos restabelecidos por decisão do Supremo Tribunal Federal, em março, ele escreveu, em uma rede social, que “figurinha repetida não completa o álbum”.

O único dos possíveis candidatos presidenciais a transferir a maior parte de seus apoiadores para Bolsonaro num segundo turno é Moro, que foi seu ministro da Justiça, mas com quem ele rompeu no ano passado. O ex-juiz teve 7% na pesquisa.

Mesmo com as trocas de acusações entre Moro e o presidente, 39% de seus apoiadores votariam em Bolsonaro no segundo turno. Já Lula, que foi preso por ordem do então responsável pela Operação Lava Jato, receberia 29% dos votos dados a Moro.

Mas, mostrando que os apoiadores de Moro teriam uma escolha muito difícil a fazer, 31% votariam em branco ou nulo num eventual segundo turno entre o atual presidente e o petista.

Lula também recebe, no segundo turno, a maior parte dos votos dos eleitores que consideram o governo Bolsonaro regular (48%) e ruim ou péssimo (82%). Mesmo entre os que avaliam a atual gestão como ótima ou boa, o petista tem o apoio de 15%.

Já Bolsonaro, previsivelmente, tem 81% entre os que aprovam seu governo, 37% dos que a consideram regular e apenas 3% entre os que a classificam como ruim ou péssima.

*Com informações da Folha

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Carlos Bolsonaro tem faniquito ao ser citado em depoimento na CPI

O filho 02 do presidente Jair Bolsonaro, vereador Carlos Bolsonaro, teve um ataque de fúria depois de ser citado pelo chefe da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, em depoimento à CPI da Covid. Murillo disse que Carlos participou de uma reunião com representantes da empresa em 7 de dezembro de 2020 no Palácio do Planalto.

Pessoas próximas a Carluxo dizem que ele soltou uma série de palavrões quando ouviu seu nome na CPI. O filho 02 do presidente já havia sido acusado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de participar de um gabinete paralelo no governo para tratar da covid-19, inclusive, vacinas.

Carlos Bolsonaro entrou na reunião entre o então secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, e representantes da Pfizer na companhia de Filipe Martins, assessor especial para assuntos internacionais do presidente. Carluxo ficou pouco tempo. Martins, que é investigado por ter feito um gesto obsceno em sessão do Senado, ficou até o final.

Disse Murillo: “Após, aproximadamente, uma hora de reunião, Fabio (Wajngarten) recebeu uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois, entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião. Carlos ficou brevemente na reunião e saiu da sala. Filipe Garcia Martins ainda permaneceu na reunião”.

Todas as informações sobre a reunião da qual Carlos Bolsonaro participou foi repassada a Murillo por Shirley Meschke, diretora da Pfizer. A conversa foi para discutir a possibilidade de o governo brasileiro fechar a compra de vacinas do laboratório contra o novo coronavírus. O governo, porém, não deu importância ao assunto. A compra do imunizante só foi fechada neste ano.

*Vicente Nunes/Correio Braziliense

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Vídeo: CPI da Covid revelou hoje que Carlos Bolsonaro participou da reunião com a Pfizer

Então, fica assim. O Brasil sem vacina, com uma pequena parcela da população vacinada com a 1ª dose, metade dessa parcela vacinada com a 2ª dose, o que totaliza aproximadamente 18%.

O Brasil, segundo a Fiocruz, corre um enorme risco de ser atingido por uma 3ª onda da covid. Soma-se a essa tragédia, o fato de Carlos Bolsonaro, o “vereador federal” do Rio de Janeiro, que não sai de Brasília, participar da reunião de negociação da compra da vacina da Pfizer, dentre diversas outras reuniões de ministérios que não lhe dizem o menor respeito. Soma-se ainda mais um fato, o de Pazuello pedir ao STF, através da AGU, para ficar mudo em seu depoimento na CPI do genocídio que está marcada para o dia 19 próximo, justo ele que carrega nos ombros boa parte da culpa pela tragédia sanitária porque passa o Brasil com 430 mil mortes por covid. Pronto, o caos está perfeito e o Brasil totalmente à deriva.

Assista:

*Da redação

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Governo Bolsonaro rejeitou cinco ofertas de vacina em 2020; veja as propostas

Executivo da Pfizer diz em depoimento que governo não respondeu aos primeiros contatos da farmacêutica em agosto do ano passado.

Segundo O Globo, o gerente-geral da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, afirmou à CPI da Covid no Senado que o governo brasileiro não respondeu às propostas de contrato da compra de vacinas, sendo a primeira delas feita em agosto de 2020. Se o Brasil tivesse negociado com a Pfizer a aquisição dos imunizantes em agosto de 2020, o país poderia ter recebido 4,5 milhões de doses a mais de vacinas contra a Covid-19 ate março deste ano.

Propostas apresentadas ao governo brasileiro

Murillo contou à CPI da Covid que a farmacêutica fez cinco ofertas de vacinas contra o novo coronavírus no ano passado ao governo federal. De acordo com o executivo, os contatos começaram em maio e, em agosto, foi apresentada a primeira proposta, de 30 milhões de doses, e outra de 70 milhões de doses.

Primeira proposta: 14 de agosto

A Pfizer ofereceu 30 ou 70 milhões de doses de vacina ao governo. Os dois contratos previam a entrega de 500 mil doses ainda em 2020, 1,5 milhão no primeiro trimestre deste ano e 5 milhões no segundo trimestre.

Na proposta de 30 milhões, o governo receberia ainda 14 milhões no terceiro trimestre deste ano e outras 9 milhões entre outubro e novembro.

Caso o contrato de 70 milhões fosse levado a diante, o número de doses nos terceiro e quarto trimeste seria maior: 33 milhões (entre julho e setembro) e 30 milhões (entre outubro e dezembro).

Segunda proposta: 18 de agosto

O governo federal não respondeu ao primeiro contato com a farmacêutica. No segundo contato, a Pfizer ofereceu a entrega de 1,5 milhão de doses ainda em 2020, aumentando a previsão de entrega no ano passado. A empresa manteve a opção ao governo de adquirir, no total, 30 ou 70 milhões de vacinas, como no contato anterior.

Terceira proposta: 26 de agosto

No terceiro contato com o governo, a Pfizer voltou a oferecer 30 e 70 milhões de doses ao governo, com previsão de entrega até o fim de dezembro de 2021. A proposta também incluia 1,5 milhão de doses ainda em 2020.

– A proposta de 26 de agosto tinha validade de 15 dias. Passados 15 dias, o governo não rejeitou e nem aceitou a oferta – disse Murillo à CPI.

Quarta e quinta proposta: 11 e 24 de novembro

Em novembro, após as tentativas frustradas de agosto, houve duas novas ofertas de 70 milhões, das quais 2,5 milhões seriam no primeiro trimestre de 2021 e 6,5 milhões no segundo.

O executivo da Pfizer disse que o Brasil não respondeu a oferta de vacinas em agosto. Ele também discordou da avaliação feita pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello que justificou não ter fechado acordo em razão da cláusulas “leoninas”. Afirmou ainda que são os mesmos termos dos acordos firmados com mais de 100 países.

— Nossa oferta de 26 de agosto tinha, como era vinculante e estávamos nesse processo com todos os governos, tinha validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou a oferta — disse o executivo.

Proposta aceita pela governo: 15 de fevereiro

Em 2021, a Pfizer fez nova oferta em 15 de fevereiro. Desta vez, a empresa propõs um contrato para a entrega de 100 milhões de doses, 8,7 milhões no segundo trimestre. Houve uma repactuação em março, que aumentou o total dos meses de abril, maio e junho para 14 milhões.

Há ainda um segundo contrato, de mais 100 milhões de doses, previstas inicialmente para o terceiro trimestre — 30 milhões — e quarto — 70 milhões. O executivo da Pfizer disse que, em razão da logística, após conversa com o Ministério da Saúde, houve uma mudança e tudo será entregue apenas no quarto trimestre.

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Política

PM do RJ decide que Queiroz está ‘apto’ a voltar a andar armado

Documento mostra que junta médica concluiu na última terça-feira inspeção do PM reformado, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Segundo matéria publicada pela Veja, denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (Republicanos-RJ) no esquema das rachadinhas do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa fluminense, enquanto o Zero Um era deputado estadual, o policial militar reformado Fabrício José Carlos de Queiroz pode voltar a andar armado muito em breve.

Uma inspeção feita na última terça-feira, 11, por uma junta médica da Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu que Queiroz, subtenente da reserva da PM, está “apto ao porte de arma”, conforme mostra documento a que VEJA teve acesso (veja abaixo, clique para ampliar), enviado ontem para publicação no boletim da polícia pelo responsável pela Diretoria Médico Pericial (DMP) da PM, tenente coronel Cláudio Duarte Pasqualette Martins.

Em 3 de maio, o ex-assessor de Flávio havia sido apresentado para “inspeção de saúde, para fins de aquisição de arma de fogo” por meio de um despacho do tenente coronel Joel de Oliveira Suhett Filho, diretor Interino de Veteranos e Pensionistas da corporação. O pedido de Queiroz para adquirir uma arma foi noticiado pela CNN na última semana.

Documento Cortado

O PM reformado, que chegou a ser preso preventivamente no âmbito da apuração das rachadinhas, é investigado pelo MP do Rio pela morte do técnico em refrigeração Anderson Rosa de Souza, de 29 anos, durante uma incursão policial na Cidade de Deus, na noite de 15 de maio de 2003.

À época, Fabrício Queiroz era lotado no 18º Batalhão, em Jacarepaguá, na Zona Oeste carioca. Na incursão que terminou com a morte de Souza, Queiroz estava acompanhado pelo ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano morto pela polícia na Bahia em janeiro de 2020. Ambos registraram o caso na delegacia como “auto de resistência”, ou seja, quando o policial atira e mata para se defender. Como mostrou VEJA em março, um laudo da investigação levanta a suspeita de execução do morador da Cidade de Deus, que não tinha antecedentes criminais e era pai de dois filhos.

Ao decretar a prisão de Fabrício Queiroz na Operação Anjo, em junho de 2020, por risco de obstrução às apurações sobre as rachadinhas, o juiz Flávio Itabaiana considerou o que viu como “alta periculosidade” do ex-PM e citou suposta “influência sobre milicianos do Estado do Rio de Janeiro”, apontada pelo Ministério Público fluminense. Em agosto, Queiroz acabou sendo solto por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e enviado à prisão domiciliar, que foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em março.

Fabrício Queiroz falou brevemente a VEJA na última segunda-feira, 10, quando procurado para comentar o parecer do procurador-geral da República, Augusto Aras, de não abrir investigação contra o presidente Jair Bolsonaro pelo caso dos cheques depositados por Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O PM reformado, que não tem falado com jornalistas desde que deixou a prisão, respondeu primeiramente que não comentaria, mas depois criticou a cobertura da imprensa ao episódio e deu aval à explicação de Bolsonaro para a origem dos depósitos. “O presidente já falou o que era. Quando respondeu a primeira vez, ele falou o que foi. É que vocês estão de sacanagem e não falam. Ele falou ‘era isso e teve outras vezes’, acabou”, disse.

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