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Economia

PIB cresce 1,4% no primeiro trimestre de 2025

No primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,4% frente ao quarto trimestre de 2024, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, o destaque foi a Agropecuária (12,2%). Também houve alta nos Serviços (0,3%) enquanto a Indústria (-0,1%) não mostrou variação significativa.

O PIB totalizou R$ 3,0 trilhões no primeiro trimestre de 2025, sendo R$ 2,6 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 431,1 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No mesmo período, a taxa de investimento foi de 17,8% do PIB, acima dos 16,7% do primeiro trimestre de 2024. Já a taxa de poupança foi de 16,3%, superando os 15,5% do mesmo trimestre de 2024.

Em relação ao 1º trimestre de 2024, o PIB avançou 2,9%, com crescimento na Agropecuária (10,2%), na Indústria (2,4%) e nos Serviços (2,1%).

PIB cresce 1,4% ante o quarto trimestre de 2024

No primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,4% frente ao quarto trimestre de 2024, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, destaca-se o crescimento da Agropecuária (12,2%). Também houve alta nos Serviços (0,3%), enquanto a Indústria (-0,1%) ficou estável.

Entre as atividades industriais, houve queda nas Indústrias de Transformação (-1,0%) e na Construção (-0,8%). Já a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) e as Indústrias Extrativas (2,1%) tiveram desempenho positivo.

Nas atividades de Serviços, houve crescimento em Informação e comunicação (3,0%), Outras atividades de serviços (0,8%), Atividades imobiliárias (0,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,6%) e Comércio (0,3%). Houve estabilidade em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,1%) e queda em Transporte, armazenagem e correio (-0,6%).

A Despesa de Consumo das Famílias (1,0%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,1%) cresceram, enquanto a Despesa de Consumo do Governo (0,1%) registrou estabilidade.

No setor externo, tanto as Exportações de Bens e Serviços (2,9%) quanto as Importações de Bens e Serviços (5,9%) cresceram, ambas em relação ao quarto trimestre de 2024.

PIB cresce 2,9% frente ao 1º trimestre de 2024

Comparado a igual período de 2024, o PIB teve crescimento de 2,9% no primeiro trimestre de 2025. O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 2,9% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram em 2,9%.

A Agropecuária cresceu 10,2% em relação a igual período de 2024, principalmente, pelo bom desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre e pela produtividade. No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado em maio pelo IBGE, entre os produtos com safra no 1º trimestre e crescimento na estimativa de produção anual, destacam-se: soja (13,3%), milho (11,8%), arroz (12,2%) e fumo (25,2%).

Na mesma comparação, a Indústria cresceu 2,4% e a Construção (3,4%) teve a sexta alta consecutiva, corroborada pelo aumento da ocupação na atividade e na produção dos insumos típicos. A seguir, veio a Indústria de Transformação (2,8%), puxada principalmente por máquinas e equipamentos, metalurgia, além de produtos químicos e farmacêuticos. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos avançou 1,6%, puxada pelo consumo residencial. Já as Indústrias Extrativas (0,2%) registraram estabilidade, tendo sua variação positiva advinda da alta da extração de petróleo e gás, porém com efeitos mitigados pela queda na extração de minério de ferro.

O valor adicionado dos Serviços cresceu 2,1% ante o mesmo período do ano anterior. Todas as atividades apresentaram alta: Informação e comunicação (6,9%), Atividades Imobiliárias (2,8%), Outras atividades de serviços (2,5%), Comércio (2,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%), Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

No primeiro trimestre de 2025, a Despesa de Consumo das Famílias cresceu 2,6%, influenciado pelo aumento na massa salarial real, no aumento do crédito disponível, apesar dos juros maiores. A Despesa de Consumo do Governo (1,1%) também apresentou elevação em relação ao primeiro trimestre de 2024.

A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 9,1% no primeiro trimestre de 2025, quinta alta nessa comparação, tendo obtido taxas 10,8% e 9,4% no terceiro e quarto trimestres de 2024. O desempenho foi puxado pelo crescimento da atividade de Construção, da produção nacional e importações de bens de capital, com destaque para importação de plataforma de petróleo, além da alta no desenvolvimento de softwares.

As Exportações de Bens e Serviços cresceram 1,2%, enquanto as Importações avançaram 14,0% no primeiro trimestre de 2025. Nas exportações de bens, as maiores contribuições vieram de veículos automotores; agropecuária; papel e celulose; e derivados do petróleo. Nas importações de bens, a alta se deu principalmente por: outros equipamentos de transporte; máquinas e aparelhos elétricos; produtos químicos; e máquinas e equipamentos.

PIB acumula alta de 3,5% em quatro trimestres, frente ao mesmo período de 2024

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2025 cresceu 3,5% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou dos avanços de 3,2% do Valor Adicionado a preços básicos e de 5,2% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado nesta comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (1,8%), Indústria (3,1%) e Serviços (3,3%).

As atividades industriais com crescimento nessa comparação foram Construção (4,6%), Indústria da Transformação (4,0%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (2,4%) apresentaram crescimento. Já as Indústrias Extrativas (-0,8%) recuaram.

Todas as atividades de Serviços tiveram resultados positivos: Informação e comunicação (6,6%), Outras atividades de serviços (4,6%), Comércio (3,6%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,4%), Atividades imobiliárias (3,1%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,3%).

O Consumo das Famílias, o Consumo do Governo e a Formação Bruta de Capital Fixo cresceram 4,2%, 1,2% e 8,8%, respectivamente. Já as Exportações de Bens e Serviços cresceram 1,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços apresentaram elevação de 15,6%.

*Fonte: IBGE

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Política

Lula sanciona política de proteção às pessoas com albinismo

Nova lei garante atendimento especializado e ações de saúde pública para quem vive com a condição genética.

O presidente Lula sancionou a Lei 15140/2025, publicada nesta quinta (29), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo. A lei busca garantir visibilidade a esse grupo e ampliar o acesso a políticas públicas de saúde, hoje restrito ou inexistente em muitas regiões do país.

A lei estabelece diretrizes para o atendimento integral à saúde de pessoas com albinismo, condição genética rara caracterizada pela ausência ou pela baixa produção de melanina. O pigmento é responsável pela coloração da pele, cabelos e olhos, e atua como proteção natural contra a radiação solar, de acordo com o Congresso em Foco.

O veto a um trecho do projeto foi orientado pelo Ministério da Saúde, alegando que “Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição contraria o interesse público, ao desconsiderar a existência de instância técnica que possui a competência para a avaliação da efetividade e da segurança de novos procedimentos para os usuários do Sistema Único de Saúde”.

Com isso, os demais mecanismos da lei já ganham efeito, salvo este, que deverá ser submetido à apreciação pelo Congresso Nacional.

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Política

PGR avalia pedir prisão preventiva de Bolsonaro ao STF por obstruir Justiça

O ex-presidente ligou para o senador Mourão para acertar “pontos do depoimento” do general na ação penal no STF pela tentativa de golpe, o que pode ser considerado obstrução.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se encrencou de vez após telefonar ao senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) pouco antes do depoimento do general da reserva como testemunha na ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a tentativa de golpe de Estado.

Mourão revelou ao site Metrópoles que, na semana passada, Bolsonaro lhe telefonou e pediu para ele “ressaltar ao STF alguns pontos” que o mesmo considerava importante.

Nesta semana, diante da repercussão negativa, o senador ligou para o veículo para dizer que os dois conversaram apenas sobre assuntos “genéricos”.

Agora, o procurador-geral Paulo Gonet avalia a hipótese de um pedido de prisão preventiva do ex-presidente à Primeira Turma do Supremo pelo crime de obstrução de Justiça.

Leia mais: Para proteger ação penal, Moraes mantém prisão do general Braga Netto

Ex-ministro da Defesa de Bolsonaro e candidato a vice na chapa dele que concorreu à eleição presidencial de 2022, o general Braga Netto continua preso por tentar obstruir as apurações e acessar conteúdos sigilosos da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

Diante da nova situação, os ministros da Primeira Turma do STF também avaliam convocar Mourão para retornar e esclarecer o conteúdo da ligação telefônica com o ex-presidente, pois não está descartada a hipótese de obstrução de Justiça.

Bolsonaro é réu na ação penal que está em andamento no STF e ainda vai depor. Antes, ele pode prestar informações na Polícia Federal (PF) para dar explicações sobre essa ligação.

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Política

A ameaça de Lira ao governo Lula após deixar a presidência da Câmara

Apesar de não comandar mais a Casa, deputado vai usar projeto de peso. do governo para promover chantagem.

Mesmo fora da presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) segue atuando como uma das principais pedras no sapato do governo Lula. Relator do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais, Lira agora ameaça travar a proposta – uma das principais vitrines do Planalto – caso não sejam incluídas compensações financeiras para estados e municípios.

A declaração veio após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (28).

“Não é justo que Estados e municípios arquem com essa despesa. Se houver a perspectiva de perda de receita, não terá apoio nem na Câmara, nem no Senado”, afirmou Lira, em tom de ultimato.

A fala soa como uma chantagem política, já que o projeto tem forte apelo popular. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado em janeiro, aponta que 67% dos brasileiros apoiam a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Outros dois estudos, da AtlasIntel e do Datafolha, confirmam essa tendência: 82% e 70% dos entrevistados, respectivamente, são favoráveis à medida. A proposta também é vista como um instrumento importante para aliviar a carga tributária da classe média e estimular a economia.

Relatoria virou instrumento de pressão
Apesar disso, Lira – que ocupa a relatoria por indicação do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) – ameaça adiar ou desfigurar a proposta caso não obtenha contrapartidas. Em abril, a escolha de Lira como relator chegou a ser celebrada por interlocutores do governo, que viam na sua articulação uma possibilidade de aprovação mais célere do texto, ainda que com alterações.

Entretanto, desde o início de maio, Lira vem sinalizando que pode mexer também na parte que prevê aumento da taxação sobre os super-ricos – justamente a contrapartida fiscal pensada para viabilizar a isenção. Segundo o deputado, “medidas compensatórias alternativas” poderão ser incluídas no lugar da tributação de rendas acima de R$ 600 mil por ano, sob o argumento de que a população brasileira já sofre com a alta carga tributária sobre o consumo.

Centrão em ofensiva contra o Planalto
A ameaça de Lira se soma a uma série de movimentações do Centrão contra o Executivo. Em meio a projetos de interesse do governo e com as eleições de 2026 no horizonte, o ex-presidente da Câmara parece disposto a usar sua influência para pressionar o Planalto. De acordo com a Forum, a relatoria do IR, longe de ser apenas uma função técnica, se transformou num novo instrumento de barganha.

Com previsão de apresentação do relatório em 27 de junho, o governo agora corre contra o tempo para garantir que o texto não seja esvaziado.

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Política

Governo Lula lançará programa que revolucionará o SUS

O presidente Lula (PT) lançará nesta sexta-feira (30), com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o programa com que o governo pretende revolucionar o atendimento do SUS, enfrentando especialmente o problema das filas para acesso a especialistas e a tratamentos contra doenças graves, como o câncer. Lula assinará uma medida provisória que ampliará a parceria com instituições privadas, como as Santas Casas, permitindo inclusive a permuta de dívidas federais por atendimentos.

“Este programa, cujo nome ainda não posso revelar, vai ser uma revolução no Sistema SUS. Vamos zerar estas filas ampliando o atendimento através de instituições privadas de saúde que devem ao Estado, e de planos de saúde que precisam ressarcir o SUS pelo atendimento a seus segurados. Vamos identificar o tamanho das filas para todos os procedimentos, como exames, cirurgias e tratamentos complexos como quimioterapia e radioterapia. Para estes últimos, estamos propondo duplicar o tempo de uso dos equipamentos. Vai ser um novo momento no SUS “, garante o secretário.

Ele explicou que a MP reformula o programa “Mais Acesso a Especialistas”, lançado pela ex-ministra Nísia Trindade, ampliando parcerias com o setor privado para agilizar exames e procedimentos em troca de abatimento de dívidas tributárias.

Instituições que devem ao governo, como as Santas Casas de Misericórdia, poderão amortizar dívidas com atendimentos, saindo da inadimplência que hoje impede o funcionamento de muitas delas e de instituições similares. As dívidas das Santas Casas são estimadas em cerca de R$ 10 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 7 bilhões correspondem a empréstimos contraídos junto à Caixa Econômica Federal, enquanto o restante está distribuído entre outros bancos , fornecedores e tributos federais.

Os planos de saúde também entrarão no mutirão, trocando atendimentos pelas dívidas que têm para com o SUS. As operadoras brasileiras têm a obrigação legal de ressarcir o SUS pelos atendimentos prestados a seus segurados, conforme estabelecido pelo artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Geralmente o segurado é levado a um hospital do SUS em caso de acidentes, emergências, partos e outras situações.

Até 2022, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avaliava em R$ 10,3 bilhões o ressarcimento devido por atendimentos realizados entre 2012 e 2022. Deste montante, as operadoras teriam pago R$ 4,18 bilhões e teriam parcelado o pagamento de R$ 819 milhões e obtido a suspensão judicial de R$ 941 milhões. O restante encontra-se ainda em análise administrativa.

Com estes acordos, o governo espera aumentar o orçamento do programa “Mais especialistas”, que agora terá outro nome, dos atuais R$ 2,4 bilhões para um valor que pode variar de R$ 4 bilhões a R$ 10 bilhões. Com a conversão das dívidas, o governo espera agregar um valor (em atendimentos) de R$ 2,7 bilhões. Emendas parlamentares também reforçarão o programa.

Para zerar as filas de atendimento que se constituem numa das maiores queixas da população, o governo planeja realizar, através da rede ampliada, uma verdadeira “blitz saúde”, proporcionando em grande escala atendimento presencial, exames, telemedicina, maior oferta de ginecologia e outras especialidades, além de painéis públicos de transparência sobre tempo de espera.

Enormes dificuldades são enfrentadas pelos que buscam tratamentos contra o câncer. Há filas para se fazer exames de imagem, como tomografias e ressonâncias, e quando isso é conseguido, há falta de vagas para quimioterapia e radioterapia.

As cirurgias eletivas são outro gargalo enfrentado pela população que depende do SUS. Em 2024, mais de 1,3 milhão de brasileiros aguardavam por esses procedimentos, representando um aumento de 26% em relação ao ano anterior. No início do atual governo, a ex-ministra Nísia lançou o Programa Nacional de Redução das Filas (PNRF), para o qual o presidente Lula garantiu uma verba orçamentária especial de R$ 600 milhões. Isso permitiu a realização de 666.839 cirurgias entre fevereiro e julho de 2024, com destaque para a região Sudeste, que realizou 34% do total, seguida pelas regiões Sul (29%) e Nordeste (25%). A fila, entretanto, continua existindo. As pessoas não param de adoecer.

Ceciliano enalteceu a iniciativa federal de reforçar o SUS em caráter emergencial, mas fez questão de destacar a necessidade de fiscalização rigorosa. Ele lembrou que situações de emergência anteriores demandaram estruturação legal cuidadosa: durante a pandemia, ele próprio orientou a Alerj a modelar juridicamente o financiamento de 1 mil leitos de UTI em hospitais privados, com aval do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público.

*Tereza Cruvinel/247

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Política

O Brasil arcaico, racista, escravocrata, misógino e patriarcal que agrediu Marina

Com as decisões das últimas semanas, deputados e senadores fizeram jus à pesquisa AtlasIntel de fevereiro passado que mostrou a baixíssima credibilidade do Congresso Nacional: 82% da população não confia neles.

Primeiro, 265 deputados assinaram requerimento para a votação em caráter de urgência do Projeto da Impunidade dos golpistas para livrar da cadeia Bolsonaro e comparsas civis e fardados, dentre eles ex-comandantes das Forças Armadas e ex-integrantes do Alto Comando do Exército.

Depois, em mais uma prova de desprezo pela legalidade, e com a assombrosa maioria de 315 deputados, quórum suficiente para mudar a Constituição, a Câmara aprovou uma resolução para trancar no STF o julgamento dos co-réus de Alexandre Ramagem na ação penal da trama golpista.

Não bastassem essas barbaridades, Suas Excelências decidiram ir ainda mais longe e criaram 18 novos mandatos na Câmara, que passará dos atuais 513 deputados para 531. A partir de agora, o céu será o limite: a cada perda de vagas dos estados em consequência do censo demográfico, aplicarão a fórmula mágica de aumentar a malta.

Entre emendas impositivas de cada deputado, mais salários, cotas de gabinete e auxílios, a ampliação representará um gasto adicional de R$ 4,5 bilhões de reais a cada legislatura. Afora, claro, o efeito cascata da medida para os legislativos estaduais e municipais.

Saltando de um grande absurdo a outro ainda maior, também nessas últimas semanas o Conselho de Ética da Câmara aprovou a cassação do deputado Glauber Braga.

O caso vai entrar na história dos maiores absurdos do Congresso Nacional, porque se sabe que esta cassação não tem fundamento legal; é um ato de vingança pessoal do ex-todo-poderoso chefão do esquema corrupto do orçamento secreto.

Qualquer ser humano dotado com a mínima razoabilidade duvidaria da possibilidade de algum parlamento de qualquer republiqueta do mundo descer ainda mais baixo no esgoto político.

Pura ilusão, no entanto. O Senado mostrou que no fundo do poço sempre tem uma pá, e que se pode cavar ainda mais fundo no abismo.

E então, em mais um ataque bárbaro ao que ainda resta do arcabouço jurídico-ambiental do Brasil, os predadores aprovaram o Projeto de Lei da Devastação, que cria uma realidade grave de insegurança social, humana, econômica e ambiental no país.

E, menos de uma semana depois, agindo como uma horda assassina com ânsia de dizimar toda e qualquer forma de civilidade e dignidade humana, os senadores patrocinaram uma sessão grotesca de agressão à ministra Marina Silva.

O ocorrido neste 27 de maio de 2025 entra para a história nacional como o dia da afirmação do Brasil arcaico, racista, escravocrata, misógino, machista e patriarcal.

O que se viu foi uma brutalidade horrorosa, com a prática de violência política de gênero descrita nos manuais de misoginia. Os “senhores do engenho”, expoentes do arcaísmo, atacaram Marina com fúria, como uma malta ensandecida.

Os covardes se deram mal, pois se depararam com uma mulher guerreira, imbuída do espírito dos animais e dos povos originários da Floresta, secularmente acostumados a resistir a agressores, predadores e facínoras.

A solidão da Marina em meio àquela matilha babando de raiva e ódio, que não foi socorrida e amparada por nenhuma liderança do governo no Senado, dignifica ainda mais a coragem e a têmpera desta lutadora imprescindível da luta pela vida dos seres humanos e da natureza.

O terrível nisso tudo é saber que este episódio não significa o ponto máximo da barbárie que este Congresso calhorda é capaz de produzir. Deputados e senadores –não só da ultradireita, mas inclusive da base do governo– sempre se superam nas práticas dantescas.

Diante de todos esses e de tantos outros descalabros, cabe perguntar: que Congresso é esse, que protege parlamentares homofóbicos, transfóbicos, agressores de mulheres, homicidas, corruptos, golpistas e depravadores da natureza, mas cassa deputado que defende a mãe ofendida por um fascista provocador do MBL?

Esse é o mesmo Congresso que preserva privilégios tributários, favores fiscais e regalias a empresas e igrejas fundamentalistas, mas resiste a acabar com a jornada 6×1 e reluta a taxar 144.200 super-ricos, os 0,06% que ganham mais de 1 milhão de reais, para compensar a isenção de 20 milhões de contribuintes que ganham até cinco mil reais por mês.

O Congresso brasileiro é uma instância capturada por maiorias eleitas através do poder do capital, do rentismo e sua mídia; pelo fundamentalismo religioso, pela força do arcaísmo agropecuário, do complexo policial-militar e outras forças reacionárias e conservadoras.

Nos últimos anos proliferaram no Congresso Nacional várias bancadas temáticas que reúnem o chorume fascista: do agro, da bíblia, da bola, da bala, do naciturno etc, que se unem no propósito de impedir avanços e de promover retrocessos humanos, econômicos, ambientais e civilizatórios.

Com as emendas impositivas e o orçamento secreto –idiossincrasia genuinamente brasileira que não existe em nenhum outro Parlamento do mundo, nem mesmo em sistemas parlamentaristas–, o Congresso institucionalizou a corrupção e o assalto aos orçamentos e aos fundos públicos da União.

Não é difícil entender porque a população sente nojo deste Congresso que enlameia a política e a imagem dos políticos. É um Congresso à imagem e semelhança das oligarquias dominantes do Brasil – patriarcais, escravocratas, misóginas, racistas e machistas.

*Do Blog de Jeferson Miola

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Mundo

Israel e EUA usam comida como isca para acelerar genocídio em Gaza, denuncia jurista

Para professor da FGV, resposta do mundo é lenta e insuficiente

O jurista e professor de Direito na Fundação Getulio Vargas (FGV) Salem Nasser criticou duramente a atuação de uma organização paramilitar que estaria controlando o acesso à ajuda humanitária à população palestina de Gaza, com apoio dos governos de Israel e dos Estados Unidos. Segundo ele, essa ONG criada recentemente estaria tomando alimentos e suprimentos arrecadados por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de uma “política concentrada em produzir esse resultado, que é expulsar o máximo de palestinos e matar os que não quiserem sair”.

“São cenas cotidianas desse enorme crime que está sendo cometido dia após dia. Hoje, a população de Gaza estaria concentrada em cerca de 20% do território por conta da promessa de ajuda humanitária, de comida. As pessoas estão com fome. Eles estão usando a ajuda humanitária para facilitar o cometimento do crime, usando a comida para facilitar o que eles querem cumprir como objetivo final. As pessoas estão sendo bombardeadas enquanto procuram comida. É um toque de crueldade a mais”, analisa, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O professor afirma que não há dúvidas de que, do ponto de vista do direito internacional, de que Israel está cometendo genocídio contra a população palestina de Gaza. “O mundo está permitindo não só a morte de crianças, mas os que são considerados os piores crimes na história da humanidade acontecerem nesses dias”, denuncia.

Mundo responde tarde demais
Representantes de 20 países estiveram em uma reunião presidida pelo Brasil neste domingo (25) em Madri, capital da Espanha, para discutir a criação do Estado da Palestina. O professor lembra que mais de 150 países já reconhecem a Palestina, inclusive o Brasil desde 2010, mas que o veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança impede a entrada como estado-membro da organização internacional.

Nasser destaca, no entanto, que os debates diplomáticos atuais são tardios e insuficientes diante da gravidade do que ocorre em Gaza. “A resposta do mundo é muito devagar. […] Enquanto eles discutem, Israel continua a fazer o que está fazendo”, diz. Para ele, só medidas concretas como sanções ou rompimento de relações diplomáticas dariam um sinal efetivo. “Não adianta ficar dando tempo para Israel cometer o seu genocídio.”

‘Não há caminho de volta’
Questionado sobre a declaração de Israel de que matou Mohammed Sinuar, líder do Hamas, Salem Nasser minimizou o impacto da ação. Para ele, o movimento já computou a perda simbólica de seus principais nomes e continua com sua base inspirada em resistência. “Eles não têm um caminho de volta. Para eles, só tem a opção de resistir ou morrer resistindo”, afirmou, destacando que muitos palestinos veem a morte na luta como uma forma de martírio.

*BdF

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Economia

Efeito Lula: Desemprego cai para 6,6% no trimestre encerrado em abril

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pnad Contínua divulgada nesta quarta-feira (29) pelo IBGE. O número representa um recuo em relação aos 7% do trimestre encerrado em março e estabilidade em relação aos três meses anteriores, quando a taxa foi de 6,5%.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, houve melhora: a taxa caiu 0,9 ponto percentual, já que estava em 7,5% naquele período. A população desocupada soma agora 7,3 milhões de pessoas, quase um milhão a menos que um ano antes.

Subutilização e renda têm leve melhora

A taxa de subutilização da força de trabalho recuou de 17,4% para 15,4% em um ano. Já o rendimento médio habitual cresceu 3,2% no mesmo período e chegou a R$ 3.426. Ambos os indicadores ficaram estáveis na comparação com o trimestre anterior, de acordo com o Congresso em Foco.

A informalidade atinge 37,9% da população ocupada, o equivalente a 39,2 milhões de pessoas, levemente abaixo do patamar anterior. O número de desalentados, que são aqueles que desistiram de procurar trabalho, também caiu e está em 3,1 milhões.

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Chico Buarque e outras figuras públicas criam petição pedindo a Lula o rompimento com Israel

No domingo, 25, Lula voltou a chamar a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza de ‘genocídio’ e ‘vingança’, após ataque aéreo matar 9 filhos da médica palestina Alaa Al-Naijar.

Nesta quarta-feira, 28, artistas, lideranças políticas e representantes de movimentos sociais assinaram uma carta aberta dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitando que o Brasil encerre suas relações diplomáticas e comerciais com Israel.

O texto justifica o apelo com base no ‘genocídio em Gaza‘.

Além de Chico Buarque, a carta é assinada por Chico Diaz, Manuela D’Ávila, Giovanna Nader, Gregorio Duvivier, Vladimir Safatle, Emir Sader e Paulo Sérgio Pinheiro.

O documento destaca que, nos últimos meses, tem havido uma escalada na violência exercida pelo Estado sionista de Israel contra a população civil palestina.

Além disso, a carta menciona o ‘bloqueio desumano e cruel’ que coloca em risco a vida de 2,3 milhões de pessoas em Gaza — incluindo 14 mil bebês em iminente perigo de morte — como uma das razões para exigir medidas contra Israel.

israel

Movimentos sociais pedem que Lula rompa com Israel
No domingo, 25, o presidente Lula voltou a classificar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza como ‘genocídio’ e ‘vingança’, após um ataque aéreo matar nove filhos da médica palestina Alaa Al-Naijar.

Em fevereiro de 2024, em meio às tensões diplomáticas, Netanyahu declarou Lula ‘persona non grata’ após o presidente comparar as ações de Israel em Gaza ao Holocausto nazista.

A petição destaca que o Brasil continua exportando petróleo ao governo de Benjamin Netanyahu e mantém negociações comerciais envolvendo a compra e venda de equipamentos militares com Israel e suas empresas.

O documento também recebeu o apoio de movimentos sociais, sindicatos, parlamentares estaduais e federais, vereadores e organizações da comunidade árabe.

Entre os signatários estão Guilherme Boulos, Luiza Erundina e Sâmia Bomfim, todos do PSOL-SP, além de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Associação Islâmica de São Paulo.

No texto, os autores afirmam: ‘É hora de nosso país dar o exemplo no cumprimento do direito internacional. […] É indispensável que o Brasil se una às nações que já impuseram sanções ao regime israelense”.

*ICL

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Mercenários abrem fogo contra palestinos famintos colocados em jaulas para receber “comida”

Mecernários contratados por “israel” e Estados Unidos para distribuir “comida” (ração) abrem fogo contra palestinos famintos em Gaza.

O primeiro dia de distribuição de ração para palestinos famintos pela empresa fantasma Gaza Humanitarian Foundation terminou com palestinos fuzilados por mercenários e soldados israelenses.

O centro de distribuição de “ajuda humanitária” recém-criado, apoiado pelos EUA em Rafah, desabou na terça-feira depois que palestinos — famintos e esperando por horas sob o sol — correram para o local em busca de comida.

Fontes indicam que tanto empresas de segurança privada dos EUA quanto forças israelenses dispararam “tiros de advertência” contra palestinos.

Fotos divulgadas hoje mostram palestinos amontoados em cercados de metal onde foram mantidos por horas sob intenso calor, sem um sistema claro de distribuição de alimentos.

O centro de ajuda é um dos dois inaugurados na terça-feira sob um controverso mecanismo EUA-“israel” que ignora as agências da ONU e denunciado por organizações humanitários como tática para limpeza étnica de Gaza.

O que sabemos: — Uma fonte de “segurança” descreveu a cena à imprensa israelense como uma “turba de Gaza” que entrou em uma “área estéril”, dizendo que as forças americanas recuaram e atiraram para o ar, alegando que “nenhum bem foi saqueado”.

O Canal 12 israelense também relatou que helicópteros do exército israelense abriram fogo e que funcionários da empresa americana fugiram depois que a multidão “atacou o equipamento humanitário”.

A superlotação e a falta de organização levaram a cenas de desespero, disseram palestinos, descrevendo o local como uma jaula sob controle armado.

A maioria percorreu pelo menos 15 quilômetros para chegar ao local, a pé ou em carroça puxada por burros. História em desenvolvimento. Veja vídeo ao lado.

*Fepal

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