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‘Flávio Bolsonaro se enrolou na própria mentira’, diz advogado e cientista político

Jorge Folena avalia que candidatura do bolsonarista seguirá, mas com muitas dificuldades porque perdeu a credibilidade

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19) indica impacto das revelações sobre as relações do Banco Master na candidatura de Flávio Boslonaro (PL). O senador teve queda de seis pontos percentuais, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como vitorioso no primeiro e segundo turno.

O petista aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% do senador do PL. Na pesquisa anterior, realizada em abril, Flávio tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%.

Para o advogado e cientista político Jorge Folena, os recentes resultados mostram o impacto das revelações do envolvimento do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. O especialista destaca também que a jogada de ficar voltando atrás nas declarações também acaba prejudicando a imagem dele. “A queda é consequência do envolvimento dele e de sua família com um criminoso, que é o Daniel Vorcaro. E isso produziu um efeito grande porque ele mentiu. Mentiu para os repórteres quando foi indagado e depois teve que reconhecer que a voz era dele. Ou seja, um mentiroso. Depois ele foi dizer que o dinheiro do Vorcaro era privado, que o negócio dele não era pedir dinheiro da Lei Rouanet. Só que é um dinheiro fraudado. O Vorcaro gerou um prejuízo a milhares de correntistas, aposentados e pensionistas, e eu diria que até à Receita Federal. O dinheiro é público proveniente de fraudes. Flávio Bolsonaro se enrolou na própria mentira”, afirmou em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A família Bolsonaro vai tentar sustentar a candidatura de Flávio, porque eles não têm opção e ele expressa a representação do fascismo brasileiro. “A candidatura está chamuscada. Vai ter apoio? Vai. Mas daqueles que são adeptos do fascismo brasileiro. Com mentira e sem proposta, porque vamos lembrar que, até o momento, Flávio não apresentou o que pretende fazer caso vença a presidência. As pessoas vão votar nele por uma opção fascista”, avalia Folena.

O cientista político também destaca um dado que considera importante: o fato de que 95% das pessoas tomaram contato com a reportagem jornalística que trouxe a revelação do envolvimento de Flávio e Vorcaro. “Mesmo com as dificuldades que os meios de comunicação tradicional impõem para proteger Flávio Bolsonaro não puderam esconder, até porque o próprio Flávio admitiu. E que bom que as pessoas puderam ter contato para formar juízo”, afirma.

*BdF


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Desespero: Após queda nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro vai ao TSE para suspender pesquisa AtlasIntel

Parlamentar afirma que questão induziu os entrevistados a associá-lo a uma percepção negativa; CEO do instituto nega

A pré-campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo, de forma liminar, a suspensão da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (19).

A equipe do parlamentar argumentou que o instituto teria induzido os entrevistados a associar o senador Flávio Bolsonaro a uma percepção negativa ao reproduzir um áudio da conversa entre ele e o empresário Daniel Vorcaro antes das perguntas. A gravação foi divulgada na semana passada pelo Intercept Brasil e mostra o senador pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para a produção do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a coordenação jurídica responsável pela ação, o método utilizado comprometeu a imparcialidade do levantamento ao apresentar o conteúdo da conversa antes da coleta das respostas. “O pedido afirma que o instrumento não apenas mediu a opinião dos eleitores, mas apresentou estímulos capazes de influenciar a percepção do entrevistado antes de perguntas sobre imagem, rejeição e viabilidade eleitoral”, disse a pré-campanha de Flávio em nota.

No entanto, o CEO da Atlas, Andrei Roman, afirmou que a gravação não teve impacto nos cenários eleitorais testados. “O áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e, portanto, não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil, mas a nível global”, declarou em publicação no X.

A pesquisa
A pesquisa mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O destaque do levantamento é a queda de seis pontos percentuais de Flávio em um eventual segundo turno contra Lula.

Agora, o petista aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 41,8% do senador do PL. Na rodada anterior, realizada em abril, antes da divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, o parlamentar tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%, o que indica uma oscilação negativa de seis pontos para o senador.

As conversas vazadas entre Flávio e Vorcaro também fizeram crescer a percepção de que aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são os principais envolvidos no esquema de fraudes financeiras do Banco Master.

A pesquisa mostra que 43,3% dos entrevistados apontam os aliados de Bolsonaro como os mais envolvidos no caso. O índice representa uma alta de 15 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado em março, quando esse grupo era citado por 28,3%, e as mensagens entre Vorcaro e Flávio ainda não tinham se tornado públicas. No mesmo período, caiu a parcela que atribui maior envolvimento a aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saindo de 39,5% para 32,8%.

Entre os entrevistados que afirmaram ter conhecimento do vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, 51,7% disseram ver indícios de envolvimento direto do senador no escândalo do Banco Master. Outros 33,3% avaliaram que as conversas mostram uma tentativa legítima de obter apoio financeiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Já 12,1% disseram enxergar apenas uma relação de proximidade entre Flávio e o dono do banco, sem comprovação de ilegalidade.

*BdF


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Política

No dos outros…: Direita apresenta proposta que amplia jornada para 52 horas e adia fim da 6×1

Texto apoiado por 176 deputados flexibiliza regras trabalhistas, amplia poder patronal e empurra redução da jornada por uma década

Uma emenda apresentada por parlamentares do Centrão e da extrema direita à PEC do fim da escala 6×1 transformou a proposta original de redução da jornada de trabalho em um texto que amplia possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia a implementação das mudanças por dez anos.

A proposta foi protocolada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados, cinco acima do mínimo necessário para apresentação formal da emenda.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta estão alguns dos principais nomes da extrema direita no Congresso Nacional, como Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem, Caroline de Toni, Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Mario Frias, Rosangela Moro, Zé Trovão, Marco Feliciano e Júlia Zanatta.

Na prática, o texto altera completamente o espírito da PEC 221/2019, que originalmente previa redução gradual da jornada semanal para 36 horas. Em vez de reduzir a carga horária, a emenda cria mecanismos para ampliação de jornada, flexibilização de direitos e fortalecimento do poder de negociação patronal.

A primeira mudança significativa é a troca da meta original da PEC. O texto inicial previa redução gradual para 36 horas semanais. A emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas. Parece detalhe técnico, mas representa quatro horas extras de trabalho por semana em relação ao texto original.

Além disso, a proposta cria um sistema de exceções praticamente ilimitado para atividades classificadas como essenciais. O texto afirma que setores ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Na prática, a exceção pode engolir a regra. O conceito de atividade essencial é amplo e dependerá de regulamentação futura por lei complementar.

O trecho mais polêmico está na autorização constitucional para que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30% acima do limite estabelecido na Constituição. Como a própria emenda fixa o teto geral em 40 horas semanais, a regra abre espaço para jornadas de 52 horas por semana.

O mecanismo funciona como uma espécie de constitucionalização permanente da flexibilização trabalhista. Na prática, mesmo com a promessa pública de redução da jornada, a proposta cria instrumentos para ampliação legal da carga horária.

O texto também amplia significativamente o alcance do chamado negociado sobre o legislado. A proposta determina que acordos individuais e instrumentos coletivos prevalecerão sobre normas legais e infralegais em temas como jornada de trabalho, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho, prontidão, trabalho intermitente e remuneração por produtividade.

Principais pontos da proposta
Cria brecha para jornadas de até 52 horas semanais
Adia implementação do fim da escala 6×1 por dez anos.
Troca meta original de 36 horas por 40 horas semanais.
Amplia poder de acordos individuais sobre direitos trabalhistas.
Permite flexibilizações sem necessidade de compensações ao trabalhador.
Mantém jornadas maiores para setores considerados essenciais.
Reduz encargos trabalhistas e cria benefícios fiscais para empresas.
Condiciona toda mudança futura à aprovação de lei complementar.
Na prática, a emenda amplia o poder de negociação das empresas em um país marcado por desemprego elevado, informalidade e fragilidade sindical. Especialistas ouvidos reservadamente pela reportagem avaliam que isso tende a aumentar a pressão sobre trabalhadores para aceitarem condições mais flexíveis de jornada.

Outro ponto que chamou atenção é que a proposta permite essas flexibilizações independentemente da estipulação de vantagens compensatórias. Em outras palavras, a empresa poderá negociar mudanças sensíveis sem necessariamente oferecer contrapartidas adicionais ao trabalhador.

A proposta também altera a forma de contagem da jornada. O texto determina que pausas, intervalos e períodos previstos em normas regulamentadoras não serão computados como jornada efetiva de trabalho.

Na prática, isso significa que trabalhadores poderão permanecer mais tempo dentro do ambiente profissional sem que esse período seja contabilizado integralmente na jornada semanal.

Além da flexibilização das regras trabalhistas, a emenda cria uma série de compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária de contribuições previdenciárias sobre novos vínculos empregatícios, redução de encargos ligados a riscos ambientais do trabalho e deduções tributárias sobre despesas com novos postos de trabalho.

A proposta transfere parte relevante do custo da transição para os cofres públicos. Enquanto trabalhadores terão flexibilização de direitos, empresas receberão benefícios tributários e redução de encargos.

O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Mesmo após esse prazo, a redução da jornada ainda dependerá da aprovação de uma lei complementar para regulamentação das regras de transição, metas de produtividade, fiscalização e impactos econômicos.

Na prática, o fim da escala 6×1 fica condicionado a duas etapas futuras: esperar dez anos e depois aprovar nova legislação complementar no Congresso. Parlamentares ligados à proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas.

Na justificativa da proposta, os deputados afirmam que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica. O texto também defende a necessidade de preservar a livre iniciativa e criar mecanismos para adaptação das empresas.

Lembrem-se destes nomes na eleição

Confira os parlamentares que assinaram a proposta:

  • Sérgio Turra (PP-RS)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • ]Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG)
  • Alberto Fraga (PL-DF)
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR)
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Cobalchini (MDB-SC)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Capitão Alden (PL-BA)
  • Juarez Costa (Republicanos-MT)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Alexandre Guimarães (MDB-TO)
  • Fernanda Pessoa (PSD-CE)
  • Rafael Simões (União Brasil-MG)
  • General Girão (PL-RN)
  • Coronel Ulysses (União Brasil-AC)
  • Mauricio do Vôlei (PL-MG)
  • Henderson Pinto (União Brasil-PA)
  • Sergio Souza (MDB-PR)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Tião Medeiros (PP-PR)
  • José Rocha (União Brasil-BA)
  • Jorge Goetten (Republicanos-SC)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Pastor Eurico (PSDB-PE)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Pezenti (MDB-SC)
  • Dr. Flávio (PL-RJ)
  • Messias Donato (União Brasil-ES)
  • Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
  • Adilson Barroso (PL-SP)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Luisa Canziani (União Brasil-PR)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Célio Silveira (MDB-GO)
  • Toninho Wandscheer (PP-PR)
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR)
  • Pastor Diniz (União Brasil-RR)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Chris Tonietto (PL-RJ)
  • Roberta Roma (PL-BA)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Felipe Francischini (Podemos-PR)
  • Beto Pereira (Republicanos-MS)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Lafayette de Andrada (PL-MG)
  • Padovani (PP-PR)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • ]Josivaldo JP (União Brasil-MA)
  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodolfo Nogueira (PL-MS)
  • Dilceu Sperafico (PP-PR)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Luiz Carlos Busato (União Brasil-RS)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Nelson Barbudo (Podemos-MT)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Aluisio Mendes (Republicanos-MA)
  • Fausto Jr. (União Brasil-AM)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • José Nelto (União Brasil-GO)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Marangoni (Podemos-SP)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Marussa Boldrin (Republicanos-GO)
  • Luiz Lima (Novo-RJ)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC)
  • Márcio Honaiser (Solidariedade-MA)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • João Carlos Bacelar (PL-BA)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP)
  • Eli Borges (Republicanos-TO)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Marcelo Moraes (PL-RS)
  • Ismael (PL-SC)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Geraldo Mendes (União Brasil-PR)
  • Paulo Litro (União Brasil-PR)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Antonio Andrade (PSDB-TO)
  • Beto Richa (PSDB-PR)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • AJ Albuquerque (PP-CE)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Paulo Azi (União Brasil-BA)
  • Diego Coronel (Republicanos-BA)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
  • Dr. Ismael Alexandrino (PSD-GO)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Magda Mofatto (PL-GO)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Filipe Martins (PL-TO)
  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Max Lemos (PDT-RJ)
  • Hildo Rocha (MDB-MA)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Murillo Gouvea (PSDB-RJ)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Luciano Vieira (PSDB-RJ)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Lucas Redecker (PSD-RS)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Gilberto Abramo (Republicanos-MG)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Bebeto (PP-RJ)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Adriano do Baldy (PP-GO)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Missionário José Olimpio (PL-SP)
  • Jorge Braz (Republicanos-RJ)
  • Julio Arcoverde (PP-PI)
  • Franciane Bayer (Republicanos-RS)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Delegado Fabio Costa (PP-AL)
  • João Maia (PP-RN)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Luiz Fernando Faria (União Brasil-MG)
  • Mario Frias (PL-SP)
  • Thiago Flores (União Brasil-RO)
  • Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ)
  • Zé Silva (União Brasil-MG)
  • Dr. Jaziel (PL-CE)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • Doutor Luizinho (PP-RJ)
  • Aline Gurgel (União Brasil-AP)
  • Claudio Cajado (PP-BA)
  • Rosangela Moro (PL-SP)
  • Rafael Fera (Podemos-RO)
  • Eunício Oliveira (MDB-CE)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Diego Andrade (PSD-MG)
  • Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Fabio Garcia (União Brasil-MT)
  • Jefferson Campos (PL-SP)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)

*Cleber Lourenço/ICL


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Política

Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro após sua primeira prisão

Senador teria visitado banqueiro em SP no fim de 2025 após primeira prisão pela PF, segundo apuração do Metrópoles

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por Flávio nesta terça-feira (19).

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (19), o senador admitiu a reunião e afirmou que o encontro ocorreu quando Vorcaro já estava sob uso de tornozeleira eletrônica, com o objetivo de “botar um ponto final na questão” relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o site, o encontro ocorreu na casa de Vorcaro em São Paulo depois que o ex-banqueiro foi liberado da prisão por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

Na esteira do caso “Dark Horse”, Flávio se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo e tratar de outros posicionamentos do grupo.

Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Desde então, Flávio vem tentando conter os danos para a pré-campanha e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

Na última sexta (15), o senador disse que poderia vazar informação sobre “algum encontro” entre ele e Vorcaro.

“Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

Na ocasião, ele disse que se encontrou pessoalmente “poucas vezes” com Vorcaro, todas para tratar da produção, e que o dono do Master ainda não era investigado.

O ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior. Segundo investigadores, ele tentava fugir do Brasil para evitar ser preso peloas fraudes no caso. A defesa do ex-banqueiro nega.

No dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central.

Dez dias depois da primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, foi detido novamente.

*Carolina Linhares e Isadora Albernaz/ICL


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Política

Flávio Bolsonaro e filme Dark Horse estariam na delação de Vorcaro e teriam função

Comentarista da GloboNews, revelou ter sido informado que os milhões repassados pelo dono do Master ao senador foram citados em sua delação premiada como sinal claro a um ministro do STF

Oescândalo Master ganhou um novo capítulo, aparentemente avassalador, na tarde desta segunda-feira (18). O jornalista e comentarista Octavio Guedes, da GloboNews, revelou uma reviravolta no caso que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo Guedes, a polêmica história do repasse de R$ 61 milhões ao parlamentar, sob o pretexto de financiar o filme Dark Horse, já consta formalmente na proposta de delação premiada do banqueiro.

A estratégia por trás da inclusão desse anexo, no entanto, vai muito além de uma mera confissão: trata-se de uma manobra política cirúrgica para encurralar o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça.

A “bomba”: xeque-mate no STF
Durante o programa Estúdio i, Octavio Guedes detalhou como a menção ao filho “zero um” de Jair Bolsonaro (PL) foi desenhada para criar um labirinto ético e político para Mendonça, magistrado que foi indicado à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sob a alcunha de “terrivelmente evangélico” e que é profundamente submisso ao clã.

“A informação que eu tenho é que o filme e o dinheiro dado a Flávio Bolsonaro constavam, ou constam, na proposta de delação do Vorcaro… Então, estava lá essa história do filme, e que isso foi visto como uma manobra pra constranger o ministro André Mendonça… Veja bem, o Ciro Nogueira não tinha as provas necessárias pra falar do Ciro Nogueira, não tem nada sobre o Alcolumbre, mas o Alcolumbre a gente não sabe se tem ou não, mas do Ciro com certeza deveria ter… E por que se preserva o Ciro e deixa o Flávio? Na leitura que se faz, essa seria uma forma de constranger o ministro André Mendonça a recusar uma delação porque… Se ele recusa, o André Mendonça, vão dizer ‘ó lá, é porque tá entregando o Flávio Bolsonaro’… Ele ficaria constrangido em recusar… O André Mendonça dizendo ‘não quero essa delação’, vão dizer ‘ah, ele não quer essa delação porque tem o Flávio Bolsonaro, porque você foi indicado pelo Bolsonaro’”, explicou Guedes.

Se aceitar a delação contendo Flávio Bolsonaro, Mendonça autoriza uma investigação que asfixia o clã que o alçou ao STF. Se recusá-la, mesmo que por critérios estritamente jurídicos ou falta de consistência, será imediatamente acusado pela opinião pública e pela oposição de agir como um escudo blindado para proteger o filho do ex-presidente.

PF já sabe mais do que o delator oferece
A manobra do banqueiro, contudo, esbarra no avanço das investigações da Polícia Federal, que já mapeou a rota financeira do Banco Master e as conexões de Vorcaro em Minas Gerais e Brasília. De acordo com o comentarista da GloboNews, o ministro do STF não deve ceder facilmente ao blefe.

“O André Mendonça sabe que o que foi oferecido não tem nem 10% do que ele já sabe pela Polícia Federal”, complementou o jornalista.

O escândalo dos R$ 61 milhões e o filme Dark Horse
Para além do xadrez jurídico, o cerne do esquema envolve uma teia que mistura o mercado financeiro, o submundo das fraudes bancárias e o entretenimento. Investigações anteriores, acompanhadas de perto pela Fórum, apontam que o repasse milionário de Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro foi mascarado por meio de contratos com a produtora do filme Dark Horse.

A empresa teria recebido, em sua conta e registro nos EUA, os R$ 61 milhões sob a justificativa de captação e produção cinematográfica. No entanto, o volume de dinheiro, a rapidez das transações e a total desconexão do senador com a indústria do cinema acenderam os alertas dos órgãos de controle financeiro (Coaf) e da PF. De acordo com a Forum, o montante é apontado pelos investigadores como um suposto pagamento de propina ou venda de influência política para favorecer os negócios do Banco Master junto a fundos de pensão e órgãos governamentais durante a gestão passada.

Agora, com as cartas na mesa, a proposta de delação de Vorcaro deixa de ser apenas uma peça jurídica e passa a ser uma arma de pressão política que coloca o STF e a família Bolsonaro, mais uma vez, no centro do furacão.


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Pesquisa

Pequisa Atlas: Lula amplia vantagem após escândalo de Flavio com Vorcaro

Governo cresce enquanto Flávio e Michelle Bolsonaro recuam nos cenários eleitorais

No principal cenário de primeiro turno testado pela pesquisa:

Lula: 47% (+1,5)
Flávio Bolsonaro: 34,3% (-1,8)
Renan Santos: 6,9% (+0,4)
Romeu Zema: 5,2% (-0,3)
Ronaldo Caiado: 2,7% (-0,2)
Augusto Cury: 0,4% (estável)
Aldo Rebelo: 0,2% (estável)
Branco/nulo: 1,4% (-0,1)
Não sabem: 1,9% (+0,2)

O dado mais relevante desse cenário é a consolidação de Flávio Bolsonaro como único nome efetivamente competitivo do bolsonarismo. O senador aparece muito à frente de Zema e Caiado, reforçando a dependência da direita em relação à família Bolsonaro.

Ao mesmo tempo, a pesquisa indica que o desgaste provocado pelo caso Daniel Vorcaro não ficou restrito ao noticiário político e já apresenta reflexos eleitorais. Enquanto Lula avançou no levantamento, Flávio Bolsonaro registrou queda.

A pesquisa também testou um cenário sem Flávio Bolsonaro e com Michelle Bolsonaro representando o campo bolsonarista.

Nesse quadro:

Lula: 47,8% (+1,3)
Michelle Bolsonaro: 30,4% (-2,4)
Renan Santos: 7,5% (+0,6)
Romeu Zema: 5,9% (-0,1)
Ronaldo Caiado: 3,1% (+0,2)
Branco/nulo: 2,4% (+0,1)
Não sabem: 2,9% (+0,3)

O levantamento sugere que, apesar da força da marca Bolsonaro, a transferência de capital político dentro da própria família encontra limites.

O cenário reforça uma preocupação crescente dentro da direita: trocar Flávio por Michelle ou outro nome pode significar risco real de perder competitividade e até de ficar fora do segundo turno.

Segundo turno
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente também aparece na frente.

O cenário mostra:

Lula: 50,6% (+1,7)
Flávio Bolsonaro: 45,1% (-1,5)
Branco/nulo: 2,2% (-0,1)
Não sabem: 2,1% (-0,2)

Os números indicam que Lula preserva uma frente eleitoral mais ampla fora do núcleo petista, enquanto Flávio ainda encontra dificuldades para ultrapassar o teto do eleitorado bolsonarista mais fiel.

Os cruzamentos demográficos da pesquisa mostram que Lula segue especialmente forte entre os mais pobres, no Nordeste e entre eleitores que votaram nele em 2022. Já a direita continua mais forte entre evangélicos, eleitores de renda mais alta e nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Outro dado importante é o enfraquecimento dos nomes alternativos da direita. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem fragmentando o eleitorado conservador, mas sem demonstrar capacidade real de liderar o campo oposicionista.

Na prática, a pesquisa sugere que o bolsonarismo entrou em um ponto de dependência da própria família Bolsonaro. Sem Jair Bolsonaro elegível, Flávio aparece como herdeiro natural do espólio político do ex-presidente, enquanto outros nomes seguem incapazes de ocupar plenamente esse espaço.

O levantamento ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

*Com informações do ICL


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Política

Vorcaro é transferido pela PF para cela comum após entrega de parte da delação

Ex-controlador do Banco Master perdeu regime especial de custódia após PF e PGR iniciarem análise do material entregue na colaboração

Daniel Vorcaro foi retirado da sala especial onde estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e transferido para uma cela comum após a entrega inicial dos anexos de sua proposta de colaboração premiada. A mudança ocorreu nesta segunda-feira (18) e, segundo fontes envolvidas no caso, marca o encerramento da primeira etapa da delação do ex-controlador do Banco Master.

A Polícia Federal também endureceu as regras de custódia impostas ao banqueiro. O acesso dos advogados foi drasticamente reduzido: antes era praticamente livre entre 9h e 17h, agora está limitado a apenas duas visitas diárias de 30 minutos, sem instrumentos de trabalho.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, a avaliação é de que o regime diferenciado concedido a Vorcaro tinha caráter operacional e existia exclusivamente para facilitar a produção, organização e entrega das informações da colaboração. “Como entregou, agora tem análise da PF e PGR”, afirmou uma das fontes envolvidas com o caso ouvida pela reportagem.

De acordo com interlocutores que acompanham as negociações, Vorcaro estava submetido a uma rotina diferenciada justamente para ampliar o contato com advogados e permitir a elaboração dos anexos da delação. “Ele estava num ‘regime’ com mais contato pra passar as coisas que ele tinha”, afirmou a fonte.

Com a conclusão dessa etapa, os investigadores entenderam que não haveria mais justificativa para manutenção do tratamento especial. “Como em tese ele já apresentou o que tinha, não precisa ficar em uma situação diferenciada. Então volta a seguir o regramento ordinário da PF”, disse o interlocutor.

Além disso, outro elemento pode ter motivado a movimentação: envolvidos no caso passaram a suspeitar que informações sigilosas sobre a colaboração premiada, estratégias de negociação e detalhes internos do caso Master estariam vazando a partir do próprio entorno de Vorcaro. Algo que teria provocado irritação de todos os envolvidos nas investigações, especialmente após informações sensíveis começarem a circular em grupos políticos e jurídicos de Brasília quase em tempo real.

*ICL


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Mundo

Milei fecha acordo militar com Trump para patrulha do Atlântico Sul

Iniciativa acende alerta no Brasil e ocorre depois de Paraguai também fechar acordo para ter base dos EUA; militarização da região é objetivo de Trump

Num gesto que deixou diplomatas brasileiros em estado de alerta, o governo dos EUA anunciou nesta segunda-feira um acordo com a Argentina de Javier Milei para o lançamento do “Programa de Proteção dos Bens Comuns Globais”. O nome esconde, porém, o objetivo da operação: agir em “cooperação” para fortalecer a segurança marítima no Atlântico Sul, na fronteira com o Brasil.

Nas redes sociais, a embaixada dos EUA em Buenos Aires anuncia que a parceria será iniciada com a entrega de uma”câmera especializada a bordo de uma aeronave dedicada ao patrulhamento do território marítimo argentino”.

A diplomacia dos EUA também indicou que se trata de um programa que irá se expandir até 2030 e prevê a chegada de equipamentos avançados, treinamento de elite e apoio para “interceptar e neutralizar” ameaças marítimas. Não são apresentadas quais seriam essas ameaças.

O anúncio gera um desconforto no Brasil que, nas últimas semanas, tentou retomar a ideia do Atlântico Sul ser uma zona de paz. A iniciativa original, de fato, tinha a Argentina como um de seus pilares.

De acordo com a embaixada dos EUA, porém, o Contra-Almirante Carlos Sardiello, do Comando Sul das Forças Navais dos Estados Unidos (USNAVSO), e o Almirante Juan Carlos Romay, da Marinha Argentina, assinaram o acordo que “inicia esta aliança estratégica de cinco anos para defender os bens comuns globais e fortalecer a segurança regional”. “Mais fortes juntos. Mais seguros juntos”, declararam.

A aproximação militar dos EUA ao Cone Sul tem sido alvo de debates internos no Brasil. No início do ano, Trump fechou um acordo com o Paraguai no qual o país sul-americano se colocava à disposição para receber uma base militar americana.

No final de abril, o presidente Javier Milei participou de uma atividade conjunta organizada pelo Comando Sul dos Estados Unidos a bordo do porta-aviões USS Nimitz, localizado ao sul da cidade de Mar del Plata.

*Jamil Chade/ICL

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Política

Com Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, produtor de Dark Horse, busca “investimentos culturais” no Bahrein

Em meio à revelação do elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mário Frias se encontra com Eduardo Bolsonaro no Bahrein usando como justificativa missão para “apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais”.

rodutor-executivo do filme Dark Horse, que narra a versão da ultradireita sobre Jair Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao Bahrein na companhia de Eduardo Bolsonaro (PL) para, segundo ele, apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein”.

“Hoje, retorno oficialmente ao Bahrein para uma agenda no Bahrain Economic Development Board (EDB), agência do Governo do Bahrein responsável pela atração de investimentos e pelo desenvolvimento econômico do país. Durante os encontros, apresentei propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein, com o objetivo de fomentar nossas culturas no cenário internacional e ampliar as oportunidades de integração econômica e criativa entre os dois países”, afirmou nesta segunda-feira (18) o deputado, que teve a viagem, que começou no dia 12, bancada pelo governo do Bahrein.

Frias pediu licença à Câmara para viajar em missão ao país do Golfo Pérsico, embora não faça parte de nenhuma comissão de cultura no legislativo.

Na publicação na rede X, em que aparece ao lado de Eduardo Bolsonaro, Frias, que fez dois filmes sobre o ex-presidente, diz que seguirá “trabalhando para consolidar o Brasil como uma referência cultural e criativa no mundo”.

Fugindo do STF
Há mais de um mês, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta intimar Frias a dar explicações sobre o envio de emendas parlamentares para a produção do filme Dark Horse.

O longa está

no centro do escândalo do Caso Master após a divulgação pelo site The Intercept de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Daniel Vorcaro do repasse de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos pelo banqueiro para a produção.

Dino já intimou os bolsonaristas Mário Frias, produtor executivo do filme, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que teriam mascarado repasses de verba pública das emendas para financiar a obra, a se manifestarem formalmente.

“Em Despacho de 21 de março de 2026 (e-doc. 3.626, Id. 8dfc6602), determinei a intimação da Câmara dos Deputados, bem como dos Exmos. Deputados Federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, para que se manifestassem. Até o momento, além da Câmara dos Deputados, já se manifestaram os Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Não houve, ainda, a manifestação do Deputado Mário Frias”, diz Dino em despacho nesta sexta-feira (15).

Segundo o ministro, “Tabata Amaral complementou as informações anteriormente prestadas, noticiando outras condutas do Deputado Federal Mário Frias, que teriam conexão com a alegada execução ilícita de emendas parlamentares para ONGs e projetos culturais”.

Rastro do dinheiro público
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, está no centro de investigações sobre o uso de verbas públicas. A entidade recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, para a instalação de Wi-Fi em áreas carentes.

A teia de empresas de Karina Gama, produtora executiva do longa, conecta-se a emendas Pix de parlamentares do PL e a projetos obscuros de letramento digital.

Além disso, o deputado Mario Frias enviou R$ 2 milhões em emendas para a produtora do filme, o que levanta questionamentos sobre a finalidade dos recursos.

Diante do escândalo, a produtora Go Up emitiu nota negando qualquer aporte de Vorcaro, alegando que o filme foi financiado por investidores privados sob acordos de confidencialidade. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue a orientação do pai de ‘ficar firme’, negando irregularidades e clamando por uma CPI para investigar o Banco Master — uma manobra de distração para desviar o foco da sua própria participação na negociação, analisada neste artigo de opinião.


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Política

PF vê desafios para investigar destino do dinheiro de Vorcaro e prevê cooperação com os EUA

As mensagens, áudios e documentos que revelaram negociações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abriram uma nova frente de investigação para a Polícia Federal. O caso envolve o financiamento de “Dark

Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e agora exige o rastreamento de movimentações financeiras ligadas a estruturas sediadas nos Estados Unidos.

Investigadores e especialistas em Direito Penal avaliam que transformar o caso em uma acusação criminal consistente pode ser difícil, mesmo que o desgaste político ao senador ainda seja incalculável. O principal obstáculo é demonstrar eventual contrapartida política, favorecimento concreto ou uso indevido da função pública em benefício do banqueiro, elemento necessário para caracterizar corrupção.

O caso ganhou dimensão nacional após o Intercept Brasil revelar mensagens e áudios em que Flávio cobra repasses de Vorcaro para a conclusão do longa.

Segundo a publicação, documentos indicam previsão de aportes de cerca de R$ 134 milhões para a produção. Parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos, ligada ao banqueiro, para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A presença de fundos e empresas nos Estados Unidos é vista como um complicador para a apuração. O rastreamento completo depende de mecanismos formais de cooperação internacional. Sem esse compartilhamento de dados, a PF pode ter dificuldade para identificar quem recebeu os valores movimentados pela estrutura ligada ao filme.

Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em “Dark Horse”. Foto: reprodução
O advogado Carlos Lube, mestre em Direito Penal Econômico pela Universidade Cândido Mendes, afirmou em entrevista ao Globo que operações internacionais impõem obstáculos adicionais porque exigem enquadramentos jurídicos específicos para pedidos de cooperação entre países. Segundo ele, mensagens, movimentações financeiras e relações políticas não bastam, sozinhas, para sustentar crimes como corrupção passiva.

“Há indícios de uma relação, que pode ter relevância penal, mas só fato de enviar dinheiro a um filme não é um crime. Se só ficar nesse plano, pode ser que cheguemos à conclusão de que não houve crime. Mas se tiver contrapartida do senador, pode chegar em corrupção”, afirmou o advogado.

Outro ponto sensível é o fato de o Havengate estar ligado a Paulo Calixto. A PF apura se parte dos recursos relacionados ao filme pode ter sido usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro fora do Brasil. Especialistas defendem que é preciso diferenciar uma relação privada de financiamento político e audiovisual de um eventual esquema para ocultar repasses indevidos.

A dificuldade no caso de Flávio contrasta com a investigação sobre o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nessa frente, a PF identificou uma relação mais objetiva entre pagamentos atribuídos ao grupo de Vorcaro e iniciativas legislativas favoráveis ao Banco Master. Segundo o DCM, No caso de Flávio, ainda faltariam provas de uma contrapartida concreta.

O criminalista Thiago Jordace, pós-doutor pela Unirio, diz que os elementos conhecidos justificam o aprofundamento da investigação. “Será que um político poderia solicitar a um ente privado patrocínio para o filme do pai? Parece que ultrapassa a impessoalidade do cargo político que ele está exercendo”.

O volume dos recursos também chama atenção. Para André Perecmanis, professor de Direito Penal Econômico da PUC-Rio, o valor destoa do mercado audiovisual brasileiro.

“É um aporte financeiro desproporcional. Um investimento de R$ 134 milhões em um filme extrapola qualquer produção cinematográfica brasileira e o recebimento lá fora, quando o filme é brasileiro. Isso tudo pode indicar, por exemplo, lavagem de dinheiro”, disse.


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