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Guerra e ataques ao Papa: A popularidade mental de Tump segue baixa

O presidente dos EUA, Donald Trump, segue com sua popularidade no nível mais baixo de seu mandato. Segundo levantamento Reuters/Ipsos, divulgada nesta terça-feira (21), 62% dos estadunidenses o rejeitam; 36% aprovam seu desempenho.

O levantamento foi concluído na segunda-feira (20) e feito em meio aos impasses em relação cessar-fogo com o Irã e aos embates do mandatário com o papa Leão 14.

A guerra promovida pelos EUA contra o Irã tem apenas 36% de aprovação — índice que se manteve estável ante pesquisa Reuters/Ipsos feita entre 10 e 12 de abril.

A pesquisa também mediu como os estadunidenses avaliam a lucidez do republicano, tema que tem emergido entre as preocupações de correligionários e da sociedade em geral.

Saiba mais: Após imagem como papa, sacrilégio de Trump cresce ao se comparar a Jesus

Fatos como destemperos em relação ao papa, publicação de memes considerados ofensivos à fé católica e rompantes como quando disse que aniquilaria a civilização persa acabando com o Irã contribuíram para essa impressão — embora o comportamento do presidente possa ser facilmente identificado com posturas clássicas de fascistas.

Segundo a pesquisa, apenas 26% dos cidadãos o consideram “equilibrado”. Entre os republicanos, 46% não o consideram equilibrado, enquanto 53% acham que ele é. Apenas 7% dos democratas têm opinião positiva sobre a saúde mental de Trump.

A pesquisa mais recente foi feita com 4.557 adultos em todo o país, de maneira online e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Com Vermelho.


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Brasil Mundo

Ala radical nos EUA ganha espaço e inaugura ingerência em eleição no Brasil

Ultraconservadores na Casa Branca intensificam ações contra o Brasil e aliança com bolsonarismo; estratégia é não repetir tarifaço para não dar palco para Lula

A crise no Irã tem causado um dano importante para o Brasil. O problema, porém, não é o Estreito de Ormuz. Fontes diplomáticas em Washington revelaram ao ICL Notícias que o foco de Donald Trump na guerra e seu medo de uma derrota abriram o caminho para que outros temas da agenda de política externa deixassem de receber a mesma atenção da cúpula da Casa Branca.

Como resultado, alas mais radicais passaram a dar as cartas no que se refere à situação com o Brasil. Para membros do governo Lula, a nova realidade e os atos adotados pela administração Trump nas últimas semanas sinaliza que a ingerência na eleição do país já começou na prática.

Em meados de 2025, Trump abriu uma crise inédita com o Brasil, adotando sanções e tarifas. Observadores na capital americana confirmaram que o pacote de medidas contra o país havia sido articulado em parte por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e uma base mais radical do governo Trump, principalmente no Departamento de Estado. A estrutura ainda ganhou o apoio de republicanos, principalmente na Flórida, e personagens conhecidos por suas campanhas contra as “esquerdas”.

Foi necessário uma operação sigilosa, repleta de canais extra-oficiais e empresários para convencer Trump de que abrir uma guerra comercial e uma crise política com o Brasil seria prejudicial para os interesses americanos. Lula tirou proveito e a crise o levou a ter sua melhor taxa de popularidade em todo seu governo.

A partir de setembro de 2025, um período de distensão foi inaugurado, com Trump chegando a dizer que havia uma “química” entre ele e Lula. Telefonemas e reuniões acabaram ocorrendo entre os dois líderes, seguida pela retirada de algumas das sanções e de tarifas.

Mas a aproximação nunca foi aplaudida pelo Departamento de Estado e nem pela base mais radical dos republicanos. Marco Rubio, o chefe da diplomacia americana, havia sido contrariado e seu semblante em cada um dos encontros era revelador do mal-estar.

Mesmo assim, foi estabelecido que Lula viajaria para Washington para um encontro na Casa Branca. O governo brasileiro, porém, condicionava a reunião a passos concretos por parte dos EUA. Ela apenas deveria ocorrer se houvesse algum anúncio a ser feito. Negociações foram iniciadas em temas como comércio, a luta contra o crime organizado e terras raras. Mas impasses impediram que o processo fosse acelerado e diferenças fundamentais levaram o diálogo a um congelamento.

Com o início da guerra no Irã, no final de fevereiro, os interlocutores que defendiam uma relação “madura” com o Brasil acabaram sendo sugados para a crise no Oriente Médio.

E, segundo negociadores em Washington, o espaço voltou a ser ocupado por uma ala que lutou contra qualquer aproximação com Lula ou uma normalização da relação com o Brasil.

Agenda positiva ‘congelada’
Aos poucos, a agenda positiva entre Brasil e EUA começou a ser congelada, enquanto atritos surgiram. Segundo negociadores, o Departamento de Estado passou a apresentar propostas vagas ao Brasil, sem uma sinalização de compromissos.

A frieza entre os dois governos foi interpretada como um sinal de que a “química” entre Lula e Trump poderia estar sendo sabotada dentro do próprio governo americano.

A primeira crise veio com Darren Beattie, o novo enviado de Trump ao Brasil e um dos porta-vozes do segmento mais ideológico dentro do governo.

Ao solicitar um visto ao país, ele mentiu sobre a intenção de sua viagem. O enviado acabou tendo seu visto negado. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A crise foi aprofundada com o alerta passado pelo governo Trump a interlocutores brasileiros de que a ideia de declarar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estava avançando rápido. A pauta é vista como uma ameaça à soberania brasileira, já que a medida permitiria que, para defender a segurança dos EUA, ataques militares ou sanções financeiras sejam adotadas contra o Brasil.

O caráter eleitoral é também um fator, já que Flávio Bolsonaro chegou a declarar que havia passado informações aos americanos sobre o crime organizado e sugeriu ataques contra esses grupos criminosos, inclusive na baía de Guanabara.

Uma outra frente de atrito foi estabelecida depois que o Brasil se recusou a fazer parte de uma aliança para garantir o abastecimento de terras raras aos EUA. Semanas depois, o governo estadual de Goiás assinou um acordo com o Departamento de Estado norte-americano, fechando uma parceria até mesmo para mapear as reservas na região.

Dias depois, a única mineradora de terras raras no Brasil foi comprada por uma empresa americana que acabara de receber uma injeção de recursos por parte do governo Trump.

O abalo ganhou mais um capítulo nesta semana. Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Trata-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Beattie – que foi impedido de entrar no Brasil – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

Agora, o governo Lula cobra explicações aos EUA para entender por qual motivo a expulsão foi realizada. Na terça-feira, uma reunião foi realizada em Brasília entre o Itamaraty e a embaixada dos EUA. Mas o governo Lula já considera expulsar do país um funcionário americano, como ato de reciprocidade.

O ICL Notícias apurou que o tema está sendo tratado internamente e que diplomatas apontam que é “bem provável” que a decisão de uma expulsão seja tomada.

Enquanto os desentendimentos se acumulam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Flávio empolga radicais nos EUA, mas sintonia com Trump é calculada
As pesquisas de opinião sobre a eleição no Brasil têm empolgado a Casa Branca, que considera o destino político do país como “fundamental” em sua estratégia de hegemonia na América Latina. Flávio Bolsonaro seria o “parceiro ideal” na visão de Washington.

Mas, entre bolsonaristas e a ala mais radical do trumpismo, a ordem é a de adotar uma postura diferente daquela de meados de 2025. Quando o presidente americano atacou o Brasil publicamente e adotou tarifas, o resultado foi um salto na popularidade de Lula.

Nos últimos meses, o envolvimento direto de Trump em eleições na Hungria e outros países revelou que o americano é um péssimo cabo-eleitoral.

A ordem, portanto, é a de promover uma ingerência “mais sofisticada”, sem a presença do presidente ou de um tarifaço. Washington descobriu que Lula poderia justamente se beneficiar de uma ofensiva explícita e que irá usar cada gesto de Trump para ganhar votos.

No próprio Palácio do Planalto, a visão também é de que Trump dificilmente se envolverá diretamente na eleição neste momento. Mas isso não significará que não haja uma ofensiva da extrema direita americana no processo eleitoral no Brasil.

“De muitas formas, a realidade é que essa ingerência já começou”, completou um experiente embaixador brasileiro.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Mídia em pânico com a possibilidade da vitória de Lula no primeiro turno porque isso mata seus negócios

Lula vencendo no primeiro turno, de estalão, morre a narrativa de “polarização”.

O que hoje a mídia vende, é: país dividivo, disputa acirrada, qualquer coisa pode acontecer.

Se Lula vence no primeiro turno, a percepção passa a ser outra, o país decidiu, não está dividido, acabou a novela.

Sem o segundo turno, as especulações que dão notícias nos jornalões, perdem esse filão. Não tem capa da Veja com Lula e Flavio se encarando. Não tem Roda Viva com Flavio repetindo a mesma baba de quiabo, não tem mais nada. São mais 4 anos de governo Lula e fim de papo.

A mídia vive um pesadelo, pois Lula está muito próximo, ou melhor, cada vez mais próximo de uma vitória já no primeiro turno. Uma arrancada mínima de menos de 2%, pode dar o troféu de quarto mandato a Lula.

Resumo da ópera: a mídia parece viv um velório atecipado, pedindo pelo amor de Deus para alguém tirar esses 2% de Lula.

Zema abriu a boca para cumprir esse papel e perdeu 2% dele mesmo.

Claro que a mídia lancará um solgan em prol do segundo turno para tentar embarreirar a vitória de Lula no primeiro tempo e mandará coisas do tipo, segundo turno é pedagógico para o eleitor, o que traduz, precisamos de mais 30 dias de Flavio Bolsonaro no JN para vender anúncio.

Democracia se fortalece no confronto de ideias. Primeiro turno abrevia esse processo, e por aí vai.

Ou seja, o manual da manchete desesperada já está na praça.


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Política

De traidor e judas de Bolsonaro a aliado de Flavio

Bolsonaro chamou Sergio Moro de traidor, mentiroso, traíra sem caráter e coisas do tipo várias vezes entre 2020 e 2022 e Flávio, por sua vez, reforçou o coro. Isso aconteceu principalmente depois que Moro saiu do Ministério da Justiça em abril de 2020, acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal para proteger familiares como no caso das “rachadinhas” do Flávio e indicações para PF. Bolsonaro rebateu chamando a versão de Moro de “mentira deslavada” e disse que o ex-juiz queria o cargo para se projetar politicamente, inclusive cogitando uma vaga no STF.

  • Moro era o símbolo da Lava Jato e, numa armação com Bolsonaro, prendeu Lula pavimentando o caminho de Bolsonaro para a presidência em 2018.
  • No governo Bolsonaro, a relação dos dois azedou rápido: Moro alegou falta de “carta branca” para o suposto combate à corrupção e interferência política. Bolsonaro negou e acusou Moro de ingratidão e ambição pessoal e por descobrir sua traição.
  • A PF investigou as acusações de Moro e, em 2022, concluiu alegando não ter provas de interferência ilegal por parte de Bolsonaro — o que ele usou para reforçar o “Moro é traíra e mentiroso”.

Bolsonaro e Moro se atacaram mutuamente com termos pesados porque viraram rivais políticos. Moro flertou com candidatura contra Bolsonaro em 2022. Isso não prova automaticamente que um ou outro seja podre, mas os dois, além de provar que a briga foi feia e que ambos jogam pesado no lamaçal da política de direita no Brasil.

Em 2026, por se tratar de política e de mau-caratismo, a história deu uma volta, Moro se aproximou novamente dos Bolsonaros, filiou-se ao PL (partido de Bolsonaro) e virou pré-candidato a governador por Paraná.

De traidor e Judas para aliado por conveniência eleitoral. Política não tem amizade eterna, só interesses momentâneos.

Um não confia no outro, e o outro não confia no um.


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Política

Flavio Bolsonaro que deu medalha de Tiradentes ao patrão da milícia de Rio das Pedras, diz que exterminará a milícia

Flávio Bolsonaro entregou a Medalha Tiradentes ao ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, mesmo ele estando preso e acusado de homicídio, sendo depois identificado como um dos líderes de uma milícia e do “Escritório do Crime”.

A família Bolsonaro, que já havia homenageado Adriano anteriormente, visitou-o na prisão. Além disso, a mãe e a ex-esposa dele trabalharam no gabinete de Flávio, o que levou a acusações de rachadinhas e vínculos com milícias.

Ultimamente, Flávio tem bufado medidas rigorosas contra o crime, embora seus críticos apontem contradições em seu histórico de apoios a policiais acusados de ligação com milícias. Ele afirma que suas homenagens eram destinadas àqueles que lutavam contra o tráfico e nega qualquer envolvimento com milícias.

O fato é que o rompante eleitoral de Flavio, soa como anedota pelo histórico da família.

É tradição no clã, ou melhor, o clã Bolsonaro se confunde com a milícia carioca e o sujeito, aos berros, balançando os braços freneticamente, diz que vai detonar violentamente os “vagabundos” do tráfico e da milícia, o que tem credibilidade zero, até para alimentar o fanatismo dos bolsonaristas mais debilóides.

A única coisa que fica clara nessa epopeia de valentia de Flavio, é que algo se moveu na disputa eleitoral contra ele para abandonar o figurino moderado e abraçar a retórica agressiva e violenta do pai, deixando claro que o Flavio fofo não encheu os olhos do bolsonarismo como um todo, muito menos o respaldou para ser de fato o queridinho da Faria Lima.

Grosso modo, Flavio vestiu a farda da milícia, prometendo combater o tráfico e a milícia e, junto com a fala ronca e fuça, apostando na pauta da segurança a la Claudio Castro para, ao fim e ao cabo, promover chacinas de pretos e pobres nas favelas e periferias do Brasil.


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Política

Imprensa trata Flávio Bolsonaro como se ele não representasse risco à democracia

Ele tem os mesmos objetivos do pai, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente, defende abertamente a intervenção do governo Trump

A imprensa brasileira sofre de uma doença que parece incurável: o “isentismo”. É a tentativa de parecer isenta mesmo diante de grupos e personagens que representam óbvia ameaça ao Estado Democrático de Direito.

Foi assim que Jair Bolsonaro e seus asseclas cresceram na campanha de 2018. Primeiro foram tratados como azarões anedóticos e depois aceitos como players comuns do jogo democrático. Estava na cara que não eram nada disso. Desde o início, o bolsonarismo mostrou as garras, cóm fake news, ofensas, ameaças aos adversários, agressões, exaltação à ditadura, desrespeito às instituições.

Bolsonaro nunca foi homem de meias palavras e em momento nenhum escondeu sua brutalidade, seu jeitão golpista. No máximo, repetia querer manter-se “dentro das quatro linhas da Constituição”, mesmo quando já estava bem longe delas.

Apesar disso, a maioria dos jornais, sites e emissoras preferiu dispensar a ele tratamento protocolar.

Até meados do mandato de Bolsonaro tinha editor que recomendava a seus jornalistas que não o classificassem como alguém de extrema direita. Apesar de todas as invencionices que o presidente despejava diariamente no cercadinho, demorou para que os veículos usassem em relação a ele o adjetivo “mentiroso”.

Deu no que deu: Bolsonaro teve espaço para liberar armas, bagunçar a educação, autorizar a devastação do meio ambiente, fazer campanha contra o processo eleitoral brasileiro, esculhambar a política externa, entupir a máquina pública de parasitas ideológicos, propiciar a morte de centenas de milhares de pessoas na pandemia e, como fecho de ouro, consumar a esperada tentativa de golpe de Estado, felizmente fracassada.

Nesse momento, justiça seja feita, a grande imprensa mudou de tom e foi fundamental para a derrota do golpismo.

Passado o susto, no entanto, o “isentismo” voltou.

Vários aliados na tentativa de derrubar a democracia recuperaram espaço na mídia. Estão por toda parte, usando a imprensa para atacar o governo e dar opiniões sobre o Brasil, como se quisessem o bem dos brasileiros.

É algo como imaginar Marcola, o chefão do PCC, dar entrevista com recomendações sobre Segurança Pública.

Um desses golpistas que recuperou prestígio na mídia é Flávio Bolsonaro, o senador pré-candidato da extrema direita à Presidência da República. O filho 01 de Bolsonaro é tratado nas manchetes como postulante comum ao Planalto, sem ressalvas.

O noticiário mostra as estratégias eleitorais de Flávio, a montagem de sua equipe de campanha, as críticas que faz a Lula, o esforço para se mostrar como “moderado”, o desempenho nas pesquisas, as dancinhas constrangedoras que arrisca em cima dos palanques, Brasil afora (clara campanha antecipada, nas barbas do TSE).

O noticiário só não destaca o principal: Flávio Bolsonaro é tão golpista quanto o pai.

Tem os mesmos objetivos, sempre apoiou todos os gestos extremos do ex-presidente e dos irmãos, defende abertamente a intervenção do governo Trump no Brasil (como reiterou em recente visita aos Estados Unidos), louva ditadores, ataca as instituições.

Alguém tem dúvida disso?

A grande diferença é que não propaga seus ideais autoritários aos gritos e palavrões, como fazia o pai. Nesse sentido, é mais palatável — e por isso mais perigoso.

Pode-se argumentar que é da lógica jornalística ouvir todos os grupos políticos, até mesmo os golpistas. Isso pode ser verdadeiro, desde que imprensa não abra mão do senso crítico. E é o que está ocorrendo: o candidato bolsonarista tem se beneficiado do “isentismo” da mídia para passar-se por democrata.

Quando todos acordarem — inclusive a imprensa –, mais uma vez poderá ser tarde demais. Assim como Trump 2 tem sido mais devastador para os Estados Unidos e para o mundo, Bolsonaro 2 será bem mais perigoso para o Brasil.

Que tal usar a lógica das embalagens de cigarro, aquelas que alertam para os riscos do fumo para a saúde? A cada aparição do candidato extremista deveria ser exibida uma imagem dos vândalos do 8 de Janeiro, com a mensagem: “Cuidado, bolsonarismo faz mal à democracia brasileira”.

Na falta desse recurso, o simples exercício do senso crítico no jornalismo já seria uma boa notícia.

*Chico Alves/ICL


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Mundo

Irã promete atacar 4 alvos e causar depressão mundial

Em meio a colapso de Trump nas pesquisas

Sob pressão dos Estados Unidos, que seguem reforçando sua presença militar na região, o Irã nomeou através de porta-vozes quatro alvos que poderiam mergulhar o mundo em uma depressão econômica.

Se Israel e os EUA retomarem o conflito, o principal objetivo de Teerã será fechar o estreito de Bab al-Mandeb, através dos houthis do Iêmen, negando acesso ao mar Vermelho e passagem pelo canal de Suez.

Hoje, 30% dos contêineres utilizados pela navegação comercial do planeta passam por Suez.

Teerã também incluiu na lista a Aramco, a estatal saudita que é a maior empresa de petróleo e gás do planeta.

Hoje, ela segue exportando petróleo através de um oleoduto que liga suas refinarias ao porto industrial de Yanbu, no mar Vermelho, que o Irã também incluiu na lista de alvos.

Finalmente, o Irã afirmou que pretende atacar o segundo maior porto de combustíveis do mundo, o de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, localizado estrategicamente no golfo de Omã.

Êxodo do Golfo Pérsico
Se cumpridas as promessas, as monarquias do Golfo Pérsico aliadas dos Estados Unidos poderiam entrar em colapso econômico, com possível êxodo populacional para a Jordânia e o Iraque.

É que a primavera está acabando no Golfo Pérsico. Os termômetros começam a subir em maio. Em 2025, Dubai registrou oficialmente 51,6 graus centígrados no dia 25 de maio.

A interrupção no fornecimento de energia ou o ataque a plantas de dessalinização podem afetar gravemente a população civil.

Arábia Saudita, Catar, Emirados, Kuwait, Bahrein e Omã se abastecem através de 400 usinas que processam água do mar.

Todas estão ao alcance de drones e mísseis do Irã.

Sob bloqueio naval e com a possível tomada militar de algumas ilhas pelos Estados Unidos, Teerã tem bons motivos para negociar, mas pode causar imensos danos.

O país demonstrou resiliência às duas ofensivas conjuntas de Israel e Estados Unidos.

Trump vai mal das pernas
O calcanhar de Aquiles de Donald Trump é o impacto de um conflito prolongado na economia.

Nesta segunda-feira, 20, o preço médio da gasolina nos EUA está no equivalente a R$ 5 reais o litro, podendo chegar a R$ 7,25 na Califórnia, segundo a Forum.

Isso pesa no bolso do consumidor. Os estadunidenses dirigem em média mais de 20 mil quilômetros por pessoa/ano.

Há previsão de que em algumas semanas haja falta de querosene de aviação, da qual os Estados Unidos dependem fortemente — cerca de 30% de todo o tráfego aéreo global.

Além disso, agricultores de todo o planeta estão pagando mais caro pelos fertilizantes, com impacto no preço da cesta básica.

A inflação nos EUA bateu em 0,9% em março, com uma taxa anualizada de 3,3%, a maior até agora do governo Trump. Com a criação de apenas 116 mil empregos em 2025, é possível que a economia dos EUA entre em recessão antes do final do ano.

Em outubro, Trump enfrenta eleições de meio de mandato em que corre o risco de perder controle da Câmara e até mesmo do Senado.

No domingo, 19, a rede estadunidense NBC divulgou pesquisa mostrando que Trump tem apenas 37% de aprovação, com dois terços dos entrevistados condenando o descontrole da inflação e a guerra contra o Irã.


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Política

Vídeo: Daniela Lima tratora Romeu Zema

Está aí um quadro que entrará para os anais da história política do Brasil.

O falso Nerso da Capitinga foi desancado impiedosamente por Daniela Lima.

A jornalista materializou as mentiras do gabola arrogante, mostrando que o sujeito é um blefe de pai e mãe.

Sem luz própria para produzir um mínimo de empatia com o eleitor, Zema roncou uma gestão que nunca teve em seu governo em Minas Gerais.

Daniela Lima não perdoou, não quis bancar a requintada e foi direto na jugular do falastrão, dando uma linda lição de como se trata um mentiroso, um impostor que aposta na cascata política e foi depenado sem dó nem piedade pela brilhante jornalista.

Veja:


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Política

Flavio quer privatizar o SUS para seus amigos e patrocinadores

Vendo a retórica puída da extrema direita se desfazer no ar, com interesse zero da sociedade, Flavio decorou um pavão para privatizar o SUS.

Isso mesmo, a direita nunca teve, não tem e jamais terá projeto de país, mas sempre teve e terá projeto contra o país.

Não é preciso ir muito longe, é só pegar os números trágicos do governo do papai de 2019 a 2022, para saber do que estamos falando, quando o Brasil foi submetido a um projeto de terra arrasada, devolvido ao mapa da fome com a produção de 34 milhões de miseráveis, enquanto a agiotagem nacional, com a privatização do BC, batia recorrentes recordes de lucro. Desemprego em massa, inflação nas alturas e um custo social generalizado para dar retorno ao grande capital que bancou a campanha milionária e fraudulenta de Bolsonaro em 2018.

Flavio quer, literalmente, inequivocadamente, acabar com a saúde pública no Brasil, entregando a sorte dos brasileiros nas mãos do setor privado, uma cópia fiel do sistema norte-americano, que tem no custo da saúde a maior tragáedia da população dos EUA.

Não importa o nome que ele quer enfeitar essa pilhagem do setor privado.

Ou seja, não tem nada de misterioso nessa purpurina discursiva que não seja a morte da saúde pública no Brasil para atender grupos econômicos poderosos no Brasil e fora dele, que terão como resultado a materialização da tragédia humanitária, porque, com 80% da população pobre, por conta dos baixos salários do setor privado, o cuidado com a saúde dos brasileiros será extinto.


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Mundo

“Não deixaremos impunes”: É esta a resposta do Irã após a ataque dos EUA a navio no Golfo

Frágil cessar-fogo fica por um fio após ofensiva dos EUA; Irã ensaia abandono das mesas de negociação

Na noite deste domingo (19), a Marinha dos Estados Unidos atacou e assumiu o controle do navio cargueiro iraniano Touska na noite de domingo no Golfo de Omã, enquanto a embarcação navegava da China em direção ao porto iraniano de Bandar Abbas.

O episódio acirrou a tensão no Estreito de Ormuz, deteriorou o cessar-fogo anunciado em 8 de abril e levou o Irã a ameaçar represálias e a suspender a participação em nova rodada de negociações com Washington.

O ataque ao Touska
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o Touska foi abordado por um destroyer de mísseis guiados da Marinha americana no Golfo de Omã. Segundo a Forum, Trump disse que a tripulação foi alertada para desocupar a sala de máquinas, mas “se recusou a ouvir”. A Marinha então “abriu um buraco na sala de máquinas”, imobilizando a embarcação. Fuzileiros navais assumiram a custódia do navio para inspecionar a carga.


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