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Estado de SP registra maior número de feminicídios e de agressão a mulheres da história

As agressões contra mulheres sob o título de lesão corporal dolosa também bateram maior marca do acumulado desde 2012

Os crimes de feminicídio em SP chegaram a 233 casos no acumulado deste ano de janeiro a novembro, maior marca desde o início da série histórica, em 2018. Os dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública estadual) foram divulgados na tarde desta terça-feira (30).

Isolado, o mês de novembro teve 26 registros, ante 35 no mesmo período do ano passado. A capital paulista, que já havia batido o recorde do ano passado, teve cinco casos em novembro, totalizando 58 ocorrências.

As agressões contra mulheres sob o título de lesão corporal dolosa também bateram a maior marca do acumulado desde 2012, com 61.474 queixas nas delegacias. A comparação desconsidera 2011, que começou a ter dados publicados em setembro. Somente em novembro, foram 5.936 casos de agressão, ante 5.522 registrados no mesmo mês do ano passado.

Os registros totais de estupro chegaram a 2.697 neste ano, com 260 casos em novembro, e permanecem em patamar parecido com os dados do ano passado -respectivamente, 2.787 e 255 queixas. No estado, a variação foi menor, de 0,9% para baixo, com 13.355 registros no acumulado.

Já os roubos voltaram a atingir as marcas mais baixas para o acumulado e também para o mês desde 2001. Na capital paulista, foram 7.207 roubos em novembro, e no estado, 11.624.

Homicídios no estado também chegaram à menor marca da série histórica, tanto no mês, com 193 vítimas, quanto no acumulado, que chegou a 2.271 óbitos. Os latrocínios, com 122 mortos após roubos, tiveram queda de 25,6% na comparação de janeiro a novembro com o mesmo período do ano passado.

Na capital, houve nova alta de homicídios, com 45 vítimas em novembro e 475 no acumulado -cerca de 6% a mais do que em 2024, que teve 447 mortos.

Os furtos, por outro lado, tiveram queda em novembro, com 43.911 casos, ante 46.304 no mesmo mês em 2024. No acumulado, com 507,3 mil registros, a variação foi quase nula, ante os 510 mil casos nos 11 meses do ano passado.

Na capital, houve alta de 4,3% no acumulado e 200 casos a mais em novembro deste ano, com 20.489 registros nas delegacias.

*ICL


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Política

Imprensa industrial repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. Tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

A diferença entre um caso e outro é uma só: enquanto a PGR, agora, recusa-se a tratar com relevância jurídica um texto baseado em fontes apócrifas, o então procurador do MPF-PR Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro entenderam que a reportagem sem provas e fontes do jornal era suficiente para denunciar e, depois, condenar o acusado (Lula), ainda que ele nunca tendo morado no tal imóvel nem tenha figurado como seu proprietário nas escrituras cartorárias. As fontes de Tatiana Farah e do jornal carioca valeram mais do que as provas documentais.

Ao acatar a denúncia de Dallagnol, Moro deixou bem claro que o fazia baseado na reportagem de fontes anônimas do jornal O Globo. Abaixo, segue trecho da decisão:

“Corrobora a consumação dessa operação de lavagem de capitais, em 2009, o fato de que, alguns meses após a assunção do empreendimento Mar Cantábrico pelo Grupo OAS, em 10 março de 2010, foi publicada matéria pelo Jornal ‘O Globo’ intitulada ‘Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado’. Essa matéria dava conta de que o então presidente Lula e Marisa Letícia seriam contemplados com uma cobertura triplex, com vista para o mar, no referido empreendimento” .

Depois, seguindo o mesmo roteiro repetido agora por Malu Gaspar, o próprio jornal O Globo utilizou a denúncia do MPF-PR, que tinha como fonte a reportagem sem prova do jornal, para criar uma nova reportagem, retroalimentando o sistema e completando o ardil.

Mídia comercial adere à acusação sem provas e replica como verdade os relatos apócrifos
O último ato da orquestração para transformar relatos apócrifos em fato consumado e com valoir jurídico se dá com a adesão dos outros órgãos da imprensa comercial à reportagem de fontes anônimas original, dando ares de verdade ao que nunca restou provado.

Tal expediente foi utilizado à exaustão no período da Lava Jato. Jornalistas do jornal O Globo, como Sergio Roxo e Merval Pereira, publicavam “reportagens” baseadas em offs e sem documentos comprobatórios, que eram republicadas como verdade por jornalistas como Eliane Cantanhêde e Vera Magalhães, as duas então no jornal Estado de S.Paulo, ou Kátia Seabra, da Folha de S.Paulo. E vice-versa.

Atualmente, a estratégia se repete. No último dia 22, por exemplo, o maior portal de notícias do país, o UOL, que pertence ao Grupo Folha, publicou reportagens e vídeos dizendo que “Moraes procurou Galípolo para interceder pelo Master no BC”. Qual é a fonte do portal, que se orgulha de possuir uma equipe de mais de 300 jornalistas, para publicar tão relevante informação? Apenas a reportagem de fontes anônimas de Malu Gaspar.

Um dia após a publicação do UOL, a jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal o Estado de S.Paulo, foi além: não apenas republicou como verdade a reportagem original de Malu Gaspar como adicionou uma nova e bombástica “informação”: a de que “Alexandre de Moraes chegou a ligar seis vezes em um dia ao Banco Central para tratar do Banco Master”.

Quer dizer: o jornal publica não apenas o “fato” de que Moraes fez seis ligações telefônicas em só dia para o presidente do BC, mas conta também qual foi o teor da conversa entre os dois, conversa esta unicamente escutada pelos dois participantes do diálogos, salvo a existência de alguma interceptação telefônica, ilegal ou autorizada pela Justiça.

Então, como o jornal ficou sabendo do teor desses diálogos ou até de sua mera existência? Quais são suas provas documentais, periciais ou testemunhais para acusar um ministro do STF de tráfico de influência? Resposta: as fontes anônimas de Eliane Cantanhêde.

Parece piada, mas não é. É ler para crer. Afinal, é possível acreditar em qualquer coisa quando se tem muita vontade.

*Vinicius Segalla/DCM


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Política

2026 nos exigirá coragem, ação e indignação

Nos últimos meses, vimos como a desumanização é uma operação política e de poder. Um grupo da sociedade deixa de ser tratado como humano para que, em seguida, seus direitos possam ser retirados. O caminho é a asfixia de sua dignidade.

Ao longo dos últimos anos, em minhas viagens, descobri que a premissa que me levara a querer conhecer o mundo estava errada. Como um jovem paulistano repleto de arrogância, eu acreditava que iria conhecer a diversidade do mundo. Como os “outros” eram diferentes. Hoje, entrando no ano em que irei comemorar meio século, reconheço que o que eu descobri em milhares de quilômetros percorridos é simplesmente o quanto somos iguais no mais fundamental de nossas existências.

Choramos e sonhamos, amamos e ficamos indignados. Não dormimos enquanto nossos filhos não estão em paz. Cozinhamos como um gesto de acolhimento. Agradecemos com um sorriso.

Desembarco em 2026 certo de que vivemos uma encruzilhada climática, social, política e cultural. Mas suspeito que apenas iremos superar esse desafio quando colocarmos no centro de todas nossas discussões a defesa da dignidade. Em outras palavras, a luta por manter a humanidade de uma pessoa intacta.

Nos últimos meses, vimos como a desumanização é uma operação política e de poder. Um grupo da sociedade deixa de ser tratado como humano para que, em seguida, seus direitos possam ser retirados. O caminho é a asfixia de sua dignidade.

Nelson Mandela nos ensinou que a luta pela dignidade não é u luxo. É o coração da humanidade.

No egocentrismo de uma era de redes sociais, vitrines permanentes, do império da imagem e de um sistema econômico cruel, nossa geração poderia se inspirar no princípio traduzido do Ubuntu pelo filósofo africano J. S. Mbiti:

“Eu sou porque nós somos”.

Se a dignidade não for coletiva, ela simplesmente não existe. Um ataque a um ser humano é um ataque a todos. Quando fechamos os olhos e ignoramos a injustiça que acontece a outra pessoa, permitimos que a dignidade de todos, inclusive a nossa, seja corroída.

“Minha humanidade está ligada à sua, pois só podemos ser humanos juntos”, me disse certa vez Desmond Tutu.

As pessoas não precisam se parecer com você, acreditar na tua fé, torcer pelo mesmo time para merecerem que sua dignidade seja preservada.

Subversivo hoje é recusar-se a se submeter ao desmonte da dignidade do outro.

Nos últimos anos, essa noção da dignidade foi enterrada sob os escombros das bombas e do vírus, do nacionalismo e do negacionismo. Ela foi vítima da destruição promovida pela ganância e pela obscenidade do desprezo.

Mas, em 2026, me recusarei a abrir mão de minhas utopias.

Não há tempo a perder nessa longa obra do resgate da dignidade que o destino encomendou para nossa geração.

2026 nos exigirá coragem, ação e indignação.

Que venha o ano novo!

*Jamil Chade/ICL


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Política

Caso banco Master: como foi a acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB

Diretor do Banco Central, Ailton de Aquino Santos foi dispensado da acareação

Polícia Federal (PF) realizou na noite de terça-feira (30) uma acareação entre o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O procedimento foi motivado por divergências identificadas nos depoimentos prestados por ambos horas antes, no âmbito das investigações sobre a tentativa frustrada de venda do Master ao banco público do Distrito Federal.

Vorcaro e Costa compareceram pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde prestaram depoimentos individuais que duraram mais de duas horas cada. As oitivas foram conduzidas pela delegada Janaína Palazzo, responsável pelo caso, e acompanhadas por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, relator das investigações, além de um representante do Ministério Público. Após a identificação de contradições, a PF decidiu colocá-los frente a frente. A acareação foi concluída por volta das 21h35.

Diretor do Banco Central é ouvido, mas fica fora da acareação
Também convocado a prestar esclarecimentos, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, chegou a iniciar depoimento na mesma noite, depois de aguardar por mais de cinco horas no STF. De acordo com a Forum, apesar disso, ele foi dispensado da acareação. Aquino não é investigado no caso, ao contrário de Vorcaro e Costa, e participou das apurações por obrigação técnica, no exercício de suas funções no Banco Central.

A possibilidade de uma acareação envolvendo um diretor do Banco Central gerou reação no sistema financeiro. Em nota conjunta, entidades como Febraban e ABBC defenderam a atuação da autoridade monetária e afirmaram que “a presença de um regulador técnico e, sobretudo, independente do ponto de vista institucional e operacional, é um dos pilares mais importantes na construção de um sistema financeiro sólido e resiliente”.

Investigação aponta irregularidades bilionárias
As investigações do chamado caso Master tiveram início em 2024, na Justiça Federal, após indícios de que o banco não dispunha de recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025. À época, o Master negociava sua venda ao BRB, operação que acabou rejeitada pelo Banco Central. A apuração aponta que, antes mesmo da formalização do negócio, o banco teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao BRB — sendo R$ 6,7 bilhões em contratos considerados falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios e bônus associados à suposta valorização da carteira.

Segundo a Polícia Federal, o Master teria adquirido créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar o pagamento e, posteriormente, repassado esses ativos ao BRB, que teria desembolsado aproximadamente R$ 12 bilhões. As negociações envolveram diretamente Vorcaro e Paulo Henrique Costa, que, antes de ser demitido da presidência do BRB, defendia a compra do Master como alternativa para enfrentar a crise da instituição privada.

Liquidação do banco e desdobramentos
Diante do agravamento da situação financeira e do insucesso das tentativas de solução de mercado — que incluíram propostas de aporte de recursos, troca de diretoria e venda do controle —, a Diretoria de Fiscalização do Banco Central recomendou a liquidação do Master. A venda ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro, então comandada por Renato Gomes, e a decisão final pela liquidação foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada do BC, em novembro. O banco foi oficialmente liquidado no dia 18 daquele mês.

O escândalo resultou na prisão de Daniel Vorcaro por 12 dias, no contexto da operação Compliance Zero. Atualmente, ele responde às investigações em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. O processo corre sob sigilo, e desde o início de dezembro todas as diligências relacionadas ao caso passaram a depender de autorização do ministro Dias Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

Nos bastidores, a condução do caso e a convocação de integrantes do Banco Central para prestar depoimento geraram debates e críticas públicas. O gabinete de Toffoli negou que tenha determinado o envio de oficiais de Justiça ao Banco Master para intimar o liquidante da instituição, Eduardo Félix Bianchini, servidor aposentado do BC responsável pelo processo de liquidação.

A investigação segue em curso, com foco nas responsabilidades pela operação envolvendo as carteiras de crédito consignado e pelas negociações que antecederam a decretação da liquidação do Banco Master.


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Política

PGR descarta ilicitude e arquiva pedido de investigação contra Moraes no caso do Banco Master por falta de provas

 

A representação alegava que o ministro teria articulado com o presidente do BC em favor do Banco Master

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento do pedido de investigação que questionava a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master.

A representação foi apresentada pelo advogado sul-mato-grossense Enio Martins Murad, que não tem relação com os processos sobre o tema em tramitação na Corte.

Murad argumentou que o ministro teria mantido interlocução com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor de interesses privados do Banco Master, e que teria citado um contrato de prestação de serviços advocatícios entre a sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira.

As informações vieram à tona após reportagens publicadas pelas colunas de Malu Gaspar e Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a imprensa, Moraes teria procurado Galípolo em pelo menos quatro ocasiões distintas, pessoalmente e por telefone, para tratar da compra do Master pelo BRB – que foi barrada posteriormente pelo Banco Central – e do contrato da instituição com o escritório de sua esposa no valor de R$ 130 milhões válido até 2027.

A partir disso, Murad pediu a abertura de uma investigação pelos crimes de tráfico de influência e violação aos princípios da administração pública. Gonet, no entanto, decidiu ser “imperativo sublinhar a absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”, tanto em relação a Galípolo quanto a Moraes.

Em documento assinado em 27 de dezembro, o procurador-geral destacou que, apesar da repercussão midiática, as reportagens não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que comprovem a tese de intimidação, mantendo a narrativa no campo das suposições.

Segundo o procurador-geral da República, a relação contratual entre a esposa do ministro e o Banco Master não configura irregularidade.

“No que tange ao contrato mencionado entre a doutora Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a intervenção desta instância. Refoge ao escopo de atuação e à competência da Suprema Corte a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares, especialmente quando resguardados pela autonomia intrínseca à atividade liberal da advocacia”, afirma Gonet.

Após a publicação das reportagens, Moraes divulgou uma nota na qual negou as acusações e explicou que, em todas as reuniões com Galípolo, não tratou de qualquer assunto ou fez qualquer pressão em favor do banco Master, mas falou sobre a Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.

O comunicado diz ainda “que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.

*BdF


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Renato Gomes, enaltecido pela Globo no caso Master, manobrou no BC para entregar R$ 11 bi a André Esteves, do BTG

Durante a gestão Campos Neto e Paulo Guedes, Esteves teria comprado massas falidas dos bancos Econômicos e Nacional. Com decisões à jato de Renato Gomes, herói da Globo no caso Master, teria transformado “”zumbis bancários, repletos de passivos, em corpos financeiros vivos”.

Classificado como herói por Malu Gaspar e Lauro Jardim, d’O Globo, na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, Renato Dias de Brito Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da instituição, teria tomado duas decisões à jato que renderam cerca de R$ 11 bilhões aos cofres do banco BTG Pactual, de André Esteves.

Herdeiro do BTG pactual, instituição criada por Paulo Guedes – ex avalista junto ao mercado da candidatura de Jair Bolsonaro (PL), de quem se tornou “super” ministro da Economia -, Esteves vem sendo blindado pelo clã Marinho e pela mídia liberal na guerra contra Daniel Vorcaro, do Master, que teve início na Faia Lima e foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações divulgadas em setembro pelo site O Bastidor o dono do BTG foi beneficiado diretamente por duas decisões administrativas de Renato Gomes sobre as massas falidas dos bancos Econômico e Nacional, que quebraram nos anos 1990 durante o Proer, programa criado por Fernando Henrique Cardoso para socorrer instituições financeiras.

Ressalvando a autoria, de Diego Escotesguy – que caiu no limbo jornalístico após participar ativamente da rede midiática de Sergio Moro no lawafare da Lava Jato como editor-chefe da revista Época, do mesmo grupo Globo -, a reportagem revela detalhes da manobra de Renato Gomes para que André Esteves assumissem o controle dos bancos em duas decisões à jato: “no caso do Econômico, três meses. No caso do Nacional, menos de um mês”.

De acordo com a apuração, Renato Gomes transformou “zumbis bancários, repletos de passivos, em corpos financeiros vivos – em CNPJs limpos, dos quais o BTG passaria a extrair bilhões em créditos fiscais, títulos federais com pagamento certo e outros ativos valiosos mediante decisões favoráveis em Brasília”.

Cadáveres bancários
Para ressuscitação dos cadáveres bancários, como são descritos, Esteves adquiriu em 2021, com Guedes, Bolsonaro e Campos Neto no poder, a massa falida dos dois bancos, que estavam em liquidação extrajudicial desde 1996, nos tempos de FHC.

“Eram zumbis financeiros, com patrimônios líquidos profundamente negativos, presos em um emaranhado de passivos bilionários e ativos ilíquidos administrados lentamente por liquidantes nomeados pelo BC”, diz a reportagem.

Esteves teria promovido o saneamento da massa falida, pagando dívidas para cumprir a exigência do BC, de que os bancos atingissem patrimônio liquido positivo. Tudo foi feito por meio de manobras financeiras, com compras de créditos de credores, que já nem tinham esperanças de receber as dívidas, com valores muito baixos.

No caso do Econômico, Esteves teria sanado cerca de R$ 1 bilhão em dívidas. No entanto, a massa falida escondia R$ 3,15 bilhões em prejuízos fiscais acumulados – que podem ser usados para abater tributos do grupo, no caso o BTG – e R$ 6,9 bilhões em créditos FCVS – os Fundos de Compensação de Variações Salariais, que são créditos contra União.

Após ressuscitar o cadáver do Econômico, Paulo Guedes e Campos Neto teriam dado o aval para Renato Gomes, no BC, decretar o fim da liquidação extrajudicial em 5 de outubro de 2022, após 26 anos. Toda a operação ocorreu em tempo recorde, de 3 meses, segundo a reportagem.

Já no caso do Banco Nacional, com a expertise adquirida – já realizada pelo BTG quando adquiriu a massa falida do Bamerindus – e os caminhos internos no BC – Esteves levou menos de um mês para obter, em 27 de junho de 2024, o aval de Renato Gomes para assumir os lucros da operação.

Segundo a reportagem, “o custo total da transação do Nacional foi estimado em 2,7 bilhões de reais. Em troca, o BTG levou outro pacote robusto de ativos: cerca de 4,4 bilhões em créditos contra o governo (3,12 bilhões em FCVS e 1,3 bilhões em outros recebíveis do Tesouro Nacional) e 1,74 bilhão de reais em prejuízos fiscais”.

*Plínio Teodoro/Forum


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Política

Desemprego cai para 5,2% no trimestre e atinge menor nível em 13 anos

Número de ocupados e massa de rendimentos também batem recordes

A taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025. É o menor percentual desde o início da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), em 2012. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador vem renovando mínimas sucessivas desde o trimestre encerrado em junho de 2025. O número de pessoas em busca de trabalho caiu para 5,644 milhões, o menor já registrado pela pesquisa. Ao longo da série histórica, o maior contingente de desocupados ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de Covid-19, quando esse indicador chegou a 14,979 milhões de pessoas.

Na outra ponta, o número de pessoas ocupadas chegou a 103,2 milhões, novo recorde da série. O nível de ocupação alcançou 59,0% da população com 14 anos ou mais, o maior já observado.

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, a manutenção da ocupação em patamar elevado ao longo de 2025 reduziu a pressão por busca de trabalho.

Subutilização da força de trabalho também recua
A taxa composta de subutilização caiu para 13,5%, a menor da série histórica, segundo o IBGE. O indicador recuou 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,7 p.p. frente ao mesmo período de 2024.

A população subutilizada somou 15,4 milhões, o menor contingente desde dezembro de 2014.

Administração pública impulsiona alta
A distribuição por grupamentos ficou da seguinte forma:

  • No trimestre, apenas o grupamento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais apresentou crescimento significativo, com alta de 2,6% (mais 492 mil ocupados).
  • Na comparação anual, também houve crescimento em transporte, armazenagem e correio (3,9%).
  • O emprego em serviços domésticos recuou 6,0%, com perda de 357 mil postos.
  • As áreas de educação e saúde lideraram a expansão da ocupação no período.

Informalidade fica abaixo de 38%
A taxa de informalidade foi de 37,7%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O índice é menor que o registrado no trimestre anterior e no mesmo período de 2024.

Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 39,4 milhões, novo recorde.

Outros dados são:

  • O emprego no setor público também bateu recorde, com 13,1 milhões de trabalhadores.
  • Já o contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado caiu 3,4% no ano.
  • O número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,0 milhões, maior patamar da série.

Rendimento médio e massa salarial
O rendimento médio real habitual foi de R$ 3.574, o maior já registrado. Houve crescimento de 1,8% no trimestre e 4,5% na comparação anual.

Por sua vez, a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 363,7 bilhões, com aumento de R$ 19,9 bilhões em um ano.

No trimestre, o rendimento recorde foi puxado pela alta de 5,4% no rendimento médio dos trabalhadores em informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

Já na comparação anual, houve ganhos em cinco atividades: agricultura e pecuária (7,3%), construção (6,7%), informação, comunicação e atividades financeiras (6,3%), administração pública (4,2%) e serviços domésticos (5,5%).

De acordo com Adriana Beringuy, a combinação entre expansão do emprego e aumento da renda tem impulsionado a massa salarial na economia.


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Política

O jornalismo de compadrio amplificou o caso Master para pegar Moraes

O caso do Banco Master pode desestruturar todo o sistema financeiro brasileiro. É o que mais dizem. Quanta bobagem. A quebra do Nacional em 1995 não quebrou porra nenhuma. A falência do Nacional em 1997 não parou o país.

Os destroços do Banco Master vão abalar muita gente, mas não vão quebrar o Brasil. O país enfrenta até a ação criminosa de uma Lava Jato e não quebra.

Então, essa conversa de graves abalos do Master no sistema financeiro existe apenas para reforçar os ataques a Alexandre de Moraes. Dão relevância a um banco que ninguém sabia que existia para dizer que o ministro envolveu-se com um baita banco.

Que história babaca! Entrem nas listas dos bancos brasileiros, para ver quais são os grandes, por qualquer critério de avaliação, de patrimônio, ativos, clientes, lucro, movimentação financeira. O Master não aparece.

Aparecem até o Banrisul, o Nubank, o BTG, o Sicredi, mas não tem Master em lista alguma. Valorizaram o Master nos jornalões porque era preciso legitimar a denúncia. O que não significa que não há bilhões nesse rolo. Bancos lidam com bilhões.

O que existe hoje em boa parte do jornalismo é esforço corporativo para dizer que denúncias não precisam de provas e que esse é um problema da Justiça. Que Alexandre de Moraes não é o Batman e que por siso, por não ser unanimidade, precisa se defender. Ele e Gabriel Galípolo.

Esse jornalismo do compadrio corporativo e de amiguinhos, que mobiliza toda a tropa lavajatista, é conhecido dos brasileiros. Já atuou na defesa do grampo de Sergio Moro contra Dilma e Lula em 1996.

Atuou como avalista do lavajatismo sem provas de de Curitiba, que não existiria sem o suporte da grande imprensa. Todos eles, os que defenderam Moro, agora se voltam contra Moraes.

Não há surpresas. Todos os colunistas, que agora fazem jornalismo ‘investigativo’ sem provas, tentam substituir os repórteres nas redações. Porque a intriga passou a ser furo.

Por isso, pela insistência deles, o caso Master assumiu a dimensão que tem hoje, quando era, até dias atrás, uma tramoia com títulos podres envolvendo máfias bolsonaristas nos Estados e Ibaneis Rocha.

Agora, o envolvido é Alexandre de Moraes, porque a direita estava à espera de uma pisada em falso do ministro. Não o fascismo, mas a velha direita. Por isso o Master poderia quebrar o Brasil, com a ajuda de Moraes.

Vamos repetir a pergunta que Maria da Conceição Tavares faria: mas que porra de Master é esse? Que porra de denúncia é essa sem prova? Que porra de jornalismo estamos fazendo desde o golpe contra Dilma? Saudade da Conceição.

*Moisés Mendes/DCM


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Brasil

Abin alertou sobre neonazismo: a ameaça de ‘maior potencial de crescimento’ no Brasil

Num mapeamento dos riscos de violência e extremismo no Brasil, Abin alertou sobre potencial de expansão de grupos ultranacionalistas

Os movimentos neonazistas representaram a ameaça de “maior potencial de crescimento” no Brasil entre 2019 e 2020.

A informação faz parte de documentos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que foram obtidos após uma longa batalha judicial pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública. Desde meados de dezembro e pelas próximas semanas, o ICL Notícias traz com exclusividade dezenas de informes, relatórios e dados até hoje mantidos como confidenciais pela Abin.

Num relatórios sobre os riscos do terrorismo e dos atos de violência no Brasil e no mundo, de 6 de abril de 2020, a Abin traçou um mapa das diferentes correntes extremistas no país e seu potencial de representar um risco para segurança pública.

Naquele ano, a Abin alertava para o fato de que “ataques perpetrados por indivíduos ou grupos inspirados por ideologias extremistas, não necessariamente de caráter islâmico, vêm ganhando espaço no Brasil, como se verificou no massacre de Suzano, em 13 mar. 2019, e nas ameaças da célula ecoextremista Sociedade Secreta Silvestre (SSS) a autoridades públicas brasileiras em 2019”.

“Adeptos desses movimentos compartilham uma visão radicalizada de mundo e defendem o uso da violência como meio de promoção de seus ideais”, alertou.

Ainda que o risco fosse identificado em outros grupos ideológicos também, a Abin era explícita ao mencionar a ameaça da extrema direita.

“Com relação ao ultranacionalismo e ao neonazismo, esses movimentos se fortaleceram em 2019, com o aumento de ataques em diversos países do mundo”, disse. “No âmbito internacional, o crescimento dos grupos ultranacionalistas tem como principal motivação o aumento da imigração no continente europeu. Esses grupos são contrários ao que acreditam ser uma “islamização da Europa” e respondem a essa “ameaça” com ataques violentos”, explicou.

De acordo com a agência, o crescimento mundial do neonazismo estava influenciando a reorganização de grupos no Brasil, como o Crew 38 e Hammerskin Nation, o Misanthropic Division e o Combat 18/Blood & Honour/Aryan Strikeforce.

“Recentemente, houve aumento de ataques pontuais contra indivíduos que não se enquadram no estereótipo defendido por esses grupos. Desde a realização das operações policiais Azov e Hateless, em 2016 e 2017. respectivamente, os neonazistas brasileiros adotaram medidas de segurança para dificultar as ações policiais e de Inteligência”, constatou a Abin.

100 membros ativos em 2020 defendendo “revolução armada”
A agência, naquele momento, tentava ainda decifrar qual seria o tamanho da ala mais violenta do grupo. “A Nova Resistência, representante da ideologia da Quarta Teoria Política, é movimento favorável aos valores tradicionais e à religiosidade e contrário ao liberalismo em todas as suas formas. Surgiu no Brasil, em 2014, e expandiu-se pelo território nacional tenda constituído células em vinte unidades da federação”, alertou. “Haveria, ao menos, uma centena de membros ativos promovendo ações de propaganda no país. O grupo defende a revolução armada como resistência popular legitima”, destacou a agência.

“Além da Nova Resistência, grupos de ideologia integralista têm ressurgido no país e demonstram tendencia a radicalização, como constatado a partir do ataque promovido a sede da produtora do humorístico “Porta dos Fundos”, em dezembro de 2019”, disse.

“Há indícios de que membros de grupos integralistas possuam vínculos com a Nova Resistência, que comentou o ataque em suas redes sociais como “inevitável”, afirmou a Abin.

Intolerância religiosa
O informe também aponta como a intolerância religiosa de matiz não islâmica havia aumentado em 2019. “O uso de violência ou ameaça de violência tornou-se mais frequente, com emprego de armas de fogo, como fuzis e metralhadoras. Em alguns estados brasileiros, grupos criminosos organizados têm se envolvido em atos de intolerância religiosa com proibição de práticas de religiões de matriz africana territórios. Os eventos de intolerância religiosa são subnotificados, o que dificulta o monitoramento, análise e enfrentamento da ameaça”, afirmou.

Já naquele momento, a Abin destaca como a radicalização extremista violenta em ascensão no Brasil estava acontecendo nos fóruns da Internet e na deepweb. “Jovens, em sua maioria do sexo masculino, com histórico de problemas familiares, psiquiátricos e rejeição, encontram em grupos online um local de propagação de discursos radicais e de incentivo ao cometimento de massacres”, disse.

“Em 2019, os ataques à escola Raul Brasil, em Suzano/SP, representam o crescimento desse fenômeno. Após o atentado, ameaças de atos semelhantes espalharam-se pelos estados da federação. Em quase todos os estados, até o momento, foram relatados cerca de 80 incidentes. A maior parte deles restringiu-se a ameaças, os demais foram pequenas ações solucionadas pelas forças de segurança locais”, alertou.

Na web, a Abin havia identificado “uma mistura de ódio a gays, negros, mulheres e minorias em geral, apologia ao nazismo e à cultura dos “celibatários involuntários” (incels), símbolos do El, uso de roupas pretas e manifestações contrárias ao marxismo ou à esquerda”.

Projeção
A Abin não disfarçava a preocupação com o aumento da violência no país. “Em 2020, é provável que atos de extremismo violento, baseados em ideologias difusas, aumentem no Brasil. Com o crescimento do fenômeno em nível internacional, a tendência é que novos grupos, movimentos e ideologias surjam no Brasil por espelhamento”, disse.

“Com relação ao anarquismo insurrecional, é provável que permaneça representando baixo nivel de ameaça, restringindo-se a atos pontuais e manifestações em ambiente virtual. No que concerne ao ecoextremismo, a tendência é de fortalecimento do movimento com a criação de novas células na América Latina e na Europa”, disse.

Mas o alerta principal vai para o movimento de extrema direita. “A mesma tendência verifica-se nos grupos ultranacionalistas e neonazistas, sendo essas as correntes que apresentam maior potencial de crescimento e fortalecimento”, completou.

Ecoterrorismo
Um trecho do informe é ainda focado na ameaça do ecoterrorismo e às ameaças feitas contra o governo de Jair Bolsonaro.

“No Brasil, o expoente do ecoextremismo é a célula Sociedade Secreta Silvestre (SSS)”, disse.

“Já publicou onze comunicados, nos quais reivindicaram ataques com artefatos explosivos ou ameaças a autoridades públicas. Os fatos apontam para uma célula local, detentora de rede de apoiadores resilientes. Seus integrantes demonstram capacidade efetiva para empregar medidas de antivigilância”, apontou.

“Em 2019, a célula brasileira representou uma das principais ameaças no Brasil. Em
janeiro de 2019, três suspeitos foram detidos em Alto Paraíso/GO, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pelo Departamento de Polícia Federal (DPF). após tentativa de ataque, em dezembro de 2018, contra o Santuário Arquidiocesano Menino Jesus, em Brazlândia/DF, e ameaças contra o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e os então futuros ministros, Ricardo Salles e Damares Alves”, disse.

“Em abril de 2019, a célula reivindicou o incêndio de duas viaturas no posto da Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). na Floresta Nacional (Flona) de Brasília. A célula também fez novas ameaças aos ministros Ricardo Salles e Damares Alves. inclusive com ameaça de emprego de toxina biológica letal, e ameaçou de morte eventuais visitantes que realizem ecoturismo na Flona, principalmente, nos finais de semana”, completou.

*Jamil Chade/ICL


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Pesquisa

Otimismo cresce e 61% dos que votaram em Bolsonaro acreditam que 2026 será melhor, diz DataFolha

Pesquisa Datafolha mostra que 69% dos brasileiros acreditam que 2026 será melhor que 2025 no âmbito pessoal. Otimismo também é crescente em relação à situação do país, que cresceu 13 pontos.

O efeito Lula na economia, com inflação controlada, que freou a alta de preços nos supermercados, e a situação de pleno emprego – com índice de desemprego de 5,4%, o menor da série histórica, iniciada em 2012, do IBGE -, provocou uma onda de otimismo com o próximo ano que atingiu até mesmo os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (28), mostra que 69% dos brasileiros estão otimistas e acreditam que, no âmbito pessoal, 2026 será melhor que 2025 – 16% dizem que será igual, 11% pior e 3% não sabem. O índice de otimismo cresceu 9 pontos em relação ao ano anterior, quando 60% diziam que o ano atual seria melhor que o anterior, 21% igual, 16% pior e 2% não sabiam.

Em relação à situação atual do país o crescimento foi ainda maior e avaliação de que “2026 será um ano melhor para os brasileiros em geral” passou de 47% no fim de 2025 para atuais 60%.

No recorte, as mulheres (75%) se mostram mais otimistas que os homens (65%). Com índice de 74%, os mais pobres, com renda de até 2 salários mínimos, se mostram mais otimistas que a classe média (5 a 10 salários mínimos) e a classe alta (acima de 10 salários mínimos), que registraram percentual de 61%. Na classe média baixa, com renda 2 a 5 salários mínimos, 68% estão mais otimistas.

O Datafolha mostra ainda que até mesmo os eleitores que declaram votos em Bolsonaro em 2022 estão mais otimistas. Segundo a pesquisa, 61% deles acreditam que o ano eleitoral de 2026 será melhor que 2025. Entre os que declararam voto em Lula, o índice chega a 78%.

Ouvindo economistas, o próprio jornal da família Frias, declaradamente anti Lula, teve que admitir que “o otimismo sentido pela população é reflexo do bom desempenho de alguns dos principais indicadores da economia brasileira em 2025”.

“[2025] Foi um ano em que os preços dos alimentos se comportaram bem. Com menores taxas de desemprego e com a inflação de alimentos tão baixa, é natural que as pessoas estejam se sentindo bem. E a situação, de fato, está boa”, disse Samuel Pessôa, pesquisador do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) e colunista do jornal. Forum.


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