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Política

Com 3% de intenção de votos, Zema vira o novo grandão da mídia industrial

Quem vê a fala de Zema e não está acompanhando os números das pesquisas, imagina que governador de Minas Gerais, é um outsider, é menos que um nanico político, ronca grosso para ninguém. O sujeito é um provinciano esteriotipado e, por isso mesmo, um teco-teco sem motor e sem qualquer função concrta na vida nacional

Quem não sabe disso, acha que o jeca de plantão está de fato grandão nas pesquisas. Mas, assim como Caiado, da chamada terceira via.

Zema é um blefe que vale 3%. Esse papo de que é gestor técnico de direita, não convence ninguém.

Se o ataque ao Bolsa Famíla em plena Faria Lima para agradar os ricos, está longe, bem longe da realidade do Vale do Jequitinhonha.

Isso revela que Zema não é um gestor, não é um líder, apenas um blefe. Os trocados que tem no bolso, 3%, para bancar uma briga com o STF, não paga um pingado na birosca do Chico Bento.

O camarada não tem poder de voto nenhum, não representa ninguém, não tem eleitor para encher uma kombi. A única coisa que tem é um uai falsificado, já que um playboy jeca que faz um esteriótipo de mineiro para parecer um caipira de cigarro de palha.

O problema é que a Faria Lima só banca quem dá lucro, e 3% dá prejuízo.

Zema é uma mentira até como caipira, um pão de queijo de padaria paulista, por isso tomou um tranco do prefeito de Teófilo Otoni, Fabio Marinho (PL) quando atacou o Bolsa Família, porque lá no Vale do Mucuri, o Bolsa Família faz uma enorme diferença na venda, na farmácia, no posto. Lá ninguém fala uai com sotaque do Itaim Bibi.

Zema é um borralho que tenta sobreviver decalcando discurso do editorial do Globo para ganhar um farolzinho de bicicleta.

Resumo da ópera

Como é um caipira de laboratório e CNPJ, ninguém acredita na mineirice desse mineiro de mentirinha.

Ou seja, com 3% da intenção de votos, Zema, que também ataca os nordestinos mais miseráveis, tem uma candidatura para a presidência da República que já nasce morta.

Zema não passa de um Cleitinho piorado, daí seu resultado pífio nas pesquisas.


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Brasil Mundo

O alerta da FAB para aproximação de porta-aviões dos EUA ao Brasil

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo navio nuclear desse tipo ainda em atividade no mundo, tem visita confirmada ao Rio de Janeiro, e a presença do gigante da Marinha dos Estados Unidos já levou a Força Aérea Brasileira a emitir um alerta aos aviadores. O navio, que participa da Operação Southern Seas 2026, deverá passar pela Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio, período em que sua altura e posição exigirão atenção especial de aeronaves em operação no entorno do Aeroporto Santos Dumont.

Lançado ao mar em 1972 e incorporado à Marinha dos Estados Unidos em 1975, o USS Nimitz virou um dos símbolos militares mais conhecidos da frota estadunidense.

Ao longo de décadas, participou de episódios centrais da história militar recente, como a tentativa frustrada de resgate de reféns na embaixada estadunidense em Teerã e a Operação Tempestade no Deserto, durante a Guerra do Golfo. O navio também ganhou fama fora do ambiente militar ao inspirar o filme “Nimitz de Volta ao Inferno”, lançado em 1980.

Antes de seguir para o Brasil, o Nimitz fez escala em Valparaíso, no Chile, onde chegou em 17 de abril acompanhado do destróier USS Gridley e do navio-tanque USNS Patuxent. A parada faz parte da Southern Seas 2026, operação conduzida pelo Comando Sul e pela 4ª Frota dos Estados Unidos.

A missão prevê exercícios navais, operações de passagem e atividades com marinhas parceiras da América Latina, com o objetivo de ampliar interoperabilidade, capacidade conjunta e cooperação marítima na região, segundo o DCM.

O trajeto do navio até o Brasil inclui a descida pelo sul do continente, passagem pelo Estreito de Magalhães e depois a subida pela costa atlântica da América do Sul.

A viagem faz parte da última grande operação do USS Nimitz antes de sua desativação definitiva, o que transforma a escala brasileira em um momento simbólico para a carreira de um dos navios mais emblemáticos da frota estadunidense.

No caso do Rio de Janeiro, o ponto mais sensível envolve a segurança do tráfego aéreo. Segundo o aviso emitido aos aeronavegantes, as antenas localizadas na ponte de comando do navio ultrapassam 70 metros de altura, o que representa um obstáculo relevante para pilotos, sobretudo helicópteros e aeronaves que operam em baixa altura na região da Baía de Guanabara.

Esse tipo de notificação já é comum quando embarcações de grande porte ficam próximas ao Santos Dumont, mas o porte do Nimitz elevou o nível de atenção.


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Política

Discurso de direita cansou e não tem plano B

O discurso da direita brasileira (especialmente o bolsonarista mais raiz) parece ter entrado em fadiga em 2026. Muita gente no campo conservador e até moderado reclama que virou repetição: “Lula roubou”, “STF ditadura”, “marxismo cultural”, “família em perigo”, anticorrupção moralista… mas sem conseguir atualizar ou entregar resultados palpáveis que convençam além da bolha. Ciro Nogueira (PP) já alertou abertamente: sem Bolsonaro como candidato viável, a direita não tem Plano B claro para 2026.

E a realidade confirma: Flávio Bolsonaro tem alta rejeição e discurso radical que afasta o centro e o Centrão.

Por que o discurso “cansou”?

Falta de renovação: O antipetismo puro e o “guerra cultural” funcionaram em 2018 como reação ao PT desgastado, mas depois de anos de polarização extrema, prisões, inelegibilidades e crises internas (incluindo a prisão de Bolsonaro em alguns cenários), virou eco de si mesmo. Eleitores cansados querem propostas concretas de economia, segurança, educação e redução de burocracia — não só “contra a esquerda”.

E isso, definitivamente, a direita não tem. O seu discurso está com prazo de validade vencido. as 72 horas também dançaram. Rebatizar Flavio, Caiado e Zema cmo terceira via, nem na cachola sonhadora de Elio Gaspari.

Para piorar, o relator da CPI do crime organizado, o senador bolsolavajatista, Alessandro Vieira, que propôs o indiciamento de Gilmar Mendes, Moraes, Toffoli e do PGR, Paulo Gonet, deu bolor e acav=bou a lambança caindo no colo da direita, enquesnto o camarada não para de apanhar por conta da relatpria vexatória.

A variedade de lambanças da direita, a começlar por Flavio, que não para de mentir dando diploma de imbecil ao eleitor, é uma técnica tosca que foi extinta pelo próprio corpo social. Está morta, defunta putrefata.

Não será a troca de etiqueta ou uma nova embalagem que farão o cenário mudar.]

O cheiro de podre exala e não há lacre nivo que maquie esse odor.

A pergunta é, a direita insistitrá no discurso de viúva de Bolsonaro? Não né.

Defenderá Deus, pát5ria, família e liberdade? Não ne.

Cintinuarão a atacar o Bolsa Família, as cotas para negros, os nordestinos?

Não, nada disso, porque isso não dá mais liga, menos ain da a troca de adesivos, bandeira dos EUA, boné do MAGA ou a fotografia do Trump derrotado na guerra cont5ra o Irã.

Creio que a direita já deve ter percebido queo eleitor não sofre de amnésia.

Flávio sumirá das entrevistas, das aparições públicas, deixando dois jecas, Zema e Caiado, falando sozinhos para um eleitor que não tem a menor paciência de aturar almas penadas que sobraram dos cacos da direita nacional.


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Brasil Mundo

Lula na Alemanha: “Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra contra o Irã”

Presidente afirma que medidas adotadas pelo governo evitaram alta do petróleo no mercado interno e critica conflito no Oriente Médio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita contra o Irã”, e destacou que as medidas adotadas pelo governo têm reduzido os impactos econômicos do conflito, especialmente no setor de energia. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, neste domingo (19), onde o presidente também criticou as ações militares no Oriente Médio e seus efeitos globais.

Críticas à guerra e à ONU
O presidente também fez críticas diretas às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de questionar a postura de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, de acordo com o 247>

“Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio (…) Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da carta da ONU”, disse.

Efeitos globais e sociais do conflito
Lula ainda mencionou o uso ilegal de inteligência artificial em operações militares e alertou para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o conflito contribui para o aumento dos custos de energia e transporte, além de intensificar a escassez agrícola e a insegurança alimentar.

“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos, o protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”, declarou.

Agenda na Alemanha
O presidente chegou à Alemanha neste domingo e foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen, em Hannover. Ele participa da Feira Industrial de Hannover, considerada a maior do mundo no setor de inovação e tecnologia industrial, da qual o Brasil é país parceiro. A agenda inclui ainda um jantar empresarial oferecido pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com a presença de executivos brasileiros e alemães.


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Política

Exército transferiu R$ 39 milhões ao Banco Master em consignados, aponta relatório

O Exército credenciou o Banco Master para operações de empréstimos consignados a militares da ativa e da reserva e repassou R$ 39 milhões à instituição em pouco mais de um ano. O valor corresponde aos descontos realizados diretamente nos contracheques dos militares para pagamento de crédito concedido pelo banco.

Os dados constam em um relatório de inteligência financeira (RIF) elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento foi enviado em março à CPI do Crime Organizado no Senado, que foi encerrada na semana anterior sem aprovação de relatório final.

O relatório aponta duas possíveis irregularidades relacionadas ao destino dos recursos. Uma delas envolve o recebimento dos repasses com débito imediato dos valores pelo banco, o que pode indicar movimentações consideradas suspeitas.

A outra hipótese mencionada trata da concentração dos recursos em uma mesma titularidade. Segundo o RIF, esse tipo de operação dificulta a identificação de outros beneficiários das transferências realizadas.

O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro do ano passado. Após a medida, o Exército rescindiu unilateralmente o contrato de credenciamento no dia 24 do mesmo mês.

Em nota, o Exército afirmou que não houve prejuízo aos cofres públicos. “Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas.”

A Força declarou ainda que atua apenas como intermediária nas operações. “O Comando do Exército, via Centro de Pagamento, atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master].”

O banco foi credenciado após participação em edital público e apresentação de requisitos legais e financeiros. A defesa de Daniel Vorcaro não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem na terça-feira (14).


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Política

A relação entre a privatização da Sabesp pelo governo Tarcísio e o Banco Master

Conflitos de interesse nos leilões que entregaram o controle das estatais paulistas ligam o governador a Nelson Tanure

A doação milionária de campanha feita por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022 não é o único elo entre a instituição financeira e o governador bolsonarista.

As privatizações da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), com direito a foto da martelada, e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), ambas em 2024, estão ligadas à figura de Nelson Tanure, sócio oculto do Banco Master e chamado de “comandante” por Vorcaro, segundo as apurações da Polícia Federal. Tanure é investigado hoje pelo Banco Central (BC), Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF).

Dois anos após a vitória de Tarcísio, que contou com R$ 2 milhões de doação de Zettel, as empresas Emae e Sabesp passaram a ser foco das atenções de executivos e do mercado financeiro visando sua posse. Foi neste período, no início de 2024, que ocorreu a constituição do Fundo Phoenix, um fundo sustentado por meio de ações da empresa Ambipar, uma multinacional brasileira líder em gestão ambiental e resposta a emergências, cujo presidente do conselho era Carlos Piani, hoje presidente da Sabesp.

O Fundo Phoenix tem Nelson Tanure como beneficiário final e era gerido pela Trustee DTVM, uma distribuidora de títulos e valores mobiliários ligada ao Banco Master.

Fundo Phoenix, de Tanure, no leilão da Emae
Em abril de 2024, o recém-criado Fundo Phoenix venceu o leilão da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) por R$ 1,04 bilhão. A empresa é responsável pelo controle da elevação da água do Rio Pinheiros, entre outras gestões hídricas, além da geração de energia elétrica em usinas hidrelétricas no interior do estado.

A garantia (lastro) do Fundo Phoenix para a Emae eram as ações da Ambipar, que sofreram uma valorização repentina de mais de 700% entre abril e outubro de 2024. Para a equipe técnica da CVM, fundos ligados ao Master e à Tanure agiram com a Ambipar para inflar artificialmente o valor de mercado da companhia.

Com o capital levantado por meio de debêntures e empréstimo da XP, o Fundo Phoenix realizou o pagamento à Emae. Já o dinheiro que a Emae tinha em caixa foi usado para comprar debêntures da Light (outra empresa do mesmo grupo econômico) e investir em CDBs do Banco Master, direcionando o capital da empresa recém-adquirida para beneficiar as instituições que financiaram a própria compra da companhia.

Master e Equatorial de olho na Sabesp
Em junho de 2024, buscando recursos para comprar a Sabesp, Nelson Tanure e membros do Banco Master buscaram o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para articular um empréstimo. Nas reuniões, conforme reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, estavam presentes: Tanure, Reinaldo Hossepian, diretor do Banco Master, e a então assessora da área de fusões e aquisições do Banco, Karla Maciel.

Maciel liderou a área de fusões e aquisições do Banco Master durante o período de negociações da venda da Emae. Poucos meses depois, em outubro, ela tornou-se CEO da empresa, onde ficou até dezembro de 2025, quando o caso Master começa a tomar as manchetes dos jornais. Enquanto geriu a Emae, Maciel facilitou a compra de dívidas da Light.

Em julho de 2024, foi anunciada a posse de 15% das ações majoritárias da Sabesp pela Equatorial Energia, que venceu o processo de desestatização da Sabesp como única concorrente. Na época, Carlos Piani era presidente do conselho da Equatorial.

Carlos Piani, presidente da Sabesp | Crédito: Divulgação/Sabesp

O processo de desestatização da Sabesp, concluído em julho de 2024, levantou suspeitas devido ao valor da venda. A empresa, que possuía lucros na ordem de R$ 56,2 bilhões, teve a venda de 15% das ações (R$ 6,9 bilhões), o que possibilitou o controle estratégico da companhia. No total, foram captados aproximadamente R$ 15 bilhões. A baixa competitividade também chamou atenção, com a Equatorial sendo a única concorrente, enquanto grandes empresas globais do setor permaneceram ausentes da disputa. Em 13 de fevereiro de 2026, as ações da Sabesp atingiram o patamar de R$ 152,50, uma valorização de aproximadamente 127% sobre o preço de venda da desestatização.

Antes conselheira do governo, depois, da Equatorial
Nesse processo, destaca-se a figura de Karla Bertocco. Ela presidiu o Conselho de Administração da Sabesp poucos meses antes de integrar o conselho também da única interessada em comprar a companhia, a Equatorial, gerando assim um possível conflito de interesses.

Além disso, ela foi subsecretária de Parcerias e Inovação do Governo de São Paulo entre 2015 e 2018, presidente da Sabesp até 2018, diretora do BNDES até 2019 e, até dezembro de 2023, ocupava um cargo no conselho da Equatorial. Atualmente, Bertocco atua na Orizon Valorização de Resíduos.

Em julho de 2024, a federação PT-PCdoB-PV na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) encaminhou representação ao Ministério Público (MP-SP) solicitando a apuração de conflito de interesse e dano ao interesse público na participação de Bertocco no conselho de ambas as companhias.

A representação, assinada pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), contestou as alegações do governo do Estado e da Sabesp sobre a atuação da executiva. Segundo o documento, atas de reuniões do Conselho Diretor do Programa de Desestatização (CDPED) e do Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas (CGPPP) realizadas a partir de setembro de 2023 mostram que a executiva participava ativamente dessas reuniões, nas quais foram deliberadas matérias críticas relacionadas ao processo de privatização.

A federação também alegou que a Sabesp contratou uma empresa para prestar serviços de assessoria financeira especializada sob a supervisão do Conselho de Administração, do qual a executiva fazia parte.

Poucos meses depois, Carlos Piani deixou o conselho da Ambipar e da Equatorial para assumir a presidência da Sabesp. Ele é considerado peça-chave para executar a recompra da Emae pela Sabesp a partir de um fundo que ele mesmo estruturou, permitindo assim que a Sabesp exerça o controle de todos os mananciais da Região Metropolitana de São Paulo e do fluxo dos rios Pinheiros e Tietê.

Com Tanure, Emae compra papéis do Master
Em janeiro de 2025, com Nelson Tanure na presidência do Conselho de Administração da Emae, a empresa comprou R$ 160 milhões em CDBs (Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos) do Letsbank, banco também ligado ao conglomerado do Banco Master.

Diante disso, em maio, a CVM suspeitou que a valorização da Ambipar pudesse ter sido feita de forma artificial para beneficiar a compra da Emae por Tanure. O documento da CVM não citou Piani, apenas o controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi. A investigação afirmou que “se tratava da criação de valor nesse ativo [Ambipar] para que pudesse ser empregado de forma mais eficiente em uma operação estratégica subsequente e de grande porte, a aquisição da Emae”, beneficiando Tanure.

Em outubro de 2025, Tanure não pagou o empréstimo com a XP Investimentos que havia lhe permitido comprar a Emae. O banco então executa a dívida e assume o controle da Emae.

Sob a gestão de Carlos Piani, a Sabesp (agora privatizada) comprou a Emae do Fundo Phoenix. A reportagem tentou contato com a CVM, mas não obteve retorno para saber o desfecho e encaminhamentos da investigação.

(Arte: Brasil de Fato)

Suspeitas na Justiça
No início de abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou duas ações que pediam a suspensão do processo de privatização da Sabesp. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1180, o Partido Socialismo e Liberdade (Psol), a Rede Sustentabilidade, o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Verde (PV) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) questionavam a Lei municipal 18.107/2024, que autoriza firmar contratos de prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além do contrato de concessão com a Sabesp e do cronograma de privatização da estatal.

Já na ADPF 1182, o PT contestava a Lei estadual 17.853/2023, que autoriza o Poder Executivo a realizar a desestatização da Sabesp, com alienação de participação societária. José Faggian, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema-SP) e funcionário da Sabesp há 25 anos, avalia o processo de privatização da Sabesp como “uma situação muito suspeita”.

“Então a gente vê que o Tarcísio recebeu doações bastante vultuosas do grupo do Banco Master e, em sequência, a gente tem a privatização da Sabesp, da Emae e recursos da Emae que acabam sendo direcionados para o Banco Master. É claro, é nítido que existe uma ligação por trás disso, mas infelizmente existe uma blindagem do governo do Estado”, critica.

Pedido de investigação ao MP
As perguntas sobre o conhecimento prévio do governo de São Paulo sobre a manipulação das ações da Ambipar, a falta de fiscalização da Comissão Especial de Contratação no leilão da Emae, o desenho do leilão da Sabesp com aparente falta de concorrência, assim como o preço de venda das ações da Sabesp abaixo do valor de mercado e a recompra da Emae pela Sabesp podem indicar lesão ao tesouro público. Essas questões foram levantadas pelo deputado estadual Antonio Donato (PT-SP), em uma representação protocolada no Ministério Público de São Paulo (MPSP), em março deste ano.

De acordo com o documento, isso ocorreria se comprovado que houve perda patrimonial para o Estado devido a decisões tomadas com dolo ou culpa grave, como a venda de ativos por preço inferior ao de mercado, ou a aquisição de ativos inflacionados.

Também pode demonstrar que houve violação aos princípios da administração pública se comprovado um suposto conflito de interesses como o de Carlos Piani e Karla Bertocco e a possível influência de doações de campanha de Fabiano Zettel ao governador Tarcísio de Freitas. O pedido de investigação ainda está sendo analisado pelo Ministério Público e, até o momento, não houve andamentos.

O que dizem as empresas
À reportagem, a Sabesp disse que a aquisição da Emae ”foi uma operação aprovada pelo Conselho de Administração, passando pelo escrutínio do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], que verificou aspectos concorrenciais, e da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que avaliou a capacidade técnica, idoneidade financeira, regularidade jurídica e fiscal da Sabesp”.

Sobre Carlos Piani, a companhia alegou que jamais houve qualquer relação com o fundo Phoenix. A companhia ressaltou que Piani atuou como presidente do Conselho de Administração da Ambipar até setembro de 2024, renunciando ao cargo antes de assumir a presidência da Sabesp em outubro de 2024.

A Sabesp disse ainda que não existe qualquer relação entre Piani e a estruturação do fundo Phoenix, ou a valorização das ações mencionadas pela reportagem. “Questões relativas à valorização e desvalorização de ações são de competência exclusiva da CVM, que realiza as apurações necessárias. Tanto a Sabesp quanto o seu diretor-presidente não tinham conexão com a Emae até 2025, quando a Sabesp celebrou o acordo de aquisição.”

Sobre os supostos conflitos de interesse apontados na atuação de Karla Bertocco, a empresa apontou que “não houve qualquer conflito de interesse no passado ou riscos de conflitos futuros”.

Em nota, a Emae disse apenas que “todas as informações acerca de operações financeiras e recursos em caixa podem ser verificadas nas Demonstrações Financeiras, auditadas por auditorias independentes e divulgadas trimestralmente ao mercado, além de estarem disponíveis na CVM, na B3, bem como no site de Relações com Investidores da Emae”.

A empresa não explicou como justifica a atuação simultânea de Karla Bertocco no Conselho de Administração da Sabesp e no conselho da Equatorial, diante das alegações de conflito de interesses.

O que diz o governo de São Paulo
A Secretaria de Parcerias em Investimentos afirmou que os processos de desestatização da Sabesp e da Emae foram conduzidos com rigor técnico, transparência e ampla participação institucional, seguindo todas as etapas previstas no Programa de Parcerias em Investimentos (PPI-SP).

No caso da Sabesp, o processo foi estruturado com base em estudos técnicos e submetido a consulta pública e audiências, com quase “mil contribuições da sociedade”, disse a pasta.

No caso da Emae, o leilão realizado na B3 também seguiu todos os procedimentos legais, relata a secretaria. “Resultou em proposta vencedora com valor 33,68% acima do preço mínimo estabelecido em edital, refletindo a atratividade e a competitividade do processo. A operação foi concluída após aprovação dos órgãos reguladores competentes, como Aneel e Cade, e seguiu integralmente os ritos legais e institucionais aplicáveis.”

Por fim, questões relacionadas ao mercado de capitais e à atuação de agentes privados são de competência dos órgãos reguladores responsáveis como a CVM, que possui autonomia para conduzir eventuais apurações, salientou a pasta. “O Governo de São Paulo reforça seu compromisso com a lisura dos processos, a atração de investimentos e a melhoria dos serviços públicos, com foco em resultados concretos para a população.”

O Brasil de Fato procurou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), bem como a defesa de Nelson Tanure, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

*BdF


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Brasil Mundo

Lula: Nenhum presidente tem o direito impor regras a outros países

Em reunião com outros chefes de Estado na Espanha, presidente salientou necessidade de países se unirem para fortalecer multilateralismo e fazer frente ao extremismo e às guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18), da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Em sua fala, enfatizou a necessidade de reformar a ONU, defender a democracia e combater o imperialismo e a extrema direita. Também falou sobre a urgência de se regular as redes sociais, lutar contra o machismo e o feminicídio e acabar com a escala 6×1.

“O que nos move, com muita força, é a questão do multilateralismo e a relação entre as nações. Porque esse tema que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”, disse Lula.

Ele destacou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — cujo objetivo era garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial — “viraram os senhores da guerra”.

Nesse cenário, prosseguiu o presidente, “a democracia que discutimos aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudá-lo”. Além disso, enfatizou: “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países”.

Leia também: Lula critica “poderosos que se julgam divindades” e atacam defensores da paz

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula salientou que “não podemos levantar e dormir com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo e fazendo guerra”.

O presidente brasileiro afirmou que “o extremismo e a falta de respeito às cartas da ONU, a falta de respeito à harmonia entre os países e as nações, é algo muito perigoso no mundo em que estamos vivendo”.

Na sequência, Lula defendeu a participação de outros países nos fóruns e conselhos da ONU. “Cadê a representação africana? Só no continente africano nós temos três países com mais de 120 milhões de habitantes. Cadê a participação do México e do Brasil, de uma Argentina, de uma Colômbia? Cadê a participação da Índia? Tantos países importantes, Alemanha, Japão, Indonésia, todos os países poderiam participar”.

A ONU, acrescentou Lula, “não pode ficar silenciosa diante do que está acontecendo no mundo”, sublinhando que hoje “o Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que paga pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também se disse “muito preocupado com Cuba” e defendeu o fim das sanções e o direito do povo cubano a sua soberania. “Os problemas de Cuba é dos cubanos. Não é um problema do Lula, da Cláudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump”. E enfatizou: “Parem com esse maldito bloqueio à Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”.

Plataformas digitais e extrema direita

Lula também abordou a necessidade de haver maior regramento ao funcionamento das big techs — o que precisaria partir da ONU para ter alcance global — e criticou a interferência de chefes de Estado nas eleições de outros países por meio das redes sociais, um risco que o Brasil corre neste ano.

“(É preciso) controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas”, declarou, acrescentando que “a ONU é um instrumento muito valioso, se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode um presidente da República de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.

Ao tratar da extrema direita brasileira, disse que “acabamos de derrotar o extremismo” porque “temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia, e quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram um golpe”. Mas, salientou, “o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”. E acrescentou: “mas este é um problema nosso, do povo brasileiro, com o qual a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”.

Lula também afirmou: “o que me incomoda é a volta dos imperadores que se acham dono do mundo. Nós não queremos mais czar, nós não queremos mais imperadores. O povo pobre merece uma chance de viver num sistema democrático. Nós precisamos juntar no mundo todos os que querem construir a democracia. A democracia dentro de cada país depende de cada país. Mas a democracia nas Nações Unidas depende de nós; fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Escala 6×1 e feminicídios

Em seu pronunciamento, o presidente Lula também tratou de outras questões que vêm sendo debatidas no Brasil, entre as quais o fim da escala 6×1 — a proposta, que vem sendo trabalhada nos últimos anos por parlamentares e movimentos sindicais e sociais, foi formatada num novo projeto de lei do Executivo, que tramitará em regime de urgência no Congresso.

Ao defender uma nova escala de trabalho, disse: “Hoje me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre não vale nada. Ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa?”.

Para Lula, pautas como essa ajudam a reconstruir a credibilidade da democracia. “A democracia está perdendo credibilidade porque muitas vezes ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, completou.

O presidente ainda falou sobre a luta contra a violência de gênero, salientando que “o mundo segue sendo muito machista e no caso do meus país, o machismo é cada vez mais violento”.

Lula informou aos demais chefes de Estado da criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos tentando chamar os homens à responsabilidade porque eles é que são violentos. Queremos criar a ideia de que o problema da violência contra a mulher não é um problema da mulher, mas do homem”.


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Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


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Política

Tentou desmoralizar o STF e desmoralizou o Senado

Alessandro Vieira se enrolou sozinho com a relatoria da CPI do crime organizado. Ele quis indiciar o STF, tomou de 6 a 4 dos pares e virou piada nacional. Seu relatório foi rejeitado porque Vieira tropeçou no próprio rabo, e este está preso no lavajatismo de Sergio Moro.

O que fez o senador lavajatista na sua relatoria do crime organizado? Não tocou nos nomes do PCC, do CV, das milícias, da Faria Lima, do Master, das fintechs, do Vorcaro, do Bolsonaro, que recebeu de Vorcaro, direto na corrente sanguínea R$ 3 milhões e, Tarcísio R$ 2 milhões.

Quem é Alessandro Vieira, além de criatura política da Lava Jato?

O sujeito é um delegado, eleito em 2018 na onda anticorrupção e apadrinhado por Moro. Com seu DNA lavajatista, o senador acreditou que daria para criminalizar decisão judicial, CPI viraria delegacia e HC é passar pano para bandidos.

Moro vendeu a ideia de que um juiz herói podia tudo, Alessandro Vieira, comparsa e submisso a Moro no Senado, tentou replicar as atitudes de seu patrão e se deu mal, causando a morte, por inanição, da CPI por ouvir o ex-juiz, com relevância política zero, soprar-lhe ao pé do ouvido quem são os desafetos do STF para Vieira apontar o dedo.

Para piorar, sua situação indigesta, depois de tomar uma espinafrada do senador Jaques Wagner, o senador idiota ameaçou o Palácio o Planalto.

Trocando em miúdos, o sujeito sifu.


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EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

O governo dos Estados Unidos enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

Somente o Brasil foi avisado com antecedência, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

O Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.


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