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O pileque da direita e a ressaca da mídia

Em resumo, a direita tem opções, mas nenhuma “cola” a família Bolsonaro ao Centrão sem rupturas.

Como alertou um analista no Estadão, uma vitória fora da família, como Tarcísio, poderia deixar o bolsonarismo em “limbo político”, enquanto radicais preferem até uma reeleição de Lula para manter a narrativa de “vítimas do sistema”

A impaciência é palpável a um ano do pleito, e o foco está em demissões ideológicas ou brigas fratricidas, não em uma pauta unificada.

Até porque, jamais a direita brasileira, criada e moldada por oportunistas, teve um cisco de pauta além do Estado mínimo para as camadas mais pobres da população e um Estadão para a velha oligarquia nas deliciosas tetas dos cofres públicos para os bem nascidos.

A Mídia dá seu faniquito de impaciência e amplifica o caos.

A imprensa tradicional (Globo, Estadão, Folha) quer que o nome de Tarcísio seja carimbado logo como candidato da direita para confeitar o bolo do lambe-botas de Trump.

Outros nomes no tabuleiro do baixo clero, como os três patetas Caiado, Zema e Ratinho Jr, colocaram-se à disposição, mas sem unidade, viram medíocres medidores de força no 1º turno, uma estratégia arriscada que pode diluir ainda mais os votos.

Trocando em miúdos, Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 e condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado (confirmado pelo STF em setembro de 2025), continua sendo o “fiador” informal da direita, mas sua ausência das urnas cria um limbo.

Ou seja, há um gigantesco vácuo de liderança, porque não há um candidato claro.

Pesquisas recentes, como a Quaest de julho, mostram que alternativas como Tarcísio de Freitas (SP) e Michelle Bolsonaro têm intenções de voto (15% e 13%, respectivamente), mas sem o aval explícito de Bolsonaro, ninguém avança.

Eduardo Bolsonaro, exilado nos EUA desde fevereiro e com mandato sob risco de cassação, oscila em 8%, mas sua radicalidade verborrágica afasta o Centrão.

A impaciência da base é justificada.

Sem um nome de peso nacional em 2026, a direita não só perde a disputa pelo Planalto, mas também influência no Congresso.


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Governo Lula prepara a entrega gratuita de botijões de gás em novembro

Regras do programa Gás do Povo foram publicadas nesta sexta-feira (3); cerca de 17 milhões de famílias em vulnerabilidade social poderão receber entre quatro e seis botijões de gás de cozinha por ano

O governo Lula publicou, nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, as regras para o programa Gás do Povo, com previsão de início no mês de novembro. O Decreto nº 12.649/2025 estabelece os critérios para as famílias em vulnerabilidade social terem acesso ao gás de cozinha (GLP – Gás Liquefeito de Petróleo) gratuito, que pode ser acumulado com outros auxílios. Para ser elegível ao benefício, é necessário cadastro atualizado no CadÚnico e renda familiar per capita mensal de até meio salário mínimo (hoje em R$ 759).

Nos cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME), cerca de 17 milhões de famílias serão atendidas, com prioridade no programa para as famílias que recebem o Bolsa Família. Além disso, é fundamental manter o CadÚnico com atualização realizada nos últimos 24 meses.

A coordenação do programa é feita pelo MME, responsável pela definição dos preços de referência regionais e a fiscalização, com suporte técnico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

‘Direito ao gás’

A iniciativa, que substitui o antigo Auxílio Gás, faz parte das ações para o combate à pobreza energética do país, um dos pilares do governo.

No anúncio do programa no início de setembro, o governo destacou que a estimativa é distribuir até 65 milhões de botijões de gás de 13kg por ano., diz o Vermelho.

Na oportunidade, o presidente Lula disse: “Todo mundo tem que ter direito a comer e, para isso, precisa ter direito ao alimento e depois ao gás para cozinhar. É por isso que estamos tentando mostrar que o que falta nesse país não é dinheiro, é tratar o povo com o respeito e a decência que o povo brasileiro precisa.”

Outra política pública no sentido de aumentar a segurança energética das famílias é o programa Luz do Povo. Desde julho o governo zerou a conta de luz para famílias que consomem até 80 kWh por mês, o que pode alcançar 60 milhões de brasileiros.

Quantos botijões serão entregues?

As regras do Gás do Povo estabelecem que as recargas do botijão são variáveis conforme o tamanho da família:

  • Famílias com 2 ou 3 pessoas: quatro botijões por ano (a cada três meses);
  • Famílias com 4 ou mais pessoas: seis botijões por ano (a cada dois meses).
  • Mesmo com a quantidade delimitada, o benefício não será cumulativo, ou seja, as famílias que não retirarem o botijão de gás no período indicado não acumularão com a entrega do próximo.

Como será feita a retirada do gás de cozinha?

O responsável familiar pelo CadÚnico deverá retirar o gás de cozinha sem nenhum custo em estabelecimentos de revenda de GLP cadastrados voluntariamente ao programa.

De acordo com o regulamento, o vale que dá a gratuidade ficará disponível pelo cartão bancário do Programa Bolsa Família ou da Caixa Econômica Federal vinculado ao programa.

A consulta sobre o acesso ao benefício pode ser feita pelo responsável pela família no aplicativo do auxílio Gás do Povo, pelo Portal da Transparência.

Pelo app também será possível verificar os locais credenciados para a retirada. As revendas autorizadas também contarão com identificação visual que indica que o local participa do Gás do Povo.

A permanência da família no programa é vinculada aos critérios de renda estabelecidos. Portanto, a cada ciclo de auxílio será feita a verificação.

A liberação dos vales, que darão a gratuidade aos botijões, será feita em fases, conforme a disponibilidade orçamentária.


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STF rejeita recurso e mantém denúncia contra Sergio Moro por caluniar Gilmar Mendes

Primeira Turma decidiu por maioria seguir voto da ministra Cármen Lúcia e tornar réu o senador, que chama acusação de improcedente

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar o recurso do senador Sergio Moro (União-PR) e manter a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele, sob acusação de caluniar o ministro Gilmar Mendes.

O julgamento começou nesta sexta-feira (4) no plenário virtual da Primeira Turma e deve se estender até o dia 10 de outubro. De acordo com Aquiles Lins, 247, até o momento, a maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, consolidando o entendimento de que o ex-juiz da Lava-Jato deve responder à ação penal.

Procurado pela reportagem, Moro declarou confiar em uma reversão do caso nas próximas etapas do processo. “Confiamos que no trâmite da ação penal será demonstrada a sua improcedência”, afirmou o senador.

A denúncia se baseia em um episódio ocorrido durante uma festa junina em 2022, quando Moro aparece em vídeo sugerindo que um habeas corpus poderia ser “comprado” de Gilmar Mendes. A gravação, feita por terceiros, foi divulgada nas redes sociais e serviu de fundamento para o Ministério Público Federal (MPF) sustentar que o parlamentar atribuiu falsamente ao ministro a prática de corrupção passiva.

Na acusação aceita em junho de 2024, a PGR argumentou que o ex-magistrado agiu com o propósito de “macular a imagem e a honra objetiva” de Mendes, buscando descredibilizar sua atuação no Supremo. Se condenado a mais de quatro anos de prisão, Moro poderá perder o mandato parlamentar.

A relatora Cármen Lúcia foi acompanhada pelos demais ministros da Primeira Turma, entre eles Cristiano Zanin, que durante a Operação Lava-Jato travou embates diretos com Moro quando advogava para o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já a defesa do senador, representada pelo advogado Luís Felipe Cunha, sustenta que Moro não teve a intenção de ofender o magistrado e que suas falas foram uma “piada infeliz”, descontextualizada e editada de forma “maldosa” por terceiros.


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Lembrem-se do que Mauro Cid falou em delação sobre a dupla de golpistas, Eduardo e Michelle Bolsonaro

No 1º depoimento à PF em 2023, Mauro Cid entregou a rapadura.
Naquela ocasião, ele disse que o núcleo do comando terrorista do golpe era determinado por Eduardo e Michelle Bolsonaro.

Ou seja, a linha dura, a ala mais radical, mais violenta e assassina que pregava a morte de Lula, Alckmin e Moraes, além de outros retirados do corredor da morte pelo próprio chefe, Jair Bolsonaro.

Os dois, Eduardo e Michelle defendiam medidas extremas, incluindo o uso de um “braço armado” com apoio de CACs (caçadores, atiradores e colecionadores de armas).

Os dois defendiam explicitamente um golpe armado.

Aqui, Cid coloca Michelle e Eduardo como figuras centrais, descrevendo-os como pessoas com “acesso direto” a Bolsonaro, que se reuniam esporadicamente no Palácio da Alvorada para pressioná-lo por ações mais drásticas.

Eduardo, em particular, teria mais contatos com os CACs, vistos como uma “tropa civil” para o golpe.

Cid enfatizou que esse núcleo radical não era um grupo formalmente organizado, mas sim uma rede de aliados próximos que instigavam Bolsonaro a não aceitar o resultado eleitoral, argumentando que ele contava com “apoio do povo e dos CACs”.

O depoimento menciona outros nomes nessa ala, como Onyx Lorenzoni (ex-ministro), Gilson Machado (ex-ministro do Turismo), Felipe Martins (ex-assessor internacional), general Mário Fernandes, e senadores como Jorge Seif (PL-SC) e Magno Malta (PL-ES).
Redes sociais amplificaram o debate, com hashtags como #MichelleEDuardoGolpistas.

Mas como Eduardo e Michelle não foram indiciados, a coisa esfriou.
Agora, vemos Eduardo babando ódio ao Brasil e aos brasileiros e, como um cachorro louco, quer por que quer ser candidato à Presidência da República como legítimo representante do papai.
Michelle, com um passado podre, segundo Cid, está cotadíssima para ser vice de Tarcísio.

A disputa interna na direita promete sangue para ver quem de fato será escolhido para ser humilhado nas urnas por Lula.


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Parlamentares aprovam aumento do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou, em 30 de setembro de 2025, uma instrução normativa que eleva o valor do Fundo Eleitoral (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) de R$ 1 bilhão para R$ 4,9 bilhões no Orçamento de 2026, destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.

O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), relator do Orçamento de 2026, justificou a mudança como correção de um “equívoco” do Executivo no cálculo baseado em emendas parlamentares.

Fontes de recursos

  • R$ 2,9 bilhões redirecionados de emendas de bancada estadual (execução obrigatória).
  •  R$ 1 bilhão de cortes em despesas discricionárias (não obrigatórias) do governo.

O texto ainda precisa de aprovação final na CMO, no plenário do Congresso (sessão conjunta de Câmara e Senado) e sanção presidencial para valer. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, cuja votação foi adiada, também reforça que o fundo não pode ser contingenciado.

A proposta do Orçamento de 2026 foi enviada pelo governo em agosto, mas os parlamentares ainda não analisaram o texto.

Críticas
O fundo, criado em 2017 após a proibição de doações empresariais, financia despesas como propaganda e logística de campanhas.

Críticos, incluindo figuras como o governador Helder Barbalho, veem o aumento como desrespeito ao contribuinte, priorizando partidos em detrimento de áreas como saúde e educação, especialmente em meio a restrições fiscais.

Nas redes, há mobilizações contra o “fundão”, com petições e debates sobre transparência e uso dos recursos.

*Fotoarte: Maure


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Vídeo: Mentiu e tomou na cara

Esse fulano parece que não aprende.

Mentiras e Moro são polos magnéticos que se atraem. O camarada não vale um ponto de bosta.

Todas as vezes em que acha que fará um discurso histórico no Senado contra o PT e Lula, o burrão vigarista toma na fuça.

Nesta quinta (02), ele batalhou para ser humilhantemente nocauteado.

Nelson Willians, conhecido como Advogado Ostentação, apontado como envolvido na Fraude do INSS, patrocinou Palestra do Sergio Sergio Moro em Nova Iorque

Pois bem, ontem, Moro passou por uma sessão bem tensa e constrangedora na CPI do INSS

O embate principal foi durante o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, quando Moro foi questionado sobre denúncias de fraudes em descontos associativos de benefícios de aposentados que ele recebeu em 2019, quando era ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

O confronto com o ministro da CGU custou caro a Moro
Vinícius de Carvalho confrontou Moro diretamente, mostrando documentos que comprovam que ele e Paulo Guedes (então ministro da Economia) foram alertados sobre reclamações de aposentados em 2019, via Procon-SP e outros órgãos.

O ministro destacou que, na época, foram suspensas apenas quatro entidades suspeitas e os descontos caíram pela metade, mas não houve ressarcimento aos lesados (que somam bilhões em prejuízos).

Ele ironizou: “Ressarciram os aposentados? R$ 400 milhões, senador Sergio Moro. E as medidas não garantiram a reparação”.

No plenário, Moro bambeou, gaguejou, pipocou e ficou na defensiva, o que viralizou como “humilhação”. Cruzou os braços e engoliu seco, reforçando a acusações de prevaricação.


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Reservas internacionais cresceram US$ 30 bilhões no governo Lula três

Tem que aturar.

Enquanto a direita, comandada por Bolsonaro em sua super confortável mansão, geme mentiras funestas nas redes e na mídia, Lula trabalha e opera uma conjunção de forças entre desenvolvimento e justiça social.

Sim, a afirmação aqui de que as reservas internacionais do Brasil cresceram US$ 30 bilhões durante o governo Lula é precisa, com base em dados recentes do Banco Central do Brasil (BC).

Vou contextualizar e detalhar abaixo, com base em informações atualizadas até o final de setembro de 2025 (próximo à data atual de 3 de outubro de 2025).

Vamos aos fatos, contextos e evolução das reservas pra deixar tudo bem translucido contra qualquer olhar vago.

Ao final do governo Bolsonaro (31 de dezembro de 2022): As reservas internacionais estavam em US$ 324,7 bilhões. Durante os quatro anos de mandato, houve uma redução de US$ 65,8 bilhões em relação ao início (US$ 390,5 bilhões), o que representa a primeira queda em reservas desde 2003.

Crescimento no governo Lula início em 1º de janeiro de 2023

Nos primeiros 1.000 dias (até 25 de setembro de 2025), as reservas aumentaram em US$ 30,448 bilhões (alta de 9,38%), atingindo US$ 355,151 bilhões em 26 de setembro de 2025. Isso confirma diretamente a cifra de US$ 30 bilhões mencionada.

Em 2023, primeiro ano completo, o crescimento foi de US$ 30,3 bilhões (9,3%), fechando em US$ 355 bilhões, impulsionado por influxo de investimentos estrangeiros (US$ 11,5 bilhões), rendimentos de aplicações e ausência de intervenções vendedoras do BC.

Ao longo de 2024, houve um acréscimo adicional de cerca de US$ 47,3 bilhões, elevando o total para US$ 372 bilhões em setembro de 2024 (maior nível desde 2019).

Em dezembro de 2024, as reservas chegaram a US$ 362,225 bilhões, apesar de intervenções pontuais do Banco Central para conter volatilidade cambial, como a injeção de US$ 12,76 bilhões em leilões no final do ano).


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Sem ter como negar a vitória de Lula no Congresso, mídia tarcisista roga praga

Reações enviesadas

A mídia, alinhada a Tarcísio de Freitas, o governador de SP que é visto como herdeiro de Bolsonaro e rival de Lula em 2026, sim, há um padrão de minimizar ou torcer o nariz para vitórias petistas.

Capturando a bolha bolsonarista que ainda domina veículos como Jovem Pan, Folha, em editoriais, ou colunistas do Globo.
aqui vão algumas perolas que rolaram nas reações iniciais:

No raiar do dia, o insuspeito antipetista Andreazza, no Youtube do Estadão. irritado, admitiu a retomada do protagonismo de Lula na vida nacional.

Mas não só isso.

O lumbriguento se contorceu todo para arrumar uma substância tóxica e sapecar no champagne de Lula, mas admitiu que, há um ano da eleição, Lula conseguiu unanimidade em pauta chave.

Contudo, a coisa não para aí.

O língua de trapo, entre coçada na cabeça e na nuca, de boca torta quase paralisada, disse entre os dentes que, Lula ganhou muito mais fôlego para 2026, e um favoritismo consolidado.

Minimização no Globo e na Folha

Reportagens destacam a vitória, mas enfatizam que o Centrão “evitou associar o avanço ao governo” e que foi “mais um símbolo eleitoral do que mérito de Lula”. Tipo: “Ok, passou, mas é por causa da população, não do PT”. É o clássico “vitória parcial” ou “apesar de Lula”.

Há até menção a “titubeio de Tarcísio” em pesquisas, sugerindo que ele vacila enquanto Lula avança.

No fim, negar essa vitória, é como negar o sol, unânime, prática e necessária. Lula ganhou terreno num Congresso que não é dele, e a mídia oposicionista? Continua no script de 2022 — roga praga, mas não muda o placar.


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Poupem Bolsonaro da agenda: Ninguém tem dó do soluço?

Por que forçar Bolsonaro, soluçando e vomitando, a receber visitas?

Coitado do ex-presidente, preso em casa (que martírio!), agora luta contra um soluço que não lhe dá trégua. O soluço é de estimação, e a crise, de acordo com a deputada Caroline De Toni (PL-SC), que foi lá fazer sua visita de solidariedade bolsonarista, é de falta de paz.

Não bastasse a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe – à qual se apega a esperança de sair livre – Bolsonaro agora tem um drama de saúde que parece lhe cortar as palavras.

A deputada, sempre solícita em trazer o drama à luz, descreveu um cenário de fragilidade, com soluços intermináveis, reflexos de medicação e, pasmem, vômitos que seriam os piores dos últimos tempos. O ex-presidente, em sua agonia, teria confidenciado:

“Ele chegou a comentar que às vezes fica de 15 a 20 segundos sem respirar.”

É de se perguntar: se o ex-presidente está neste sufoco, por que não o poupam dessas excessivas visitas políticas? Por que o obrigam a ficar soluçando e conversando, transformando a intimidade de sua saúde em mais um capítulo de sua performance política?

Em prisão domiciliar, recebe mais visitas que todos nós. Agenda é cheia e o foco principal se mostra ser a anistia ampla, geral e irrestrita. Mesmo tendo sua condição respeitada pela Constituição, não parece ser do seu agrado estar no conforto de casa proporcionado pelo STF – quer mesmo é ter seu nome limpo após tentativa de golpe de Estado.

*Blog do Noblat


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