Categorias
Política

Grande mídia segue ajudando Flavio a esconder o destino do dinheiro que recebeu de Vorcaro

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flavio Bolsonaro, não mostra documentos que prometeu há 120 dias dos mais de R$ 70 milhões que recebeu de Vorcaro. A mídia amiga não cobra, agindo como seu sicário.

Flávio Bolsonaro e os 120 dias de silêncio: onde estão os documentos prometidos?

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, continua diante de uma pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: onde estão os documentos que prometeu apresentar para esclarecer os mais de R$ 70 milhões que teria recebido de Daniel Vorcaro?

Há 120 dias, a promessa foi feita. O tempo passou, a campanha avançou, mas a sociedade precisa saber se os documentos foram efetivamente apresentados, a quem foram entregues e se esclarecem integralmente as suspeitas levantadas.

E é justamente nesse ponto que o comportamento de parte da mídia precisa ser questionado.

A blindagem midiática que desafia o interesse público

Quando o objetivo é atacar Lula, qualquer suspeita é transformada em manchete, plantão televisivo e intermináveis debates., até mesmo um aumento de R$ 90 ao Bolsona Família, que atende majoritariamente crianças e mulheres, a mídia soma vozes com Flavio Bolsonaro para tentar soldar uma imagem negativa do presidente Lula e ajudar o adversário a não responder a pergunta que o país todo faz: “aonde está o dinheiro, o gato comeu e ninguém viu, o gato sumiu”. Mas quando o assunto envolve um candidato, que é um membro do clã miliciano dos Bolsonaro e suas conexões, os barões da mídia são capazes de cochilar ao som do clamor popular.

Por que essa diferença de tratamento? Quem fiscaliza o candidato que pretende governar o país? Candidado que está em segundo lugar nas pesquisas, co  risco de vencer a eleição sem dar qualquer explicação à população.

Por isso todos nós temos o dever de, diuturnamente, cobrar o destino desse monumento de dinheiro que Vorcaro passou para Flavio e que, sem justificar o motivo, mas sobretudo, sem mostrar de forma objetiva e documentada, aonde foi para tamanha fortuna. Porque, se Flavio simplesmente segue concorrendo à Presidência da República sem ser incomodado pela grande mídia, que tem o dever para com a sociedade de cobrar respostas concretas de Flavio, não o faz, utilizando a dissimulação com outros assuntos para abafar o escândalo, não resta dúvida, o maior escracho da mídia em conluio com um bandido que concorre à presidência.

Nunca antes na história política do Brasil se viu um escracho desse nível da mídia com a direita.

É diante dessas informações que um um jornalismo sério se torna indispensável, do contrário, só serve como militância para Flavio Bolsonaro.

Se a mídia se apresenta como fiscalizadora do poder, não pode escolher quando investigar e quando silenciar. Não pode exigir transparência de adversários políticos e, ao mesmo tempo, tratar com tolerância as dúvidas que atingem um candidato que disputa a Presidência da República, o cargo mais altto do país.

A imprensa não pode funcionar como escudo eleitoral de ninguém.

O eleitor tem direito a respostas, documentos e esclarecimentos verificáveis. E a obrigação de cobrá-los não desaparece porque o candidato pertence ao campo político que determinados veículos preferem apoiar.

A poucos dias da eleição, a pergunta permanece: Flávio Bolsonaro vai apresentar os documentos prometidos ou continuará contando com o silêncio de sua mídia amiga?

A democracia exige transparência. E transparência não se faz com promessas, discursos ou propaganda: faz-se com provas, documentos e prestação de contas.

Esse tipo de comportamento que Flavio pretende ter caso vença a eleição?


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

Se o propósito da mídia era associar Lula à crise no STF, falhou miseravelmente

Se os indicadores da economia, o aumento recorde de investimentos no país, o aumento exponencial de empregos com carteira assinada e a consequente queda, também recorde, do desemprego, a queda da inflação, sobretudo dos alimentos, entre outros índices extremamente relevantes para os brasileiros no governo Lula, impedem que o papado midiático ataque a governança do presidente, a mídia tentou, de forma estabanada, associar sua imagem a qualquer coisa supostamente negativa, como foi o caso da campanha implacável contra Lulinha, que deu com os burros n’água e sequer fez arranhão no presidente.

O clero midiático, ainda na tentativa de bancar o criativo, quis não só associar Lula a Alexandre de Moraes, mesmo que não tenha nada provado contra o ministro, como também não conseguiu. Assim como tentou com o senador Jaques Wagner e, mais uma vez, fracassou.

Isso não significa que, de alguma maneira, o furdunço numa instituição como o STF não atinja, de certa forma, a imagem do Executivo, até porque a Presidência da República, sendo o maior cargo, carrega essa aura.

É nítido que a tentativa de blindar quem blinda Flavio Bolsonaro, ou seja, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, detonados por Flavio Dino e Gilmar Mendes, era o objetivo mais açodado da escória do jornalismo nativo.

Contudo, as pesquisas mostraram que Lula não teve qualquer perda eleitoral e, se Flavio teve crescimento, foi sobre um rescaldo de Augusto Cury, que sofreu uma queda abrupta na intenção de voto, e os três diabos menores, Caiado, Zema e Renan, tanto que Lula cresceu de 1 a 2 pontos.

Mais que isso: percebendo a manobra suja da grande mídia contra Lula, a militância de esquerda ficou muito mais ativa, o que certamente refletirá nas próximas pesquisas, mesmo que não seja de estalão, mas o resultado virá nas urnas.

Não se afirma aqui que Lula dará um passeio, pois, no Brasil, há um caldo reacionário que odeia justamente os benefícios sociais que caracterizam os governos de Lula, e não foi diferente no seu terceiro mandato. Mas, ainda assim, há uma direita que não é selvagem como o bolsonarismo, que aplaude quem devolveu o Brasil ao mapa da fome, como Bolsonaro, responsável por mais de 700 mil mortes por covid e que reúne o próprio inferno no entorno de si, como é o caso de Flavio Bolsonaro, o herdeiro bolsonarista.

O jogo está aberto e, quem sabe, pode até ser definido já no primeiro turno, como apontaram os votos válidos da pesquisa espontânea da CNT/MDA.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

A TRILHA DO BILHÃO: Como a previdência do Rio financiou o filme de Bolsonaro antes do colapso de um banco

Por trás das telas de cinema e dos discursos de moralidade, a Polícia Federal e o Coaf desenterraram uma das engrenagens mais agressivas de troca de favores da história recente do Rio de Janeiro. Não se trata de palpite: os relatórios financeiros desenham uma linha reta que liga o dinheiro da aposentadoria do servidor público fluminense diretamente às contas de um filme biográfico de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.

O roteiro do golpe é cirúrgico. De um lado, órgãos públicos do Estado do Rio de Janeiro — controlados por aliados políticos da família Bolsonaro — injetaram mais de R$ 1 bilhão em fundos e ativos geridos pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro. Autarquias como o Rioprevidência e a Cedae viraram autênticos caixas eletrônicos para a instituição financeira.

Enquanto o dinheiro público entrava pela porta da frente do banco, o senador Flávio Bolsonaro operava nos bastidores. Mensagens interceptadas pela PF revelam o “filho zero um” cobrando Vorcaro agressivamente por parcelas de um patrocínio milionário. O objetivo? Financiar a cinebiografia Dark Horse, feita para exaltar seu pai.

Das tratativas que miravam R$ 134 milhões (US$ 24 milhões), o Coaf rastreou que pelo menos R$ 61 milhões cruzaram a fronteira. O dinheiro carimbado pelo banco de Vorcaro abasteceu o fundo Havengate, no Texas, sob os olhos atentos de Eduardo Bolsonaro. Flávio cobrava os repasses do filme com a urgência de quem sabia que o tempo estava acabando.

E acabou. Enquanto os milhões evaporavam para a produção cinematográfica no exterior, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, deixando um rombo estimado em R$ 12 bilhões e lesando mais de 800 mil clientes. Daniel Vorcaro foi preso. Os fundos de pensão do Rio ficaram com o prejuízo de papéis que hoje valem poeira.

A defesa de Flávio Bolsonaro se apressa em dizer que a captação para o filme foi uma “operação estritamente privada” e chama a investigação de perseguição política. Uma desculpa que esbarra na matemática dos fatos. O que a PF e o STF investigam agora não é uma coincidência cósmica, mas sim o crime de lavagem de dinheiro e corrupção: o bilhão público que entrou no banco foi a moeda de troca para os 61 milhões que saíram para o filme?

O pagador de impostos do Rio de Janeiro pagou o ingresso mais caro da história do cinema mundial para assistir a um filme que nunca quis ver. E o preço foi o futuro da sua própria previdência.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Como o TSE poderá julgar crimes eleitorais se sua própria cúpula está sob suspeita no caso Vorcaro?

O Brasil se depara com uma questão institucional que não pode ser tratada como mero detalhe de bastidores: como exigir confiança na Justiça Eleitoral quando integrantes de sua cúpula são alvo de questionamentos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro?

As notícias envolvendo Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos ministros indicados por Jair Bolsonaro, ampliam o debate sobre transparência, imparcialidade e conflitos de interesse. Reportagens recentes registraram o pedido de Nunes Marques para acessar dados do celular de Vorcaro e a confirmação, por Mendonça, de encontro com o banqueiro. Esses fatos, entretanto, não comprovam automaticamente a prática de corrupção.

A Justiça Eleitoral não pode ser colocada sob suspeita

O problema não é apenas quem ocupa a presidência ou a vice-presidência do TSE. É a confiança pública no próprio sistema de julgamento.

Se um candidato estiver envolvido em denúncias de financiamento ilícito, abuso de poder econômico ou outras infrações eleitorais, o processo deve ser conduzido com independência, provas e respeito ao devido processo legal.

Mas como assegurar essa independência quando surgem alegações de vínculos entre magistrados e pessoas investigadas?

A resposta não pode ser o silêncio, a blindagem corporativa ou a simples exigência de confiança. A resposta precisa ser transparência institucional, apuração independente e aplicação rigorosa das regras de impedimento e suspeição.

O caso Flávio Bolsonaro exige investigação, não proteção

As alegações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro devem ser examinadas pelas autoridades competentes. Caso sejam apresentadas provas de ilícitos eleitorais, cabe à Justiça Eleitoral avaliar as consequências jurídicas previstas em lei.

O mesmo padrão deve ser aplicado a qualquer candidato, seja de direita, seja de esquerda, independentemente de sua influência política ou de suas conexões institucionais.

A credibilidade da Justiça não se sustenta na proteção de nomes poderosos. Sustenta-se na capacidade de investigar e julgar sem favorecimentos.

Como enfrentar o impasse?

Porque, em uma democracia, nenhum candidato pode estar acima da lei — e nenhum magistrado pode estar acima do escrutínio institucional.

E mais, como o TSE julgará a candidatura de Flavio Bolsonaro se seu presidente, Kassio Nunes Marques e vice-presidente, André Mendonça, estão até o pescoço no envolvimento com o maior trapaceiro funanceiro, Daniel Vorcaro?

Aguardando a resposta.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?

Categorias
Política

“DOMINADO AQUI”

Pagamentos a empresa ligada ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão favorável aos negócios de Vorcaro

Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó - Crédito: Reprodução

Trecho da troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e seu advogado de confiança, Luiz Rennó – Crédito: Reprodução

Às 16h48 de 8 de agosto de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro recebeu uma mensagem de Luiz Rennó, seu advogado de confiança, que atuava como assessor jurídico do Banco Master. “Dos pagamentos essenciais está faltando a consult”, alertou Rennó. Ele se referia à Consult Inteligência Tributária, empresa criada em 2022 por Francisco Craveiro, um contador que é amigo de longa data de Kassio Nunes Marques, ministro do STF.

As transações entre o Master e a Consult são conhecidas desde março deste ano. Um relatório do Coaf detectou que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o banco de Vorcaro fez catorze transferências para a empresa, somando 6,632 milhões de reais. A Consult, por sua vez, transferiu nesse mesmo período 282 mil reais para Kevin Marques, filho do ministro do STF – levantando a suspeita de que a empresa fosse apenas uma intermediária por meio da qual ele recebia dinheiro do Master. Kevin sempre negou.

Agora, novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro agravam essa suspeita. No dia 8 de agosto, segundos depois de alertar o banqueiro sobre o pagamento “essencial” que precisava ser feito, Rennó mostrou para ele o cartão de contato de Kevin e escreveu: “Aqui.” Vorcaro respondeu com um “Oi”, e o advogado prosseguiu: “Esse aí.” “Único ‘meu’ que faltou.” Meia-hora depois, ele retornou para avisar ao chefe: “Foi pago.”

Não foi o único diálogo em que o nome de Kevin Marques apareceu associado a pagamentos. Um mês antes, no dia 4 de julho, o assessor jurídico do Master havia perguntado a Vorcaro: “Esse aqui – 500 mil mês – mantém?” A mensagem, novamente, marcava o cartão de contato de Kevin, para deixar claro de quem Rennó estava falando. Na sequência, o advogado deu uma risada – “Kkkkkkkkk” – e disse: “Então esse aqui já era né”. O banqueiro respondeu um minuto depois, também com um “Kkkk”.

A troca de mensagens veio à tona na terça-feira (15), depois que o conteúdo do celular de Vorcaro foi compartilhado com o gabinete de alguns ministros do STF, a pedido deles. O diálogo acrescenta uma nova camada às revelações que já haviam sido feitas sobre a relação entre Kevin e o Master, detalhadas em reportagens da piauí em março e abril.

A primeira novidade é o fato de que, nas mensagens de Vorcaro, o pagamento para a Consult está diretamente associado ao filho do ministro. A segunda novidade é a referência aos “500 mil mês”. Divididos em catorze transferências ao longo de um ano, os 6,6 milhões de reais que o Master transferiu para a empresa resultam em 474 mil reais por transferência, em média. É um valor próximo aos 500 mil mencionados por Vorcaro, embora não haja elementos para afirmar se as parcelas obedeceram a essa média e se os dois valores estão relacionados. Também não se sabe se, depois do “Kkkk”, Vorcaro respondeu à pergunta de seu advogado (“Esse aqui – 500 mil mês – mantém?”).

Mas há ainda uma terceira novidade. As transferências de dinheiro do Master para a Consult coincidem com o período em que a Segunda Turma do STF – à qual pertence Nunes Marques – julgava um processo de grande importância para o banco. Era o caso da Destilaria Alcídia, que cobrava da União a reparação de prejuízos causados na década de 1980. Como mostrou uma reportagem da piauí, a decisão do Supremo teria impacto direto sobre a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de 10 bilhões de reais, segundo as estimativas da PF. Para Vorcaro – que naquele momento precisava de liquidez para evitar a falência –, era crucial que a Alcídia ganhasse, já que a decisão também impactaria processos de interesse do seu banco.

Foi o que aconteceu – e com um voto decisivo de Nunes Marques.

O ministro, num primeiro momento, não participou do julgamento. Na sessão virtual que transcorreu entre 9 e 20 de fevereiro de 2024, a certidão emitida pelo STF registra: “Impedido o ministro Nunes Marques.” Ele não votou. Justificou o impedimento afirmando que, em outubro de 2018, quando era desembargador do TRF-1, havia julgado um recurso do caso Alcídia, inclusive presidindo a sessão e assinando o acórdão. É uma medida prevista no Código de Processo Civil: para garantir um julgamento imparcial, recomenda-se que um mesmo juiz não decida sobre um processo em duas instâncias.

Mas, rapidamente, Nunes Marques voltou atrás na decisão. No mês seguinte, em março de 2024, produziu um despacho afirmando que seu impedimento havia sido registrado “por equívoco da assessoria do gabinete”. Afirmou que, na sua interpretação, o recurso julgado no TRF-1 não interferia no julgamento do STF. “Afasto o impedimento lançado no sistema, declarando-me habilitado a votar”, concluiu. Determinou que a decisão fosse comunicada ao presidente da Segunda Turma, ministro Dias Toffoli, e assim foi feito.

O processo, àquela altura, estava empatado em 2 a 2 (Toffoli e Fachin haviam votado a favor da Destilaria Alcídia; Gilmar Mendes e André Mendonça, contra). Depois da reabilitação de Nunes Marques, o caso demorou a voltar à pauta. Por um tempo, ficou empacado nas mãos de Gilmar, e em 17 de setembro foi liberado para uma sessão presencial. Em seguida, Nunes Marques pediu vista. Finalmente, em 1º de outubro, ele devolveu o processo à Turma e apresentou um voto de dez páginas, no qual conclui: “Acompanho o Ministro Relator, pedindo vênia aos que divergem de Sua Excelência.”

Com seu voto, o placar foi de 3 a 2 em favor da Alcídia, como Vorcaro queria. Na conversa de WhatsApp, Luiz Rennó não tardou a comemorar. “Ganhamos alcidia”, escreveu em mensagem a Vorcaro, às 16h58 daquele dia. Enviou o placar – “3 (Fachin/Tofoli/Cassio) x 2 (Gilmar e André)”, ao que Vorcaro respondeu com um emoji: “👍🏻”. Quatro minutos depois, Rennó retornou à conversa e, sinalizando novamente o cartão de contato de Kevin Marques, escreveu para o chefe: “Dominado aqui.”

Indagado pela piauí sobre sua participação no julgamento da Destilaria Alcídia, Nunes Marques afirmou, por meio de sua assessoria, que “compreendeu que tecnicamente não estava impedido, por se tratar de tese ampla”, e que “votou diversas vezes no mesmo sentido enquanto estava no TRF-1”. Segundo ele, relacionar o julgamento e os repasses da Consult é uma “ilação maldosa”, já que “o recurso julgado não era do Master e o serviço prestado pelo filho do ministro foi efetivo e devidamente declarado, tendo ele recebido 10 parcelas de cerca de R$ 28 mil cada”. Sobre o diálogo de Vorcaro e Rennó, a assessoria de Nunes Marques afirmou: “Embora na mensagem eles estivessem comemorando o resultado, não se tratava de ação sobre o Master, era uma tese que se aplicaria a diversas empresas. O ministro nunca votou a favor do Banco Master, e o filho nunca recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.”

Kevin Marques seguiu a vocação do pai. Tornou-se advogado e, embora não tenha ainda completado três anos de carreira, já acumulou uma pequena fortuna. Em julho, a Folha de S.Paulo revelou que ele acumulava 27,7 milhões de reais aplicados em fundos de investimento. Na Consult, o filho do ministro não possuiu participação formal, mas mantém relações financeiras e societárias com os donos da empresa, que foi criada em março de 2022, no endereço de uma loja na Asa Sul, em Brasília. Inicialmente, o contador Francisco Craveiro, velho amigo de Kassio Nunes Marques, dividia as cotas com um irmão. Meses depois, passou a maior parte delas para o filho, Gabriel Campelo de Carvalho.

Em 9 de maio de 2024 – antes de Nunes Marques votar no caso Alcídia, mas depois de ter se declarado apto para tal –, a Consult passou por duas alterações societárias. Primeiro: seu capital social, que até então era de 10 mil reais, saltou para 500 mil reais. O documento não informou a origem dos 490 mil reais que entraram. Segundo: o controle da empresa mudou de mãos. Gabriel, que antes tinha 95% das cotas, passou a ter apenas 5%. Seu pai, Francisco Craveiro, fez o caminho inverso: de 5%, subiu para 95%.

A mudança se consumou de vez em 30 de julho. Nesse dia, Gabriel deixou formalmente a Consult, e Craveiro, com isso, tornou-se o único dono. No mês seguinte, a empresa começou a receber as transferências vultosas que chamaram a atenção do Coaf. No decorrer de um ano, o cofre da Consult foi abastecido com 11,38 milhões da JBS, a empresa dos irmãos Batista, e 6,62 milhões do Master. As cifras milionárias contrastam com o faturamento modesto declarado pela empresa, de apenas 25.555,56 reais por mês.

A Consult, enquanto isso, fazia os repasses a Kevin Marques. Ao todo, foram 282 mil reais, divididos em onze operações, segundo o relatório do Coaf. Em nota enviada à piauí, Kevin afirmou que os pagamentos foram uma remuneração por “serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa”. Disse também que “não prestou serviço ao banco Master nem recebeu dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro”, e que sua atuação junto à Consult “não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”.

Mas os laços de Kevin com a Consult vão além dos repasses detectados pelo Coaf e das mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Rennó. Em 2 de outubro, dia seguinte ao voto de Nunes Marques que favoreceu a Alcídia – e, por tabela, o Master –, a sede da Consult foi transferida de Brasília para um escritório em um condomínio empresarial de Alphaville, Barueri. No mês seguinte, nesse mesmo endereço, Kevin e Gabriel Campelo – que tem parte da Consult – criaram outra empresa, chamada Instituto de Pesquisa e Gestão Tributária (IPGT). Kevin ficou com 70% das cotas, e Gabriel, encarregado de ser o administrador legal, com 30%. Francisco Craveiro foi escolhido como contador.

As transações da Consult não são o único ponto de contato entre Nunes Marques e o Master. A investigação da PF se deparou com uma conversa de WhatsApp, com a data de 5 de dezembro de 2024, em que Leo Serrano Giunchetti, empresário e agente de viagens, pergunta para Daniel Vorcaro: “Dani… veio de você este? E se sim, é pra atender ele independente ou faço e faturo pra vc?” Giunchetti estava se referindo a um print que acabara de compartilhar com Vorcaro, no qual aparecia uma mensagem enviada por um usuário com o nome e o número de Nunes Marques. A mensagem dizia assim:

Bom dia Leo

Ministro Kassio

Preciso da sua ajuda para formatar uma viagem uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas.

De preferência com guias e motoristas de Vans que falem português ou espanhol.

Inicialmente imaginei Viena, com bate volta nas cidades próximas como Bratislava, Budapeste, Graz ou Salzburgo.

Outra opção seria o Peru.

Mas estou aberto a outras opções se tiverem algum roteiro pré-programado.

Muito obrigado.

Vorcaro não respondeu. Uma hora depois, Giunchetti mandou nova mensagem para ele: “Me avisa Dani! So pra eu saber como responde-lo please.” Três horas depois, ainda sem resposta, o agente de viagens enviou cinco interrogações seguidas. Os trechos divulgados nesta terça-feira (15) não permitem saber se Vorcaro respondeu e se a viagem, afinal, aconteceu. O ministro Nunes Marques nega. Por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “apenas cotou preços e nunca utilizou os serviços da agência mencionada”. Giunchetti, por meio de seu advogado, Rogerio Cury, também afirmou à piauí que a viagem não se concretizou. Nenhum dos dois negou a autenticidade da mensagem.

Também vazou, nesta terça-feira (15), uma conversa de Vorcaro com uma mulher identificada apenas como Rayanna. Em 7 de março de 2025, ela apresentou ao banqueiro uma cobrança em nome de uma amiga. “Ela disse que ficou com o Kassio. Ela tá me cobrando aqui”, escreveu. Vorcaro respondeu: “Me manda aqui. Dados e valor.” Ao que Rayanna respondeu “10 né!”, enviando, em seguida, o nome e o e-mail da amiga. A piauí procurou Rayanna, que afirmou desconhecer o episódio. As mensagens não permitem estabelecer quem era “Kassio” nem se houve pagamento. A assessoria de Nunes Marques afirmou que “o ministro não tem conhecimento sobre o contexto” dessas mensagens.

Há, por fim, um outro indicativo da proximidade entre Nunes Marques e Vorcaro. Em 12 de novembro de 2025, seis dias antes de ser preso, o banqueiro enviou à advogada Camilla Ewerton Ramos, que atuava para o Master em processos de recuperação de créditos do setor de álcool, o contato de uma profissional de aviação executiva. Naquela mesma noite, a profissional informou diretamente a Vorcaro que “confirmaram [uma viagem] no [jato] Legacy” para o voo “da Sra Camila”, que sairia de Brasília, e perguntou se havia “alguma recomendação extra” além do champanhe e do uísque já solicitados. “Coloca dom perignon e whiskey macallan e um japones”, respondeu o banqueiro.

A troca de mensagens não cita passageiros. O que se sabe é que, dois dias depois, Nunes Marques e sua mulher embarcaram num Legacy 650 saindo de Brasília rumo a Maceió, onde compareceram à festa de aniversário de Camilla. O jatinho era operado pela Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025. A viagem foi revelada pelo Estadão em abril. O gabinete do ministro confirmou que Camilla “ficou responsável pelo voo e detalhes da viagem”. A advogada afirmou ter contratado o jato pessoalmente.

Desde 26 de março, Kassio Nunes Marques é relator de um mandado de segurança que pede ao STF que obrigue o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar uma CPI do Banco Master. O requerimento reuniu 53 assinaturas de senadores, quase o dobro das 27 exigidas pela Constituição. Até agora, passados quase seis meses, o ministro não assinou sequer um despacho no processo. No mesmo período, porém, votou pela manutenção da prisão preventiva de Vorcaro e de outros investigados do caso.

Nesta terça-feira (15), na abertura da sessão extraordinária para avaliar o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, Nunes Marques pediu a palavra para fazer o que chamou de “um esclarecimento e um registro”. Disse que nunca havia usado a tribuna do Supremo para dar explicações, mas que “hoje o dia é relevante e a gravidade das circunstâncias merece”. E reforçou, em seguida, o que já havia dito em notas à imprensa: “Em relação a mensagens que circulam de ontem, de hoje e que sempre vão rondar autoridade no Brasil, eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master.”

O ministro defendeu a própria atuação e a do filho. Afirmou que Kevin nunca prestou serviços nem foi remunerado pelo Master e sustentou ter “absoluta isenção” nos processos que julgou. Também negou ter trocado mensagens diretamente com Vorcaro. Ao final da fala, declarou-se impedido de participar do julgamento. Mas o motivo, segundo ele, era de outra natureza: como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), achou que a decisão daquele dia poderia conflitar com sua atuação nas eleições. Quanto aos possíveis conflitos de interesses com o Master, não disse nenhuma palavra.

*Breno Pires/Piauí,Uol


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Por onde passa, Lula arrasta multidões. A realidade das ruas desmente o roteiro da velha mídia

Por onde passa, Lula arrasta multidões, desperta entusiasmo e mostra que sua força política não se resume às manchetes dos grandes veículos de comunicação. É gente que chega, que se aproxima, que quer ouvir e demonstrar seu apoio. Uma mobilização que não se fabrica em estúdio, não se compra com propaganda e não se sustenta apenas em algoritmos.

Enquanto parte da velha mídia se empenha em construir narrativas favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro e tenta apresentar o bolsonarismo como uma força inevitável, Lula encontra o povo nas ruas. E é justamente aí que a disputa política ganha uma dimensão que nenhuma manchete pode apagar: a relação direta entre um líder político e a população.

Lula não precisa de uma realidade artificialmente produzida por manchetes seletivas. Sua trajetória, suas políticas públicas e sua capacidade de mobilização fazem parte de um debate que precisa ser enfrentado com fatos, não com manipulação da informação.

As multidões que acompanham o presidente não encerram, por si só, uma eleição. Mas revelam um fenômeno político que merece ser noticiado com seriedade, sem filtros partidários e sem o esforço permanente de diminuir a presença popular de Lula.

A rua também fala. E quando o povo se reúne em torno de Lula, não há operação de marketing da velha mídia capaz de simplesmente fazer essa imagem desaparecer.

Lula é um fenômeno. Não há termo de comparação.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Apoie o Antropofagista hoje com qualquer valor

O apoio dos nossos leitores via PIX, é fundamental para manter a independência e a qualidade do jornalismo.

O Antropofagista valoriza a liberdade de expressão e o compromisso com a verdade, sem influências externas que possam comprometer a imparcialidade das notícias.


Apoie com qualquer valor
PIX: 65725972704 e 24981274823
Agradecemos aos nossos leitores


 

Categorias
Política

O bolsonarismo passivo virou cobaia da manipulação da velha mídia e das big techs a serviço dos interesses dos EUA no Brasil

O bolsonarismo passivo não é apenas um eleitorado fiel: é também um público submetido diariamente a uma operação de influência que combina desinformação, manipulação emocional e interesses econômicos e geopolíticos. De um lado, a velha mídia seleciona os assuntos que merecem destaque, define os personagens que devem ser protegidos e escolhe aqueles que serão submetidos ao desgaste permanente. Do outro, as big techs controlam plataformas cujos algoritmos podem ampliar determinados conteúdos, reforçar bolhas e transformar propaganda política em aparente opinião espontânea.

O resultado é um eleitorado frequentemente conduzido a reagir mais pelo medo, pelo ódio e pela repetição de slogans do que pela análise concreta dos fatos. Enquanto isso, questões fundamentais para o Brasil — soberania nacional, desenvolvimento econômico, empregos, saúde pública e proteção dos recursos estratégicos — são empurradas para segundo plano.

A situação se torna ainda mais preocupante quando setores da direita brasileira passam a tratar interesses estrangeiros como se fossem automaticamente interesses nacionais. A defesa de pressões externas, sanções ou interferências políticas em nome de uma suposta luta pela liberdade pode acabar colocando a soberania brasileira em segundo plano.

O problema não é a existência de opiniões conservadoras, mas a transformação de cidadãos em instrumentos de projetos políticos que nem sempre atendem às necessidades do próprio povo brasileiro.

A velha mídia pode apresentar seus editoriais como jornalismo imparcial. As plataformas digitais podem se vender como espaços neutros de livre expressão. Mas nenhuma dessas estruturas está acima de interesses econômicos, disputas de poder e escolhas editoriais ou algorítmicas. Isso exige fiscalização, transparência e senso crítico — não submissão.

O Brasil não pode ser tratado como território de experimentação para estratégias de influência estrangeira, nem seu povo como massa de manobra de grupos políticos, empresariais ou midiáticos.

A soberania popular começa quando o cidadão deixa de aceitar passivamente a narrativa que lhe entregam e passa a perguntar: quem está se beneficiando dessa campanha, quem está pagando a conta e quais interesses estão sendo defendidos em nome do Brasil?

Na prática, esse é  o royal street flush arquitetônico que a direita brasileira, sobretudo a direita miliciana tenta operar com suas cartas marcadas nessa eleição.

Nesse momento, o STF está na berlinda. Tudo é feito numa faixa elástica da narrativa dos manipuladores, mas a coisa acabou sobrando pesadamente para André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Fux, mesmo que a mídia insista em usar apenas Alexandre de Moraes como Cristo, quando, na verdade, esses personagens, incluindo Toffoli, estão a bordo de uma espécie de naufrágio do titanic jurídico que o Brasil assiste.

Está longe, bem longe de ser verdade que isso atingiu a imagem do presidente Lula, simplesmente porque ele não tem a ver com essa história.

Quem deu aval para a criação do Banco Master foi Bolsonaro. Tudo indica que, em troca, recebeu uma parcela de sociedade na empreitada do submundo do crime.

Talvez esteja aí o motivo dos R$ 134 milhões do suposto financiamento do filme Dark Horse para servir como lavanderia desse esquema.

O fato é que a coisa não parou aí e a lavra de todos os personagens marcantes nesse alto bordo faz parte justamente do universo bolsonarista. Isso já foi percebido pela sociedade, mesmo a mídia utilizando palavras ajeitadoras para livrar a cara de aliados e dar maior visibildade ao envolvimento de quem ela considera inimigo do bolsonarismo.

Seja como for, Flavio Bolsonaro tem como madrinhas de sua campanha a mídia e as big techs, tão corruptas quanto ele e seu clã  para atender interesses dos EUA ou da Faria Lima.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Flávio é Vorcaro e Vorcaro é Flávio: a conexão que exige respostas, não blindagem

Se há uma coisa que o escândalo envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro deixou evidente é que as relações entre o poder político, o dinheiro e os interesses privados precisam ser investigadas com rigor, sem privilégios e sem proteção institucional.

A conexão entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, quando examinada à luz dos documentos, movimentações financeiras e possíveis interesses cruzados, levanta questões que não podem ser varridas para debaixo do tapete. Mas é fundamental distinguir relações documentadas, suspeitas investigadas e responsabilidades criminais comprovadas — cada uma exige evidências próprias.

A investigação que coloca o discurso à prova

Relatórios divulgados pela Polícia Federal apontam que Flávio Bolsonaro atuou como interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações de financiamento do filme Dark Horse. O senador é investigado por suspeitas que incluem lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Flávio nega irregularidades.

Isso não autoriza afirmar, neste momento, que os dois sejam comprovadamente sócios de uma organização criminosa ou que tenham cometido conjuntamente os crimes mencionados. Mas torna legítima a cobrança pública por transparência, esclarecimentos e responsabilização, caso as provas confirmem ilícitos.

O ponto central é que nenhuma candidatura, sobrenome político ou influência institucional pode substituir a investigação independente.

Se os recursos de Vorcaro financiaram interesses políticos, se houve desvio de dinheiro ou se agentes públicos atuaram para favorecer negócios privados, tudo precisa ser esclarecido. E, se houver provas de crimes, os responsáveis devem responder perante a Justiça, independentemente de sua posição política.

O Brasil não precisa de versões cuidadosamente embaladas para proteger poderosos. Precisa de documentos, perícias, investigação e verdade.


Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D

Categorias
Política

Globo parte para cima dos pobres: a campanha por Flávio Bolsonaro passa pelo ataque ao Bolsa Família

Há momentos em que o jornalismo deixa de ser apenas jornalismo e passa a revelar quais interesses e quais projetos de sociedade estão em disputa. Quando o debate sobre o Bolsa Família é reduzido a uma crítica ao aumento de R$ 90 destinado aos beneficiários mais pobres, a pergunta que se impõe é: por que a renda de quem está na base da pirâmide incomoda tanto?

O Bolsa Família não é um privilégio. É uma política pública voltada à redução da pobreza e à garantia de condições mínimas de sobrevivência para milhões de brasileiros. Transformar um reajuste destinado aos mais vulneráveis em motivo de ataque político exige uma discussão séria sobre prioridades, desigualdade e o papel do Estado.

O discurso da austeridade seletiva

O reajuste anunciado pelo governo Lula eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04% baseada na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O governo afirma que a medida busca preservar o poder de compra das famílias.
Serviços e Informações do Brasil

É legítimo questionar o momento do reajuste, seus impactos fiscais e eventuais efeitos eleitorais. O que não pode acontecer é transformar a população pobre em alvo de uma disputa política na qual seus direitos são tratados como moeda de troca.

Flávio Bolsonaro classificou o reajuste como uma ação de desespero e questionou sua finalidade eleitoral. Ao mesmo tempo, o aumento realizado pelo governo Bolsonaro em 2022, que elevou o benefício de R$ 400 para R$ 600, também é parte do histórico desse debate.

A discussão precisa ser coerente: o critério para avaliar políticas sociais deve ser o impacto sobre a população, a legalidade, o financiamento e os resultados — não a conveniência eleitoral de quem está no governo.

E, quando veículos de comunicação criticam medidas de transferência de renda, vale examinar concretamente o conteúdo da cobertura: quais argumentos são apresentados, quais fontes são ouvidas e se existe tratamento equivalente para políticas de diferentes governos.

Seja como for, o caso é sério, porque mostra como operam as classes economicamente dominantes no Brasil, classificadas como direita, unsem-se e se protegem para um único propósito, manter o próprio monumento que sempre fez do Estado moradia paa seus próprios interesses.

O Grupo Globo é o próprio busto de uma lavra de gerações dos Marinho que se confunde com a história da desigualdade social desse país.

Queridos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh=YzljYTk1ODg3Zg%3D%3D