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Em clara campanha para Flavio Bolsonaro, Folha tenta ofuscar o brilho de Lula no golaço que marcou na Casa Branca

Enquanto Flavio e o, também bolsonarista, Tarcísio sentem o calo do Banco Master apertar, via Ciro Nogueira, a Folha, em editorial provinciano, copiando a obra do bolsonarismo nas redes, tenta fazer tdo encontro de Lula com Trump algo banal.

Nada de novo no front. Todas as vezes que esse povo dos jornalões abre a boca, nunca é para demonstrar que se importa com o povo, numa suprema distinção em relação ao tratamento aos ricos, ptincipalmente os banqueiros.

Mas incorrer na comiserada prática de garçom dos EUA no Brasil, é de um primitivismo que precisa ser destacado.

Sim, porque nada imbecilizou mais parte do povo brasileiro, durante décadas, do que o martelete midiático.

É impressionante como essa gente opera para tentar manipular a opinião pública sem o menor respeito com os próprios leitores desse panfleto reacionário.

Que fique o registro sublinhado que o bolsonarismo não é fruto de Bolsonaro, pelo menos não o mais tapado, mas da idiotização promovida por uma imprensa que não tem o menor problema em operar dez degraus abaixo da crítica, quando não do esgoto.


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Flavio Bolsonaro apunhala Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro  reagiu de forma covarde e traiçoeira, classificou as acusações da PF contra Ciro Nogueira como “graves”, pediu apuração com rigor, mas evitou defender Ciro diretamente.

Recentemente, Flávio havia elogiado Ciro como possível vice, mas agora aliados admitem desgaste e Flávio tenta se distanciar, falando em escolher vice mulher.

É uma crise política no campo da direita. Ciro virou um “aliado tóxico” para a pré-candidatura de Flávio, especialmente por envolver o Centrão (PP) e o caso Master.

Ou seja, ainda tem muitos paninhos nessa relação enferrujada, mas a história mudou de figurino e, certamente, quando puxa o carro de Ciro Nogueira, junto, está dando uma cama de gato no centrão, aliado fundamental de Flavio.

Como ficará o enfeite do Flavio Rachadinha daqui por diante, depois de envenenar a imagem de Ciro Nogueira, é que são elas.

Sem chance de oxigenar sua candidatura com outros ares menos tóxicos, Flavio se encontra numa zona carregada de minas e, qualquer passo que der em falso, poderá explodir de vez sua candidatura à Presidência da República.

A conferir.


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Amoêdo goza com a cara do cínico Flavio Bolsonaro sobre o Banco Master: “só falta ser verdade”

O empresário e ex-presidente do partido Novo reagiu a um vídeo em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra investigações sobre o caso Banco Master envolvendo supostas irregularidades financeiras, com menções a aliados bolsonaristas, governadores e outros. Amoêdo publicou nas redes:

“Muito bom saber que Flávio Bolsonaro, que conseguiu se livrar das acusações de rachadinha por um acordão de seu pai com o STF, agora quer que a Justiça investigue todos os suspeitos envolvidos no caso Master. […] Só falta agora ser verdade.”

Ele ainda citou nomes como ex-ministros de Bolsonaro, governadores Cláudio Castro (RJ), Ibaneis Rocha (DF) e Wilson Lima (AM), ex-membros do Banco Central e outros.

Amoêdo ainda lembrou que Flávio Bolsonaro foi investigado por suposto esquema de devolução de salários de assessores (rachadinhas) quando era deputado estadual no Rio. O caso foi arquivado no STF, o que Amoêdo chama de “acordão”.

Banco Master: Tema mais recente, com Flávio defendendo CPI ou investigações, alegando atuação contrária do PT. Amoêdo usa isso para questionar a coerência do senador.

Amoêdo tem criticado o bolsonarismo com frequência nos últimos anos, especialmente após romper com o apoio inicial a Jair Bolsonaro em 2018. Ele se posiciona como liberal mais “puro” e costuma atacar o que vê como incoerências ou problemas éticos no campo da direita.

É uma típica cutucada política em ano eleitoral (2026 se aproximando), explorando rivalidades dentro da oposição ao governo Lula. Flávio tem se colocado como possível pré-candidato à Presidência em alguns cenários.


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Flavio Bolsonaro ronca grosso contra o Master, mas não dá pio sobre Vorcaro e Ciro Nogueira

Flavio, que está até o talo nesse imbróglio envolvendo Ciro Nogueira, o homem forte do governo do seu pai como chefe da Casa Civil, agora, vice de Flavio na candidatura à presidência, ficou leproso em 24 horas e mandou aquela do caviar do samba de Zeca Pagodinho, “nunca vi, nem convivi, eu só ouço falar”.

Vorcaro, idem. Flavio roncou grosso contra a catedral da bandidagem sem tocar no nome do papa da corrupção, Daniel Vorcaro.

Não demora, veremos vídeo dele falando mal de rachadinha, da compra de mansão com dinheiro vivo, da loja de chocolate e de um número sem fim de imóveis comprados com dinheiro de corrupção, sem tocar no nome de Fabrício Queiroz, seu gerente de negócios escusos.

O cínico já fez dancinha, fingiu jogar bola, já já aparecerá em IA cantando louvores do evangelhistão, fazendo segunda voz com Malafaia.

O fato é que Vorcaro e Ciro Nogueira estão como carrapicho grudado  no corpo de Flavio, e somente agora, após a Polícia Federal realizar operação contra Vorcaro, seu banco e Ciro Nogueira, é que aparece Flavio defendendo investigação rigorosa sobre o caso Master, mas não sobre Ciro Nogueira e Vorcaro, por motivos óbvios.

Há pouco tempo circulou um vídeo do 01 do clã Bolsonaro, mostrando sua ligação com o Banco Master, sem saída, tentando afastar sua imagem do escândalo, deu faniquito nas redes sem contrapor de manera objetiva ao que estava sendo acusado, ficando só no palavrório, como agora, um dia após a PF descobrir o esquema de Ciro Nogueira com Vorcaro, ele a´parece fazendo pose de justiceiro contra o banco que doou R$ 5 milhões direto nas contas de Bolsonaro e Tarcísio, como denunciou o insuspeito presidente do seu partido, o PL, Valdemar da Costa Neto.

Flavio está naquela zona de explosão, comprimido entre a realidade e suas mentiras onde tudo mostra o ambiente infestado de corrupção em que ele é parte e a pressão da própria sociedade, revelando a diferença entre o que ele faz e o que fala.

A operação Compliance Zero está sendo péssima para Flavio que, agora, o obriga a se separar, sem sucesso, de Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, companheiros nos negócios e na política.


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Mídia some com o tapete vermelho de Lula na Casa Branca

De repente, as pedras da catedral do capitalismo desapareceram do mapa da mídia, sempre tão afeita à Casa Branca.

Quem lê os jornalões hoje, nem lembra do sucesso de Lula no seu encontro com Trump em Whasington.

Nesta quinta (7), na GloboNews, Camarotti e Joel tentaram jogar jato d’água no encontro dos dois chefes de Estados, cheia de confusas intenções e subintenções na tentativa, de forma lerda, de apagar o brilho de Lula que já havia ganhado as redes sociais.

A forma humana com que foi pautada a relação dos dois estadistas a partir de Lula, propondo a Trump um sorriso mais relaxado, é um daqueles detalhes que são a cara do próprio povo brasileiro, sobretudo falando de futebol com Trump.

Na verdade, aquela caricatura sagrada, que essa gente pinta, do presidente dos EUA, é usada como arma de guerra do pensamento conservador aqui na terrinha.

Encontraram um Lula calmo, sorridente como o nosso velho amigão e ainda dando conselhos a Trump, era tudo o que o antipetismo biliático da Globo não queria.

Mas na realidade, a árvore de Lula cresceu e engalhou-se pelo mundo inundando de folhas primorosas os grandes jornais mundo afora.

Lula foi um mestre que não poupou esforços para, nos bastidores e com a alma brasileira, colocar na mesa as questões do Brasil nos acordos bilaterais.

Foi-se o tempo em que na época de Bolsonaro, o presidente se ocupava na Casa Branca de rena de trenó para puxar o saco de Trump.

Mas a dinastia midiática com seu ecletismo contorsionista, quis abrir uma campanha com o intuito de atacar o pescoço de Lula. Não conseguindo tirar o retrato de Lula da parede, achou melhor abandonar a pauta e deixar seus eleitores na mão, numa manejada técnica para tirar Lula do foco.

Não seria difernte, desde que Lula assumiu o governo pela primeira vez, em 2002, abrir um jornal vale tanto quanto abrir um porco de ceva, tal o bafio de sangue que escapa das manchetes do tribunal da mídia.

Então, como não convenceu ninguém de que, no mínimo, o encontro foi morno, os tubaões da grande mídia, resolveram arrancar do jornal a folha de política de relações exteriores dos jornalões, deixando claro que a mídia ainda pode muito, mas não pode tudo, principalmente contra Lula.


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O encontro de Lula e Trump foi tão exitoso que o bolsonarismo ressuscitou o gabinete do ódio

Lula, hoje, está no Olimpo mundial, enquanto o bolsonarismo está com as orelhas murchas, sobretudo Flavio, Carluxo e Eduardo Bolsonaro com seus farisaísmos de mil caras, representados pelos próprios ou por um exército de robôs nas redes, antecipando a tática que a direita utilizará na campanha eleitoral com a reedição das práticas do gabinete do ódio.

A coisa foi automática, de estalão. Os robôs de Carluxo estão saracoteando na web, tentando ressuscitar o esqueleto político de Bolsonaro.

O problema é que, além do sucesso de Lula no encontro com Trump, comentado pelos maiores jornais do mundo, piorou ainda mais para a direita com a revelação de que o vice de Flavio Bolsonaro, Ciro Nogueira, está até o talo no imbróglio do Banco Master de Vorcaro, principalmente pelo contrato de mesada com Ciro, que chega a R$ 500 mil.

As cortinas da história se abriram inteiramente contra o bolsonarismo, contra a direita como um todo.

O fato é que o sucesso de Lula no encontro com Trump mostra a diferença abissal entre um sabujo pangaré, como Bolsonaro e filhos, com a imagem internacional de Lula como um grande estadista.


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A fala de Zema contra a infância é muito pior

Zema é um imbecil completo que conta com a ignorância alheia para vender as suas “virtudes”.

É uma fieira de cascatas e asneiras com as quais ele brinda os idiotas desse país. Como político, nem artista o sujeito é. Basta fazer uma pesquisa mínima para desmascarar o grande gestor que ele arrota ser.

O sujeito simplesmente dobrou a dívida pública do estado de Minas e tem a cara de pau, de boca própria apresentar=se como o grande administrador público.

Claro, ele fala isso para um público de lesos, preguiçosos, porque qualquer um que observar um pouquinho a sua gestão, verá que o mérito de Zema é, no mínimo, suplicante, para ser bonzinho com o  caipira mandraque.

Como vem se esforçando para virar machete em cada declaração que dá, Zema saiu amarrotado politicamente depois que revelou o pensamento da direita de escravizar crianças em trabalhos, história que todos conhecem para, depois, tentar cobservar os pedaços do que sobrou de sua língua.

Não, Zema não falou de jovens, como tentou emendar, mas saiu pior do que o soneto.

A declaração de Zema contra a infância, contra a escola, contra o direito sagrado à alimentação, foi explícito sem espaço para interpretações.

Nesse somatório de propostas escravocratas, Zema quer a volta da morte de 300 crianças por dia no Brasil em decorrência da fome, até Lula chegar ao poder.

E por que Zema quer isso? É uma forma de fazer com que as crianças abandonem a escola, pressionadas pela fome, com o fim do Bolsa Família, como ele quer, e garanta o seu sustento numa carvoaria ou no corte de cana de açúcar como acontecia antes do PT chegar ao governo.

Ou seja, é isso que toda a direita quer, privatizar a infância, sem dó. Por isso os candidatos da direita estarão juntos num eventual segundo turno para estabelecerem, de forma mais clara, a pauta contra as crianças brasileiras.


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Parceria de Ciro Nogueira com Vorcaro vira problemão para campanha de Flavio Bolsonaro

Investigado na Operação Compliance Zero, ex-ministro de Bolsonaro e presidente do PP era tratado como peça importante para aproximar Centrão e bolsonarismo em 2026.

Em julho de 2021, Jair Bolsonaro entregou a Ciro Nogueira o que chamou de “alma do governo”. A nomeação do senador do PP para a Casa Civil simbolizou a rendição do então presidente ao Centrão, bloco que Bolsonaro havia atacado na campanha de 2018, mas ao qual recorreu para se blindar de pedidos de impeachment, conter os danos políticos da CPI da Covid e reorganizar sua base para a eleição de 2022.

Quase cinco anos depois, o mesmo Ciro Nogueira surge no centro de uma nova crise política. Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador passou de potencial aliado estratégico a fator de desgaste para o projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, Ciro vinha sendo tratado como uma das principais pontes entre o bolsonarismo e o Centrão para a disputa de 2026. Presidente nacional do Progressistas e um dos articuladores da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, o senador controla uma estrutura considerada essencial para qualquer candidatura competitiva: bancada numerosa, fundo eleitoral bilionário, tempo de televisão, prefeitos e governadores.

A própria federação se tornou um ativo cobiçado pelo entorno de Flávio Bolsonaro. Nos últimos meses, aliados do senador discutiam a possibilidade de aproximar o bolsonarismo da União Progressista ainda no primeiro turno da eleição presidencial.

O nome de Ciro chegou a ser citado como possível vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A avaliação de aliados era que o senador do PP poderia ajudar o bolsonarismo a ampliar seu trânsito no Congresso e reduzir resistências no empresariado e em setores mais moderados do Centrão. A operação desta quinta-feira (07), porém, alterou o cenário.

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta indícios de que Ciro Nogueira teria utilizado o mandato parlamentar em benefício dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. A PF afirma que o senador teria recebido vantagens indevidas e cita suspeitas envolvendo pagamentos mensais, aquisição societária com deságio, uso de bens de alto valor e custeio de despesas pessoais.

A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão foi elaborada com participação de integrantes ligados ao Banco Master.

A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, incluiu mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.

A ofensiva da PF produziu efeito imediato nos bastidores políticos. Aliados de Flávio Bolsonaro passaram a defender distância pública do caso, diante do receio de que o escândalo contamine uma eventual construção de candidatura presidencial. Integrantes do PL avaliam que a aproximação com Ciro e com a União Progressista pode se transformar em munição eleitoral para adversários, especialmente pelo peso que o caso Master ganhou nas últimas semanas.

O problema para o bolsonarismo é que Ciro não é apenas mais um aliado eventual. O senador se tornou, ao longo dos últimos anos, um dos principais operadores políticos da direita no Congresso. Foi ele quem comandou a entrada definitiva do Centrão no coração do governo Bolsonaro. Também foi um dos principais articuladores da sobrevivência política do governo durante a pandemia e nas sucessivas crises entre Planalto, Congresso e Supremo.

Mesmo após a derrota de Bolsonaro em 2022, Ciro manteve influência em Brasília. Continuou controlando o PP, ampliou o peso político da federação União Progressista e preservou trânsito entre setores do empresariado, lideranças do Centrão e integrantes da direita.

A leitura de aliados de Ciro era que ele poderia funcionar como fiador político de uma candidatura mais palatável ao Congresso e ao mercado. Agora, a própria presença do senador passou a representar um risco político.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar a operação e negou qualquer irregularidade. Os advogados alegam que o senador jamais praticou atos ilícitos e afirmam que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso reacendeu em Brasília uma discussão antiga sobre o modelo de relação entre bancos, Congresso e emendas parlamentares.

Ao longo da última década, Ciro construiu a imagem de operador pragmático, capaz de transitar entre governos distintos sem perder influência. A investigação da PF ameaça justamente esse capital político: a capacidade de atuar como articulador confiável entre o poder econômico, o Congresso e projetos presidenciais.

Para Flávio Bolsonaro, o desgaste ocorre em um momento delicado. Sem Jair Bolsonaro elegível, setores da direita passaram a discutir alternativas para 2026, e a construção de alianças com partidos do Centrão era vista como etapa fundamental para viabilizar uma candidatura competitiva. A operação contra Ciro embaralha esse desenho e cria um novo problema para o entorno bolsonarista: como manter a aproximação com um dos homens mais poderosos do Centrão sem carregar junto o peso político do caso Master?

*Cleber Lourenço/ICL


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A farsa por trás da briga contra a escala 5 x 2

Por trás dos discursos inflamados contra a escala 5×2 esconde-se uma motivação muito mais clara: o ódio ao governo Lula e o temor de uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de defesa do trabalhador, mas de cálculo eleitoral puro.

Flávio Bolsonaro, o “Bolsonarinho”, repete o manual da família. Usa os mesmos métodos que levaram o pai à prisão, sabe que a Justiça Eleitoral dificilmente tornará alguém inelegível em ano de eleição e, ao mesmo tempo, posa de vítima perseguida pela “ditadura do STF”. Curiosamente, evita falar STE — afinal, tem aliados no tribunal. Se for eleito, a expectativa é que os processos esfriem novamente.

O cinismo fica ainda mais evidente quando se lembra do que aconteceu com o horário de verão. Durante a vigência da medida, as tardes alongadas transformavam as cidades: a partir das 16h ou 17h, ruas cheias, comércio aquecido, bares lotados, praias movimentadas mesmo nos estados que não mudavam o relógio. O efeito positivo se espalhava. Entidades do comércio chegaram a defender que o horário de verão virasse permanente.

Era o povo nas ruas, aproveitando a luz do dia, consumindo, vivendo. Mas isso incomodava. Em 25 de abril de 2019, Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 9.772 e extinguiu de vez o horário de verão no Brasil. Sul, Sudeste e Centro-Oeste perderam a folga extra de luz natural. O homem que não suportava ver o povo sorrindo nas ruas simplesmente apagou a medida com um traço de caneta.

Agora, quando se discute dar mais tempo livre aos trabalhadores — sábados e domingos inteiros —, o mesmo grupo reaparece com o discurso de sempre. A lição é clara: o que está em jogo não é o calendário de trabalho. É impedir que o povo ganhe mais vida, mais luz e mais liberdade. O resto é teatro, narrativas.


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