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Lula supera em seis vezes perdas com tarifas dos Estados Unidos com abertura de mercados e exportações brasileiras

A abertura de novos mercados internacionais pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem contribuído para fortalecer o comércio exterior brasileiro e reduzir a dependência de destinos tradicionais, como os Estados Unidos. Nos últimos meses, a ampliação das relações comerciais com países da Ásia, Oriente Médio, África e América Latina tem garantido novas oportunidades para produtos brasileiros, especialmente do agronegócio, da indústria de alimentos e do setor mineral.

Os resultados dessa estratégia já aparecem nos números do comércio exterior. De acordo com dados divulgados por órgãos do governo, o crescimento das exportações para novos mercados superou em mais de seis vezes as perdas registradas nas vendas para os Estados Unidos. O desempenho demonstra a capacidade do Brasil de diversificar seus parceiros comerciais e compensar oscilações ou barreiras impostas por mercados específicos.

A política de ampliação de acordos comerciais e missões diplomáticas tem sido uma das prioridades da atual gestão. Desde o início do mandato, Lula realizou viagens e encontros com líderes de diferentes regiões do mundo, buscando ampliar a presença dos produtos brasileiros e atrair investimentos. O esforço contou também com a atuação do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na negociação de novos protocolos sanitários e comerciais.

Especialistas avaliam que a diversificação dos destinos de exportação aumenta a segurança econômica do país, reduzindo riscos associados a disputas comerciais ou mudanças de política em parceiros específicos. Além disso, a expansão da pauta exportadora fortalece a balança comercial e contribui para a geração de emprego e renda em diversos setores da economia.

O avanço das exportações para novos mercados ocorre em um contexto de tensões comerciais internacionais e de debates sobre tarifas e barreiras impostas por algumas economias. Nesse cenário, o Brasil tem buscado ampliar sua inserção global e consolidar uma posição mais independente no comércio internacional, apostando na abertura de novas frentes de negócios e na valorização de sua produção no exterior.


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Michelle reforça segurança após fala de Flávio Bolsonaro sobre ‘estancamento’

A equipe responsável pela segurança de Michelle Bolsonaro reforçou o esquema de proteção da ex-primeira-dama após identificar um aumento das hostilidades contra ela nas redes sociais. As mudanças atingem deslocamentos, compromissos públicos e eventos políticos.

O efetivo foi ampliado, e os protocolos operacionais e as estratégias de deslocamento passaram por revisão. Os responsáveis evitam revelar detalhes das alterações para não comprometer a eficácia das medidas adotadas.

Segundo integrantes da equipe, não existe informação concreta sobre uma ameaça específica contra Michelle Bolsonaro. O reforço tem caráter preventivo e foi decidido após meses de monitoramento de publicações ofensivas e da possibilidade de que a violência virtual estimule agressões fora das redes.

Os ataques teriam se intensificado após o rompimento público entre Michelle e Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama publicou dois vídeos nos quais afirmou ter sido humilhada pelo enteado, enquanto o senador declarou que não mantém mais uma relação com ela.

Uma declaração recente de Flávio também passou a integrar a análise de risco. Ao comentar o conflito, o pré-candidato afirmou que, se Michelle não fosse mulher de seu pai, a situação teria sido “estancada antes”. De acordo com o DCM, a equipe não trata a fala como ameaça nem atribui intenção violenta ao senador, mas avalia que a expressão pode ser apropriada por pessoas radicalizadas.

O receio envolve o chamado efeito de imitação, no qual mensagens repetidas ou difundidas por perfis de grande alcance incentivam novas manifestações de hostilidade. Procurada, Michelle Bolsonaro não comentou o reforço de sua segurança.


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O silêncio estratégico: Lula blinda agenda social contra Trump

Ao se recusar a responder sobre o tarifaço norte-americano no Rio, presidente prioriza a narrativa do SUS e calibra o tempo da reação diplomática oficial

Nas duas últimas agendas presidenciais cumpridas no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17) — as vistorias à Carreta de Saúde da Mulher, na Fiocruz, e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura que chamou a atenção de analistas políticos e correspondentes internacionais. Diante da forte expectativa da imprensa por uma reação contundente à confirmação de que os Estados Unidos aplicarão uma sobretaxa de 25% sobre os produtos brasileiros, Lula optou por um silêncio cirúrgico e deliberado.

Mais do que uma simples esquiva, a recusa em comentar o “tarifaço” de Donald Trump revelou uma calculada estratégia de comunicação e preservação da soberania nacional.

A recusa explícita: “Quando o Trump falar, eu falarei”

Tanto no palanque da Fiocruz quanto no auditório do INTO, Lula foi explícito ao ditar as regras do que deveria ser manchete no país. Na Fiocruz, o presidente declarou abertamente que “a notícia tem que ser o SUS, o tratamento das mulheres”, sinalizando que não permitiria que a agenda externa ofuscasse as entregas sociais de seu governo.

No INTO, o mandatário subiu o tom da assertividade e detalhou a hierarquia institucional de sua resposta. Lula pontuou que o anúncio das tarifas havia sido feito, até então, por funcionários do “segundo escalão” do governo americano. Para ele, uma resposta do chefe de Estado brasileiro exige reciprocidade de nível. “Quando o Trump falar, eu vou falar, de presidente para presidente”, disparou Lula. Com essa linha de corte, o presidente brasileiro buscou rebaixar o peso político das provocações que vinham de Washington, desinflacionando a urgência cobrada pelos repórteres.

Essa exigência de paridade serve a dois propósitos: primeiro, evita que o Brasil legitime ameaças feitas por assessores ou por meio de redes sociais, que muitas vezes são usadas como tática de pressão psicológica. Segundo, eleva o nível do debate, forçando o governo dos EUA a assumir oficialmente a responsabilidade pela medida, o que facilitará a montagem de uma resposta multilateral ou de retaliação baseada na Lei de Reciprocidade, caso a medida seja formalizada.

A guerra da verdade contra a farsa protecionista

A principal motivação analítica por trás do silêncio de Lula reside no controle da narrativa. O presidente afirmou textualmente que a sua intenção é traçar uma “guerra da verdade”. Ao não responder de imediato e com fígado, Lula evita o desgaste de uma retórica de confrontação vazia e dá espaço para que seus canais técnicos — como o Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores — apresentem as defesas comerciais de forma institucional.

Lula declarou que “contra o Brasil ninguém ganha mentindo” e que pretende provar ao mundo a falta de racionalidade econômica das acusações americanas (que miram o Pix e as políticas ambientais brasileiras). Para o presidente, responder ao segundo escalão de Trump em meio a inaugurações de saúde seria validar a tentativa americana de pautar a política doméstica e desviar o foco das conquistas estruturais do SUS, como a expansão das carretas de exames e a implementação de cirurgias robóticas na rede pública.

Lula enfatizou que o Brasil é um país da paz, mas que, se provocado, estará pronto para travar uma “guerra da narrativa” e uma “guerra da verdade”. Segundo ele, o adversário “vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra”, sinalizando que a resposta brasileira será técnica, factual e calculada, e não uma reação emocional ou precipitada.

Blindagem da agenda interna e recado ao tabuleiro eleitoral

Segundo o Vermelho, outro fator crucial para a estratégia de Lula é o isolamento da crise diplomática em relação ao ambiente político interno. As duas agendas no Rio de Janeiro estavam carregadas de simbolismo eleitoral e de coordenação com as lideranças locais, como o prefeito Eduardo Cavaliere e o governador em exercício Ricardo Couto. Lula focou seus discursos na moralização do estado, no combate às milícias e na comparação do seu modelo de investimentos com o desmonte promovido pela gestão anterior.

A estratégia demonstra que o governo não permitirá que uma ameaça externa sequestre a agenda nacional. Ao insistir em pautar a visita com temas como a expansão da saúde da mulher, a cirurgia robótica no SUS e a “ressuscitação” dos hospitais federais, Lula busca blindar sua base de apoio e evitar o pânico nos mercados. Ao projetar calma e focar em entregas concretas (como a compra massiva de implantes contraceptivos e a reabertura de leitos), o presidente envia uma mensagem de resiliência: a economia e o bem-estar do povo brasileiro não podem ser reféns de chantagens comerciais.

Se cedesse à pressão e transformasse o palanque da saúde em um ringue de boxe contra Donald Trump, Lula daria munição à oposição bolsonarista — que, como denunciado pelo próprio Itamaraty, atuou como linha de frente do lobby protecionista em Washington. Ao silenciar sobre Trump e falar para o trabalhador da Baixada Fluminense e de Manguinhos, Lula esvaziou o palanque da extrema direita e mandou um recado claro ao mercado e à geopolítica: o Brasil não se curvará a pretensões desmedidas, mas escolherá as armas, o momento e o nível institucional exatos para travar suas batalhas soberanas.

Em suma, o silêncio de Lula não é omissão, mas uma tática de espera ativa. Ao recusar-se a dançar conforme a música de Washington, o presidente busca esvaziar o impacto midiático da ameaça, fortalecendo a narrativa de que o Brasil, com suas instituições sólidas e seu mercado interno robusto, está preparado para defender seus interesses com a “arma da palavra” e, se necessário, com medidas econômicas recíprocas.


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Flavio Bolsonaro usa gíria da milícia para ameaçar Michelle

Por mais que os aliados de Flavio queiram dar amplitude ao termo estancar, todos sabem que a palavra, no mundo da milícia, principalmente na zona oeste do Rio de janeiro, tem força de apagar.

Na boca de Flavio, isso tem um cheiro de enxofre.

O fato é que, no sentido literal e dito de forma isolada, o termo pode ter mil significados, mas no contexto de sua fala, sendo quem ele é e sua histórica ligação com a milícia, o fato pareceu mais que um ato falho, uma fala nada velada contra a madrasta.

Ao comentar o pega pra capar familiar com a ex-primeira-dama, Michelle, Flavio foi enfático, “se não fosse por isso, (ela ser esposa do meu pai) não teríamos chegado a esse ponto; a gente teria estancado a situação antes”.

Ou seja, não há sentido figurado que, num jargão criminoso na linguagem das facções e de milicianos da zona oeste do Rio de Janeiro, na verdade, as expressões estancar ou cancelar CPF, são usadas pela nata da bandidagem como sinônimos de eliminar, executar ou calar à força um adversário.

Seja lá como for, a fala de Flavio, no último 15 de julho, em um podcast, não está sendo interpretada pela maioria das pessoas como ato falho ou banal.

Veja:


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Moraes nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para autorizar a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período em que o ex-presidente está submetido às novas restrições impostas pela Corte.

A defesa havia solicitado uma autorização excepcional para que Milei visitasse Bolsonaro no próximo dia 25 de julho. No entanto, Moraes manteve integralmente as medidas cautelares, que proíbem Bolsonaro de receber visitas por 30 dias, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas.

Na decisão, o ministro entendeu que não havia justificativa para abrir uma exceção às restrições já determinadas, preservando a proibição de encontros que possam ter caráter político durante o período de cumprimento das medidas cautelares.

A negativa impede o encontro entre Bolsonaro e Milei, que era tratado como um gesto de apoio político do presidente argentino ao ex-presidente brasileiro.

Bolsonaro permanece impedido de receber visitantes durante o prazo fixado pelo STF, conforme a decisão citada no caso.

Milei, presidente da Argentina, foi o nome indicado no pedido apresentado pelos advogados do ex-presidente para a agenda de 25 de julho.


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Bolsonaro trai Flavio

A defesa de Bolsonaro foi taxativa. Bolsonaro não escreveu carta para Flavio usar em sua campanha, esta foi uma decisão dele, que Bolsonaro nega ter escrito com tal propósito.

O nome disso é traição com o próprio filho. Entre deixar o dele na reta e o do Flavio, Bolsonaro colocou a corda no pescoço do primogênito.

É ridícula essa afirmação de Bolsonaro? Põe ridícula nisso. A começar pelo título, “Carta aos Brasileiros”.

Ou seja, a coisa foi feita em comum acordo, mas se desse merda, só daria para Bolsonaro, como deu. Bolsonaro não titubeou, se alguém tem que pagar o pato, que não seja ele, nem que para isso tenha que sacrificar o próprio filho, mostrando que essa turma do Deus, Pátria e Família, não é confiável nem para a família.

Por isso essa gente tem comportamentos variantes, de acordo com o tom e do prejudicado, nesse caso, Bolsonaro tirou o pepino do seu colo e colocou no de Flavio, o que passa um recado para o gado, o de que o mito não está tão fechado assim com a candidatura do filho, do contrário, se colocaria na linha de frente para enfrentar Moraes.

Diante do ministro do STF, Bolsonaro, mais uma vez, pipocou e mandou aquele famoso, me inclui fora dessa. Para se libertar do suplício, pai não pensou duas vezes para jogar o filho aos leões no momento em que a terra cede debaixo dos pés de Flavio por conta do TariFlavio e da foto de Flavio, bonachão, sem camisa, ao lado do amigo íntimo, sicário de Vorcaro.


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TariFlavio ou FlavioSicário: O que detonou mais a campanha do 01 de Bolsonaro?

Isso é o que se pode chamar de tempestade perfeita. De um lado, as tarifas anunciadas por Marco Rubio, sicário de Trump na América Latina, ou a foto de Flavio todo bonachão, sem camisa, com o sicário do Vorcaro.

Não há limpador que possa passar pano num troço desse. Pior, TariFlavio se tornou um apelido fatal, reforçado pela fala do sabujo de Trump nitidamente voltada a meter o bedelho do tio Sam nas eleições brasileiras.

Lógio, isso foi uma patacoada que dá mais força aos memes de TariFlavio. A coisa está tão séria que nem o próprio Flavio, depois do anúncio de Rubio sobre as tarifas contra o Brasil, defendeu-se da acusação de que ele é o culpado.

Aliás, o idiota conseguiu piorar ainda mais, porque não se ouviu ou não se leu nenhuma palavra critica à tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil. Ele sabe perfeitamente que mais de 90% dos comentários nas redes estão sentando o sarrafo no miliciano carioca, chefe absoluto da bandidagem que tomou conta da política em todo o estado do Rio de Janeiro.

Claudio Castro, Rodrigo Bacellar, Marcio Canella e TH Joias que o digam. Porém, todo ambicioso cai do cavalo por ser mais burro do que ambicioso., E olha que falamos de alguém que transpira ambição, e faz questão de ostentar com mansões o fruto de suas corrupções

Por isso a foto de Flavio Bolsonaro com o sicário de Vorcaro se tranformou em fogo no palheiro, em segundos, nas redes sociais.

Difícil é dizer qual das duas cerejas do bolo está mais envenenada com capacidade de levar a óbito sua pré-campanha à Presidência da República.

Para quem gosta de fazer fumaça para não sair da mídia, o vigarista mais proeminente do clã, vê sua campanha totalmente intoxicada por esses dois fatos juntos que nesta quinta (16) viraram um dos maiores assuntos.

É cedo para saber o tamanho do rombo em sua canoa, que já anda toda furada, até para saber se ele vai ou não continuar nesse suplício .

Uma coisa é certa. Nesta quinta, Flavio Bolsonaro chegou ao pico máximo de rejeição nacional, com os dois principais memes, TariFlavio e FlavioSicário.

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Quaest: Novo tarifaço encolhe intenção de voto em Flávio entre eleitores de direita

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que o tarifaço americano reduziu a vontade de eleitores de direita, inclusive bolsonaristas, de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A sondagem veio a público horas depois de Washington confirmar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Quando os entrevistadores perguntaram se o tarifaço aumentava a vontade de votar em Lula, Flávio ou outro pré-candidato, 42% citaram o presidente Lula (PT), contra 39% em junho. No caso de Flávio, o índice caiu de 30% para 27%. A opção “outro” ficou em 23%, e 8% não souberam ou não responderam.

Entre eleitores independentes, a vontade de votar em Lula subiu de 26% para 33%, variação de sete pontos acima da margem de erro de quatro pontos estimada para esse recorte. Nesse mesmo grupo, a preferência por “outro” pré-candidato, considerando o tarifaço, caiu de 45% para 38%.

O recuo de Flávio também apareceu em segmentos de direita. Na direita não bolsonarista, o senador caiu de 70% para 60%, enquanto a vontade de votar em “outro” pré-candidato subiu de 19% para 29%. Entre bolsonaristas, a intenção associada ao tarifaço foi de 88% para 81%, e a escolha por “outro” nome cresceu na mesma proporção.

A Quaest também perguntou com quem os eleitores concordam mais no embate sobre a origem da medida. Na pergunta sobre a acusação de Lula de que Flávio pediu a Donald Trump sanções contra o Brasil, 51% concordaram mais com o petista, ante 47% em junho; 30% ficaram com a versão de Flávio, contra 35% no mês anterior; e 19% não souberam ou não responderam.

Em outra questão, 49% concordaram mais com Lula na avaliação de que as tarifas são retaliações ao Pix, enquanto 33% preferiram a versão de Flávio, segundo a qual a medida seria reação a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos. Outros 10% responderam “nenhum dos dois”, e 8% não souberam ou não responderam.

O governo Lula repudiou o tarifaço e criticou os Bolsonaros, chamados de “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”. Flávio respondeu que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, atribuiu “atraso, incompetência e vingança” à atual gestão e chamou o adversário de “Biden brasileiro”.

Flávio discursou neste mês em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e em defesa do Pix. Em maio, o senador foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca, em agenda articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo.

A pesquisa apontou que 57% dos brasileiros não sabiam da viagem de Flávio aos Estados Unidos em defesa do Pix e contra o tarifaço. Entre os que conheciam a agenda, 58% disseram que o senador não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% afirmaram confiar nessa capacidade.

Seis em cada dez brasileiros, 63%, disseram acreditar que as novas tarifas impostas por Trump vão prejudicar sua vida ou a de sua família; em junho, eram 55%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho, tem margem de erro geral de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07181/2026. DCM.


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vêm “mais duas granadas”: Avisa advogado e escritor carioca sobre Flávio Bolsonaro

Segundo Eduardo Goldemberg, o episódio da foto com “Sicário” é apenas o início de uma nova crise e que vem mais por aí

divulgação de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário“, continua repercutindo nos bastidores da política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.

A imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia.

Disse Edu Goldenberg:

Edu Goldenberg
@edugoldenberg
E atenção: pra quem acha que a foto com Sicário é a última bomba sobre o vagabundo do
@FlavioBolsonaro
… tem pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho. Depois não digam que eu não avisei.

Versões contraditórias
Após a divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente, análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.

Na publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas. A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste envolvendo o entorno político do senador.

Uma delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Forum, o caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.

Na festa de Vorcaro
Além disso, circulam nos bastidores de Brasília informações sobre a existência de vídeos gravados em eventos ligados ao empresário Vittorio Vorcaro. Paralelamente, operações recentes da Polícia Federal tiveram como alvo pessoas próximas ao senador no Rio de Janeiro, em investigações sobre supostos crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.

A publicação de Eduardo Goldemberg reforça a avaliação de setores da oposição de que a divulgação da fotografia com “Sicário” pode ser apenas o primeiro episódio de uma sequência de revelações capazes de ampliar o desgaste político de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o advogado não apresentou detalhes ou provas públicas sobre as novas informações às quais se referiu.


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