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Especialistas rechaçam nota negacionista do Ministério da Saúde de Bolsonaro que questiona efetividade das vacinas

O Ministério da Saúde divulgou neste sábado uma nota técnica que questionava a efetividade das vacinas contra a Covid-19 ao mesmo tempo em que atestava a eficácia do uso de hidroxicloroquina no tratamento da doença.

O documento foi usado para manter o uso do chamado ‘kit Covid’ no tratamento de pacientes que não estão internados com a doença.

A OMS não recomenda o uso desses medicamentos, enquanto diz que vacinas funcionam e seu uso na população.

Especialistas em saúde criticaram o texto e chamaram o documento de “negacionista”. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ainda não se manifestou sobre a nota.

Confundir, não esclarecer

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, a avaliação sobre os imunizantes é baseada em “dezoito ensaios não finalizados, dos quais, oito ainda em fase de recrutamento, nove ainda não finalizaram o seguimento e um finalizado, mas ainda em fase insuficiente para a avaliação de segurança”.

Já a posição sobre a hidroxicloroquina vem de “treze estudos controlados e randomizados com direções de efeito favoráveis à hidroxicloroquina, com efeito médio de redução de risco relativo de 26% nas hospitalizações, altamente promissor para o uso discricionário e prosseguimento dos estudos”.

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Bolsonaro manda Ministério da Saúde redigir nota “técnica” que cloroquina é segura, mas vacinas não

Nota “técnica” publicada nesta sexta-feira (21) pelo Ministério da Saúde de Bolsonaro contraria a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade científica. A nota afirma que vacinas não têm demonstração de segurança, mas a hidroxicloroquina, segundo o governo genocida, é classificada como segura.

O que precisa ser investigado é o que motivou Bolsonaro a voltar a carga contra as vacinas e receitar kit cloroquina.

As diretrizes da Conitec, aprovadas em maio e dezembro do ano passado, eram de não usar remédios como a cloroquina, a azitromicina, a ivermectina e outros medicamentos sem eficácia para tratar a doença, tanto em ambulatórios (casos leves) como em hospitais, quando o paciente está internado.

Isso é um crime contra a população brasileira que tem que ser freado e Bolsonaro punido pela justiça.

De que adianta o Procurador Geral da República? Ele foi e está sendo cúmplice de um verdadeiro atentado contra a saúde pública. Na verdade, Augusto Aras está deitado eternamente em berço esplêndido.

Em qualquer lugar do mundo isso seria considerado crime contra a humanidade.

O STF tem que responder: será mais um crime do governo impune?

Bastaria prender o Queiroga que, em dois minutos, o monstro declinaria de atacar a saúde pública para atender seus interesses escusos.

Serviu pra quê a CPI?

Veja a nota:

Tabela encontrada em nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (21). — Foto: Reprodução

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Rosa Weber cobra PF sobre inquérito que investiga Bolsonaro no caso Covaxin

Inquérito investiga se Bolsonaro comunicou indícios de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, cobrou da Polícia Federal informações sobre o andamento do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de prevaricação por supostamente não ter comunicado aos órgãos de investigação indícios de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde, informa o Correio Braziliense.

A decisão se dá em razão de ter se esgotado, no último dia 7, o prazo para que a corporação devolvesse os autos da investigação ao Supremo Tribunal Federal. A data marcou o final dos 45 dias de prorrogação que Rosa Weber concedeu para que os investigadores cumprissem diligências em aberto.

A prorrogação foi deferida em 22 de novembro de 2021, após a PF pedir que o Ministério da Saúde fosse instado a encaminhar cópia integral dos processos de importação e de contratação da vacina indiana. Além disso, a corporação solicitou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentasse os processos de autorização de uso emergencial do imunizante. A PF justificou os pedidos ao Supremo com a indicação de que o Ministério da Saúde havia classificado os processos relacionados ao contrato da Covaxin como sigilosos.

Rosa atendeu aos pedidos da PF, chancelados pela Procuradoria-Geral da República, por considerar que as diligências eram pertinentes ao objeto da investigação, proporcionais sob o ângulo da adequação, razoáveis sob a perspectiva dos bens jurídicos envolvidos e úteis quanto à possível descoberta de novos elementos que permitam o avanço das apurações.

A ministra ainda criticou o sigilo imposto pelo governo federal os documentos ligados às negociações da vacina indiana: “Cabe registrar ser de todo insólita a ação governamental de subtrair do acesso público informações alusivas à celebração de determinado contrato administrativo, cuja divulgação, a princípio, não parece capaz de pôr em risco a segurança da sociedade e do Estado, de modo a excepcionar a regra geral da publicidade”.

A investigação tem origem em uma notícia-crime oferecida pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) a partir das suspeitas tornadas públicas na CPI da Covid.

O caso foi levado ao STF depois que o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão do parlamentar, Luís Ricardo Fernandes Miranda, que é chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, afirmaram em depoimento à comissão parlamentar que o presidente ignorou alertas a respeito de suspeitas de corrupção no processo de aquisição do imunizante fabricado pelo laboratório Bharat Biotech.

No dia 24 de junho do ano passado, quase três meses depois de ter sido informado pelo deputado Luis Miranda sobre as possíveis irregularidades no processo de aquisição da vacina, o presidente ainda não havia acionado a PF para investigar o caso, conforme apurou o Estadão com fontes na instituição. O inquérito para apurar as denúncias apresentadas por Luis Miranda a Bolsonaro só foi instaurado no dia 30 de junho a mando de Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública.

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PoderData: Bolsonaro é ruim ou péssimo para 22% dos que votaram nele

Dos que o elegeram, somente aproximadamente metade dos eleitores o consideram bom ou ótimo.

Pesquisa PoderData realizada de 16 a 18 de janeiro de 2022 mostra que 22% dos brasileiros que elegeram Jair Bolsonaro (PL) em 2018 não estão satisfeitos com seu trabalho como presidente. A taxa dos que votaram do presidente no 2º turno e hoje o consideram “ruim” ou “péssimo” variou 7 pontos percentuais para cima desde o fim de 2021.

No grupo de eleitores que votaram em 2018 em Bolsonaro, 53% agora o avaliam como “ótimo” ou “bom”. Essa taxa era de 46% há 1 mês.

Entre os eleitores que votaram em Fernando Haddad (PT) em 2018, são 87% os que consideram o atual ocupante do Executivo “ruim” ou “péssimo” . A taxa variou na margem de erro de 2 pontos percentuais desde o último levantamento.

No universo dos que votaram em branco ou nulo em 2018, são 69% os que acham Bolsonaro “ruim” ou “péssimo” –diferença de 14 pontos percentuais desde a última pesquisa (83%). Já entre aqueles que não votaram, o percentual é de 56%– eram 61% em dezembro de 2021.

A pesquisa PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360, foi realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes no período de 16 a 18 de janeiro de 2022. Foram 3.000 entrevistas em 511 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

TRABALHO DE BOLSONARO

Na 1ª rodada eleitoral do ano do PoderData, 53% disseram considerar o trabalho do presidente Jair Bolsonaro “ruim” ou “péssimo”. Essa taxa variou 4 pontos para baixo em duas semanas, no limite da margem de erro do levantamento. Enquanto 25% acham “ótimo” ou “bom”.

DADOS GERAIS PARA 2022

Na média geral, quando se considera a população como um todo, Lula lidera com 42% das intenções de voto. O ex-presidente empata tecnicamente com a soma dos demais candidatos, considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais. Bolsonaro fica em 2º lugar, com 28%, e Sergio Moro em 3º lugar.

Já no 2º turno, Lula derrotaria Bolsonaro por uma diferença de 22 pontos percentuais (54% X 32%), Moro por 23 pontos percentuais (49% X 26%), Ciro por 28 pontos percentuais (47% X 19%) e Doria por 32 pontos percentuais (48% X 16%).

*Com informações do Poder360

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Quanto mais Moro se explica, mais se implica e complica a sua situação

Sergio Moro está se enforcando com a própria corda para tentar se explicar sobre a Consultoria Alvarez & Marsal que, segundo Luis Nassif, faturou R$ 42 milhões com empresas pilhadas por Sergio Moro na Lava Jato, que usa a própria corda contra seu pescoço.

Tacla Durán afirma que o salário de Moro na empresa de consultoria que ele mantém em segredo a ferro e fogo, passa de oito dígitos, é dinheiro pra dar com o pau.

Não só isso, pelo simples fato de querer manter sob sigilo seus ganhos, com a justificativa de que são transações privadas, o vigarista já assume que usa das mesmas práticas de quem opera nas sombras com esquemas de lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

Para quem cometeu dois crimes contra a presidência da República, grampeando e repassado para a Globo uma escuta clandestina, justificada pelo mesmo crápula, de que o povo tinha o direito de saber tudo sobre os governantes, o político e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, ou seja, alguém que ocupou cargo público, muda seu discurso para tentar se blindar da justiça pelos crimes cometidos.

Não adianta esse idiota atacar Lula. Se a Globo hoje não ataca Moro, ela também não o defende e, sem o picadeiro do Jornal Nacional, ele é um nada além de um criminoso comum. Pior, quanto mais abre a boca, mais produz munição contra si. como é o caso dessa planilha, que revela o que ele tenta esconder a ferro e fogo.

https://twitter.com/linsaquiles/status/1484605371255771146?s=20

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Rogério Correia: Vamos dar nomes aos bois, o que Moro recebeu da A&M foi propina

O deputado federal afirma que a empresa “estava agradecendo com mimos o serviço milionário que o ex-juiz arrumou”.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) usou as redes sociais para afirmar que os pagamentos da consultoria estadunidense Alvarez & Marsal ao presidenciável e ex-juiz Sergio Moro (Podemos) devem ser classificados como “propina”, e não salário.

“Vamos dar nome aos bois, o que Sergio Moro recebeu da A&M foi PROPINA e não salário, afinal a empresa estava agradecendo com mimos o serviço milionário que o ex-juiz arrumou. 78% da receita da firma que contratou Moro veio de alvos da Lava Jato”, tuitou Correia.

O Tribunal de Contas da União (TCU) retirou, nesta sexta-feira (21), o sigilo de documentos que mostram os valores dos honorários pagos ao ex-juiz pela consultoria.

A decisão foi de Bruno Dantas, ministro relator da ação, que investiga irregularidades envolvendo a Operação Lava Jato e a Odebrecht. Dantas também tirou o sigilo de peças referentes à empreiteira que, até o momento, eram confidenciais.

O pedido foi apresentado por Lucas Rocha Furtado, subprocurador-geral do Ministério Público de Contas.

Furtado afirma, na ação, que é necessário investigar “prejuízos ocasionados aos cofres públicos pelas operações supostamente ilegais dos membros da Lava Jato de Curitiba e do ex-juiz Sergio Moro, mediante práticas ilegítimas de revolving door, afetando a empresa Odebrecht S.A., e lawfare, conduzido contra pessoas investigadas nas operações efetivadas no âmbito da chamada Operação Lava Jato”.

No dia 17 de janeiro, Furtado, havia encaminhado ofício ao presidente do órgão, Bruno Dantas, solicitando que os processos sobre a atuação de Moro na Lava Jato fossem tornados públicos.

O subprocurador justificou o pedido, afirmando que “diversas peças se encontram com permissões insuficientes para acesso ao conteúdo”.
TCU: 75% do faturamento da consultoria que empregou Moro vieram da recuperação de empresas da Lava Jato

Dados do (TCU), divulgados discretamente pela revista Veja nesta quinta-feira (20), revelam que 75% do faturamento da Alvarez & Marsal no Brasil vieram de empresas investigadas pela Lava Jato e que foram entregues pela Justiça à consultoria estadunidense que empregou Moro em processos de recuperação judicial.

“TCU informa: de tudo o que a A&M – que CONTRATOU Moro – recebe de hon. como Admin. judicial, 2,2MM, cerca de 75% (1,5MM) vem, por coincidência, de empresas enredadas na Lava Jato. Em 30 m a A&M recebeu, só da ODB, 24 milhões! Contratação de Moro foi um golaço para A&M! Que faro!”, tuitou o advogado Lenio Streck.

*Com informações da Forum

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Das flores só sobraram os espinhos

Enquanto pôde usar a toga como ditador estatutário, falseou  investigação,  acusação, julgamento e a condenação de Lula.

Por si só essa espécie de santíssima trindade judicial já deveria custar a Sergio Moro uma cana dura se o Brasil não tivesse um sistema de justiça tão alheio às leis quando se trata do espírito de corpo.

Pela história recente desse país, em algum momento, o aparelho judiciário do Estado, se quiser salvar os dedos, terá que entregar os anéis desse juiz “corrupto e ladrão”, como disse Glauber Braga. Do contrário, como admitiu o próprio Conselho Nacional do Ministério Público, carregará essa mancha ao longo de sua história por ter blindado um vigarista chamado Deltan Dallagnol pelo uso de um PowerPoint utilizando a logomarca do Ministério Público brasileiro.

Sim, porque é um verdadeiro acinte com a sociedade que esses dois vigaristas, Moro e Dallagnol, possam disputar as eleições.

De lambuja, os dois ainda desmoralizam de vez a imoral, parcial e absurda lei da ficha limpa, que só foi exercida para manipular o sistema de justiça eleitoral, isso quando não vira instrumento como virou nas mãos de Barroso para impedir que a candidatura de Lula em 2018 se mantivesse até o julgamento final, fato que propiciou a chegada ao poder de um vagabundo com larga história de vagabundagem, e o mais grave, produziu a morte mais de 623 mil brasileiros por covid, sem demonstrar qualquer empatia.

Não satisfeito, quer dobrar essa estatística com a vida das crianças brasileiras, tanto que o cretino mandou a diabólica pudica, Damares Alves e o médico-monstro Marcelo Queiroga utilizarem todos os recursos públicos possíveis para tentar arrancar da família que foi por ter tomado a vacina contra covid que uma criança de 10 anos teve uma parada cardíaca, sendo que foi constatado que a menina tinha uma doença congênita rara e que não teve qualquer relação com a vacina, segundo médicos.

O objetivo era culpar a vacina, o que foi imediatamente desmentido pelos médicos.

A intenção de Bolsonaro era criar pânico ou, no mínimo, criar dúvida nos pais para não vacinarem seus filhos. Ou seja, uma monstruosidade que revela até onde vai a cabeça do genocida.

O que de imediato vem à cabeça de todos é que Moro é o culpado pela chegada de Bolsonaro ao poder, pelo que fez de maneira criminosa contra Lula a partir de uma barganha espúria entre os dois para trocar o seu feito por uma super pasta do ministério do insano.

É certo que as camadas mais pobres da população estão alheias a esse fato macabro, pois com uma vida muito dura, estão tentando sobreviver diante de um caos econômico produzido por Bolsonaro e Guedes que já devolveu mais de 30 milhões de brasileiros para a miséria absoluta e, por isso, sequer sabem da existência de Moro, o que resultou a ele míseros 4% de intenção de voto em pesquisa espontânea.

Ou seja, o sujeito hoje é um fracasso de público e de crítica e, para piorar, está chafurdado num esquema de corrupção, acusado pelo TCU, que envolve a empresa americana Alvarez & Marsal que o contratou.

Lógico, poderíamos aqui lembrar de cada detalhe revelado pelo Intercept na série Vaza Jato, mas, por ora, o que foi dito já basta para afirmar que das flores que esse cretino recebia da burguesia em seus showmícios lavajatistas, só sobraram os espinhos rumo a um profundo deserto.

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Dois institutos de pesquisa antecipam os próximos números de Lula que deve aparecer ainda mais forte pra vencer no 1º turno

Segundo alguns recortes da mídia industrial, o caso de Bolsonaro é sério, ele está sendo destituído da presidência da República pela inflação.

O custo de vida está insuportável para as camadas mais pobres da população, mas também para a classe média e ambas as classes estão esculpindo o Royal Straight Flush que vai reduzir essa maquete de Mussolini a pó nas eleições.

O ex-deputado miliciano está mal na fita, e muita gente do seu lado já está convencida de que ele será fragorosamente derrotado por Lula, tendo em vista que os institutos de pesquisa que trarão a público os novos números de intenção de voto, dão conta de que Lula frisará ainda mais sua vitória no primeiro turno com um crescimento eletrizante.

Por ora, ficamos à mercê da fantasia interpretativa de quem na grande mídia diz ter acesso à pesquisa e análise dos institutos e seguir fundindo a esperança e a militância para que Lula saia vencedor no pleito desse ano, traduzindo assim o sentimento da população.

Na vida real, o que pude constatar quando, de forma provocativa em recintos ou ambientes que julgo serem bolsonaristas, é que ninguém mais defende Bolsonaro, dizem que a coisa está péssima, que o Brasil está numa crise profunda, mas não citam Bolsonaro como culpado pela crise, mas também quando eu o critico, ninguém o defende, numa nítida mudança de disposição em redutos, antes protagonizados por um eleitorado até então cegamente fiel a Bolsonaro.

Sobre Lula, ocorre o contrário, quando se afirma o voto nele, ninguém se opõe a sua escolha.

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Lula dispara e já empata com Bolsonaro entre os evangélicos

Levantamento PoderData mostra que Lula vem avançando em boa parte do eleitorado evangélico, uma das principais bases e Bolsonaro, e que lidera entre católicos.

Recorte da pesquisa PoderData sobre a disputa presidencial, divulgada na noite desta quinta-feira (20), mostra que o ex-presidente Lula (PT) vem conquistando boa parcela do eleitorado evangélico, que foi uma das principais bases para a eleição de Jair Bolsonaro (PL). O petista já empata em intenções de voto entre este público com o atual presidente.

Segundo o levantamento, Lula disparou 10 pontos entre os fiéis da igreja evangélica com relação à pesquisa de dezembro e, agora, aparece com 36%. Já Bolsonaro caiu 3 pontos e soma 40% de intenções de voto entre este público. Como a margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, ambos estão tecnicamente empatados.

Já entre os católicos, que segundo pesquisa PoderData representam 42% da população brasileira acima de 16 anos, Lula lidera com 46% das intenções de voto. Bolsonaro, por sua vez, despencou 8 pontos entre os seguidores da Igreja Católica, em comparação com a pesquisa de dezembro, e agora marca 21%.
“Memória afetiva política”

Para Zé Barbosa Jr, teólogo e pastor da Comunidade Batista do Caminho em Campina Grande (PB), essa mudança de cenário, com Lula abocanhando parte do eleitorado evangélico que ajudou a eleger Bolsonaro, não surpreende.

Segundo o pastor, “muitos evangélicos foram ludibriados e levados como massa de manobra por falsos pastores e mestres. E a ofensiva foi (e ainda é) intensa de ataques à esquerda, demonização das lutas sociais e identitárias e ‘vantagens’ em ter um ‘presidente evangélico’ (mesmo Bolsonaro não sendo um)”.

“Mas, esquecem que a massa evangélica é, em boa parte, pobre e periférica e foram os primeiros a sofrerem na pele as consequências de um governo de destruição de direitos e políticas públicas que atingiam, essencialmente, essa massa”, disse o pastor.

*Com informações da Forum

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O texto publicado pela Folha não é polêmico; é racista

O texto publicado pela Folha não é polêmico; é racista, e faz parte de uma cruzada política de deslegitimação do movimento negro e do antirracismo. É uma reação ao avanço político e organizativo do MN e das vitórias conquistadas nos últimos 40 anos.

Diversas pessoas apontaram a indigência científica e política desse texto. No entanto, queria trazer um outro ponto. Essa cruzada não é aleatória: Em 2022 completamos 10 anos das aprovação das políticas de ações afirmativas federais e haverá a revisão da lei no Congresso.

Lembro que a discussão das Ações Afirmativas gerou uma controvérsia pública. Diversos intelectuais da elite brasileira se posicionaram contra as cotas, afirmando se tratar de um polêmica “racista e antibrasileira, importada dos EUA” (alguns mudaram de posição com o tempo).

O argumento do texto da Folha é o mesmo: o movimento negro e o antirracismo aparecem como um estrangeirismo. Insiste na comparação com os EUA, nega que o Brasil seja um país racista, se baseia no mito de democracia racial e estabelece pequenas exceções como norma.

Combater o movimento negro é combater um movimento de reinvenção do Brasil: a luta do MN colocou novas linhas e retirou outras dos livros de História, jogando luzes em séculos de opressão e violência escondido pela elite econômica, intelectual e política deste país.

Eles não suportam ver negros e negras afirmando sua existência e questionando as dinâmicas sociais racista do país. O negro, no projeto da burguesia branca, só serve para ocupar os lugares de servidão, não pode ocupar os lugares de poder.

Porque é este o debate de fundo: poder. O racismo é uma estrutura sócioeconômica que condiciona negros e negras, no caso brasileiro, aos piores indicadores sociais.

RACISMO CONTRA BRANCOS NÃO EXISTE!

Sobre o termo “neorracismo identitário”, trago mais algumas informações:
– Dos 10% mais pobres do Brasil, 75% são negros.
– Somos maioria nos empregos informais. 47% negros, 34% brancos.
– Somos maioria entre os que não têm acesso a esgoto: 42,8% negros 26,5% brancos.
– 75% das crianças mortas em razão das ações da polícia nas favelas do Rio de Janeiro são negras.
– Lares negros são os mais atingidos pela insegurança alimentar grave: 10,7% contra 7,5% brancos.

Informação é a agulha que estoura a bolha da fake news!
Compreendo quem optou por ignorar o manifesto racista publicado na Folha, mas penso que, especialmente nesta quadra da História, é fundamental rechaçar com veemência esses ataques. Há muita coisa em jogo, e não vamos abrir mão de denunciar e enfrentar os retrocessos.

Queremos um mundo onde possamos existir e viver com igualdade, liberdade, plenitude de direitos. E vamos lutar por isso com todas as forças.

Por fim, vamos propagar ideias negras na rede, o melhor antídoto aos polemistas de capuz branco.

*Do facebook de Dara Sant’Anna

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