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Lula sobe tom contra Banco Central após corte da Selic de somente 0,25%

“Esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual (de 15% para 14,75% ao ano).

Lula disse que o Banco Central (BC) frustrou a expectativa do governo que esperava ao menos uma redução de 0,5 ponto percentual.

No comunicado, o BC alegou ambiente externo incerto, em “função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, para decidir por uma redução de 0,25.

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula.

Leia também: BC cita Oriente Médio e reduz juros a 14,75%; taxa segue no topo do mundo

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescenta.

No Congresso, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que o BC tem andado na contramão dos interesses e necessidades do povo brasileiro ao entregar centenas de bilhões de reais à agiotagem financeira por meio da extorsiva taxa de juros.

“A redução em 0,25% na taxa Selic, embora aponte para a necessária redução e seja o primeiro corte desde 2024, frustra quem trabalha e produz. É quase um placebo para uma indústria que necessita de um tratamento intensivo com antibióticos para retomar a pujança”, compara o deputado.

Na avaliação dele, é certo que a reindustrialização carece de um projeto nacional de desenvolvimento estruturado, com metas, planejamento e indução do Estado, algo que o governo Lula esboça com a Nova Indústria Brasil (NIB), segundo o Vermelho.

“Mas também é fato que a política monetária e um instrumento fundamental para o crescimento econômico, fomento a investimentos e para o próprio consumo e bem-estar das famílias”, observa.


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Política

Moraes trava arquivamento do caso das joias e cobra PGR por provas que envolvem Wassef

Decisão determina análise da Procuradoria sobre material inédito da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu frear o arquivamento da investigação sobre o chamado “caso das joias” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos. A decisão foi assinada na quarta-feira (18), mas só veio a público nesta quinta-feira (19).

No despacho, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova manifestação. “Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

A decisão ocorre após a própria PGR ter se posicionado pelo arquivamento do caso, sob o argumento de que ainda existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por presidentes da República em viagens oficiais. Segundo o órgão, “enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível”.

O despacho de Moraes, no entanto, indica que o cenário está longe de ser encerrado. Isso porque a Polícia Federal encaminhou análise complementar de material apreendido, apontando novos fatos. De acordo com o documento, “foram identificados eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado Frederick Wassef, que devem ser formalizados em procedimento apartado”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a investigação trata da suspeita de atuação de uma associação criminosa voltada ao desvio de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro — ou por integrantes de comitivas oficiais — durante viagens internacionais. Segundo a própria Polícia Federal, o grupo atuava para desviar itens que deveriam integrar o acervo público e posteriormente comercializá-los no exterior.

O relatório final é direto ao apontar o objetivo do esquema: “prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro […] para posteriormente serem vendidos no exterior”.

A saga das joias sauditas: entenda a cronologia do caso

No mesmo documento, a PF afirma que os investigados também atuaram para ocultar os valores obtidos com a venda desses bens, descrevendo “atos de ocultação da origem, localização, movimentação e propriedade” dos itens e dos recursos gerados.

No relatório final, a PF indiciou Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os itens citados estão joias de luxo, relógios de alto valor e esculturas recebidas de autoridades estrangeiras, incluindo governos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O documento também aponta que o grupo teria atuado de forma coordenada entre 2019 e 2022. Segundo a PF, os investigados se associaram “para praticarem os crimes de peculato e lavagem de capitais, com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”.

Apesar da conclusão da investigação, a manifestação da PGR pelo arquivamento mudou o rumo do caso. O órgão sustentou que, diante da ausência de uma definição legal clara sobre a titularidade desses presentes, não seria possível enquadrar as condutas no campo penal.

A decisão de Moraes, no entanto, cria um novo capítulo na tramitação. Ao destacar que não houve manifestação da PGR sobre o material mais recente envolvendo Wassef, o ministro sinaliza que o arquivamento não será automático.

Nos bastidores do STF, a movimentação é vista como um indicativo de tensão entre o entendimento da Polícia Federal e a posição da Procuradoria. A nova manifestação da PGR será determinante para definir os próximos passos do caso, que segue sob relatoria de Moraes e permanece como um dos episódios mais sensíveis envolvendo a gestão de presentes oficiais durante o governo Bolsonaro.


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Política

Lula cobra redução do ICMS em combustíveis para atenuar efeitos da guerra

Na 17ª Caravana Federativa, presidente criticou Tarcísio por não reconhecer ações do governo federal em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao comentar os impactos da guerra contra o Irã sobre a economia brasileira. Ao participar nesta quinta-feira (19) da abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, em São Paulo, ao lado de uma comitiva de ministros e diante de dezenas de prefeitos, Lula condenou quem “acha que é dono do mundo e levanta de manhã decidindo tomar um país”, citando explicitamente a Groenlândia, o Canal do Panamá, Cuba e a Venezuela.

Sem mencionar o nome de Trump, o presidente brasileiro associou os ataques ao Irã à disparada internacional do preço do petróleo e à decisão mais conservadora do Banco Central, que reduziu a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. No discurso, Lula assumiu o compromisso de proteger o poder de compra da população frente à instabilidade internacional e garantiu que o governo federal atuará para impedir que a guerra de Trump contra o Irã reflita no preço dos alimentos e combustíveis no Brasil.

O presidente cobrou dos governadores a redução de impostos sobre combustíveis para enfrentar o momento de pressão internacional sobre o preço do petróleo, oferecendo, inclusive, como contrapartida, a devolução de metade do valor da isenção do ICMS que vierem a conceder. A fala ocorre em um momento de resistência dos secretários estaduais de Fazenda, que alegam riscos fiscais para não reduzir a alíquota.

O presidente criticou os empresários que se aproveitam da desgraça para subir os preços e alertou que órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já estão mobilizados para fiscalizar aumentos abusivos.

A paternidade federal dos programas paulistas

Um dos destaques da fala de Lula foi a crítica de que o governo paulista recebe investimentos federais, sem reconhecer a paternidade do financiamento. O presidente afirmou que a maioria das unidades habitacionais entregues no estado pelo programa “Casa Paulista” é, na verdade, financiada pelo Minha Casa Minha Vida. “Nem nome ele criou, só plagiou”, disparou Lula, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin como o criador do programa estadual quando foi governador de São Paulo.

Lula também criticou a relação do Palácio dos Bandeirantes com os municípios, afirmando que poucos prefeitos paulistas são recebidos pela gestão estadual. Ele chegou a sugerir que os gestores municipais organizem, também, marchas de cobrança aos governos estaduais, da mesma forma que fazem em Brasília, para exigir o que é de direito das cidades.

Sucessão na Fazenda e o horizonte de 2026

O evento marcou o início de uma transição planejada na economia. Lula teceu elogios históricos a Fernando Haddad, classificando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do país. No mesmo palco, apresentou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o sucessor de Haddad. Ao pedir que os prefeitos “olhem bem para a cara” de Durigan, Lula sinalizou a continuidade da política econômica e liberou Haddad para a construção de seu palanque em São Paulo.

O presidente definiu a Caravana Federativa como um “Poupatempo” da gestão pública, onde as demandas locais são resolvidas em tempo real pela estrutura federal, contrastando essa agilidade com a burocracia estadual.

Pacto contra o feminicídio e defesa democrática

Para além da economia e da disputa eleitoral, o presidente fez um apelo humanitário ao anunciar o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatando casos de violência extrema, Lula convocou líderes religiosos, sindicais e comunitários a pautarem o tema diariamente, pedindo uma mudança de comportamento dos homens para que sejam “mais amáveis e compreensivos”.

Ao encerrar, Lula conectou a eficácia do pacto federativo à sobrevivência do sistema democrático. Ele enfatizou que a manutenção da democracia no Brasil depende da responsabilidade cotidiana dos gestores locais, reforçando o compromisso do governo com a reconstrução da democracia iniciada em 2023, segundo o Vermelho.


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Política

Dino manda presidente da CPI do INSS explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), preste esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à Igreja Lagoinha, do bolsonarista André Valadão. A cobrança ocorre em meio ao aumento da tensão entre o colegiado e a Corte, que tem anulado decisões aprovadas pela comissão.

A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.

O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.

Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.

“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).

Os parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.

Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.

O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.

A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação., segundo o DCM.


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Política

Vorcaro diz que não poupará ninguém, seu advogado discute delação premiada com a PF

O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a Polícia Federal para informar que o banqueiro está interessado em firmar um acordo de delação premiada. De acordo com fontes ouvidas pela TV Globo, o defensor afirmou que seu cliente se compromete a colaborar totalmente com as investigações e não pretende poupar ninguém.

O advogado, conhecido como “Juca”, tem um histórico de delações premiadas em casos de grande repercussão, incluindo a do ex-empresário Léo Pinheiro, da OAS, na Operação Lava Jato. Ele quer se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça para discutir a possibilidade, segundo o DCM.

Vorcaro é investigado por fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e sua prisão foi determinada na semana passada como parte das investigações conduzidas pela PF. A delação premiada poderia trazer novos elementos cruciais para o andamento das investigações.

Mendonça prorrogou o inquérito do caso Master por mais 60 dias após um pedido da PF. A prorrogação foi necessária para a realização de diligências adicionais essenciais.

Os investigadores afirmam que ainda há uma grande quantidade de material para ser analisado, incluindo mais de 100 celulares apreendidos, oito dos quais pertencem a Vorcaro. Os dados são apontados como fundamentais para aprofundar as apurações.

O inquérito apura a fabricação de carteiras de crédito falsas e o desvio de recursos para o enriquecimento pessoal dos envolvidos, com prejuízos estimados em mais de R$ 12 bilhões. A investigação também envolve a suspeita de que o Banco de Brasília (BRB), sob a direção de Paulo Henrique Costa, tenha injetado bilhões no banco por meio de operações fraudulentas.

Em fases subsequentes da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores, e 15 mandados de busca e apreensão foram realizados. Esses mandados atingiram endereços ligados a Vorcaro e seus familiares, com apreensões de carros de luxo e dinheiro em espécie.

A fase mais recente da investigação, realizada em março deste ano, revelou a existência de um grupo chamado “A Turma”, uma milícia privada usada para intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.


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Senador Ciro Nogueira teve cartão de crédito pago por deputados do PP do Piauí

Deputados do PP do Piauí pagaram cartão de crédito do senador Ciro Nogueira, diz site

Informações estão em relatórido do COAF logado às investigações do BK Bank; faturas totalizaram R$ 17 mil

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que faturas de cartão de crédito do senador Ciro Nogueira (PP-PI) foram pagas por dois deputados federais do mesmo partido. Os valores, registrados em 2024, somam cerca de R$ 17 mil e envolvem os parlamentares Átila Lira e Júlio Arcoverde, ambos aliados do senador no Piauí.

As informações fazem parte de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) ligado à investigação sobre a fintech BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, apontada pela Polícia Federal como um dos canais utilizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavagem de dinheiro.

Segundo o documento, o senador também realizou transferências que totalizam cerca de R$ 12,3 mil para contas vinculadas à fintech. A Caixa Econômica Federal classificou a movimentação da conta como “inusitada”, considerando o período entre janeiro e junho de 2024.

Em 4 de junho, Átila Lira aparece como responsável pelo pagamento de um boleto de R$ 3.457 referente a um cartão do Banco de Brasília (BRB) em nome de Ciro Nogueira. O deputado, no entanto, negou ter feito o pagamento e afirmou que a informação está incorreta, segundo o ICL

Já no dia 19 do mesmo mês, outra fatura, no valor de R$ 13,6 mil, foi quitada por Júlio Arcoverde. O parlamentar disse que o pagamento pode estar relacionado a despesas pessoais, como compras feitas pelo senador durante viagens ao exterior.

O relatório também destaca outras movimentações consideradas atípicas, como transações incompatíveis com a renda declarada, transferências para pessoas politicamente expostas e remessas internacionais sem justificativa clara. Entre elas, está o recebimento de cerca de R$ 25,8 mil, enviados por um condomínio em Miami Beach, nos Estados Unidos, classificado como “transferência sem contrapartida”.

A legislação brasileira permite que terceiros quitem dívidas em nome de outra pessoa. No entanto, esse tipo de operação pode levantar suspeitas se houver indícios de tentativa de ocultar a origem dos recursos. Em casos envolvendo agentes públicos, situações assim podem ser enquadradas em normas relacionadas à improbidade administrativa ou corrupção passiva, dependendo do contexto.

O senador foi procurado, classificou os questionamentos como “absurdos” e afirmou que não comentará o caso.


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A direita não tem o que mostrar, só o que esconder

O clássico ataque da direita, qualquer tipo de ataque, em última análise, tem o objetivo de esconder sua capacidade, por desinteresse ou incompetência, de mostrar algo tenha objetivado a melhora do país e, logicamente a melhora da vida dos brasileiros.

Mas não fica só nisso, além dos fracassos econômicos quando a direita esteve no poder, e isso é histórico no Brasil, o passado enlameado e, agora, mais do que nunca, de quase todos os candidatos da direita, é de fato exemplar.

A saída é desinformar, acusar, saracotear nas redes e seguir aquele caminho “das pedras” que Pablo Marçal utilizou em sua campanha para a prefeitura de São Paulo, que lhe custou um expurgo logo no primeiro turno, justamente porque caminhava sobre pedras lisas, lodadas, pra lá de escorregadias, ligadas a seu passado de condenado por comandar uma rede de vigaristas que fizeram limpa nas contas de idosos.

Soma-se a isso a cadeirada que levou de Datena que escancarou a fragilidade emocional do sujeito, que se vendia como uma espécie de MacGyver paratatá.

Ou seja, a direita por si só odeia debate político, odeia e ponto.. Não quer saber de bola dividida, de comparar projetos, de discutir qualquer questão de ordem econômica e social, é somente aquele pastiche de diminuição do Estado, caça aos marajas e outras babas de quiabo.

Então, não espere de um político de direita, que vive de ataques retóricos que circulam pelas redes, alguma proposta ou ideia minimamente objetiva.

Nikolas Ferreira, por exemplo, tem um mandato que custa R$ 16 milhões aos cofres pblicos e aquela miniatura de fariseu não tem um mísero projeto aprovado. Assim foi Bolsonaro, assim é Flavio e todo o clã. Eles não têm nada para casar, nada para mostrar, mas têm um caminhão de merdas criminosas para esconder.

O resto é lero-lero de punguistas.


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Governadores sabotam Lula e não reduzem o ICMS sobre combustíveis

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou nesta terça-feira (17) que os governos estaduais não pretendem reduzir o ICMS sobre combustíveis, mesmo após o pedido do presidente Lula.

A decisão foi divulgada em manifestação pública na qual o grupo argumenta que cortes no imposto podem comprometer o financiamento de políticas públicas e não garantem queda efetiva no preço ao consumidor.

A posição dos secretários ocorre após o governo federal anunciar a retirada de impostos federais sobre o diesel, como PIS e Cofins, diante da alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Na ocasião, Lula pediu “boa vontade” dos governadores para que também reduzissem o ICMS, tributo estadual que incide sobre combustíveis e representa parte relevante da arrecadação dos estados.

No comunicado, o Comsefaz afirmou que a discussão precisa considerar o impacto fiscal das medidas. “Esse debate precisa ser conduzido com responsabilidade social, econômica e federativa. A busca por medidas de alívio ao cidadão é necessária, mas deve levar em conta seus efeitos concretos sobre o financiamento de políticas públicas essenciais custeadas pelos estados e municípios, como saúde, educação, segurança pública, transporte e infraestrutura” diz a nota.

Os secretários também sustentam que a redução de tributos nem sempre chega ao consumidor final. De acordo com a nota, a “reiterada prática mostra, com nitidez, que reduções de preços como as reduções tributárias não costumam ser repassadas ao consumidor final”. O argumento se baseia em estudos sobre o comportamento do mercado de combustíveis e da cadeia de distribuição.

O Comsefaz citou análise do Instituto de Pesquisa em Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), publicada no fim de 2025, segundo a qual “parte relevante do esforço tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, limitando seu efeito nas bombas”.

“Não há, portanto, base empírica consistente para sustentar que uma nova perda do ICMS resultaria em benefício efetivo para a população, não entregando o efeito de fato esperado. Insistir nessa premissa desconsidera a dinâmica real do mercado de combustíveis e pode impor aos estados uma perda fiscal concreta, sem a correspondente contrapartida social”, prossegue a nota.

Na avaliação do comitê, reduzir o imposto poderia provocar perda de arrecadação sem garantia de redução de preços. O documento afirma que insistir nessa medida pode gerar uma “dupla perda”, pois o consumidor não veria queda significativa no valor do combustível e, ao mesmo tempo, haveria redução de recursos destinados a serviços públicos essenciais.

O governo federal informou que a retirada de PIS e Cofins sobre o diesel não causará perda de receita, pois será compensada com aumento do imposto de exportação sobre o petróleo. A equipe econômica também anunciou subsídios temporários para produtores e importadores de diesel, além de medidas de fiscalização para garantir que a redução de custos seja repassada ao consumidor.

A discussão ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional após o início da guerra no Oriente Médio. O preço do barril ultrapassou US$ 100, pressionando o custo dos combustíveis no Brasil e elevando as projeções de inflação.

*DCM


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Lindbergh Farias que decisão de Mendonça é “blindagem” a Flavio Bolsonaro e Campos Neto

Deputado afirma que restrição de acesso da CPMI do INSS ao celular de Vorcaro impede apuração e levanta suspeitas sobre nomes ligados ao Master

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta terça-feira (17) que há uma tentativa de impedir o avanço das investigações relacionadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Segundo ele, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o acesso à chamada “sala-cofre” da comissão, levanta suspeitas de proteção a figuras políticas citadas no caso.

A declaração foi feita em publicação nas redes sociais e em vídeo divulgado pelo parlamentar. De acordo com Lindbergh, a medida ocorreu após a divulgação de informações pela jornalista Mônica Bergamo, indicando a presença do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na lista de contatos de Daniel Bueno Vorcaro, investigado no caso.

Decisão do STF restringe acesso a dados da CPMI
A decisão de André Mendonça determinou o bloqueio imediato do acesso a todo o material armazenado na sala-cofre da CPMI do INSS relacionado a Vorcaro. De acordo com o 247, o ministro também ordenou que a Polícia Federal retire os equipamentos do local para uma nova análise. Segundo o despacho, a medida busca preservar informações de caráter privado. O ministro afirmou que a Polícia Federal deverá realizar uma triagem para separar conteúdos pessoais de dados relevantes à investigação.

Lindbergh aponta contradições e cobra investigação
Lindbergh criticou a decisão e sugeriu que ela impede o esclarecimento dos fatos. “Estão tentando esconder a verdade! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro aparecer nos contatos de Daniel Vorcaro e pronto: proibiram o acesso à sala-cofre da CPMI do INSS. Coincidência? Difícil acreditar”, afirmou.

O deputado também mencionou outros nomes que, segundo ele, aparecem nos registros analisados. “Roberto Campos Neto, peça central desse esquema, também surge na lista”, declarou.

No vídeo divulgado, Lindbergh reforçou as críticas à restrição de acesso e detalhou o conteúdo armazenado. “A sala-cofre é uma sala onde ficam documentos ligados à CPMI do INSS. E lá está o telefone, a nuvem do Daniel Vorcaro”, disse.

Ele também questionou declarações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), citando supostas inconsistências. “O jornalista pegou ele e disse: ‘e aí? Você falou com o Vorcaro? Já falou alguma vez com o Vorcaro?’. Ele disse: ‘não, nunca falei com o Vorcaro’. Aí muda de opinião: ‘mas eu posso ter falado, porque temos um amigo em comum, o André Valadão’”, relatou.

Medida envolve retirada de equipamentos pela Polícia Federal
A decisão do STF prevê que a Polícia Federal recolha os dispositivos armazenados na sala-cofre em cooperação com a presidência da CPMI. O objetivo é realizar uma nova análise dos dados, com foco na separação de informações pessoais.

Segundo Mendonça, a iniciativa busca garantir que conteúdos “exclusivamente à vida privada do citado investigado não sejam compartilhados com a referida Comissão Parlamentar”.

Lindbergh, por sua vez, classificou a situação como uma tentativa de obstrução. “Eles estão atrás de uma ‘operação abafa’, e nós queremos uma apuração de tudo, porque a gente sabe onde é que isso vai cair”, afirmou.

O parlamentar também rebateu críticas sobre a atuação do PT na criação da comissão. “O PT assinou, sim, pedido de investigação. O que não assinamos foi a CPMI do PL feita para confundir e proteger”, declarou.


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Política

Flavio Bolsonaro e a extrema direita fofa

Que tal um azeite extra virgem na ficha corrida de um dos maiores corruptos e bandido do Brasil?

Flavio e seus marketeiros começam a sentir que a panela de pressão já está no fogo. Isso significa que vem chumbo grosso para cima desse Zé Caganeira.

A plataforma nenhuma de Flavio, dita de boca própria pelo produtor de laranjas e fantasmas, de rachas e rachadinhas, peculato e formação de quadrilha, será pesada.

Flavio diz que será um mímico do próprio pai, ou seja, que não tem qualquer projeto para o país e que reproduzira à risca a proposta nenhuma que o papai mostrou quando sentou na cadeira da Presidência da República, a de se beneficiar em tudo.

Enquanto isso, o sujeito viverá de diversionismo, como mostrado num vídeo em que ele aparee dançando como o BolsoDória para uma plateia armada pelo bolsonarismo que ainda resta, no momento em que corria a notícia, martelada, inclusive por ele, de que Jair Bolsonaro estava na UTI.

Nada demais para quem vive de desconexão compulsória, provocada por uma gama de mentiras que acabam se trombando em praça pública.

Seja como for, Flavio já disse a que veio, dizer banalidades confusas para serem confusamente compreendidas pelo pasto do clã.

Em síntese, é preciso dizer com todas as letras que, no Brasil, o bolsonarismo não representa a extrema direita. Na prática, o que o clã representa é um bonde de oportunistas, vigaristas rastaqueras que emburacaram na política na carona desses comprovados inúteis e caros para o Estado, chamados clã Bolsonaro. Eles sempre tiveram um único objetivo, enriquecer o máximo possível no cargo público, enquanto jocosamente fazem discursos anticorrupção e diminuição do tamanho do Estado.

Esses pilantras, que nunca trabalharam na vida, têm que ser mostrados pela esquerda quem de fato são. Os cinco punguistas, que vivem de roubar o país enquanto gritam, pega ladrão!


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