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Não há como falar em remédio para a democracia brasileira sem falar na doença

Basta dar um passeio na história do Brasil desses últimos cinco anos para entender a sincronia entre o golpe em Dilma quando o sabotador Temer assume o comando do país, sem um mísero voto, e o governo Bolsonaro e sua fragmentação representada pela chamada terceira via.

Como já havia sido anunciado pela própria ex-presidenta Dilma, vítima primeira do golpe, o objetivo da escória golpista não era simplesmente tomar o poder por uma sórdida armação e sim colocar uma direita que se encontrava na bacia das almas em pleno estado de putrefação.

Dilma, no dia do desfecho final do golpe, avisou à população brasileira, em nome do seu desapego ao poder, que estava ali não para fazer valer sua vontade pessoal, mas a da sociedade e listou o custo alto que o povo brasileiro, sobretudo os mais pobres e os trabalhadores, pagaria, como pagou, depois de 12 anos de avanços sociais que viraram referência no mundo e a valorização ininterrupta dos salários durante todos os anos do governo do PT, com Lula e Dilma.

Dilma deixou claro que os fascistas que estavam por trás do golpe tinham sede de vingança e, não conseguindo voltar ao poder pelas urnas, utilizaram as instituições do Estado que têm força hegemônica para se somar à elite, principal interessada no golpe, para devolver o país, mas sobretudo o povo, à iniquidade.

No Brasil, a classe dominante nunca teve qualquer apego emocional ou identitário com o país.

Por isso, sua maldade intrínseca, cortante, não lhe permite produzir nada que não seja a dor, a destruição, a exploração selvagem e, principalmente, a segregação social e racial.

E essa é a nossa chaga, assim como é a aposta desse mosaico de candidatos da chamada terceira via que não é outra coisa senão um cretino ajuntamento de cacos de espelho do próprio bolsonarismo e toda a sua bestialidade.

E é exatamente por isso que não convence a sociedade e nem mesmo consegue acontecer no mundo bolsonarista.

Todos os candidatos da terceira via, juntos, formam um muxoxo seco e sovado que provoca muito mais sono do que desperta alguma coisa que possa lhe servir, pela palavra, de aliado numa disputa política.

Ou seja, nem o gado que escapuliu do pasto bolsonarista e está aí de plantão à espera de um outro Messias do mal, as mortas candidaturas da terceira via conseguem laçar.

Então, estamos diante de um impasse, porque em 521 anos a oligarquia brasileira, ou melhor, um pequeno grupo que acha dono do Brasil e, com isso, produz fome e miséria em escala industrial, de forma nenhuma mudará seu caminho ou tentará consertar o estrago que produziu no país, ao contrário, mesmo diante da inépcia de um governo que, além de cruel e facínora, é absolutamente nulo no conceito mais provinciano de gestão, faz com que a regra de quem dá a voz de comando pelo dinheiro que tem, teste outra estratégia.

O fígado continuará sendo o orientador de cada família dessas que mais concentram renda no país e utilizarão conspirações e manobras clássicas sem a menor vergonha para tentar atingir as vísceras de um governo popular, no caso da volta de Lula.

Portanto, só debatendo e apontando o dedo para cada alma penada dessa oligarquia herdeira dos escravocratas que falsifica a própria ideia de classe economicamente dominante para que o Brasil assuma, de forma permanente, um caminho que desarme todas as minas colonialistas adubadas, geração a geração, para manter sempre os assentos mais estratégicos do Estado brasileiro, como se fossem proprietários do país.

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Vídeo: Vera Magalhães e o fascismo tropical do camisa preta, Sergio Moro

A mídia, que ajudou a eleger Bolsonaro, está em plenos pulmões apresentando como grande novidade da disputa de 2022 o neofascista, Sergio Moro.

A carinha de idiota com os olhinhos virados de Vera Magalhães, seguidos de um discurso oficial da mídia sobre um senhor doutor, a V. Exa, Sergio Moro, não deixa dúvidas, o ex-juiz é o neofascista que a mesma Faria Lima que comprou Bolsonaro, o compra, na mesma medida e preço com um verniz um cadico mais civilizado.

A cena patética de Vera Magalhães falando sobre um suposto enxadrista Sergio Moro já denunciava o que explodiria em todos os meios midiáticos, como já ocorreu com Pedro Bial e Danilo Gentili. Os barões da comunicação, os mais rastejantes pelegos do sistema financeiro já estão em plenos pulmões assumindo a campanha de Moro. Nada de novo no front.

A Lava Jato foi, antes de tudo, uma peça publicitária, um outdoor permanente do fascismo cordial, do camisa preta tropical, a ressignificação do próprio Bolsonaro e do bolsonarismo para atender à mesma freguesia do monstro que ceifou a vida de mais 613 mil brasileiros por interesses nada republicanos que ocorreram dentro do Ministério da Saúde o qual Bolsonaro controla com mãos de ferro.

Detalhe, Moro estaria até hoje no governo se não fosse Bolsonaro ter lhe cortado as asas, como é típico na guerra das milícias para que não fosse traído pelo próprio comparsa.

Dito isso, o que a Faria Lima sonha é trocar Bolsonaro, um psicopata sem modos, por Moro, um Zorro tupiniquim forjado no Projac, para que nada mude e que, na verdade, a exclusão de milhões de brasileiros se aprofunde.

Se Bolsonaro segregou negros e pobres do Enem, Moro pretende mergulhar mais fundo com o seu “excludente de ilicitude” em que estimula, através de uma permissibilidade perversa, que agentes do Estado eliminem inocentes a partir de um suposto estado emocional de um policial que se sentir ameaçado por alguém.

Certamente, um projeto de extermínio como esse passaria longe da Faria Lima ou dos bairros ricos Brasil afora e atingiria frontalmente negros e pobres das periferias e favelas do Brasil como um todo.

Esse é o projeto que a classe dominante sonha para acabar com os pobres e não com a pobreza.

A camisa, a gravata e o paletó pretos, que tanto encantam Vera Magalhães, são emblemáticos pelo que representam em termos históricos o fascismo de Mussolini, como em sua transposição para o fascismo neoliberal que comanda o sentimento dos endinheirados no Brasil.

Dizem por aí que Moro é muito pior que Bolsonaro por ser mais cínico, sobretudo por nutrir um ódio mais visceral contra Lula, por ser este o líder político mais popular da história do Brasil.

É possível, porém, como sempre teve consciência e cantou isso nos quatro cantos da mídia nativa, que a publicidade que foi o ponto central da imagem de Moro como herói, assim como da própria Lava Jato, seja requentada, logicamente junto com a mídia que não para de produzir descredibilidade por não conseguir sobreviver sem o amparo do grande capital, que é, em última análise, o quartel-general do fascismo brasileiro.

Não foi sem motivos que Moro anunciou como seu provável ministro da Economia o ultraneoliberal que serviu à ditadura no Banco Central, Affonso Celso Pastore, também conhecido como o pai da hiperinflação brasileira.

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Suspeitas de fuga de Olavo com aeronave da FAB usada por Fábio Faria precisam ser investigadas

Segundo apuração realizada pela escritora Daniela Abade, evidências apontam que Olavo de Carvalho pode ter embarcado, em São Paulo, em aeronave da FAB que foi utilizada pelo ministro Fábio Faria, das Comunicações, nos Estados Unidos. A partir de dados do Flight Aware, a escritora apontou que o avião que foi utilizado por Faria teria partido da capital paulista no dia 13, às 12h48, e feito um trajeto distinto do habitual.

A aeronave Legacy VC99B aterrissou em um aeroporto pequeno nos Estados Unidos e parte de sua rota no Brasil não pôde ser captada pelos sistemas de monitoramento.

Em vídeo publicado na terça-feira (16), Olavo admitiu que partiu para os EUA em um “voo repentino”. “Como eu vim parar aqui? Quando eu estava no hospital me ofereceram um voo repentino, que partiria em 15 minutos, e eu aceitei”, disse o guru bolsonarista. Ele não deu mais detalhes sobre o porquê de ter tido que embarcar às pressas.

Deputados do PT pedem investigação; ministro nega

As informações disponibilizadas por Daniela Abade alarmaram parlamentares de oposição. “Urgente: denúncia grave, oferecida pela escritora Daniela Abade aponta que Olavo de Carvalho fugiu do Brasil num avião da FAB que serviu ao Ministro Fábio Farias. Caso verdadeira, dois crimes foram praticados: obstrução da justiça e prevaricação. Vamos pedir investigação”, escreveu Paulo Teixeira no Twitter.

“Vamos pedir na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara a convocação do comandante da FAB e o ministro Fábio Faria, precisam explicar essas evidências tão graves de terem usado voo da FAB para dar fuga ao foragido da Justiça Brasileira Olavo de Carvalho”, anunciou Jorge Solla.

O ministro das Comunicações usou as redes sociais para negar o envolvimento em uma possível fuga de Olavo e atacar a escritora. “FAKE NEWS!! Não conheço Olavo de Carvalho, nunca o vi na vida e não fui de FAB para os EUA. Irresponsabilidade soltar maluquices na imprensa sem checar. É preciso investigar e punir esses devaneios que se espalham irresponsavelmente”, escreveu Fábio Faria, sem se aprofundar no tema.

O ministro foi cobrado a apresentar a lista de passageiros que embarcaram na viagem. Esses nomes estão em sigilo.

“Guru” bolsonarista ironizou a fuga para os EUA

Olavo disse que a “coisa foi tão rápida” que não foi possível, sequer, se despedir dos médicos e enfermeiros do hospital. “O pessoal chama de saída à francesa”, ironizou. Em sua versão, o bolsonarista alegou que a saída do pais “não foi escondida de ninguém”, mas porque disseram a ele que “ou embarca agora ou não vai ter outro voo”.

A PF já tentou colher duas vezes depoimento de Olavo no inquérito que investiga a existência de uma milícia digital que atua contra a democracia e as instituições. Nas redes, Olavo também negou que tenha sido intimado pela PF. “A Fôia e o Coveiro Brasiliense também mentem a meu respeito. Dizem que saí do Brasil porque recebi uma intimação da Polícia Federal. Não recebi intimação nenhuma”, escreveu em sua página no Facebook na sexta-feira (19).

Comandante da FAB emite nota para negar que FAB deu carona a Olavo de Carvalho

Alçado ao comando da FAB por se mostrar um apoiador de Bolsonaro, Carlos de Almeida Baptista Junior publicou a nota como resposta a tuites de deputados do PT que pedem investigação da suposta carona ao guru. “Comentários levianos e irresponsáveis”

*Com informações da Forum

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Governo Bolsonaro ‘censurou’ artigo científico e ‘apagou’ pareceres técnicos

Estudo trazia análise positiva sobre programa de alfabetização do governo Dilma e foi vetado por “motivos político-ideológicos”, segundo denúncia.

A Associação dos Servidores do Inep (Assinep) acusou nesta sexta-feira o governo Bolsonaro de “censurar” a publicação de um artigo científico que mostrava a evolução nos indicadores de alfabetismo no país em função do Pnaic (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa), um programa do primeiro mandato do governo Dilma Rousseff que custou mais de R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos, mostra reportagem de O Globo.

Com base em cruzamento de dados e estatísticas, o estudo concluiu que o programa foi responsável por um “aumento na proficiência em matemática e linguagem” na educação básica “comparado a outras intervenções estaduais”, e que o “retorno econômico” teve “efeito positivo do investimento”.

Por algum motivo não explicitado, no entanto, o artigo, que é assinado pelo pesquisadores Alexandre André dos Santos e Renan Gomes de Pieri e intitulado de “Avaliação Econômica do Piac”, nunca foi publicado.

“O que se vislumbra é que o Inep teria abandonado o cumprimento de uma competência legal por motivo político-ideológico, podendo configurar ato improbo por malferimento aos princípios administrativos e constitucionais”, diz a denúncia da Assinep enviada nesta sexta-feira ao Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União, Câmara dos Deputados e Senado.

Em maio deste ano, os autores foram informados que, para ser veiculado, o texto deveria passar por um “comitê editorial” do intituto, o que não era praxe. Em mensagens obtidas pelo Globo, os pesquisadores reclamaram ao presidente do Inep, Danilo Dupas, que isso “fugia completamente do rito” do órgão. Em junho, o caso chegou a ser relatado ao Ministério Público Federal.

A associação, por fim, afirmou que até agora nenhum comitê foi criado nem o artigo foi publicado, “sem qualquer motivo idôneo”.

Além da “censura” ao artigo científico, os servidores acusaram também a direção do Inep de “apagar” pareceres técnicos do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) pelo fato de contrariarem a posição da presidência do órgão.

Conforme troca de mensagens obtidas pelo Globo, a análise técnica havia sido requerida em relação a um projeto de lei proposto pela deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), que concedia mais autonomia ao Inep.

Os servidores emitiram pareceres favoráveis à proposta, mas as manifestações foram apagadas do sistema. Segundo a denúncia da Assinep, o objetivo era “silenciar as posições técnicas” dos servidores.

Em outubro, a direção do Inep se manifestou contra o projeto de lei, alegando que ele “parecia sofrer de vício de iniciativa” e que o órgão não tinha “competência” para avaliá-lo.

Procurada, a presidência da autarquia ainda não se pronunciou sobre as denúncias de parte dos seus servidores.

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Valdemar Costa Neto paga suas secretárias no PL com dinheiro da Câmara

Embora trabalhem para o presidente do provável partido de Jair Bolsonaro, as secretárias estão lotadas na liderança da sigla no Legislativo.

Embora o PL tenha um Fundo Partidário milionário para custear suas despesas, o presidente nacional da sigla, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, “paga” as duas secretárias que o auxiliam na legenda com recursos do orçamento da Câmara dos Deputados, é o que diz o Metrópoles.

Maria Tereza Buais e Rosane Coimbra dão expediente na sede nacional do partido, em Brasília. As duas cuidam da agenda de Valdemar, mas seus salários não são pagos com dinheiro do Fundo Partidário, como deveriam. Elas são remuneradas por meio da liderança da sigla na Câmara, onde estão lotadas em cargos comissionados há anos.

Os salários não são nada modestos. Segundo dados do portal da Transparência da Câmara, Maria Tereza ganha salário bruto mensal de R$ 19,9 mil. Rosane, por sua vez, recebia R$ 11,6 mil até maio, quando foi promovida e passou a ganhar R$ 15,1 mil brutos por mês.

Futuro partido de Bolsonaro ainda não declarou um real ao TSE em 2021

Para advogados ouvidos pela coluna, a prática, em tese, é irregular e pode ser enquadrada como improbidade administrativa e crime de malversação de recursos públicos. Segundo juristas, funcionários de legendas devem ser remunerados por meio do Fundo Partidário ou de doações que a sigla recebe.

A assessoria do PL confirmou que Maria Tereza e Rosane dão expediente na sede do partido, na capital federal, auxiliando Valdemar, mas ponderou que as duas também estão “à disposição” do líder da legenda na Câmara, Wellington Roberto (PB), e outros dirigentes da sigla.

“As dedicadas servidoras são profissionais qualificadas, que seguem à disposição do líder da bancada nas dependências da sede do Partido Liberal, onde o parlamentar passa a maior parte do tempo quando está em Brasília”, informou a sigla em nota. Procurada, a Câmara não respondeu.

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PF pede ao STF inquérito sobre envolvimento de parlamentares em desvios no orçamento secreto

Apuração visa a identificar autores de emendas com irregularidades já detectadas pela Controladoria-Geral da União.

A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir um inquérito para apurar o envolvimento de parlamentares em desvios de verbas através das emendas de relator, no chamado “orçamento secreto”. O pedido foi encaminhado à ministra Rosa Weber, informa O Globo.

A apuração inicial visa a identificar os autores das emendas com irregularidades já detectadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), relativas à compra de tratores. O pedido ainda é incipiente, com o intuito de buscar esses nomes.

As emendas de relator compõem o chamado “orçamento secreto”, um artifício pelo qual o deputado ou senador escolhido relator do orçamento daquele ano tem o poder de encaminhar diretamente aos ministérios sugestões de aplicação de recursos da União. Nesse processo, contudo, não é divulgado o nome do parlamentar que figura como autor de tal solicitação. E deste modo, esse instrumento vem sendo usado pelo Planalto para turbinar as emendas de parlamentares aliados em troca de apoio aos projetos do governo no Congresso.

Além deste novo pedido feito pela PF, já existem dois outros inquéritos correndo no STF envolvendo o orçamento secreto. Os dois estão com o ministro Ricardo Lewandowski.

No último dia 10, o STF confirmou por oito votos a dois, a decisão de Rosa Weber que suspendeu o pagamento das chamadas emendas de relator de todo o ano de 2021. A ministra também determinou que todas as demandas de parlamentares voltadas à distribuição de emendas de relator sejam registradas em plataforma eletrônica centralizada do órgão central do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal.

 

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Lula é notícia e dá entrevista aos maiores jornais e TVs da Europa. Moro dá entrevista a Mainardi, Bolsonaro a Augusto Nunes

Cada qual com seu cada qual. Esse é um dos ditados populares mais objetivos para se captar rapidamente a mensagem de quem está produzindo, uma mensagem que compara o tamanho das pessoas ou das coisas.

Enquanto Lula é saudado por grandes chefes de Estado na Europa, é notícia e entrevistado pelos maiores veículos de comunicação do continente, Moro dá entrevista a Diogo Mainardi no famoso ditado popular, “de grão em grão a galinha enche o papo”.

Já Bolsonaro preferiu outro ditado bastante popular no Brasil, “quando um burro fala, o outro abaixa a orelha”, em uma entrevista a Augusto Nunes.

Ou seja, na política não existe espaço vazio, já dizia o conselho da vovó. Mas entregar um serviço mal feito faz numa mesma noite alguns gatos pardos de tão turvos desaparecerem da vista.

Então, é melhor a expressão “cada macaco no seu galho”.

Mas sabe como é, a expressão “cavalo dado não se olha os dentes” aplicada tanto por Moro quanto por Bolsonaro, chega a ser um pouco demais diante da diferença gigantesca da visão que o mundo tem sobre o Brasil e os presidenciáveis.

Se der uma ajeitadinha no antigo ditado “diga-me com quem andas, que te direi que és”, modificando apenas “andas por andou”, num tiro só com uma garrucha de dois canos, acerta-se Bolsonaro e Moro, já que um usou politicamente o outro quando estiveram juntos no mesmo governo genocida empencado de inúmeras e graves denúncias de corrupção, enquanto Lula não para de obter vitórias na justiça.

Se de um lado, Lula é aplaudido de pé pelo Parlamento Europeu, Moro traz na bagagem uma remosa lambida do blog O Antagonista, com direito a cheiro de enxofre e tudo.

Já Bolsonaro, mergulha nas trevas da Jovem Pan para ser adorado pelo Pingo nos Is, comandado pelo ex-parceiro de Mainardi na Veja, Augusto Nunes.

Essa simetria que ocorre nesse momento em que o guru do bolsonarismo foge do Brasil, certamente com a ajuda de algum “anjo” após ser intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento no inquérito que apura a existência de uma criminosa milícia digital, montada exclusivamente para destruir a democracia brasileira.

Isso mesmo, o velho vigarista, charlatão do terraplanismo, saiu de fininho assumindo a sua culpa no cartório.

Diga-se de passagem, Olavão foi um dos maiores entusiastas da dupla Moro e Bolsonaro durante o tempo que os dois pombinhos fascistas estavam enamorados.

Agora, Moro é um dissidente da extrema direita da qual fez parte e sentava na mesa com muito gosto como ninguém menos que o criminoso Steve Bannon e o vigarista fugitivo, Olavo de Carvalho.

Trocando em miúdos, enquanto Lula é condecorado e recebido pelo presidente da França, Emanuel Macron, com honras de um estadista, Olavo de Carvalho, parceiro político de Bolsonaro e Moro, saiu do Brasil à francesa antes que fosse engaiolado.

Fim.

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Para acelerar desmatamento, fazendeiros jogam agrotóxico sobre Amazônia

Para acelerar o desmatamento de grandes áreas e abrir espaço para a soja e o gado, fazendeiros estão jogando grandes quantidades de agrotóxicos de avião sobre a floresta Amazônica e outros biomas. Levantamento inédito feito pela Repórter Brasil e Agência Pública revela que, nos últimos 10 anos, cerca de 30 mil hectares de vegetação nativa foram literalmente envenenados.

Esses foram os casos que caíram na fiscalização do Ibama, que aplicou mais de R$ 72 milhões em multas de 2010 a 2020 especificamente em casos de desmatamento com pulverização aérea de agrotóxicos. Com o desmonte da fiscalização ambiental promovida pelo governo Bolsonaro, o problema tende a ser maior do que os dados apontam, revela Leonardo Sakamoto, do Uol.

Como todos esses casos ocorreram sem autorização dos órgãos ambientais, não é possível saber se os responsáveis tiveram o cuidado de tirar os animais e as pessoas que circulavam por essas áreas enquanto o avião jogava os químicos.

O processo lembra aquele usado pelo exército norte-americano durante a guerra no Vietnã, quando aviões americanos despejaram o agente laranja, um agrotóxico que tinha a função de ” neutralizar” a floresta, usada como refúgio do exército local. Além de matar a vegetação vietnamita, que até hoje contém resíduos desses tóxicos, o agente laranja continua fazendo vítimas. Após quase 50 anos do fim da guerra, muitas crianças no país nascem com síndrome de Down, paralisia cerebral e desfiguração facial extrema como consequência.

Um dos agrotóxicos que faziam parte da composição do agente laranja, o 2,4-D, foi encontrado pelos fiscais na fazenda que usou veneno para destruir a maior área de floresta. O caso ocorreu em Paranatinga, em Mato Grosso, estado que lidera o ranking de envenenamento da floresta.

Ibama multou pecuarista em R$ 52 milhões por lançar agrotóxico na floresta

Em janeiro de 2018, os fiscais do Ibama começaram a notar, via satélite, as primeiras clareiras na mata de Paranatinga. A fiscalização ocorreu oito meses depois, quando o estrago já estava feito. Na ocasião, encontraram três estradas recém-abertas cortando a fazenda de 37 mil hectares, um grande estoque de sementes de pastagem, um avião que realizava a pulverização aérea e os agrotóxicos glifosato e 2,4-D – que estão entre os mais vendidos no Brasil.

Laudos realizados pelo Instituto também verificaram a presença do herbicida Alacloro, classificado moderadamente tóxico pela Anvisa e do inseticida Carbossulfano, classificado como altamente tóxico. Devido aos riscos, os dois são proibidos para uso em pulverização aérea.

Fiscais constataram uso de produto banido nos EUA por causar problemas neurológicos em crianças.

Um ano após o ato criminoso em Paranatinga, uma área de cerca de 2 mil hectares da Floresta Amazônica também virou um campo aberto. O caso ocorreu em Juína (MT), a 745 km de Cuiabá.

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Lewandowski abre inquérito contra Bia Kicis por racismo

Pedido foi feito pela PGR; deputada postou montagem com as imagens de Moro e Mandetta com “blackface”.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta 4ª feira (17.nov.2021) a abertura de um inquérito para apurar se a deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) cometeu o crime de racismo ao publicar uma montagem em que os ex-ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Luiz Henrique Mandetta (saúde) aparecem com “blackface”, que consiste em pintar pessoas brancas de preto.

O pedido de apuração contra a deputada partiu da PGR (Procuradoria Geral da República). É derivado de uma notícia-crime apresentada em outubro de 2020, depois da publicação da montagem com Moro e Mandetta.

“À primeira vista, os fatos narrados na manifestação do parquet podem constituir ilícitos penais, devendo-se salientar que, embora de forma ainda embrionária, os autos possuem elementos indiciários aptos a embasar o início das investigações”, disse Lewandowski.

Eis a íntegra da decisão (215 KB).

*Com informações do Poder 360

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A PGR-2 Lindôra Araujo corta microfone de presidente da OAB

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, tentou nesta terça-feira (16/11) interromper a fala do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, durante o IX Fórum Jurídico Brasileiro, que acontece nesta semana em Lisboa, revela Guilherme Amado, do Metrópoles.

Lindôra é aliada do procurador-geral Augusto Aras na PGR. Santa Cruz, por sua vez, é um crítico da gestão de Jair Bolsonaro. Na sua fala durante o fórum, ele fez diversas ressalvas à atuação de Bolsonaro durante a pandemia.

Lindôra se notabilizou por posições negacionistas em relação ao avanço da Covid. Em 17 de agosto, ela disse em parecer enviado ao STF que “não é possível comprovar a eficácia da máscara de proteção”. A afirmação foi feita em resposta a dois pedidos de investigação contra Bolsonaro por não usar máscaras em aglomerações.

O posicionamento de Santa Cruz durante o evento não agradou a Lindôra, que moderava a mesa. O microfone de Santa Cruz foi cortado antes de ele terminar seu discurso. O público, por outro lado, gostou da fala do presidente da OAB e o aplaudiu de pé após a interrupção.

Quando as palmas terminaram, Lindôra assumiu o microfone e, rindo, disse que Santa Cruz havia feito um discurso político. “Eu não entendi que era um discurso político, mas de qualquer maneira agradeço a todos”, disse ela logo antes de encerrar o evento.

O curioso é que Santa Cruz já havia se defendido da crítica de Lindôra antes mesmo que ela fosse feita. Logo no começo da sua fala, quando enumerava as ações de Bolsonaro contra o combate a pandemia de Covid-19, Santa Cruz havia dito que não estava fazendo um discurso político, mas sim “resgatando a memória recente do país “.

Enquanto Santa Cruz falava, Lindôra dizia para os demais membros da mesa que o presidente da OAB estava abusando.

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