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Depois de humilhar publicamente Pazuello, Bolsonaro diz que ele não sairá do governo

A frase “foi um mal entendido” existe para ser usada, mas lógico, essa gentileza evapora e vira hostilidade, como virou para justificar a lambança de um Bolsonaro covarde que tem medo dos bolsonaristas.

Então, como ele resolve essas desavenças? Eliminando ou humilhando pessoas e, assim, elimina os problemas. Foi exatamente isso que aconteceu com Pazuello quando o assunto ganhou dimensão num grau bolsonarista.

Bolsonaro não quis saber de poupar Pazuello de constrangimentos, tratando-o como adversário a partir do ponto de vista dos bolsonaristas, tentando produzir a percepção de que Bolsonaro não tinha nada a ver com o documento do Ministério da Saúde e palavras do ministro com a afirmação de que o governo compraria 46 milhões de unidades da vacina CoronaVac da China em parceria com o Butantan.

Pois bem, Bolsonaro desautorizou o general Pazuello, humilhando, com isso, um quadro do comando da ativa das Forças Armadas e, agora, diz que tudo foi um mal entendido, uma fofoca, quando, na verdade, não passou de um inconfessável e cruel ataque à honra de Pazuello e, consequentemente, da instituição que representa, as Forças Armadas.

Mal entendidos podem acontecer por não serem bem explicados, mas neste episódio não há mal explicados, porque o ministro da Saúde esteve com Bolsonaro em circunstâncias claras, dando a ele explicações sobre a decisão do Ministério da Saúde em relação à vacina chinesa. Mas Bolsonaro, agora, no primeiro grito de um bolsonarista tresloucado, diz que foi pego de surpresa, potencializando ainda mais a humilhação imperdoável que impôs a Pazuello.

O que ele não quer é complicar ainda mais a sua imagem diante dos bolsonaristas e das Forças Armadas, depois de jogar o general aos leões, seguir em frente com sua postura arrogante, dizendo-se decepcionado com a atitude do ministro da Saúde.

Na verdade, Bolsonaro, ao invés de esclarecer, embaraça ainda mais o sinal pela falta de prudência de queimar publicamente um ministro que é parte do exército e que foi espinafrado por uma atitude mesquinha e irresponsável do presidente da República.

A essa altura do campeonato, não tem mais como devolver a pasta de dente ao tubo ou, diante de uma ambiente tenso, querer solucionar essa humilhação com a mentira do “mal entendido”.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Bolsonaro humilha Forças Armadas na guerra contra a vacina chinesa

Carlos Henrique Machado fala sobre a humilhação de Bolsonaro a Forças Armadas quando desautoriza o seu ministro da Saúde.

Bolsonaro simplesmente desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que anunciou a compra da vacina chinesa CoronaVac em parceria com o Butantan. Bolsonaro afirmou que não comprará a vacina e, entre outros motivos, é a guerra política que tem a ver com a disputa eleitoral com o governador de São Paulo, João Dória.

Assista:

*Da redação

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Bolsonaro frita Pazuello: Ministério da Saúde nega compra da CoronaVac e diz que vacina não tem eficácia

E o complexo de vira-lata segue firme com Bolsonaro, assim como a absurda subserviência aos Estados Unidos, colocando a população toda em risco.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse no fim da manhã desta quarta-feira (21), em coletiva de imprensa, que não houve compromisso com o governo de São Paulo para adquirir vacinas contra a covid-19 e que não há intenção de compra de imunizantes chineses.

“Não houve qualquer acordo com o governo de São Paulo, ou na aquisição de vacinas chinesas, mas sim uma conversa com o instituto Butantan”, declarou o secretário de Eduardo Pazuello na coletiva, desmentindo o anúncio do ministro.

Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Hoje, no entanto, Jair Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde e afirmou que o governo brasileiro não comprará da vacina. O ministro não participou da coletiva.

O ministério ignorou testes do bom desempenho da imunização da vacina e disse que não há eficácia comprovada da CoronaVac. A pasta declarou que só irá sinalizar a aquisição da vacina quando a Anvisa comprovar a eficiência do munizante.

Pazuello não participou da coletiva, sob alegação de estar com sintomas da Covid-19 e recluso.

Na coletiva, a pasta também informou que a vacinação não será obrigatória.

Governadores e parlamentares da oposição ao governo já denunciam posicionamento de Bolsonaro em politizar o tema e reivindicam a presença de Eduardo Pazuello no Congresso Nacional.

 

*Com informações do 247

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Vídeo: Por que não causa indignação na mídia Moro libertar os doleiros da Lava Jato?

Por um simples motivo, a mídia, em parceria com a Lava Jato, não está interessada na prisão do traficante, mas de Lula, como foi feito na eleição de 2018 e, agora, tentam repetir o mesmo na eleição de 2022.

Assista a Carlos Henrique Machado:

*Da redação

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Bolsonaro enfia o Brasil no meio da guerra comercial de EUA e China

Delegação norte-americana colocou 5G, cerne da competição com a China, em acordos com o Brasil; embaixada do país asiático chama estratégia de ‘rede suja’ dos EUA.

Em mais uma investida de seu projeto de alinhamento aos conservadores dos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) celebrou nesta terça-feira (20) acordos comerciais com a nação presidida pelo direitista Donald Trump. Devido ao teor dos acordos, a atitude colocou o Brasil no meio da guerra comercial entre os EUA e a China. O cerne dessa disputa é a implantação da tecnologia 5G, na qual a chinesa Huawei é um dos maiores competidores globais.

A delegação norte-americana foi chefiada pelo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O’Brien. Ele mesmo anunciou um pacote de investimentos de US$ 1 bilhão no Brasil, e uma das áreas em que o dinheiro deve ser aplicado é justamente as telecomunicações. Em discurso no Itamaraty, O’Brien disse que Brasil e EUA não são só parceiros, “somos aliados”.

A investida de Trump para evitar a entrada da Huawei no Brasil inclui oferecer crédito para as teles brasileiras adquirirem equipamentos de fornecedoras ocidentais. O presidente dos EUA acusa a empresa chinesa, sem provas, de repassar dados sigilosos norte-americanos para o governo de seu país.

Bolsonaro fez questão de receber O’Brien no Planalto, onde posaram para fotos. Em uma delas, os dois usavam bonés com a inscrição “Make Brazil Great Again” – uma adaptação do slogan de campanha de Trump, “Make America Great Again”. No discurso que fez depois, no Itamaraty, o militar reformado declarou seu apoio a Trump nas eleições presidenciais, “não é segredo para ninguém”, disse.

O tom político do acordo comercial foi explicitado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em seu discurso, ele disse: “Essa aproximação tem um sentido de geopolítica. Comercializamos com o mundo inteiro, mas sabemos quem são nossos parceiros geopolíticos”, afirmou. Lembrou que o Brasil é a “segunda maior democracia do Ocidente e a terceira maior -do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Índia”.

Política X economia

Ao colocar o Brasil no meio dessa disputa, Bolsonaro pode afastar o país de seu atual maior parceiro comercial, que é a China.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras para a China somaram US$ 53,4 bilhões, 14% a mais do que os US$ 46,8 bilhões do mesmo período do ano passado.

Já para os EUA, país que o militar reformado adora servir, as exportações nos nove primeiros meses do ano caíram de US$ 22,1 bilhões em 2019 para US$ 15,16 bilhões neste ano, queda de 31%. O dado é do próprio Ministério da Economia.

A China acusou o golpe. Sua embaixada no Brasil fez uma série de posts nesta terça-feira no Twitter, sem referência explícita às negociações, mas com indiretas.

A embaixada escreveu que a China percebeu que “muitos países não estão interessados na ‘Rede Suja’ e até mesmo denunciam os movimentos dos EUA”. E que acredita que “a maioria dos países permanecerá independente, tomará suas próprias decisões, dirá não à ‘rede suja’ dos EUA e promoverá um ambiente de negócios justo, aberto e não discriminatório para empresas de tecnologia 5G em todo o mundo”.

 

*Com informações da Forum

*Foto destaque: Bolsonaro posa para foto com Robert O’Brien, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, usando boné com o slogan de campanha de Trump adaptado para o Brasil, mas em inglês (Foto: Marcos Corrêa/PR)

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Quando a justiça vai cobrar explicação dos lavajatistas sobre a tentativa de desvio de R$ 2,5 bi da Petrobras?

Quem vai cobrar dos operadores da lei que eles a cumpram?

Quem vai exigir que eles expliquem aquela engenhosa operação que transferia R$ 2,5 bilhões da Petrobras recuperados pelo Departamento de Justiça Americana para a criação da fundação Dallagnol, como disse Gilmar Mendes?

Aliás, Gilmar Mendes é o único que detona a auréola de herói dos picaretas da Lava Jato.

Agora mesmo, dentro dos moldes facciosos que a Lava Lato plublicizou durante cinco anos, Roberson Pozzobon, um dos procuradores mais destacados da gangue de Curitiba, publicou em seu twitter que a Lava Jato recuperou recentemente mais R$ 1 bilhão, muito menos da metade do que eles tentaram desviar da Patrobras para a tal fundação privada, em nome do “combate à corrupção”.

Resultado, escreveu no twitter o quis e leu de volta o que não quis. O cínico apanhou como gente grande, pois os leitores o lembraram dos R$ 2,5 bi.

Thaméa Danelon, a mesma procuradora que tirou o seu twitter do ar quando foram reveladas, pela mídia, suas relações escusas, está agora aos quatro cantos tagarelando, numa escancarada campanha para Moro em 2022 e a volta da prisão após condenação em segunda instância.

Sobre a grana da Patrobras para a tal fundação e suas relações vassalas com o FBI, nem um pio. O que essa gente quer é dobrar a aposta do que fez em 2018, condenar e prender Lula, sem qualquer prova de crime, para tirá-lo do pleito eleitoral, Bolsonaro vencer e Moro ser ministro e, com isso, arrastar com ele boa parte da corriola de Curitiba.

Por que eles não se defendem das novas revelações que o livro Vaza Jato, lançado pelo Intercept, denuncia em detalhes?

Claro, sequer abrem o bico para enfrentar esse torpedo que implodiu a farsa chamada Lava Jato. Mas não basta simplesmente desqualificar essa corja que anda aos quatro ventos bradando o combate à corrupção, a esquerda tem que cobrar da justiça explicação por tamanha impunidade dos operadores da lei que tentaram tungar dinheiro público, o que só não ocorreu porque foram impedidos pela ex-PGR Raquel Dodge e Alexandre de Moraes do STF, que deu destino justo ao referido recurso.

Até o presente momento ninguém da Lava Jato respondeu sobre esse crime. Gilmar Mendes, ao que parece, é o único a cobrar do CNJ, do CJF, do STJ e do TRF-4 a apuração desse crime cometido pelos procuradores bandidos da Lava Jato.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Ameaça a quilombolas pode travar acordo espacial EUA-Brasil em Alcântara

A remoção de comunidades quilombolas da região de Alcântara, no Maranhão, voltou a entrar em debate. O objetivo é ampliar o centro espacial que motivou o acordo assinado entre Brasil e EUA no ano passado. Mas, dessa vez, a pressão para que isso não aconteça vem de fora.

Motivados pelo movimento negro brasileiro, congressistas norte-americanos querem impedir a Casa Branca de destinar dinheiro ao projeto caso essas populações sejam removidas.

No começo de outubro, quatro parlamentares democratas enviaram carta ao Congresso dos EUA pedindo proteção às comunidades afrobrasileiras contra retiradas forçadas do local e ataques racistas. O texto foi assinado pelo senador Bernie Sanders e pelos deputados Deb Halaand, Hank Jonhson e Joaquin Castro.

“[Em nenhuma circunstância] os dólares dos contribuintes dos EUA devem ser usados para realocar à força essas centenárias comunidades indígenas e quilombolas”.

Bernie Sanders, Deb Halaand, Hank Jonhson e Joaquin Castro, em carta Eles solicitam que seja incluída na proposta de orçamento da Defesa dos EUA para 2021 a proibição a qualquer tipo de cooperação que resulte na expulsão desses povos de suas terras.

O orçamento destinado à defesa proposto pelo governo de Donald Trump é de quase US$ 750 bilhões (mais de R$ 3 trilhões). Os gastos públicos totais somam US$ 4,8 trilhões.

800 famílias envolvidas

O chamado Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), assinado em março de 2019 pelos governos de Donald Trump e Jair Bolsonaro, prevê que os americanos usem comercialmente a Base de Alcântara. O governo brasileiro estima que o acordo gere investimentos em torno de R$ 1,5 bilhão.

Uma das medidas para que ele saia do papel é a expansão territorial do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA), dos atuais 8 mil hectares para 20 mil. Essa ampliação avançará sobre uma área habitada por cerca de 800 famílias, que vivem na região desde o século 17 —ou seja, há mais de 200 anos.

Em março deste ano, o governo brasileiro publicou resolução que prevê a retirada dos quilombolas e sua transferência para novo território. Segundo o texto, o Ministério da Defesa é o responsável por realocar as famílias em suas novas habitações. A medida foi barrada por uma liminar emitida pela Justiça Federal, mas a decisão não é definitiva.

 

*Com informações do Uol

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Vídeo: Carlos Bolsonaro pede doações para sua candidatura

Candidato a mais um mandato de vereador no Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi às redes sociais neste domingo (18) para pedir doações a sua campanha eleitoral. O filho do presidente afirma que está “evitando ao máximo” utilizar o fundo partidário e que possui apenas R$ 20 mil arrecadados, dinheiro que teria sido doado por ele e Jair Bolsonaro.

“As pessoas pedem para que a gente não use o fundo partidário nas eleições e, até o momento, estamos evitando ao máximo utilizar esses recursos, mesmo que sejam legais. Infelizmente nós só temos arrecadado até agora, por doações minhas e do meu pai, cerca de R$ 20 mil. Nossa eleição corre risco”, afirma em vídeo.

“Se fosse possível e fosse do desejo dos senhores que nos apoiassem fazendo a doação do que for possível dentro da realidade que todos nós estamos passando”, pede Carlos Bolsonaro. Ele ainda afirma que “quem diz que a eleição já está vencida está minimamente equivocado”.

O filho do presidente alega ainda que a população corre “o risco de eleger pessoas que não estão nem um pouco preocupadas na utilização do fundão ou não e estão utilizando R$ 500 mil, R$ 1 milhão para a campanha desses fundos”.

Para obter as doações, o vereador abriu uma conta no Apoia.org. De acordo com descrição do próprio site, trata-se “uma empresa de financiamento coletivo eleitoral, apartidária e aprovada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral)” e permite doações de campanha via cartão de crédito ou boleto bancário. Até então, 169 pessoas doaram para a campanha do filho do presidente.

 

*Com informações da Forum

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Wall Street Journal: Zuckerberg manda Facebook favorecer sites de direita e prejudicar sites de esquerda

Para nós do Antropofagista, que sentimos na pele essa manipulação do Facebook, não há espanto ou qualquer novidade. Sabemos há algum tempo que isso estava ocorrendo conosco, tal a agressividade da manipulação para tornar nossas postagens no Facebook invisíveis.

Dia desses, um executivo do Facebook saiu da empresa atirando: Thiel relatou que ficou inconformado com a decisão do Facebook de não excluir um vídeo de uma live de Bolsonaro que contrariava a política da própria rede social, que proíbe discurso desumanizador.

No vídeo, gravado em janeiro de 2020, Bolsonaro diz que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós“.

Agora, numa ampla reportagem, The Wall Street Journal aponta como as relações políticas do presidente do Facebook com o esquema Trump e a direita têm se aprofundado e como as mudanças de algoritmos têm sido feitas para prejudicar sites e iniciativas progressistas, de esquerda.

Segundo o jornal, o Facebook faz mudanças em seu algoritmo do feed de notícias desde 2017 para reduzir a visibilidade de sites de notícias de esquerda como Mother Jones em sua plataforma. Mark Zuckerberg aprovou pessoalmente os planos.

Segundo a reportagem, Zuckerberg tornou-se “um operador político ativo”. Ele tem jantado com Trump, conversa regularmente com o conselheiro sênior da Casa Branca, Jared Kushner, e pressionou legisladores e autoridades a atacarem rivais como a TikTok e a Apple Inc., “disseram pessoas envolvidas nas discussões”, segundo a reportagem.

Ainda segundo a reportagem, “Zuckerberg mantém uma linha aberta com Kushner, genro do presidente e conselheiro sênior. Os dois às vezes discutem as políticas do Facebook no WhatsApp”.

Zuckerberg chegou a dar uma palestra para executivos do Facebook sobre a necessidade de a empresa entender que “sua base de usuários é mais conservadora e defendeu as decisões de não remover postagens de Trump sobre as quais alguns funcionários argumentam que violam as regras do Facebook”.

Acrescentam os jornalistas: “a posição de Zuckerberg alienou democratas proeminentes e ativistas dos direitos civis e frustrou muitos dentro do Facebook – incluindo, às vezes, a diretora de operações Sheryl Sandberg, dizem pessoas familiarizadas com a dinâmica”.

Há uma crise na relação entre o Partido Democrata e o Facebook por conta das posições de seu presidente: “O gerente de campanha de Biden, no mês passado, enviou ao CEO uma carta, chamando o Facebook de ‘o principal propagador de desinformação do país sobre o processo de votação’” -escreveram os jornalistas do WSJ.

Favorecimento a sites de direita
Diz o WSJ: “Zuckerberg também estabeleceu laços com editoras de direita que impulsionam o engajamento na plataforma, incluindo Ben Shapiro, co-fundador do Daily Wire e apoiador do Trump, dizem pessoas familiarizadas com o assunto. O site de notícias conservador foi denunciado repetidamente pelos verificadores de fatos do Facebook por compartilhar falsidades e distorções. Mas é frequentemente um dos mais populares na plataforma com base nas interações do usuário, de acordo com CrowdTangle, uma ferramenta de análise de propriedade do Facebook.

Zuckerberg convidou Shapiro para jantar em sua casa no ano passado, disseram as pessoas. Embora os dois não sejam amigos, eles às vezes discutem temas políticos e filosóficos.

Algoritmos contra esquerda
“No final de 2017, quando o Facebook ajustou seu algoritmo do feed de notícias para minimizar a presença de notícias políticas, os executivos de política estavam preocupados com o impacto descomunal das mudanças na direita, incluindo o Daily Wire, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Os engenheiros redesenharam as mudanças pretendidas para que sites de esquerda, como Mother Jones, fossem afetados mais do que o planejado anteriormente, disseram as pessoas. O Sr. Zuckerberg aprovou os planos.

(…) Alguns na esquerda acreditam que Zuckerberg tem sido menos complacente com sites de notícias que promovem uma agenda progressista.

Após o lançamento do Courier Newsroom no ano passado, uma rede de oito sites de notícias locais progressistas que é parcialmente propriedade de uma organização sem fins lucrativos de esquerda com laços estreitos com doadores democratas, Zuckerberg argumentou que o Courier não era um meio de comunicação real, dadas suas conexões políticas, de acordo com pessoas familiarizadas com seus pontos de vista.

A discussão desencadeou uma nova política no Facebook em agosto que limita o alcance de sites apoiados por partidários, bloqueando a inclusão de suas páginas no Facebook News, restringindo seu acesso às plataformas do Facebook Messenger e WhatsApp e reduzindo sua publicidade.

A organização sem fins lucrativos por trás do Courier Newsroom, chamada Acrônimo, criticou a política, dizendo que favorece as fontes conservadoras de notícias.

Zuckerberg também começou a se reunir com grupos progressistas, cujos líderes argumentaram que se ele estava desenvolvendo relacionamentos pessoais com conservadores como Shapiro, ele deveria ouvir o outro lado também. As conversas não correram bem”.

*Com informações do 247

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Evo com 71%: Bolivianos no Brasil não conseguem votar e denunciam fraude: “Foi planejado”

Eleitores criticam falta de transparência e problemas de comunicação; em 2019, Evo Morales fez 71% dos votos no Brasil.

Eleitores bolivianos que vivem no Brasil acusam as autoridades eleitorais de seu país de desrespeitar o direito ao voto. O país andino foi às urnas neste domingo (18) para decidir presidente, vice-presidente, senadores e deputados do Estado Plurinacional, quase um ano após o golpe contra Evo Morales, do partido Movimento ao Socialismo (MAS).

O então presidente fez 71% dos votos entre a comunidade boliviana no Brasil na última eleição, e hoje o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) é comandado por seus opositores.

Cinco locais de votação foram alterados na semana da eleição. O aplicativo Yo Participo, canal de comunicação do Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP) com os eleitores, levou mais de três dias para atualizar a informação. Problemas semelhantes foram registrados em países como Chile e Argentina, que possui a maior comunidade boliviana no exterior.

Yolanda Marlene Cortez, delegada do MAS em São Paulo, afirma que “muita gente está se deparando com as portas fechadas” quando se dirige ao local de votação.

“Eu sei que isso foi planejado para confundir a nossa gente. Não liberaram cinco locais de votação, mudaram de endereço, e as pessoas não sabem onde ir para votar”.

Cerca de 4,5 mil eleitores bolivianos no Brasil foram inabilitados em 2020. O motivo informado pelo OEP é genérico e igual para todos: “Cidadão não votante”. No entanto, o Brasil de Fato demonstrou esta semana que a lista também inclui pessoas que votaram nas eleições de 2019.

É o caso de Victor Limache Flores, costureiro, que está há dez anos no Brasil e só na última quinta-feira (18) recebeu a informação via aplicativo de que não ia conseguir exercer seu direito este ano.

“Ano passado eu consegui votar normal, agora não sei o que está acontecendo. Tem muitos compatriotas que estão com a mesma dificuldade. Eu tentei ligar no Consulado, mas ninguém respondeu. Com a organização de última hora não dá para correr atrás. 01:32 Me sinto mal por não exercer meu direito”, relata ele, que ainda tentou comparecer ao local de votação para obter informações e garantir o direito de votar, mas não obteve nenhuma resposta.

O costureiro Julian Mamani Quispe, que está há quatro anos no Brasil, diz que este foi o pleito mais desorganizado do qual participou. “Hoje de manhã, entrei no aplicativo Yo Participo, do órgão eleitoral, e vi que estava [convocado] como jurado eleitoral [mesário]. Mas ninguém tinha me avisado, então não consegui participar porque a ata já tinha sido aberta”, relata. “Essa desorganização é proposital. Aqui fora a fila não anda, e lá dentro está vazio. Falta informação na porta”.

Quispe interpreta as ocorrências desta manhã como fraude eleitoral. “Não sei se você viu, mas tem de dois a três jurados [mesários] em cada mesa. Segundo a lei, teria que ter seis pessoas”, acrescenta.

A costureira Claudia Canque, que está a 11 anos no Brasil, teve que se deslocar para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (ITSP), localizado no bairro Pari da capital paulista, que acabou englobando os eleitores da Escola Técnica Estadual Carlos de Campos, onde ela votou anteriormente, o que causou aglomeração e confundiu os eleitores.

“Ano passado era mais rápido, agora que juntaram várias escolas está mais cheio e desorganizado”, conta. Ela conseguiu votar porque pôde conferir a mudança a poucos dias após ser informada por uma das rádios da comunidade sobre a necessidade de conferir o aplicativo.

Segundo ela, muitos eleitores que não tiveram acesso a essa informação e foram impedidos de exercer o direito ao voto.

“As vezes você está inscrito de um local, mas mora em outro. Não tem muita informação e na última hora que se sabe onde vota. É nosso direito votar e eleger nosso presidente”, defende.

No ITSP, as filas começaram às 6h da manhã. Mas algumas mesas de votação só abriram às 9h. “As portas fecham às cinco da tarde, e muita gente não vai conseguir votar”, lamenta Cortez.

 

*Com informações do Brasil de Fato

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