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Alto escalão do exército e aeronáutica afirmam a petistas que tentativa de golpe por Bolsonaro não se sustentaria

Alto escalão do exército e aeronáutica afirmam a petistas que tentativa de golpe por Jair Bolsonaro não se sustentaria. Evangélicos sondam Lula e ensaiam conversas por meio de Geraldo Alckmin.

A campanha do ex-presidente Lula (PT) abriu diálogo com duas categorias da base bolsonarista no último mês: militares e evangélicos. De acordo com petistas, eles têm procurado pelo candidato à presidência para demonstrar neutralidade.

Militares do alto escalão do Exército e da Aeronáutica entraram em contato com a campanha para sinalizar que, mesmo votando e defendendo Jair Bolsonaro (PL), não aceitariam uma aventura golpista sob o comando do presidente da República.

Os generais e brigadeiros que procuraram por Lula ou aliados são, na maioria, antigos coronéis que conheceram o ex-presidente enquanto ele esteve no Palácio do Planalto e hoje ocupam cargos de comando militar.

Aliados do candidato afirmam que eles reconheceram que tiveram benefícios salariais com Bolsonaro e mais espaço no governo, mas negam que as vantagens paguem o preço do desgaste que geraria um eventual golpe de Estado.

Em contrapartida, aliados de Lula deixaram claro aos comandantes que não vai haver perseguição à categoria e nem “limpeza geral” dos militares dos cargos. Os oficiais receberão o mesmo tratamento dos civis, com critérios para troca dos cargos de confiança.

A campanha do PT também garantiu que a escolha de comandantes, em um eventual governo, vai ocorrer dentro das opções de oficiais disponibilizados pelas próprias Forças Armadas e preparados para o cargo.

Na última segunda-feira, o ex-presidente declarou durante um evento que “o Itamaraty será aquilo que o governo decidir que ele seja, assim como as Forças Armadas serão, como todas as instituições do Estado, aquilo que o governo quiser que seja”. Aliados de Lula admitiram que a fala foi desnecessária e um “escorregão”.

Os petistas se comprometeram a evitar ataques às instituições do Exército, Aeronáutica ou Marinha. Os militares pediram que eventuais críticas do PT sejam direcionadas a pessoas, como os ministros bolsonaristas, e não aos militares como um todo.

A cúpula do PT reconhece que, apesar do diálogo aberto, o ambiente segue tensionado. Mas a sinalização gera um respiro para a campanha petista.

Lideranças evangélicas

O ex-presidente Lula ainda foi sondado por lideranças da Assembleia de Deus Ministério Madureira, comandada pelo pastor Samuel Ferreira. A denominação evangélica é uma das maiores do país.

O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), que integra a igreja, nega que a denominação tenha feito qualquer aceno à campanha de Lula. Ele afirma que a Assembleia de Deus Ministério Madureira está empenhada na campanha de reeleição de Bolsonaro.

O encontro entre os líderes e o candidato do PT não ocorreu, nem tem previsão de acontecer. Mas a procura pelo ex-presidente é uma sinalização de abertura para o diálogo e tentativa de apaziguar os ânimos.

O principal interlocutor de Lula com os evangélicos tem sido o ex-governador e candidato à vice na chapa presidencial, Geraldo Alckmin (PSB). O ex-tucano já realizou encontros com pastores ligados à esquerda, organizados pelo pastor Paulo Marcelo (Solidariedade), da Assembleia de Deus e antigo aliado do deputado federal Marco Feliciano (PL).

Paulo Marcelo tenta desde o início do ano aproximar lideranças evangélicas de Lula. Mas o desafio é ampliar os horizontes e captar ao menos a neutralidade de pastores de centro e centro-direita.

*Victória Abel/CBN

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Moro pede à Globo direito de resposta no JN sobre entrevista de Lula

O ex-juiz, que é candidato ao Senado pelo Paraná, buscou aproveitar o Jornal Nacional para consolidar o ex-presidente como seu principal antagonista nas eleições.

Segundo Bela Megale, O Globo, Sergio Moro pediu à TV Globo direito de resposta às afirmações feitas por Lula na entrevista concedida por ele, nesta quinta-feira, ao Jornal Nacional. O ex-juiz avalia que foi “atacado” pelo petista e que teria direito de se posicionar sobre a citação de William Bonner, de que o Supremo Tribunal Federal (STF) o julgou parcial, anulando o caso do triplex e outras ações, por ter considerado a Vara de Curitiba incompetente.

Como informou a coluna, Moro (União Brasil), que é candidato ao Senado pelo Paraná, buscou aproveitar o programa para consolidar o ex-presidente como seu principal antagonista nas eleições e, assim, avançar nas pesquisas de intenções de voto. O Ipec trouxe dados, na terça-feira, apontando que ele está 11% atrás de Álvaro Dias (Podemos), seu principal concorrente.

No início da entrevista, Lula citou Moro nominalmente, ao lembrar ter dito ao ex-juiz que ele “estava condenado a condená-lo”. O petista também fez duras críticas à Lava-Jato, afirmando que seu equívoco foi “enveredar por um caminho político delicado” e “ultrapassar o limite da investigação”. O ex-presidente ainda citou a tentativa do Ministério Público Federal de Curitiba de criar um fundo bilionário com recursos da operação, prejudicar a economia e direcionar as delações premiadas.

Na noite de ontem, Moro comentou em tempo real a entrevista de Lula. O ex-juiz publicou críticas ao petista, disse que ele “mentiu descaradamente” e que “a entrevista foi muito parecida com os interrogatórios dele na Lava Jato”.

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Lula no Trending Topics do Twitter. O nome disso é fenômeno

Segundo a colunista de O Globo, Malu Gaspar, logo após a entrevista de Lula no JN, em que ele tratora o bobo da corte, Bolsonaro bateu o martelo, não vai ao debate na Band no próximo domingo.

Em compensação, Bolsonaro vai hoje ao programa Pânico da Jovem Pan, que se trata de um puxadinho da Secom, sobretudo no arsenal financeiro que é casado nos termos do acordo.

Por isso, não se espantem se os entrevistadores da Jovem Pan perguntarem a ele o que ele faz para ficar com a pele tão “bonita”.

Aliás, quem quiser ter um diagnóstico perfeito da entrevista de Lula no JN, é só observar que, mesmo fazendo críticas pontuais e genéricas a Lula, Dora Kraemer, da and News, admitiu que ele deu de mil a zero em Bolsonaro.

A notícia de que ele afinou diante da grandeza de Lula, tem um sentido muito mais específico, pois estamos falando que Bolsonaro está diante de um fracasso seguido de outro.

Sua entrevista no JN foi trágica, deixando claro que estamos diante de um presidente mais burro, mentiroso e frouxo da história da República.

Daí, o arregão, depois da chinelada que Lula deu no JN, numa entrevista impecável, achou mais prudente não encarar Lula de frente no debate da Band, coisa completamente compreensível em se tratando de um sujeito que passou 28 anos como aspirante do baixo clero e que, por incapacidade da direita de produzir um nome competitivo em 2018, gerou não só esse, que é o presidente mais idiota da história que está em segundo lugar nas pesquisas.

O fato é que, quem assiste pelo Youtube a coletiva dos bem remunerados, contratados de Bolsonaro na Jovem Pan hoje pela manhã, vendo aquela bateção de cabeça, tem uma noção clara no estrago na campanha de Bolsonaro que Lula fez no Jornal Nacional.

Ou seja, ninguém ao Trending Topics do Twitter por acidente.

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De Miriam Leitão a Vera Magalhães, passando por Reinaldo Azevedo: jornalistas da mídia tradicional elogiam desempenho de Lula no JN

“Respeito pela Renata”, “acertou o tom”, e “à vontade” foram alguns dos termos usados por diferentes jornalistas conhecidas por postura crítica ao ex-presidente.

O ex-presidente Lula (PT), após entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da Globo, na noite desta quinta-feira (25), arrancou elogios até mesmo de jornalistas conhecidas por postura crítica aos governos do PT.

Leilane Neubarth, da GloboNews, por exemplo, destacou o respeito de Lula com a âncora Renata Vasconcelos, alfinetando, indiretamente, Jair Bolsonaro (PL), que em sua entrevista ao telejornal agiu de maneira grosseira com a jornalista.

“Poderia citar muitas diferenças, mas me chama atenção o respeito de Lula pela Renata. Ele o tempo todo coloca ela presente e participando da entrevista . Homem que respeita mulher é outra coisa”, escreveu Leilane em sua conta do Twitter.

https://twitter.com/LeilaneNeubarth/status/1562953708706508802?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1562953708706508802%7Ctwgr%5E5ae48311c81473c529d1713b010d09d9b8a37d8b%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.apostagem.com.br%2Fwp-admin%2Fpost.php%3Fpost%3D83658action%3Dedit

“Cada um cita seu próprio ídolo… Uns citam Ustra. Outros citam Paulo Freire”, postou ainda a jornalista da GloboNews, em referência à frase dita por Lula na entrevista, citando o patrono da Educação. “Paulo Freire dizia que é preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos”, havia afirmado o petista.

Mais um que não resistiu à entrevista de Lula:

*Com informações da Forum

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Lula, dez; Jornal Nacional, zero

A entrevista com Lula começa com uma frase bastante emblemática de Bonner, “o Senhor não deve nada à justiça”.

Isso é um tapa na cara de Moro, entre tantos outros que está tomando da realidade. Hoje mesmo ele apanhou nas redes quando se colocou à disposição para participar da entrevista.

Não houve qualquer surpresa, não simplesmente porque Lula é um fenômeno político, mas quem viu sua entrevista com correspondentes internacionais dias atrás, enxergou um Lula absolutamente em ,sendo Lula, aquele mesmo Lula admirável no mundo inteiro.

Então, não seria Bonner e Renata Vasconcelos que apagariam a estrela do líder mais popular e o presidente com a maior aprovação da história do Brasil.

O melhor ainda está por vir, porque o que Lula falou foi a mais pura verdade, enquanto Bolsonaro, a quem Lula chamou de bobo da corte de Arthur Lira, mentiu durante os 40 minutos de entrevista no mesmo JN.

O que veremos ser comentado, é que Lula é, sem termo de comparação, foi o melhor dos três candidatos entrevistados até então.

Foi de fato uma noite de gala em que Lula deu um passeio, sempre com sorriso largo e sincero no rosto, com tiradas a la Lula, em que ele dá um puxão de orelha em Renata Vasconcelos quando a moça quis demonizar o MST e que ela deveria fazer uma visita a uma cooperativa, pois o MST é o maior produtor de arroz orgânico do Brasil.

Lógico, Renata e Bonner, como é comum a falta de inspiração na direita brasileira, tentaram, bem ao estilo da Globo, deter aquela profusão de esperança e otimismo de Lula com picuinhas brejeiras e miúdas, mas Lula não colaborou. Ao contrário, apagou os dois que não tiveram argumento para rebater.

Lula tem seu próprio engenho e botou como ponto agudo da entrevista uma promessa de que, se eleito, resolverá, as dívidas de milhões de brasileiros, a grande maioria dos endividados é formada por mulheres.

Lula também aproveitou para desmascarar Bolsonaro que anda mentindo dizendo que seguirá pagando Auxílio Emergencial quando, na verdade, não o incluiu no orçamento de 2023 que enviou para o Congresso.

Tudo o que Lula falou foi devidamente explicado, sem vacilar, sem gaguejar, sem perder o humor, sem que desse qualquer brecha para ser corrigido pelos entrevistadores.

Lula, como entrevistado no JN, foi perfeito.

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Boulos: Lula no ‘JN’ deve mostrar o abismo que diferencia o estadista do miliciano

“Lula vai avançar rapidamente no combate à fome. Mas como vai fazer em relação à questão central, a reindustrialização?”, quer saber Giorgio Romano Schutte (UFABC)

A expectativa de lideranças aliadas ou analistas econômicos progressistas em torno da entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Jornal Nacional, nesta quinta-feira (25), é de que os temas debatidos sejam os de real interesse do país. Que se discutam, por exemplo, questões ligadas à superação da crise econômica, social e institucional a que chegou o Brasil sob o governo de Jair Bolsonaro. Mas, também, que as perguntas para Lula no JN levem o debate além.

“A destruição foi tão grande nos últimos anos, os desafios são tão imensos, e a situação internacional é tão difícil, que a grande dificuldade será estabelecer prioridades”, diz Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais e Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC). “Quais serão as primeiras três prioridades? Imagino que Lula vai responder, entre elas, o combate à fome.”

Para o professor, um ponto central a se discutir é a reindustrialização do país. “Mas não sob parâmetros antigos, e sim novos. O Brasil tem que aproveitar as novas tecnologias, senão vai ficar mais para trás ainda. O mundo está investindo muito. A Europa está falando em política industrial depois de décadas de neoliberalismo, quando era ‘proibido’ falar em reindustrialização”, diz Giorgio. “Os Estados Unidos estão colocando trilhões de dólares para chips e questões energéticas etc. A China também. Eu queria ver Lula falar disso.”

Um exemplo de reindustrialização são as cerca de 30 novas fábricas de semicondutores previstas para entrar em operação no mundo até o final de 2023. Duas, na Alemanha e na Ásia, devem começar a funcionar ainda em 2022, segundo disse Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, à revista Exame. O Brasil poderia investir US$ 2 bilhões para ter novas unidades de produção de semicondutores para a indústria automotiva, de acordo com ele.

Esforço de longo prazo

“Como o novo governo fará para uma reindustrialização nova, considerando que é um esforço de mais longo prazo? Não tenho dúvidas de que, se eleito, Lula vai avançar rapidamente no combate à fome. A dúvida é como vai fazer em relação à questão central, a reindustrialização. Todo o resto ou é emergencial ou é decorrente de um programa de reindustrialização”, acredita o professor da UFABC.

Para lideranças políticas, entrevistadores de Lula no JN deveriam apresentar questões sobre a reconstrução do país. É uma “oportunidade de discutir o que realmente importa, como reconstruir o Brasil, como tirar 33 milhões de pessoas da fome, gerar emprego e distribuição de renda”, diz, por exemplo, o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP). “O país tem urgência em se recuperar da tragédia que foi o governo Bolsonaro”, acrescenta o parlamentar, no Twitter.

Nessa direção, Guilherme Boulos (Psol), coordenador da campanha de Lula em São Paulo, sugere que a pauta deve ser combate à fome, investimento em saúde, educação e moradia. “E mostrar que estamos prontos pra reconstrução do país. Dia de mostrar o abismo que existe entre o miliciano e o novo presidente a partir de 1º de janeiro de 2023”, escreve.

O deputado federal Enio Verri (PT-PR) quer ver Lula falar no JN do trabalho realizado nos governos do PT. “Lula incluiu o povo pobre no orçamento, mostrando ao mundo um crescimento econômico lastreado na base da pirâmide social”, postou o parlamentar nas redes sociais.

Questões econômicas e pacificação

A campanha de Lula pretende, até onde for possível, se concentrar em questões econômicas, no Jornal Nacional. Ao mesmo tempo, é uma chance de mostrar ao país que Lula – com a experiência de dois mandatos e o respeito que adquiriu no mundo – pode se transformar no pacificador de um país que se tornou violento e socialmente injusto. A enorme audiência do Jornal Nacional pode ajudar a disseminar que essa possibilidade, com Lula, é real.

Durante a entrevista de Bolsonaro, na segunda-feira (22), a audiência do JN foi de 33 pontos em média. De acordo com estimativas a partir de informações da própria TV Globo, 43 milhões de pessoas foram alcançadas no período do programa com o atual presidente. Sem contar a repercussão posterior, em veículos de comunicação e redes sociais.

*Com RBA

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Operação sobre bolsonaristas é aposta de alto risco do ‘pacificador’ Alexandre de Moraes

Medida incomodou juristas, mas muitos optaram pelo silêncio para evitar desgastes com o magistrado ou mesmo para não municiar apoiadores do presidente.

Segundo Malu Gaspar, O Globo, o ministro Alexandre de Moraes começou a semana com tudo. Depois da histórica posse no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que reuniu todo o ecossistema político em apoio às urnas eletrônicas, ainda pôde assistir a Jair Bolsonaro baixar o tom nas declarações sobre a segurança das eleições no Jornal Nacional.

O presidente fez o que pôde para não entrar em nova polêmica — e ainda afirmou acreditar que Moraes “pacificaria” a situação. Pacificador é justamente o título com que o ministro espera ser reconhecido ao final do processo eleitoral. Segundo seus interlocutores, ele quer passar para a História como o homem que evitou o golpe de Estado.

Todos esperamos que ele consiga. Ao aprovar a operação de busca e apreensão que quebrou o sigilo bancário de oito empresários bolsonaristas, porém, Moraes assumiu um risco alto.

É evidente que os alvos desta semana, integrantes do grupo de WhatsApp “Empresários e Política” exposto pelo site Metrópoles, adorariam ver Bolsonaro e os militares darem um golpe caso ele perca a eleição.

Eles mesmo explicitam isso, quando dizem: “Prefiro golpe do que (sic) a volta do PT. Um milhão de vezes”. Ou que: “O golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo. [Em] 2019 teríamos ganhado outros 10 anos a mais”.

Qualquer golpismo é abominável, e toda iniciativa que vise a coibir uma ação golpista deve ser considerada. A nova Lei do Estado Democrático de Direito, que substituiu a antiga Lei de Segurança Nacional, classifica como crimes: ameaças, incitação ou ataque às instituições democráticas, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao sistema eleitoral e à separação entre os Poderes.

Foi o que fizeram Sara Winter, que estourou um rojão na direção do STF, ou o deputado Daniel Silveira, que publicou vídeos defendendo a volta do AI-5 e incitando a população a invadir a Suprema Corte e a agredir os ministros.

Não foi o que se viu, por enquanto, no zap dos bolsonaristas. O que chega mais perto de apoiar uma ação concreta, o dono da rede de surfwear Mormaii conhecido como Morongo, diz que “O 7 de setembro está sendo programado para unir o povo e o Exército e ao mesmo tempo deixar claro de que lado o Exército está. Estratégia top e o palco será o Rio.”

É por isso que a operação provocou incômodo entre juristas, muitos dos quais preferem ficar quietos para não arrumar encrenca com o magistrado mais poderoso do Brasil ou mesmo para não dar argumento aos bolsonaristas.

No entanto alguns insuspeitos se pronunciaram publicamente — como o professor da FGV Celso Vilardi, que defendeu réus da Lava-Jato e é um crítico do que se convencionou chamar de ativismo judicial, ou o professor da Faculdade de Direito da USP Rafael Mafei, que já assinou até um manifesto pelo impeachment de Bolsonaro.

Ambos subscreveram também a Carta pela Democracia e pelo Estado de Direito. E disseram, cada um à sua maneira, que é preciso mais que o conjunto já conhecido de mensagens para fundamentar a busca e apreensão e a quebra de sigilo desses bolsonaristas.

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Dono do Coco Bambu constrangia sócios a darem dinheiro para campanha de Bolsonaro

Por Luís Costa Pinto

O grupo de whatsapp no qual Afrânio Barreira Filho, o dono do Coco Bambu, administra seus negócios nas 64 unidades da rede de restaurantes (especializada em servir camarões de cativeiro nadando em piscinas de creme de leite com presunto e batatas-palha), vai se tornar um manancial de novos inquéritos para os investigadores que apreenderam o smartphone do cearense metido a chef do bolsonarismo.

Barreira Filho, que já preparou jantares com seu cardápio de mau gosto para Jair e Michêlle Bolsonaro no Palácio da Alvorada, é um dos bolsonaristas que se dizem “empresários” e agora são investigados pela Polícia Federal, pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público por atentarem contra a Democracia: articulavam e pediam, no Brasil, em caso de vitória do ex-presidente Lula, um golpe de Estado nos moldes do que vem ocorrendo há uma década e meia na Hungria de Viktor Orbán.

Mensagens do grupo de “gestão” Coco Bambu em mãos dos investigadores mostram que o dono dos restaurantes constrangeu seus 164 sócios nas 64 unidades da rede a financiarem a campanha de Bolsonaro doando de R$ 3 mil a R$ 5 mil para a reeleição do presidente da República. Barreira Filho detém ao menos 70% de todas as lojas. Os demais 30% são composições acionárias que ele faz com sócios-trabalhadores. Só há duas mulheres no grupo, pois é proverbial e histórica a misoginia do “empresário” cearense. Ele exigia o envio, para o grupo de whatsapp, de comprovantes da contribuição eleitoral sob pena de punir os sócios na distribuição de lucros futura. Está tudo lá, nas mãos dos policiais e procuradores liderados pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE.

Alguns parceiros de negócios de Afrânio Barreira Filho protestaram contra a contribuição compulsória que tinham de fazer à campanha de reeleição de Bolsonaro. O dono do Coco Bambu, muitas vezes, respondeu a tais mensagens com emojis de armas, figuras típicas do bolsonarismo iletrado. Depois das “arminhas”, que funcionam como marca registrada das patas bolsonaristas, ele registrava: seguia esperando o comprovante dos depósitos para a tesouraria do PL. A lei eleitoral permite que pessoas físicas contribuam para campanhas políticas até o limite de 10% da renda bruta anual (por CPF) declarada no Imposto de Renda de 2021.

Sócios tiveram de comprar vinho “Bolsonaro”

Além da contribuição compulsória para a reeleição de Bolsonaro que seus sócios minoritários tinham de fazer, Barreira Filho exigiu que todos eles comprassem lotes do vinho “Bolsonaro – Il Mito”, rótulo que ele mandar preparar em lote especial numa vinícola chilena em ainda 2019. Elaborado a partir da uva Carmenére, é um vinho fraco e aguado, mas, teria preço de cardápio estimado entre 110 e 130 reais. Porém, para ver os rótulos sobre as mesas de suas unidades, o dono do Coco Bambu determinou que eles poderiam ser vendidos até abaixo dos R$ 100, com prejuízo, a fim de expor o nome de seu “mito”. Também foram registradas reclamações dos sócios quanto a essa postura esdrúxula de quem se diz bom gestor. Os protestos novamente eram respondidos com os emojis ridículos de armas.

O modelo de negócio do Coco Bambu estabelece que Afrânio Barreira Filho recebe o retorno proporcional dos lucros das unidades a partir dos seus 70% de participação mínima. Apenas cinco das unidades não registram lucro. Os demais 30% são distribuídos por parceiros que atuam como funcionários, contudo ganham o status de “sócios”. Estes sócios são os que efetivamente trabalham nas lojas como gerentes, supervisores, maitres etc. Se houver divergências que levem a dissoluções dessas sociedades, os “sócios” não têm direito (por contrato) a sair levando nada além do capital societário com o qual entraram no negócio – mesmo que as unidades pelas quais estivessem responsáveis estejam se revelando altamente lucrativas. Agora, muitos desses sócios conversam entre si, em grupos paralelos, a fim de se protegerem contra as investigações desencadeadas em razão do bolsonarismo atávico de Afrânio Barreira Filho. Foram arrastados para o meio do inquérito da PF e do TSE à revelia de suas vontades e até de suas preferências políticas em razão do fanatismo do “empresário” cearense.

*Plataforma Brasília

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Contas de Luciano Hang no Instagram e no Facebook são suspensas após operação

“Onde está a democracia e a liberdade de expressão?”, questionou o empresário; PF fez buscas em 3 imóveis dele.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, relatou no Twitter que a sua conta no Instagram foi “derrubada” depois da operação da Polícia Federal. O órgão cumpriu mandados de buscas e apreensão em 3 imóveis do empresário, em Santa Catarina. A ordem judicial também estipulava o bloqueio de perfis dos empresário em redes sociais.

“Acabaram de derrubar meu Instagram. Onde está a democracia e a liberdade de pensamento e de expressão? Tenho certeza que este era o objetivo de toda essa narrativa: tentar me calar. Vivemos momentos sombrios, mas vamos vencer”, publicou Hang, que disse ter sido “tratado como um bandido” durante a operação.

Além de Hang, 7 empresários foram alvos de buscas. Eles são investigados por trocarem mensagens nas quais falam que um “golpe” seria melhor do que um novo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os empresários indicaram que preferem o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os mandados foram expedidos por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes.

Além dos mandados de busca e apreensão, Moraes também determinou: bloqueio de contas bancárias dos empresários;

bloqueio de perfis dos empresários nas redes sociais; e quebra de sigilo bancário.

Ao acessar o perfil de Hang no Instagram há a seguinte mensagem: “Perfil restrito. Este perfil não está disponível na sua região”. A página do empresário também foi suspensa no Facebook.

Na descrição da restrição no Instagram, a rede social informa que recebeu “uma solicitação legal” para restringir o conteúdo. “Nós o analisamos em relação às nossas políticas e realizamos uma avaliação

legal e de direitos humanos. Após a análise, restringimos o acesso ao conteúdo na localização em que ele vai contra a lei local. Você pode saber mais sobre restrições de conteúdo na nossa Transparency Center”, afirma.

Luciano Hang publicou um vídeo afirmando que tentaram calar sua voz. Segundo o empresário, sua conta tinha 5,2 milhões de seguidores. “Somos muitos, somos milhões. Juntos nossa voz vai mais longe. Não existe democracia sem liberdade”.

Assista:

*Com Poder360

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Paulo Guedes, o queridinho da Globo, foi quem intermediou para Bonner pegar leve com Bolsonaro

Paulo Guedes, que tem trânsito fácil na Globo por gozar de prestigio entre os Marinho, em função de sua agenda mega neoliberal que, certamente, atende aos interesses da Globo, foi o escapulário de Bolsonaro para que assuntos como Queiroz, Micheque, laranjas, fantasmas, peculato, formação de quadrilha do clã não fossem abordados por Bonner e Renata Vasconcelos.

Isso também explica, já para atenuar a tragédia econômica promovida por Paulo Guedes contra o povo, assuntos como hiperinflação dos alimentos, 60 milhões de trabalhadores vivendo de bicos e um número sem fim de brasileiros vivendo em situação de rua, a volta do Brasil ao mapa da fome, com 33 milhões na mais absoluta miséria.

Ou seja, a Globo, por interesses próprios, não quis tocar nesses assuntos para não melindrar o ministro da economia que rezou por sua cartilha, com reformas, manutenção dos preços da Petrobras dolarizados, com redução somente em função das eleições, que continuam rendendo rios de dinheiro aos acionista, e por aí vai.

O que pautou a entrevista batizada, não foi nada parecido com os interesses dos brasileiros, mas da oligarquia da qual os Marinho são parte.

A informação veio de um ex-colunista do Globo, hoje no Metrópoles, Guilherme Amado.

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