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Bolsonaro usa discurso de 7 de Setembro no RJ para inflar violência contra as esquerdas

A apoiadores, Bolsonaro chamou Lula de “quadrilheiro” e falou em “extirpar” principal adversário nas eleições da vida pública.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou o evento de 7 de Setembro na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em um grande comício pela sua reeleição e aumentou o tom nos ataques à esquerda.

Bolsonaro citou o ex-presidente Lula (PT) em suas falas, afirmando que o principal adversário nestas eleições é “corrupto” e “quadrilheiro”. O líder de extrema-direita afirmou que gente como Lula deve ser “extirpada” e que, com “esquerdistas”, não há diálogo possível.

“Esse tipo de gente tem que ser extirpada da vida pública. Eu peço a vocês que não tentem convencer um esquerdista. Façam o contrário, fale para ele convencer você a ser esquerdista. Veja os argumentos dele, o que eles têm a falar para vocês”, disse o presidente a apoiadores.

“(Os esquerdistas) são cabeças vazias, pessoas que não têm nada a acrescentar. E depois, se ele tentar te convencer, diga para ele onde ele está errado, porque eu sou o presidente da república de 215 milhões de brasileiros”, ressaltou.

“Não adianta a esquerda nos atacar, não estamos do lado da Venezuela, tampouco do lado da Nicarágua, que prende padre, expulsa freiras e fecha rádios e televisões católicas”, afirmou o presidente aos seus apoiadores.

Bolsonaro ainda fez alusão a um “outro lado, que assina cartinhas, não respeita a nossa Constituição”, atacando os movimentos em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito e os abaixo-assinados divulgados no mês de agosto pela USP, Fiesp e outras instituições.

Notícias falsas a dar e a vender

O discurso bolsonarista também foi recheado de fake news, como ao afirmar que o Brasil é “referência ao mundo todo”.

“Ordenaram lá trás com a política do fique em casa a economia a gente vê depois: atendemos 68 milhões de pessoas com o auxilio emergencial”, disse Bolsonaro, criticando a política adotada por prefeitos e governadores para combater a pandemia de covid-19.

“Nosso povo estava condenado a passar fome, atendemos aos mais humildes, aos mais necessitados”, disse o presidente do país que voltou ao Mapa da Fome durante seu mandato.

Mesmo assim, Bolsonaro continuou inflando seus feitos ao afirmar que o país terá uma inflação “menor do que a da Europa, do que até mesmo os Estados Unidos” e, ecoando o discurso do ministro Paulo Guedes, afirmou que os números brasileiros “invejam o mundo tudo”.

“Hoje vocês sabem que o Brasil está decolando, o Brasil está no rumo certo, o Brasil hoje além de referência é admirado por todos os países”, disse o presidente que raramente viajou ao exterior para reuniões bilaterais, pois praticamente nenhuma autoridade quis recebe-lo.

Bolsonaro também afirmou que foi o governo dele o responsável por “levar água aos nossos irmãos nordestinos por meio da transposição do rio São Francisco”, mesmo que boa parte das obras tenha sido executada durante os governos petistas.

Mesmo com todos os casos de uso de dinheiro vivo para a compra de imóveis por sua família e pelo sigilo de 100 anos em diversas informações federais, Bolsonaro afirmou que “nosso governo respeita a população – são três anos e meio sem corrupção”.

Ideologia de gênero e contra o aborto

O presidente também manteve o discurso duro pela tradição, como a ala mais radical de seus apoiadores defende.

“Nós fomos um governo e sabemos que nosso estado é laico, mas o seu presidente é cristão”, disse Bolsonaro. “Nós defendemos a vida desde a sua concepção, não existe no nosso governo a ideia de legalizar o aborto”.

Além de afirmar que não pretende sequer discutir a legalização das drogas, Bolsonaro afirmou que “o nosso governo respeita crianças em sala de aula, não admitimos levar avante a ideologia de gênero” e que “a escola é lugar do garoto buscar conhecimento, educação quem dá é o pai e a mãe”.

*Com GGN

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Alvo de operação da PF, Meyer Nigri recusa convite de Bolsonaro para o 7 de setembro

Empresário foi aconselhado a evitar exposição e desgaste com Supremo Tribunal Federal.

Segundo O Globo, o empresário Meyer Joseph Nigri, fundador da construtora Tecnisa, recusou o convite do presidente Jair Bolsonaro para participar da cerimônia de 7 de setembro em Brasília. O empreiteiro foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) sob a suspeita de compartilhar mensagens defendendo um golpe de Estado. A operação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em uma reportagem publicada pelo site Metrópoles.

Meyer foi um dos oito empresários investigados pela PF convidados por Bolsonaro para participar das comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil. Outro deles foi Luciano Hang, dono da varejista Havan — que permaneceu ao lado do presidente durante boa parte do evento e acompanhou de perto o discurso do mandatário em cima de um trio elétrico.

Sob pressão, Nigri foi aconselhado por pessoas próximas a recusar o convite para evitar exposição e desgaste com o ministro Alexandre de Moraes. A pessoas próximas, o em foi Luciano Hang, dono da varejista Havan — que permaneceu ao lado do presidente durante boa parte do evento e acompanhou de perto o discurso do mandatário em cima de um trio elétrico.

Nigri entrou na mira da PF após ter repassado uma mensagem que “defendia a contagem paralela de votos nas eleições por uma comissão externa”. O empresário, segundo os investigadores, criticou três ministros do STF os quais acusou de “aumentar a desconfiança de fraudes preparadas por ocasião das eleições”. Ao rebater as suspeitas, os advogados do empreiteiro alegaram que Nigri rechaça “qualquer envolvimento com associação criminosa ou práticas que visam à abdicação do estado democrático ou preconizam golpe de Estado” e reafirma a sua “crença na democracia e seu respeito incondicional aos Poderes constituídos da República”.

De acordo com um relatório produzido pelo juiz auxiliar de Moraes, Nigri teria “apagado alguns conteúdos das suas redes sociais”, o que reforçaria a necessidade de o empresário ser alvo de busca e apreensão para evitar a ocultação de “dados importantes para a continuidade das investigações”. A pessoas próximas, o empreiteiro disse que só tem um perfil no Instagram no qual não costuma postar.

A operação envolvendo empresários bolsonaristas tem sido criticada pelo presidente e seus aliados. Na terça-feira, o chefe do Poder Executivo classificou a ação de busca e apreensão como “covardia” e disse que os alvos da investigação são “pessoas honradas”.

— Eu convidei os oito empresários para estarem comigo amanhã, aqui no 7 de Setembro. Se não for possível, que vão no Rio de Janeiro. Convidei. São pessoas honradas. Duas têm contato comigo — disse o presidente durante a sabatina na Jovem Pan. Bolsonaro mantém uma relação próxima com Nigri e Hang.

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Opinião

Vídeo: E amanhã, 7 de Setembro, teremos um golpe ou uma arruaça comandada pelo Capitão baderna?

O que vai acontecer amanhã, é uma incógnita. Para uns causa calafrios imaginar a possibilidade de um golpe. Para outros, não passa de uma bagunça que pode sim provocar incidentes pela estupidez de Eduardo Bolsonaro convocar gente armada e antidemocrática.

Mas o paladar está em aberto, ninguém sabe qual será o tempero. Uma coisa é certa, no final das contas, Bolsonaro pagará eleitoralmente um preço amargo, principalmente se nada acontecer, o que é o mais provável.

Assista:

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Brasil

Lula em vídeo com Marieta Severo: “O verde e amarelo é de todos nós”

Em pronunciamento para o 7 de Setembro, Lula prega união entre os brasileiros e fala em ‘reconquista da Independência’.

Com um mote de união e alegria entre os brasileiros, a campanha do candidato à presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou o vídeo com o pronunciamento do ex-presidente para o bicentenário da Independência do Brasil, que ocorrerá neste 7 de setembro de 2022.

O vídeo narrado pela atriz Marieta Severo afirma que “a nossa bandeira é nossa pátria amada e não é de quem propaga ódio e quer armar o povo, nem de racistas, preconceituosos. O verde e amarelo pertence a todas as cores deste país.”

Na sequência, Lula mantém o tom de união entre os brasileiros e fala em ‘reconquista da independência’. “O 7 de setembro é para ser comemorado com alegria e união por todos os brasileiros. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Esse governo abandonou o povo e vem destruindo o país. Eles usam nossa bandeira para mentir, pregar o ódio e incentivar a venda de armas. Eles ameaçam a nossa soberania, e soberania é a defesa do nosso território e nossas riquezas. É respeito à democracia, é povo feliz com comida na mesa e oportunidades. Eu tenho fé que o Brasil vai reconquistar sua independência e voltar a ser respeitado no mundo”, declarou o ex-presidente.

O vídeo também conta com participação do vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), que já foi um grande adversário político do petista e hoje exalta a união em prol da democracia. “Viva o 7 de setembro, viva nossa independência. Porém, vivemos um momento grave, nossa democracia e nossa soberania estão sob ameaça. E se é isso que está em jogo, precisamos nos unir, acima das diferenças. Do nosso lado tem lugar para todos os democratas, os verdadeiros patriotas desse país. Vamos juntos, eu, você e o Lula, verás que o filho teu não foge à luta. Que o próximo 7 de setembro seja num Brasil de esperança”, disse Alckmin.

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Em ato do 7 de setembro, PMs falam em “revolta devastadora” e “cacete, bala e bomba nesses esquerdas”

Policiais militares se organizam para comparecer às manifestações convocadas por Bolsonaro: “até morte vai ter, pode esperar”.

Policiais Militares de São Paulo e do Rio de Janeiro organizam-se para comparecer aos atos pró-Bolsonaro em 7 de Setembro, com mensagens de “luta pela liberdade e democracia” e também com ameaças contra a esquerda e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Grupos de WhatsApp e Telegram monitorados pelo Poder360 mostram que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que fazem parte das forças de segurança estaduais não têm uma pauta fechada para as manifestações. Enquanto uma parte fala em se vestir com as cores da bandeira nacional e manifestar-se pela democracia, outra parte ameaça “cacete, bala e bomba nesses esquerdas”….

Em um dos grupos, “Legião de Idealistas”, um dos usuários diz que o ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes está “apelando”. Fala sobre a decisão que proibiu peças publicitárias do Ministério do Turismo que citavam o governo federal sobre os 200 anos da Independência. “Setembro até morte vai ter, pode esperar”, escreveu o usuário em mensagem de 29 de agosto.

Outro apoiador, no grupo “Linha de Frente Rio”, diz acreditar que Bolsonaro “vai acabar com o Supremo” e, para isso, o presidente precisa do apoio dos policiais militares nas ruas. O ato no Rio de Janeiro se concentrará na orla da Praia de Copacabana, na Avenida Atlântica. “Esse para mim é o ponto fundamental, o STF é o câncer que corrói o Brasil”, finaliza.

Uma mensagem em tom alarmista foi compartilhada no grupo “Mike” por 6 vezes na última semana —o grupo tinha 230 usuários até 5 de setembro. O texto cita uma notícia falsa de que os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luis Roberto Barroso estariam trabalhando para impugnar a candidatura de Bolsonaro e Braga Netto, candidato a vice na chapa do atual chefe do Executivo. Fala em “revolta popular devastadora”.

Leia a íntegra:

“BOMBA EM BRASÍLIA: O TRIO QUER IMPUGNAR A CHAPA DE BOLSONARO.

Numa pesquisa INTERNA, NÃO FALSA, o PT descobriu que Lula SÓ TEM 17% dos votos e que BOLSONARO GANHA no primeiro turno COM 62% dos votos. ROUBAR na apuração está DIFÍCIL, porque as FFAA ESTÃO em cima. Só RESTA dois caminhos pra BANDIDAGEM:

MATAR Bolsonaro ou IMPUGNAR a chapa. “Matar Bolsonaro (que tem apoio popular inquestionável) OCASIONARIA uma revolta popular com CONSEQUÊNCIAS imprevisíveis.

“PARECE só restar IMPEDIR Bolsonaro concorrer. “Se a bandidagem CHEGAR a tanto, a REVOLTA POPULAR será DEVASTADORA para o STF e Congresso.

NINGUÉM VAI segurar. “O TRIO (pressionado por Lula, Zé Dirceu e PCC) não tem limites. Os próximos dias SERÃO TENEBROSOS. “O DESESPERO da esquerdalha é total. “Eles SABEM que NAS URNAS eles serão FRAGOROSAMENTE derrotados. “Mas Bolsonaro não pode se reeleger, na VISÃO DELES. “Será o FIM do BLOCO COMUNISTA da América LATINA …

“POVO NAS RUAS DIA 7 DE SETEMBRO EM MASSA !!! “Será a NOSSA decisão de NÃO sermos a próxima Argentina, Venezuela, Cuba, etc … “O FUTURO dos nossos filhos e famílias ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS !!!”…

O grupo “ROTA ETERNA 3.0”, que reúne veteranos do batalhão de elite de São Paulo, tem mensagens dissonantes. Alguns oficiais falam em levar familiares e crianças para o ato. A ideia é mostrar “união e valores patrióticos, honra, justiça, democracia e progresso do Brasil”.

O Poder360 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro. O órgão informou que não há uma orientação formal de conduta para policiais da ativa em manifestações. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que os PMs podem se manifestar, desde que estejam de folga, mas são proibidos de utilizar as fardas. Nos atos de 7 de Setembro de 2021, policiais paulistas usaram as boinas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na manifestação da Avenida Paulista.

*Com Poder360

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7 de Setembro: militantes fichados pela PF por atos extremistas preparam protestos; veja quem são

O grupo de radicais incentiva a presença nas ruas no feriado e fala em mortes entre “inimigos do Brasil”, “expulsar demônios” e fim dos “discursos moderados” contra a “tirania”

Estadão – Pelo menos 25 militantes e canais fichados na polícia por ações extremistas e notícias falsas estão na linha de frente da mobilização para o 7 de Setembro. Eles reúnem um total de 30 milhões de seguidores. O grupo de radicais incentiva a presença nas ruas no feriado e fala em mortes entre “inimigos do Brasil”, “expulsar demônios” e fim dos “discursos moderados” contra a “tirania”.

Há um mês o Estadão monitora os influenciadores radicais, que argumentam usar apenas “figuras de linguagem” em sua atuação nas redes. Mas eles têm um histórico de ações reais de violência política, como a invasão ao plenário da Câmara, em 2016, além de citações nos inquéritos dos Atos Antidemocráticos e das Fake News, de 2020, e o da desmonetização de canais que faturavam com mentiras, de 2021.

Atualmente, o grupo se articula em torno do discurso de ataque do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF), em especial ao ministro Alexandre de Moraes.

Sem impedimentos legais, esses influenciadores estão a postos a aumentar, a todo instante, o tom dos discursos de Bolsonaro – alguns têm experiência no planejamento de ações reais de radicalismo. O ato partidário promovido pelo presidente está previsto para cidades como Brasília, Rio e São Paulo.

Candidata a deputada federal pelo PTB de Santa Catarina, Dileta Corrêa da Silva organiza a manifestação em Balneário Camboriú. Há seis anos, ela e outros 56 militantes formavam o movimento que quebrou a porta de vidro do plenário da Câmara e invadiu o local para defender a intervenção militar. “Faria tudo novamente e faria até melhor, chamaria mais pessoas, colocaria mais pessoas no plenário”, afirmou Dileta ao Estadão.

Após a invasão, ela foi proibida de entrar na Casa e teve de ir ao STF para restaurar o direito de entrar no local. Os advogados da candidata defendem a invasão, alegando que o ato foi “o mais espetacular” dos quais ela participou. E convenceram o ministro Edson Fachin que decidiu a favor dela, contrariando a opinião do Ministério Público Federal.

Não foi a primeira ação envolvendo a militante radical. Em 2017, Dileta foi decisiva nas redes sociais para propagar o motim da Polícia Militar do Espírito Santo, apoiada por Bolsonaro. Quanto ao seu comportamento no dia 7, ela diz que não fará nem mesmo discurso.

O grupo de radicais incentiva a presença nas ruas no feriado e fala em mortes entre “inimigos do Brasil”, “expulsar demônios” e fim dos “discursos moderados” contra a “tirania”

Está na hora de Bolsonaro reagir. Ele está jogando limpo com homens sujos. Tem que bater da medalhinha para cima, ou perderá a confiança do povo. pic.twitter.com/8mujGkhnzZ
— BOB JEFF 14 (@Cristia64583054) September 5, 2022

Candidato à presidência da República, mas com registro cassado pelo TSE, o ex-deputado Roberto Jefferson, que está em prisão domiciliar, divulgou um vídeo cobrando do presidente Jair Bolsonaro uma reação dura contra o ministro Alexandre de Moraes para garantir que as pessoas se manifestem. Ele classificou o magistrado como o chefe da “milícia judicial” e disse que o presidente deveria mandar prender os atiradores de elite escalados para a segurança do ato em Brasília.

“É o Xandão que vai estabelecer o que o povo pode fazer em 7 de Setembro? Ano passado foi um fracasso, você fez um discursinho meia boca com medo de não sei o quê e agora você vai deixar eles mijarem em você? Poste não mija em cachorro, Bolsonaro. Reaje, Bolsonaro, ou acabou. Ou pede o boné e acabou.”

Sem discurso moderado

Foragido da Justiça brasileira, o blogueiro Allan dos Santos estimulou, em um e-mail a seus seguidores, mais ação. “Não dá mais para usar o ‘discurso moderado’ como ferramenta contra a tirania”, escreveu. “Por isso, 7 de setembro será um dia tão importante. Além de ser o bicentenário da Independência do Brasil, será, também, o dia em que vamos mostrar que nada pode ser maior que a força popular”. Questionado, por e-mail, ele não respondeu.

Entre os influenciadores que tiveram o faturamento de canais barrados pela Justiça Eleitoral está Camila Abdo. Ela mantém uma série de contas nas redes sociais de apoio a Bolsonaro e críticas a ministros do STF. Na última quinta-feira, 1º, promoveu uma live no YouTube com o comentarista José Carlos Bernardi, que foi demitido da rádio Jovem Pan após sugerir ‘matar um monte de judeus’ para o Brasil enriquecer – ele agora é candidato a deputado estadual em São Paulo pelo partido do presidente.

Na transmissão, Bernardi citou um trecho da Bíblia que narra uma guerra e afirmou que a manifestação da próxima quarta-feira, será um “marco de libertação”. “Esse reboliço acontecerá agora no 7 de Setembro entre os inimigos do Brasil, eles mesmo vão se matar”. Em seguida, os dois afirmaram que a declaração se tratava de uma figura de linguagem. “Só para deixar claro, figura de linguagem é tipo assim: ‘entendeu, Supremo?’ Ah, como se fosse. Ele não está incitando morte de ninguém, tá bom? É como se fosse, um exemplo”, disse Camila.

“Chegou a hora de expulsarmos estes demônios”

Blogueiro punido pelo TSE com a perda de receita por vídeos de notícias falsas, em 2021, Emerson Teixeira de Andrade se apresenta nas redes sociais como “Professor Opressor”. Os vídeos dele fazem paródias a Alexandre de Moraes. No mesmo dia em que Bolsonaro chamou o magistrado de vagabundo, ele postou uma convocação no Twitter: “Vagabundos vão comendo pela beirada e acabando com a sua liberdade aos poucos. Você vai permitir isso ou vai para as ruas dia 7 de setembro?”, publicou, seguido de uma imagem com a mensagem: “Chegou a hora de expulsarmos estes demônios”.

“Me perguntaram se eu tinha coragem de tomar o Congresso”

O Estadão identificou 14 manifestantes que participaram da invasão à Câmara para pedir intervenção militar, por meio de vídeos da época, entrevistas e redes sociais. Seis anos depois, lideranças do grupo estão firmes na defesa de Bolsonaro. Além de Dileta, outros dois lançaram candidaturas à Câmara e a Assembleias Legislativas. Era 16 de novembro de 2016. O plenário estava praticamente vazio. O deputado Capitão Augusto (PL-SP) direcionava uma mensagem a eleitores de Ourinhos, no interior de São Paulo, quando foi interrompido pelo grupo que atropelou a segurança e entrou aos gritos no espaço restrito aos parlamentares e assessores. Um servidor que cruzou o caminho dos invasores foi derrubado com uma rasteira. A invasão forçou o fim da sessão.

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Opinião

Vídeo: O 7 de setembro mais macabro da história

No 7 de setembro mais macabro da história, bolsonaristas vão às ruas comemorar os quase 700 mil brasileiros mortos por covid, a hiperinflação dos alimentos, os 33 milhões passando fome, recorde de juros no crédito e os 107 imóveis do clã, sendo 61 deles comprados com dinheiro vivo.

Assista:

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STF tem plano de resgate para ataque a ministros no 7 de Setembro

Staff de segurança do tribunal preparou medidas para vários cenários de crise.

Segundo o Metrópoles, a segurança do Supremo Tribunal Federal desenhou vários cenários para as esperadas manifestações bolsonaristas no feriado de 7 de Setembro.

Embora considere que neste ano os protestos serão menos inflamados que os do ano passado, quando militantes tentaram avançar com caminhões para a Praça dos Três Poderes, o esquema de proteção dos edifícios da Corte e de seus ministros foi planejado levando em conta diferentes situações — incluindo as piores.

O cenário mais grave considera a hipótese de tentativas de ataque a ministros. E, justamente aí, a equipe de segurança deixou preparado um plano de ação para resgatá-los, onde quer que estejam, e levá-los até um lugar seguro.

O plano é similar ao de 2021, em que houve previsão de resgate por meio de helicópteros, como revelou o colunista Guilherme Amado, aqui no Metrópoles.

Os onze integrantes da Corte terão à disposição um grupo de agentes de segurança treinados para adotar, em caso de crise, os protocolos necessários de acordo com cada cenário.

Para não facilitar eventuais ações de radicais, o tribunal orientou os ministros a não informarem onde passarão o feriado.

O único que sinalizou onde estará foi o presidente da Corte, Luiz Fux. Ele deverá ficar em Brasília, justamente para monitorar as manifestações — e para reagir institucionalmente em caso de necessidade.

Convidado pelo Palácio do Planalto a participar do desfile oficial da Independência, na Esplanada dos Ministérios, Fux ainda não respondeu se comparecerá. Ele pretende decidir em cima da hora se irá.

Embora o STF aposte que neste ano os protestos sejam, digamos, mais suaves que os de 2021, a expectativa é de que a Esplanada esteja lotada. Uma indicação disso é a previsão de ocupação de 100% da rede hoteleira de Brasília.

Para impedir que veículos furem os bloqueios, como aconteceu no ano passado, o Eixo Monumental, a via que leva à Praça dos Três Poderes, terá blocos de concreto e as forças de segurança usarão caminhões como barreira. Em torno da sede do Supremo o voo de drones estará proibido.

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Vídeo: Cássia Kiss convoca para 7 de Setembro em nome de grupo da ultradireita católica

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a atriz Cássia Kiss convoca religiosos para uma vigília em 7 de setembro, feriado de 200 anos da Independência e mesmo dia em que acontecem atos golpistas organizados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). No vídeo ela começa citando diversos católicos, como os colonialistas padre Antônio Vieira e José de Anchieta, e até mesmo a princesa Isabel.

“No próximo dia 07 de setembro, desejo convida-lo a fazer uma vigilia comigo a partir das 4h da manhã no canal do Centro Dom Bosco”, diz ela, que roga ao final para os céus iluminarem o caminho do Brasil, associando indiretamente o chamado às manifestações bolsonaristas.

Assista ao vídeo:

Já neste sábado (27), o presidente reforçou durante ato em Vitória da Conquista (BA), o convite para a manifestação de 7 de Setembro. E afirmou que estará presente em atos em Brasília e Rio de Janeiro às 9h e às 15H

“No próximo dia 7, todos nas ruas. Todos de verde e amarelo. Vamos mostrar ao mundo que estamos unidos no mesmo ideal”, afirmou ele.

“Somos um só povo, um só país, uma só raça querendo cada vez mais ocupar o seu lugar, que ele merece, em todo mundo. Não tem satisfação maior do que servir à sua pátria”, continuou. “Hoje temos um presidente da Republica em que seu Estado pode ser laico, mas ele acredita em Deus, ele respeita os seus militares. ele defende a família brasileira e deve lealdade ao seu povo”, completou.

*Com DCM

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Aliados temem que 7 de Setembro golpista reforce rejeição de Bolsonaro

Avaliação é que campanha pode não ter tempo de reagir a ataques às instituições no feriado.

Segundo a Folha, a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) transformar as festividades do 7 de Setembro em novos atos golpistas é vista com preocupação por aliados, que temem que novos ataques às urnas eletrônicas consolidem a rejeição ao mandatário e desencadeiem uma nova reação de setores econômicos.

E provavelmente, é isso que vai acontecer. (opinião)

A apreensão se ampliou após Bolsonaro anunciar que irá ao Rio de Janeiro no feriado da Independência e que o desfile militar, que ocorre tradicionalmente pela manhã na avenida Presidente Vargas, neste ano poderia ser à tarde na avenida Atlântica, na orla de Copacabana —local em que geralmente ocorrem manifestações favoráveis ao presidente.

“Sei que vocês [paulistas] queriam [que o ato fosse] aqui [em SP]. Queremos inovar no Rio. Pela primeira vez, as nossa Forças Armadas e a as forças auxiliares estarão desfilando na praia de Copacabana”, anunciou Bolsonaro, durante a convenção que lançou o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) candidato ao governo de São Paulo.

Mas, em edital publicado no Diário Oficial do Município de quinta-feira (4), a Prefeitura do Rio contrariou os planos do presidente e manteve o desfile na região central.

No sábado (6), Bolsonaro reafirmou que participaria do ato em Copacabana no 7 de Setembro, mas, dessa vez, não citou a participação das Forças Armadas.

“Estarei 10h em Brasília, num grande desfile militar, e às 16h em Copacabana, no Rio de Janeiro. Mas estarei ligado aqui. Terei uma satisfação muito grande caso tenha oportunidade de falar num telão com vocês que participarão desse movimento”, afirmou a apoiadores em discurso após participar de motociata no Recife.

A avaliação entre aliados do mandatário é que usar o Bicentenário da Independência para tentar repetir os ataques contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e para espalhar teorias da conspiração sobre o sistema eletrônico de votação pode ser um novo tiro no pé.

Eles citam como exemplo a reunião realizada com embaixadores no Palácio da Alvorada, em 18 de julho, que inaugurou uma sucessão de notícias ruins para o Planalto: manifestações contrárias da cúpula do Judiciário, de servidores de diversos órgãos do governo e até mesmo de governos estrangeiros.

Além do mais, foi em resposta ao que Bolsonaro disse aos embaixadores, afirmam aliados do presidente, que importante parcela do empresariado e da sociedade civil aderiu à carta em defesa do Estado de Direito, organizada pela Faculdade de Direito da USP e que já tem mais de 760 mil assinaturas.

Entre os signatários estão os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, copresidentes do conselho de administração do Itaú Unibanco, e Candido Bracher, ex-presidente da instituição financeira e hoje também integrante de seu conselho.

O grupo também organizou um ato no próximo dia 11 para lançar o manifesto na USP.

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