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PGR pede suspensão de acareação sobre Banco Master, mas Toffoli mantém audiência

Gonet pediu a suspensão da audiência com o argumento de que seria prematuro realizar a acareação neste momento

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter uma acareação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) para 30 de dezembro, às 14h. Toffoli negou um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para suspender por tempo indeterminado a audiência.

Gonet pediu a suspensão da audiência com o argumento de que seria prematuro realizar a acareação nesse momento e que ainda não haveria contradições a serem esclarecidas neste momento. Ao negar o pedido, Toffoli afirmou que já existem informações divergentes nos autos do inquérito.

Na audiência, Vorcaro, Aquino e Costa terão que dar esclarecimentos sobre o processo de venda do Master para o BRB e sua rejeição pelo BC. A decisão de Toffoli em marcar a acareação foi feita sem um pedido anterior de investigadores, como a Polícia Federal.

A acareação teria o objetivo de esclarecer eventuais divergências entre os três núcleos da operação: Vorcaro, que perseguia a venda do Master; a cúpula do BRB, que estava prestes a confirmar uma operação sob suspeita; e o BC, que tinha o papel de verificar a integridade do negócio. Toffoli quer esclarecer em que momento foram descobertas as suspeitas de fraude, quem tomou conhecimento delas e quais providências foram tomadas ou deixaram de ser tomadas.

Um dos focos do processo será avaliar a atuação da cúpula do BRB diante dos indícios de fraudes que foram levantados ao longo da negociação, incluindo alertas emitidos pelo próprio Banco Central. Outra frente será identificar as medidas tomadas pelo BC na fiscalização do mercado de títulos bancários e estabelecer eventuais responsáveis por falhas.

Assim que a acareação terminar, no dia 30, Toffoli pode determinar novas medidas.

No último dia 15, o ministro do STF determinou a realização, em até 30 dias, de oitivas de investigados e de dirigentes do BC para a retomada do caso Master. As diligências e medidas relacionadas à investigação contra Vorcaro e o banco privado são avaliadas por Toffoli desde 3 de dezembro. Um dia antes, o ministro impôs sigilo elevado a um pedido apresentado pela defesa do banqueiro, feito no fim de novembro, para levar as investigações sobre o empresário ao tribunal.

Master e BRB
O Conselho de Administração do BRB aprovou a compra de 58% do Master em março deste ano, mas a operação acabou barrada pelo Banco Central em setembro. Segundo a PF, antes da operação, o Master teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB. O repasse das carteiras acendeu o alerta no Banco Central.

master

Segundo as investigações da PF e do MPF, antes da formalização do negócio, o Master teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB. O Banco Central decretou no dia 18 de novembro a liquidação do Banco Master. Na noite anterior, a Polícia Federal prendeu seu controlador, Daniel Vorcaro, quando ele se preparava para embarcar num voo para o exterior.

O banqueiro deixou o centro de detenção em Guarulhos no dia 29 de novembro, quando a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), concedeu liminar em habeas corpus determinando sua soltura. Desde então, ele segue monitorado com o uso de tornozeleira eletrônica.

*ICL


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Jurista pede cuidado com fontes sigilosas sobre Banco Master e lembra que Moraes tem muitos inimigos

A acusação de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria atuado sobre o Banco Central em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, noticiada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, deve ser vista com cautela, na avaliação do jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Ciências Histórico-Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

“O caso do ministro Alexandre tem de ser visto com calma. Sem condenações a priori. Esse lance de fontes sigilosas que causam notícias que destroem e vendem muito já vivi, em geral há imensa fraude do real. Vamos com calma, o ministro é muito alvo. É um ministro do Supremo que enfrentou muito por conta da defesa da democracia. Moderação é o que temos de seguir por hora”, escreveu em publicação na rede social X, nesta terça-feira (23).

Segundo a colunista Malu Gaspar, Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para conversar sobre um negócio bilionário envolvendo o Banco Master em quatro oportunidades. Seis pessoas diferentes teriam tomado conhecimento dos diálogos pelo próprio presidente do BC e por outros integrantes da instituição.

Em off, Galípolo negou que tenha tratado de algo relativo ao Banco Master com o ministro. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (23), Moraes afirma que encontrou o presidente do BC para tratar das sanções que sofrera, em virtude da aplicação da Lei Magnitsky contra ele e sua esposa, Viviane Barci Moraes, pelo governo de Donald Trump. A medida foi aplicada em 30 de julho e revogada este mês.

Além de Galípolo, Moraes diz ter se encontrado com a presidenta do Banco do Brasil, o presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú, os presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Bradesco e Itaú.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, diz a nota.

Depois da divulgação de Moraes, o Banco Central também emitiu nota confirmando que “manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”.

É bom ficar de olho!

*BdF


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O caso Moraes-Master é ofensiva contra o STF com a turma da Lava Jato e tem cheiro de 2013

A história ensina, mas não tem alunos, dizia Gramsci. Não estamos entrando em 2026, mas em 2013. Os personagens são os mesmos: Malu Gaspar, Merval Pereira, Fernando Gabeira, o grupo Globo, enfim. Atrás deles, o cordão do golpe na Folha, Estadão etc.

Merval confessou diversas vezes seu inconformismo com a “mudança de entendimento” do STF sobre a prisão de Lula. O porta-voz da Globo pediu na segunda (22) o impeachment de Alexandre de Moraes por causa de uma matéria da colega Malu a respeito de supostas conversas do ministro com Galípolo a respeito do Banco Master. O escritório da mulher de Moraes advoga para a empresa de Vorcaro.

Um dia depois, foi secundado por Joel Pinheiro da Fonseca, da Folha, também falando em impeachment (aquele que defende que pobres vendam seus órgãos para ganhar uns trocados).

No fim desse túnel está a libertação de Bolsonaro e, nos sonhos molhados da turma, a queda de Lula. Um quarto mandato para o Barba é demais. Precisamos de uma terceira via. Ainda que alimentemos o bolsonarismo.

O ministro Alexandre de Moraes, sem dúvida, precisa se explicar sobre a relação do escritório de sua mulher com o Banco Master, pode não ser ético, mas não é ilegal. Ele publicou uma nota dizendo que, “em virtude da aplicação da Lei Magnistiky, recebeu para reuniões o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o Presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da Febraban, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú”.

“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, continuou.

Que se apure. O que está em jogo, porém, não é o fato específico. O que realmente está acontecendo é uma ofensiva contra o STF. O mau cheiro engloba a histeria coletiva — inclusive de parte de “setores progressistas” — em torno de um “acordão” do Congresso, do Executivo e do Supremo para aprovar o PL da Dosimetria. Tudo, novamente, baseado em especulação, em fontes em off e na eventual criminalização da política.

“Acordão”, “mensalão”, “petrolão”… pronto. Receita de sucesso para se ressuscitar aquele udenismo maroto, aquela cantilena “contra a corrupção” que faz a festa de gente como o senador Alessandro Vieira e os órfãos da Lava Jato. A Lava Jato independe de Moro e Dallagnol, queimados, porque é um estado de espírito. Vieira, amigo de Moro que pediu a cabeça de Moraes em 2019, é o redentor.

Alessandro Vieira já avisou que está coletando assinaturas para uma CPI contra Moraes. Damares embarcou correndo. O trem não vai parar em Moraes, assim como o golpe não ficou no impedimento do Dilma.

A última estação é o Palácio do Planalto. Ça vas sans dire.

O conluio da República de Curitiba com a mídia quase destruiu um país. Em nome de limpar o Brasil, canalhas foram às ruas gritando que “o gigante acordou” (ah, essas palavras de ordens incrivelmente piegas e imbecis). Barroso, Fachin e Fux (in Fux we trust) eram os paladinos da moral. Não por acaso, Fachin é o homem que vai higienizar o Supremo com seu código de conduta, tema permanente dos colunistas preocupados com os rumos do país.

Os nomes se repetem, as cascatas também. No “18 Brumário”, de Marx, o golpista era Luís Bonaparte, sobrinho do Corso. “A história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa”, escreveu ele. Sim, eu sei que é manjado.

*Kiko Nogueira/DCM


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No Brasil, todos os caminhos do crime organizado levam ao clã Bolsonaro

Tem de tudo na marafunda criminosa que envolve políticos do Centrão, sobretudo do PL, e as maiores facções criminosas do Brasil, que parece estar mesmo tudo dominado, principalmente quando se faz uma retrospectiva, e não precisa de tanta inteligência, para concluir que gatos e lebres caminham juntos, de mãos dadas e inspiram uma geração jovem a misturar crime organizado, sistema fianceiro e sistema político de direita no Brasil.

Lógico, ninguém quer responder pela infiltração do crime no sistema político brasileiro, muito menos no universo financeiro, religioso, que mergulhou de cabeça na disputa política.

Toda essa marafunda se deu justamente a partir do governo Bolsonaro e se aliou ao crime organizado, a banqueiros, como o dono do Banco Master, e politicos patrocinados pela fina flor das facções.

Claro, nesse caldeirão pode-se colocar a família inteira do sacripanta que ocupou a cdeira da Presidência da República e 2019 a 2022, ele e sua família de delinquentes.

Não há um só caso envolvendo o crime organizado dentro da arena política que não tenha qualquer ligação com o clã do Vivendas da Barra. Pode puxar um a um  da fieira de contatos e relações políticas, sobretudo nas sombras do poder, para dar de cara com alguém da família Bolsonaro

Tudo isso será revelado e, pelo andar da carruagem, a Polícia Federal, que conta com o apoio do Ministério Público e da Rececita Federal, estã chegando rapidamente aos criminosos do poder constituído, que se associaram ao crime organizado, dentro e fora das instituições públicas, descobrindo não só crimes, mas também planos para alçar, de forma mais lucrativa, degraus de uma hierarquia, que soma poderes para sequestrar o país.

Podem aguardar, há muito o que ser revelado e que assombrará, e muito, os brasileiros, pelo nível de promiscuidade, desleixo com a coisa pública e um número sem fim de crimes praticados pela central do sindicato do crime.


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Vorcaro, do Banco Master, deixou a prisão com a bíblia na mão

Nisso, não há nada de extraordinário em um país em que Kelmon, carnavalescamente, fantasia-se de padre, e Malafaia, aos berros histéricos, diz ser o representante de eus na terra.

Além de Vorcaro deixar a prisão com a bíblia na mão, outros quatro executivos do Banco Master, também foram soltos.

Como se sabe, Vorcaro, dono do Banco Master, é investigado por fraude financeira pela operação Compliance Zero e, por isso, foi trancafiado no Centro de Detenção Provisória, em Guarulhos, mas acabou por não esquentar o banco, pois já estava na rua poucos dias após sua estrondosa prisão.

Isso remete imediatamente a uma pergunta, Vorcaro seria solto se não fosse banqueiro amigo de Claudio Castro, Bolsonaro e Tarcísio para os quais doou milionários aportes para suas campanhas, se fosse preto e favelado e morasse no Complexo do Alemão ou da Penha?

Os fatos respondem por si. Afinão, estamos falando de Brasil, onde barões do café, que impuseram aos negros uma feroz escravidão, diziam-se religiosos e faziam generosas doações às igrejas católicas.

Ou seja, nada de novo no front.

Vorcaro apenas cumpriu uma agenda secular nesse país. Não se assistiu há pouco os barões da mídia em peso apoiarem o genocídio na Palestina, tranformada num inferno por quem se arroga filho escolhido por Deus, como ocorre em Israel.

O uso das religiões, de Cristo, de Deus, inclusive para atacar outras religiões, não são patentes nas antigas e atuais “civilizações”?

Então, não ha espanto ao ver um vigarista como Vorcare sair da prisão de boné, chinelo e bíblia na mão Afinal, essa é a mais antiga forma de ostentação.

O banqueiro, que leva uma rotina de rei babilônico,  com esse jeito folgazão, não arrancou dos cofres vultuosos montantes financeiros.

Na verdade, o governo Claudio Castro fez uma série de negócios com o Banco Master e admite ter tomado calote bilionário de Daniel Vorcaro.

Nessa salada de interesses, o mesmo Claudio Castro, que promoveu a maior chacina da história do Brasil, com a morte de 121 jovens, sendo 17 sem passagem pela polícia, no Alemão e Penha, além de 5 policiais mortos, é parceiro, par e passo, do banqueiro bandido que tem a cara dura de sair da prisão com tornozeleira na perna e bíblia na mão.


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As conexões de Tarcísio, governador de SP, com o escândalo bilionário do Banco Master

Doações milionárias e movimentação de recursos da Emae expõem o bolsonarista

Não é à toa que Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem bom trânsito com o pessoal da Faria Lima. Ele, na verdade, tem conexões profundas com o berço do mercado financeiro do Brasil. Aos poucos, vai se desvelando a teia que relaciona o governador bolsonarista de São Paulo ao maior escândalo do país envolvendo um banco — neste caso, o Banco Master.

Na campanha eleitoral, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que foi preso pela Polícia Federal durante investigação da fraude bilionária. Também Jair Bolsonaro recebeu doação do empresário: R$ 3 milhões.

Zettel não se limita à doação política: ele é operador financeiro ligado a fundos e empresas do conglomerado Master, como a Moriah Asset e a Super Empreendimentos, um vínculo direto entre o governador e a cúpula do banco investigado.

Tarcísio, privatização da Emae e aplicações financeiras
No segundo ano de governo, Tarcísio promoveu a privatização da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), vendida ao Fundo Phoenix FIP por R$ 1,04 bilhão.

Após a privatização, a estatal aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, banco ligado ao conglomerado do Banco Master, representando 5,88% do ativo consolidado da Emae.

A operação expõe um interesse indireto de recursos privatizados justamente no banco do cunhado de um grande doador da campanha, criando uma situação delicada para a reputação do governo.

A prisão de Daniel Vorcaro e ex-CEOs do banco, na Operação Compliance Zero, revelou movimentações suspeitas que podem chegar a R$ 12,5 bilhões envolvendo fundos, CDBs e outros produtos financeiros do conglomerado.

Fundos como Hans 95, Astralo 95 e Murren 41 aplicaram juntos cerca de R$ 849 milhões no Master, enquanto instituições como BRB e o fundo de pensão Rioprevidência aparecem envolvidos em operações irregulares.

Consequências políticas e reputacionais
O caso coloca Tarcísio sob intensa pressão. O governador, que construiu parte de sua imagem pública em torno de privatizações estratégicas e do discurso de uma pretensa eficiência administrativa, agora enfrenta questionamentos sobre sua proximidade com doadores ligados a um banco em colapso e sobre a condução da privatização da Emae.

Embora a Emae afirme que os CDBs aplicados não impactam suas operações, a associação entre doações, laços familiares e movimentações financeiras do conglomerado gera risco político e abre espaço para investigações e críticas de opositores.

A teia que conecta Tarcísio ao Banco Master revela um circuito de relações financeiras e políticas complexas, envolvendo doações milionárias, privatizações estratégicas e fundos suspeitos de fraude.

À medida que a Polícia Federal avança nas investigações, a reputação do governador como gestor eficiente é testada, e a situação levanta questões sobre transparência, governança e a influência do setor financeiro nas decisões públicas.

Resumo das conexões de Tarcísio
1. Doações de campanha: Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), foi o maior doador individual da campanha de Tarcísio ao governo de São Paulo, contribuindo com R$ 2 milhões. Zettel também é pastor da igreja Bola de Neve e operador financeiro ligado a diversos fundos e empresas, incluindo investimentos no setor imobiliário. Zettel é casado com Natalia Vorcaro Zettel, irmã de Daniel Vorcaro, e esteve à frente de empresas e fundos ligados ao conglomerado do Banco Master, como a Moriah Asset e a Super Empreendimentos. Há suspeitas de participação de Zettel em operações financeiras que inflaram o patrimônio do banco do cunhado. Conexão: Doação significativa de um familiar próximo do dono do Banco Master, o que cria vínculo político-financeiro direto.

2. Privatização da Emae: Tarcísio, no segundo ano de governo, privatizou a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), vendida por R$ 1,04 bilhão ao Fundo Phoenix FIP. Parte do dinheiro da Emae privatizada (R$ 160 milhões) foi aplicada em CDBs do Letsbank, banco pertencente ao conglomerado do Banco Master. Conexão indireta: O governo de Tarcísio realizou a privatização que acabou movimentando recursos para um banco ligado ao cunhado de um grande doador da campanha.

3. Exposição financeira de fundos e empresas ligadas ao Master: Diversos fundos ligados a Daniel Vorcaro aplicaram centenas de milhões no Banco Master, incluindo:

Hans 95: R$ 124 milhões em 2024
Astralo 95: R$ 622 milhões em 2025
Murren 41: R$ 103 milhões

A teia financeira inclui aportes bilionários de outras instituições, como BRB (Banco Regional de Brasília) e Rioprevidência, mas o vínculo com Tarcísio se dá principalmente via Zettel e a privatização da Emae.

4. Consequências e repercussão: A Operação Compliance Zero da Polícia Federal resultou na prisão de Daniel Vorcaro e ex-CEOs do Banco Master, destacando que fundos ligados a Vorcaro estavam no centro de investigações sobre fraude bilionária. Tarcísio, que construiu parte de sua imagem política com a privatização e eficiência estatal, agora se vê ligado ao caso, devido à doação de campanha e à movimentação de recursos da Emae para bancos do conglomerado.

*ICL


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Maçarico a ferro e fogo: PF detona ainda mais o bolsonarismo financeiro do Banco Master

Novo Esquema Investigado pela PF no Banco Master!

A Polícia Federal (PF) está de fato investigando um novo esquema ligado ao Banco Master mecenas de Bolsonaro e Tarcísio, considerado ainda mais grave do que as fraudes já apuradas na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

A revelação veio à tona em reportagem de O Globo, publicada hoje (23 de novembro de 2025), e corrobora investigações em andamento que começaram em 2024.

O que se sabe até agora e as diferenças em relação ao caso anterior?

O Novo Esquema: Mais Grave e em Apuração Paralela

De acordo com a reportagem a PF trabalha em pelo menos uma apuração adicional sobre o Banco Master, originada de uma investigação inicial do BC, que é descrita como “ainda mais cabeluda” que o caso dos R$ 12,2 bilhões.

Detalhes específicos ainda não foram divulgados publicamente, mas o foco parece ser em irregularidades mais profundas no Sistema Financeiro Nacional, possivelmente envolvendo:

Fabricação em massa de títulos falsos: Além da Tirreno, há menções a associações de servidores públicos e fintechs como a Cartos (fundada por Maia e outro preso, Henrique Souza e Silva Peretto) para inflar artificialmente o patrimônio do Master.

Lavagem e triangulações internacionais: Suspeitas de que Vorcaro simulou a venda do banco para fugir do país, com bens desviados para o exterior.

Envolvimento de outros bancos e fundos: A PF analisa se o esquema se estendeu a FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) como Noto, Sueste e VCK, usados para “blindar” as operações fraudulentas.

Essa nova linha é paralela à Compliance Zero e pode resultar em novas fases da operação, com mais prisões e bloqueios.


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Deputado pede quebras de sigilo e vê ligação entre Banco Master, igrejas e INSS

Comissão amplia investigações e mira repasses, estruturas religiosas e movimentações financeiras ligadas a operadores do esquema

A CPMI do INSS abriu a etapa mais sensível de sua investigação ao ampliar o foco para além das entidades suspeitas e alcançar igrejas, operadores financeiros e estruturas paralelas usadas para movimentar recursos desviados de aposentados.

Os novos requerimentos apresentados pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), com apoio da base governista, miram diretamente esse fluxo. Ao ICL Notícias, o parlamentar resumiu a dimensão do esquema afirmando:

“A quantidade de dinheiro roubado foi muito grande, imagina… Isso são milhões de aposentados sendo descontados 40, 50 reais, durante pelo menos de 2023, de 2019 lá no governo, até 2024. Foram bilhões.”

Segundo o deputado, o caráter massivo dos desvios exige que a Comissão avance sobre todos os caminhos percorridos pelo dinheiro. Parte desses valores, afirma ele, continuou circulando mesmo após o fim dos descontos.

“Para fazer lavagem eles usavam de tudo”, relatou, apontando que os indícios já reunidos mostram a necessidade de apurar o envolvimento de instituições religiosas, especialmente da Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Correia acrescentou que “já existem elementos que precisam ser investigados”, citando repasses e vínculos de operadores do esquema com estruturas religiosas.

A prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, reforçou a preocupação da CPMI. Para Correia, as relações entre o banqueiro e operadores ligados ao mercado de consignado revelam conexões que precisam ser esclarecidas.

Ele afirmou que Vorcaro mantinha relações com figuras religiosas e com empresários próximos ao núcleo investigado, e que isso pode ter criado uma rota paralela de circulação de recursos. Em suas palavras:

“Agora, com a prisão do Vôrcaro, que também fazia, através do Master, crédito consignado… e o pastor ligado a ele era ligado também à Igreja da Lagoinha. Recursos que eles receberam dos chamados Golden Boys nos fazem verificar se utilizaram disso para lavar dinheiro.”

O deputado detalhou ainda que o grupo investigado chegou a lavar recursos “em associações, em vinhos, em quadros, em carros, em imóveis, em lanchas, em escritórios de advocacia”, indicando a multiplicidade de mecanismos usados para dar aparência de legalidade aos valores desviados.

Essa multiplicidade de estratégias, segundo o deputado, demonstra a necessidade de rastrear como estruturas religiosas e financeiras foram usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro desviado.

Para organizar as linhas de investigação, os documentos de Correia anexados à CPMI introduzem um recorte mais amplo do que se sabia até agora. O objetivo é conectar os principais operadores, apelidados de “golden boys”, às instituições que, direta ou indiretamente, receberam recursos oriundos de atividades suspeitas.

As informações enviadas pelo COAF e pela Receita Federal mostram que as entidades Amar Brasil, CONAFER, CBPA e AAB operavam em rede, registrando picos de movimentação financeira incompatíveis com sua atuação declarada. Parte desses valores, segundo os RIFs, seguiu em direção a igrejas, fundações religiosas e a uma fintech de caráter cristão, a Clava Forte Bank.

Correia dedica seus requerimentos a detalhar a participação do grupo formado por Felipe Macedo, Américo Monte e Anderson Cordeiro. A partir de 2022, após mudanças societárias registradas na Receita Federal, a Amar Brasil passou para a titularidade de Américo Monte, mesmo após o INSS ter sido formalmente alertado sobre irregularidades.

Ainda assim, um novo Acordo de Cooperação Técnica foi assinado, fato que permitiu que as operações do grupo se expandissem. Em paralelo, o volume de reclamações e processos judiciais relacionados a descontos indevidos cresceu de maneira acelerada.

Repasses expõem atuação de ‘golden boys’
A investigação mostra que o trio movimentava valores elevados, repassando quantias expressivas para igrejas com as quais mantinham relação direta. Uma das instituições mais citadas é a Sete Church, liderada pelo pastor Cesar Beluci, localizada em Alphaville, São Paulo. O COAF identificou que apenas no mês de maio de 2024 a igreja recebeu:

R$ 300.000,00 via Anderson Cordeiro, em 08/05/2024;
R$ 70.338,00 via Anderson Cordeiro, em 21/05/2024;
R$ 124.000,00 via Pix de Américo Monte.
Esses valores, somados, ultrapassam R$ 494 mil, mas documentos analisados pela CPMI e repassados por outras fontes elevam esse total para cerca de R$ 694 mil, indicando que parte das transações ainda não está completamente rastreada.

O padrão de repasses sugere que a Sete Church teria atuado, segundo o texto dos requerimentos, como centro receptor de valores provenientes das práticas fraudulentas atribuídas aos “golden boys”.

O envolvimento da Sete Church não se resume às transferências financeiras. Em evento realizado pela própria igreja em junho de 2024, Felipe Macedo afirmou publicamente que “a fase de prosperidade” do grupo começou em setembro de 2022, “logo após o ACT” assinado pelo INSS.

Ele citou nominalmente seus sócios Anderson e Américo, mencionando que o trio realizava “orações de madrugada no escritório” e destinava dízimos ao líder religioso da instituição assim que recebiam recursos. Para a CPMI, esse depoimento público reforça a necessidade de convocar Beluci para esclarecer a relação da igreja com os operadores das fraudes.

Outro foco da CPMI é a atuação da Igreja da Lagoinha e de seu líder, o pastor André Valadão. O requerimento apresentado por Correia cita a proximidade de Valadão com Felipe Macedo e destaca que, em 2024, o empresário suspeito financiou o evento de Réveillon da igreja realizado no Allianz Parque.

A Lagoinha também aparece como instituição orbitando em torno da Clava Forte Bank, apresentada publicamente como um “banco cristão” dedicado a apoiar igrejas em projetos financeiros. Entretanto, a fintech não aparece registrada como instituição autorizada pelo Banco Central, o que levantou suspeitas dentro da CPMI.

A Clava Forte declara atividades como desenvolvimento de softwares e intermediação de negócios, mas suas movimentações financeiras são descritas como incompatíveis com seu escopo formal. Por isso, Correia protocolou requerimento pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da instituição, assim como a produção de RIFs que permitam analisar padrão de movimentações, origem dos recursos e possíveis vínculos com o grupo investigado.

A comissão quer saber se a fintech funcionou como mecanismo de lavagem ou “esfriamento” de recursos desviados de aposentados.

Além de Sete Church e Igreja da Lagoinha, os documentos apontam para repasses suspeitos envolvendo a CBPA. Segundo o COAF, a entidade enviou R$ 1,9 milhão à empresa Network, que depois distribuiu valores a instituições e pessoas físicas ligadas à família do deputado Silas Câmara. Entre os repasses identificados estão:

  • R$ 11 mil à Fundação Boas Novas, presidida pelo pastor Jônatas Câmara;
  • R$ 37 mil ao filho do deputado, Heber Câmara;
  • R$ 146 mil à filha do parlamentar, Milena Câmara, advogada da própria CBPA;
  • R$ 9 mil diretamente ao deputado Silas Câmara;
  • R$ 37 mil adicionais encaminhados ao filho do parlamentar por meio da empresa Conektah.
  • A CPMI considera esse conjunto de transações como extremamente sensível, sobretudo pelo papel de Silas Câmara na
  • Frente Parlamentar Evangélica. A participação simultânea de familiares em estruturas religiosas, empresariais e políticas sugere, segundo Correia, a necessidade de “investigar vínculos tanto formais quanto informais”.

O escopo investigativo se estende também à Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), dirigida por fundadores de igrejas evangélicas no Distrito Federal. A entidade administra filiações e descontos previdenciários, mas seus dirigentes também são responsáveis por instituições religiosas como a Primeira Igreja Pentecostal Cristo a Esperança e a Igreja Pentecostal Ministério Visão de Deus.

Para a Comissão, essa sobreposição pode indicar uma rota paralela de legitimação de recursos provenientes dos descontos investigados.

Em sessão recente, Rogério Correia afirmou que os indícios reunidos pela CPMI revelam um alinhamento entre operações financeiras suspeitas, estruturas religiosas e organizações que orbitam o mercado de crédito consignado.

Ele citou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como exemplo da “intersecção” entre esses mundos. Para Correia, há elementos que conectam a atuação de Vorcaro a operações de consignado que, segundo as suspeitas, se aproximam do modelo utilizado pelos “golden boys”.

Pontos-chave destacados pela CPMI nos requerimentos:

  • Crescimento súbito das movimentações financeiras da Amar Brasil e da CONAFER após 2022;
  • Operações de alto valor destinadas à Sete Church por integrantes do núcleo investigado;
  • Patrocínio do evento da Igreja da Lagoinha por operador suspeito;
  • Existência de fintech cristã (Clava Forte) sem registro no Banco Central;
  • Repasses da CBPA que beneficiam diretamente a família de deputado federal;
  • Sobreposição de lideranças religiosas e dirigentes de entidades de aposentados;
  • Indícios de conexão entre o esquema e práticas financeiras investigadas no Banco Master;
  • Necessidade de acesso a RIFs e dados bancários para rastrear a origem dos valores.

*Cleber Lourenço/ICL


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Fundo suspeito de elo com PCC injetou bilhões no Banco Master e empresas de Vorcaro

O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal na terça-feira (18), recebeu investimentos bilionários do fundo Hans 95, apontado pela Operação Carbono Oculto como uma das principais engrenagens de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Com informações do UOL.

Documentos da CVM, Juntas Comerciais e registros imobiliários mostram que o fundo abasteceu negócios de Vorcaro, direta e indiretamente, por meio de uma complexa estrutura de fundos em cascata que dificulta o rastreamento dos reais beneficiários.

O Hans 95, administrado pela gestora Reag, soma cerca de R$ 35 bilhões em patrimônio e deixou de enviar informações obrigatórias à Receita Federal desde 2022, além de não apresentar auditorias à CVM entre 2022 e 2024. A última avaliação disponível, em 2021, teve abstenção de opinião dos auditores por falta de dados.

Ligações com o PCC
Relatórios sigilosos mostram que o fundo recebeu R$ 17 milhões da esposa de Mohamad Hussein Mourad e outros R$ 45 milhões de origem não identificada via BK Bank — ambos citados como parte da engrenagem financeira usada para lavar recursos do PCC.

Nessa cadeia de investimentos, o Hans 95 ainda aportou recursos em outros dois fundos que seriam controlados por Mohamad. Dois níveis abaixo dele estava o fundo Gold Style.

Segundo a investigação da PF, o Gold Style recebeu valores de familiares de Mohamad, direta ou indiretamente por empresas, com movimentações também feitas a partir do BK Bank. Já boa parte do patrimônio declarado pelo Mabruk II estava aplicada em debêntures emitidas por empresas supostamente ligadas a Mohamad, ainda conforme a PF.

Aportes milionários em títulos do Banco Master
Entre os investimentos, o Hans 95 e fundos sob seu controle movimentaram ao menos R$ 849 milhões em títulos do Banco Master desde 2024. Apenas o Astralo 95, subordinado ao Hans, tinha R$ 622 milhões aplicados em CDBs e outros títulos do Master; o Murren 41 detinha R$ 103 milhões; e o próprio Hans investiu R$ 124 milhões em outubro de 2024.

Segundo decisão judicial da operação Compliance Zero, o Master chegou a ofertar ao mercado “títulos de crédito insubsistentes ou ‘podres’” para mascarar sua crise de liquidez e inflar artificialmente seu patrimônio.

R$ 1,65 bilhão no fundo ligado à mansão de Vorcaro
A influência do Hans 95 também aparece na empresa proprietária da mansão de R$ 36,1 milhões onde Vorcaro vive em Brasília. A Super Empreendimentos e Participações, dona do imóvel e de outros 14 bens, recebe investimentos por meio do fundo Termopilas — quatro degraus abaixo do Hans na cadeia financeira.

Em junho de 2024, mais de 90% do Termopilas já pertenciam ao Hans 95. Durante o período da compra da casa, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, era diretor da Super.

R$ 1 bilhão em empresa associada a Vorcaro
Outra empresa ligada ao banqueiro, a Akka Empreendimentos, recebeu R$ 1 bilhão via Murren 41, apesar de declarar capital social de apenas R$ 31 milhões.

O aporte bilionário é incompatível com o tamanho da empresa e reforça suspeitas sobre a origem e a finalidade desses recursos. Assim como a Super, a Akka é uma sociedade anônima fechada, sem atividades públicas conhecidas.

Fundo ligado à compra de parte do Atlético Mineiro
A rede de investimentos também alcança o futebol. Um dos fundos alimentados pelo Hans 95, o Astralo 95, é o principal cotista do Galo Forte FIP, usado por Vorcaro para adquirir 25% da Galo Holding, que controla o Atlético Mineiro. Em março de 2025, o Astralo já tinha R$ 300 milhões aplicados na operação. Com DCM.


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Mudo, Claudio Castro e sua pureza de alma, está até o talo nessa história do Banco Master

Comecemos do começo

O que é o Banco Master?

O Banco Master é uma instituição financeira brasileira, fundada em 2008, com sede em São Paulo. Ele se destacou nos últimos anos por um crescimento acelerado, especialmente na captação de recursos via Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que oferecia com rendimentos bem acima do mercado – até 40% acima do CDI em alguns casos. Isso atraiu investidores pessoa física e fundos de pensão, mas também levantou bandeiras vermelhas por causa de investimentos de alto risco, como em precatórios e empresas em recuperação judicial.

O banco faz parte de um conglomerado que inclui corretoras, bancos de investimento e o Will Bank (um banco digital). Em 2024-2025, o conglomerado chegou a R$ 86 bilhões em ativos, mas representava apenas 0,57% do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A Crise Recente: Liquidação e Prisão

A crise do Banco Master explodiu de vez em novembro de 2025, culminando na liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) no dia 18/11/2025.

2024 – Início 2025
Banco cresce rápido com CDBs caros. BRB (Banco de Brasília) injeta R$ 16,7 bilhões no Master, com apoio do governador Ibaneis Rocha (MDB-DF). Tentativa de fusão barrada pelo BC por falta de transparência e riscos ao erário público.

Maio-Setembro 2025
Crise de liquidez: Master pega empréstimo emergencial de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), renovado duas vezes. Rejeição final da fusão com BRB. Investidores tentam vender CDBs no secundário, forçando taxas a subir para 177% do CDI.
Outubro 2025

Alerta do TCE-RJ: Rioprevidência (fundo de previdência do RJ) investe quase R$ 1 bilhão em títulos do Master, apesar de sinais de risco. Roberto Campos Neto (ex-presidente do BC) diz que não há risco sistêmico, mas o mercado fica nervoso.
Novembro 2025 (até 17/11)

Proposta de venda para Fictor Holding (com investidores estrangeiros) por R$ 3 bilhões é anunciada, mas barrada pelo BC. Suspeitas de fraudes em emissões de títulos (até R$ 12 bilhões sem lastro).
18/11/2025

Banco Central decreta liquidação do conglomerado (incluindo Banco Master S/A, Master Corretora e Letsbank). Dono Daniel Vorcaro é preso pela PF ao tentar fugir para Abu Dhabi. Indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores. Banco Master Múltiplo vai para Regime de Administração Especial Temporária (RAET) para preservar o Will Bank, que atrai interesse de fundos como Mubadala.

Conexões Políticas e o “Escândalo Maior”A crise tem cheiro de política pesada:Ibaneis Rocha (DF): Pressionou pela compra pelo BRB com dinheiro público. Adversários cobram investigação por possível prejuízo ao erário.

Cláudio Castro (RJ): Sob fogo cruzado pelo investimento do Rioprevidência. TCE-RJ alertou contra mais aportes, mas o fundo prosseguiu. Críticos ligam a “incompetência ou propina”, especialmente com a reeleição em 2026 no horizonte.

Hugo Motta, presidente da Câmara, e Alessandro Vieira (oposição) trocam farpas sobre a PEC da Bengala, que”atrapalharia” investigações como essa.

“Banco Master: onde o CDB rendia mais que o jogo do bicho, mas agora é o FGC que paga o pato”

Ah, o rolo do Cláudio Castro com o Banco Master está cada vez mais complicado, né?

Com a liquidação do banco nesta terça (18/11) e a prisão do Daniel Vorcaro (dono do Master), o foco está todo no governador do RJ, que parece ter enfiado a mão no vespeiro com dinheiro público.

O que rolou com os investimentos do governo Castro?O epicentro é o Rioprevidência, o fundo que cuida das aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores públicos do RJ (civis e militares). É o terceiro maior fundo de pensão do país, com um patrimônio bilionário.
Sob o governo Castro, eles jogaram pesado no Master, mesmo com bandeiras vermelhas piscando:

Outros tentáculos no governo Claudio Castro, a coisa não para por aí.

A Cedae (companhia de águas do RJ) tinha R$ 248 milhões investidos no Master até o balanço do segundo trimestre de 2025.

E o governo Castro autorizou a Credcesta (cartão consignado ligado ao Master) a descontar direto na folha dos aposentados da Rioprevidência – contrato assinado em março de 2025.

No total, órgãos do estado somam quase R$ 3 bilhões expostos. Isso é dinheiro de royalties, venda de estatais e contribuições dos servidores, né?

Resumo do resumo: o “herói da segurança” pode ter ferrado 235 mil aposentados pra sempre. A bomba está armada

PF já investiga Castro, diretores do fundo e o dono do Master (preso tentando fugir).

Castro ainda não se pronunciou diretamente (só notas do fundo), mas isso vai explodir mais.

A conferir.


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