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Política

Governo Lula faz 12 mil prisões e impõe prejuízo de R$ 2 bi ao crime organizado

Balanço aponta, ainda, para a apreensão de mais de mil armas e 30 mil munições, além de 3 mil prisões relacionadas à violência contra a mulher

A intensificação do combate ao crime organizado por parte do governo Lula resultou em R$ 2 bilhões de prejuízos estimados às facções e 12,3 mil pessoas presas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta sexta-feira (26).

Os resultados fazem parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio. As ações envolvem o trabalho coordenado de forças federais, estaduais e municipais em todo o território nacional.

Na frente de asfixia financeira, um dos principais eixos do programa, as ações já levaram à apreensão de R$ 706 milhões em bens, além do bloqueio de R$ 320 milhões em ativos e da apreensão de 115 toneladas de drogas. Também foram aplicados R$ 12,7 milhões em multas e recuperados R$ 6,9 milhões em tributos, retirando recursos que financiavam a atuação das organizações criminosas.

Além disso, foram retiradas de circulação 266 armas longas, 606 armas curtas, 289 armas artesanais, quase 30 mil munições, explosivos e diversos acessórios utilizados pelas organizações criminosas.
Para viabilizar tais ações, foram mobilizados cerca de 15,8 mil profissionais de segurança pública em 11 operações nacionais.

“O crime organizado não será enfrentado apenas com prisões. Precisamos retirar sua capacidade financeira, impedir a circulação de armas, fortalecer o sistema prisional e integrar inteligência, investigação e controle financeiro. Quando atacamos o patrimônio das organizações criminosas, retiramos o oxigênio que mantém essas estruturas funcionando”, declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Violência contra a mulher

Outra importante frente de atuação é a proteção às mulheres. Segundo o MJSP, até o momento, as ações integradas já resultaram em 3.062 prisões relacionadas à violência contra a mulher, além da realização de 2.731 ações educativas presenciais, 455 ações de conscientização nas redes sociais e do alcance de mais de 51 mil pessoas em atividades de prevenção em todo o País.

Dados recém-divulgados também pelo MJSP mostram que, nos meses de abril e maio, o número de casos de feminicídio teve uma queda de 11,45% no País, na comparação com igual período de 2025, passando de 262 para 232 vítimas, o que significa 30 mulheres assassinadas por questões de gênero a menos.

Tais ações também fazem parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro deste ano. Vermelho.


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Brasil Mundo

Crime organizado, carimbo de terrorista

Casa Branca classifica o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações que propagam o terror, e abre caminho para ações unilaterais de forças de segurança dos EUA. Para Celso Amorim, ato é “pretexto para intervenção”

Em nota oficial, Marco Rubio afirma que os EUA vão usar “todas as ferramentas disponíveis para garantir a segurança do povo americano”

O governo dos Estados Unidos (EUA) decidiu denominar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas estrangeiras”. O ato é similar ao adotado pela Casa Branca para classificar quadrilhas ligadas ao narcotráfico no México e na Venezuela como grupos que praticam o terror a nível internacional. A decisão foi emitida por meio de um comunicado assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, um dos principais nomes do governo do presidente Donald Trump.

“O Comando Vermelho e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, eles comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando toda a nossa região e, também, o nosso país”, sustenta Rubio, na nota.

O instrumento utilizado pelo governo norte-americano para definir os grupos como terroristas é a Ordem Executiva 13.224 — editada pelo presidente George W. Bush logo após o ataque ao World Trade Center, em setembro de 2001. O objetivo da norma é facilitar a ação dos Estados Unidos para desmantelar grupos terroristas fora das fronteiras do país, mas que geram uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia” dos EUA.

Ainda de acordo com a nota publicada ontem, o Departamento de Estado informou que o governo Trump seguirá utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para proteger a nação e os interesses de segurança nacional do país, “mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo as fontes de receita que financiam narcoterroristas violentos”. A medida entra em vigor, oficialmente, em 5 de junho.

Amorim responde
No Brasil, não houve resposta oficial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o fechamento desta edição. Mesmo assim, o assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente, Celso Amorim, comentou sobre a medida no Fórum Internacional de Segurança, em Moscou, na Rússia. Segundo ele, a iniciativa norte-americana pode servir de “pretexto para intervenção” no Brasil, reforçando a preocupação já manifestada pelo próprio Lula e outros membros do governo.

“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, afirmou o secretário.

*Correio Braziliense

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Política

Luis Nassif: A Globo recebeu dinheiro do crime organizado

O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em NY

A manchete emula apenas o padrão do Jornal Nacional, copiando a manchete do Estadão em relação a Fábio Luís Lula da Silva.

Se fosse aplicado aos regabofes da Globo, patrocinados por Daniel Vorcaro, o sentido da manchete poderia ter sido o mesmo.

Os jornais repetem, passo a passo, a escandalosa campanha da Lava Jato. Na época, a revista Veja, dirigida por Eurípides Alcântara, soltava o lixo. E o Jornal Nacional repetia, achando que, assim, não sujaria suas mãos. Agora a parceria é entre o Estadão – dirigido pelo mesmo Eurípides – e o Jornal Nacional.

O padrão Veja está nítido nessa manchete.

A matéria diz que a Polícia Federal está investigando se o tal careca do INSS teve como beneficiário final uma agência de viagens que emitiu passagens para Lulinha. Não confirma o pagamento para a agência, não estabelece uma relação sequer com Lulinha – a não ser o fato de Roberta Luchinger ter pago uma passagem para ele.

Uma não-notícia, vazada pela Polícia Federal. Apesar do discurso indignado do diretor geral da PF, de que a organização não vaza informações, ela vaza não apenas informações, mas boatos e desconfianças antes de sua comprovação. Pelo visto, Andrei Rodrigues é o último a saber.

Primeiro, a matéria não diz que a tal agência é beneficiária. Diz que a PF ainda investiga. Depois, não estabelece qualquer relação com Lulinha. Apenas informa que Roberta Luchsinger – apresentada como “amiga do Lulinha” – vale-se dos serviços de tal agência e andou pagando viagens para Lulinha através da agência.

O lance seguinte é a informação – mais que conhecida, já divulgada pelos próprios advogados de Lulinha – que o careca do INSS pagou uma viagem de Roberta e Lulinha a Portugal, para conhecer uma fábrica de cannabis, cuja produção ele teria interesse em vender no Brasil.

Por que o careca e sua lobista, Roberta Luchsinger, envolveram Lulinha? Pela mesma razão que o Master patrocinou evento da Globo, contratou escritórios de Ricardo Lewandowski e Alexandre Moraes: demonstração de prestígio. Lulinha é o filho do homem.

O Banco Master e a Refit utilizaram dinheiro do crime organizado para patrocinar um evento do Valor Econômico (do grupo Globo) em Nova York, merecendo elogios de dirigentes da Globo. E suas ligações com o submundo já eram amplamente conhecidas, ainda mais pelos analistas da Globo.

Os jornalões já provocaram uma tragédia política no país, com a ignominiosa cobertura da Operação Lava Jato. Sua repetição é uma ameaça ao Brasil formal. E, se a ignorância não fosse tão crassa, saberiam que seu reinado só acontece no Brasil formal, não na selvageria terraplanista que sucederá em caso de vitória de seu candidato Flávio Bolsonaro.

Assim como no período do Jair, serão os primeiros a pagar a conta.

*Luis Nassif/GGN


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Política

O Congresso e o “golpe continuado”, em parceria com o crime organizado

Por Tarso Genro

Do X de Tarso Genro, ex-ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça:

O golpe em movimento, golpe em processo, golpe continuado, é uma nova forma de golpismo dirigida pelo que há de pior no fisiologismo parlamentar, conjugado com o crime organizado, dentro e fora do Estado. É o estilo da subversão direitista, que vem assediando os países um pouco mais maduros, em termos de democracia liberal, bem como alguns países mais débeis, que não conseguiram estabilizar seu Estado de Direito depois das ditaduras implantadas nos anos 70 na América Latina.

Ao contrário dos golpes militares tradicionais, que defendiam uma doutrina de nação autoritária e um alinhamento automático aos Estados Unidos, o golpe “continuado” é uma decadência do próprio sentido do golpismo. Não defendem nenhuma ideia, nenhum programa econômico – de direita ou de esquerda – nenhum sentido moral ou cívico, que possa unir seus protagonistas.

Trabalham – estes novos golpistas do golpe continuado – abrigados e infiltrados no Poder Legislativo, nos demais poderes de Estado, em organismos da sociedade civil, com três objetivos taxativamente criminosos: achacar e desmoralizar o Estado, através da apropriação orçamentária destinada a fortalecer os suas negociatas e seus negócios políticos; transformar a política numa sucessão de atos degradados de disputa violenta, para corroer e desmoralizar as instituições do Estado de Direito; proteger os milicianos e grupos criminosos, que controlam grande parte dos negócios do crime organizado, em territórios que eles – como políticos – tem seus redutos eleitorais.

As decisões aparentemente erráticas do presidente Trump podem ser “coisa de louco”, mas tem um método nesta loucura: desconstituir a multipolaridade política global para a formação de dois blocos antagônicos de reorganização do mundo “pós-guerra-fria”.

Seu ideal: formar um bloco automaticamente “favorável” à liderança americana e um “bloco” de “rebeldes” contra a liderança americana, fazendo sobrar a União Europeia, dirigida – como diz ele – por governantes “fracos e confusos.” Temos que confiar nas nossas próprias forças como grande nação democrática ascendente e buscar, sempre, corredores alternativos de relacionamento econômico, politico e cultural de mútuo interesse no mundo globalizado.

Não se formará, neste processo, um “bloco chinês”, para o bloqueio estratégico da política global trumpista, já que a China tem fortes interesses comuns e profundas relações econômicas com os Estados Unidos (e estes com a China), que amaciarão as disputas mais frontais, entre as duas grandes potências militares.

Derrotar a extrema direita e o crime organizado em nosso país é, por isso mesmo (e por tudo mais) a premissa maior para a sustentação de um projeto de nação democrática e republicana neste curtíssimo Século 21, que já se anuncia mais trágico que o “curto” Século 20.


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Política

No Brasil, todos os caminhos do crime organizado levam ao clã Bolsonaro

Tem de tudo na marafunda criminosa que envolve políticos do Centrão, sobretudo do PL, e as maiores facções criminosas do Brasil, que parece estar mesmo tudo dominado, principalmente quando se faz uma retrospectiva, e não precisa de tanta inteligência, para concluir que gatos e lebres caminham juntos, de mãos dadas e inspiram uma geração jovem a misturar crime organizado, sistema fianceiro e sistema político de direita no Brasil.

Lógico, ninguém quer responder pela infiltração do crime no sistema político brasileiro, muito menos no universo financeiro, religioso, que mergulhou de cabeça na disputa política.

Toda essa marafunda se deu justamente a partir do governo Bolsonaro e se aliou ao crime organizado, a banqueiros, como o dono do Banco Master, e politicos patrocinados pela fina flor das facções.

Claro, nesse caldeirão pode-se colocar a família inteira do sacripanta que ocupou a cdeira da Presidência da República e 2019 a 2022, ele e sua família de delinquentes.

Não há um só caso envolvendo o crime organizado dentro da arena política que não tenha qualquer ligação com o clã do Vivendas da Barra. Pode puxar um a um  da fieira de contatos e relações políticas, sobretudo nas sombras do poder, para dar de cara com alguém da família Bolsonaro

Tudo isso será revelado e, pelo andar da carruagem, a Polícia Federal, que conta com o apoio do Ministério Público e da Rececita Federal, estã chegando rapidamente aos criminosos do poder constituído, que se associaram ao crime organizado, dentro e fora das instituições públicas, descobrindo não só crimes, mas também planos para alçar, de forma mais lucrativa, degraus de uma hierarquia, que soma poderes para sequestrar o país.

Podem aguardar, há muito o que ser revelado e que assombrará, e muito, os brasileiros, pelo nível de promiscuidade, desleixo com a coisa pública e um número sem fim de crimes praticados pela central do sindicato do crime.


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Poder

Retrato falado: Derrite e o crime organizado

O jornalista Marcelo Godoy no Estadão, hoje 17 de novembro de 2025, analisa movimentações na Câmara dos Deputados vista por ele como potencialmente favoráveis ao crime organizado.

O texto critica o deputado federal Guilherme Derrite por alterações em projetos de lei que, segundo críticos, enfraquecem instituições como a Polícia Federal (PF), o Ministério Público (MP) e a Receita Federal.

Essas mudanças seriam apresentadas como medidas de “combate ao crime”, mas na prática blindam esquemas de lavagem de dinheiro, contrabando e sonegação ligados a facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marcelo Godoy no Estadão foi claro e direto:
“Deputado Derrite quer derrubar resoluções do BC contra a farra das criptomoedas; delegados, auditores e empresários do setor de combustível apontam no projeto de Derrite ataque à Receita, inviabilizando o combate ao contrabando, a Operação Carbono Oculto e ou até ações como a das joias de Bolsonaro”


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Política

Moraes pede que PF investigue crime organizado no RJ e ligações com o poder público

O ministro Alexandre de Moraes anunciou, nesta quarta-feira (5), que a Polícia Federal abrirá um inquérito para investigar frentes ligadas ao crime organizado no Rio de Janeiro. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal e comunicada durante audiência pública sobre segurança no estado.

Segundo Moraes, a apuração terá como prioridade o rastreamento financeiro de facções e milícias. O inquérito também investigará a possível infiltração de integrantes de organizações criminosas em estruturas do poder público. A direção federal da Polícia Federal conduzirá as diligências.

Ao encerrar a audiência, o ministro informou ter requisitado imagens de operações recentes no Rio. O objetivo é verificar registros de atuação policial nas ações. A análise será integrada ao inquérito macro anunciado pelo Supremo.

Moraes citou a necessidade de autonomia operacional para a perícia oficial do estado. Hoje, a estrutura é subordinada à Polícia Civil, o que, segundo ele, pode afetar análises técnico-científicas. A observação foi incluída como ponto de atenção no debate institucional.

O ministro também mencionou a importância do controle externo da atividade policial pelo Ministério Público. De acordo com o DCM, a atuação preventiva foi indicada como instrumento de acompanhamento de casos em curso. O tema será encaminhado às instâncias competentes.

“O Estado deve entrar para ficar. Não há segurança pública duradoura sem ocupar e devolver esses espaços à população”, afirmou. A estratégia indicada inclui repressão financeira, inteligência e presença contínua de serviços públicos. Não há prazo divulgado para conclusão do inquérito.


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Política

Contarato é eleito, no Senado, presidente da CPI do crime organizado

A direita só tinha um trágico massacre pra chamar de seu em 2026.
Agora não tem mais!

Isso é o retrato mais cru do patrimônio intelectual da direita no Brasil.
O tema se impõe pela sobrevivência da escumalha política. Não há pra onde fugir.

É o que essa escória política tinha a oferecer.

É um monumento a estupidez humana, mas estava sendo primordial para direita dizer que a treva é o único lugar que ela pingaria suas gotas de sangue para as eleições de 2026.

Mais, não dizem.

Até para os algoritmos, pagos ricamente pelos criminosos aliados, é pesado o fardo de carregar uma direita que vive do fígado porque não pode viver do cérebro.

Esse voo de galinha político é a única coisa que formigou a cabeça oca de um político de direita no Brasil atual.

Bolsonaro não chegou ao poder impunimente.

Tudo tem custos, e como inteligência não dá em árvores, o valor da chacina na Penha e Alemão, impõe limites estreitos demais para o problema de quem não tem causa política além da busca do poder pelo poder.

Os pobres diabos da direita napoleônica são pautados pelo hospício político que os sustenta.

É muita gritaria para ínfimos resultados.

Em menos de uma semana da carnificina nas favelas do Rio, o tema já esfriou e muito nas redes sociais.

Com o Senador Contarato presidindo a comissão da CPI do Crime Organizado, a direita vai fugir desse tema mais que o diabo da cruz, por razões óbvias.


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Política

A mídia industrial colocou o crime organizado no poder

Milícia e tráfico, hoje, dominando o Congresso, é um rescaldo do governo Bolsonaro.

Governo Bolsonaro/Moro é a face mais crua da mídia corporativa na vida institucional do país.

Sergio Moro e sua Lava Jato, que foi parte fundamental do golpe em Dilma, também foi a peça principal da chegada de Bolsonaro ao poder junto com o próprio.

A prisão de Lula, de forma covarde, sem qualquer prova de crime, foi apoiadíssima pela Globo e afins, assim como a descarada barganha de Moro com Bolsonaro para o juiz vigarista virar “super ministro” da justiça e segurança pública.

Não é preciso desenhar essa pirâmide. Ela já vem desenhada, sem necessidade de editar nada.

A caricatura institucional do Brasil estava ali.

O Brasil oficial, burlesco e caricato que Machado de Assis já havia descrito, há mais de um século, estava esculpido nesse jogo de cartas marcadas pelos cães de guarda da oligarquia.

Nada estampa melhor a alma dessa cruzada ultra conservadora do que isso.

Os clarins do império Globo sacudiram os ouvidos menos atentos para assentar a alma da nação naquelas cenas de filme de terror.

O fato é que desde a criação do Instituto golpista Innovare, a justiça no Brasil virou programa de auditório comandado pelos Chacrinhas da Globo.

O resultado trágico disso, foi a chegada de Temer/Bolsonaro ao poder e, junto, o submundo do crime organizado.

Mesmo depois do escândalo da tentativa comprovada de roubo de 2,5 bilhões da Petrobras, por Moro e Dallagnol, até hoje a Globo, que medalhonou Sergio Moro com o Troféu “faz diferença”, não fez uma única critica ao ex-juiz, sabidamente, corrupto e ladrão, como disse o deputado Glauber Braga (Psol).

Podem apostar, o próximo juiz a receber o troféu dos Marinho, será Fux.

Ou seja, em última análise, Jorge Messias tem razão.

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Política

Lula: “Vamos mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado”

Presidente ressalta operações recentes da PF defende mudanças com PEC da Segurança Pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta sexta-feira, 29 de agosto, a prioridade que o Governo Federal tem dado ao enfrentamento do crime organizado e à reestruturação do sistema de segurança pública no país. Em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG), Lula ressaltou a relevância das recentes operações deflagradas pela Polícia Federal e defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional.

Em ação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Polícia Federal (PF), Ministério da Fazenda, Receita Federal e outros órgãos, foram realizadas as operações Quasar, Tank e Carbono Oculto nesta quinta-feira (28). O objetivo foi desarticular organizações criminosas envolvidas em esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis.

As ações resultaram em mais de 400 mandados judiciais, incluindo 14 de prisão, além de centenas de buscas e apreensões em oito estados. Foram bloqueados e sequestrados R$ 3,2 bilhões em bens e valores, em investigações que identificaram movimentações ilícitas de cerca de R$ 140 bilhões.

“Descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado, e fizemos a operação mais importante da história dos 525 anos do Brasil. Agora queremos saber quem é que efetivamente faz parte do crime organizado”, pontuou o presidente.

INTEGRAÇÃO — Segundo Lula, as medidas só foram possíveis graças à integração das forças de segurança, articuladas pelo Núcleo de Combate ao Crime Organizado, criado em janeiro de 2025 pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. “Nós trabalhamos em conjunto com o Ministério Público de São Paulo dentro da operação e tem que ser assim, para a gente fazer valer a força da polícia e da justiça. A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado neste país”, declarou.

DIVERSIFICADA – Lula ressaltou a complexidade do cenário atual, com redes criminosas que atuam de forma transnacional e diversificada. “O crime organizado é sofisticado. Ele está na política, no futebol, na justiça. É um braço internacional poderoso, com relações no mundo inteiro. É uma multinacional. Mas vamos chegar lá, com investimento e inteligência”, reforçou.

PEC DA SEGURANÇA — Na entrevista, o presidente destacou a importância da PEC da Segurança Pública, que fortalece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), dá estabilidade ao financiamento do setor e amplia a integração das polícias em âmbito federal, estadual e municipal. “O que aconteceu ontem foi importante. Eu acho que vai facilitar a aprovação da PEC no Congresso Nacional. O que queremos é saber como é que o Governo Federal pode ajudar, junto aos governadores, a fazer a política mais eficiente”.

GUARDAS MUNICIPAIS – O texto prevê a inclusão das Guardas Municipais como órgãos de segurança pública, a atualização das competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, e a criação do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, com participação da sociedade civil.

MANAUS — Lula também antecipou que estará em Manaus nos próximos dias para a inauguração de um Centro de Combate ao Narcotráfico, que funcionará como espaço de articulação entre forças de segurança do Brasil e de países vizinhos, com foco no combate ao tráfico de drogas e contrabando. “Nós vamos inaugurar um centro de combate ao narcotráfico com políticas dos países amazônicos. Ou fazemos isso, ou a gente não vai acabar com o crime organizado, com o tráfico de árvores e de droga. O governo começou a agir fortemente e não tem mais volta”.

*Via Planalto/TVTNews


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