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Política

Irã reafirma soberania sobre Estreito de Ormuz e adverte: ‘navios dos EUA não passarão’

Presidente Donald Trump convoca China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para uma força-tarefa no estreito

O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está apenas sob controle”.

Em uma postagem no X, ele rebateu os comentários do líder da Casa Branca, dizendo: “Os norte-americanos alegaram falsamente a destruição da marinha do Irã. Depois, alegaram falsamente a escolta de petroleiros. Agora, estão até pedindo reforços a outros países.”

O presidente dos Estados Unidos afirmou neste sábado (14/03), em uma publicação na Truth Social, que “especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar” o estreito enviariam navios de guerra “em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”. Ele citou China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido entre os países que esperava que contribuíssem.

Trump ainda disse que os EUA já haviam “destruído 100% da capacidade militar do Irã”, ao mesmo tempo em que admitia que Teerã ainda poderia “enviar um ou dois drones, lançar uma mina ou disparar um míssil de curto alcance” ao longo do canal.

Ele prometeu que, enquanto isso, Washington “bombardearia impiedosamente a costa e afundariam continuamente barcos e navios iranianos”, prometendo deixar o estreito “ABERTO, SEGURO e LIVRE”.

Vale ressaltar que na semana passada, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse ao canal de notícias estadunidense CNBC que os EUA não estavam preparados para escoltar navios através do estreito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também esclareceu que o estreito estava fechado apenas para “petroleiros e navios inimigos e seus aliados”, e não para toda a navegação. Já Mohsen Rezaee, membro do Conselho de Discernimento do Interesse do Irã — um órgão influente próximo ao líder supremo —, afirmou: “Nenhum navio americano tem o direito de entrar no Golfo”.

*Opera Mundi


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Mundo

Choque do petróleo provoca tremores na economia mundial: ‘Este é realmente o grande choque’

Países já duramente atingidos pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pela política caótica dos EUA enfrentam danos econômicos potencialmente duradouros.

Petroleiros e navios de carga na quarta-feira no Estreito de Ormuz.

Bombas estão explodindo no Irã e no Oriente Médio, mas as consequências estão afetando residências e empresas em bairros de todo o mundo .

No Kansas, os compradores de imóveis viram as taxas de hipoteca de 30 anos ultrapassarem os 6% esta semana. No oeste da Índia, famílias enlutadas pela morte de um ente querido descobriram que os crematórios a gás haviam sido fechados temporariamente.

Em Hanói, no Vietnã, donos de postos de gasolina afixaram placas de “esgotado”. No Quênia, produtores e comerciantes de chá temiam que suas exportações para o Irã apodrecessem no porto. E nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Reino Unido e México, agricultores se assustaram com o aumento nos preços dos fertilizantes .

A escalada da guerra no Irã representou um golpe devastador para a economia mundial, que já estava fragilizada pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pelas políticas caóticas do presidente Trump.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

Pessoas em motocicletas em uma rua movimentada de Hanói usam capacetes de várias cores, como branco, rosa e laranja.

O choque do petróleo levou outros países, principalmente os Estados Unidos, a conservar energia e a desenvolver carros com baixo consumo de combustível, bem como suas próprias indústrias de petróleo e gás natural. Por fim, o domínio monopolista dos países árabes foi quebrado. Os preços do petróleo acabaram despencando em 1986 .

As ações de hoje no Irã e na região circundante podem ter consequências igualmente inesperadas e de longo alcance.

A Sra. Jacobs, por exemplo, apontou para a probabilidade de um presidente russo, Vladimir V. Putin, mais ousado e fortalecido. Esta semana, o Sr. Trump flexibilizou algumas das restrições às exportações de petróleo russo que haviam sido impostas para pressionar o Sr. Putin em relação à guerra na Ucrânia.

A alta dos preços do petróleo impulsionará a economia russa, que se encontra em dificuldades, e seu aparato bélico. E Putin aproveitou a oportunidade para provocar os líderes europeus que apoiaram as sanções contra a energia russa após a invasão da Ucrânia.

A crise também serve como um forte lembrete das vulnerabilidades persistentes em torno das cadeias de suprimentos críticas. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia levaram líderes nacionais de todo o mundo a discutir a necessidade de priorizar a resiliência e a segurança.

A guerra entre os EUA e Israel no Irã, no entanto, destaca mais uma vez como as perturbações no sistema de comércio global ainda podem causar graves prejuízos econômicos.

*New Yoek Times


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Mundo

Irã anuncia ataques contra centros econômicos e bancários dos EUA e Israel

Porta-voz militar iraniano disse que ação é resposta à ação ‘ilegítima’ contra um banco do país e alertou civis para se manterem afastados

O Irã pretende atacar interesses econômicos e bancários ligados aos EUA e a Israel na região, afirmou nesta quarta-feira (11/03) um porta-voz do comando conjunto Khatam ol Anbia, acrescentando que essa ameaça surge na sequência de um ataque a um banco iraniano.

“Após o fracasso de sua campanha, o exército terrorista dos EUA e o cruel regime sionista (Israel) atacaram um dos bancos do país”, disse Ebrahim Zolfaqari, citado pela mídia estatal.

“Com essa ação ilegítima e incomum, o inimigo está nos forçando a atacar centros econômicos e bancos ligados aos EUA e ao regime sionista na região.” O porta-voz alertou os moradores locais para que se mantivessem afastados desses locais.

O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Brigadeiro-General Abolfazl Shekarchi, pediu aos muçulmanos nos países do Oriente Médio que revelem os esconderijos das forças americanas e israelenses para evitar danos à população local.

O general afirmou que isso permitiria às forças iranianas atingir esses alvos com maior precisão, protegendo simultaneamente a segurança dos civis, e acusou os Estados Unidos e Israel de massacrar civis iranianos com bombardeios que reduzem mulheres, homens e crianças a “sangue e pó”.

Ele acrescentou que a cooperação entre os muçulmanos poderia “restaurar a segurança da área” e instou a população a não se tornar “um escudo para o exército invasor dos EUA”. Ele disse que essa atitude permitiria uma expulsão “mais eficaz, enérgica e rápida” das forças americanas daquela região.

*Opera Mundi


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Mundo

Ataques acontecem em todo o Irã sem perspectiva de acordo

Centenas de pessoas foram mortas e centenas de milhares foram deslocadas na região, enquanto a guerra entra em sua segunda semana.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, fará um pronunciamento à nação esta noite, segundo a televisão estatal iraniana. No sábado, altos funcionários iranianos demonstraram publicamente divergências sobre sua estratégia de guerra, com o presidente afirmando que o Irã cessaria os ataques a países árabes vizinhos e comandantes militares o contradizendo. Espera-se que Larijani tente projetar uma mensagem mais coesa em seu discurso.

Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã na noite de sábado, informou o Ministério da Defesa do país em um comunicado. Os fortes ruídos ouvidos em todo o país foram causados ​​pelas interceptações realizadas pelos sistemas de defesa aérea e por caças, acrescentou o ministério.

Em uma postagem nas redes sociais na manhã de sábado, o presidente Trump prometeu que o Irã seria em breve “atingido com muita força” e que o ataque aéreo israelense-americano, que já durava uma semana, se expandiria para atingir novas “áreas e grupos de pessoas”.

Anteriormente, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em um pronunciamento televisionado que a exigência de rendição incondicional feita por Trump era “um sonho que nossos inimigos levarão para o túmulo”. Pouco depois do discurso de Pezeshkian, sirenes de ataque aéreo soaram no Bahrein e no Catar, um sinal de que os ataques retaliatórios do Irã ainda estavam em andamento.

O Sr. Pezeshkian, aparentemente buscando amenizar a raiva contra o Irã no mundo árabe, também pediu desculpas às nações do Golfo Pérsico por lançar ataques em seus territórios. Esse comentário parece ter levado o Sr. Trump a afirmar que o Irã havia se “rendido a seus vizinhos do Oriente Médio”.

Mas o presidente iraniano afirmou posteriormente nas redes sociais que o Irã continuaria tentando danificar as bases americanas no Golfo. “Não atacamos nossos países amigos e vizinhos”, disse ele. “Em vez disso, temos como alvo bases, instalações e estruturas militares americanas na região.”

Os detalhes dos ataques americanos ao Irã no sábado permanecem obscuros. Autoridades americanas de alto escalão informaram o público sobre os combates pela última vez há dois dias. Na sexta-feira, os militares dos EUA divulgaram um comunicado afirmando que as forças americanas atingiram pelo menos 3.000 alvos desde o início da guerra no fim de semana anterior, um aumento significativo em relação aos 2.000 ataques registrados no início da semana, mas forneceram poucos detalhes.

Ataques israelenses atingiram o Aeroporto Mehrabad em Teerã durante a noite, incendiando-o, segundo informações militares. Os alvos eram aviões ligados à Guarda Revolucionária do Irã, informou o exército. Moradores de Teerã descreveram enormes bolas de fogo e fumaça subindo ao céu.

O número de mortos no Irã também permanecia envolto em incerteza. No início desta semana, a Sociedade do Crescente Vermelho havia informado que quase 800 pessoas haviam sido mortas, mas não forneceu uma atualização oficial desse número nos últimos dias. Na sexta-feira, o embaixador do Irã na ONU elevou o número de mortos para mais de 1.300.

Eis o que mais abordaremos:

  • Baixas americanas: Esperava-se que o Sr. Trump estivesse presente quando os corpos dos primeiros militares americanos mortos no conflito com o Irã chegassem à Base Aérea de Dover, em Maryland, na tarde de sábado.

  • Relatório de inteligência: Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência, concluído antes dos Estados Unidos e de Israel lançarem ataques contra o Irã, previa que mesmo um ataque militar em larga escala contra o país dificilmente derrubaria seu governo teocrático, de acordo com autoridades americanas informadas sobre o trabalho.

  • Aeroporto de Dubai: O Aeroporto Internacional de Dubai anunciou no sábado que retomou parcialmente suas operações, após ter informado anteriormente que todos os voos estavam suspensos.

  • Líbano: Durante a noite, aviões de guerra israelenses bombardearam repetidamente os arredores do sul de Beirute, um reduto do Hezbollah onde os militares israelenses haviam alertado centenas de milhares de moradores para fugirem ou enfrentarem perigo iminente. Cerca de 300 mil pessoas foram deslocadas no Líbano, segundo estimativas do Conselho Norueguês para Refugiados.

  • Missão fracassada: O exército israelense informou que suas forças especiais também lançaram uma rara incursão no leste do Líbano na madrugada de sábado para buscar — sem sucesso — os restos mortais de Ron Arad, um soldado israelense considerado desaparecido em combate desde a década de 1980. A incursão provocou confrontos nos quais pelo menos 41 pessoas morreram, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.

*New York Times


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Trump ameaça ‘destruição completa’ do Irã se não houver rendição

Republicano atribui decisão iraniana de cessar ataques a países do Golfo Pérsico como suposta ‘fraqueza’; país persa reafirma que não irá se render

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que neste sábado (07/03) o Irã será alvo de novos e mais intensos ataques militares, em meio à ofensiva perpetrada por Washington e Tel Aviv contra o país persa.

“Hoje, o Irã será duramente atingido! Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã“, disse o presidente dos Estados Unidos, em sua Truth Social.

A declaração ocorre depois do presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciar que cessará os bombardeiros contra os países do Golfo Pérsico, a menos que ocorram ataques destas nações contra o Irã. Desde o início do conclave no último sábado (28/02), o país persa vem retaliando as bases militares norte-americanas localizadas nos países vizinhos.

Em sua postagem, Trump atribuiu a decisão iraniana ao ataque “implacável dos Estados Unidos e de Israel” e avaliou a medida como um sinal de rendição: “o Irã, que está sendo duramente atacado, pediu desculpas e se rendeu aos seus vizinhos do Oriente Médio, prometendo que não atirará mais neles”, escreveu.

“Essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel. Eles buscavam dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perde para os países vizinhos do Oriente Médio”, acrescentou Trump.

Ele ainda afirmou que o país persa “não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘o perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!”.

Rendição está fora de questão, diz Irã
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, no entanto, deixou mito claro que as exigências de rendição incondicional de Washington não serão aceitas: “os inimigos do Irã levarão para o túmulo seus sonhos de nossa rendição incondicional”, disse em mensagem divulgada na manhã deste sábado (07/03).

Já sobre o fim dos bombardeios aos países do Golfo, ele afirmou: “estamos comprometidos com a paz duradoura na região, mas não temos dúvidas, nem hesitação, em defender a honra e a autoridade do nosso país. Os alvos apropriados dos esforços de mediação devem ser aqueles que, ao subestimarem o povo iraniano, incendeiam a região”.

*Opera Mundi


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Irã diz que drones militares atingiram Abraham Lincoln, maior porta-aviões dos EUA

Após ataque, navio se afastou da fronteira marítima iraniana; chanceler Abbas Araghchi advertiu que eventual invasão terrestre resultaria em ‘desastre’ aos inimigos

O Irã informou nesta quinta-feira (05/03) que drones militares liderados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) atingiram o porta-aviões Abraham Lincoln dos Estados Unidos, destacado a mando do presidente norte-americano Donald Trump próximo do país persa. Teerã também advertiu que qualquer ofensiva terrestre contra a sua nação resultaria em “desastre” aos inimigos.

“O porta-aviões Abraham Lincoln, que havia se aproximado a 340 quilômetros das fronteiras marítimas do Irã no Mar de Omã numa tentativa de controlar o Estreito de Ormuz, foi atingido por drones da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana”, disse porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya.

O porta-voz acrescentou que o navio fugiu rapidamente com seus contratorpedeiros e agora está a milhares de quilômetros da região.

Anteriormente, logo após a agressão inicial perpetrada pelos Estados Unidos e Israel no último sábado (28/02), o IRGC havia anunciado que o USS Abraham Lincoln havia sido alvo de quatro mísseis balísticos, informação que o Pentágono negou em primeiro momento.

No dia anterior, o IRGC informou ter abatido um caça norte-americano de ataque multiuso no sudoeste do Irã. Segundo o corpo, o F-15E Strike Eagle foi derrubado graças aos novos sistemas de defesa aérea da Força Aeroespacial da Guarda.

De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o país persa já lançou mais de dois mil drones em retaliação aos ataques norte-americanos e israelenses.

Resposta desastrosa contra invasão terrestre
À emissora norte-americana NBC News, o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi afirmou que o país está “preparado” para enfrentar uma possível invasão terrestre, que, segundo Teerã, seria um “desastre” para seus inimigos.

“Estamos prontos para qualquer eventualidade, até mesmo um desembarque”, disse o chanceler. “Estamos esperando por eles. Temos certeza de que podemos enfrentá‑los, e que isso seria desastroso para eles”.

Araghchi também afirmou que o Irã “não tem intenção” de fechar o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica localizada entre o Golfo Pérsico e Golfo de Omã, embora não descarte tal possibilidade caso Israel e os Estados Unidos sigam escalando a guerra.

“Não fomos nós que o fechamos. Os navios e petroleiros é que evitam atravessá‑lo porque temem ser atacados por um dos lados”, afirmou.

Por fim, o ministro reiterou que Teerã não busca um cessar‑fogo e não pretende voltar a negociar com os Estados Unidos.

“Já negociamos com eles duas vezes, e em ambas as ocasiões fomos atacados no meio das negociações”, declarou Abbas, em referência à Guerra dos 12 Dias de junho passado, quando Washington e Tel Aviv se juntaram para atacar a infraestrutura iraniana. “Não estamos pedindo cessar‑fogo. Não vemos motivo para negociar com os Estados Unidos.”

*OperaMundi


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Irã ataca Estado-Maior e Ministério da Defesa de Israel em Tel Aviv

Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que mísseis burlaram defesas e 17ª onda da Operação ‘Verdadeira Promessa 4’ atingiu alvos de alta sensibilidade israelense

Como parte da 17ª onda da Operação “Verdadeira Promessa 4”, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou na terça-feira (03/03) que seus projéteis conseguiram burlar os sistemas de defesa aérea da ocupação israelense, atingindo alvos de alta sensibilidade militar e política.

Segundo um comunicado oficial da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques de precisão tiveram como alvo o Estado-Maior do Exército Israelense e o Ministério da Defesa, localizados no complexo de Hakiria, em Tel Aviv. Também foram relatados impactos precisos em infraestruturas em Bnei Brak e em alvos militares posicionados em Petah Tikva (nordeste de Tel Aviv) e na Galileia Ocidental.

O comando militar iraniano enfatizou que a “baixa eficiência” dos sistemas de defesa antimísseis da ocupação era evidente, permitindo que as munições penetrassem profundamente no território controlado pelo regime sionista. “As colunas de fumaça que se elevam do centro da entidade constituem prova viva da força dos ataques”, dizia o comunicado.

Relatórios de inteligência e monitoramento de campo da Guarda Revolucionária Islâmica revelaram que, após quatro dias de intensos combates, as baixas israelenses e norte-americanas somam mais de 680 militares, entre mortos e feridos.

Entretanto, o Corpo da Guarda Revolucionária anunciou a entrada de suas forças terrestres no teatro de operações para confrontar a agressão conjunta dos “Estados Unidos agressores e da entidade sionista criminosa”.

Em uma ação regional simultânea e de grande alcance, o Irã lançou dezenas de drones de ataque contra a base dos EUA em Erbil, no norte do Iraque, onde também foram destruídos enclaves de grupos separatistas curdos iraquianos que planejavam se infiltrar na fronteira iraniana.

A ofensiva também se estendeu ao Kuwait, onde as forças iranianas confirmaram sucessivos ataques com drones contra as bases militares estadunidenses de Ali Al-Salem e Arifjan.

Esses ataques ocorrem após quatro dias de hostilidades iniciadas pelo eixo Washington-Tel Aviv, que resultaram em centenas de mártires em território iraniano, incluindo figuras de alto escalão da Revolução e da República Islâmica, como o aiatolá Ali Khamenei.

Por meio da Operação “True Promise 4”, o Corpo da Guarda Revolucionária reafirmou seu compromisso de continuar operações deliberadas até que a infraestrutura militar da “entidade de ocupação” seja minada e a segurança regional seja garantida contra potências estrangeiras.

Em resposta ao que as autoridades iranianas descrevem como uma política de cerco e assassinatos seletivos por parte da entidade sionista e seu principal aliado, Washington, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou uma contraofensiva multidimensional.

Essa contraofensiva busca não apenas punir centros de poder militar em Tel Aviv, como o Ministério da Guerra e o Estado-Maior, mas também neutralizar a infraestrutura militar dos EUA em países como Iraque e Kuwait, de onde são coordenados os ataques contra o eixo da resistência no Oriente Médio.

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Mundo

Líderes mundiais se preparam para as consequências de uma guerra que se alastra rapidamente

Em março de 2026, líderes globais estão em alerta máximo e se preparando para as consequências de uma rápida escalada de conflitos, com foco no Oriente Médio e na Europa. A situação é caracterizada como uma “guerra que se alastra”, com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, além de tensões contínuas na Europa envolvendo a Rússia.

Principais Focos de Conflito e Consequências (Atualizado março 2026)
Conflito EUA/Israel x Irã: A partir de 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel iniciaram ataques coordenados ao Irã, visando instalações de mísseis e o alto comando, resultando na morte de líderes importantes. O Irã respondeu atacando bases americanas em vários países do Golfo (Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes).

Ameaça Regional: A escalada no Oriente Médio coloca o mundo em alerta, com temores de um conflito maior, potencial engajamento de China e Rússia e, consequentemente, uma “3ª Guerra Mundial”, de acordo com o New Yor Times.

Europa e OTAN: A Europa teme a expansão russa e tem se preparado para uma guerra, com simulações de sobrevivência e aumento de gastos em defesa. Incidentes híbridos, como drones russos testando defesas da OTAN e cortes de cabos submarinos, sinalizam uma escalada.

Impacto Econômico Global: A guerra no Irã gera forte volatilidade nos mercados, com alta do petróleo e busca por ativos de refúgio, como o ouro.

Preparativos e Reações Globais:
Divisão Europeia: Há divisões na Europa sobre os ataques dos EUA/Israel, com a Espanha rejeitando o uso de suas bases e a UE pedindo desescalada.

Segurança no Oriente Médio: Países do Golfo estão em alerta máximo com o fechamento de espaços aéreos e aumento da prontidão militar.

Ações de Defesa: O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a implantação de sistemas antimísseis e antidrones para proteger bases na região, citando acordos de defesa.

Líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU em 2026 destacaram que as crises em Gaza, Ucrânia e Irã têm perspectivas de se estenderem, tornando 2026 um dos anos mais críticos de uma geração.


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China apoia Irã em direito à defesa e exige que EUA e Israel cessem ataques

Durante conversa com homólogo iraniano Abbas Araghchi, chanceler chinês Wang Yi defendeu soberania, integridade territorial e dignidade nacional de Teerã

O governo chinês condenou energicamente, nesta segunda-feira (02/03), os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, no cargo desde 1989, além de altos comandantes militares do país. Entre os mortos estão o chefe do Estado-maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour.

Em conversa por telefone, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao chanceler iraniano Abbas Araghchi, que o país apoia o Irã em seu direito à defesa e afirmou que pressiona Estados Unidos e Israel para que cessem imediatamente os ataques.

Wang Yi reiterou o apoio da China à soberania, integridade territorial e dignidade nacional do Irã, reforçando a amizade tradicional entre os dois países e destacando a necessidade de proteger os direitos e interesses legítimos do Irã.

O chanceler chinês enfatizou ainda que a China instou publicamente EUA e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, evitando assim uma escalada que poderia desestabilizar todo o Oriente Médio. Wang Yi demonstrou confiança de que o Irã, mesmo diante da situação grave e complexa, manterá a estabilidade interna, protegerá seus cidadãos e salvaguardará instituições estrangeiras presentes no país, incluindo as chinesas.

Durante a conversa, Araghchi destacou a situação crítica enfrentada pelo Irã, relatando que os Estados Unidos lançaram ataques militares contra o país durante negociações em curso, violando o direito internacional e desrespeitando as linhas vermelhas de Teerã. Ele ressaltou que, apesar de avanços positivos nas negociações, a agressão estadunidense obriga o Irã a defender sua soberania com todas as forças, em defesa da integridade e da segurança da nação.

Araghchi garantiu que o Irã está comprometido em assegurar a proteção do pessoal e das instituições chinesas, reafirmando o papel do país como ator respo

Durante o diálogo, os chanceleres também destacaram a necessidade de retomar o diálogo diplomático entre as partes envolvidas, reforçaram a coordenação regional para reduzir tensões e sublinharam o papel da China como mediadora imparcial e construtiva, contribuindo para prevenir uma escalada militar e humanitária na região e preservar a paz.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a prioridade imediata é cessar as operações militares e evitar que o conflito se espalhe para outros países vizinhos. “É preciso fomentar que os problemas se resolvam por meio do diálogo e da negociação, com o objetivo de manter a paz e a estabilidade na região e no mundo”, declarou Mao.

Ela denunciou que os ataques de EUA e Israel foram realizados sem autorização do Conselho de Segurança da ONU, violando o direito internacional e ameaçando a segurança de toda a região. “A China insta todas as partes a interromper as ações militares e a prevenir que o conflito se estenda ainda mais. A diplomacia é a única via para superar a crise e manter a segurança regional.”

Mao  Ning destacou ainda a necessidade de respeitar a soberania e a integridade territorial dos Estados do Golfo. Além disso, a porta-voz valorizou a reunião especial dos ministros de Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), ressaltando que o diálogo e a diplomacia são a única forma de superar a crise atual e garantir a segurança regional.

Entre os episódios mais chocantes, um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, matando dezenas de estudantes e funcionários e deixando centenas de feridos. Autoridades iranianas estimam que ao menos 165 pessoas morreram, a maioria meninas, e cerca de 96 ficaram feridas.

Sobre a morte do líder supremo, Mao destacou que se trata de uma grave violação da soberania do Irã e dos princípios da ONU. “Os ataques pisoteiam os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais. A China se opõe firmemente e condena energicamente esses atos.”

*Opera Mundi


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Embaixada dos EUA na Arábia Saudita é incendiada após ataque com drones do Irã

Explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel. Questionado sobre retaliação, Trump disse: ‘Vocês vão ver’.

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na terça-feira (3, noite de segunda em Brasília). O local estava vazio, e não houve mortos ou feridos, disse a representação americana.

“Um incêndio foi deflagrado na embaixada dos EUA na capital saudita, Riad, após uma explosão”, disse a Reuters
“Ouvi duas explosões seguidas de fumaça subindo sobre o bairro”, disse um morador da região à AFP. A agência diz ter confirmado a informação com quatro testemunhas na zona oeste de Riad, onde se concentram as embaixadas.

Questionado por um repórter sobre se haverá retaliação ao ataque à embaixada e aos seis militares mortos desde o início da guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu: “Vocês vão ver”.

A Embaixada dos EUA na Arábia Saudita emitiram um aviso para que cidadãos americanos no país busquem abrigo imediatamente.

As explosões ocorrem num momento em que o Irã intensifica sua campanha contra os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, com ondas de ataques com mísseis e drones em resposta aos ataques aéreos dos EUA e de Israel.

Diversos drones Shahed têm sido lançados por Teerã contra alvos no Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, entre outros países da região — muitos deles em direção a bases americanas.

Nesta segunda, um drone iraniano atingiu uma refinaria da Saudi Aramco, a empresa de petróleo saudita, em Ras Tanura, a 438 km de Riad, resultando em grande destruição.

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

Imagem de satélite mostra complexo da embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Google Maps

*G1


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