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A cinco meses da eleição, o único projeto da direita unificada é ódio, privatização, cortes de benefícios e a volta da escravidão

Entra ano, sai ano, entra década, sai década, e a direita não tem um mísero projeto para melhorar a vida dos brasileiros. É poder pelo poder.

Na agenda da direita, não podem faltar as famigeradas políticas de cortes de investimentos em áreas sociais que beneficiem a população. Privatização é mantra sagrado e cortes de direitos dos trabalhadores, e trabalho escravo para crianças está no DNA dessa gente desde as Capitanias Hereditárias.

Não é por acaso que eles se classificam como conservadores. Detalhe, quando assumem o poder e implementam essas pautas, jamais visitam e muito menos debatem o resultado da lambança.

Assim, essa gente se defende com ódio. As questões que afligem os brasileiros são colocadas de lado, porque as redações da grande mídia fazem parte desse ilusionismo porque servem aos patrões e aos patrocinadores que têm interesse numa política de redução do Estaeo para obter redução de impostos e maximizar seus luros.

Em síntese, essa é a gênese da direita no Brasil. Quando eles falam das privatizações, fazem questão de esquecer a privataria de FHC, porque depois de entregar todo o patrimônio em nome da estabilidade econômica, a inflação voltou a crescer, com cobrança de juros reais acima de 40%, penico na mão para o FMI e zero de reservas internacionais. Aliás, foi assim que FHC entregou o Brasil a Lula que, além de pagar o FMI, reduzir a inflação, acumulou reservas internacionais nunca vistas antes no Brasil.

Por isso o Brasil nunca mais teve uma crise econômica grave como ocorreu com os governos militares até a chegada de Lula ao poder, mesmo passando por governos trágicos dos golpistas, Temer e Bolsonaro, que fizeram muito esforço para detonar a economia brasileira. A coisa só não desandou em função das reservas internacionais que deram garantias a investidores estrangeiros no Brasil.

Agora vem a mesma direita, vendo que a taxa de desemprego é a menor da história, a valorização do salário mínimo, passa a atacar o Bolsa Família e, junto, a proposta da volta da escravidão infantil para reduzir o custo da mão de obra.

É louco isso? É, assim como é uma sandice querer privatizar a Petrobras para tirar do Brasil a autonomia do petróleo. Por isso a direita tem raiva da palavra soberania e assistimos Flavio Bolsonaro oferer as terras raras brasileiras para Trump, virando as costas para o próprio país.

Trocando em miúdos, a direita está paenas sendo a direita que não tem um olhar para a economia doméstica ou alcance para entender aq sua importância.

Os que se julgam proprietários do Brasil e seus representantes, sobretudo no Congresso, querem um Brasil exclusivo para os ricos, um Brasil importador não um país fa bricante, autônome, dono de seu próprio juízo e demanda, eliminando qualque4r possibilidade de busca por autonomia e independência.

Parece mentira, mas em plenp 2026, a direita segue a mesma cartilha neoliberal de Whasington 60 anos atrás.


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Política

Como a Lava Jato e as privatizações de Bolsonaro afastaram o Brasil da autossuficiência em diesel

Guerra no Irã expôs dependência externa do país, agravada por corte de investimentos e venda de refinarias

A guerra no Irã e a disparada do preço do petróleo no mercado internacional voltaram a expor uma fragilidade estrutural do setor de combustíveis no Brasil. Entre 27 de fevereiro e 31 de março, refinarias privatizadas no governo Jair Bolsonaro elevaram o preço do diesel muito acima da Petrobras. Na Bahia, a Refinaria de Mataripe passou a vender o combustível 64% acima da estatal. No Amazonas, a Refinaria da Amazônia (REAM) chegou a um valor 76% superior.

O impacto imediato no preço ao consumidor ajuda a explicar por que o diesel voltou a protagonizar o debate energético no país, com ameaças de uma nova greve de caminhoneiros, um programa de subvenção e promessas da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, de tornar o país autossuficiente na produção do combustível em 5 anos.

Diferentemente da gasolina e do gás de cozinha, o diesel segue sendo o principal ponto de vulnerabilidade do abastecimento nacional. Embora o Brasil tenha alcançado a autossuficiência em petróleo, ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel que consome — proporção confirmada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao defender a recomposição da capacidade de refino nacional.

Essa dependência não tende a desaparecer tão cedo, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo o documento publicado no ano passado, portanto, antes das últimas declarações de Chambriard, mesmo com novos investimentos em refino, o Brasil seguirá sendo um importador líquido de diesel ao longo da próxima década. A projeção é que, em 2035, as importações líquidas do combustível cheguem a 52 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a aproximadamente 25% da demanda nacional.

No mesmo documento, a EPE projeta que o país poderá se tornar autossuficiente em gasolina no médio prazo e superavitário em GLP, o gás de cozinha, a partir do fim desta década. O diesel, portanto, não é apenas mais um item da conta dos combustíveis, mas o elo mais frágil de uma cadeia que impacta diretamente transportes, alimentos, inflação e custo de vida.

Para pesquisadores do setor e dirigentes petroleiros ouvidos pelo Brasil de Fato, essa vulnerabilidade não é resultado apenas de oscilações geopolíticas recentes. Ela foi construída ao longo dos últimos anos, com a interrupção de projetos de expansão do refino, a adoção do Preço de Paridade de Importação (PPI), a abertura do mercado para importadores e a venda de refinarias e outros ativos estratégicos da Petrobras.

A justificativa para o atual momento de fragilidade passa por uma linha do tempo que cruza Lava Jato, mudança na política energética, decisões do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e privatizações levadas adiante nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Do projeto de autossuficiência ao aumento da dependência
Embora o Brasil tenha alcançado a autossuficiência em petróleo com a expansão da produção no pré-sal, não conseguiu converter essa posição em autossuficiência na produção de combustíveis, especialmente no diesel.

Segundo o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, o Brasil produz hoje quase 4 milhões de barris de óleo equivalente por dia e exporta cerca de 1,6 milhão de barris diários, com 80% da produção oriunda do pré-sal. Ainda assim, segue importando cerca de um quarto do diesel consumido internamente.

Essa contradição, segundo pesquisadores e dirigentes do setor, se explica pela interrupção de um projeto de expansão do refino que poderia ter reduzido de forma estrutural a dependência externa do país. No Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, a Petrobras projetava ampliar sua capacidade de processamento, substituir importações de derivados e se tornar exportadora líquida a partir de 2016. A carteira incluía duplicar a capacidade da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a construção das refinarias Premium I e II, no Maranhão e no Ceará.

“Se esse planejamento estratégico tivesse sido colocado em prática, nós teríamos hoje a autossuficiência na produção de combustíveis”, argumenta Bacelar.

Para o economista Eric Gil Dantas, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps), se o plano tivesse sido mantido, o Brasil poderia ter transformado sua autossuficiência em petróleo em autossuficiência em combustíveis. O diesel, porém, ficou para trás justamente no momento em que a expansão do refino foi freada. “A conta está sendo paga agora. A gente poderia ser autossuficiente em combustíveis e não estaria passando por isso”, diz.

A ruptura começa a ganhar forma entre 2014 e 2016, em um contexto de queda do preço do petróleo, avanço da Lava Jato, crise política e mudança na estratégia da Petrobras. Para o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Mahatma Ramos, foi nesse período que se interrompeu um projeto nacional ancorado na segurança e na soberania energética. “A gente tem essa dependência hoje muito pela interrupção de um projeto nacional de desenvolvimento ancorado na segurança e soberania energética”, afirma.

Lava Jato, corte de investimentos e mudança de rota
Em junho de 2015, a Petrobras reduziu em 37% os investimentos previstos para os anos seguintes e anunciou um amplo programa de venda de ativos. Na prática, isso significou frear o projeto de expansão do refino. As refinarias Premium I e II foram abandonadas, o Comperj foi redimensionado e a ampliação da Refinaria Abreu e Lima ficou para depois.

O avanço da Operação Lava Jato coincidiu com a paralisação de grandes obras da Petrobras e com o enfraquecimento de setores industriais ligados ao petróleo. Para Mahatma Ramos, a operação não atingiu apenas a estatal, mas uma cadeia produtiva inteira. “O que a gente observou com a Lava Jato foi um desmonte, por exemplo, da indústria naval no Brasil”, afirma.

Foi nesse ambiente que a Petrobras passou a deixar em segundo plano o projeto que buscava ampliar a produção nacional de combustíveis. A empresa seguia aumentando a extração de petróleo com o pré-sal, mas se afastava do objetivo de reduzir a dependência externa de diesel e outros derivados.

“A Lava Jato permitiu esse cavalo de pau de uma empresa que investia para uma empresa que apenas desinvestiu”, completa o economista Eric Gil Dantas.

PPI, Cade e a abertura do mercado
A mudança de rumo não ficou restrita ao corte de investimentos. Em 2016, já no governo Michel Temer, a Petrobras adotou o Preço de Paridade de Importação (PPI), política que passou a alinhar os preços dos combustíveis aos preços internacionais do petróleo em dólar, além de variáveis como frete e seguro. A justificativa era abrir espaço no mercado brasileiro para novos agentes no mercado e reduzir o risco de desabastecimento.

Para Eric Gil Dantas, a promessa de que a concorrência derrubaria os preços nunca fez sentido no caso do refino. “O mercado de combustíveis é muito mais complexo do que esse blá-blá-blá liberal de que, com mais agentes, os preços cairiam”, afirma. Segundo ele, refinarias são estruturas pensadas para abastecer mercados regionais e não operam em lógica de concorrência direta, como se uma pudesse simplesmente surgir ao lado da outra para disputar consumidores.

A nova política de preços criou as condições para que importadores passassem a disputar espaço com a Petrobras e pressionassem por mudanças mais profundas no setor. Foi nesse contexto que a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), criada em 2017, recorreu ao Cade para enfraquecer o poder de precificação da estatal e abrir caminho para a venda de refinarias. “O Cade foi um mecanismo utilizado pela Abicom e pelo Paulo Guedes para forçar, entre aspas, a privatização dessas refinarias”, afirma, fazendo referência aos esforços privatistas do governo de Jair Bolsonaro.

O acordo firmado entre Petrobras e o Cade em 2019, governo Bolsonaro, previa a venda de oito refinarias. À época, a estatal detinha cerca de 98% da capacidade nacional de refino, e o Cade defendia que a alienação dos ativos estimularia a concorrência regional. Na prática, porém, o que se viu foi a formação de monopólios privados em mercados já estruturados em bases territoriais.

“Quando se privatizou, você criou monopólios privados naquelas regiões”, resume Dantas. Na Bahia, a Refinaria Landulpho Alves, rebatizada de Mataripe, passou ao controle do grupo Mubadala. No Amazonas, a Reman virou REAM sob comando da Atem. Em vez de mais competição, o país passou a conviver com refinarias privadas mais expostas ao mercado internacional e menos dispostas a amortecer choques de preço.

“Essas refinarias que faziam parte da holding da Petrobras foram transformadas em empresas subsidiárias e posteriormente vendidas sem aprovação do Congresso”, afirma. Na avaliação do pesquisador, foi assim que a estatal começou a ser “desmanchada por partes”.

Esse processo também abriu espaço para a explosão das tradings importadoras de combustíveis. Segundo Deyvid Bacelar, antes do golpe de 2016, havia cerca de 70 empresas desse tipo operando no país. No governo Bolsonaro, esse número chegou a quase 600. A nova configuração consolidou um mercado mais dependente de importações, mais sensível à volatilidade externa e menos controlado pela Petrobras.

No mesmo período, a Petrobras se desfez de ativos considerados estratégicos para o abastecimento, como a BR Distribuidora, a Liquigás e parte relevante da infraestrutura de transporte de gás. Para Mahatma Ramos, o efeito combinado dessas decisões foi ampliar a vulnerabilidade do país a oscilações externas e reduzir a capacidade do Estado de coordenar a cadeia de combustíveis do poço ao consumidor.

Em vez de uma empresa integrada, o país passou a ter uma cadeia mais fragmentada, mais dependente do setor privado e mais exposta às decisões do mercado internacional. “Você cria um mercado mais dependente do exterior e mais exposto às oscilações internacionais”, resume Bacelar.

Retomada do refino tenta reduzir a dependência de diesel
Foi esse processo de desinvestimento, privatização e fragmentação da cadeia de combustíveis que aprofundou o déficit brasileiro no refino de diesel. Enquanto ampliava a produção de petróleo, o Brasil reduzia ou adiava investimentos em capacidade de processamento, vendia ativos estratégicos e abria mais espaço para importações. Segundo especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, o resultado foi um descompasso que ainda marca o setor: o país exporta óleo cru em grande escala, mas segue sem refinar internamente todo o diesel de que precisa.

A reação a esse quadro começou a ganhar forma no terceiro governo Lula. A Petrobras retomou investimentos no parque de refino, elevou o fator de utilização das refinarias e voltou a apostar em obras que haviam sido deixadas para trás, como a ampliação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o desenvolvimento do Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro. A estatal também vem modernizando unidades já em operação para ampliar a produção de diesel de baixo teor de enxofre.

A mudança de rumo aparece também no discurso da direção da empresa. Nesta semana, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a companhia estuda perseguir a autossuficiência em diesel nos próximos cinco anos, justamente para reduzir a exposição do país a choques geopolíticos. Dias depois, Lula afirmou ter interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, sob o argumento de que a unidade produz menos do que poderia e precisa voltar a ter papel mais relevante no abastecimento nacional. Ele também já manifestou o mesmo em relação à Ream, no Amazonas.

Para Deyvid Bacelar, a reconstrução exigirá mais do que retomar obras pontuais. “Você desmonta um sistema ao longo de anos e não consegue reconstruir isso de uma hora para outra.”

Entre segurança energética e transição, o país disputa seu futuro
A tentativa de recuperar a capacidade de refino ocorre em meio a outra disputa estratégica: a da transição energética. Para Mahatma Ramos, o Brasil não perdeu a condição de liderança relativa nesse debate, porque já tem uma matriz elétrica mais limpa do que a maior parte do mundo e acumulou experiência em biocombustíveis e outras rotas de baixo carbono. O problema, segundo ele, é que a transição não avança em linha reta nem substitui, no curto prazo, a necessidade de garantir abastecimento e segurança energética.

A alta recente do petróleo ajuda a explicar esse impasse. De um lado, encarece combustíveis, pressiona a economia e reforça a urgência de alternativas menos dependentes dos fósseis. De outro, aumenta a rentabilidade do próprio setor petrolífero e estimula novos investimentos em exploração, produção e refino. “O que a gente vai observar nas próximas décadas é um avanço paralelo dessas duas geopolíticas”, diz Ramos, referindo-se à permanência do petróleo como ativo estratégico e ao crescimento das energias renováveis.

*BdF


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Economia Política

Sem malabarismos, a maior oposição a Lula não é a dos Bolsonaro, mas do custo de vida a partir dos juros reais mais altos do mundo

Não adianta enfeitar o pavão, a imagem de Lula está atada naquilo que hoje é o maior presente de grego deixado por Temer e Bolsonaro, o custo de vida nas alturas, puxado pela agiotagem nacional com o suposto Banco Central independente, já que quem manda é o mercado.

A fatia da renda para pagar juros é a maior em 20 anos.

Certamente, tais disparates só vão piorar, Deus que me perdoe, numa gestão de Flavio ou Tarcísio. Mas a luta das famílias para se manterem diante do custo dos alimentos não é nada amável e, com certeza, o tom do guincho imposto pela taxa Selic é o grande pesadelo brasileiro.

É preciso entender os dois golpes dados em Dilma num piscar de olhos, quando ela enquadrou a agiotagem com o menor spread da história. Chacinaram seu governo e seguem abalando o terceiro mandato de Lula com o senquestro do Banco Central pela agiotagem nacional.

Essa é a pior forma de raptar uma gestão, porque temos que lembrar que, nos dois primeiros mandatos de Lula, o Banco Central não estava nas mãos dessa choldra de agiotas. Agora, o dinheiro está num preço profundamente imoral, desumano e isso, logicamente afeta os preços dos alimentos, do crédito e faz com que, por mais que Lula faça uma ótima gestão com avanços fundamentais, não alcance a glória merecida, do ponto de vista político.

Esse pesadelo continuará, caso nada seja feito até a eleição. O velho patriarcado rentista mostrou do que é capaz de fazer com o país, por mais generoso que um governo seja com a população, infelizmente, a vida como ela é no cotidiano dos brasileiros, é sim melhor do que nos períodos de Temer e Bolsonaro, mas a banana continua com o preço nas alturas, o torresmo, idem, a proteina animal está com preço trágico, nas estrelas.

Conclusão, a população está indiferente a todos os grandes avanços do Planalto na gestão Lula, demonstrando que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outr coisa. E todos os sacrifícios do governo para benefíciar o povo, não passam de uma arte de plumaria diante da caristia implacável que o assalta cotidianamente.

Para piorar, o governo, com a guerra contra o Irã, promovida pelos EUA e Israel, fica amarrado a um novelo difícil de se livrar, já que, como todos sabem, Bolsonaro fez o que fez contra a Petrobras e o cheiro de enxofre, mesmo depoiis de 4 anos de Bolsonaro longe do poder, segue praticamente inabalável.

Trocando em miúdos, o desequilíbrio da balança política está essencialmente na economia de vida no cotidiano dos brasileiros, isso precisa ser o foco central, sobretudo a feroz taxa Selic do Banco Central “independente”. Somente assim, Lula ganhará o terreno perdido, porque não há espaço para paralelismos que compense tal estupro que os agiotas impõem aos brasileiros.


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Política

Bolsonaro, via Eduardo, confessa que Dilma sofreu um golpe, armado por Temer e Centrão

Vamos começar pelo começo?

Primeiro, não existe Eduardo sem Bolsonaro. Para ser bem claro, Eduardo, nos EUA, foi e é apenas um pombo correio de Jair Bolsonaro na Casa Branca.

Não fosse isso, por que Bolsonaro mandaria R$ 2 milhões para Eduardo nos EUA?

A direita é que está numa guerra fratricida, onde um está comendo as minhocas da cabeça do outro, só não fala que foi Bolsonaro e não Eduardo quem fez uma merda do tamanho de um cometa, porque Bolsonaro tem o maior espólio político da direita.

Eduardo é apenas um aspirante de Jair, ele não tem cacife para além da função que seu pai lhe reservou nos EUA.

E se Eduardo compartilhou no X tal confissão sobre o golpe em Dilma, armado por Temer e Centrão, é porque na relação íntima que tem com o filho, foi o próprio Bolsonaro quem mandou explodir Temer e Centrão.

Na verdade, sabendo que Lula vai passar o cerol geral em 2026, ele acha melhor ser, mesmo em cana, o único político capaz ao menos “rivalizar” com Lula e não quer perder essa miragem que habita na cabeça oca dos bolsonaristas.

Portanto, paisagismo por paisagismo, é melhor detonar a direita que dividir seu prato de merda pra manter o gado cativo do seu cercadinho.

Por isso, Bolsonaro achou indispensável abrir o bico via outro língua grande, entregar a rapadura pra esquerda do que ter que sacrificar, sua cada vez mais mixa, militância digital pra cavar sua anistia.


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O problema da esquerda não é rede social, mas a velha mídia de sempre

Não há dificuldade alguma para entender o “Brasil de Lula à beira do barranco”, como é vendido pela velha e carcomida mídia pela milionésima vez.

Os personagens podem até ser outros, mas a fórmula não muda e não é de agora, nem mesmo exclusivo contra Lula.

Esses malefícios da mídia já foram praticados bem antes do galo cantar e jogou pesado contra Getúlio, Jango, Brizola, Lula 1, 2, Dilma 1 e 2 e, agora, Lula 3 e, claro, será assim no Lula 4 que certamente virá.

O problema é sempre o mesmo. As classes economicamente dominantes, no Brasil, são culturalmente herdeiras da aristocracia escravocrata num país de cinco séculos e pouco em que quatro deles tínhamos escravidão.

Essa elite não sobrevive sem a equitação vampírica das classes tradicionalmente excluídas.

É a velha classe branca, de olhos azuis, que não admite um mísero espaço ou um passo dos pobres dentro dos salões oficiais.

O atual Congresso é podre, porque foi construído pela mídia que sempre trabalhou para defender os interesses dos mandachuvas da velha oligarquia antinacional e antipovo, antipreto, e antitudo que possa aventurar uma política de inclusão dentro do Estado Brasileiro.

As classes média e alta sempre caminharam juntas contra o Brasil. Apoiaram a queda e morte de Getúlio, assim com a implantação da ditadura e a derrubada de Jango.

Só depois, quando o “milagre brasileiro” se mostrou um charlatão, é que essa gente, tragada pela hiperinflação, malabarizou uma saída à francesa para sair daquele buraco sem sobressaltos com a negativa das diretas e a chegada de Sarney ao poder, que ficou mais 5 anos cozinhando um galo duro entregue a Collor que, por sua vez, conseguiu piorar o que já era péssimo, seguido por FHC, que entregou todo o patrimônio do povo numa privataria criminosa.

De lá para cá, só deu a esquerda com Lula vencendo tudo e todos da grande mídia.

Foi preciso ainda dar dois golpes em Dilma e Lula para chegar ao poder dois bandidos fantoches da oligarquia, Temer e Bolsonaro. Deu no que deu.

Agora, não é e nem será diferente. A mídia construiu uma narrativa confusa sobre o roubo no INSS para ser confusamente compreendida pelo povo, tirando assim a responsabilidade de Temer e de Bolsonaro, jogando o tijolo midiático no colo de Lula.

A saída é sim o uso das redes, sobretudo pela militância de esquerda, mas também ou principalmente, a ocupação de Lula, Haddad e ministros do governo nos canais de TV para confrontar as versões da mídia sobre esse espalha farinha que a Globo e os jornalões operam todo santo dia.

Não tem segredo ou mágica, é Lula falando direto nas ruas com o povo pobre e seus ministros ocupando as telinhas e os debates públicos.

Essa é a guerra que a esquerda tem pela frente até 2026 e sairá vitoriosa outra vez se somar isso a um formato eficiente nas redes sociais.


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Bastou o escândalo do INSS chegar em Temer, Bolsonaro e Tarcísio que os jornalões sumiram com as manchetes sobre o tema

O silêncio da grande mídia em certos assuntos muitas vezes é mais revelador que suas manchetes em garrafais.

Trocando em miúdos, é o que sempre digo.

A mídia é mais canalha quando se omite e esconde notícias, numa autocensura estratégica, do que quando usa as garrafais para atacar quem considera adversário político como o PT.

Tarcisio é o candidato à presidência da Faria Lima e, consequentemente, da grande mídia.

Bolsonaro e Temer são as vigas centrais dessa candidatura.

Por isso, falar em INSS, mostrando que o escândalo começa com Temer e passa por Bolsonaro, é tudo o que a mídia tarcisista não quer.

O silêncio da grande mídia sobre o escândalo do INSS, quando envolve figuras como Temer e Bolsonaro, escancara uma seletividade que vai além do noticiário e toca em interesses políticos e econômicos.

A missão pode ser mais estratégica do que as manchetes escandalosas, especialmente se considerar o alinhamento de parte da imprensa com certos projetos de poder, como a possível candidatura de Tarcísio em 2026, apoiada por setores da Faria Lima.

O INSS, com sua relevância social e peso financeiro, é um tema sensível.

Se as denúncias começarem, como já acontece, a traçar uma linha que conecta Temer e Bolsonaro ao começo da corrupção no INSS, isso compromete uma narrativa de apoio a Tarcísio que depende da imagem de continuidade de certas agendas econômicas e políticas dos dois pilares centrais de sua imagem como Bolsonaro e Temer.
A mídia, nesse caso, opta por desviar o foco para proteger essa construção na cara dura.

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Política

A velhaca terceira via tem o drácula sabotador, Temer, como líder da pantomima do atraso

Pedro Dória, da nova safra de mervais dos jornalões nativos, editor do blog Meio, é só entusiasmo com o “novo” formato da terceira via, sobretudo com a liderança das múmias empalhadas como Temer que estão nesse sebo político.

Temer é aquele que saiu do “governo”, arrancado de Dilma, com popularidade negativa, ou seja, que ultrapassa 100% de ruim, péssimo, e não tem graça.

Segundo o narrador da peleja, o tijolo tem uma frente de governadores como Ratinho, Caiado, Eduardo Leite e outros roedores menores.

Seria a volta da direita limpinha e cheirosa, mas fedorenta e imunda.

Essa 3ª via já vem 100% privatizada. Terra, fogo, água e ar.

Nada fica de fora desse negócio da China às avessas.

É um trumpismo tropical, onde tudo é super tarifado para quem se aventura entrar nessa via e pegar a ponte para o futuro do passado Demotucano.

O nome do bate-entope antilulista é “Agora Vai”

É o Centrão do ratão que operou como sabotador no golpe contra Dilma e, agora, usa o mesmo submundo político pra unir a essas figuras a outros troços como Tarcísio, líder do governo matador e Zema, o barnabé-sinhô.

Pedro Dória é uma espécie de corneteiro da tropa midiática e meteu o beiço no bocal para saldar a “boa nova” da política nacional.

É uma reciclagem de ideias fracassadas, como uma “ponte para o futuro” demotucana, que não proporcionou crescimento econômico nenhum, mas aprofundou e muito as desigualdades sociais.

As privatizações que esses ícones do atraso defendem encarecem serviços essenciais, afetando frontalmente a população mais pobre.

A flagrante fragmentação ideológica da direita nativa e a falta de um projeto unificado não dificultam suas previsões.

É a famosa Lei de Murphy, uma teoria que afirma que se as coisas têm tudo pra dar merda, vai dar merda.

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Política

Quando a mídia antilulista, Globo e iguais, fará mea culpa por apoiar só político ladrão?

Collor, Aécio, Temer, Moro, Dallagnol e Bolsonaro são apenas alguns vigaristas que a chamada grande mídia apoiou e que, em certos casos, transformou os comprovados vigaristas, em heróis no JN.

O primeiro método para estimar a inteligência e independência de um jornalista é olhar para os homens que tem à sua volta.

Nesse caso, a grande mídia se cerca dos piores ratos da República.
Isso é histórico.

Roberto Marinho tratava Collor como um filho.

Daí a sua massiva campanha para transformar esse vigarista, preso hoje, em herói nacional como “caçador de marajás”

Alguém já viu a Globo fazer mea culpa por apoiar só ratazanas políticas pegas na ratoeira?

Por isso os barões da grande mídia esquecem mais rapidamente a morte de um politico corrupto.

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Política

A abrangente dissolução da direita brasileira

A direita se esqueceu de criar um substituto de Bolsonaro? Não.

O grau acentuado de barata voa na direita brasileira não é de hoje.

O último figurino dos reacionários já mostrava que todo o espetáculo nas redes sociais não passava de fumaça para tentar esconder que a direita não tem projeto para o país e muito menos para a própria sobrevivência.

A natureza da direita é de destruição, de forma “chique” ou bruta.
Não importa o peso das palavras, mas o das mãos.

Assim, um Aécio ou um Temer têm o mesmo peso moral de Bolsonaro. A vida real dos três revela isso.

Cada um deles estampa uma imagem, mas a prática neoliberal e corrupta é a mesma.

Então, dá no que dá.

A direita não tem discurso e muito menos candidato a presidente.

A auto higiene que sem querer a própria direita produziu contra si, não deixou pedra sobre pedra.

Aliás, Dilma, em seu discurso após o golpe que sofreu dessa escória, foi profética sobre isso.

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Mundo

O vulcão às avessas de Trump faz estragos de monta nos EUA

Os bombardeios tarifários de Trump erram coordenadas e lançam bombas no seu próprio pé.

Todos os dias sabe-se pela imprensa dos EUA de vítimas norte-americanas atingidas pela agenda econômica de Trump.

O presidente dos EUA persegue universidades e os alunos é que se transformam nas principais vítimas.

O clima de terror e incertezas sobre os pesados cortes de financiamento de Trump levou escolas a reduzirem o número de alunos de doutorado, em alguns casos renegando ofertas.

Cortes de Trump na força de trabalho federal afastam funcionários jovens.

Entre os trabalhadores, cujas carreiras e vidas foram afetadas pelas medidas do governo federal nos EUA nas últimas semanas, estão aqueles que representam a próxima geração de servidores públicos.

Outro símbolo trágico das medidas de austeridade de Trump vem da poderosa CIA, que começa a demitir oficiais recentemente contratados.

Fiscais economizaram bilhões para os contribuintes. Ainda assim, Trump os demitiu.

O nome disso é cangaço neoliberal que nós brasileiros conhecemos muito bem com os ditadores militares, Sarney, Collor, FHC, Temer e Bolsonaro. Sabemos inclusive onde isso vai dar.