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O Rei está nu!

Trump afirma que a China pode ser tarifada em 155%  a partir de novembro e, claro, ninguém acredita

Trump virou chacota intergaláctica porque fala mas não tem pau pra colocar na mesa contra a china.

Está tomando uma chinelada na guerra comercial que carrega amarrotada na munheca.

O grande rei é um rinoceronte branco sem chifre, fora do peso e mostra que os EUA hoje não é nem sombra do que foi um dia na geopolítica global.

Ronca o tempo todo que vai macetar os inimigos da “América Grande”, no mais arrogante estilo vitorioso, mas não dá um passo concreto além da língua.

Na altíssima roda empresarial sobretudo no mundo do agronegócio dos EUA, o sujeito está sendo desconjurado por ter levado uma pernada de Lula no comercio de soja pra China.

Lula fez de Trump um saboroso tutu com torresmo frito.

Segundo o grande Jamil Chade, essa é a paisagem que está sendo pintada pelos próprios e enfurecidos produtores de soja nos EUA, desmentindo os arrotos vitoriosos de Trump.

Os dois, Lula e Trump devem se encontrar no próximo domingo dia 26, na Malásia.

Pela fala de Marco Rubio essa questão da soja deve ser assunto desse encontro entre outras pautas.

Na verdade, esse encontro dos dois pode se estender numa calda que devolva o equilíbrio que marcou as relações comerciais dos dois países há mais de 200 anos.

O fato é que essa espécie de boto rosa americano tem uma visão profética as avessas quando politicamente vende o que não entrega.
Milhares de manifestantes tomaram as ruas neste sábado (18/10) nos EUA em protesto contra Trump, sob a bandeira “No Kings”

A realidade é que não há romancismo neoliberal capaz de apagar a imagem de Trump como o Rei Nu diante do mundo, sobretudo dentro do próprio território.

E o Rei Nu não é nada bonito.


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O bufão de latão está perdido

A única coisa que Trump está conseguindo mostrar, com esse projeto neofascista numa série de lambanças, é o tamanho da suruba capitalista que os EUA está mergulhado.

O sujeito não acertou nada. Deu tudo errado.

Parece aquele samba “Vacilão” que o Zeca gravou:
“Deu lavagem ao macaco
Banana pro porco, osso pro gato
Sardinha ao cachorro, cachaça pro pato
Entrou no chuveiro de terno e sapato
Não queria papo
Foi lá no porão, pegou “tresoitão”
Deu tiro na mão do próprio irmão
Que quis te segurar”

Aquele mundo de gente nas ruas neste domingo, nos EUA, contra Trump, fato não relatado pela nossa grande mídia brasileira, é um termômetro das trapalhadas do farofeiro.

O garganta, língua de trapo, conseguiu contrariar todo mundo civilizado, dentro e fora do país pelas asneira que comete todo santo dia.

Tudo isso só mostra a estreiteza da pinguela que o capitalismo globalizado está tentando passar, trombando com inimigos e aliados.


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Brasil Mundo

O impacto das tarifas de Trump no Brasil tem mais barulho do que mordida

Não sou eu quem diz.

Relatórios de entidades como CNI e Fiemg, é que estão atestando isso.
Vamos aos fatos, porque é isso que interessa.

O “tarifaço” não derrubou a economia brasileira, graças às exceções e à resiliência (crescimento projetado de 2,4% para 2025 pela Suno Research).

Evidentemente há perdas localizadas. Mas, no grosso, não.
Exportações para EUA caíram 15-20% em setores afetados, mas o superávit com a China compensou.

Detalhe fundamental

O tarifaço acelerou diversificação das exportações brasileiras. Ali, na batata, o PIB brasileiro segue em 2,4%, balança resiliente via China/UE.

O ronca e fuça, Donald Trump, sai mais prejudicado (queda de 0,37% no PIB US vs. 0,16% no BR).

Essa dinâmica mostra como interferências externas podem backfire, especialmente em um país com forte identidade nacional como o Brasil.

O Focus Poder acertou ao prever o “tiro no pé” de Trump, e o FT só validou o que já era evidente para analistas atentos.


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Mundo

Trump, com seus rodopios infrenes, transformou os EUA apenas em uma central de rodamoinhos

Efetivamente, o que Trump fez de bom para os EUA com suas variantes de tarifas para todo o planeta?

Que ciência econômica é essa que faz o povo americano pagar mais caro nos produtos penalizados com as tarifas?

Cada um vê, a seu modo, todo o palavrório e ações destrambelhadas de Trump.

Mas o objetivo desaparece quando é confrontado com os números da economia dos EUA da era Trump 2.0.

Onde há poeira, folha e palha seca, a veneta de turbilhonar a economia norte-americana se apresenta como a arma fantástica de Trump pra fazer espetáculo sem entregar prosperidade real ao pais e aos americanos.

As tarifas, que prometem proteger empregos e reduzir déficits comerciais, na prática, funcionam como um imposto regressivo que pesa mais nos bolsos dos consumidores americanos.

Déficit de bens subiu para US$ 1,2 tri em 2024 (pré-tarifas); em 2025, importações caíram 13% em alguns setores, mas retaliações aumentaram custos de exportações.

A ciência econômica é clara: tarifas são ineficientes para “fazer bombar” a economia; elas protegem poucos às custas de muitos, e retaliações amplificam o dano.

Se o objetivo é prosperidade, políticas como investimentos em educação/trabalho, seriam mais eficazes. Trump 2.0 ainda é cedo para julgar, acordos recentes com China/UK podem mitigar, mas o risco de recessão profunda nos EUA é real.

A ver

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Para emprestar dinheiro a Milei, Trump impõe humilhação e submissão total da Argentina aos EUA

O narcocapitalista de araque, virou um pobre animal de abate nas mãos de Trump.

A cena foi constrangedora.

Um quadro dantesco que mostra a arrogância de Trump e a imagem de um Milei suado e abatido, parecendo ouvir tal proposta de dentro de uma toca de tatu, enquanto Trump lhe oferecia literalmente a total obediência em troca da boia salva-vidas.

A Argentina afundada no inferno econômico de Milei, teve que se submeter a morcegos e corujas pra conseguir um qualquer pra empurrar a crise econômica com a barriga.

Para azedar ainda mais a sopa, Trump diz que Milei’ é um grande líder’, mas avisa que a ajuda dos EUA à Argentina dependerá das eleições.

Se Milei perder, e vai perder, está morto.

Não sai centavo do bolso de Trump.

Se Milei não vencer, estamos fora, cravou o bufão imperialista.


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Trump acabou com o genocídio em Gaza tanto quanto o sargento Garcia prendeu o Zorro

O boquirroto Trump, com todo o seu show de “paz histórica” e planos mirabolantes para transformar Gaza na “Riviera do Oriente Médio” (incluindo ideias malucas de realocar palestinos para a Líbia ou Somália, que foram duramente rejeitadas por todo mundo), não acabou com o genocídio em Gaza.

Na verdade, ele ajudou a prolongá-lo.

Vamos aos fatos
Em fevereiro de 2025, Trump propôs que os EUA tomassem controle de Gaza e deslocassem a população palestina, o que a Human Rights Watch chamou de escalada de limpeza étnica.

Durante meses, ele forneceu armas ilimitadas a Netanyahu.
Ele mesmo admitiu isso em discursos recentes, dizendo que Bibi ligava pedindo armas que eu nem conhecia e que usaram muito bem.

O conflito, que já havia matado mais de 66 mil palestinos até setembro, continuou com ofensivas israelenses em Gaza City, fome declarada pela ONU e uma comissão da ONU concluindo em setembro que Israel cometeu genocídio intencional contra os palestinos.

Trump?

Ele financiou e incentivou isso tudo, enquanto posava de mediador.
Só em 29 de setembro de 2025, com pressão de aliados árabes e um plano de 20 pontos (que inclui desarmar o Hamas e um “governo tecnocrático” supervisionado por ele mesmo), veio um cessar-fogo parcial libertando reféns em troca de prisioneiros, com Israel recuando de partes de Gaza.

Mas isso é fase 1 de um acordo frágil, com o futuro da governança de Gaza ainda incerto, reconstrução pendente e milhares de mortos no currículo.

Acabar com o genocídio?

Se Trump quisesse de verdade parar a carnificina, teria condicionado as armas à um cessar-fogo real desde o dia 1, em vez de bancar o fã-clube de Netanyahu.

Israel não acabou com sua ocupação dos territórios palestinos. Pelo contrário, apesar de um cessar-fogo parcial em Gaza implementado como parte do plano de paz de 20 pontos de Trump (que incluiu a liberação de reféns israelenses, prisioneiros palestinos e uma retirada limitada de tropas israelenses de partes da Faixa de Gaza), o controle efetivo israelense persiste em áreas chave, como fronteiras, espaço aéreo e marítimo.

Além disso, Gaza continua sob bloqueio, e a reconstrução e governança futura permanecem sob influência israelense, com propostas de “governo tecnocrático” supervisionado por potências externas, incluindo os EUA.

Na Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental), a ocupação militar israelense se intensificou em 2025, com expansão de assentamentos ilegais

43 novos em 2025, somando mais de 330 existentes, confisco de terras, cerca de 2.400 hectares declarados terra estatal israelense e operações militares que resultaram em centenas de mortes palestinas.

Em resumo, o cessar-fogo em Gaza é um passo frágil, mas não altera o status quo de ocupação, que dura desde 1967 e se agravou em 2025.
Para uma solução de dois Estados, precisaria de negociações reais, desmantelamento de assentamentos e reconhecimento mútuo, algo distante sob o atual governo Netanyahu.


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Brasil Mundo

Com Bolsonaro condenado e inelegível, Trump elogiando Lula, Milei afundando a Argentina, bolsonaritas estão órfãos

É, o cenário tá mesmo trunfado pro lado do gado.

Vamos destrinchar isso rapidinho, com base no que rolou de fato até agora pra ver se os órfãos têm salvação ou se vão continuar no modo survival eterno.

Bolsonaro, do Planalto à tornozeleira

O mito dos tolos, foi condenado em setembro pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Isso tudo ligado aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ele já estava inelegível até 2030 por abuso de poder (decisão do TSE em 2023), mas agora, a ficha limpa rola por mais 8 anos após cumprir a pena, ou seja, potencialmente até 2060, quando ele teria 105 anos.

Prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica é o luxo atual, e há risco de perder posto e patente militar.
Resumindo: Sem chance de candidatura em 2026 (ou nunca mais, na prática).

Os bolsonaristas que sonhavam com volta por cima agora migram pro TikTok pra remixar discursos antigos.

Trump elogiando Lula: A traição yankee. Depois de meses chamando o julgamento de Bolsonaro de caça às bruxas, Trump deu uma guinada em setembro.

No discurso na ONU, ele chamou Lula de “grande cara” e disse que os dois têm “química excelente”, marcando até uma reunião pra discutir tarifas e comércio.

Em outubro, rolou uma videochamada de 30 minutos onde Trump falou que EUA e Brasil vão se dar muito bem juntos.

Lula até sugeriu encontro no ASEAN, na Malásia.

Para bolsonaristas, isso é como ver o ídolo trocar de time no meio do jogo.

Traição!

Esse é o grito de guerra nos grupos de Whatsapp.

Milei afundando a Argentina: O ídolo neoliberal que virou mingau.

O “anarcocapitalista” prometeu milagre, mas 2025 está sendo um pesadelo.

Cortes brutais: salários encolhendo, custo de vida explodindo, desemprego nas alturas e colapso em manufatura/construção,
Resultado?

Trump jogou um salva-vidas de US$ 20 bilhões em setembro (swap line e compra de bonds), chamando Milei de “fantástico”, mas analistas dizem que é paliativo,

A Argentina vira colônia de recursos para os EUA, com mineração e agro bombando, enquanto o povo passa fome.

Bolsonaristas que viam Milei como “novo Bolsonaro”, agora fingem que não viram o flop.

Tem até quem diga que a ultradireita global é uma fraude que não se sustenta.

Vai entender…


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A reação da China contra a nova tarifa dos EUA: ‘Não temos medo de guerra comercial’

Governo chinês afirma que poderá tomar medidas firmes caso Trump não recue de nova ameaça

Neste domingo (12), o Ministério do Comércio da China se manifestou pela primeira vez em relação à nova taxação dos Estados Unidos. O governo afirmou que poderá tomar atitudes firmes para proteger seus “direitos e interesses legítimos” frente a medida anunciada pelo presidente Donald Trump que impõe tarifa de 100% sobre todos os produtos chineses.

Além de exigir a revogação da tarifa, a China apelou para a proteção dos consensos estabelecidos entre os dois chefes de Estado “através de diálogos e com base no respeito mútuo e consultas em pé de igualdade, a fim de garantir o desenvolvimento estável, saudável e sustentável da relação econômica e comercial China-EUA”.

A posição do governo classificou as ações dos Estados Unidos como “hipócritas” e prejudiciais para a atmosfera das conversas bilaterais. Também afirmou que é contra a guerra comercial, mas não tem medo da briga.

“Ameaças arbitrárias de tarifas elevadas não são a maneira correta de se relacionar com a China. A posição da China sobre a guerra comercial é consistente: nós não a queremos, mas não temos medo dela”, afirmou o porta-voz do ministério.

Também neste domingo (12), após a manifestação chinesa, o republicano Donald Trump passou a adotar um tom mais conciliador, dizendo que os Estados Unidos querem “ajudar a China, não prejudicá-la”.

“Não se preocupem com a China, tudo ficará bem! O respeitado presidente Xi acabou de passar por um momento difícil. Ele não quer uma depressão para seu país, e eu também não”, declarou Trump na plataforma Truth Social.

Terras raras
Na semana passada, a China endureceu o controle sobre a exportação de terras raras. O porta-voz do ministério defendeu que a política é uma ação legítima do governo, que atende as leis e regulamentações chinesas a fim de melhor salvaguardar a “segurança e estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”.

A medida, no entanto, entrou em rota de colisão com os interesses do presidente Donald Trump que criticou a iniciativa e, em resposta, anunciou que também passará a impor controle de exportações sobre todos os softwares essenciais produzidos nos Estados Unidos.

Em entrevista concedida a jornalistas, o porta-voz do governo chinês afirmou que as medidas contra a economia do país são desproporcionais. Enquanto 900 produtos norte-americanos estão inseridos na lista de controle de exportação na China, a barreira é imposta a mais de 3 mil itens chineses em território estadunidense.

“Por um longo tempo, os Estados Unidos têm estendido excessivamente o conceito de segurança nacional, abusando do controle de exportação, tomando ações discriminatórias contra a China e impondo medidas de jurisdição extraterritorial unilateral em vários produtos, incluindo equipamentos e chips de semicondutores”, disse o representante do governo chinês.

Um encontro entre os dois presidentes, previsto para o final deste mês durante a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) na Coreia do Sul, continua incerto. Segundo Trump, “não há mais motivos” para a reunião com Xi Jinping.

A aplicação da tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China deve entrar em vigor em 1º de novembro “ou antes disso”, afirmou Trump na rede social Truth Social na última sexta-feira (10).

*BdF


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O falso plano de paz de Trump

Não haverá paz em Gaza. Apenas a ausência temporária de guerra

Por Chris Hedges*, em seu substack Chris Hedges Report

Não faltam planos de paz fracassados na Palestina ocupada, todos eles incorporando fases e cronogramas detalhados, desde a presidência de Jimmy Carter.

Eles terminam da mesma forma. Israel consegue o que queria inicialmente — no caso mais recente, a libertação dos reféns israelenses restantes — enquanto ignora e viola todas as outras fases até retomar seus ataques ao povo palestino.

É um jogo sádico. Um carrossel da morte. Este cessar-fogo, como os do passado, é um intervalo comercial. Um momento em que o condenado pode fumar um cigarro antes de ser abatido por uma saraivada de balas.

Assim que os reféns israelenses forem libertados, o genocídio continuará. Não sei por quanto tempo.

Esperemos que o massacre seja adiado por pelo menos algumas semanas. Mas uma pausa no genocídio é o melhor que podemos antecipar.

Israel está prestes a esvaziar Gaza, que foi praticamente arrasada por dois anos de bombardeios implacáveis. Não vai ser interrompido. Este é o ápice do sonho sionista.

Os Estados Unidos, que deram a Israel a impressionante quantia de US$ 22 bilhões em ajuda militar desde 7 de outubro de 2023, não fecharão o duto financeiro, a única ferramenta que pode deter o genocídio.

Israel, como sempre, culpará o Hamas e os palestinos por não cumprirem o acordo, provavelmente por uma recusa — verdadeira ou não — em desarmar, como exige a proposta.

Washington, condenando a suposta violação do Hamas, dará sinal verde a Israel para continuar seu genocídio e criar a fantasia de Trump de uma Riviera de Gaza e uma “zona econômica especial”, com sua realocação “voluntária” de palestinos em troca de tokens digitais.

Da miríade de planos de paz ao longo das décadas, o atual é o menos sério. Além da exigência de que o Hamas liberte os reféns dentro de 72 horas após o início do cessar-fogo, ele carece de detalhes específicos e de cronogramas impostos. Está repleto de ressalvas que permitem a Israel revogar o acordo.

E esse é o ponto. Não foi concebido para ser um caminho viável para a paz, o que a maioria dos líderes israelenses entende. O jornal de maior circulação de Israel, Israel Hayom, criado pelo falecido magnata dos cassinos Sheldon Adelson para servir como porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e defender o sionismo messiânico, instruiu seus leitores a não se preocuparem com o plano de Trump, pois se trata apenas de “retórica”.

Israel, em um exemplo da proposta, “não retornará às áreas das quais foi retirado, desde que o Hamas implemente integralmente o acordo”.

Quem decide se o Hamas “implementou integralmente” o acordo? Israel.

Alguém acredita na boa-fé de Israel? Israel pode ser considerado um árbitro objetivo do acordo? Se o Hamas — demonizado como grupo terrorista — se opuser, alguém ouvirá?

Como é possível que uma proposta de paz ignore o Parecer Consultivo do Tribunal Internacional de Justiça de julho de 2024 , que reiterou que a ocupação de Israel é ilegal e deve acabar?

Como pode deixar de mencionar o direito dos palestinos à autodeterminação?

Por que os palestinos, que têm direito, segundo o direito internacional, à luta armada contra uma potência ocupante, devem se desarmar, enquanto Israel, a força ocupante ilegal, não deve?

Com que autoridade os EUA podem estabelecer um “governo de transição temporário” — o chamado “Conselho da Paz” de Trump e Tony Blair — marginalizando o direito palestino à autodeterminação?

Quem deu aos EUA a autoridade para enviar a Gaza uma “Força Internacional de Estabilização”, um termo educado para ocupação estrangeira?

Como os palestinos devem se conformar com a aceitação de uma “barreira de segurança” israelense nas fronteiras de Gaza, uma confirmação de que a ocupação continuará?

Como qualquer proposta pode ignorar o genocídio em câmera lenta e a anexação da Cisjordânia?

Por que Israel, que destruiu Gaza, não é obrigado a pagar reparações?

O que os palestinos devem fazer com a demanda da proposta por uma população de Gaza “desradicalizada”?

Como isso deve ser alcançado? Campos de reeducação? Censura generalizada? Reformulação do currículo escolar? Prisão de imãs infratores em mesquitas?

E que tal abordar a retórica incendiária rotineiramente empregada pelos líderes israelenses que descrevem os palestinos como “animais humanos” e seus filhos como “pequenas cobras”?

“Toda Gaza e todas as crianças em Gaza deveriam morrer de fome”, anunciou o rabino israelense Ronen Shaulov. “Não tenho piedade daqueles que, em poucos anos, crescerão e não terão piedade de nós. Só uma quinta coluna estúpida, um odiador de Israel, tem piedade de futuros terroristas, mesmo que hoje ainda sejam jovens e famintos. Espero que morram de fome, e se alguém tem algum problema com o que eu disse, o problema é deles.”

As violações israelenses dos acordos de paz têm precedentes históricos.
Os Acordos de Camp David, assinados em 1978 pelo presidente egípcio Anwar Sadat e pelo primeiro-ministro israelense Menachem Begin — sem a participação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) — levaram ao Tratado de Paz Egito-Israel de 1979, que normalizou as relações diplomáticas entre Israel e o Egito.

As fases subsequentes dos Acordos de Camp David, que incluíam uma promessa de Israel de resolver a questão palestina junto com a Jordânia e o Egito, permitir a autogovernança palestina na Cisjordânia e em Gaza dentro de cinco anos e acabar com a construção de colônias israelenses na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, nunca foram implementadas.

Os Acordos de Oslo de 1993, assinados em 1993, viram a OLP reconhecer o direito de Israel de existir e Israel reconhecer a OLP como os representantes legítimos do povo palestino.

No entanto, o que se seguiu foi o desempoderamento da OLP e sua transformação em uma força policial colonial.

Oslo II, assinado em 1995, detalhou o processo em direção à paz e a um Estado palestino. Mas também nasceu morto. Estipulou que qualquer discussão sobre “assentamentos” judeus ilegais deveria ser adiada até as negociações de status “final”.

Àquela altura, as retiradas militares israelenses da Cisjordânia ocupada estavam programadas para terem sido concluídas. A autoridade governamental estava prestes a ser transferida de Israel para a suposta Autoridade Palestina temporária.

Em vez disso, a Cisjordânia foi dividida nas Áreas A, B e C. A Autoridade Palestina tinha autoridade limitada nas Áreas A e B, enquanto Israel controlava toda a Área C, mais de 60% da Cisjordânia.

O direito dos refugiados palestinos de retornar às terras históricas que os colonos judeus tomaram deles em 1948, quando Israel foi criado — um direito consagrado no direito internacional — foi renunciado pelo líder da OLP, Yasser Arafat.

Isso alienou instantaneamente muitos palestinos, especialmente aqueles em Gaza, onde 75% são refugiados ou descendentes de refugiados. Como consequência, muitos palestinos abandonaram a OLP em favor do Hamas. Edward Said chamou os Acordos de Oslo de “um instrumento de rendição palestina, um Versalhes palestino” e criticou Arafat como “o Pétain”. dos palestinos”.

As retiradas militares israelenses programadas sob o Acordo de Oslo nunca ocorreram. Havia cerca de 250.000 colonos judeus na Cisjordânia quando o acordo de Oslo foi assinado. Hoje, esse número aumentou para pelo menos 700.000.

O jornalista Robert Fisk chamou Oslo de “uma farsa, uma mentira, um truque para enredar Arafat e a OLP no abandono de tudo o que eles buscaram e lutaram por mais de um quarto de século, um método de criar falsas esperanças para enfraquecer a aspiração de um estado”.

Israel rompeu unilateralmente o último cessar-fogo de dois meses em 18 de março deste ano, quando lançou ataques aéreos surpresa contra Gaza.

O gabinete de Netanyahu alegou que a retomada da campanha militar foi em resposta à recusa do Hamas em libertar reféns, à sua rejeição às propostas de extensão do cessar-fogo e aos seus esforços de rearmamento.

Israel matou mais de 400 pessoas no ataque inicial noturno e feriu mais de 500, massacrando e ferindo pessoas enquanto dormiam. O ataque afundou a segunda fase do acordo, que teria levado o Hamas a libertar os reféns masculinos restantes, tanto civis quanto soldados, em troca de uma troca de prisioneiros palestinos e do estabelecimento de um cessar-fogo permanente, juntamente com o eventual levantamento do bloqueio israelense a Gaza.

Israel vem realizando ataques assassinos em Gaza há décadas, chamando cinicamente o bombardeio de “cortar a grama”. Nenhum acordo de paz ou cessar-fogo jamais atrapalhou. Este não será exceção.

Esta saga sangrenta não acabou. Os objetivos de Israel permanecem inalterados: a expropriação e a eliminação dos palestinos de suas terras.

A única paz que Israel pretende oferecer aos palestinos é a paz do túmulo.

*Chris Hedges (@ChrisLynnHedges), jornalista ganhador do Prêmio Pulitzer, autor de best-sellers e ativista. Seu último livro The Greatest Evil is War.

*Viomundo


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Império em decadência: Trump anuncia tarifa de 100% sobre produtos da China

Segundo a Casa Branca, medida é retaliação ao controle de exportação imposto por Pequim nas terras raras; medida entrará em vigor em 1º de novembro

Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China. O anúncio foi feito na sexta-feira (10/10) pelo presidente Donald Trump, que afirmou ainda que o país também passará a impor controle de exportações sobre todos os softwares essenciais produzidos nos EUA.

Segundo Trump, a medida é uma resposta direta ao governo chinês, que na última semana ampliou o controle sobre a exportação de terras raras — insumos estratégicos utilizados na fabricação de componentes tecnológicos, equipamentos militares, veículos elétricos e itens da indústria de energia renovável.

A decisão de Washington deve entrar em vigor em 1º de novembro “ou antes disso”, afirmou Trump. A declaração foi publicada em sua rede social Truth Social, onde o presidente estadunidense classificou a postura do governo chinês como “bastante hostil” e insinuou que o controle sobre os minerais pode ter sido anunciado para ofuscar a trégua entre Israel e Hamas, firmada dias antes.

A medida aprofunda a disputa comercial entre as duas maiores potências econômicas do planeta. Mais cedo, também nesta sexta-feira (10), Trump já havia sinalizado que poderia cancelar uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping, marcada para ocorrer dentro de duas semanas durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), na Coreia do Sul. Segundo ele, “não há mais motivos” para o encontro.

Na mesma rede social, Trump ainda afirmou que diversos governos o procuraram após o anúncio de Pequim para expressar “indignação com a hostilidade comercial” da China. O presidente acusou o governo chinês de tentar manter o mundo “cativo” ao dominar a cadeia global das terras raras.

De acordo com a imprensa internacional, as novas tarifas surpreenderam analistas e provocaram reações imediatas no mercado financeiro dos Estados Unidos. Operadores de Wall Street relataram temor diante da perspectiva de um novo ciclo de instabilidade entre os dois países, com impacto direto em cadeias globais de produção.

TRUTH

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

It has just been learned that China has taken an extraordinarily aggressive position on Trade in sending an extremely hostile letter to the World, stating that they were going to, effective November 1st, 2025, impose large scale Export Controls on virtually every product they make, and some not even made by them. This affects ALL Countries, without exception, and was obviously a plan devised by them years ago. It is absolutely unheard of in International Trade, and a moral disgrace in dealing with other Nations.

Based on the fact that China has taken this unprecedented position, and speaking only for the U.S.A., and not other Nations who were similarly threatened, starting November 1st, 2025 (or sooner, depending on any further actions or changes taken by China), the United States of America will impose a Tariff of 100% on China, over and above any Tariff that they are currently paying. Also on November 1st, we will impose Export Controls on any and all critical software.

It is impossible to believe that China would have taken such an action, but they have, and the rest is History. Thank you for your attention to this matter!

DONALD J. TRUMP
PRESIDENT OF THE UNITED STATES OF AMERICA

Opera Mundi


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