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Rueda esteve em reunião com chefe de esquema do PCC que negociava venda de empresa de gás

Três fontes ouvidas pelo ICL Notícias disseram que Rueda convidou executivo do setor de GLP para reunião com Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”

O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, atuou como intermediário em uma negociação para a venda de uma empresa de gás de cozinha ligada à dupla acusada de comandar um mega-esquema de lavagem de dinheiro que atendia ao PCC, de acordo com três líderes do mercado que pediram anonimato por medo de represálias.

Conforme os relatos, em abril de 2024, Rueda convidou um executivo do setor de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para reunião em Brasília com Roberto Augusto Leme da Silva — que se apresentou na ocasião como investidor da TankGás.

Um mês depois, os ativos da empresa foram vendidos para uma firma de São Paulo, a Consigaz.

Roberto Leme, mais conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de “Primo”, são apontados pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como líderes de uma rede de lavagem de dinheiro por meio de fraudes fiscais no setor de combustíveis e uso de fundos de investimentos da Faria Lima. Ambos são considerados foragidos pela Justiça.

Investigação do ICL Notícias revela que os dois suspeitos também atuavam no mercado de GLP, conhecido popularmente como gás de cozinha.

Beto Louco, Primo e Rueda viajavam em jatos executivos operados por uma mesma empresa de aviação, a TAP (Táxi Aéreo Piracicaba), segundo depoimento prestado à PF pelo piloto Mauro Mattosinho. Ex-funcionário da TAP, Mattosinho afirma que o presidente do União Brasil é sócio oculto de quatro aeronaves ligadas à empresa, o que Rueda nega.

Procurado pela reportagem, Rueda também negou ter participado de qualquer reunião relacionada à TankGás. Porém, ele não respondeu se conhece “Beto Louco” ou “Primo”, apesar de ter sido perguntado três vezes a respeito.

“Repudio de forma veemente essas insinuações levianas e politizadas. Desconheço qualquer reunião ou tratativa mencionada e nego, categoricamente, qualquer vínculo com o que foi citado”, afirmou Rueda.

“Nunca tive nenhuma reunião sobre esse tema, não conheço essa empresa. Não considero sério esse tipo de ilação. Trata-se de uma tentativa de criar fatos inexistentes, sem base ou responsabilidade. Minha trajetória empresarial e política é pautada pela transparência, responsabilidade e trabalho”, completou.

A reportagem voltou a questionar Rueda ontem sobre a reunião, uma semana depois do primeiro contato. O presidente do União Brasil não respondeu dessa vez. Também procurados, os advogados de Beto Louco e Primo não responderam.

RuedaBeto Louco

Negociação em Brasília
Segundo relatos de três lideranças do mercado de GLP, Rueda participou de uma reunião realizada em abril do ano passado, que tinha como pauta a possível venda da TankGás, empresa especializada na comercialização de botijões de gás de cozinha.

Um executivo do setor, convidado por Rueda para discutir o tema, relatou ter se surpreendido ao chegar ao local do encontro, em Brasília, e ser recebido também por Beto Louco, que participava da reunião como representante da TankGás.

À época, Beto Louco já era conhecido pela suspeita de seu envolvimento com o crime organizado. Em março de 2023, ele foi alvo da Operação Cassiopéia, do MP-SP, que investigou um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e serviu como base para a investigação que resultou na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto pela PF.

Segundo os relatos, o objetivo da reunião era apresentar uma proposta às grandes empresas nacionais de GLP, por meio desse executivo, que serviria de interlocutor. Na ocasião, Beto Louco teria proposto que, em troca de R$ 60 milhões pela operação de GLP da TanKGás, ele e seus sócios deixariam o mercado. Sua atuação agressiva já causava incômodo no setor naquele período.

O executivo, no entanto, se recusou a ser o porta-voz da proposta de Beto Louco, se espantou com o envolvimento de Rueda e contou sobre a reunião para pessoas próximas.

A partir de 2021, a TankGás se aproveitou de uma lei em vigor no Paraná que autoriza as distribuidoras a encherem botijões vazios de outras marcas.

A legislação paranaense contraria a atual diretriz da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A norma federal determina que apenas a própria empresa pode envasar botijões com sua marca para comercialização.

Com isso, a TankGás passou a ser alvo de ações judiciais de seus concorrentes por meio do sindicato patronal do setor, o SindiGás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo). A ANP ajuizou também ação contra a TankGás. Sob crescente pressão do mercado, Beto Louco e Primo decidiram ofertar a empresa para seus concorrentes, com ajuda de Rueda, conforme contaram as fontes do mercado.

A proposta de venda da TankGás chegou ao conhecimento da Copa Energia, uma das maiores companhias de GLP do país, dona das marcas Copagaz e Liquigás. A empresa rejeitou a ideia, segundo apurou a reportagem. Procurada, a Copa Energia informou que não se manifesta sobre o tema.

Em maio de 2024, os ativos operacionais da TanKGás foram vendidos para a Consigaz, uma empresa de alcance regional com sede em Barueri, região metropolitana de São Paulo.

Segundo um empresário do setor, que pediu anonimato, após virar alvo de ações judiciais das distribuidoras de SP, a TankGás decidiu mirar apenas no mercado da Consigaz. “Ela desistiu de atacar todas as empresas e atacou uma única. Ela mirou exclusivamente nos revendedores da Consigaz. A TankGás sequestrou o mercado da Consigaz. A Consigaz não comprou a empresa. Ela pagou o resgate”, ressaltou.

Ele contou ainda que “o negociador central era o César, mas na hora de sentar à mesa quem apareceu foi o César com o Beto Louco”, o que César Assunção nega.

Procurada, a Consigaz afirmou que a compra dos ativos operacionais se deu por uma questão estratégica. A empresa não revelou o valor da operação.

Ainda em sua resposta, a Consigaz informou que foi procurada por representantes da Ruby Capital que lhe ofereceram a compra da TankGás. A Consigaz já tinha demonstrado interesse anterior na base da empresa em Jandaia do Sul.

“A Ruby Capital verificou nosso interesse na aquisição da pessoa jurídica TankGás, o que foi recusado. Contudo, após essa negativa foram oferecidos ativos operacionais da TankGás, momento em que foi demonstrado o interesse na aquisição destes ativos”, lê-se na resposta enviada pela Consigaz.

O CNPJ da Ruby é o mesmo do fundo Altinvest Asset, alvo da Operação Carbono Oculto por suspeita de lavar dinheiro para o PCC. Hub de soluções financeiras, a empresa é liderada pelo advogado Rogério Garcia Peres e tem 10 fundos citados pelos promotores da operação. O MP-SP afirma que Peres é um dos responsáveis pelas “dinâmicas fraudulentas envolvendo fundos e a BK Instituição de Pagamento”.

Ele também é apontado pela promotoria como “administrador de fundos de investimento, amplamente envolvido com o grupo Mohamad, sócio em postos de combustíveis”.

Em pronunciamento enviado logo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Altinvest diz “repudiar veementemente toda e qualquer relação com o crime organizado”, que está colaborando com a investigação e com as autoridades desde o início e que Peres “nunca manteve qualquer relação ou conhecimento de atividades do crime organizado”

A Consigaz afirma que nunca tratou com Beto Louco e Primo sobre a compra de ativos da TankGás.

“As tratativas para a aquisição dos ativos da Tankgás e operacionalização desta transferência foram realizadas diretamente pelos representantes legais desta empresa, que em nenhum momento eram as duas pessoas citadas”, reforçou a empresa.

A Consigaz disse ainda defender “que a participação de pessoas suspeitas de envolvimento com o crime organizado no mercado de GLP ou de qualquer outro mercado devem ser investigadas e apuradas pelos órgãos governamentais competentes e se comprovada qualquer irregularidade devem responder pelos seus atos com o rigor da lei”.

*ICL


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Pesquisa

Genial/Quaest: Primeiro turno à vista

A pesquisa eleitoral 2026 realizada pela Genial/Quaest mostra que, a um ano da disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turnos. Nas oito simulações testadas, Lula varia entre 35% e 43% das intenções de voto. Entre os nomes da oposição, o melhor desempenho é o do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, caso revertesse sua inelegibilidade, alcançaria 26%. Em seguida, aparecem Michelle Bolsonaro, com 21%, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 18%.

pesquisa eleitoral 2026

Cenários de primeiro turno
Entre julho e outubro de 2025, Lula subiu de 32% para 39% nas intenções de voto, enquanto Tarcísio passou de 15% para 18%. Ciro Gomes se manteve em 12%, Zema oscilou de 5% para 4%, e Caiado permaneceu estável.

Nos cenários sem Tarcísio, Lula foi de 30% para 36%, Michelle oscilou positivamente de 19% para 21%, e Ratinho Jr cresceu de 7% para 10%. Quando nem Tarcísio nem Michelle são testados, Lula aparece com 35%, Eduardo Leite mantém 15%, e Ratinho Jr sobe para 12%, sendo o único que cresce no período.

Em simulações sem Ciro Gomes, com a direita menos fragmentada, Lula chega a 42%, e há empate técnico entre Tarcísio (19%) e Eduardo Leite (17%). O mesmo padrão se repete em cenários com Eduardo e Ratinho Jr: Lula mantém cerca de 40%, enquanto os adversários aparecem tecnicamente empatados, com 20% e 17%, respectivamente.

Simulações de segundo turno
Nos cenários de segundo turno, o presidente também mantém vantagem sobre todos os adversários testados. Lula varia de 41% a 47% das intenções de voto, enquanto Ciro Gomes aparece como o nome mais competitivo da oposição, com 32%, perdendo por uma diferença de 9 pontos percentuais.


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Marcio Pochmann: Transformando dados oficiais em política pública

Mais uma vez, dados oficiais do IBGE sobre a realidade subsidiam políticas públicas. Desta vez, destaca-se a decisão do governo do presidente Lula de universalizar – pela primeira vez – o CEP (Código de Endereçamento Postal), reconhecido pelos Correios, para todas as favelas do país.

São 12.348 comunidades registradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o Censo Demográfico de 2022, que terão algo comum na vida da maioria dos brasileiros, porém até então ainda desconhecido em regiões periféricas pertencentes a 656 cidades brasileiras, onde residem 16,4 milhões de pessoas (8,1% da população do país), a maioria pretas e pardas (72,9%).

A partir da existência do CEP, a comunidade passa a ser atendida regularmente por agentes de saúde e assistência social, entre outros serviços públicos e privados, inclusive o acesso a benefícios sociais aos quais já tinham direito.

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Política

Mesmo com a sabotagem de Tarcísio no Congresso, redução da fome no governo Lula 3 é um marco hustórico

O Brasil, com Lula, volta a sair do mapa da fome depois que Bolsonaro e Temer produziram R$ 33 milhões de miseráveis,

Agora, com a volta de Lula, em 2025 a subnutrição ficou abaixo de 2,5%, removendo o Brasil do Mapa da Fome novamente.

Fatores Chave da Redução Políticas Sociais:
Aumento de 12,5% na renda real domiciliar per capita em 2023, impulsionado pelo novo Bolsa Família (que atende 21 milhões de famílias) e salário mínimo com ganho real.

Emprego e Economia: Geração de milhões de vagas formais, reduzindo a dependência de auxílios.

Ações Integradas: Investimentos em povos indígenas e quilombolas (R$ 33,5 milhões em 2024) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que fortalece a agricultura familiar.

Isso escancara a diferença abissal entre Lula e Tarcísio.

Enquanto Lula apresenta resultados robustos em prol das camadas mais pobres da população, Tarcísio, como confessaram os deputados que blindaram os bilionários, banqueiros e bets opera nas sombras contra os pobres em defesa dos super ricos da Faria Lima/PCC.

Uma proteção escancarada ao “1% super-rico”, com lobby de Nubank e donos de bets (como Ciro Nogueira, do PP, aliado de Tarcísio).
Já Lula disse em alto e bom som: ‘Não tenho que prestar contas a nenhum banqueiro neste país, mas sim ao povo pobre’


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Vídeo: Gaza em paz, será?

Ah, “Gaza em paz, será?” – uma pergunta que carrega o peso de dois anos de muita dor, sofrimento, esperança e ceticismo. Vamos ao que se sabe até agora, com base nas atualizações mais recentes de 10 de outubro de 2025.

Acordo de cessar-fogo em vigor: Israel e Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz de 20 pontos proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O cessar-fogo entrou em efeito hoje, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) se reposicionando para uma “linha Trump” – controlando cerca de 53% da Faixa de Gaza, mas recuando de áreas urbanas centrais. Isso permite a liberação de todos os reféns israelenses restantes (cerca de 48 vivos e mortos) em troca de mais de 1.950 prisioneiros palestinos.

Em Gaza, milhares de deslocados estão voltando para o norte, como Beit Hanoun e Jabalia, carregando pertences em carrinhos. Há cenas de celebração em campos de refugiados como Nuseirat, com bandeiras palestinas e esperança de que escolas e mercados possam reabrir sem bombas. Em Israel, famílias dos reféns aguardam o retorno, e Netanyahu descreveu como “passos para uma paz forte e duradoura”.

Mediadores envolvidos: Qatar, Egito e Turquia ajudaram nas negociações em Sharm el-Sheikh. Trump preside um “Conselho de Paz” internacional para supervisionar a reconstrução e uma governança transitória em Gaza, com tecnocratas palestinos e especialistas globais (incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o que gerou polêmica).

Mas… será que é paz de verdade?
É só a fase: Isso é uma pausa, não o fim. As próximas etapas incluem desmilitarização do Hamas, governança permanente (sem o grupo no poder) e reconstrução massiva – Gaza está em ruínas, com mais de 67 mil mortos palestinos desde outubro de 2023, fome afetando 2 milhões e infraestrutura destruída. Há garantias de que Israel não reiniciará a guerra, mas violações passadas deixam desconfiança.

Desafios à frente: O Hamas exige “garantias reais” contra retomadas de hostilidades. Israel mantém zonas-tampão e controle de fronteiras. Críticos, como o presidente francês Macron, alertam para “perigos profundos”, e há temores de que assentamentos israelenses avancem. Além disso, o plano de Trump é visto por alguns como controverso, com acusações de favoritismo a Israel.

Opinião global: Uma pesquisa YouGov mostra 68% de apoio nos EUA ao plano (até entre democratas), e o petróleo já caiu para US$ 60,51/barril com o alívio de riscos. No X (antigo Twitter), posts celebram o “retorno para casa” em Gaza, mas outros questionam se é “paz ou miragem”.

Em resumo, Gaza respira aliviada hoje – sem bombas, com reféns voltando e ajuda entrando (300 caminhões da UNRWA). Mas paz duradoura? Depende das fases seguintes, da boa-fé de todos e de pressão internacional. Como disse um post no X: “É o fênix voando sobre cinzas, mas com espinhos no caminho”. 🇵🇸


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Política

Embora negue, Tarcísio de Freitas atuou nos bastidores pela derrubada da MP do IOF

A Medida Provisória (MP) nº 1.303/2025 foi editada pelo governo federal como alternativa para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 17 bilhões, após o Congresso derrubar, em junho de 2025, um decreto que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A MP previa medidas como tributação sobre títulos de investimentos e cobrança retroativa sobre apostas em “bets” (plataformas de jogos online), visando equilibrar as contas públicas e financiar programas sociais, incluindo a ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil.

Nesta quarta-feira (8 de outubro de 2025), a Câmara dos Deputados aprovou, por 251 votos a 193, um requerimento de urgência para retirar a MP de pauta, o que a fez perder validade ao não chegar ao Senado a tempo.

Essa decisão representa uma das maiores derrotas do governo Lula no Congresso em 2025, gerando um rombo fiscal de pelo menos R$ 17 bilhões no Orçamento de 2026 e forçando o Ministério da Fazenda a recalcular compensações tributárias. O presidente Lula criticou a votação como uma “pobreza de espírito extraordinária”, afirmando que ela beneficia “super-ricos” e vai contra os interesses do povo brasileiro.

Acusações de Atuação nos Bastidores Contra a Tarcísio de Freitas

Embora o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negue qualquer interferência, múltiplas fontes indicam que ele atuou ativamente nos bastidores para articular a derrubada da MP. Aliados do governo e opositores confirmam que Tarcísio fez contatos diretos com deputados, pressionando por votos contrários, em uma estratégia vista como antecipação da disputa eleitoral de 2026 – onde ele é cotado como potencial candidato à Presidência contra Lula.

Confirmações de deputados e líderes partidários

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), admitiu ter ligado para Tarcísio pedindo ajuda na articulação contra a MP, e o governador teria se envolvido. Deputados como Beto Pereira (PSDB-MS) relataram receber ligações diretas de Tarcísio orientando voto contra a medida. O PSD, influenciado por essas pressões, prometeu 25 votos contrários, segundo relatos nos bastidores.

Articulação com o Centrão

O relator da MP, Carlos Zarattini (PT-SP), e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), acusaram Tarcísio de “sabotar” o texto em aliança com caciques do Centrão, como Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil-SP). Partidos como PP e União Brasil fecharam questão contra a MP, enquanto o PSD liberou a bancada com orientação contrária. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, apontou razões “eleitoreiras” na ação de Tarcísio e Nogueira, visando “não dar saldo de caixa” a Lula em 2026.

Mobilização contra a medida

Nos últimos dias, deputados receberam telefonemas tanto de Lula (a favor) quanto de Tarcísio (contra), transformando a votação em um “ensaio” de disputa eleitoral. A ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) destacou uma “mobilização nos bastidores” contra a aprovação, atribuída em parte ao governador paulista.

 Negação de Tarcísio e Contexto Político

Tarcísio rebateu as acusações por meio de sua assessoria, afirmando: “Estou totalmente focado nos desafios e nas demandas de São Paulo. Temos muitas ações e prioridades em andamento aqui no estado, e essa questão cabe ao Congresso.” Ele enfatizou não interferir em assuntos nacionais, mas aliados veem na ação um posicionamento para proteger interesses econômicos liberais, como a não elevação de tributos sobre investimentos e “bets”, que beneficiam setores ligados à oposição.

A derrubada é interpretada como “revanche” do Centrão após a vitória governista na isenção do IR, expondo fragilidades na base aliada de Lula. O governo ameaça cortar emendas parlamentares de partidos que votaram contra, como PL, Republicanos e União Brasil.

Em resumo, as evidências de fontes jornalísticas e parlamentares substanciam a atuação de Tarcísio nos bastidores, apesar de sua negação, em um movimento que une oposição e Centrão contra medidas fiscais do governo. Isso pode agravar tensões políticas rumo às eleições de 2026.


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Pesquisa Genial/Quaest: Rejeição à família Bolsonaro dispara e alcança novo recorde; Eduardo é o mais rejeitado

Rejeição ao clã Bolsonaro atinge níveis recordes, segundo a Quaest, com crescimento acelerado entre brasileiros. Confira os números e o que eles indicam para o cenário político.

O cenário político brasileiro ganhou novo episódio de tensão com a divulgação da mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, apontando uma disparada nos índices de rejeição a Jair Bolsonaro e seus familiares.

Segundo os dados, a rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro saltou de 57% em agosto para 64% em setembro, demonstrando um aumento considerável em poucos meses. Esse dado foi destacado pelo cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, que também lembrou da inelegibilidade já enfrentada por Bolsonaro.

Crescimento acelerado atinge Michelle e Eduardo Bolsonaro
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, também registrou alta significativa em sua rejeição: de 51% para 61%. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro apresentou o maior salto, saindo de 57% para 68% de rejeição, consolidando-se como um dos nomes mais rejeitados da cena política.

Esse aumento acelerado intrigou especialistas, que associam o fenômeno ao contexto de polarização e desgaste das lideranças do chamado bolsonarismo, especialmente após as recentes decisões judiciais e investigações em curso.

A constância nesses números reforça o foco da rejeição especialmente sobre a família Bolsonaro, distante das oscilações vistas em outras lideranças do país.

Eleitores “independentes” rejeitam ainda mais
Um dos dados mais marcantes da pesquisa vem do segmento dos eleitores “sem posicionamento” político, que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro. Nesse grupo, o bolsonarismo enfrenta rejeição ainda maior:

  • Jair Bolsonaro: 80%
  • Eduardo Bolsonaro: 75%
  • Michelle Bolsonaro: 67%

Esses índices mostram que, além do eleitorado engajado, há um crescimento do desgaste entre o público mais volátil, importante para futuras disputas eleitorais.


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Política

Bando da PEC da bandidagem, votou contra o povo, sabotou a taxação de bancos, bets e bilionários

Os partidos que mais apoiaram a retirada de pauta (ou seja, contra o povo e a favor de isenções para bilionários, bancos e bets) foram: Novo, PSDB, PL, PP e União Brasil.

Eles formaram o núcleo da oposição, com coesão alta. Outros do Centrão, como Republicanos e PSD, se dividiram, mas tenderam contra.

Mais uma vez, Tarcisio de Freitas manobrou com Ciro Nogueira uma defesa escancarada dos interesses da Faria Lima/PCC.

Essa manobra “matou” a medida provisória do governo Lula, que taxaria aplicações financeiras de super-ricos, bancos e bets (apostas esportivas) para arrecadar R$ 10-35 bilhões em 2025-2026, ajudando a equilibrar as contas públicas e financiar programas sociais.

Ao invés de justiça tributária, priorizaram os bolsos dos que já têm muito.

Uma traição com o povo, como bem disse Lula em seu post oficial.
Seu principal defensor? O PL de Bolsonaro, seguido por aliados no Centrão.

Esses mesmos votaram em bloco contra a MP 1303, da sabotagem contra os pobres, fechando questão para barrar impostos aos “amigos ricos”.

É um padrão: protegem bandidos e bilionários, ignorando o povo.


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Política

Motta beneficia planos de saúde e enfraquece combate a cancelamentos unilaterais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o Projeto de Lei (PL) 7419/2006, que propõe uma reforma abrangente na Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998). O projeto consolida mais de 270 propostas de alteração na legislação da saúde suplementar e tramita há quase 20 anos.

O ponto central da crítica é a destituição do relator original, o deputado Duarte Jr. (PSB-MA), que defendia medidas fortes contra práticas abusivas das operadoras, como os cancelamentos unilaterais de contratos — uma prática considerada abusiva por entidades de defesa do consumidor, pois deixa vulneráveis, como idosos e pacientes com doenças crônicas, sem cobertura.

Essa decisão de Motta, ocorrida em outubro de 2025, é vista por críticos como uma concessão ao lobby das operadoras de planos de saúde, enfraquecendo proteções aos usuários em favor de interesses econômicos do setor.

Destituição do Relator: Duarte Jr., ex-presidente do Procon do Maranhão e entusiasta de uma CPI para investigar irregularidades nos planos de saúde, foi removido da relatoria após resistir a pressões das operadoras. Ele havia apresentado um parecer em setembro de 2023 que priorizava o fim dos cancelamentos unilaterais, reajustes abusivos e negativas de cobertura.

Novo Relator: Motta nomeou Domingos Neto (PSD-CE), aliado do Centrão, descrito como mais “equilibrado” e simpático aos interesses das empresas. Neto já defendeu a criação de planos “mais baratos” com coberturas limitadas, o que críticos veem como um retrocesso, permitindo que operadoras evitem custos altos com internações ou tratamentos caros.

Pressões do Setor: Fontes ligadas à articulação indicam que as operadoras pressionaram por mudanças no texto para preservar a possibilidade de cancelamentos, especialmente em planos coletivos por adesão (que representam cerca de 12% do mercado e não têm reajustes regulados pela ANS). Essa modalidade é usada para burlar proteções da lei, como a proibição de rescisões unilaterais em planos individuais (permitidas só por fraude ou inadimplência superior a 60 dias).

Impacto nos Consumidores

Os cancelamentos unilaterais afetam principalmente:
– **Pessoas Vulneráveis**: Idosos, autistas (TEA), portadores de doenças raras e em tratamento contínuo, que pagam mensalidades altas por décadas, mas são “expulsos” para priorizar lucros das operadoras. Em 2024, a ANS registrou milhares de queixas, com 2.354 só no primeiro trimestre sobre rompimentos em planos coletivos.

Sobrecarga no SUS

Usuários cancelados migram para o Sistema Único de Saúde, aumentando a pressão sobre o serviço público.
Práticas Abusivas**: A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) notificou 20 operadoras em 2024 por cancelamentos imotivados, classificando-os como “inaceitáveis”.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) critica a ANS por contrariar seu próprio corpo técnico, que reconhece os cancelamentos como “seleção de risco” (expulsão de perfis “indesejáveis” para a lucratividade).

Cancelamentos Unilaterais: Fim total da prática em todos os planos; flexibilização para planos coletivos; nfraquece direitos; favorece lucros sobre saúde.

Reajustes e Coberturas: Limites rigorosos; proibição de abusos; planos baratos com coberturas limitadas; retrocesso; ignora vulneráveis como autistas e idosos.

Governo e ANS

A indicação de Wadih Damous (PT-RJ) para a presidência da ANS em 2025 reforça a defesa de maior transparência e controle público. Nos bastidores, o governo vê a decisão de Motta como um retrocesso, abrindo caminho para uma reforma que prioriza lucros empresariais.

Em 2024, Arthur Lira (ex-presidente da Câmara) costurou um acordo informal com operadoras para suspender cancelamentos temporariamente, barrando uma CPI. O STJ reforça que rescisões unilaterais são limitadas, mas nos coletivos, há brechas exploradas.

Essa manobra reflete tensões maiores no Congresso, onde o Centrão é acusado de priorizar interesses privados. Entidades como Idec e Senacon pedem urgência em uma regulação mais rígida.


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