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Política

Nem orando: Tempos penosos para a direita bolsonarista

O momento é complicado para o campo da direita bolsonarista no Rio e na pré-campanha de 2026. Duas frentes principais envolvem Flávio Bolsonaro (pré-candidato à Presidência pelo PL) e Cláudio Castro (ex-governador do RJ, do PL, cotado para o Senado).

Flávio Bolsonaro e o caso Daniel Vorcaro (Banco Master)

O principal problema recente é o vazamento de áudios (divulgados pelo Intercept Brasil em maio de 2026) em que Flávio cobra valores (cerca de R$ 135 milhões) de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (em liquidação e alvo de investigações por fraudes bilionárias, esquema tipo pirâmide e ligações com milícias).

O dinheiro seria para o filme The Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (com Jim Caviezel cotado). Flávio admitiu o pedido, mas classificou como patrocínio privado para um filme privado, negando irregularidades ou influência política. Ele disse frases como “não tem que justificar nada”.

A PF investiga relações com Vorcaro. Há resistência interna no PL para defender Flávio por medo de mais revelações. Pesquisas (como Datafolha) estão sendo feitas para medir o desgaste na corrida contra Lula. Aliados veem “inferno astral” na pré-campanha.

Isso se soma a casos antigos como as rachadinhas (ainda com tramitações no STJ/STF, mas com dificuldades de reabertura).

Cláudio Castro e a Operação Sem Refino (Refit)

Em 15 de maio de 2026, a PF deflagrou operação com mandados de busca na casa de Castro (Barra da Tijuca). Ele foi alvo por suspeitas de uso da máquina pública para favorecer o Grupo Refit (refinaria de Manguinhos), em esquema de fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e rombo estimado em R$ 52 bilhões (bloqueio de ativos).

Investigação aponta que o governo Castro teria criado parcelamentos tributários e dificultado ações contra o grupo. Alvos incluem ex-secretários, policiais e o empresário Ricardo Magro (com difusão vermelha da Interpol).

Castro já enfrentava inelegibilidade até 2030 em alguns julgamentos, como no TSE por contratações na Ceperj e outras apurações sobre Rioprevidência e Banco Master.

Impacto no PL: Castro era o nome de Flávio para o Senado no RJ. Agora, ala majoritária do partido no Rio quer retirá-lo do palanque para evitar contágio na campanha presidencial de Flávio e na de governador Douglas Ruas. Flávio deve dar a palavra final.

Tempos ruins para a direita

Esses episódios ocorrem em ano pré-eleitoral, com Flávio aparecendo bem em algumas pesquisas de 2026 contra Lula, principalmente em segundo turno), mas com desgaste crescente.

A direita bolsonarista no RJ governa o estado desde 2019, Wilson Witzel → Castro, e enfrenta acusações de ligação com milícias, fraudes e favorecimento a empresários investigados.A narrativa de parte da oposição e da mídia é de “desgaste” ou “bomba” na pré-campanha.


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Política

PGR denuncia Zema por calúnia contra Gilmar Mendes

Manifestação menciona vídeos publicados em redes sociais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A denúncia faz menção a uma série de vídeos publicados por Zema em suas redes sociais, intitulados “Os intocáveis”. Os vídeos trazem sátiras que relacionam Mendes e outros ministros da Corte com o caso do Banco Master.

A manifestação da PGR foi protocolada por volta das 17h30 e ainda não tem relator.

O crime de calúnia é caracterizado pela imputação falsa de um ato que é considerado crime.

Zema é pré-candidato à presidência da República e passou a trocar farpas com Gilmar após uma entrevista concedida pelo ministro à imprensa.

Além de criticar os vídeos publicados pelo ex-governador, Mendes caçoou do sotaque do político e disse que ele “governou Minas com liminares do STF”, se referindo a decisões que suspenderam o pagamento da dívida do estado com a União.

No auge do embate, Gilmar pediu a inclusão de Zema no inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes.

Em nota à imprensa, Zema declarou que “intocáveis não aceitam críticas”.

“Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou.

*Agência Brasil


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Pesquisa

Atlas: Lula abre 7 pontos sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno

Levantamento Atlas aponta mudança no cenário após vazamento de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Trackings diários realizados pelo Instituto Atlas indicam uma mudança no cenário eleitoral para a disputa presidencial. Após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) menciona o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a simulação de segundo turno com vantagem de sete pontos percentuais.

Os dados, obtidos pela CNN Brasil e atualizados às 11h desta sexta-feira, mostram Lula com 49,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 42,6%. O resultado representa uma reversão em relação ao cenário anterior, marcado por empate técnico entre os dois adversários.

Na projeção dos votos válidos, de acordo com fontes ligadas ao instituto, Lula alcança 54%, contra 46% do senador fluminense.

Ainda segundo o levantamento, outros nomes cotados no campo da direita, como Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não apresentaram alterações relevantes no cenário eleitoral. Os três registraram leve crescimento nas intenções de voto no primeiro turno, mas tiveram recuo nas simulações de segundo turno.


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Política

‘Se continuar candidato, será destruído até outubro’: é hora de Flávio Bolsonaro desistir da pré-candidatura?

Analistas alertam para desidratação do filho do ex-presidente, que pode ser pressionado a abrir mão do pleito eleitoral

A divulgação das conversas entre o pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou uma hecatombe na política brasileira. Ainda sob escombros, a extrema direita já reflete sobre os rumos da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cientistas políticos escutados pelo Brasil de Fato falaram sobre a continuidade da pré-candidatura da extrema-direita. “Com (o senador) Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro jogados no olho do furacão, uma coisa é certa, a direita e a extrema direita perderam muito nestas duas semanas, vão ter que rebolar para se recolocarem no jogo eleitoral. O jogo está sendo jogado, contudo, é bom termos em conta que nem todas as cartas estão na mesa, muita coisa ainda deve aparecer das investigações dos escândalos do Master, o que embolará ainda mais o lado direito do tabuleiro das eleições”, afirma José Henrique Artigas, professor de Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (CCHLA-UFPB).

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é uma peça-chave para compreender a relação de Vorcaro com o bolsonarismo. O parlamentar foi apontado pela Polícia Federal como “braço político” do banqueiro para se aproximar do Congresso Nacional e teria recebido mesadas de R$ 300 mil a R$ 500 mil, de acordo com as investigações.

Meses antes de apresentar uma emenda que propunha a alteração no valor-teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, medida que favoreceria o Banco Master, Nogueira comprou um imóvel em São Paulo que custou R$ 22 milhões.

A relação de Nogueira e Vorcaro se tornou pública em 7 de maio deste ano. Desde então, Flávio Bolsonaro não citou mais seu aliado em entrevistas e materiais para as suas redes sociais. Em março deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se referiu ao senador do PP como o “vice dos sonhos” para uma chapa presidencial.

Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil divulgou áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse”, que contará a vida de seu pai. Durante as conversas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e os dois deixam transparecer uma relação íntima.

A proximidade de Flávio e seu núcleo político do escândalo do Banco Master foi fatal para a campanha do senador ao Palácio do Planalto, para o cientista político Rudá Ricci. “Se continuar candidato, ele será destruído até outubro. Se eu estou no comando das articulações políticas da direita, neste momento, trabalharia para afastar Flávio imediatamente”, diz.

O primeiro aliado a soltar a mão de Flávio foi o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato à presidência. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou.

“Entenda, o pessoal do Zema não quer que o Flávio desista, eles querem que o Flávio sangre em praça pública até outubro. Dessa forma, haverá um chamado ao voto crítico em Zema ou no Ronaldo Caiado”, explicou Ricci.

Para Artigas, somente um eleitor se manterá fiel a Flávio. “Parte do eleitorado bolsonarista, especialmente aquele mais aguerrido, o bolsonarismo raiz, mostrou-se historicamente fiel mesmo em face das mais graves denúncias e condenações contra o clã Bolsonaro, o que pode sugerir que, mesmo fortemente impactada, a campanha de Flávio possa ser mantida e sustentada pelos grupos mais radicalizados do bolsonarismo, embora sem o mesmo potencial eleitoral e competitivo que vinha demonstrando nas pesquisas de intenção de voto até agora.”

Porém, alerta Artigas, “o bolsonarismo raiz representa a menor parte do eleitorado que vinha expressando intenção de voto em Flávio Bolsonaro, de sorte que os áudios vazados certamente terão uma expressiva repercussão negativa na campanha do PL, com grande possibilidade de inviabilizar sua competitividade se mantida a candidatura de Flávio.”

A relação de Nogueira e Vorcaro se tornou pública em 7 de maio deste ano. Desde então, Flávio Bolsonaro não citou mais seu aliado em entrevistas e materiais para as suas redes sociais. Em março deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se referiu ao senador do PP como o “vice dos sonhos” para uma chapa presidencial.

Na última quarta-feira (13), o site Intercept Brasil divulgou áudios de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse”, que contará a vida de seu pai. Durante as conversas, o senador chama o banqueiro de “irmão” e os dois deixam transparecer uma relação íntima.

A proximidade de Flávio e seu núcleo político do escândalo do Banco Master foi fatal para a campanha do senador ao Palácio do Planalto, para o cientista político Rudá Ricci. “Se continuar candidato, ele será destruído até outubro. Se eu estou no comando das articulações políticas da direita, neste momento, trabalharia para afastar Flávio imediatamente”, diz.

O primeiro aliado a soltar a mão de Flávio foi o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato à presidência. “Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou.

“Entenda, o pessoal do Zema não quer que o Flávio desista, eles querem que o Flávio sangre em praça pública até outubro. Dessa forma, haverá um chamado ao voto crítico em Zema ou no Ronaldo Caiado”, explicou Ricci.

Para Artigas, somente um eleitor se manterá fiel a Flávio. “Parte do eleitorado bolsonarista, especialmente aquele mais aguerrido, o bolsonarismo raiz, mostrou-se historicamente fiel mesmo em face das mais graves denúncias e condenações contra o clã Bolsonaro, o que pode sugerir que, mesmo fortemente impactada, a campanha de Flávio possa ser mantida e sustentada pelos grupos mais radicalizados do bolsonarismo, embora sem o mesmo potencial eleitoral e competitivo que vinha demonstrando nas pesquisas de intenção de voto até agora.”

Porém, alerta Artigas, “o bolsonarismo raiz representa a menor parte do eleitorado que vinha expressando intenção de voto em Flávio Bolsonaro, de sorte que os áudios vazados certamente terão uma expressiva repercussão negativa na campanha do PL, com grande possibilidade de inviabilizar sua competitividade se mantida a candidatura de Flávio.”

*BdF


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Política

VÍDEO – “Pega ladrão”: Em evento da PM, Flávio Bolsonaro é chamado de “bandido”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido com vaias, gritos de “ladrão” e protestos durante evento realizado nesta sexta-feira (15), no Quartel-General da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A manifestação ocorreu em meio à repercussão das mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Um grupo de manifestantes levou cartazes com frases como “Devolve o dinheiro da presidência”, “Familia Bolsonaro com Banco Master” e “Familia Bolsonaro Bandida”. Durante a chegada do senador ao local, também foram ouvidas vaias direcionadas ao pré-candidato à Presidência da República.

https://twitter.com/i/status/2055310548388979183

A reação pública ocorre após a divulgação de áudios em que Flávio cobra Vorcaro por pagamentos ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do Intercept Brasil, o banqueiro teria prometido US$ 24 milhões para financiar a produção, com parte dos recursos já transferida entre fevereiro e maio de 2025.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador admitiu que pediu dinheiro ao empresário para viabilizar o filme, mas negou irregularidades. O parlamentar afirmou que Vorcaro “simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato” e disse que a interrupção dos pagamentos colocava em risco a conclusão do longa.

Vorcaro está preso preventivamente em Brasília, acusado pela Polícia Federal de comandar um esquema de fraudes financeiras estimado em até R$ 12 bilhões. O caso também passou a envolver investigações sobre a origem dos recursos usados no financiamento do filme “Dark Horse”.

Nesta sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação preliminar para apurar o uso de emendas parlamentares na produção do filme. A representação foi apresentada por parlamentares da base do governo, entre eles a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O ministro já intimou os deputados Mário Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) a prestarem esclarecimentos sobre possíveis repasses ligados à obra. Segundo Dino, apenas Bia Kicis e Marcos Pollon já apresentaram manifestação formal ao STF.

*DCM


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Política

PF faz operação e associa Cláudio Castro à fraude de R$ 52 bilhões de Ricardo Magro

Operação Sem Refino investiga ocultação patrimonial no setor de combustíveis; dono da Refit tem nova prisão decretada e entra na lista da Interpol

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino, uma nova e contundente fase das investigações sobre crimes financeiros e corrupção no setor de combustíveis. A ofensiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e na decretação de uma nova prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit. A operação marca um recorde histórico com o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros.

A ação de hoje é um desdobramento direto da Operação Poço de Lobato, realizada em 27 de novembro do ano passado, que já havia identificado o conglomerado como o maior devedor contumaz do país. Naquela ocasião, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) buscavam recuperar R$ 26 bilhões em tributos sonegados. Com o avanço das apurações, a PF identificou que a estrutura de lavagem de dinheiro e blindagem patrimonial era mais vasta do que se supunha, envolvendo agora indícios de conivência de agentes públicos, o que motivou as medidas contra Castro em sua residência na Barra da Tijuca.

Novo mandado e histórico jurídico

Para Ricardo Magro, a decisão desta sexta-feira representa o segundo mandado de prisão federal em sua trajetória, mas por fatos distintos. O primeiro pedido de prisão ocorreu há dez anos, em 24 de junho de 2016, no âmbito da Operação Recomeço, que investigava desvios nos fundos de pensão Postalis e Petros. Na época, Magro entregou-se à PF após retornar de Miami. Desta vez, o mandado expedido pelo STF é de natureza preventiva e fundamenta a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside atualmente nos Estados Unidos.

O governo brasileiro já sinalizou que buscará a extradição de Magro. O tema foi tratado em diálogos recentes entre os presidentes Lula e Donald Trump, no contexto de cooperação internacional contra o crime organizado.

A defesa do ex-governador Cláudio Castro, por sua vez, declarou que ainda aguarda o acesso integral aos autos para se manifestar sobre as buscas realizadas nesta manhã.

O esquema do combustível importado

No centro da investigação está um sofisticado mecanismo de sonegação fiscal estruturado em torno da importação de combustíveis. Segundo fontes da Polícia Federal e da Receita Federal, o esquema utilizava empresas de fachada e “noteiras” para simular operações comerciais e ocultar o real beneficiário das cargas que chegavam aos portos brasileiros. De acordo com o Vermelho, o grupo aproveitava brechas regulatórias e liminares judiciais para internalizar derivados de petróleo sem o recolhimento integral de impostos como o ICMS e as contribuições federais.

A engenharia financeira permitia que o combustível importado fosse comercializado a preços predatórios, asfixiando a concorrência legal e gerando um passivo tributário bilionário que nunca era quitado. Para garantir a impunidade, o conglomerado utilizava uma rede de testas de ferro e empresas em paraísos fiscais, o que a PF classifica como “evasão de recursos e dissimulação de bens”. A Operação Sem Refino busca agora cortar o fluxo financeiro que sustenta essa rede, suspendendo as atividades econômicas de todas as empresas ligadas ao grupo.

Encerramento e registros

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em sigilo para identificar outros possíveis beneficiários do esquema. Foram mobilizados mais de uma centena de agentes para o cumprimento das ordens judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.


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Política

A mansão caiu: Flávio Bolsonaro está enrolado e confessa que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a Eduardo nos EUA

Difícil segurar a candidatura.

PF investiga se dinheiro pago por Vorcaro a Flávio Eduardo foi usado para bancar ações de coação de seu irmão Eduardo nos Estados Unidos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, confessou nesta quinta-feira (14), em entrevista à GloboNews, que o dinheiro repassado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, foram direcionados a um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Flávio se enrolou para responder a uma pergunta sobre o destino do dinheiro, insistindo que, apesar de os recursos terem sido, a princípio, direcionados ao fundo, teria sido usado na produção do longa, negando qualquer relação com despesas pessoais ou ações políticas de Eduardo nos EUA.

“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou.

“Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo”, completou.

https://twitter.com/i/status/2055033637590958580

PF investiga se dinheiro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro
A Polícia Federal abriu investigação para apurar se parte dos recursos repassados por Vorcaro pode ter sido usada para financiar atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo a coação internacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo é réu em ação penal que apura pressão política e econômica sobre magistrados brasileiros.

O escândalo veio à tona com áudios, mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil, revelando que Flávio negociou cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) com Vorcaro para financiar Dark Horse, sendo que US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram efetivamente transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, via Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Nos áudios, Flávio chega a chamar Vorcaro de “irmão” e garante:

“Estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Vorcaro foi preso um dia após esta mensagem, acusado de fraude bilionária e lavagem de dinheiro, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, também foi detido por manter suposta milícia privada, chamada “A Turma”.

Produtora de Dark Horse desmente Flávio Bolsonaro
A GOUP Entertainment, produtora do filme, negou que Vorcaro tenha investido qualquer valor na produção. A empresa reforçou que negociações com potenciais investidores não configuram aporte efetivo e que todo o projeto foi estruturado de acordo com regras do mercado audiovisual, sem recursos públicos.

Flávio Bolsonaro é alvo de pedidos de investigação
Parlamentares da oposição reagiram ao caso protocolando pedidos de investigação, quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, além de sugerir CPI ou CPMI para apurar as relações da família Bolsonaro com Vorcaro e o Banco Master, segundo a Forum.

“As mensagens e o áudio revelam uma ligação política, financeira e até afetiva entre o clã Bolsonaro e o banqueiro: Flávio chama Vorcaro de ‘irmão’, diz que está ‘e estará contigo sempre’, afirma que ‘tudo isso só está sendo possível por causa de você’. No áudio, cobra ajuda sob o pretexto de parcelas atrasadas e risco de perder contrato, ator, diretor e equipe do filme”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), pedindo inclusive a prisão preventiva de Flávio.

Além disso, PT, PSOL e PCdoB protocolaram representações junto à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo apuração rigorosa sobre o destino do dinheiro de Vorcaro, que poderia ter sido desviado para atividades políticas internacionais.


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Política

Imprensa internacional diz que campanha de Flávio Bolsonaro afunda antes de começar

Ligação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, repercutiu em jornais estrangeiros

A imprensa internacional tem repercutido a relação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O áudio revelado pelo site Intercept Brasilabalou a pré-campanha de Flávio à presidência. Interlocutores do seu partido já especulam a possibilidade de substituição na cabeça de chapa.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg indica que a campanha de Flávio pode ter acabado antes de começar: “Mensagens de áudio vazadas que ligam o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, ao homem no centro de um escândalo de fraude bancária bilionária, ameaçam afundar a campanha do senador de direita antes mesmo de ela começar.”

No texto, a reportagem indica que as revelações são as “mais explosivas” dentro do amplo escândalo do Banco Master, “uma saga que abalou o setor financeiro e inflamou a fúria dos brasileiros com a má conduta da elite.”

O jornal ainda salienta que o áudio “reforça a ligação direta entre a estrutura de poder político de Bolsonaro e de Vorcaro: na semana passada, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira, que atuou como ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro, alegando que o influente parlamentar usou sua influência para ajudar o Vorcaro a expandir os negócios do banco em troca de propinas e subornos.”

O Clarín destaca na sua manchete que Flávio pediu dinheiro para o filme de seu pai ao banqueiro preso. O jornal argentino expõe aos seus leitores que o Banco Master está envolvido em um “enorme escândalo de corrupção”.

O La Nación, também da Argentina, tem dado bastante repercussão ao tema, evidenciando que o escândalo de corrupção avança sobre o senador, com uma crise de “proporções incalculáveis” que já afeta a sua pré-campanha. Segundo o jornal, a ligação entre o senador e Vorcaro ameaça reconfigurar o cenário político na véspera da eleição. Para completar, o texto ainda coloca que Flávio agora está potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência.

O espanhol El Mundo avaliou que o prejuízo à candidatura de Flávio é significativo, que a direita está em uma zona de turbulência e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, surge como uma alternativa a ele.

A agência de notícias britânica Reuters destacou que os mercados financeiros foram abalados com a ligação do senador com um “banqueiro desonrado”. A agência ressalta que o dólar voltou a subir e a bolsa a cair com a revelação. Além disso, a reportagem passa pelo histórico fraudulento do Master e a possível derrocada de Flávio na disputa eleitoral, além de lembrar aos leitores que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar pela condenação a 27 anos por conspirar por um golpe de Estado.

Por fim, a agência Associated Press, dos Estados Unidos, indica na manchete que Flávio é pré-candidato e que ele negou irregularidades no pedido de dinheiro a Vorcaro. No entanto, a reportagem replicada pelo The Washington Post evidencia a hipocrisia de Flávio, que, horas antes da revelação feita pelo Intercept, negou a jornalistas qualquer ligação com o banqueiro, sendo que já havia feito isso no mês de março, quando foi revelado que seu nome estaria entre os contatos do banqueiro. Vermelho.

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Política

Operação revela infiltrados na PF ligados ao esquema de Daniel Vorcaro

Decisão de André Mendonça aponta uso de policiais da ativa e aposentados para acessar dados sigilosos da PF

A decisão do ministro André Mendonça que autorizou novas prisões na Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (14) revelou um dos pontos mais delicados identificados pela Polícia Federal no caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master: a suspeita de que policiais federais da ativa, aposentados e até uma delegada federal teriam atuado para abastecer uma estrutura clandestina com informações sigilosas.

A PF descreve uma engrenagem paralela de obtenção de dados reservados, consultas ilegais em sistemas internos e circulação clandestina de informações sobre investigações policiais.

Segundo a decisão, o grupo investigado não operava apenas com hackers e operadores financeiros. A estrutura também contava com pessoas ligadas à própria Polícia Federal para levantar informações de interesse do núcleo central da organização.

“O conjunto probatório sugere atuação funcional desviada, mediante utilização indevida de sistemas internos para obtenção de dados sigilosos de interesse da organização”, escreveu André Mendonça.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou ao ICL Notícias que a corporação atua de maneira “técnica e imparcial”, e que a PF “corta na própria carne quando necessário”. Também afirmou que a investigação serve para “valorizar a quase totalidade dos policiais federais, que agem com correção e dedicação”.

Nomes dos envolvidos
O principal nome citado é o do agente da Polícia Federal Anderson Wander da Silva Lima. Segundo a investigação, Anderson utilizava sua posição dentro da corporação para fazer consultas em sistemas restritos da PF e acessar dados migratórios, informações sobre inquéritos e registros reservados de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro.

A decisão afirma que o agente atuava em colaboração com Marilson Roseno, apontado pela PF como liderança operacional de “A Turma”, núcleo acusado de intimidar alvos, obter informações clandestinas e monitorar investigações.

Anderson teria recebido vantagens econômicas e presentes em troca dos acessos indevidos. Por causa disso, André Mendonça decretou a prisão preventiva do agente.

A rede dentro da PF
Outro ponto considerado grave pela PF envolve a delegada federal Valéria Vieira Pereira da Silva. Segundo a decisão, Valéria acessou um inquérito conduzido pela Polícia Federal em São Paulo sem justificativa funcional aparente.

De acordo comCleber Lourenço, ICL, a investigação aponta que a delegada, embora lotada em Minas Gerais, fez consultas relacionadas a procedimento de interesse direto da estrutura investigada.

“A análise dos registros sistêmicos evidencia acessos incompatíveis com a lotação funcional da servidora e sem vínculo aparente com atribuições institucionais legítimas”, afirma a decisão.

No caso da delegada, o ministro aplicou medidas cautelares. Valéria foi afastada da função pública, proibida de manter contato com servidores e policiais federais e impedida de acessar dependências da PF. A decisão também determinou a entrega do passaporte.

Outro servidor citado é Francisco José Pereira da Silva, agente aposentado da PF e marido da delegada. Segundo a investigação, Francisco atuaria como intermediário informal da circulação de dados sigilosos, reduzindo a exposição direta da delegada.

A PF afirma que ele participava das interlocuções com integrantes do grupo e auxiliava na movimentação clandestina das informações obtidas dentro da corporação.

Francisco também recebeu medidas cautelares. Foi proibido de manter contato com policiais federais, acessar dependências da corporação e deixar o país sem autorização judicial.

Outro nome citado é o de Sebastião Monteiro Júnior, também policial federal aposentado. Segundo a decisão, Sebastião mantinha contato frequente com Marilson Roseno, Henrique Moura Vorcaro e Manoel Mendes Rodrigues, apontado como operador do braço da organização no Rio de Janeiro.

A investigação afirma que Sebastião participava de reuniões reservadas e utilizava mecanismos típicos de estruturas clandestinas, como linhas internacionais e mensagens temporárias. O servidor aposentado teve prisão preventiva decretada.

“A dinâmica observada revela comportamento compatível com estratégias de ocultação comunicacional e atuação coordenada com integrantes do núcleo operacional”, escreveu Mendonça.

Outro trecho da decisão reforça a suspeita de que a estrutura investigada buscava monitorar o andamento de investigações policiais e acessar informações internas da própria PF.

Segundo André Mendonça, Marilson Roseno buscou ajuda de policiais e ex-policiais para obter informações sigilosas relacionadas a procedimentos de interesse de Henrique Moura Vorcaro.

“Esse episódio reforça, em tese, que a estrutura clandestina mobilizada por Marilson e pela ‘Turma’ não atuava apenas para intimidação ou cobrança, mas também para obter informações sigilosas sobre investigações de interesse direto de Henrique”, afirma a decisão.

A decisão também menciona Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional do grupo. Embora já estivesse preso anteriormente, André Mendonça determinou sua transferência para o Sistema Penitenciário Federal.

Segundo a decisão, mesmo preso, Marilson teria continuado a exercer influência sobre a estrutura investigada e teria mantido acesso indireto a informações sigilosas.

Divisão de tarefas da organização criminosa
A Polícia Federal sustenta que o grupo possuía divisão de tarefas, operadores especializados e estrutura profissionalizada.

Enquanto um núcleo atuava em ataques digitais, invasões telemáticas e monitoramento eletrônico, outro seria responsável pela obtenção de dados sigilosos, intimidação presencial e proteção dos interesses do núcleo central da organização.

Ao justificar as medidas cautelares e prisões preventivas, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos indicam risco concreto de continuidade criminosa, destruição de provas e comprometimento das investigações.

A decisão também menciona a possibilidade de rearticulação da estrutura clandestina mesmo após fases anteriores da Operação Compliance Zero.


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Política

A Turma: O esquema pesado de Daniel Vorcaro no mundo da criminalidade

Esquema de Vorcaro “A Turma” – Com base em investigações da PF (Operação Compliance Zero, fase 6 – maio/2026)

Polícia Federal investiga o grupo ligado a Daniel Vorcaro (ex-controlador do Banco Master) e seu pai Henrique Moura Vorcaro como uma organização criminosa com dois núcleos principais

Núcleo central é Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro e operadores financeiros.

Braço operacional “A Turma”: Grupo de intimidação, vigilância e ameaças (chamado de “milícia privada” pela PF).

Braço digital “Os Meninos”: Ataques cibernéticos, hackers, monitoramento ilegal de autoridades, PF, MPF, FBI, Interpol etc.

O esquema custava cerca de R$ 1 milhão por mês em “mão de obra”.Braço Carioca (“A Turma” no RJ) – Ligação com Jogo do Bicho e MilíciasLíder local: Manoel Mendes Rodrigues (descrito como operador do jogo do bicho / bicheiro).

Composição do grupo: Operadores do jogo do bicho.
Milicianos (paramilitares).
Policiais (ativos e aposentados/cooptados).

Essa estrutura atuava como “força privada” ou “mão de obra intimidatória” a serviço dos Vorcaro. fazia ameaças presenciais.
intimidações físicas, levantamentos de informações e presença ostensiva para coagir desafetos (ex.: credores, ex-funcionários, críticos do banco).

Exemplo Concreto (citado na decisão do STF), Em junho/2024, em Angra dos Reis (RJ):Grupo se deslocou para a Marina Bracuhy e um hotel.

Ameaçaram o comandante de uma embarcação e um ex-chefe de cozinha ligados a Daniel Vorcaro.

Manoel se identificou como “amigo de Daniel” e “que mexia com jogo do bicho”.

Hierarquia Simplificada

Núcleo Central (Vorcaro pai e filho)

Coordenação (ex.: Felipe Mourão)

Braço RJ “A Turma” (Manoel – bicheiro)
├── Operadores Jogo do Bicho
├── Milicianos
└── Policiais (corruptos/cooptados)



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