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Não foi só no avião de Vorcaro, Nikolas voou em jatinho de empresário de caça-níqueis denunciado por lavagem de dinheiro

Voo feito pelo deputado durante a campanha municipal de 2024 foi pago com recursos do fundo partidário, abastecido majoritariamente por dinheiro público

Além do avião de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master investigado por fraude bilionária e que está preso, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também utilizou, durante a campanha municipal de 2024, um jatinho de um empresário denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As informações foram reveladas pelo The Intercept Brasil, que identificou o voo por meio do cruzamento de registros de fretamento, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e documentos de prestação de contas do Partido Liberal (PL).

De acordo com a Forum, a aeronave utilizada tem prefixo PR-MKB e pertence a uma empresa ligada ao empresário Nelson Ramon Aguilera Júnior, que atua no setor da construção civil. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público no âmbito de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Aguilera e outros investigados teriam estruturado um esquema destinado a ocultar e dissimular recursos provenientes da exploração ilegal de jogos, incluindo máquinas caça-níqueis.

O voo ocorreu entre os dias 24 e 25 de agosto de 2024 e percorreu o trajeto entre Jundiaí (SP), Belo Horizonte (MG) e São José dos Campos (SP). Documentos do partido indicam que o serviço custou mais de R$ 165 mil e foi pago com recursos do fundo partidário — abastecido majoritariamente por dinheiro público do orçamento federal.

Durante a campanha municipal daquele ano, Nikolas percorreu diversas cidades para apoiar candidatos do PL. Ao todo, ele realizou ao menos 15 viagens aéreas financiadas com recursos do fundo partidário. De acordo com notas fiscais de transporte e registros de prestação de contas, os gastos com esses voos ultrapassaram R$ 3,3 milhões.

Empresário já foi denunciado anteriormente
A investigação do Ministério Público não é o primeiro episódio envolvendo Aguilera. O empresário já havia sido alvo de uma denúncia semelhante em 2017, também relacionada à exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Os dois processos seguem em tramitação na Justiça.

O avião utilizado na viagem é um Learjet modelo 31A, fabricado em 1999, com capacidade para até oito passageiros, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac. Além do deputado, estavam no voo o secretário parlamentar Andre Dumont Lacerda e Pedro Henrique Gonçalves.

Posteriormente, a aeronave PR-MKB também foi alvo de uma medida judicial. Em outubro de 2025, um ofício da Anac encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou o cumprimento de uma ordem de bloqueio e indisponibilidade do jatinho. O documento não detalha o motivo da decisão.

Caso se soma ao jatinho de Vorcaro
A revelação ocorre poucos dias depois de vir à tona outro episódio envolvendo o uso de aviões privados pelo deputado. Nikolas também utilizou um jatinho ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante uma viagem pelo Nordeste antes das eleições de 2022.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que a viagem havia sido contratada sem que ele soubesse quem era o proprietário da empresa responsável pela aeronave. Dias depois, porém, foi revelado que Nikolas havia viajado ao lado de seu aliado, o pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, para um encontro com o então presidente Jair Bolsonaro também em um avião ligado ao Banco Master.

Outro lado
Procurado pelo The Intercept Brasil, o advogado de Aguilera, Ivan Cunha de Sousa, afirmou que a aeronave mencionada está sob gestão da AllJet Táxi Aéreo e que eventuais questionamentos sobre os voos deveriam ser direcionados à empresa. O advogado acrescentou ainda que os processos judiciais citados na reportagem tramitam em segredo de Justiça.

Já o gabinete de Nikolas Ferreira informou que o PL contratou o serviço de táxi aéreo da AllJet e destacou que, segundo registros da Receita Federal, Aguilera não integra o quadro societário da empresa. A assessoria não respondeu se o deputado sabia que o empresário era o proprietário da aeronave utilizada no voo operado pela companhia nem se sua equipe verifica a titularidade de aviões usados em agendas políticas.

A AllJet confirmou que operou, nos dias 24 e 25 de agosto de 2024, o voo em que esteve Nikolas e sua assessoria. Segundo a empresa, o avião de Aguilera integrou suas atividades de fretamento e segue um modelo comum na aviação executiva, em que aeronaves pertencentes a terceiros são operadas comercialmente por empresas de táxi aéreo mediante contratos firmados com os proprietários e registrados na Anac.


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O PGR, Paulo Gonet, desanca o bolsonarista, André Mendonça

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento oficial ao Supremo Tribunal Federal expondo um conflito direto com o ministro André Mendonça.

No texto, Gonet contesta decisões recentes do magistrado que resultaram na suspensão de depoimentos e de quebras de sigilo em investigações que envolvem o sistema previdenciário.

O PGR argumenta que as interrupções determinadas pelo ministro prejudicam o andamento de apurações críticas e criam obstáculos para a colheita de provas necessárias ao esclarecimento de supostos esquemas de corrupção e fraude.

A manifestação da PGR detalha que a atuação do ministro teria extrapolado os limites processuais ao interferir em atos que são de competência exclusiva do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Gonet ressalta que a paralisação de diligências fundamentais coloca em risco a eficácia do combate ao crime organizado, gerando uma insegurança jurídica que afeta a credibilidade das instituições.

O documento utiliza termos contundentes para descrever a divergência, evidenciando uma crise de confiança entre a cúpula da procuradoria e um dos membros da Suprema Corte.

Além das críticas formais, o PGR solicitou que o STF reveja as decisões monocráticas de Mendonça para permitir a retomada imediata dos trabalhos de investigação.

O conflito ocorre em um momento de alta tensão política, no qual processos envolvendo figuras influentes e grandes movimentações financeiras aguardam definições judiciais.

A disputa agora aguarda análise do plenário ou da presidência do tribunal, enquanto os bastidores do Judiciário e do Ministério Público registram um dos embates mais diretos entre as duas instituições nos últimos anos.”

*Do Facebook de Lavínia Fadigas


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A paisagem brasileira de Elio Gaspari de O Globo é um primor de bolsonarismo

A pricipal eiva corruptora de uma opinião está numa palavra ou em muitas palavras ajeitadoras, e Elio Gaspari esmaga a realidade para vender a paisagem do Brasil atual de onde ele está, vendo o país de dentro da redação do Globo, onde tenta frisar uma imagem totalmente enviesada às próprias custas.

Na verdade, é uma aprendizagem para quem tem a exigência de traduzir os fatos à moda caralho, conceituando fatos em que usca atacar Lula e simplesmente omitir realidades concretas, cristalizando um lado na disputa eleitoral para a Presidência da República.

O tijolo de Elio Gaspari começa com o título “Flavio Bolsonaro surpreendeu”.

Não há nada demais a notícia ser dada em garrafais e nem se confessar antiLula e pró-Bolsonaro, o problema são os sofismas dos quais Gaspari se lambuza, o pior deles exatamente nesse momento, é o que julga um erro de Lula receber Vorcaro em 2024 com três testemunhas, enquanto mesmo escriba não dá um pio sobre os R$ 5 milhões que Vorcaro depositou nas contas de Bolsonaro e Tarcísio.

Tarcísio, a quem Gaspari dá de barato a sua história sobre uma possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo.

Com um pincel na mão, Gaspari frisa a paisagem que lhe interessa, a de um Brasil que ele habita de onde está, e ele está, sob a orientação dos Marinho, dentro da Globo. Globo, que mostramos aqui hoje em uma matéria, produziu um evento em Nova York patrocinado por Daniel Vorcaro, onde ele foi a estrela.

Tudo isso em defesa de Flavio Bolsonaro, que publicou no X um manifesto contra o Brasil e os brasileiros, pedindo que Trump interviesse no Brasil com seu exército contra os brasileiros numa falácia de que combateria o “narcoterrorismo” do PCC e CV.

O mais irônico é Gaspari conciliar a campanha de Flavio com a Faria Lima, num gesto de sabujice em que também está incluido na ciranda financeira junto com as fintechs na mesma Faria Lima, o próprio PCC, mostrando que Elio Gaspari acabou por morder o próprio rabo.


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Vídeo: Vorcaro patrocinou e foi maior estrela de evento da Globo em Nova York, que o lançou no mercado

Em maio de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York.

Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país. A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo.

Vorcaro abriu seu discurso com uma propaganda do Master, de olho em importantes personalidades do setor financeiro dos Estados Unidos, muitas delas com negociações em andamento com o Brasil. Ele sabia com quem estava falando e que a Globo lhe deu essa oportunidade.

Estavam lá, entre outros, segundo matéria do próprio Valor, “James Bullard, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis, e Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Fed. Simon Rosenberg, estrategista do partido Democrata, e Scott Jennings, estrategista do partido Republicano”. Ele iriam “analisar as eleições americanas e como a escolha do presidente dos EUA pode afetar investimentos nos países emergentes”.

“Os governadores Claudio Castro, do Rio de Janeiro; Mauro Mendes, do Mato Grosso; Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas, de São Paulo; Helder Barbalho, do Pará; Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, vão divulgar a agenda de investimentos de grande porte em seus respectivos Estados. Também falarão o secretário de Fazenda do município de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano, e e Alexandre Vermeulen, presidente da invest.Rio.”, informava o Valor.

Com Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, a Rioprevidência comprou quase R$ 1 bilhão em letras podres do Master.

Vorcaro, que fazia então seu début na altas esferas dos negócios no país, teve a oportunidade de vender seu peixe, com o “selo de qualidade” das organizações Globo. Foi apresentado por Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, organizador daquele fórum, que classificou como “histórico” e um “debate saudável”. Chamou-o de “amigo”.

“Estamos muito entusiasmados com esse quórum e teremos repercussão ampla em todos os veículos do grupo Globo”, disse. “A gente pretende voltar todo ano”.

Vorcaro, o grande nome do encontro, mostrou as altas avaliações de agências de análise de risco e exibiu uma propaganda em inglês de um produto chamado CredCesta. Agradeceu o Valor, “que tem sido um baluarte para nossa nação, uma referência e um norte para nós, com informações sempre precisas e isentas”. Continuou: “Cumprimento o Fred e toda a equipe que admiro bastante: Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos os demais. Essa semana se enriquece com a presença do Valor nas discussões”.

“Sempre saio com uma bagagem mais rica”, disse. “Alcançamos um nível de investimento com ratings Fitch, reforçando a nossa credibilidade”. Em seguida, a apresentadora agradece “Daniel” pelas “palavras inspiradoras”.

O carimbo de credibilidade do grupo Globo lhe abriu várias portas para cometer seus crimes financeiros. Em dezembro de 2025, Luciano Huck, por exemplo, virou garoto-propaganda do Will Bank, banco digital controlado pelo Master. A instituição ganhou grande exposição ao se tornar patrocinadora do Domingão, com inserções de marca, ações promocionais e menções recorrentes durante a atração.

Huck chegou a negociar a compra do Will Bank, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. Segundo diálogos vazados com a namorada Martha Graeff, Vorcaro cita um jantar com Luciano Huck. Aparece igualmente a referência a um almoço com “editoras de revistas da Globo” — área comandada por Fred Kachar. “Amor, as diretoras de todas as revistas globo querem marcar um almoço com vc”, ele escreveu.

Reportagens encomiásticas sobre a marca de bem-estar Happy Aging, voltada ao público feminino, criada pela empresa de Martha, foram publicadas. Na Vogue, entre outras, saiu isso: “Com produtos e suplementos para longevidade, empresa fundada por brasileira e médico de Harvard estreia no mercado norte-americano”.

Trecho de diálogo vazado entre Vorcaro e a então namorada Marthe Graeff citando almoçom com “todas as diretoras de revistas da Globo”
Vorcaro manteve uma relação íntima com a Globo, usando dinheiro sujo para limpar sua imagem, a do seu banco e sua biografia, enquanto o grupo fazia negócios, influenciava e enganava milhões de pessoas. Foi apenas por meio de propaganda oficial e patrocínio a eventos ou algo além disso? A Globo precisa responder.

Com vazamentos seletivos da Polícia Federal, o grupo tenta, mais uma vez, se eximir das consequências do monstro que ajudou a criar, como aconteceu com a Lava Jato. Falta dar as explicações, que nunca serão dadas.

*DCM


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Política

ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag, segundo o Coaf

Relatório aponta repasses à empresa do ex-prefeito de Salvador entre 2022 e 2024; político afirma que valores correspondem a serviços de consultoria

Segundo informações de O Globo, em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que uma empresa ligada ao vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. Os repasses ocorreram após as eleições de 2022 e se estenderam até maio de 2024.

Os recursos foram transferidos à A&M Consultoria Ltda., empresa criada por ACM Neto em sociedade com sua esposa no final de dezembro de 2022. O Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Banco Central, registrou movimentações consideradas expressivas para a capacidade financeira declarada da empresa.

Segundo dados citados no relatório, entre junho de 2023 e maio de 2024 a empresa recebeu R$ 2,9 milhões em transferências. Desse total, R$ 1,5 milhão foram enviados pela gestora Reag em 11 repasses, enquanto R$ 1,3 milhão vieram do Banco Master em nove transferências. Antes desse período, em março e junho de 2023, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag.

No mesmo intervalo analisado pelo Coaf, ACM Neto teria recebido de sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses. O relatório registra que a companhia movimentou valores considerados elevados em relação à estrutura financeira declarada. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, afirma o documento do órgão responsável por monitorar operações suspeitas e prevenir lavagem de dinheiro.

A A&M Consultoria foi registrada em 28 de dezembro de 2022 com capital social de R$ 2 mil. De acordo com dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atividades de apoio à educação.

Defesa de ACM Neto
Procurado pela reportagem, ACM Neto confirmou que recebeu os valores e afirmou que os pagamentos estão vinculados à prestação de serviços de consultoria. Em nota enviada ao jornal, o ex-prefeito de Salvador explicou que abriu a empresa quando já não ocupava cargo público e passou a prestar serviços a diferentes clientes.

“Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, declarou.

O dirigente do União Brasil também afirmou que, à época dos contratos, não havia fatos que desabonassem as empresas que o contrataram. “No período do contrato, existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”, disse.

Na mesma nota, ACM Neto afirmou que os serviços prestados não têm relação com investigações envolvendo o Banco Master. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, afirmou.

Ele acrescentou ainda que está “totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado”.

Rede de consultorias ligadas ao Banco Master
O Banco Master também contratou outros consultores e advogados com atuação no ambiente político e jurídico em Brasília. Segundo revelações anteriores do colunista Lauro Jardim, do próprio O Globo, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado como consultor da instituição financeira.

Mantega teria intermediado um encontro entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de atuar em favor da aprovação da operação de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal.

Outro nome ligado ao banco foi o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que passou a prestar consultoria após se aposentar do Supremo Tribunal Federal em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e resultou em R$ 6,5 milhões pagos ao ex-ministro e ao seu filho entre agosto de 2023 e agosto de 2025.

Também foi firmado contrato com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo, revelado pela colunista Malu Gaspar, previa pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos para atuação em Brasília, mas foi encerrado após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do banco., de acordo com informações do 247.

Investigações sobre o Banco Master
O Banco Master tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal após a descoberta de um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. As apurações indicam a emissão de títulos de crédito sem lastro e operações irregulares que podem alcançar cerca de R$ 12 bilhões.

Diante das irregularidades identificadas, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Na decisão, Mendonça apontou que o empresário mantinha um “braço armado” para intimidar adversários, com uso de “coação por meio de sua milícia”.


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Lula afirma que Brasil deve reforçar defesa para evitar invasão dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa e desenvolver armamentos com função de dissuasão diante de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Ao comentar o tema, […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa e desenvolver armamentos com função de dissuasão diante de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Ao comentar o tema, Lula destacou que a América do Sul historicamente se apresenta como uma região pacífica, mas disse que isso não elimina a necessidade de preparação militar.

“Presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou o presidente brasileiro.

A fala ocorre em um momento de crescente tensão internacional e surge após notícias de que o governo dos Estados Unidos avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida poderia abrir caminho para o congelamento de ativos de integrantes desses grupos sob jurisdição americana, a exclusão dessas redes do sistema financeiro do país e a proibição de qualquer tipo de “apoio material” por cidadãos ou empresas dos EUA.

Informações divulgadas inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, indicam que o processo técnico para essa classificação já teria sido concluído dentro da administração norte-americana. A decisão agora dependeria de etapas políticas e burocráticas para formalizar a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O que mais tem gerado preocupação em autoridades brasileiras é a possibilidade do governo americano passar a considerar as estruturas operacionais dessas facções como potenciais alvos legítimos de ações militares. Caso elas sejam oficialmente incluídas na lista de organizações terroristas, abre-se a possibilidade dos Estados Unidos conduzirem operações contra esses grupos em território estrangeiro.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi informado sobre a discussão durante uma agenda recente na capital dos Estados Unidos. Segundo relatos de bastidores, o chanceler tentou estabelecer contato com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar do assunto.

Diplomatas avaliam que a iniciativa pode impactar a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o combate ao crime organizado vinha sendo discutido como uma possível área de cooperação entre os governos de Lula e do presidente americano Donald Trump.

De acordo com o Cafezinho, a eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, porém, poderia alterar o tom dessas negociações e aumentar as tensões diplomáticas entre os dois países.

Durante a cerimônia no Planalto, Lula também defendeu que Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar e passem a desenvolver armamentos próprios, reduzindo a dependência de grandes fornecedores internacionais.

“Então, essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul e que, portanto, nós precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, disse.

Segundo o presidente, os dois países têm condições de desenvolver projetos conjuntos na área de defesa. Lula afirmou ainda que o assunto seria discutido diretamente entre autoridades responsáveis pelos ministérios da área.

“Espero que conversem bastante sobre a aproximação do Brasil e da África do Sul na questão da defesa”, declarou, ao mencionar que o ministro da Defesa, José Múcio, se reuniria com a ministra sul-africana responsável pela área para tratar do tema.

Nos bastidores do governo americano, a proposta é debatida há meses por autoridades ligadas à política de segurança e combate ao narcotráfico. Participam da discussão integrantes do Departamento de Estado e da equipe responsável pela política antidrogas. Entre os nomes envolvidos está o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau.


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Política

Moro pode estar por trás dos ataques a Moraes e Toffoli, do STF

Avaliação de ministros do Supremo é compartilhada por Kakay, Eugênio Aragão e Marco Aurélio de Carvalho: a Lava Jato sobrevive

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram de forma contundente a integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante da suspeita de que remanescentes da operação Lava Jato ainda ocupam cargos estratégicos nesses órgãos. De acordo com avaliação presente no STF, essas estruturas estariam sendo utilizadas para promover ataques à Corte e criar desgaste político ao governo, segundo apuração de Tales Faria, do Correio da Manhã e 247.

A percepção de integrantes do Supremo é de que a antiga força-tarefa da Lava Jato permanece organizada e influente dentro das instituições. A suspeita ganhou força após episódios que envolveram investigações e decisões judiciais recentes, além de vazamentos e conflitos institucionais.

O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que há atuação de integrantes remanescentes da Lava Jato dentro da PF e da PGR. Segundo ele, essas movimentações estariam por trás de ataques direcionados aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. “A Lava Jato está super estruturada ainda. Seus integrantes estão em postos chaves da PGR, e o Moro tem agentes da Polícia Federal absolutamente ligados a ele. Basta lembrar que quando o ministro Dias Toffoli expediu a liminar de busca e apreensão na 13ª Vara de Curitiba, demorou quase um mês para ser cumprida. Ele teve que nomear agentes específicos, da confiança dele”, declarou Kakay.

Na avaliação do advogado, a situação revela uma articulação mais ampla que envolveria o senador e ex-juiz parcial Sergio Moro (PL-PR), responsável por conduzir a operação Lava Jato quando atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba. Kakay afirmou que há uma estratégia política voltada a atingir o STF e, indiretamente, o governo.

“Tudo isso é muito grave, muito grave. Tanto é que o Toffoli teve que nomear agentes da confiança dele para a investigação do Banco Master. E, com a saída dele, o ministro André Mendonça isolou a imprensa. Isolou também o Andrei Rodrigues [diretor-geral da PF] da condução do caso. Na verdade, existe uma campanha forte coordenada pelo Moro e pelos lavajatistas. Eles entendem que um tiro no Supremo Tribunal Federal hoje é um tiro no governo. É isso que está por trás”, afirmou Kakay, que integra o Grupo Prerrogativas.

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também vê a presença de influência da Lava Jato em setores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, a permanência dessa corrente dentro das instituições contribui para tensões entre investigadores e o Supremo. “De fato, tanto a área penal da PGR como a PF estão contaminados pelo lavajatismo. Falta bom senso. Mas também o protagonismo algo impróprio do STF nas investigações vem incomodando muito aos investigadores, que perdem um instrumento de alavancagem corporativa”, afirmou Aragão.

A mesma interpretação é compartilhada por Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Para ele, setores da oposição política teriam se aliado a remanescentes da Lava Jato na tentativa de enfraquecer o Supremo, com a expectativa de que isso produza efeitos negativos para o governo federal.

Segundo Carvalho, disputas internas dentro da Polícia Federal também estariam contribuindo para o ambiente de instabilidade e para a divulgação de informações reservadas. “É preciso levar em conta que a polícia também está em disputa. Daí esses vazamentos. O interessante é que, embora criminosos, são vazamentos reveladores. Aquilo que a oposição considerou uma bala de prata contra o governo, na verdade era uma bala de festim. Não encontram nada, por exemplo, contra o Fábio [Fábio Luís Inácio, o Lulinha]. Estava tudo declarado. O mais importante não é o que eles acharam, mas o que não acharam”, afirmou.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a principal preocupação seria identificar servidores alinhados ao lavajatismo que ainda ocupam posições estratégicas na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. A expectativa é que os dirigentes das instituições, como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a chefia da PGR, consigam mapear e afastar esses quadros de funções sensíveis.

Apesar disso, interlocutores do governo demonstram ceticismo quanto à possibilidade de mudanças rápidas nas estruturas internas dos órgãos. A avaliação é de que as disputas institucionais e corporativas podem dificultar qualquer reconfiguração imediata dentro da PF e da PGR.


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Política

PF cumpre nova ordem de prisão contra aliado de Flávio Bolsonaro em investigações sobre CV

Gutemberg Fonseca, secretário de Defesa do Consumidor, diz que foi ele quem indicou Alessandro Pitombeira Carracena

A Polícia Federal cumpriu uma nova ordem de prisão, nesta segunda-feira (9), contra o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, durante a Operação Anomalia, que é mais uma das fases das investigações que apuram um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro.

A coluna apurou que Carracena foi indicado ao órgão para o governo Cláudio Castro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É a segunda ordem de prisão: ele já estava detido por outra acusação neste mesmo caso. No entanto, o secretário do Consumidor Gutemberg Fonseca , outro aliado de Flávio, afirma que foi ele quem indicou Carracena ao governo. Em nota, o senador negou a indicação de Carracena, mas não falou de sua relação com Gutemberg Fonseca.

O ex-secretário é advogado e já ocupou também os cargos de diretor de operações em autarquia municipal; foi presidente do Fundo Especial de Ordem Pública da cidade do Rio; presidente do Conselho Administrativo da Guarda Municipal da capital; e integrante do Gabinete de Crise da cidade durante o período da pandemia.

Além de Carracena, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos presos é o delegado federal Fabrizio José Romano.

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Mensagens

Em novembro do ano passado, a PF obteve diálogos, na Operação Zargun, que demonstraram como o Comando Vermelho tentava influenciar o policiamento no Rio por meio de contatos com Gutemberg Fonseca. Em um diálogo, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado pela PF como integrante do CV, relatou a Carracena que esteve com Gutemberg Fonseca para apresentar demandas e pedir “cobertura política”.

Nota do secretário Gutemberg Fonseca:
O advogado Alessandro Pitombeiro Carracena foi indicado por mim para exercer uma função técnico-jurídica na Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, com base em critérios profissionais e em sua formação na área jurídica. Trata-se de uma indicação de caráter estritamente técnico. Ressalto ainda que o senador Flávio Bolsonaro não participou dessa indicação. Carracena foi exonerado do cargo em janeiro de 2025, portanto muito antes de qualquer investigação de que tenhamos tomado conhecimento.

Conheço Carracena há mais de 20 anos. Nosso primeiro contato ocorreu quando eu ainda atuava como árbitro de futebol. À época, ele passou a prestar serviços como advogado para mim e para minha família.

Em relação às menções ao meu nome em mensagens atribuídas ao investigado Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, esclareço que tomei conhecimento desse conteúdo apenas por meio da imprensa. Desconheço completamente a vida pessoal e o histórico do referido investigado.

Como figura pública, participo regularmente de agendas institucionais e eventos em diversas regiões do estado, inclusive em comunidades e áreas socialmente vulneráveis, o que naturalmente implica contato com inúmeras pessoas, muitas vezes sem qualquer conhecimento prévio sobre quem são ou de que contexto vêm. Caso tenha ocorrido algum eventual contato em eventos públicos, este teria sido meramente circunstancial, sem qualquer tipo de relação pessoal, proximidade ou ciência sobre eventual envolvimento ilícito.

Cabe destacar, inclusive, que nas próprias mensagens divulgadas o investigado afirma que “não teve êxito comigo” e que “se não é de coração, deixa pra lá”, o que reforça que não houve qualquer tipo de atendimento de pedido ou estabelecimento de relação.

Reforço que não houve qualquer tipo de proximidade, relação pessoal ou atendimento de pedido por minha parte.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Política

André Mendonça e o delegado Marcantonio montaram a lista de funcionários públicos antifascistas

Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao MJ, na gestão Mendonça. Tornou-se diretor de inteligência da SEOPI.

Quem acompanha de perto as movimentações internas da Polícia Federal tem pouca esperança de uma mudança de rumo na partidarização que voltou a dominar a organização.

As investigações do Banco Master estão nas mãos da Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal, que abriga a maior parcela dos delegados bolsonaristas — entre eles, Thiago Marcantonio Ferreira, responsável direto pelo caso Master.

Antes, Marcantonio atuou em cargos ligados à inteligência e ao Ministério da Justiça, na gestão André Mendonça. De assessor especial, tornou-se diretor de inteligência da SEOPI (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça, sendo responsável pelo dossiê que delatava 579 servidores públicos participantes de grupos antifascistas nas redes sociais. Depois, tornou-se assessor de Mendonça no Supremo Tribunal Federal.M

A própria existência da SEOPI — criada para integrar a inteligência policial — acabou sendo questionada após o episódio, e a secretaria passou por mudanças estruturais posteriormente.

Essa dupla — Mendonça e Marcantonio — é responsável pelas investigações sobre o caso Master e pelos vazamentos de informações descontextualizadas sobre adversários.

Os vazamentos são tão indecentes que, recentemente, repórteres do Metrópoles foram perguntar aos advogados de Lulinha o que seria um pagamento mensal feito a uma mulher. Não conseguiram o escândalo sexual que buscavam — a mulher era a babá dos filhos de Fábio —, mas demonstraram o grau de abertura proporcionado pela Polícia Federal.

O diretor-geral da PF, Andrei Meirelles, é considerado um policial probo, mas com pouca experiência em matéria investigativa. Cometeu um erro básico ao tentar conciliar todos os setores da PF: manteve no cargo delegados bolsonaristas — e, o que é pior, concentrados na Regional do Distrito Federal. Não há sinais de que consiga agir sem sofrer a pressão da Associação dos Delegados da Polícia Federal.

Há poucas esperanças de reversão. Advogados que acompanham o processo confirmaram ao GGN a existência do pedido de prisão de Lulinha e disseram acreditar no legalismo e na boa-fé de Mendonça.

Que não se iludam:

  1. Alguns setores do meio jurídico têm André Mendonça em boa conta, devido ao seu estilo amável. É um engano. Da parceria com Marcantonio — na lista antifascistas – à quebra do sigilo bancário de Fábio Luiz, demonstram o contrário.
  2. As notas em que declara preocupação com os vazamentos são exemplos de cinismo institucional, pois são divulgadas no mesmo momento em que a PF escancara seus arquivos para jornalistas lavajatistas.

*Luis Nassif/GGN


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Política

MDB cancela filiação de Dado Dolabella; ator cita reação da ‘bancada feminista’

Dado chegou a ser anunciado pré-candidato a deputado federal; possibilidade gerou protestos de mulheres até dentro do partido

O MDB informou, nesta segunda-feira (09), que cancelou a filiação do ator Dado Dolabella. A decisão foi tomada a pedido do presidente nacional Baleia Rossi, em acordo com o ex-prefeito Washington Reis, presidente do diretório estadual fluminense. Dado chegou a ser anunciado pré-candidato a deputado federal, mas a possibilidade gerou protestos de mulheres até dentro do partido.

“Essa é uma vitória de emedebistas, especialmente mulheres, que haviam se manifestado contrariamente à filiação do referiddo ator. A medida faz jus ao histórico ao MDB em dar voz às mulheres e em favor do aumento da participação feminina no partido, o único a prever em estatuto a presença delas em todos diretórios”, diz a nota ofiical divulgada pelo partido.

Dado Dolabella também foi às redes sociais anunciar que estava formalizando sua desfiliação ao MDB.

“Essa decisão foi tomada depois de refletir sobre posições que vem sendo defendidas dentro do partido, especialmente no âmbito da bancada feminista”, disse o ator, em vídeo.

O MDB lembrou que, na última eleição, foi quem mais elegeu mulheres.

“É o partido que, desde 1973, mantém uma seção feminina — atualmente integrada à executiva nacional da sigla”, conclui a nota oficial.


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