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Trump irá propor acordo para ter acesso às terras raras no Brasil e parceiros

Proposta será examinada pelo governo Lula, mas Palácio quer evitar se comprometer com um pacto que seja visto como instrumento para isolar a China

O governo de Donald Trump irá apresentar, nesta quarta-feira, um pacto para cerca de 20 países, com o objetivo de tentar isolar a China no comércio e fornecimento global de terras raras e assegurar para a economia americana um abastecimento desses minérios estratégicos. O ICL Notícias obteve o rascunho do acordo e que será também submetido ao governo Lula.

A reportagem apurou que a delegação brasileira, que estará presente ao encontro em Washington, não assumirá qualquer compromisso de imediato e encaminhará a proposta da aliança para o Itamaraty, Palácio do Planalto e outros ministérios.

O Brasil quer evitar fazer parte de uma iniciativa que posicione o país num dos eixos da disputa do poder no mundo.

Além dos EUA, farão parte do encontro os governos europeus, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Índia e outros.

Entre os pontos centrais do pacto está a criação de um sistema de controle de preços, a garantia de que barreiras não serão estabelecidas e que um acesso seja estabelecido às reservas do país que aceite o entendimento com a Casa Branca.

Segundo o pacto:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

Há ainda o compromisso de que haja um licenciamento acelerado das zonas de exploração:

Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

Um dos trechos ainda revela o compromisso dos governos “parceiros” em mapear suas reservas e fornecer os dados aos EUA.

“Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos”, afirma o acordo.

O governo brasileiro admite que, durante o encontro entre Lula e Trump em março na Casa Branca, o tema será colocado sobre a mesa pelos EUA. O Brasil já indicou que está disposto a dialogar. Mas não quer que esse tema seja usado como barganha para a retirada de tarifas contra produtos brasileiros que o Itamaraty consideram que são injustificadas.

Além disso, o Brasil quer garantias de que haja um fluxo de investimentos no país para evitar que a economia nacional seja apenas fornecedora de matéria-prima para a produção de alta tecnologia dos EUA.

Leia o texto completo do rascunho do acordo, circulado entre diplomatas:

Para garantir o abastecimento na mineração e processamento de minerais críticos e terras raras

Considerando que os minerais críticos são essenciais para a produção de tecnologias avançadas;

Considerando que os Estados Unidos da América (os “Estados Unidos” ou “EUA”) e [País X](coletivamente, os “Participantes”) pretendem apoiar o fornecimento de minerais críticos brutos e processados cruciais para as indústrias comerciais e de defesa de ambos os países;

Considerando que os Participantes planejam alcançar esse objetivo por meio do uso de instrumentos de política econômica e investimentos coordenados para acelerar o desenvolvimento de mercados diversificados, líquidos e justos para minerais críticos;

Considerando que o objetivo dos Participantes é auxiliar ambos os países a alcançar resiliência e segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos, incluindo mineração, separação e processamento;

Considerando que os Participantes pretendem capitalizar suas respectivas operações domésticas existentes de mineração e processamento de minerais críticos, bem como a nova capacidade a ser desenvolvida.

Portanto, os Participantes chegaram ao seguinte entendimento sobre uma política comum estrutura para a mineração e o processamento de minerais críticos.

Seção I

Minerais Críticos

1. Garantia de Abastecimento:

Os Participantes comprometem-se a intensificar os esforços de cooperação para acelerar o abastecimento seguro de minerais críticos necessários para apoiar a fabricação de tecnologias de defesa e avançadas e suas respectivas bases industriais. Isso inclui o aproveitamento de instrumentos políticos existentes, como a infraestrutura de demanda e estocagem industrial dos Estados Unidos e as reservas estratégicas do [País X].

2. Investimento em Mineração e Processamento:

Os Participantes comprometem-se a mobilizar o apoio dos setores público e privado, incluindo despesas de capital e operacionais por meio de garantias, empréstimos, investimentos em ações, finalização de contratos de fornecimento, seguros ou facilitação regulatória.

a. Seleção de Projetos: Os Participantes pretendem identificar conjuntamente projetos de interesse para preencher lacunas nas cadeias de suprimentos prioritárias. Financiamento: Dentro de seis meses a partir da data deste Acordo-Quadro, os Participantes pretendem tomar medidas para fornecer financiamento significativo a projetos localizados em cada país, com expectativa de gerar produtos finais para entrega a compradores nos Estados Unidos e [País X].

c. Apoio ao Investimento: Os Participantes pretendem trabalhar em conjunto para desenvolver mecanismos novos ou personalizados para fortalecer as cadeias de suprimento de minerais críticos e terras raras.

3. Licenciamento: Os Participantes estão tomando medidas para acelerar, simplificar ou desregulamentar os prazos e processos de licenciamento, incluindo a obtenção de licenças para mineração, separação e processamento de minerais críticos e terras raras dentro de seus respectivos sistemas regulatórios nacionais, em conformidade com a legislação aplicável.

4. Mecanismos de Preços: Os Participantes pretendem trabalhar para proteger seus respectivos mercados nacionais de minerais críticos e terras raras de políticas não mercantis e práticas comerciais desleais.

Isso inclui a adoção de sistemas baseados em padrões que permitam o livre comércio dentro de uma estrutura de preços, como preços mínimos ou medidas similares. Os Participantes também pretendem colaborar com parceiros internacionais para desenvolver uma estrutura global para abordar os desafios de precificação associados.

5. Venda de Ativos: Os Participantes comprometem-se a desenvolver ou fortalecer as autoridades e ferramentas diplomáticas para analisar e impedir a venda de ativos de minerais críticos e terras raras por motivos de segurança nacional.

6. Sucata e Reciclagem: Os Participantes comprometem-se a investir em tecnologia de reciclagem de minerais e a trabalhar em conjunto para garantir a gestão de sucata de minerais críticos e terras raras para apoiar a diversificação da cadeia de suprimentos.

7. Cooperação com Terceiros: Os Participantes pretendem colaborar com terceiros, conforme apropriado, para garantir a segurança da cadeia de suprimentos e utilizar os mecanismos de engajamento existentes.

8. Mapeamento Geológico: Os Participantes pretendem cooperar para auxiliar no mapeamento de recursos minerais no [País X], nos Estados Unidos e em outros locais mutuamente determinados para apoiar cadeias de suprimentos diversificadas de minerais críticos.

Seção II

Disposições Gerais

1. Análise Pós-Projeto: Espera-se que as autoridades competentes dos Participantes realizem a análise e implementação pós-projeto. O conteúdo específico da análise pós-projeto deve ser desenvolvido entre os Participantes, de acordo com suas respectivas leis nacionais. Reuniões: Os Participantes pretendem se reunir, virtualmente ou presencialmente, mediante solicitação por escrito do outro Participante, dentro de 10 dias após o recebimento da solicitação.

3. Descontinuação: Qualquer Participante poderá descontinuar sua participação neste Quadro mediante notificação por escrito ao outro Participante. Na ausência de notificação em contrário, qualquer descontinuação entrará em vigor no trigésimo dia após a data de recebimento da notificação por escrito.

4. Caráter Não Vinculativo: Este Quadro estabelece uma política e um plano de ação programático que não constituem ou criam direitos ou obrigações sob a lei nacional ou internacional, não dão origem a qualquer processo legal e não constituem ou criam quaisquer obrigações juridicamente vinculativas ou executáveis, expressas ou implícitas.

*Jamil Chade/ICL


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EUA mapeiam minérios raros no Brasil e costuram aliança contra China

Reunião convocada por Trump com cerca de 20 aliados tem objetivo de isolar a China e criar sistema internacional de preços. Brasil ainda não confirmou presença

O governo de Donald Trump nos EUA convocou alguns dos seus principais aliados e economistas de peso para uma reunião sobre terras raras em Washington com o objetivo de construir uma aliança contra a China. O Brasil ainda não confirmou sua participação, ainda que tenha sido convidado. Enquanto isso, a diplomacia americana se lança na identificação das reservas de minérios estratégicos em território nacional.

Nesta quarta-feira, cerca de 20 países estarão na Casa Branca em um encontro que será liderado pelo chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio. O objetivo é anunciar a criação de um mecanismo que estabeleça um preço mínimo de importação para o comércio de terras raras, assim como deixar as portas abertas para legitimar a imposição eventual de tarifas.

Com isso, a medida tende a proteger as refinarias e extrativistas de minerais de terras raras, coordenando os maiores importadores.

Diante da histórica queda de preços praticada pelos produtores chineses, o acesso às terras raras tem sido uma área de crescente preocupação desde que a China impôs, no ano passado, um regime de licenciamento de exportação que ameaçava cortar o acesso a esses minerais.

Com o sistema de um preço mínimo, a aliança costurada pelos EUA espera pressionar a China e impedir que ela determine o preço global dos minérios considerados como estratégicos.

Entre os convidados para a reunião estão os países do G7, além de Coreia do Sul, Austrália, índia e outros grandes mercados.

Fontes diplomáticas indicaram que houve uma intenção dos EUA de chamar o Brasil. Mas o chanceler Mauro Vieira teria outros compromissos nesta semana e não poderá estar. O governo Lula ainda consulta com os americanos de que forma a participação brasileira poderia ocorrer. Não se descarta que a Argentina, porém, possa fazer parte.

Membros do Departamento de Estado norte-americano relatam ainda que estão tendo dificuldades para ter acesso aos tomadores de decisão, principalmente no Ministério de Minas e Energia, para consolidar uma agenda sobre o tema de terras raras.

O governo Trump, porém, não irá aguardar o Palácio do Planalto para buscar parcerias. Segundo o ICL Notícias apurou, contatos estão sendo feitos entre diplomatas americanos e governos estaduais, como o de Minas Gerais e Goiás.

A busca por um mapeamento de onde existiriam reservas importantes e atores que poderiam estabelecer um diálogo também foi iniciada.

O trabalho de identificação não ocorre por acaso. Entre novembro e dezembro, o governo Trump estabeleceu que o setor de terras raras deveria ser tratado como estratégico para sua defesa nacional. Em documentos, a Casa Branca ainda instruiu a CIA a mapear na América Latina onde estariam as reservas de recursos naturais que poderiam ser vitais para os EUA nas próximas décadas.

No Palácio do Planalto, a expectativa do governo Lula é de que o tema de terras raras entre na agenda bilateral do encontro entre os dois líderes, em março em Washington. Mas será um assunto que será incluído pelo lado americano.

A estratégia do Brasil, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin já revelou a interlocutores, é a de deixar esse setor estratégico para o final de uma negociação entre Lula e Trump.

Brasília sabe que tem um trunfo nas mãos e entende o interesse dos EUA em buscar alternativas ao fornecimento de minérios críticos da China. Mas não quer trocar esse acesso por uma normalização da relação, principalmente por conta de uma crise que foi “inventada” pela Casa Branca para, agora, obter benefícios.

A retirada de tarifas contra produtos brasileiros ou sanções precisa ocorrer, na avaliação do governo, dentro de uma barganha que não envolva entregar “as joias da coroa”, no caso as reservas de terras raras.

*Jamil Chade/ICL


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Corpos de 776 palestinos identificados são mantidos sob custódia de Israel

O governo israelense mantém atualmente sob sua custódia 776 corpos de palestinos identificados, além de dez corpos de estrangeiros cuja identidade é conhecida, segundo o Centro de Assistência Jurídica e Direitos Humanos Al-Quds (JLAC), que lidera uma campanha pela liberação dos restos mortais dos palestinos mortos para suas famílias.

Entre os 776 corpos, 373 estão sob controle de Israel desde 7 de outubro de 2023. Entre eles, 88 pessoas morreram sob custódia militar do governo ou do Serviço Penitenciário israelense, vítimas das condições de encarceramento e da violência de agentes prisionais, apenas duas foram condenadas judicialmente. Israel também mantém os corpos de outros sete prisioneiros palestinos que morreram na prisão antes do início da guerra, destaca reportagem do jornal israelense Haaretz.

A maioria dessas pessoas foi morta pelas forças de segurança israelenses em diferentes contextos de ataques e o que começou como um instrumento de negociação transformou-se em uma política sistemática de vingança e prolongamento do sofrimento das famílias, afirma a organização.

A JLAC informa que existe um número indeterminado de palestinos mortos em confrontos desde 1967, cujos corpos foram enterrados em território israelense sem identificação completa. A identidade de pelo menos dez detentos de Gaza que morreram sob custódia nos últimos dois anos também permanece desconhecida. Segundo a organização, não se sabe quantos corpos retidos pertencem a participantes do ataque de 7 de outubro.

Sofrimento das famílias
Familiares de palestinos mortos na Cisjordânia e em Israel esperavam que as negociações entre Israel e o Hamas para a libertação de reféns israelenses resultassem na devolução dos corpos de seus parentes, o que não ocorreu. Segundo a JLAC, o argumento oficial de que esses corpos seriam mantidos como “moeda de troca” perdeu validade após a implementação do acordo de cessar-fogo e troca de reféns.

Questionado pelo jornal Haaretz, o Exército israelense afirmou que a decisão sobre a devolução dos corpos cabe ao governo. Segundo fontes de segurança ouvidas pelo jornal, 520 dos 776 corpos estão armazenados em freezers de necrotérios localizados em instalações militares. Em outubro do ano passado, a JLAC solicitou formalmente ao assessor jurídico militar para a região da Judeia e Samaria a devolução dos corpos, sem obter resposta.

A organização relata que, no passado, os familiares ainda tinham a possibilidade de enviar representantes para confirmar as mortes, o que não é mais possível. Essas pessoas vivem um luto permanente, sem poder realizar o sepultamento de seus entes queridos, ou convivem com a incerteza sobre o destino dos corpos.

70 mil mortos
No âmbito do acordo de cessar-fogo firmado em outubro entre Israel e Hamas, Israel devolveu 360 corpos de palestinos a Gaza por meio da Cruz Vermelha. Os últimos 15 foram repatriados no fim do mês passado, em troca do corpo do israelense Ran Gvili, morto em 7 de outubro.

Segundo a JLAC, nas etapas anteriores à implementação desse acordo, houve a identificação de cerca de 100 corpos, que foram levados para o sepultamento, enquanto o restante foi enterrado como pessoas desconhecidas. Fora desse acordo, e antes de sua implementação, Israel devolveu 516 corpos a Gaza. A JLAC explica que muitos desses corpos haviam sido retirados de hospitais e de valas comuns, sobretudo do Hospital Al-Shifa, em novembro de 2023, para verificação de possíveis identidades israelenses.

A retenção de corpos palestinos é uma prática adotada por Israel há anos, aponta a reportagem. Em 2017, o Gabinete de Segurança, chancelado pelo Tribunal Superior de Justiça, decidiu formalizar a política de não devolver corpos de membros do Hamas e de palestinos envolvidos em ataques considerados graves. Respaldada pela Suprema Corte do país, a medida foi ampliada, em setembro de 2020, quando ficou decidido que não seriam mais devolvidos os corpos de pessoas envolvidas em mortes, ferimentos ou que portavam armas, independentemente de suas filiações organizacionais.

Israel admitiu na semana passada a morte de 70 mil palestinos, ao longo dos dois anos de ataques diários. Número este questionado, pois números não oficiais dão conta de uma quantidade muito maior de palestinos mortos por Israel.

*Opera Mundi


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Ex-ministro da Defesa de Israel admite que “supremacia judaica” lembra nazismo

O ex-ministro da Defesa de Israel e ex-chefe do Estado-Maior, Moshe Ya’alon, afirmou em declarações recentes que a ideologia de “supremacia judaica” presente em setores do atual governo de Benjamin Netanyahu o faz lembrar do nazismo.

Detalhes das Declarações

A Comparação: Em publicações e entrevistas no final de janeiro de 2026, Ya’alon criticou duramente o que chamou de “governo de supremacia judaica”, descrevendo-o como messiânico e corrupto. Ele mencionou que, ao observar ações de extremistas contra palestinos (como ataques em Hebron), é difícil não recordar as raízes históricas de regimes totalitários.

Contexto: Ya’alon, que já foi um aliado próximo de Netanyahu, tornou-se um de seus críticos mais ferrenhos. Ele já havia acusado o exército israelense de realizar uma “limpeza étnica” em áreas como Jabalia, no norte de Gaza.

Terminologia: Ele utilizou o termo “Judeo-Nazismo”, um conceito originalmente cunhado pelo professor israelense Yeshayahu Leibowitz para alertar sobre os perigos da ocupação e do nacionalismo extremista.

Repercussão
As falas de Ya’alon geraram forte impacto em Israel e na comunidade internacional, sendo amplamente divulgadas por veículos como o Euronews e Opera Mundi. Enquanto críticos do governo veem suas palavras como um alerta necessário, apoiadores da coalizão de direita as classificam como uma retórica perigosa que deslegitima o Estado de Israel.


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Arquivos do Caso Epstein revelam que Trump foi acusado de abuso sexual de adolescente

Governo dos EUA divulgou mais de três milhões de novos documentos nesta sexta-feira (30); secretário do presidente norte-americano alega que alguns podem ser falsos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 ou 14 anos, segundo os arquivos do caso Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta sexta-feira (30).

Segundo a denúncia, Trump teria forçado a menina a praticar sexo oral há cerca de 30 anos. O caso teria acontecido no estado de Nova Jersey, segundo denúncia feita por uma amiga da suposta vítima. A menor teria reagido à violência, mordendo o pênis do presidente. No documento, há a informação que “a pauta foi encaminhada ao escritório de Washington para a realização da entrevista”. Trump não se manifestou e os documentos não indicam se o caso teve continuidade.

A informação faz parte dos 3,5 milhões de arquivos divulgados com documentos, imagens e vídeos.

No mesmo documento, segundo a Folha de S.Paulo, há outras acusações contra o presidente que não foram confirmadas, como de uma mulher que afirmou ter sido vítima de tráfico sexual no campo de golfe de Trump nos de 1990.

Trump não tem acusações formais relacionadas ao caso Epstein. Em entrevista, o vice-secretário de Justiça, Todd Blanche, afirmou que parte dos arquivos divulgados nesta sexta-feira podem ser falsos.

“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem qualquer fragmento de credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra o presidente Trump”, disse Blanche.

Epstein, um investidor de Nova York, foi encontrado enforcado em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Trump foi próximo do empresário. O escândalo tornou-se um problema político para o presidente estadunidense.

A divulgação dos documentos é o mais uma etapa do cumprimento a lei aprovada em novembro que exige a divulgação de todos os registros relacionados ao caso.


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Ministério da Saúde emite alerta sobre o Vírus Nipah no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta informativo sobre o vírus Nipah em janeiro de 2026, em resposta a um surto recente na Índia (especificamente no estado de Bengala Ocidental).

O comunicado oficial, publicado no site do Ministério da Saúde (gov.br/saude), explica que o risco para o Brasil é baixo e que o vírus não ameaça a população brasileira no momento. Não há registros de casos no país, nem evidências de disseminação internacional significativa.

Contexto do surto

Dois casos confirmados na Índia (entre profissionais de saúde), com mais de 100 pessoas em quarentena por contato.

O vírus Nipah é zoonótico (transmite-se principalmente de animais para humanos), com reservatório principal em morcegos frugívoros (frutíferos), que não são nativos do Brasil.

Pode causar sintomas graves como febre, dor de cabeça, vômitos, infecções respiratórias agudas e encefalite (inflamação cerebral), com taxa de letalidade entre 40% e 75%.
Não existe vacina nem tratamento específico aprovado; o manejo é de suporte.

Por que o risco é baixo no Brasil?

Ausência do hospedeiro natural (morcegos Pteropus) nas Américas.
Sem evidência de transmissão sustentada fora do Sudeste Asiático.
O Ministério mantém vigilância contínua para patógenos de alta periculosidade, em parceria com Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e OPAS/OMS.

A OMS também classifica o risco global como baixo, sem restrições de viagens ou comércio recomendadas.

O alerta é preventivo e de monitoramento, alinhado à posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descarta possibilidade de pandemia atual. As autoridades continuam acompanhando a situação.
Se você quiser mais detalhes sobre sintomas, transmissão ou fontes oficiais, posso aprofundar!


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Vídeos – De pernas para o ar: Greves e manifestações contra abusos da polícia de Trump paralisa EUA

País registrou fechamento de escolas e atos massivos em 46 estados pelo fim da força anti imigração, questionada após dois casos de homicídio em Minneapolis

Os Estados Unidos foram palco de protestos generalizados na sexta-feira (30/01), com milhares de manifestantes indo às ruas para exigir a retirada imediata dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE) de Minnesota. As greves ganharam força especialmente depois que duas pessoas foram mortas em tiroteios envolvendo os agentes federais em Minneapolis.

Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. Os organizadores estimaram aproximadamente 250 manifestações em 46 estados, incluindo em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington, sob o slogan “Sem trabalho. Sem escola. Nada de compras. Parem de financiar o ICE.”

De acordo com a imprensa local, da Califórnia a Nova York, alunos e professores abandonaram as aulas para se unir aos protestos. Em Aurora, Colorado, as escolas públicas anteciparam o seu fechamento devido à grande ausência prevista por parte de docentes e estudantes. Em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas também cancelaram as aulas. Já na DePaul University, em Chicago, universitários instalaram cartazes declarando que “fascistas não são bem-vindos aqui”. No Brooklyn, jovens marcharam em protesto anti-ICE.

No centro de Minneapolis, apesar das temperaturas negativas, dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas contra o aumento de casos de violência promovida pelos agentes federais. Para reprimir o movimento, o presidente norte-americano Donald Trump enviou 3 mil policiais federais na região, estes que patrulham as ruas com equipamentos táticos, “uma força cinco vezes maior que o Departamento de Polícia de Minneapolis”, segundo a agência AFP.

Em um bairro de Minneapolis próximo aos locais onde Alex Pretti e Renee Good, ambos cidadãos norte-americanos mortos a tiros neste mês pelo ICE, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais compareceram à marcha.

“Eu moro aqui (…) e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma”, disse Sushma Santhana, engenheira de 24 anos ouvida pela AFP.

Depois de falar nos últimos dias em “desescalada” e indicar, por meio de seu enviado Tom Homan, uma possível redução do número de agentes que realizam batidas em Minneapolis, o líder republicano lançou outro ataque contra os manifestantes nesta sexta-feira: “insurgentes”, “agitadores” e “agitadores financiados” por rebeldes “profissionais”, declarou.

O jornal New York Times obteve acesso a um memorando interno do ICE e informou nesse mesmo dia que o governo Trump ampliou o poder dos agentes federais para prender civis. De acordo com o veículo, agora, agentes de menor escalão do ICE podem deter imigrantes indocumentados.

*Opera Mundi

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EUA estão preparando seus aliados na Ásia para um confronto militar com China, diz relatório

Os EUA estão preparando seus aliados na Ásia para um confronto militar em larga escala com a China, diz o relatório da Fundação Roscongress EUA vs China: geografia, escala de construção e implicações estratégicas, ao qual a Sputnik teve acesso.

“Os EUA estão formando uma base logística coerente para um confronto sustentável e de longo prazo com a China na região do Indo-Pacífico”, diz o documento.

“Os preparativos dos EUA para a guerra com a China começaram em 2014–2015: em seguida, foi iniciada uma construção em grande escala de um depósito de munições em Guam, foi concluído um acordo sobre cooperação de defesa expandida com as Filipinas”, apontam os autores da pesquisa.

Ao mesmo tempo, os EUA transferiram parte de seus gastos para seus aliados, forçando-os a aumentar os gastos com defesa e efetivamente construir por conta própria um sistema de dissuasão oneroso em prol dos interesses dos EUA, aprofundando sua dependência tecnológica e operacional de Washington.

“Os EUA estão construindo propositadamente uma infraestrutura logística profundamente integrada e ramificada na Ásia, transformando os principais estaleiros dos aliados em um elemento estratégico de seu poder naval”, diz o documento.

Isso permitirá que os americanos operem de forma eficaz em todas as importantes zonas marítimas da região, dos mares do Japão (também conhecido como mar do Leste) e do Sul da China à parte leste do oceano Índico.

Um helicóptero Blackhawk UH-60 tenta pousar durante ataque simulado STX dos EUA em uma competição sobre qual seria o melhor esquadrão no Camp Humphreys em Pyeongtaek, Coreia do Sul, 4 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 16.12.2024

“O desenvolvimento desta rede estratégica poderia ser uma mudança da manutenção para a produção conjunta de navios de guerra, possível no caso da revisão pelos EUA da emenda Byrnes-Tollefson que proíbe a construção de cascos e componentes principais para Marinha, Corpo dos Fuzileiros Navais e Guarda Costeira dos EUA em estaleiros estrangeiros. Tal passo pode reduzir significativamente o custo e acelerar a expansão da frota dos EUA”, acreditam os especialistas.

Em paralelo com a criação de infraestrutura de reparação para navios de guerra, os EUA estão criando reservas estratégicas de combustível na região, implementando um extenso programa de modernização da infraestrutura militar da Segunda Guerra Mundial e expandindo os estoques de munições.

De acordo com os especialistas, isso cria uma situação completamente nova para a China. “A República Popular da China tem que lidar não com um Exército distante dos EUA, mas com vizinhos militarizados atrás dos quais estão as forças americanas. Esta circunstância muda o equilíbrio de poder na região”, diz o relatório.

*Sputnik


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EUA planejam ataques seletivos para provocar protestos e mudança de regime no Irã, diz Reuters

Estratégia revelada prevê alvejar segurança iraniana para criar caos interno; Teerã alerta que resposta será imediata e anuncia disposição para diálogo com ‘respeito mútuo’

Segundo fontes da Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando ataques direcionados contra líderes e forças de segurança iranianas para provocar novos protestos e criar condições para uma mudança de regime.

A discussão inclui a possibilidade de visar comandantes ou chefes de instituições que Washington considera responsáveis ​​pela violência nos recentes protestos antigovernamentais, a fim de dar aos manifestantes a confiança necessária para ocupar prédios do governo. Em todo caso, a decisão final ainda não foi tomada, disseram as fontes.

A opção de atacar os locais de mísseis balísticos iranianos e seu programa de enriquecimento nuclear também está sendo considerada.

Entretanto, um alto funcionário israelense afirmou que seu país não acredita que ataques aéreos por si só possam derrubar o governo iraniano. “É preciso enviar tropas terrestres”, disse ele, indicando que mesmo que os EUA matassem o Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, o Irã “teria um novo líder para substituí-lo”.

No início de janeiro, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã, usando a violência durante os protestos como pretexto. E embora as manifestações tenham sido controladas pouco depois, ele renovou suas ameaças, desta vez citando outros motivos e retomando as exigências relacionadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã.

Na terça-feira (27/01), ele anunciou que uma “maravilhosa Armada” está agora a caminho do Irã, dias depois do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque terem sido enviados para o Oriente Médio, deixando o país persa ao alcance de potenciais ataques, segundo o Opera Mundi.

Na quarta-feira (28/01), o presidente dos EUA declarou que, “assim como com a Venezuela”, a frota “está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, de forma rápida e enérgica, se necessário”. No entanto, Trump expressou confiança de que Teerã se sentaria “rapidamente” à mesa de negociações para chegar a “um acordo justo, equitativo e livre de armas nucleares”.

Por sua vez, Teerã advertiu que qualquer ação militar contra o país “será considerada o início de uma guerra”, afirmando que suas Forças Armadas “estão prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão”. No entanto, expressou sua disposição de manter um “diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos”.


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Brasil Mundo

Megavazamento de dados: Justiça inglesa recebe ação coletiva sobre dados expostos de brasileiros

Agência Pública – A Justiça da Inglaterra irá julgar um dos maiores casos de vazamento de dados da história recente do Brasil, que afetou cerca de 220 milhões de pessoas, há cinco anos. A ação coletiva busca responsabilizar a Serasa e outras duas empresas do grupo britânico Experian, que teriam expostos dados sensíveis de brasileiros.

O vazamento foi identificado em janeiro de 2021, descoberto pelo laboratório de cibersegurança da empresa de aplicativo de segurança Psafe, quando criminosos passaram a divulgar dados sensíveis dos brasileiros como CPF, RG, data de nascimento, escolaridade, CNPJs e receitas do FGTS.

Protocolada em 9 de janeiro deste ano, na Corte inglesa, a ação sustenta que esses dados sensíveis foram expostos em fóruns clandestinos, conhecidos como “deep web” e deixaram os brasileiros vulneráveis. O caso tramita exclusivamente na Inglaterra, porque duas das empresas controladoras do grupo Experian estão sediadas e operam a partir do território inglês, o que permite que sejam processadas no país.

“O Serasa faz parte do Experian Group, que é um grupo econômico internacional. Essas duas empresas matriciais, parent companies, como a gente se refere, têm uma sede na Inglaterra e [lá] conduzem seus negócios”, explica Andrew Shorts, sócio do escritório de advocacia internacional Mishcon de Reya responsável pela ação.

Shorts foi um dos idealizadores de um site que convocava as vítimas do megavazamento para que se juntassem à ação coletiva. Segundo ele, até o momento, cerca de 25 mil pessoas já manifestaram o seu interesse em integrar o caso, sendo a grande maioria composta por brasileiros.

O rito do processo é diferente do praticado no Brasil, uma vez que a petição inicial é protocolada com dados mais simples e os detalhes do caso são apresentados no decorrer do processo. Isso permite, portanto, que outras vítimas do vazamento possam se juntar à ação, mesmo que ela já tenha sido protocolada.

Embora o processo seja conduzido pela Justiça da Inglaterra, o caso também irá considerar a legislação brasileira, segundo o organizador da ação. “O direito de indenização dos autores decorre das leis brasileiras, ainda que o processo esteja sendo julgado na Inglaterra”, afirma.

“O tribunal inglês aplicará a lei brasileira porque [os direitos desrespeitados] em que se baseia a ação, existem no direito brasileiro, mas não no direito inglês. Os tribunais ingleses têm ampla experiência em julgar disputas internacionais, muitas das quais exigem a aplicação de leis estrangeiras. As normas processuais, no entanto, serão as inglesas”, explica Shorts.

O principal pedido da ação é a condenação das empresas, e o pagamento de indenização financeira aos titulares afetados. Os valores para as vítimas serão definidos pelo julgamento da corte inglesa, caso a responsabilidade do grupo Experian seja reconhecida.

Outro lado
À Agência Pública, a Serasa Experian disse que não houve invasões aos seus sistemas de dados à época e que chegou a apresentar um laudo pericial, feito por uma auditoria independente, às autoridades componentes.

O laudo foi solicitado pela reportagem, mas a Serasa não o encaminhou e declarou que não poderia informar qual organização assinou a auditoria.

A empresa de informação de crédito afirmou ainda em seu posicionamento (leia na íntegra) que não foi citada “na ação judicial referida”, porém a Pública acessou o sistema da Justiça inglesa e confirmou a presença da Serasa Experian no processo.

A nota diz que a empresa lamenta e repudia a “propagação de informações enganosas, com promessas falsas de indenizações ou compensações financeiras”. Em outro trecho, salienta que “reforça seu compromisso com a proteção de dados, a legalidade de suas práticas e a segurança das informações sob sua guarda.”

Segundo Shorts, a ação também serve de “ponto de atenção para as grandes corporações que têm esses dados, para que elas melhorem a sua segurança, porque vai doer no bolso delas e elas devem evitar esse tipo de vazamento.”


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