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Mina de ouro descoberta na China pode ser a maior do mundo e mudar economia global

China já é líder na produção mundial de ouro; Nova jazida é avaliada em R$ 483 bilhões.

Uma mina de ouro descoberta na China no final de 2024 pode ser considerada a maior do mundo após ser revelado que a jazida contém mil toneladas do metal, localizadas a profundidades de até três mil metros. Inicialmente, foi anunciado que foram encontradas 300 toneladas de ouro.

O ouro é um dos metais preciosos mais valorizados e atualmente, a China já é líder na produção mundial do metal. Somente em 2023, o país extraiu 370 toneladas de ouro . De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, cerca de 10% da produção global desse ano foi de origem chinesa.

China

Um relatório da agência estatal Xinhua estima que as milhões de toneladas de ouro da mina supergigante estão avaliadas em aproximadamente US$ 83 bilhões , o equivalente a R$ 483 bilhões. A mina apresenta uma média de 138 gramas de ouro por tonelada de minério, segundo reportagem do ICL.

A descoberta pode aumentar a oferta de ouro no mercado internacional e impactar a economia do planeta. Especialistas aponta que o volume pode afetar as economias que dependem da exportação de metal, os países que possuem reservas de ouro como último recurso financeiro e investidores que aplicam seus recursos nesse ativo.

Impacto na China
Por outro lado, há expectativas de que a descoberta provoque impactos positivos na macroeconomia chinesa e também beneficie as comunidades vizinhas da província de Hunan, onde está localizada a mina.

Um estudo sobre os impactos da mineração na pobreza e na desigualdade, realizado por Loayza e Rigolini, apontou que províncias com atividade mineradora tendem a ter maior consumo per capita e redução da pobreza. A mineração, porém, pode provocar problemas sociais, como deslocamentos populacionais e desigualdade econômica, além dos impactos ambientais.

De acordo com a agência Reuters, embora a China já seja o maior produtor de ouro do mundo, responsável por cerca de 10% da produção global em 2023, sua demanda supera amplamente a produção interna. O país consome cerca de três vezes mais ouro do que é capaz de extrair, o que o obriga a depender significativamente de importações de nações como Austrália e África do Sul.

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Acredite, Zelensky pede apoio ao Brasil

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou seu “plano de paz” durante uma reunião com líderes europeus, rejeitando qualquer tipo de concessão à Rússia. Ele também solicitou o apoio do Brasil, que tem defendido consistentemente a inclusão de ambas as partes em qualquer processo de negociação para resolver o conflito.

Em postagem na plataforma X neste sábado (15), Zelensky pediu um contingente de soldados estrangeiros na Ucrânia como uma “garantia de segurança”, proposta que enfrenta resistência de muitos países aliados do regime de Kiev.

“O contingente deve ser estacionado em solo ucraniano. Esta é uma garantia de segurança para a Ucrânia e uma garantia de segurança para a Europa. Se Putin quer trazer algum contingente estrangeiro para o território da Rússia, isso é problema dele. Mas não é problema dele decidir nada sobre a segurança da Ucrânia e da Europa”, escreveu.

Ele também citou o Brasil e a China como países que podem contribuir para o seu plano e acusou a Rússia de violar um “acordo” que ainda não foi firmado, enquanto vê a situação no campo de batalha se deteriorar.

“Precisamos unir não apenas a Europa e o G7, mas também todos os outros países ao redor do mundo em prol da paz. Muitos de vocês têm conexões ao redor do globo – na América Latina, Ásia, África, região do Pacífico. Queremos acabar com esta guerra de uma forma justa e final. Mobilizamos a diplomacia ao máximo para conseguir isso. O mundo deve entender que a Rússia é o único obstáculo que impede a paz”, disse.

“Peço que você fale com todos – do Brasil à China, das nações africanas aos países asiáticos – sobre o fato de que a paz real é necessária. Paz através da força. Paz através de forçar a Rússia a tomar todas as medidas necessárias em prol da paz”, acrescentou.

Por fim, rejeitou qualquer concessão a Moscou. “A paz é possível. É possível quando todos nós trabalhamos juntos – pela paz, por garantias de segurança, para garantir que o agressor não ganhe nada com esta guerra”, disse.

Na terça-feira (11), uma reunião entre as delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia ocorreu em Jeddah, na Arábia Saudita. O gabinete de Zelensky publicou um comunicado conjunto após as negociações, no qual Kiev se declarou pronta para aceitar a proposta dos EUA de um cessar-fogo de 30 dias com a Rússia, com possibilidade de extensão mediante acordo mútuo.

O documento também afirmou que os Estados Unidos retomariam imediatamente a ajuda à Ucrânia e suspenderiam a pausa no compartilhamento de inteligência.

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China está furiosa com os ataques recebidos pelo G7

Comentando a declaração conjunta da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G7 e a Declaração sobre Segurança Marítima e Prosperidade, o porta-voz da Embaixada da China no Canadá rebateu que tais documentos estão repletos de arrogância, preconceito e intenções maliciosas de atacar e suprimir a China.

A China expressa profundo descontentamento e oposição a essas declarações e apresentou uma representação formal ao governo canadense, afirmou o porta-voz da embaixada em um comunicado publicado no site oficial na sexta-feira, horário local. Segundo a nota, “essas declarações repetem a mesma retórica ultrapassada, ignoram os fatos e a posição solene da China, interferem grosseiramente nos assuntos internos chineses e difamam abertamente o país”.

De acordo com o comunicado da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G7 em Charlevoix, Quebec, divulgado pelo Global Affairs Canada na sexta-feira, os membros do G7 fizeram várias acusações contra a China em temas que incluem a guerra na Ucrânia, a segurança e a resiliência da chamada região “Indo-Pacífico”.

Essas declarações conjuntas dos ministros do G7 claramente carregam a intenção de fortalecer a unidade interna do bloco por meio da amplificação das chamadas “ameaças da China”. Isso demonstra mais uma vez que o G7 não passa de um pequeno grupo que promove divisão, confronto e caos mundial, em vez de atuar como um agente de estabilidade global, como afirma, disseram analistas chineses.

Na declaração conjunta, o G7 também reiterou seu apoio à participação “significativa” de Taiwan em organizações internacionais apropriadas, ao mesmo tempo em que expressou “preocupação com as situações no Mar do Leste da China e no Mar do Sul da China” e afirmou que se opõe fortemente a “tentativas unilaterais de mudar o status quo, especialmente por meio da força e coerção”.

A China defende firmemente sua soberania territorial e seus direitos e interesses marítimos, e se opõe veementemente às ações do G7 que prejudicam sua soberania, afirmou o porta-voz da embaixada no comunicado.

Taiwan é parte inalienável do território chinês. A questão de Taiwan é um assunto puramente interno da China e não admite interferência externa. A chave para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan está no respeito ao princípio de uma só China e na oposição firme ao separatismo da “independência de Taiwan”. A participação da região de Taiwan em atividades de organizações internacionais deve ser tratada exclusivamente de acordo com esse princípio, destacou o comunicado.

Atualmente, a situação no Mar do Leste da China e no Mar do Sul da China é amplamente estável. O Mar do Sul da China é uma das rotas marítimas mais seguras e livres do mundo. “Quero enfatizar que a região Ásia-Pacífico é uma terra promissora de paz e desenvolvimento, não um tabuleiro de xadrez para rivalidades geopolíticas. O G7 deve respeitar os esforços dos países regionais pela paz e estabilidade, abandonar a mentalidade da Guerra Fria e parar de criar confrontos de blocos e alimentar tensões na região”, instou o porta-voz.

Os membros do G7 também acusaram a China, sem provas, de fornecer armas e componentes de uso duplo à Rússia, chamando-a de um “facilitador decisivo da guerra da Rússia e da recomposição das Forças Armadas russas”.

“Quero reiterar que a China não é criadora nem parte da crise na Ucrânia e nunca forneceu armas a qualquer parte do conflito”, refutou o porta-voz da embaixada chinesa. “Pelo contrário, são os membros do G7 que continuam alimentando o fogo do conflito, portanto, não estão em posição de culpar a China.”

A China rejeita as acusações infundadas do G7. Enquanto o G7 abandonou os princípios básicos de manutenção da estabilidade estratégica global e minou o regime internacional de desarmamento e não proliferação nuclear, escolheu atacar e desacreditar as políticas nucleares de outros países. Essa postura apenas intensificará os confrontos e criará obstáculos para o progresso global no desarmamento nuclear, afirmou o porta-voz.

Criticando as alegações do G7 de que “a China não deveria conduzir ou apoiar atividades que comprometam a segurança de nossas comunidades e a integridade de nossas instituições democráticas”, o porta-voz enfatizou que a China nunca interferiu nos assuntos internos de outros países e não tem interesse em fazê-lo. “O rótulo de ‘interferência em assuntos internos’ jamais deve ser atribuído à China”, afirmou.

Atualmente, as discussões do G7 não estão mais restritas a questões econômicas. Originalmente criado para tratar de assuntos financeiros, o grupo agora direciona seu foco para crises internacionais e grandes questões políticas, como o Mar do Sul da China, Taiwan e o conflito Rússia-Ucrânia. Isso demonstra que o G7 se tornou um bloco que sustenta sua existência – e até fortalece seu papel – por meio da fabricação de ameaças externas. Tal abordagem é, sem dúvida, uma bomba-relógio para a segurança e prosperidade globais, ou, em outras palavras, um fator de desestabilização, afirmou Li Haidong, professor da Universidade de Relações Exteriores da China, ao Global Times no sábado.

Ao mesmo tempo, é importante notar que as acusações do G7 contra a China refletem a visão de certas elites ou facções dentro da política ocidental. No entanto, em alguns países ocidentais, como os EUA e a Itália, forças políticas anti-establishment vêm ganhando influência. Isso sugere que o G7 está enfrentando divisões internas profundas, apontou Li.

Essa fragmentação foi deliberadamente ocultada na recente reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 por meio da amplificação de ameaças externas, observou ele. “Não importa o quanto o G7 exagere ameaças externas para fortalecer sua própria existência e função, ele não pode esconder o aprofundamento de suas divisões internas nem a resistência global a sua tentativa de impedir a prosperidade mundial e gerar desordem internacional”, afirmou.

A China enfatiza ao G7 que uma mentira, mesmo repetida milhares de vezes, não se tornará um fato. O mundo não será enganado por tentativas de difamação contra a China. Suprimir e atacar a China não é uma “solução milagrosa” para resolver as divisões internas do G7. Instamos mais uma vez o G7 a abandonar a mentalidade da Guerra Fria e os preconceitos ideológicos, parar de ir contra a tendência mundial e os tempos atuais, cessar as declarações infundadas e arrogantes e a interferência grosseira nos assuntos de outros países, para evitar criar confrontos e divisões na comunidade internacional, concluiu o porta-voz da embaixada chinesa, segundo o Cafezinho.

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África do Sul após embaixador ser expulso dos EUA: ‘Lamentável’

Diplomata Ebrahim Rasool foi considerado persona non grata e terá que deixar país.

Horas após o embaixador sul-africano Ebrahim Rasool se tornar persona non grata nos Estado Unidos e, consequentemente, ser expulso do país, o governo da África do Sul reagiu por meio de nota. “A presidência tomou nota da lamentável expulsão do embaixador da África do Sul nos Estados Unidos, o senhor Ebrahim Rasool”, afirma o texto, divulgado neste sábado (15).

A expulsão do embaixador foi comunicada nesta sexta-feira (14) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que chegou a acusar que Rasool de “odiar” os Estados Unidos e o presidente Donald Trump.

Este é mais um capítulo das ofensivas estadunidenses contra o país africano. No início de fevereiro, Trump anunciou corte de assistência financeira à África do Sul, afirmando ser uma reação ao anúncio de uma política de desapropriação de terras aprovada pelo presidente Cyril Ramaphosa em janeiro deste ano.

Trump também citou a ação movida pela África do Sul no Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra Israel por conta do massacre promovido pelo país na Faixa de Gaza.

A denúncia sul-africana aconteceu em dezembro do ano passado, argumentando que a guerra na Palestina viola a Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948, acusação que Israel nega.

Na última semana, a África do Sul reforçou a denúncia. O Ministério de Relações Exteriores da África do Sul acusou Israel de utilizar “a fome como arma de guerra” em Gaza, em um comunicado emitido sobre o bloqueio à ajuda humanitária imposto pelo exército israelense no início de março.

“Impedir a entrada de alimentos em Gaza é a continuação do uso da fome como arma de guerra por Israel”, afirmou a chancelaria sul-africana.

Recentemente, o presidente Ramaphosa esteve em um encontro com membros da União Europeia quando foram anunciados acordos entre as nações envolvidas.

Membra do Brics, a África do Sul assume, desde dezembro passado e até novembro de 2025, a presidência rotativa do G20, o grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana.

*BdF

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“atos genocidas” de Israel por impedir nascimento de palestinos, reconhece ONU

Comissão da ONU aponta destruição de centros de fertilidades e o bloqueio da entrada de medicamentos necessários parto e cuidados neonatais.

As Nações Unidas concluíram, por meio de uma investigação, que Israel cometeu “atos genocidas” na Faixa de Gaza com a destruição de instalações de saúde sexual e reprodutiva no território, informa O Globo. Segundo a Comissão de Investigação da ONU, Israel “atacou e destruiu de maneira intencional” o principal centro de fertilidade do território palestino e bloqueou a entrada de medicação necessária para gravidez, parto e cuidados neonatais.

A comissão acusa Israel pela “destruição parcial da capacidade reprodutiva dos palestinos em Gaza como grupo através da destruição sistemática do sistema de saúde sexual e reprodutiva”. Os investigadores apontam que a prática se enquadra em duas das cinco categorias definidas pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio: a “submissão intencional do grupo a condições de existência que acarretem sua destruição física, total ou parcial” e a imposição de “medidas destinadas a impedir nascimentos no grupo”.

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O documento afirma que os hospitais e departamentos de maternidade em Gaza foram sistematicamente destruídos, assim como a principal clínica de fertilização in vitro do território, bombardeada em dezembro de 2023. A comissão acredita que o ataque foi intencional e não encontrou nenhuma evidência confiável de uso militar da clínica, que armazenava 4.000 embriões.

O documento também expõe o uso de violência sexual, reprodutiva e de gênero por parte das forças israelenses desde o início da guerra em outubro de 2023. Durante audiências públicas realizadas em Genebra, a comissão ouviu relatos de vítimas e testemunhas de violência sexual, e concluiu que mulheres e meninas palestinas foram alvo de ataques direcionados, incluindo assassinatos, complicações relacionadas à gravidez e partos, além de abusos sexuais sistemáticos. A comissão destacou que tais ações constituem crimes de guerra e contra a humanidade.

A missão diplomática israelense em Gaza afirmou que o país “rejeita categoricamente as alegações infundadas”. Os israelenses acusam os investigadores de trabalhar “com uma agenda política tendenciosa e pré-determinada (…) em uma tentativa sem vergonha de incriminar as Forças de Defesa de Israel”.

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Imagens revelam a revolta da Argentina contra Milei e a extrema direita

Milei está cercado. Argentinos começam a se levantar contra a catástrofe produzida por ele.

Todas as quartas-feiras, há vários meses, um grupo de aposentados tem protestado em frente ao Congresso argentino para reclamar da perda de seu poder aquisitivo.

Mas, na última quarta-feira (12/03), o protesto teve um elemento adicional que se mostrou explosivo: a presença de centenas de torcedores de vários clubes argentinos de futebol, que decidiram se mobilizar em apoio aos aposentados.

Muitos pertenciam às chamadas barras bravas — como são conhecidas as torcidas organizadas com histórico de violência na Argentina — de clubes como River, Boca, Independiente, Racing, San Lorenzo, Vélez e Huracán, entre outros, diz a CBN.

O resultado foi um violento confronto entre os torcedores, que atiraram pedras e outros objetos, e as forças de segurança, que usaram carros-pipa, gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes para repelir os manifestantes, que ocuparam as ruas ao redor do Parlamento.

Mais de 124 pessoas foram detidas, segundo o relatório oficial, e pelo menos 46 ficaram feridas, incluindo 26 policiais.

Duas viaturas policiais também foram incendiadas, assim como dezenas de contêineres de lixo.

Enquanto o tumulto acontecia fora do Congresso, dentro do recinto uma sessão na Câmara dos Deputados precisou ser suspensa devido a altercações entre deputados libertários e kirchneristas, que incluíram socos, empurrões e insultos.

A BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, conta como surgiram estes protestos, dos quais também participaram vários sindicatos e organizações sociais.

Os aposentados foram os que mais sofreram com a “motosserra” do presidente da Argentina, Javier Milei, que realizou um corte sem precedentes nos gastos públicos do país para diminuir a inflação.

Os cidadãos idosos não só perderam renda — com o reajuste das aposentadorias abaixo do aumento do custo de vida em termos reais —, como muitos também viram seu acesso a medicamentos gratuitos ser reduzido.

Para reclamar de tudo isso, em meados de 2024, um grupo de idosos começou a protestar todas as quartas-feiras em frente ao Congresso, no centro de Buenos Aires.

Torcedor segurando poste com placa de rua durante protesto em Buenos Aires

Com o passar do tempo, os protestos se tornaram mais numerosos e também mais violentos, incluindo confrontos com as forças de segurança que reprimiam os manifestantes que tentavam bloquear as ruas ao redor do Parlamento.

Mas, nas últimas semanas, os aposentados contaram com uma proteção incomum: barras bravas de futebol que decidiram começar a marchar com eles para defendê-los de ataques.

Polícia reprimindo manifestantes

Confronto das forças de segurança com manifestantes

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Gás, caminhões hidrantes e balas de borracha: Polícia argentina avança com repressão a aposentados e torcedores

Há detidos e feridos. Manifestantes incendiaram um carro e uma moto da polícia de Buenos Aires. O Ministério da Segurança mobilizou mais de mil agentes.

C5N – Forças de segurança reprimiram com gás lacrimogêneo, cassetetes e empurrões aposentados e torcedores que protestavam nesta quarta-feira nos arredores do Congresso contra o ajuste do governo de Javier Milei. Há registros de detidos e feridos.

O Ministério da Segurança, liderado por Patricia Bullrich, organizou a operação “antipiquete” com cerca de mil agentes de diferentes forças federais fortemente equipados. Também foram mobilizados caminhões hidrantes e a polícia motorizada.

Embora a manifestação estivesse marcada para as 17h, às 15h a Praça do Congresso já estava lotada de aposentados e torcedores de vários clubes do país. Foi nesse momento que começaram os primeiros momentos de tensão, quando os agentes impediram os manifestantes de descerem para a Avenida Entre Ríos.

“Olhem onde estamos. Eles é que estão bloqueando a rua”, disse um torcedor do Independiente, mostrando que os manifestantes estavam na calçada da praça, enquanto a polícia fechava a avenida.

Embora a manifestação estivesse marcada para as 17h, às 15h a Praça do Congresso já estava lotada de aposentados e torcedores de vários clubes do país. Foi nesse momento que começaram os primeiros momentos de tensão, quando os agentes impediram os manifestantes de descerem para a Avenida Entre Ríos.

“Olhem onde estamos. Eles é que estão bloqueando a rua”, disse um torcedor do Independiente, mostrando que os manifestantes estavam na calçada da praça, enquanto a polícia fechava a avenida.

Por volta das 16h, os agentes começaram a empurrar e lançar gás de pimenta sobre um grupo de torcedores e aposentados que tentavam bloquear a Avenida Rivadavia. Com as mesmas táticas, agentes da Gendarmeria liberaram o trânsito na Avenida Callao.

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Trump ameaça fechar ‘permanentemente’ setor automobilístico do Canadá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (11/03) fechar “permanentemente” o setor automobilístico do Canadá, caso o país vizinho não exclua as tarifas de 25% impostas contra os produtos norte-americanos, uma medida adotada pelo governo canadense em retaliação às taxações do republicano.

“Se o Canadá não eliminar todas as tarifas contra nós, aumentarei, em 2 de abril, as taxas sobre veículos [canadenses] que chegam aos EUA, o que fará fechar permanentemente o setor de produção automobilística do Canadá”, alertou Trump na plataforma Truth Social.

A ameaça do magnata também aconteceu um dia depois que a província de Ontário, a mais populosa do Canadá, anunciou a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre as exportações de eletricidade para três estados dos EUA – Nova York, Minnesota e Michigan-, o que irritou o presidente norte-americano.

“Em resposta às taxas de 25% sobre a ‘eletricidade’ imposta por Ontário, ordenei ao meu Secretário de Comércio a acrescentar uma tarifa adicional de 25%, chegando a 50%, sobre todo o aço e alumínio que entra nos EUA vindo do Canadá”, afirmou Trump. “Isso entrará em vigor hoje, 12 de março.

Em comunicado na segunda-feira (10/03), antes de anunciar a sobretaxa da eletricidade aos três estados norte-americanos, o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, afirmou que as tarifas que foram primeiramente impostas por Trump ao seu país configuram, na realidade, “um desastre” para a própria economia norte-americana.

“Até que a ameaça de tarifas desapareça para sempre, Ontário não recuará. Permaneceremos fortes, usaremos todas as nossas ferramentas e faremos o que for preciso para proteger Ontário”, defendeu.

Segundo Ford, o governo local já orientou o Operador Independente do Sistema Elétrico da província que qualquer gerador que vendesse eletricidade para os EUA passaria a ser obrigado a adicionar uma sobretaxa de 25%.

*Ansa/Opera Mundi

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Brasil quer propor criptomoeda para facilitar comércio entre países do BRICS sem provocar Trump

Tecnologia blockchain pode tornar transações mais eficazes sem pautar desdolarização.

O Brasil quer aproveitar a presidência rotativa do Brics, que ocupa neste ano, para tentar destravar uma pauta histórica de países em desenvolvimento: a facilitação de transações financeiras internacionais para incrementar o comércio exterior.

A ideia não passa pela criação de uma moeda comum — como chegou a ser aventado pela ex-presidente Dilma Rousseff, que dirige o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), chamado de Banco do Brics — nem tem como objetivo buscar uma alternativa ao dólar nos pagamentos transfronteiriços, apesar de declarações do presidente Lula nesse sentido, dizem integrantes do governo.

A aposta é usar a tecnologia blockchain, base das criptomoedas, para aumentar a eficiência dos contratos de importação e exportação e reduzir os custos dos pagamentos entre os países do bloco, que recentemente ganhou novos membros além dos cinco originais, que são Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul. O bloco atualmente conta também com Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia.

Essa discussão se insere no eixo de facilitação do comércio e investimentos entre os países do Brics, um dos seis temas prioritários da presidência brasileira. Autoridades envolvidas nas discussões afirmam que não é interesse do Brasil ou dos outros integrantes do grupo prejudicar um sistema de trocas internacionais que funciona hoje, ainda que de forma ineficiente e cara.

Garantem também que a proposta não tem ninguém como alvo, tampouco mira antagonizar o presidente dos EUA, Donald Trump.

No seu retorno à Casa Branca, Trump demonstrou irritação com a ideia de o Brics buscar alternativas ao dólar em suas trocas comerciais. E ameaçou com tarifas caso o grupo deixe de lado o dólar, cuja posição como reserva global dá enorme vantagem aos estadunidenses em relação a outros países, inclusive na capacidade de impor sanções financeiras a alguns integrantes do Brics, como Rússia e Irã.

“Vamos exigir um compromisso desses países aparentemente hostis de que eles não criarão uma nova moeda nem apoiarão qualquer outra moeda para substituir o poderoso dólar americano, caso contrário eles enfrentarão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia dos EUA”, escreveu Trump no fim de janeiro na rede Truth Social, declaração parecida à que deu no Salão Oval em resposta a perguntas de jornalistas.

Uma autoridade brasileira envolvida com o tema diz que o foco do Brasil não é enfraquecer o dólar — muito menos provocar Trump a escalar sua já iniciada guerra comercial — e sim a criação de um sistema seguro e eficiente que permita facilitar o comércio e o fluxo de capital no mundo.

O tema se insere em um contexto mais amplo de reforma da governança global para tornar o sistema financeiro mais propício aos países em desenvolvimento. Ainda não há definição se esse modelo ficaria restrito ao Brics, ou limitado a alguns membros do grupo, ou se seria aberto a outros países.

Só se for “palatável”
O governo brasileiro tem consciência de que essa é uma agenda de longo prazo, mas autoridades dizem que nada impede chegar a um consenso sobre o tema na reunião dos chefes de Estado do Brics deste ano, que acontecerá em julho, no Rio de Janeiro. Vai depender, sobretudo, de se encontrar uma via “palatável” e segura em relação aos EUA.

Nesse sentido, a ideia é aproveitar a experiência das criptomoedas e construir uma estrutura com base na tecnologia blockchain que permita reduzir os custos de transação e aumentar a eficiência nas trocas financeiras entre países.

O assunto é tocado pelo Banco Central (BC), mas também tem participação do Ministério da Fazenda. Segundo O Globo, o BC vem testando tecnologias para colocar de pé o Drex, uma versão digital do real que rodaria em uma rede blockchain. Um dos casos de uso é justamente a facilitação de pagamentos internacionais.

O problema é que o BC está enfrentando mais dificuldades do que o previsto para encontrar uma solução tecnológica que atenda a todos os requisitos de segurança e privacidade. “Conclui-se que é necessário maior aprofundamento para garantir a adequação da plataforma aos requisitos de privacidade, proteção de dados e segurança”, informou o BC sobre a primeira fase dos testes do Drex.

Lula defende alternativa
Outra possibilidade discutida no BC para a facilitação de pagamentos transfronteiriços é por meio de integração de sistemas similares ao Pix. Há dificuldades também em relação à governança de cada país e temores sobre aspectos soberanos.

O tema das transações financeiras já fez parte das últimas reuniões do Brics. Em 2023, após a cúpula realizada na África do Sul, Lula disse que o grupo discutia a criação de uma moeda que possibilitasse trocas comerciais entre os países sem precisar passar pelo dólar.

No ano passado, em participação por videoconferência na cúpula do Brics que ocorreu em Kazan, na Rússia, o petista voltou ao tema. Na ocasião, ainda antes da eleição de Trump, Lula afirmou que a escalada protecionista no mundo reforça a importância de medidas para reduzir os entraves à integração econômica do bloco de países emergentes.

Não se trata de substituir nossas moedas, mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional — disse o presidente, defendendo também que os bancos de desenvolvimento do bloco estabeleçam linhas de crédito entre si em moedas locais para cortar custos de transação para pequenas e médias empresas.

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Dimon, Zuckerberg e outros CEOs vendem R$ 5,8 bi em ações antes de mercado desabar, mas juram que não tiveram informação privilegiada

Dimon, Zuckerberg e outros CEOs vendem R$ 5,8 bi em ações antes de mercado desabar, mas juram que não tiveram informação privilegiada. Ah tá!

Líderes do setor bancário e de tecnologia estão se desfazendo de suas ações enquanto o mercado despenca diante das preocupações com uma possível recessão e o impacto das tarifas comerciais.

Entre os executivos que venderam US$ 834 milhões (R$ 5,8 bilhões) em ações estão Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase; Mark Zuckerberg, CEO da Meta; e Nikesh Arora, CEO da Palo Alto

Networks, de acordo com dados da The Washington Service.

Todas as vendas de ações foram realizadas por meio de planos de negociação 10b5-1, mecanismo que permite aos executivos programar suas vendas antecipadamente, protegendo-os de acusações de uso de informações privilegiadas.

Lucro antes da queda

Dimon liderou o grupo em número de ações vendidas, liquidando mais de 866.361 ações avaliadas em aproximadamente US$ 233,7 milhões no final do mês passado. A venda fazia parte de um plano pré-estabelecido para se desfazer de 1 milhão das 8,6 milhões de ações que ele e sua família controlam em 2025, segundo o Infomoney. No entanto, essa transação aconteceu enquanto as ações do JPMorgan estavam em queda no mercado geral.

Desde que Dimon vendeu suas ações em 20 de fevereiro, o preço do papel caiu cerca de 14%. Essa foi a segunda grande venda de Dimon, que no ano passado vendeu ações do banco pela primeira vez na história, começando com uma transação de US$ 150 milhões em fevereiro de 2024.