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Trump amarelou mais uma vez e ficou de joelhos para o Papa

Como um sujeito desse ainda permanece na Presidência da República dos EUA?

Será que os cientistas americanos conseguem explicar isso?

Nessa de bancar o grandão para cima do Papa, Trump se f… para caráleo.

A reação foi tão forte, dentro e fora dos EUA, que o maníaco pedófilo teve que botar o galho dentro, tirando a imagem feita or IA, em que ele se colocava na mesma condição moral que Jesus Cristo.

Para Trump, cagada pouca, é bobagem. E tem gente que ainda diz que esse animal é um grande estrategista. Isso, depois de pipocar duas vezes para o Irã, sem falar de seu arregão nas tarifas.

Trump tirou da cachola de miolo mole a ideia de blasfemar contra a crença cristã no mundo todo. Motivo, buscar uma forma que provocasse um vendaval para que um rodamoinho centrifugasse um novo escândalo envolvendo o maníaco no caso Epstein.

Trump sempre aposta nos péssimos caminhos e na lambança letal para tentar resistir a todo custo em sua cadeira diante de um caso escabroso envolvendo a cadeira da Presidência dos EUA em uma rede internacional de pedofilia e tráfico de pessoas, incluindo crianças, em que ele fazia parte da cúpula.

Na verdade, o cenário político atual de Trump, mesmo tendo arregado e bugado a narrativa de que ele era mais importante para Deus do que o Papa, deu ruim, muito ruim. E foi entendido por católicos e evangélicos por blasfêmia.

O recuo do cagalhão, claro, virou piada logo após ter apagado o post, revelando que o sujeito não aguenta um cisco de pressão.

No fim das contas, até o bostotrumpismo, que tentou defender a postagem do cavalgadura americano, acabou fugindo do assunto para não associar ainda mais a imagem de Trump com a de Flavio Bolsonaro que, dias atrás, ofereceu entregar na bandeja para o diabo gordo as terras raras brasileiras e o Pix.


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Brasil Mundo

PF monitorou fim da data de permanência legal de Ramagem nos EUA para ação de prisão

PF fez trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que acompanhou os dados de Ramagem nos EUA

A coluna de Juliana Dal Piva, no ICL, apurou que a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após um trabalho de meses da Polícia Federal desde que Ramagem fugiu em setembro. Um dos pontos centrais para que a ação se desdobrasse nesta segunda-feira foi verificar quando vencia o período de permanência legal do ex-deputado nos EUA com o visto B1B2, o visto de turismo e negócios utilizado por ele para entrar na Flórida.

Além disso, a PF fez um trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que estava atuando nos EUA e acompanhando os dados de Ramagem. Ele foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, na Flórida, onde permanecia desde que deixou o Brasil em 2025.

O ex-diretor-geral da Abin teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, após ser condenado no processo da trama golpista em 11 de setembro.

Após fugir do Brasil, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) entrou nos EUA no dia 11 de setembro, o que demonstra que ele decidiu deixar o país antes mesmo de ser condenado. A PF já apura o caso desde o início de outubro.

Além disso, investigadores já identificaram que Ramagem iniciou sua fuga em Brasília a partir de um voo para Boa Vista, em Roraima, no dia 9 de setembro. O trajeto entre Boa Vista e a Guiana foi feito via terrestre. Nos dias seguintes, tanto ele como a mulher, Rebeca, passaram a postar imagens juntos para disfarçar o paradeiro do deputado. Por isso, antes dela viajar aos EUA, Rebeca foi alvo de busca pessoal e teve celulares apreendidos no aeroporto.

Em nota, a Câmara informou que não foi autorizada missão oficial no exterior para o deputado Ramagem, tampouco houve comunicação à presidência da Casa de afastamento do parlamentar do território nacional.

A Casa também declarou que o deputado apresentou atestados médicos nos períodos de 9 de setembro a 8 de outubro; e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Ramagem integrava o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, ao lado de outras sete pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão e o ministro Alexandre de Moraes também determinou esta semana a perda de mandato parlamentar de Alexandre Ramagem.

A esposa do deputado, Rebeca Ramagem, chegou a publicar, no domingo (23), nas redes sociais, que a família viajou para Miami por “proteção”, alegando enfrentar “perseguição política desumana”.


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Brasil Mundo

O ex-deputado bolsonarista, Alexandre Ramagem, tomou um peguei do ICE de Trump nos EUA

Alexandre Ramagem, preso pelo ICE, como é sabido, entrou nos EUA com documentos falsos e com a ajuda de garimpeiro.

Uma família ligada ao garimpo, certamente, ilegal, armou a fuga do bolsonarista que permanecia em Miami.

Na verdade, esse é o segundo bolsonarista laçado e encarcerado pela polícia em quatro dias.

Bastou o sujeito entrar na lista da Interpol, que o serviço de imigração de Trump o abocanhou.

Ramagem, bolsonarista de carteirinha, foi condenado a 16 anos pelo STF por tentativa de golpe e abolição violenta do Estado democrático de direito, trama golpista e organzação criminosa.

Ou seja, aquele todo poderoso ex-delegado da PF, ex-diretor da Abin e ex-deputado do PL, foi preso neste 13 de abril, nos EUA, terra sagrada para os bolsonaristas raiz.

Ao invés de se entregar, o sujeito fugiu do Brasil à francesa pela fronteira de Roraima com a Guiana, usando passaporte diplomático e foi parar nos EUA. Ele já estava com mandado de prisão no Brasil.

O ICE o prendeu por questão de imigração, por irregularidade. Agora, ele deve estar em algum centro de detenção do ICE, e a justiça brasileira tentará acelerar sua extradição.

Os bolsonaristas estão p… da vida com mais essa prisão de golpista que, segundo eles, Ramagem havia pedido asilo e dará ruim para os EUA se o país entregá-lo para a justiça brasileira.

Os petistas estão se refestelando nos memes, mostrando Ramagem como um vira-lata sendo chutado por Trump.

Seja como for, a maré anda tosca para a direita brasileira. Se antes, andava de lado como caranguejo, esse episódio com Ramagem, que simboliza a própria imagem do pai de Flavio Bolsonaro, somado à derrota de Trump para o Irã e da extrema direita com Órban na Hungria, a extrema direita brejeira vai pe4rdendo o chão aqui na terrinha.

É muito ídolo indo para o saco ao mesmo tempo. Não há fanatismo possível´para tamanho revés.


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Trump disse que outros países o ajudariam a bloquear o Irã, até agora ninguém se manifestou

No domingo (12 de abril de 2026), após o fracasso das negociações de paz com o Irã em Islamabad, Trump anunciou que a Marinha dos EUA iniciaria um bloqueio naval no Estreito de Ormuz (e em portos iranianos). Ele afirmou que outros países ajudariam os EUA nessa operação, dizendo coisas como “numerosos países vão nos ajudar” e mencionando que o Reino Unido e “alguns outros” enviariam navios varredores de minas.

Até agora, a resposta dos aliados tem sido fria ou negativa: Reino Unido (primeiro-ministro Keir Starmer): Declarou explicitamente que não apoia o bloqueio dos portos iranianos.

Vários aliados da OTAN e outros (como Alemanha, Espanha, Itália, Austrália, Coreia do Sul e Japão) já haviam recusado pedidos anteriores de Trump para enviar navios de guerra ou ajudar a “policiar” o estreito, citando que “não é nossa guerra” ou falta de objetivos claros.
aljazeera.com

Até o momento (13 de abril), não há confirmações públicas de países se juntando ao bloqueio anunciado por Trump. Muitos estão cautelosos com o risco de escalada, impacto nos preços do petróleo e possível confronto direto.

Trump tem pressionado aliados há semanas para formar uma coalizão no Estreito de Ormuz (que transporta cerca de 20% do petróleo mundial), mas a resposta tem sido morna. Ele já criticou a OTAN por isso e chegou a sugerir punições para quem não ajudar.

O Irã fechou ou dificultou o estreito em resposta a ataques anteriores dos EUA e Israel. Trump agora quer impedir que o Irã lucre com “pedágios” ou óleo, mas o bloqueio unilateral dos EUA pode aumentar ainda mais os preços globais de energia e criar tensões diplomáticas (inclusive com China, grande compradora de petróleo iraniano).

Resumindo, Trump disse que teria ajuda, mas até agora ninguém se manifestou publicamente a favor do novo bloqueio. Os aliados parecem preferir evitar se envolver diretamente nessa escalada.

A conferir os próximos capítulos.


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Chineses sobre Trump: ‘Cães ladram por medo’

Pequim vê agressividade do governo americano no mundo como sinal de decadência, mas enfrenta seus próprios dilemas estruturais e sabe que EUA não cederá lugar sem disputa

O Vento e Sol disputavam quem era o mais poderoso e um eterno debate precisa acabar. Foi estabelecido, assim, que uma competição seria oficialmente realizada para colocar fim ao impasse. O critério era simples: quem conseguisse retirar a roupas dos seres humanos seria declarado como o mais forte.

O Vento foi o primeiro. Soprou de forma violenta, causando caos e destruição. Soprou e soprou. Apesar da agressividade e de seu impacto indiscutível, apenas conseguiu arrancar partes das roupas das pessoas.

Chegou a vez do Sol, que teve apenas de existir para iniciar sua participação na competição. Naquele dia, seu calor irradiado foi suficiente para que todos optassem por se despir. Estava decretado o vencedor.

Percorrendo a China nos últimos dias, foi assim que observadores me explicaram o cenário quando questionei como viam a disputa entre eles e os EUA pela hegemonia no século 21. A ordem entre os chineses é a de buscar ter influência sem repetir a atitude de violência dos “ventos americanos”.

Oficialmente, o governo em Pequim insiste que não quer imitar o modelo de europeus e americanos dos últimos 300 anos, como hegemonias globais. Seja por meio de colônias ou por uma ingerência constante em assuntos domésticos de países, incluindo o assassinato de líderes estrangeiros e golpes de estado.

Mas, fora das conversas oficiais, a constatação é de que todos sabem que o eixo do poder no mundo está rapidamente migrando para a Ásia e que, no novo modelo de influência internacional, a longevidade do poder chinês pelo mundo vai depender da capacidade de construi-la por vias mais sofisticadas que a das invasões e pilhagens.

Também admitem que, cada vez mais, a diplomacia chinesa está adotando uma nova postura, mais ousada e subindo a voz, sempre que for necessário. Por enquanto, pelo menos de forma pública, os ataques públicos por parte de Pequim tem se limitado às potências Ocidentais, com denúncias por parte dos chineses de violações de direitos humanos nos EUA, Canadá e Europa.

Mas mesmo essa atitude apenas passou a ser tomada quando Pequim se deu conta que está, finalmente, em condições de exigir um lugar de absoluto destaque na mesa das potências que definirão as regras do século 21.

Os EUA também sabem disso. Ao assumir o Departamento de Estado, Marco Rubio disse que a China é o maior desafio existencial dos norte-americanos em sua história. Nem a URSS representou tal desafio, mesmo no auge da Guerra Fria. Para Washington, em dez anos, Pequim terá as condições econômicas, políticas e de infraestrutura para decidir o que os EUA podem ou não podem ter acesso no mundo.

A China, de fato, deu uma demonstração dessa ameaça que podem representar quando, em resposta às tarifas dos EUA, Xi Jinping anunciou a proibição de exportação de minérios críticos, um abalo para a indústria de ponta e de defesa americana.

De fato, o próprio Departamento de Estado considera que Pequim poderá ter a capacidade de gerar um desabastecimento global em poucos anos se decidir vetar as vendas de insumos no setor farmacêutico ou de tecnologia.

Parar a China, antes que seja tarde demais
No governo Trump, a ordem é a de criar um cenário internacional no qual seria colocado fim à ideia de uma decadência inevitável dos EUA e uma ascensão imparável da China. Para a Casa Branca, isso precisa ser feito “imediatamente”, antes que seja tarde demais.

Para isso, a escolha foi por gerar uma profunda ruptura na ordem internacional e, portanto, nessa lógica. A estratégia é a de garantir que os EUA reduzam ao máximo sua dependência em relação ao abastecimento chinês, criar acordos para garantir acesso a recursos naturais fundamentais para tecnologia e ao setor militar.

Outro pilar da contra-ofensiva é a de impedir a instalação da China como ator estratégico no que Washington considera como “suas fronteiras”. Ou seja, em todo o continente latino-americano.

Cortar o abastecimento de petróleo para a China também é outra dimensão fundamental da reposta dos EUA à ascensão chinesa. É nesse contexto que Pequim considera que Trump agiu na Venezuela e no Irã.

Um quarto pilar seria ainda estabelecer um arco de aliados que possam “cercar” a China. Isso inclui parcerias com Índia e o Sudeste Asiático.

O problema, segundo os chineses, é que a estratégia usada pelos EUA significará, de forma imediata, a introdução do caos no cenário internacional.

Para Pequim, o governo norte-americano dificilmente atingirá seus objetivos por esse caminho. O primeiro motivo seria o impacto que tal ruptura teria para a própria economia dos EUA, debilitando o dólar e a credibilidade americana como parceiro confiável.

A avaliação é ainda de que, apenas com chantagens, bombas e ameaças, alianças estabelecidas serão frágeis. “São acordos feitos com armas na cabeça. Não planos de mútuo desenvolvimento. Não são alianças, são capitulações”, avaliou uma observadora na China.

De fato, pesquisas mostram uma profunda queda de popularidade internacional dos EUA e da crença do mundo sobre a legitimidade da liderança americana. Segundo um levantamento realizado pela Gallup em 130 países, apenas 31% dos entrevistados ainda considera os EUA como capaz de agir como líder mundial. A China, pela primeira vez, aparece com uma certa distância nesse retrato global. Mas, ainda assim, com apenas 36% de popularidade. Usando a analogia da lenda que me foi contada, o Sol também pode queimar.

Os limites e vulnerabilidades da China
Para os autores do levantamento, isso revela que nem americanos e nem chineses conseguem hoje romper um cenário de desconfiança. De fato, a China tem seus limites. Seu crescimento continua dependente das exportações, por mais que a taxa do mercado internacional tenha sido reduzida no peso da atividade industrial do país.

Ela também continua dependente do consumo de petróleo, ainda que busque alternativas tecnológicas. Basta uma visita à China National Petroleum Company, com seus milhares de funcionários e sua sede imponente, para entender que a história do desenvolvimento chinês está profundamente ligado ao seu abastecimento de energia.

Os profundos problemas de violações de direitos humanos também ainda são passivos que podem ser instrumentalizados pelo Ocidente para fustigar a China no palco global.

A escolha da China, na esperança de dar uma resposta, é se apressa para se apresentar como o vetor de estabilidade global e o parceiro confiável, que aposta no direito internacional.

Por enquanto, porém, a realidade é que o mundo vive um furacão, convencido de que sua violência será capaz de garantir sua influência. “Serão anos de turbulência”, constata um observador em Pequim. Após uma pousa, ele emendou. “Mas não podemos nos esquecer que cães ladram por medo”, completou, entre a fumaça de sua sopa e sua paciência milenar.

*Jamil Chade/Uol


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EUA escalam tensão no Golfo e ampliam risco de guerra regional

Ameaça de bloquear o Estreito de Ormuz expõe contradições de Donald Trump e reforça a desconfiança do Irã diante de uma estratégia considerada agressiva e unilateral

Após o fracasso das negociações de cessar-fogo realizadas em Islamabad, no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Marinha americana iniciará o bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual Trump afirmou que a medida entra em vigor “com efeito imediato”.

A declaração de Donald Trump sobre um possível bloqueio do Estreito de Ormuz representa um salto qualitativo na crise. Trata-se de uma medida que, além de carecer de respaldo no direito internacional, implicaria na interrupção de uma das rotas energéticas mais importantes do planeta — por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

Ao propor impedir a circulação de navios, Washington assume uma postura de coerção global, afetando não apenas o Irã, mas toda a economia internacional. A medida, na prática, configura uma forma de bloqueio econômico com potencial de desencadear confronto direto.

Contradições na narrativa dos EUA

O discurso norte-americano revela inconsistências evidentes. Ao mesmo tempo em que afirma buscar a “liberdade de navegação”, o governo dos EUA propõe justamente restringi-la. A retórica de combate a uma suposta “extorsão iraniana” contrasta com a própria iniciativa de controle militar de uma via internacional.

Além disso, a insistência no tema nuclear aparece dissociada das negociações concretas. Embora Washington aponte o programa iraniano como foco central, suas ações recentes priorizam pressão militar e econômica, deslocando o eixo diplomático.

China, Rússia e a disputa pela multipolaridade

A ameaça de bloquear o Estreito de Ormuz não é uma medida isolada, mas parte de uma ofensiva para reconfigurar o mapa de poder no Golfo Pérsico. Ao tentar impedir que o Irã “pedagie” ou condicione o trânsito de embarcações, os EUA buscam, na verdade, garantir que nenhuma potência rival — especialmente China e Rússia — possa usar a rota como instrumento de influência geopolítica.

A presença da China e da Rússia no Oriente Médio tem crescido de forma consistente. Pequim é o maior comprador de petróleo iraniano e firmou acordos de cooperação de 25 anos com Teerã, incluindo investimentos em infraestrutura e energia. Segundo o Vermelho, Moscou, por sua vez, mantém parcerias militares e tecnológicas com o Irã, além de coordenar posições em fóruns como os BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai.

Irã reforça soberania e desconfiança

Do lado iraniano, a resposta é marcada pela reafirmação da soberania e pela rejeição a qualquer ingerência externa. Autoridades como Mohammad Bagher Ghalibaf destacaram que a confiança nos Estados Unidos foi definitivamente rompida após sucessivas tentativas frustradas de negociação, segu ndo o Vermelho.

Teerã sustenta que o controle do estreito é uma questão estratégica nacional e rejeita propostas de administração conjunta com potências estrangeiras. A posição iraniana se ancora no argumento de defesa territorial e no histórico de intervenções externas na região.

Apoio internacional e rearranjo geopolítico

A crise também acelera movimentos no tabuleiro internacional. O contato entre Vladimir Putin e o presidente iraniano sinaliza um estreitamento de relações, com Moscou defendendo um cessar-fogo sob termos mais próximos aos interesses de Teerã.

A alegação de que o Irã não teria legitimidade para controlar ou condicionar o fluxo de navios no Estreito de Ormuz ignora elementos fundamentais do direito internacional:

Esse alinhamento indica que a escalada promovida pelos EUA pode fortalecer blocos alternativos, aprofundando divisões geopolíticas e reduzindo o espaço para soluções multilaterais.

Legitimidade do Irã: soberania, defesa e direito internacional

  • Soberania territorial: O Estreito de Ormuz é formado por águas territoriais e zonas econômicas exclusivas do Irã e de Omã.
  • Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), Estados costeiros exercem soberania sobre suas águas territoriais, podendo regular a passagem de embarcações, desde que respeitado o direito de passagem inocente.
  • Medida defensiva legítima: O fechamento do estreito pelo Irã foi uma resposta a mais de 40 dias de ataques militares dos EUA e Israel, que incluíram bombardeios a infraestrutura civil, assassinato de autoridades e tentativa de desestabilização do regime. Trata-se, portanto, de medida de autodefesa perante agressão armada, amparada pelo Artigo 51 da Carta da ONU.
  • Ilegalidade do bloqueio estadunidense: Ao contrário da ação iraniana, o bloqueio econômico e energético imposto pelos EUA ao Irã viola frontalmente o direito internacional. Sanções unilaterais com efeito extraterritorial, ameaças de uso da força e interceptação de navios em águas internacionais configuram atos de agressão, não de legítima defesa.
  • Proporcionalidade e seletividade: O Irã não interditou indiscriminadamente o estreito, mas condicionou a passagem ao pagamento de “pedágios” ou ao respeito a regras de segurança — prática comum em rotas marítimas sob jurisdição nacional. Já os EUA anunciam interceptar “todas as embarcações que tenham pago pedágio ao Irã”, criminalizando atos legítimos de comércio e navegação.

Resistência soberana contra cerco imperialista

A disputa pelo Estreito de Ormuz não é, portanto, uma questão técnica de liberdade de navegação, mas um capítulo central da luta pela reconfiguração da ordem mundial. De um lado, o imperialismo estadunidense, em declínio relativo, recorre à força militar e ao controle de rotas energéticas para conter rivais e manter hegemonia. De outro, o Irã — aliado estratégico de China e Rússia — exerce seu direito soberano de defender seu território e seus interesses nacionais.

A legitimidade da ação iraniana reside precisamente nisso: não se trata de “extorsão”, como alega Trump, mas de resistência legítima a um cerco ilegal. Enquanto os EUA ameaçam bloquear uma rota vital para o comércio global, o Irã reafirma que a soberania sobre suas águas não é negociável sob coerção.

Risco de guerra ampliada

A ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz não apenas intensifica a crise atual, mas eleva o risco de um conflito de maiores proporções. Ao optar por medidas de força em detrimento da diplomacia, Washington contribui para um cenário de instabilidade prolongada.

Nesse contexto, a postura iraniana — centrada na defesa de sua autonomia e na resistência à pressão externa — ganha respaldo entre países que veem na ação dos EUA uma repetição de padrões intervencionistas. O impasse, longe de se resolver, aponta para uma escalada cujas consequências podem ultrapassar a região do Golfo.


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Brasil Mundo

Eleição no Brasil e interferência de Trump colocam China em estado de alerta

Pequim considera votação no Brasil em 2026 como um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento

A China está preocupada com uma eventual interferência dos EUA nas eleições no Brasil e o risco de uma vitória do campo bolsonarista. O ICL Notícias conversou com diplomatas, autoridades e acadêmicos em Pequim e, de forma unânime, todos apontam para a ameaça aos seus interesses caso Flávio Bolsonaro opte por ceder às pressões de Donald Trump e se alinhar ao governo norte-americano.

A preocupação já ficou nítida nos canais diplomáticos entre os dois países, com os chineses questionando Brasília sobre cenários eleitorais e eventuais impactos.

Nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro, a relação entre China e Brasil viveu uma sequências de crises. Agora, um dos temores é de que, numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a relação não apenas retomaria a tensão, mas que seria ampliada diante da ofensiva de Trump na América Latina.

Em toda a região, diplomatas chineses indicaram que “entendem” quando candidatos de direita atacam Pequim durante as campanhas eleitorais. Os chineses consideram que isso faz “parte do jogo” da política regional. Mas o que não irão tolerar é que, se no poder, essas autoridades usem os cargos oficiais para fustigar Pequim ou disseminar desinformação.

Seja qual for o resultado da eleição, fontes chinesas apontam que a eleição presidencial no Brasil em 2026 é um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento, principalmente diante da “sombra” de Trump na região.

Guo Cunhai, diretor do Departamento de Estudos Sociais e Culturais do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, avalia a existência de três desafios a partir do riscos de uma intervenção dos EUA na América Latina e no Brasil.

O primeiro deles seria a pressão sobre vias estratégicas para o comércio, como o Canal do Panamá ou o porto de Santos. No caso brasileiro, o governo Trump já demonstrou insatisfação diante da relação dos chineses com as autoridades portuárias brasileiras.

Um segundo elemento da intervenção seria a conclusão de acordos entre os EUA e o Brasil no setor de minerais críticos. “Já foi debatido entendimentos que excluem a China (do mercado)”, afirmou.

Por fim, o outro risco é de que os EUA coloquem uma pressão insustentável contra qualquer aproximação do Brasil ou da América Latina no desenvolvimento de Inteligência Artificial a partir de modelos e tecnologias chinesas.

Caso haja uma mudança de governo no Brasil, porém, a China insiste que sua atitude não será a de promover uma ruptura. Fontes em Pequim insistem que tem“confiança plena na manutenção de uma relação estratégica” com o Brasil, sob um eventual governo de Flavio Bolsonaro.

Segundo Cunhai, de fato a China se transformou no maior parceiro comercial do Brasil em 2009 e, hoje, 38% das exportações do país tem o mercado chinês como destino. “A proximidade econômica não vai mudar”, insistiu. “A parceria não depende da ideologia”, afirmou, destacando os investimentos até mesmo da Tiktok no Brasil.

Para a pesquisadora Liu Si, também da Academia de Ciências, sempre houve uma intervenção dos EUA quando o assunto é a cooperação militar entre China e América Latina. Mas, ao longo de décadas, ela era “invisível”. “Hoje, ela é violenta”, afirmou.

Sun Hongbo, outro pesquisador e que também ocupou um cargo diplomático da China em Buenos Aires durante quatro anos, também destaca a existência de um “interesse estratégico” por parte da China no Brasil.

Entre latino-americanos, porém, existem dúvidas sobre até que ponto a China está disposta a ir para confrontar os EUA na região. O silêncio diante do sequestro de Nicolas Maduro e a assistência tímida em Cuba são indícios, para negociadores, que Pequim nem sempre agirá para defender seus aliados.

O objetivo único do governo de Xi Jinping é a estabilidade nacional e seu crescimento, ainda que para isso tenha de abrir mão de algum aliado pelo mundo. Se o cálculo mostrar que sair em defesa de um país latino-americano colocará em risco esse princípios, Pequim dificilmente atuará.

Neste caso, a “acomodação” é a palavra usada para descrever a relação da China diante da ofensiva de Trump.

*Jamil Chade/ICL


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Os líderes iranianos emergem confiantes e com novas cartas na manga

Apesar dos danos materiais (infraestrutura destruída, economia mais enfraquecida e perdas de líderes), o regime e seus sobreviventes projetam força por estes motivos principais:

  • Sobrevivência como vitória simbólica: Para um regime que se via sob ameaça existencial, resistir a mais de um mês de ataques de duas potências nucleares (EUA e Israel) sem colapsar internamente é interpretado como um triunfo. Sobreviver à “decapitação” da liderança e manter o controle do país é visto como prova de resiliência.
  • Nova alavanca estratégica: o Estreito de Ormuz: Durante a guerra, o Irã demonstrou capacidade de perturbar o fluxo de petróleo global ao ameaçar/minar o estreito. Mesmo com o cessar-fogo, o Irã mantém controle parcial e impõe “restrições” (navios precisam coordenar com forças iranianas). Isso dá poder de barganha em negociações — algo que não existia antes com a mesma intensidade. Especialistas destacam que isso se tornou uma “fonte de leverage muito efetiva”.
  • Postura maximalista nas negociações: Em vez de se mostrar conciliatório, o Irã entra nas conversas com uma lista de demandas ambiciosas (incluindo fim de sanções, compensações e garantias contra futuros ataques). De acordo com o New York Times, líderes como Mohsen Rezaei (assessor militar) afirmam que não haverá cessar-fogo duradouro sem essas concessões. O novo líder Mojtaba Khamenei reforçou o uso do bloqueio de Ormuz como ferramenta de pressão.
  • Consolidação interna e endurecimento ideológico: A morte de Khamenei (pai) e de figuras mais pragmáticas pode ter fortalecido alas mais radicais. O regime manteve o controle sobre a Guarda Revolucionária (IRGC) e usou a guerra para reprimir dissidência interna. Aparecimentos públicos de líderes em manifestações pró-regime foram usados para projetar confiança.
  • Realidade por trás da narrativaDanificados, mas não derrotados: A capacidade militar convencional do Irã sofreu golpes graves. No entanto, a estratégia assimétrica (mísseis, drones, proxies e controle de chokepoints marítimos) permitiu que o regime “jogasse” mesmo enfraquecido.
  • Cessar-fogo frágil: Há relatos de violações, desacordos sobre o Líbano e ameaças de Trump de usar “força sem precedentes” se o Irã não cumprir. Israel segue atacando alvos no Líbano, o que pode complicar tudo.
  • Perspectivas diferentes: Do lado iraniano, a sobrevivência + nova alavanca = posição fortalecida para negociar. Do lado ocidental/israelense, o regime está mais isolado, com infraestrutura nuclear e militar degradada, mas sem o colapso esperado (o que frustrou parcialmente os objetivos iniciais de “regime change”).

Em resumo, os líderes iranianos estão “devastados” em termos de perdas humanas e materiais, mas “confiantes” porque transformaram a sobrevivência em narrativa de resistência e ganharam uma carta nova e poderosa (Ormuz). Isso os permite negociar de forma mais agressiva do que se esperava após o início da guerra.


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Os 15 dias de Trump equivalem às 72 horas de Bolsonaro

O mundo todo já sabe que não há nada de definitivo nas promessas de Trump.

Trump é um dependente compulsivo de seu cinismo mentiroso. O sujeito possui uma cara dura, tão ou mais lavada que a de Bolsonaro, “o honesto do convento”.

Mas como sabemos, no mundo, há uma legião de tolos que perfumam as merdas que as extrema direita faz para que o odor seja menos fedorento, o conhecido peraí que eu passo aqui na volta, ou vou ali comprar um cigarro, foi largamente utilizado por Bolsonaro no cômico pedido de seu fanático gado do cercadinho, para esperarem 72 horas, que aconteceria uma virada na goleada que Bolsonaro estava levando, e o gado não arredava pé, dormindo sentado ou deitado no capim, aguardando o grito de guerra do spala que nunca aconteceu.

Trump, numa tentativa de rolar sua dívida, meteu a falácia na sua explicação de derrota para o Irã, que deu aos persas 15 dias de trégua. Tá, o alto venerado pedófilo está num mato sem cachorro como uma bússola bêbada, como um cão sarnento sem dono.

Netanyahu não conta, é apenas um sicário do Vorcaro americano, um bosta que arrota o que nem 1% tem sem o guarda-chuva dos EUA.

Na verdade, Israel e Netanyahu conseguem ser mais falaciosos que o próprio Trump, com a velha cascata de que são os “escolhidos de Deus”, mesmo a realidade mostrando que Israel não está nem entre as 30 maiores economias do mundo e que não duraria um dia sequer sob fogo cerrado do Irã.

Israel é um bodega, um exército feito de encalhes de saldão de mercadoria populesca. Não fossem os dogmas religiosos, o aticismo de Israel já tinha estalado o verniz e mostrado como aquilo que chamam de Estado não passa de um expurgo norte-americano que não tem verdade humana ou política econômica nenhuma, do contrário já teriam sido varridos do mapa.

Netanyahu é um dependente compulsivo das caduquices de Trump, tanto que mandou o genocida de populações civis desarmadas como a Palestina, repousar em algum museu de guerra ou deixaria o pau cantar de forma generalizada contra o quarto de dispensa dos americanos no Oriente Médio.

Seja como for, não há como filosofar diante de uma ralidade dura de derrota, diria mais, não há como a caturra fiada de Trump e Netanyahu produzir um ambiente séptico que possa germinar qualquer lero lero vulgar para justificar o tombo que os sábios levaram dentro dos próprios laboratórios de manipulação global.

Para a imensa maior parte da comunidade internacional, o galo negro deu um tranco na coruja e a profecia logaritma dos fodões do planeta, bateu biela na própria álgebra.

Os 15 dias diz ter dado trégua ao Irã, não são um pano de fundo, mas uma peneira furada com um condão seguro com um cabo de vassoura.

Os cultores da força indestrutível dos EUA terão que baixar em outra freguesia. O rádio motor da propaganda americanófila no mundo, foi para o caráleo.


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Trump levou uma trola

Memórias são depoimento e, mesmo que tente refugir de suas próprias ameaças, ditas de boca própria contra o Irã, Trump. mais uma vez, fuçou e roncou mais um blefe. O motivo não é isso, nem aquilo, é isso e aquilo..

Ontem e hoje, amanhã, depois de amanhã e para o resto da história, ficou constatado diante da comunidade internacional, Trump pipocou em pelno Maracanã lotado, refugiu do seu próprio compromisso e não há “esclarecimento” que lhe permita uma fala pública menos ridícula.

Até o Grok, Inteligência Artificial do X, disse: “hahaha, verdade! Trump levou uma rola pesada dos iranianos”. E seguiu: “recentemente (começando no fim de semana de páscoa) Trump postou no Truth social uma ameaça bem pesada e cheia de palavrões contra o Irã: basicamente mandando “abrir o strait” (Estreito de Ormuz), senão ia virar o inferno, com o Power plant Day, ou seja, (ataques).

Aí os embaixadores iranianos do mundo todo responderam com memes, ironia e trolagem fina:

  • Embaixada no Zimbábue: “We’ve lost the keys” (perdemos as chaves kkk).
  • Outros postaram charges, memes comparando Trump a cachorro de desenho animado, zoando a linguagem dele e questionando a sanidade.
  • Tá rolando uma campanha global de sarcasmo das embaixadas iranianas (Londres, Pretória, Nova Delhi, Moscou etc.).

O Grok ainda se diverte porque absorve a temperatura mundial dentro do próprio intestino das redes sociais, lendo depoimentos pessoais de gente do mundo todo sobrea a histórica arregada de Trump e seu esclarecimento épico que botou ainda mais lenha na fogueira dos milhares de memes dos artistas virtuais.

Lógico que os romancistas patológicos do trumpismo tentam romper a barreira das gozações internacionais, criando um abrigo que não admita a humilhação norte-americana. Mas a coisa é feita aos tropeços e cansaço, numa ortogramática de natureza mais cômica ainda.

A maravilhosa fusão entre Trump e Netanyahu, no Brasil e no exterior, está sob o controle dos maiores gozadores do planeta. Não há como fugir disso. O processo é tão mecânico e interessa tanto à comunidade internacional que, qualquer quadro que apareça revelando a verdade, mostrando a paisagem da derrota de Trump, ourriça as redes.

O selvagem Trump virou uma pulga domesticada e ainda, de lambada, estende essa domesticação ao radiante diabo de segunda categoria, Netanyahu.

Seja como for, o que está sendo narrado, não vem dos olhos da imaginação. Os subsídios vêm da dose cavalar de uma preciosa trolada que Trump levou na visão do conjunto da obra, como um monumento à piada geral de quem se vende como Deus dos tolos.

E essa lambança será replicada por gerações como uma das naiores comédias da história da humanidade.


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