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Vídeo – Lula diz que Trump praticará “pirataria” se EUA cobrarem 20% no Estreito de Ormuz

O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira (13) que Donald Trump praticará “pirataria” se os Estados Unidos cobrarem 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu durante visita a laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, após o presidente norte-americano defender uma cobrança pela segurança da rota marítima.

Trump disse à Fox News que os EUA serão “os guardiões do estreito” e que deveriam receber “reembolso” caso liberem a passagem. Na Truth Social, ele afirmou que pretende cobrar 20% de toda a carga transportada pela região, ponto estratégico para o comércio global de petróleo e gás.

“Hoje, tem um tuíte de Trump dizendo que vai desobstruir o Estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio, o dono do petróleo tem que pagar 20% pra ele”, disse Lula.

Em seguida, o brasileiro criticou a cobrança: “Antigamente, isso se chamava pirataria, um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata, não tem que cobrar, é da responsabilidade deles, não estava fechado, não foi o Brasil que inventou a guerra, foi ele [Trump] que inventou a guerra”.

Lula também classificou como “anormal” a tentativa de lucrar com os efeitos do conflito. “É muito delicado a gente perceber que os EUA provocam uma guerra e agora começam a cobrar pelo navio que vai atravessar pela segurança dele, não é comum, não é normal, não é democrático, não é civilizatório. É uma coisa anormal, alguém aproveitar a desgraça pra ganhar dinheiro as custas da desgraça”, afirmou. DCM.


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Império decadente: Rubio convida Brasil para reunião nos EUA sobre suposto “terrorismo de extrema-esquerda”

Encontro convocado pelo governo Trump pretende reunir representantes de mais de 60 países, mas objetivos da iniciativa geram dúvidas entre aliados e autoridades ocidentais

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros e autoridades de alto escalão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, para uma reunião dedicada ao que o governo norte-americano chama de “ressurgimento do terrorismo transnacional de extrema-esquerda”. O encontro está previsto para ocorrer em 16 de julho, na sede do Departamento de Estado, em Washington.

As informações foram publicadas originalmente pela Sputnik Brasil, com base em reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, documentos oficiais e relatos de autoridades ocidentais. A participação brasileira no grupo de países convidados também foi confirmada pelo portal g1 junto ao Ministério das Relações Exteriores e ao Departamento de Estado dos Estados Unidos.

A reunião foi convocada pela administração do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera organizações e movimentos classificados como de extrema-esquerda uma ameaça relevante à segurança nacional e internacional. A maior parte dos países europeus, importantes nações da América Latina e governos asiáticos, como Índia, Indonésia e Cingapura, teriam recebido o convite.

Segundo o chamado “documento conceitual” preparado para orientar o encontro, a reunião ministerial discutirá o “ressurgimento do terrorismo político” e formas de ampliar a cooperação internacional nas áreas de inteligência, segurança pública e aplicação da lei.

O documento, citado pelo The Washington Post, afirma que a atenção estará concentrada principalmente em “terroristas de extrema-esquerda” que estariam “cada vez mais recorrendo à violência organizada e letal para promover seus objetivos políticos”.

Brasil está entre os países convidados
De acordo com o g1, o Brasil figura entre os países sul-americanos convidados para a reunião. A informação teria sido confirmada tanto pelo Itamaraty quanto pelo governo norte-americano.

O texto fornecido não informa se o governo brasileiro aceitou o convite nem qual autoridade poderia representar o país no encontro. O prazo solicitado pelos Estados Unidos para que os governos respondessem ao chamado terminou na sexta-feira, 10 de julho.

O convite foi enviado com poucos dias de antecedência, circunstância que provocou críticas e dúvidas entre representantes estrangeiros. Algumas autoridades afirmaram que seria improvável a presença de ministros das Relações Exteriores ou do Interior, devido à agenda diplomática já programada para o período.

Outros governos teriam questionado os motivos da convocação e a prioridade atribuída pelo governo Trump ao chamado terrorismo de esquerda, uma vez que não consideram essa ameaça central em suas próprias políticas de segurança.

Iniciativa desperta preocupação entre aliados
A proposta norte-americana gerou preocupação entre alguns aliados europeus e analistas independentes, que não compartilham necessariamente da avaliação de que exista um avanço coordenado do terrorismo transnacional de extrema-esquerda.

Representantes de países estrangeiros ouvidos pelo The Washington Post descreveram os objetivos do convite como pouco claros. Também houve questionamentos sobre a definição dos grupos que poderiam ser enquadrados como terroristas ou extremistas.

Dentro do próprio governo dos Estados Unidos, algumas autoridades demonstraram receio de que a iniciativa possa fazer parte de um esforço mais amplo para empregar instrumentos antiterrorismo contra ativistas e movimentos políticos domésticos considerados de esquerda.

Uma autoridade da administração Trump afirmou ao jornal norte-americano que alguns funcionários dos Estados Unidos decidiram não comparecer ao encontro. A identidade e os cargos desses servidores não foram informados.

A principal preocupação mencionada é que conceitos associados ao combate ao terrorismo possam ser aplicados de maneira abrangente, atingindo movimentos sociais, organizações políticas ou manifestantes que não estejam envolvidos em atividades violentas.

Governo Trump concentra discurso no Antifa
A reunião deverá abordar especialmente o movimento Antifa, expressão usada para identificar grupos e militantes antifascistas que atuam de maneira descentralizada em diferentes países.

O governo Trump tem associado o Antifa à violência política e ao extremismo de esquerda. Entretanto, autoridades e especialistas divergem sobre a possibilidade de tratar o movimento como uma organização transnacional estruturada, com comando centralizado e atuação coordenada.

A iniciativa do Departamento de Estado ocorre em meio à tentativa do governo norte-americano de construir uma agenda internacional voltada ao combate de grupos classificados pela Casa Branca como extremistas de esquerda.

A convocação de mais de 60 países demonstra que Washington pretende conferir caráter multilateral a essa política, estimulando o intercâmbio de dados de inteligência e a cooperação entre órgãos policiais.

Ao mesmo tempo, as dúvidas manifestadas por governos convidados revelam que não existe consenso internacional sobre a dimensão da ameaça descrita pela administração Trump nem sobre os critérios que serão utilizados para identificar pessoas ou organizações suspeitas.

Reunião anterior ocorreu em Haia
No final de maio, o Departamento de Estado já havia organizado uma reunião sobre o Antifa e o chamado terrorismo de esquerda em Haia, nos Países Baixos.

Segundo duas pessoas familiarizadas com o encontro ouvidas pelo The Washington Post, a reunião reuniu autoridades de segurança pública e de combate ao terrorismo, principalmente de países europeus.

Uma das fontes afirmou que o governo holandês se recusou a coorganizar o evento. Diante da negativa, a reunião foi realizada na Embaixada dos Estados Unidos em Haia.

O episódio reforçou as diferenças de avaliação entre o governo norte-americano e alguns de seus parceiros europeus. Para parte dos aliados, outras formas de extremismo e terrorismo representam ameaças mais imediatas à segurança de seus países.

Cooperação de inteligência está na pauta
Apesar das controvérsias, o documento de preparação do encontro prevê discussões sobre compartilhamento de informações de inteligência, cooperação policial e coordenação entre governos.

O governo norte-americano deverá defender a criação ou o fortalecimento de mecanismos internacionais capazes de rastrear atividades consideradas violentas, identificar redes de financiamento e acompanhar a movimentação de pessoas classificadas como extremistas.

Não está claro, no entanto, se os países convidados serão chamados a assinar algum documento conjunto ou a assumir compromissos formais ao final da reunião.

Também não há informações sobre como o governo dos Estados Unidos pretende distinguir manifestações políticas legítimas, ações de movimentos sociais e crimes enquadrados como terrorismo, segundo o 247.

A reunião convocada por Marco Rubio deverá, portanto, expor não apenas a política do governo Trump contra grupos identificados como de extrema-esquerda, mas também as divergências entre Washington e seus aliados sobre os limites das medidas antiterrorismo e os riscos de sua utilização contra adversários políticos.


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Instrutor de voo se joga de avião em pleno ar e diz à aluna: ‘Você sabe o que fazer’

Aluna de 22 anos conseguiu pousar em segurança, após avisar a equipe de solo sobre o ocorrido

Um instrutor de voo se atirou de um avião em pleno voo na Argentina e deixou uma aluna de 22 anos sozinha na cabine. Ela conseguiu pousar em segurança, após avisar a equipe de solo sobre o ocorrido. O incidente está sendo investigado pela Justiça Federal de Córdoba.

O piloto, Leandro Bertazzo, de 42 anos, teve o corpo encontrado em uma área rural da cidade de Toledo, na província de Córdoba. “Você sabe o que fazer”, teria dito Bertazzo à aluna, antes de saltar.

“Assim que disse isso, Leandro tirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta — algo muito difícil de fazer devido à pressão do ar”, disse Eduardo Alvarez, da escola Flying Parrot Córdoba, ao jornal “Clarín”.

Bertazzo e a aluna estavam em um Cessna C-150, uma aeronave pequena, a cerca de 250 metros de altitude, no último sábado (4). A aluna entrou em contato com a equipe em solo para ajudá-la a realizar o pouso, que aconteceu normalmente.

Segundo a escola de aviação, a aluna possuía brevê (carteira de pilotos de avião), mas tinha poucas horas de voo e estava fazendo uma sessão de treinamento.

Segundo o jornal “Clarín”, o piloto havia procurado atendimento psiquiátrico, mas não havia comunicado isso à escola de voo.

Eduardo Alvarez, da escola Flying Parrot Córdoba, afirmou à imprensa argentina que o comportamento do instrutor não levantou suspeitas dos colegas. A única atitude diferente foi pedir a um colega que lhe desse carona ao aeroporto Coronel Olmedo, buscando-o em sua casa, onde ele morava com os pais. Geralmente, ele ia ao trabalho com seu próprio carro.

Bertazzo havia realizado no mesmo dia um outro voo de instrução. Embora trabalhasse como instrutor, ele havia feito carreira como piloto comercial.

*ICL


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Brasil Mundo

Itamaraty alerta Câmara para risco de ação militar dos EUA após pedido do clã Bolsonaro

Alerta é em função com declarações de Flávio e Eduardo Bolsonaro em defesa de maior atuação dos Estados Unidos no país

O Ministério das Relações Exteriores encaminhou à Câmara dos Deputados um parecer em que alerta para os riscos à soberania brasileira decorrentes da classificação de organizações criminosas como grupos terroristas pelos Estados Unidos. Segundo o Itamaraty, a medida, defendida publicamente por integrantes da família Bolsonaro, pode abrir espaço, entre outras consequências, para o uso da força militar americana em território nacional.

O documento foi elaborado em resposta a um requerimento de informação apresentado na Câmara e expõe a posição oficial do governo brasileiro sobre o tema. Antes de apresentar suas conclusões, o Itamaraty destaca que a avaliação não foi construída apenas pela diplomacia brasileira, mas em conjunto com órgãos de segurança pública, inteligência e justiça.

Segundo o parecer, os órgãos consultados convergiram para o entendimento de que classificar organizações criminosas como terroristas “não apenas é inadequada do ponto de vista jurídico, como tampouco acrescenta benefícios para a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional”.

O documento prossegue afirmando que a medida “representa, ademais, riscos concretos à soberania nacional”.

Entre esses riscos, o ministério cita expressamente a possibilidade de emprego da força militar americana.

“A classificação pode acarretar consequências como (…) a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro.”

Na sequência, o Itamaraty informa que a posição foi construída de forma conjunta por diferentes áreas do governo.

“Órgãos de segurança pública, inteligência e justiça integraram o processo de coordenação interinstitucional e convergiram no entendimento de que a classificação de organizações criminosas como terroristas não apenas é inadequada do ponto de vista jurídico, como tampouco acrescenta benefícios para a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional. A medida representa, ademais, riscos concretos à soberania nacional.”

O parecer também menciona outros possíveis efeitos decorrentes da legislação antiterrorismo dos Estados Unidos, ressaltando que o enquadramento de organizações criminosas nessa categoria extrapola o campo da cooperação policial e judicial tradicional.

Posição contrasta com declarações dos Bolsonaro
O alerta do Itamaraty vai na direção oposta ao discurso adotado por Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro ao longo dos últimos meses.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, em outubro de 2025, Flávio Bolsonaro comentou nas redes sociais uma operação conduzida pelos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe. Na publicação, afirmou sentir “inveja” da atuação americana e sugeriu que operação semelhante fosse realizada no Brasil.

“Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”

A publicação foi feita meses antes de o senador iniciar uma articulação junto ao governo norte-americano para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas.

Também em 2025, Eduardo Bolsonaro ganhou repercussão ao afirmar que seria “mais fácil um porta-aviões americano chegar ao Lago Paranoá”, declaração interpretada como um aceno à possibilidade de pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil em meio às disputas envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

A estratégia ganhou um novo capítulo em maio de 2026, quando Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos e pediu ao presidente Donald Trump e a integrantes do governo americano que o PCC e o Comando Vermelho fossem oficialmente enquadrados como organizações terroristas.

Na ocasião, o senador afirmou ter entregue um relatório sobre a atuação internacional das facções e defendeu uma ampliação da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Dias depois, quando o governo americano anunciou a classificação das duas organizações, Flávio comemorou publicamente a decisão e afirmou que havia levado pessoalmente esse pedido às autoridades norte-americanas.


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Brasil Mundo

CV e PCC terroristas: Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil

Em documento, Itamaraty diz que classificação de CV e PCC como terroristas pode resultar em ação militar dos EUA em território brasileiro

Em um documento assinado pelo próprio chanceler Mauro Vieira, o Itamaraty admitiu o temor de os Estados Unidos utilizarem a força militar no Brasil por causa da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.

A informação consta em uma resposta do Itamaraty a um pedido de informação feito pela Câmara. No documento, o chanceler admite que a decisão dos EUA de classificar as duas facções como terroristas pode resultar em uma ação militar em território brasileiro.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional“, diz Vieira.

De acordo com Igor Gadelha, Metrópoles, o chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos EUA, o que desobriga o Brasil a se manifestar formalmente sobre o assunto.

“O processo estadunidense de designação de facções criminosas como organizações terroristas é ato unilateral que, portanto, não requer manifestação formal do governo brasileiro. Ainda assim, o governo brasileiro tem externado sua oposição a essa medida”, afirma.

Riscos ao Brasil
Além de uma eventual ação militar em território brasileiro, o chanceler lista outros problemas que a decisão pode acarretar. Segundo ele, a classificação pode ter “impactos relevantes tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional”.

“A designação pode servir para que autoridades estadunidenses apliquem medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas ou organizações brasileiras, inclusive contra aquelas sem vínculos diretos com os EUA ou cuja ligação com os grupos designados seja indireta ou meramente involuntária. Adicionalmente, tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal”, explica o chanceler.


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Esporte Mundo

NYT: Fifa anulou expulsão de jogador da seleção dos EUA após contato de Trump

A decisão da Fifa provocou reação da Federação Belga de Futebol (RBFA), que afirmou estar “perplexa”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou na última quarta-feira para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir a revisão do cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia e Herzegovina, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. A informação foi revelada neste domingo pelo jornal The New York Times.

Dias após a ligação, a Comissão Disciplinar da Fifa anunciou a suspensão da execução da punição aplicada ao atacante, que, desta forma, está liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final do Mundial.

Segundo comunicado divulgado pela entidade, Balogun recebeu a suspensão de uma partida, mas sua execução foi condicionalmente suspensa pelo período de um ano. Caso o jogador cometa outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante esse período, a punição será aplicada, sem prejuízo de eventuais novas sanções.

De acordo com o The New York Times, a decisão representa um fato incomum na história recente das Copas do Mundo. Ainda segundo a publicação, a reviravolta acontece em um momento em que Infantino busca fortalecer sua relação com Donald Trump.

Críticas da Bélgica à posição da FIFA
A decisão da Fifa provocou reação da Federação Belga de Futebol (RBFA), que afirmou estar “perplexa” com a liberação do atacante norte-americano para a partida desta segunda-feira.

“A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) está perplexa com a decisão da FIFA de declarar o jogador norte-americano Folarin Balogun — que estava suspenso — elegível para disputar a partida entre EUA e Bélgica na segunda-feira, 6 de julho, às 17h (horário de Seattle)”, escreveu a entidade em comunicado.

A federação belga argumenta que a decisão se baseia no artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que permite a suspensão da execução de sanções disciplinares. No entanto, a RBFA sustenta que o artigo 66 do mesmo código e o regulamento da Copa do Mundo determinam a suspensão automática do jogador para a partida seguinte após um cartão vermelho.

Diante disso, a entidade informou que estuda todas as medidas possíveis para preservar os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.

Confira a nota na íntegra:
“A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) está perplexa com a decisão da FIFA de declarar o jogador norte-americano Folarin Balogun — que estava suspenso — elegível para disputar a partida entre EUA e Bélgica na segunda-feira, 6 de julho, às 17h (horário de Seattle).

A FIFA baseia sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Tal dispositivo estabelece que o Comitê Disciplinar da FIFA pode decidir suspender a execução de uma sanção disciplinar previamente imposta.

No entanto, o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA determina claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a partida seguinte da equipe, como ocorreu com todos os cartões vermelhos aplicados anteriormente nesta Copa do Mundo da FIFA.

Além disso, e independentemente do exposto acima, a decisão contradiz diretamente as disposições do Regulamento da Competição da Copa do Mundo da FIFA 2026, conforme estabelecido no Artigo 10.5:

“Se um jogador ou membro da comissão técnica for expulso em decorrência de um cartão vermelho direto ou indireto (segunda advertência), ele será automaticamente suspenso da partida subsequente de sua equipe. Adicionalmente, outras sanções poderão ser impostas.”

O caráter automático de tal suspensão também foi explicitamente reafirmado na Circular nº 16 da Copa do Mundo da FIFA 2026, distribuída a todas as associações-membro participantes em 12 de maio de 2026.

A mesma regra é reiterada em todas as reuniões de coordenação de jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026, antes de cada partida, e consta em todas as apresentações dos workshops do torneio.

Com o objetivo de salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipes participantes e proteger os princípios fundamentais do *fair play* em nosso esporte — tanto nesta Copa do Mundo da FIFA quanto em futuras edições do torneio —, a RBFA está analisando todas as opções possíveis.”


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Mundo

250 anos de um império forjado

Os Estados Unidos tornaram-se independentes há 250 anos e, numa imagem estrategicamente forjada ao longo do século XX, constituíram um modelo de democracia para o mundo ocidental. Seria injusto não lhes reconhecer certos atributos democráticos, todos relativos, mas as ressalvas são tormentosas. O preconceito racial em terras americanas, a despeito dos avanços formais na direção de igualdade, é notável. Os imigrantes, que no passado ajudaram a construir seu desenvolvimento econômico, hoje são tratados como invasores e perturbadores da ordem por um presidente xenófobo. Da porteira para fora, a autobatizada América é uma nação antes de tudo imperialista, e a mais belicista de que se tem registro na História moderna.

O fato de os EUA terem estado no lado certo da História ao menos uma vez, quando, juntos com a União Soviética e os Aliados, derrotaram Hitler e a Alemanha nazista, não os autoriza a semear conflitos mundo afora e a se intrometer em questões internas de outras nações.

Nenhum país promoveu mais intervenções militares internacionais ou ingressou belicosamente em outros territórios do que os Estados Unidos na era moderna. De acordo com o Projeto de Intervenção Militar (MIP) da Universidade Tufts e registros históricos, os EUA realizaram quase 500 intervenções militares desde sua fundação, sendo que mais de 50% delas ocorreram após 1950 e mais de 25% após o fim da Guerra Fria. O país operou ações militares, bombardeios ou incursões secretas em mais de 50 países no século passado.

Ao longo dos seus 250 anos de história, os Estados Unidos participaram de mais de 100 conflitos militares, tendo declarado guerra, formalmente, 11 vezes. Sob a ótica de guerras promovidas por iniciativa própria – guerras de agressão, invasões ou intervenções unilaterais – os historiadores apontam para um núcleo de aproximadamente 12 grandes conflitos estruturais, além de centenas de operações e intervenções de menor escala.

Bomba de Hiroshima, detonada pelos EUA em 1945. Reprodução

A coisa toda está na internet para quem quiser ver, não são necessárias horas de pesquisa ou cursos de geopolítica para se chegar a conclusões assustadoras. Quem não se informa não se indigna, o que talvez explique a idolatria que tanta gente nutre pelo Império do Norte, com perdão pelo chavão um tanto esquerdista, mas que traduz a realidade.

As próprias Forças Armadas e agências de inteligência americanas dividem as iniciativas bélicas dos EUA em fases históricas claras. A primeira contém ações de expansão territorial ou apenas de agressão por motivações políticas, quais sejam (só as principais):

• Guerra Mexicano-Americana (1846–1848): Um clássico conflito de iniciativa própria orientado pela doutrina do “Destino Manifesto”. Os EUA invadiram o México após disputas na fronteira do Texas, resultando na anexação de mais de 50% do território mexicano (atuais estados da Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada e Utah).

• Guerras Indígenas (Constantes até 1890): Centenas de campanhas militares promovidas pelo governo federal para submeter, remover à força e confiscar as terras das nações nativas americanas.

• Guerra Hispano-Americana e Guerra Filipino-Americana (1898–1902): Os EUA intervieram na guerra de independência de Cuba contra a Espanha. Após vencerem, iniciaram uma guerra de ocupação por iniciativa própria nas Filipinas para transformar o arquipélago em colônia, além de anexarem Porto Rico e Guam.

Num segundo período, ocorrem as chamadas “Guerras das Bananas” e intervenções na América Latina. Foram ocupações e invasões navais promovidas diretamente pelos EUA para defender interesses comerciais e políticos na região do Caribe e América Central. Incluem-se as invasões e as longas ocupações de nações soberanas como o Haiti (1915–1934), República Dominicana (1916–1924), Nicarágua (1912–1933) e Honduras (múltiplas intervenções).

Já a terceira fase contempla os conflitos típicos da Guerra Fria (1947–1991):

• Guerra do Vietnã (1965–1975): Iniciada com o envio gradual de conselheiros e massificada por iniciativa própria após o contestado Incidente do Golfo de Tonquim. Os EUA despejaram mais bombas no Sudeste Asiático do que em toda a Segunda Guerra Mundial.

Crianças fugindo de bombardeios de napalm promovidos pelos EUA no Vietnã. Reprodução

• Invasão de Granada (1983) e Invasão do Panamá (1989): Duas ações militares unilaterais e rápidas na América Latina. A primeira derrubou um governo de orientação marxista e a segunda destituiu e capturou o ditador panamenho Manuel Noriega.

O quarto momento histórico-belicoso dos Estados Unidos inicia-se com a deflagração da “Guerra ao Terror” (1991) e se alastra até a ingerência trumpiana no Irã:

• Guerra do Iraque (2003–2011): Ação militar de iniciativa própria mais explícita do século XXI. Os EUA lideraram uma coalizão para invadir o país sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, sob a falsa alegação de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.

• Intervenção na Líbia (2011): Os EUA, junto à Otan, iniciaram bombardeios aéreos que resultaram na queda e execução do líder Muammar Kadafi.

• Campanhas de Drones e Operações de Contra-Terrorismo: Campanhas contínuas e unilaterais que violaram o espaço aéreo de países como Iêmen, Paquistão e Somália para a eliminação de alvos estratégicos.

Além do uso ostensivo das Forças Armadas, a política externa norte-americana promoveu dezenas de “guerras secretas” por intermédio da CIA. Essas intervenções derrubaram governos eleitos democraticamente ou financiaram grupos paramilitares rebeldes, como no Irã (1953) e na Guatemala (1954), atos aos quais se somam o fiasco da Baía dos Porcos em Cuba (1961) e o apoio a golpes militares no Brasil (1964) e no Chile (1973).

Os Estados Unidos não merecem celebrações pela passagem dos seus 250 anos, tanto menos quando seu atual presidente encarna todas as idiossincrasias comuns aos tiranos imperiais.

*Paulo Henrique Arantes/DCM


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Trump transforma a Casa Branca em pirâmide bilionária: A mesma fábrica de corrupção que a família Bolsonaro monta no Brasil

Enquanto Trump posa de salvador do povo americano, uma investigação devastadora da imprensa internacional e do Congresso dos EUA revela a verdade nua e crua: o homem que jurou combater as elites transformou o cargo mais poderoso do planeta em um esquema pessoal de enriquecimento que faria inveja aos clãs mais vorazes da política brasileira.

Segundo dados financeiros divulgados e reportagens da Reuters, Associated Press, The Guardian e Wall Street Journal, Trump e seus filhos embolsaram aproximadamente US$ 2,3 bilhões com negócios de criptomoedas e outros ativos durante o mandato. No mesmo período, mais de um milhão de investidores perderam quase o mesmo valor — US$ 2,3 bilhões evaporados. Trump ganhou. Os trouxas que acreditaram na promessa perderam tudo. Pirâmide pura.

A Casa Branca virou escritório de vendas. Decisões favoráveis ao mercado crypto, redução de fiscalizações, eventos oficiais patrocinados por empresas da família, lutadores do UFC pagos em token Trump nos jardins presidenciais. O aniversário de 250 anos dos EUA foi sequestrado por uma estrutura paralela controlada por operadores da campanha, vendendo acesso, fotos com o presidente e pacotes milionários para financiadores.

Governos estrangeiros — Emirados, Arábia Saudita, Catar — injetaram centenas de milhões nos negócios da família enquanto negociavam acordos bilaterais com Washington. Conflito de interesses? Isso é eufemismo para corrupção institucionalizada.

Aqui no Brasil, a família Bolsonaro opera com o mesmo manual.

Flávio Bolsonaro e as rachadinhas, Queiroz, milícias, joias sauditas, Banco Master e as conexões com fraudes bilionárias, emendas parlamentares que explodem o orçamento, favorecimentos a aliados, uso da máquina pública para blindagem familiar e narrativa de perseguição. Trump monetiza a Presidência com crypto e eventos; aqui, o clã usa cargos, emendas, milícias e igrejas para manter o fluxo de poder e dinheiro.

Ambos vendem a mesma mercadoria envenenada: populismo de fachada. Prometem lutar contra o sistema, devolvem o poder ao “povo”, mas na prática constroem impérios onde o líder, os filhos, os aliados e os financiadores concentram riqueza, influência e impunidade. A bandeira vira produto. O Palácio vira vitrine. A nação vira marca registrada para enriquecimento privado.

Trump não “drenou o pântano”. Ele mergulhou nele e abriu franquias. Bolsonaro e filhos fizeram o mesmo no Brasil — e continuam tentando. O povo paga a conta: investidores quebrados, orçamento sangrado, democracia enfraquecida.

Acorda, povo!

Acorda, Brasil!

Não é patriotismo. É pirâmide com bandeira.

Não é liderança. É crime organizado com gravata e Bíblia na mão.

A extrema-direita mundial não combate elites. Ela é a elite parasita que se alimenta do povo que diz defender.



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Terremoto na Venezuela: Número de mortos já passa de 160 após terremoto devastador na Venezuela; mais de 900 ficaram feridos

A presidente encarregada especificou que os números ainda não incluem dados do estado de La Guaira, declarado zona de desastre devido ao desabamento de dezenas de edifícios.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou nesta quinta-feira (25) que o número de mortos pelos dois terremotos consecutivos de grande magnitude subiu para 164 e que o número de feridos ultrapassa 971 pessoas.

Rodríguez especificou que os números ainda não incluem dados do estado de La Guaira, declarado zona de desastre devido ao desabamento de dezenas de edifícios.

Segundo a presidente encarregada, ocorreram 30 réplicas após os dois grandes terremotos consecutivos de 24 de junho.

Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), pouco depois das 18h, causando o desabamento de prédios, danos à infraestrutura crítica e provocando a evacuação às pressas de milhares de pessoas.

O primeiro terremoto registrou magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 quilômetros da cidade de Montalbán, no estado de Carabobo. O segundo, de magnitude 7,5, foi localizado a 23 quilômetros da cidade de Yumare, no estado de Yaracuy. Vídeos dos terremotos e suas consequências estão circulando nas redes sociais.

De acordo com a RT Brasil, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência no país.


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Itamaraty: Chanceler brasileiro soa alerta contra ingerência dos EUA

Em discurso na Assembleia da OEA, Mauro Vieira alertou para risco em eleições, denunciou ingerência e sugeriu que classificar crime como terrorismo abre a risco de intervenção

O chanceler Mauro Vieira usou seu discurso na Assembleia Geral da OEA, no Panamá, para mandar recados contundentes ao governo norte-americano e reafirmar a posição do Brasil sobre temas como a defesa da soberania.

Numa região que vem sofrendo uma ofensiva por parte do governo de Donald Trump e uma pressão sobre eleições, a postura do chefe da diplomacia brasileira foi a de soar o alerta sobre os riscos de ingerência estrangeira, abalo nos processos eleitorais e mesmo ataques contra a soberania.

A mensagem ocorre no mesmo dia em que Trump usou as redes sociais para divulgar um artigo no qual citava o avanço dos EUA na região como ele tem o Brasil como seu próximo foco de desestabilização.

Num dos trechos do discurso realizado nesta terça-feira, Vieira apontou como o sistema interamericano foi fundamental na defesa de princípios do direito internacional como a igualdade soberana das nações, a autodeterminação nacional e a não-intervenção em assuntos de outros países.

O recado estava claro: a ingerência será rejeitada. “O Brasil está convicto de que esses princípios sempre indicarão o bom caminho da convivência pacífica no âmbito interamericano”, avisou.

Para ele, a igualdade soberana, a autodeterminação e a não-intervenção serão “sempre melhores do que o caminho marcado pelas tentações do unilateralismo, da uniformidade e das esferas de influência”.

Na avaliação do brasileiro, “medidas coercitivas e grupos excludentes não resolverão os problemas que afligem muitos de nossos países”.

Crime não pode ser pretexto para atacar outro país
Um dos alertas de Vieira se referiu ao uso do suposto combate contra o crime organizado para justificar incursões em outros países.

O chanceler admitiu que “o crime organizado não respeita fronteiras e tem se revelado um dos problemas mais graves a afetar as diferentes regiões que conformam o âmbito interamericano”. Ele também insistiu que o governo brasileiro confere a “mais alta prioridade” ao combate ao crime organizado.

Mas mandou seu recado, diante da pressão de Trump para converter grupos criminosos em entidades terroristas.

Para ele, esses grupos são “estruturas criminosas movidos pelo lucro, que buscam controlar territórios e mercados ilícitos”.

“Nesse sentido, devemos resistir à tentação de reclassifica-lo sob rótulos que confundem fenômenos de naturezas distintas”, alertou.

“Categorias importadas de outros contextos não contribuem para desmantelar as redes criminosas. Ao contrário: limitam o fundamental intercâmbio de inteligência e podem converter-se em pretexto para respostas que ignoram fronteiras, jurisdições e a igualdade soberana das nações”, disse.

Eleição sob risco
Outro alerta do chanceler brasileiro foi direcionado ao impacto da desinformação nas eleições pela América Latina. “A estabilidade de nossa região depende, da mesma maneira, de democracias fortes, construídas a partir de eleições transparentes, justas e participativas”, disse.

Ele lembrou que, em 2026, vários países da região passaram ou passarão por pleitos importantes, inclusive o Brasil.

“É essencial reforçar nossa capacidade de garantir a integridade da informação e evitar o uso de meios digitais para disseminar notícias falsas, minar a confiança na democracia e interferir indevidamente em processos eleitorais”, defendeu.

“Nesse momento em que a difusão deliberada de informações falsas e o avanço da desinformação ameaça a integridade do voto em nossos países, cumpre-nos intensificar a troca de experiências para lidar com esse desafio”, reivindicou.

Sem dono único
Num contexto de um debate sobre a influência cada vez maior de grupos de extrema direita nos trabalhos da OEA e da pressão dos EUA, o Brasil também saiu em defesa de uma instituição que seja capaz de manter sua autonomia.

“Continuamos resolvidos a seguir a órbita independente ditada pelos nossos interesses nacionais. Continuamos, ao mesmo tempo, a atuar pela conservação do patrimônio coletivo da OEA na concertação política e na construção de consensos interamericanos”, disse.

“Mas essa Organização não tem, nem terá, dono único; ela pertence a todos”, alertou.

“Daí, justamente, advém a credibilidade que ela não deve descartar em troca de tentações ou ambições passageiras”, completou Vieira.

*Jamil Chade/ICL


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