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Lula endurece o discurso e avisa Trump: “Não meta o dedo nas eleições brasileiras”

Lula confronta Trump e afirma que o Brasil não aceitará ingerência eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom ao responder às recentes movimentações do governo de Donald Trump relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. Em declaração firme, Lula deixou claro que o Brasil não aceitará qualquer tipo de interferência externa em suas instituições democráticas, resumindo sua posição em um recado direto: “Não venha meter o dedo nas nossas eleições.”

A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, após notícias de que integrantes do governo norte-americano estariam articulando iniciativas para questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Para o Palácio do Planalto, qualquer tentativa de influenciar o debate interno representa uma afronta à soberania nacional.

Lula afirmou que o Brasil é uma democracia consolidada, com instituições capazes de conduzir o processo eleitoral de forma independente e segura. O presidente também ressaltou que as regras eleitorais brasileiras são definidas pelas autoridades nacionais e que nenhum governo estrangeiro tem legitimidade para interferir em decisões que dizem respeito exclusivamente ao povo brasileiro.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que declarações e gestos vindos dos Estados Unidos podem alimentar narrativas de desconfiança sobre as urnas eletrônicas, tema que já provocou forte polarização política no país nos últimos anos. A avaliação é que esse tipo de discurso pode gerar instabilidade institucional e comprometer o ambiente democrático.

Ao reforçar a defesa da soberania nacional, Lula procurou enviar uma mensagem não apenas à Casa Branca, mas também à comunidade internacional: o Brasil manterá relações diplomáticas com qualquer governo estrangeiro, desde que sejam pautadas pelo respeito mútuo e pela não intervenção em assuntos internos.

A resposta do presidente também sinaliza que o governo brasileiro pretende reagir de forma contundente a qualquer tentativa de pressão externa sobre o processo eleitoral de 2026, reafirmando que a escolha dos governantes cabe exclusivamente aos eleitores brasileiros.


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Itamaraty reage à pressão de Trump e barra enviados para questionar eleições brasileiras

Missão ligada a Trump é barrada pelo Itamaraty em meio à ofensiva de Flávio contra as urnas

A decisão do governo brasileiro de impedir a entrada de emissários ligados ao governo de Donald Trump abriu um novo capítulo na crise diplomática entre Brasília e Washington. Segundo informações divulgadas pela imprensa, integrantes do Itamaraty avaliam que a iniciativa de enviar representantes para questionar o sistema eleitoral brasileiro não foi um gesto isolado, mas parte de uma estratégia que dialoga diretamente com a campanha de Flávio Bolsonaro contra as urnas eletrônicas.

Nos bastidores da diplomacia, a avaliação é de que haveria uma convergência entre o discurso adotado por aliados de Trump e a narrativa defendida por Flávio Bolsonaro, que voltou a levantar suspeitas sobre a segurança das eleições sem apresentar provas. Para integrantes do Ministério das Relações Exteriores, permitir a atuação desses emissários significaria abrir espaço para uma tentativa de interferência em um assunto de competência exclusiva das instituições brasileiras.

A leitura feita por diplomatas é que a movimentação internacional fortalece um discurso que busca desacreditar o processo eleitoral antes mesmo da votação ocorrer. Essa estratégia já foi utilizada em outros países e costuma servir como base para contestar resultados desfavoráveis, alimentando a polarização política e colocando em dúvida a legitimidade das eleições.

O episódio também amplia o isolamento político de Flávio Bolsonaro. Enquanto setores da diplomacia trabalham para preservar a soberania brasileira e evitar pressões externas sobre o processo eleitoral, o senador vê sua retórica passar a ser associada a interesses estrangeiros que questionam a credibilidade das instituições nacionais.

Ao barrar a missão, o Itamaraty envia um recado claro de que a organização e a fiscalização das eleições brasileiras cabem exclusivamente às autoridades do país, sem espaço para intervenções externas. O caso reforça a tensão entre política interna e relações internacionais em um momento de crescente disputa eleitoral e promete alimentar novos embates nos próximos meses.


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Governo Trump enviará emissários para atacar confiança nas urnas brasileiras, diz jornal

Governo Trump articula missão ao Brasil para contestar sistema eleitoral

Às vésperas da eleição presidencial brasileira, o governo de Donald Trump planeja enviar uma delegação de altos funcionários a Brasília com o objetivo de levantar questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro, segundo reportagem publicada pelo The Washington Post. A informação foi confirmada ao jornal por autoridades brasileiras e americanas familiarizadas com a missão.

De acordo com a reportagem, a delegação deverá ser composta por Riley M. Barnes, secretário-adjunto, e Samuel Samson, subsecretário-adjunto do Departamento de Estado. Embora Washington tenha confirmado que os dois viajarão ao Brasil na próxima semana, o governo americano não detalhou oficialmente qual será a agenda da visita nem seus objetivos específicos.

Reportagem do Washington Post. — Foto: Reprodução

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam a iniciativa como uma tentativa de interferência política no debate sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Segundo o Washington Post, integrantes do governo brasileiro discutem formas de impedir que a missão seja utilizada para produzir um relatório que possa alimentar narrativas de desconfiança sobre o processo eleitoral brasileiro.

O sistema eletrônico de votação brasileiro é administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passa por auditorias, testes públicos de segurança e mecanismos de fiscalização acompanhados por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e outras instituições credenciadas.

Caso a visita se confirme com esse propósito, ela tende a ampliar a tensão diplomática entre Brasília e Washington em um momento já marcado por divergências entre os dois governos. Analistas ouvidos pelo jornal apontam que o episódio pode representar um novo capítulo da disputa política em torno das eleições brasileiras, agora com repercussões também no cenário internacional.


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Trump amplia “TariFlávio” em mais 12,5% e agrava desgaste da imagem do clã Bolsonaro

A decisão de Donald Trump de acrescentar mais 12,5% às tarifas impostas sobre produtos brasileiros aprofunda a crise política em torno do chamado TariFlávio e amplia o desgaste da família Bolsonaro. O episódio reforça a percepção de que a estratégia de buscar apoio no ex-presidente americano acabou produzindo o efeito oposto ao pretendido: em vez de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, passou a associá-la a medidas que atingem diretamente a economia brasileira.

O aumento das tarifas afeta setores exportadores, gera preocupação entre empresários e alimenta críticas de que interesses políticos foram colocados acima dos interesses nacionais. Adversários exploram o episódio para sustentar que a aproximação do clã Bolsonaro com Trump não trouxe benefícios concretos ao país e, ao contrário, contribuiu para ampliar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

No ambiente político, o novo anúncio fortalece a narrativa de isolamento da campanha de Flávio Bolsonaro. Aliados avaliam que a insistência em vincular sua imagem à de Trump passou a representar um custo crescente, especialmente diante da repercussão negativa entre setores produtivos e do eleitorado preocupado com emprego, exportações e crescimento econômico.

A cada nova rodada de tarifas, o chamado TariFlávio ganha mais força no debate público, transformando-se em um símbolo da dificuldade da campanha em desvincular sua imagem dos impactos políticos e econômicos provocados pela escalada da disputa comercial. O resultado é um desgaste que ultrapassa a esfera diplomática e passa a influenciar diretamente a percepção sobre o clã Bolsonaro em um momento decisivo do cenário eleitoral.


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Brasil ignora e não comparece à cúpula de Rubio contra ‘antifascistas’

Evento tem como meta criar aliança para combater ‘extrema esquerda’

O governo brasileiro decidiu não enviar ninguém para a cúpula que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está organizando para criar uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda considerados como “violentos”. Nos EUA, a Casa Branca passou a designar o grupo Antifa como parte do combate ao terrorismo e chegou a aplicar restrições de vistos contra ativistas estrangeiros que tenham relações com esse movimento.

Agora, sob a bandeira do combate ao terrorismo e a violência política, Donald Trump quer a criação de uma coalizão internacional e não descarta também designar o movimento Antifa como uma organização terrorista internacional. Para Rubio, os EUA irão desmontar “tijolo por tijolo” o movimento de esquerda.

Rubio indicou que 60 países foram convidados ao evento realizado nesta quinta-feira. Mas a comunicação ao Brasil só chegou na semana passada. O chanceler Mauro Vieira, com uma agenda em Brasília e recebendo autoridades estrangeiras, optou por não cancelar seus compromissos.

O Brasil, porém, avaliou as regras e metodologias de trabalho da cúpula para definir se iria designar algum representante para o evento. Mas a opção foi por não estar presente.

Nesta madrugada, Rubio ainda criticou o governo Lula e o “ego” do presidente.

O Palácio do Planalto considera que não deve participar de nada que tenha como alvo apenas uma parcela do que pode ser considerado como “terrorismo”.

Oficialmente, Washington fala em combater o “ressurgimento do terrorismo político” e os países convidados incluem o Hemisfério Ocidental, a Europa e a Ásia. Governos como o da Argentina e Índia foram convidados.

Mas, na abertura do evento, Rubio escancarou o motivo do evento. “Por tempo demais, nossa doutrina de contraterrorismo apresentou um ponto cego. Um ponto cego no que diz respeito à violência extremista proveniente da esquerda política”, disse.

Num dos trechos do discurso, o chefe da diplomacia dos EUA foi revelador sobre o que pensa da esquerda:

“Trata-se de um mal distinto e singular. Ele sempre foi impulsionado, acima de tudo, por um ódio à própria civilização. É uma revolta dos piores contra os melhores; dos fracos e covardes contra os fortes e bons. É perpetrado por aqueles que não sabem construir, criar ou realizar grandes feitos — e que se vingam do mundo por sua própria insuficiência ao tentar destruir aqueles que são capazes de fazê-lo. É isso que é a esquerda radical. Ela pode adotar diversos slogans e ideologias, dependendo do lugar e da época — anticapitalista, anti-imperialista, comunista, anarquista, marxista —, mas sua natureza fundamental permanece sempre a mesma. Trata-se de um ressentimento venenoso, disfarçado sob a linguagem da igualdade, da justiça e da libertação; uma necessidade avassaladora de derrubar o que homens grandiosos construíram, de arruinar o que é belo e correto, em nome de pessoas repletas apenas de feiura e que nada mais têm a oferecer ao mundo. Por meio da violência e do terror, buscam mais uma vez impor sua feiura a todos nós. O velho dogma estava errado. Nada disso é movido por “idealismo”. Não é algo “utópico” — muito pelo contrário, na verdade. Uma das críticas que se ouve ocasionalmente sobre o comunismo é: “Parece bom na teoria, mas nunca funciona na prática”. Mas isso não é verdade. Não parece bom nem na teoria. O mundo que ele idealiza para todos nós é pequeno, plano e cinzento — nivelado de modo a eliminar qualquer exceção, esvaziado de tudo o que há de bom e nobre na alma humana. É um mundo sem coragem, criatividade ou ambição; sem heróis, glória ou grandes causas pelas quais lutar. Sem milagres. Sem mitos. Sem homens que se elevam acima dos demais para realizar feitos incríveis e extraordinários. Sem Deus. Para esses arquitetos da violência revolucionária, as realizações monumentais de nossa civilização representam uma humilhação insuportável — um lembrete daquilo que eles são incapazes de fazer ou de ser.

A cúpula faz parte ainda da estratégia anunciada por Trump para o combate ao terrorismo e que, em maio, atualizou a doutrina dos EUA.

Um dos pontos principais do foco das agências de Washington são os “grupos políticos seculares e violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente transgênero ou anarquista, como o Antifa”.

Ainda no ano passado, num evento, Trump colocou a esquerda como um risco à segurança nacional. “Deve ficar claro para todos os americanos que temos uma ameaça terrorista de esquerda muito séria em nosso país: radicais associados ao grupo terrorista doméstico Antifa”, disse.

“Outros extremistas de extrema-esquerda vêm realizando uma campanha de violência contra agentes do ICE e outras autoridades encarregadas de aplicar a lei federal”, continuou o presidente.

Na semana passada, ao celebrar os 250 anos dos EUA, Trump colocou o combate ao comunismo como um dos centros de sua ação.

A base para o evento é o Memorando de Segurança Nacional, de 25 de setembro de 2025. Seu nome: o Combate ao Terrorismo Doméstico e à Violência Política Organizada.

O documento cria uma estratégia nacional para investigar e desmantelar redes e organizações que fomentam violência política, intimidação violenta, conspirações contra direitos e outras perturbações à democracia, antes que resultem em “terrorismo doméstico” e “violência política organizada”.

Mas a diretriz se concentra particularmente em movimentos “antifascistas”, que, segundo ela, ameaçam os “princípios, a democracia e os direitos americanos”. O documento cita o exemplo da Antifa, entidade designada como organização terrorista doméstica por uma Ordem Executiva Presidencial dos EUA de 22 de setembro de 2025.

Segundo a Casa Branca, os grupos que incentivam essa “conduta violenta incluem antiamericanismo, anticapitalismo e anticristianismo; apoio à derrubada do governo dos Estados Unidos; extremismo em relação à migração, raça e gênero; e hostilidade contra aqueles que defendem visões americanas tradicionais sobre família, religião e moralidade”.

Num outro trecho, a Casa Branca estabelece uma Força-Tarefa Nacional Conjunta de Combate ao Terrorismo, com escritórios locais para coordenar e supervisionar a estratégia nacional.
A Força-Tarefa tem a incumbência de investigar potenciais crimes relacionados a atos de recrutamento ou radicalização de pessoas com o propósito de “violência política, terrorismo ou conspiração contra direitos”.

Por isso, a entidade recebeu o mandato para investigar financiadores dessas entidades, organizações não governamentais “com laços estreitos com governos estrangeiros, agentes, cidadãos, fundações ou redes de influência” que poderiam estar apoiando o que a Casa Branca passou a denominar como “terrorismo doméstico”.

O Memorando ainda dá o direito ao Secretário do Tesouro de identificar e desmantelar as redes que financiam essas entidades.

Como resultado da ofensiva, a Procuradoria-Geral dos EUA instruiu autoridades policiais federais sobre as prioridades de investigação, concentrando-se no risco de terrorismo doméstico e violência política, particularmente por parte de movimentos antifascistas e da Antifa e seus financiadores.

O que chama a atenção é que os documentos oficiais da Casa Branca fornecem uma lista detalhada de crimes federais que os investigadores devem priorizar, a maioria dos quais não envolve violência contra a pessoa.

“Muitos desses crimes estão associados ao policiamento de protestos, incluindo obstrução, resistência à prisão, crimes contra o patrimônio e piquetes ou desfiles com a intenção de obstruir a administração da justiça e atividades online, bem como crimes financeiros (por exemplo, fraude fiscal, postal ou eletrônica), conspiração e cumplicidade para capturar atividades de grupos”, alertou a carta enviada para o governo Trump.

A ordem também instrui o FBI a “compilar uma lista de grupos ou entidades envolvidas em atos que possam constituir terrorismo doméstico” e a fornecê-la ao Procurador-Geral.

*Jamil Chade/ICL


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Vídeo: Trump tenta roubar a cena na comemoração da Espanha e causa vexame na entrega da taça

A conquista da Copa do Mundo pela Espanha acabou dividindo os holofotes com uma atitude inesperada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após participar da cerimônia de entrega das medalhas e do troféu aos campeões, Trump se recusou a deixar o palco principal e permaneceu ao lado dos jogadores espanhóis durante parte da comemoração, contrariando o protocolo tradicional adotado pela FIFA.

O episódio ocorreu logo após o capitão da seleção espanhola erguer a taça diante de milhares de torcedores presentes no estádio e de milhões de espectadores ao redor do mundo. Enquanto dirigentes e autoridades normalmente se retiram para permitir que os atletas celebrem sozinhos o momento histórico, Trump continuou no centro da festa, aparecendo em diversas imagens da comemoração oficial.

A situação gerou desconforto visível entre alguns participantes da cerimônia. Registros da transmissão mostraram o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentando conduzir as autoridades para fora do palco, mas Trump permaneceu no local por mais tempo do que o previsto. Nas redes sociais, o comportamento rapidamente se tornou assunto global, com usuários acusando o presidente norte-americano de tentar transformar a celebração esportiva em um ato de promoção pessoal.

Críticos afirmaram que a atitude acabou desviando parte da atenção que deveria estar concentrada exclusivamente nos jogadores espanhóis, responsáveis pela conquista do título mundial. Comentários publicados por jornalistas e torcedores classificaram a cena como inadequada e incompatível com o protocolo de grandes eventos esportivos internacionais.

Aliados de Trump, por outro lado, minimizaram a repercussão e afirmaram que sua permanência no palco ocorreu de forma espontânea, em meio à euforia da comemoração. Mesmo assim, as imagens do momento dominaram o noticiário esportivo e político nas horas seguintes à final.

A Espanha, que conquistou o título após uma campanha consistente ao longo do torneio, esperava encerrar a competição com os holofotes voltados exclusivamente para seus atletas. No entanto, a atitude do presidente norte-americano acabou se transformando em um dos episódios mais comentados da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.

https://twitter.com/i/status/2078999586966761490


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Após novos ataques, Irã desafia poder dos EUA e diz que país deixou de ser uma superpotência

Ministro iraniano afirma que novos ataques expuseram fragilidade dos Estados Unidos

A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após a retomada dos ataques entre Irã e forças apoiadas pelos Estados Unidos. Em meio ao aumento das tensões, um ministro iraniano afirmou que a capacidade de resposta de Teerã demonstrou que os Estados Unidos “não são uma superpotência”, em uma declaração que reforça o discurso de resistência adotado pelo governo iraniano.

Segundo a autoridade, os ataques iranianos evidenciaram que Washington não conseguiu impedir ações militares do país nem garantir proteção absoluta aos seus aliados na região. O ministro argumentou que a reação do Irã alterou o equilíbrio estratégico do conflito e enfraqueceu a imagem de superioridade militar dos Estados Unidos.

As declarações ocorrem em um momento de elevada instabilidade, marcado por novos bombardeios, ameaças de retaliação e crescente preocupação da comunidade internacional com o risco de uma ampliação do confronto. Especialistas alertam que uma escalada envolvendo diretamente Estados Unidos, Irã e aliados regionais pode provocar impactos globais, afetando mercados, rotas comerciais e a segurança internacional.

Até o momento, autoridades americanas mantêm o discurso de que continuarão respondendo a qualquer ameaça contra seus interesses e aliados, enquanto o governo iraniano insiste que está preparado para ampliar sua reação caso novos ataques sejam realizados contra seu território. O cenário permanece volátil, com a diplomacia enfrentando dificuldades para conter o avanço das hostilidades.

Irã afirma que “vários” militares americanos morreram no Kuwait e no Bahrein, porém não se sabe o número.

Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. Bombardeio ocorre após naufrágio do acordo de cessar-fogo, em momento no qual Washington e Teerã vivem escalada militar.


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Irã ameaça ampliar conflito e fala em “ofensiva total” contra os EUA

Irã lança forte alerta aos Estados Unidos e ameaça partir para uma “ofensiva total”

O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos ao afirmar que poderá iniciar uma “fase ofensiva total” caso Washington mantenha os bombardeios contra alvos iranianos pelos próximos dias. A declaração foi feita pelo general Mohsen Rezai, assessor militar da liderança iraniana e ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo Rezai, a estratégia iraniana poderá mudar de uma postura predominantemente defensiva para uma ofensiva em larga escala caso os ataques americanos continuem. A advertência ocorre em meio à intensificação da campanha militar dos EUA, que, segundo autoridades iranianas, já dura sete dias consecutivos.

Nos últimos dias, Teerã também ampliou suas ações militares, incluindo ataques contra interesses e bases ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, elevando o risco de uma escalada regional. Autoridades americanas ainda não indicaram qualquer intenção de interromper as operações militares.

A escalada preocupa a comunidade internacional porque um confronto direto e prolongado entre Irã e Estados Unidos pode afetar a segurança no Oriente Médio, comprometer rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz e provocar impactos nos mercados globais de energia.


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Terremoto de magnitude 7,3 atinge costa do México e aciona alerta na América Latina

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que não há registro de danos ou vítimas até o momento

Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu nesta sexta-feira (17) a costa sul do México, nas proximidades da fronteira com a Guatemala. O tremor ocorreu no mar, perto da cidade de Puerto Madero, e foi sentido em Chiapas, na Guatemala e em El Salvador.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou inicialmente que o terremoto teve magnitude 7,4, mas revisou o registro para 7,3. Após o tremor, o Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu alerta para o México e a Guatemala e informou a possibilidade de ondas menores em outros oito países da América Latina.

Segundo o USGS, o terremoto ocorreu em uma zona de subducção (processo em que uma placa tectônica afunda sob outra), em que a placa de Cocos mergulha sob as placas da Fossa da América Central. No local, a placa de Cocos converge com a placa Norte-Americana a uma taxa de cerca de 76 milímetros por ano. Antes do evento principal, foram registrados dois tremores precursores de magnitude 4,1 em 14 de julho e de magnitude 4,7 cerca de 88 minutos antes do sismo.

Desde 1950, ocorreram 50 terremotos de magnitude 7 ou superior ao longo da interface entre as placas na América Central. Em um raio de 250 quilômetros do local do terremoto desta sexta, sete eventos dessa magnitude foram registrados desde 1950. A área também inclui regiões afetadas pelos terremotos de magnitude 7,3 em 1970, 7,2 em 1993 e 8,2 em 2017.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que não há registro de danos ou vítimas até o momento. “Conversei com os governadores de Chiapas e Tabasco, estados que não reportam danos até o momento”, escreveu em seu perfil no X, antigo Twitter. Sheinbaum também pediu que moradores de Chiapas e Tabasco não se aproximem do litoral. “A Secretaria da Marinha recomenda que ninguém se aproxime dessas praias nas próximas seis horas por risco de tsunami”, disse.

Nas redes sociais, a presidente afirmou ainda que “autoridades das três esferas de governo estão realizando inspeções in loco para avaliar possíveis danos estruturais e coordenar medidas preventivas. Continuaremos fornecendo atualizações”.

O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos informou que há possibilidade de ondas em um raio de 300 quilômetros do epicentro. Em boletim atualizado, o órgão estimou ondas de até um metro nas costas do México e da Guatemala, além de ondas menores na Colômbia, Equador, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Panamá e Peru.

O secretário da Marinha do México, Raymundo Morales, afirmou que não espera “um problema grave”. “Quanto às condições marítimas, espera-se que o nível da água suba apenas até meio metro em algumas praias. Este é um efeito de tsunami causado pelo terremoto. As pessoas estão sendo orientadas a se manterem afastadas das praias, mas não há nenhum problema grave”, disse.

O Serviço Sismológico Nacional do México registrou réplicas nas cidades de Ciudad Hidalgo, Huixtla e Mapastepec, todas próximas ao epicentro.

Na Cidade da Guatemala, o terremoto fez prédios tremerem e moradores deixarem casas e edifícios. O presidente Bernardo Arévalo informou que não havia registro de vítimas no país. Em Oaxaca, o governador Salomón Jara informou que o tremor foi sentido na capital do estado e que não havia relatos imediatos de danos.

*BdF


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Trump exigiu que Brasil barrasse China e eliminasse taxas aos EUA

Em troca, Casa Branca prometeria alguma redução nas tarifas aos produtos brasileiros

O governo de Donald Trump exigiu que o Brasil barrasse investimentos chineses no setor de terras raras e minérios, além de abrir de forma plena o mercado nacional para bens americanos, como forma de negociar uma eventual redução nas tarifas que poderiam impor sobre o Brasil.

O ICL Notícias obteve com exclusividade a proposta enviada ao governo brasileiro pela equipe de Trump, apresentada ainda no início de 2026, quando as investigações contra o Brasil estavam em andamento. Nela, a gestão Trump exige uma espécie de capitulação de diversos setores da economia nacional, em troca apenas de uma redução de tarifas que poderiam ser impostas sobre produtos brasileiros.

Os americanos exigiam que políticas digitais consultassem, primeiro, as empresas americanas. Também queriam compromissos radicais do país em setores como plataformas, carros e produtos industriais.

Para observadores, o gesto era uma espécie de chantagem. Ou o Brasil se alinhava aos EUA, ou seria punido. A proposta se choca com as ideias apresentadas nas últimas horas pela Fiesp ou por ex-embaixadores, como Roberto Azevedo, que sugeriam que o Brasil deveria negociar nos termos apresentados pelos EUA.

A proposta americana ainda contrasta com a narrativa de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que teria sido o governo Lula que não agiu de boa-fé nas negociações.

No texto, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirma que recebeu a proposta do Brasil sobre comércio – na forma de um rascunho de Declaração Conjunta, no início de novembro de 2025.

Mas rejeitou as ideias e fez questão de exigir uma suspensão praticamente da soberania nacional em diversos temas de interesse dos EUA.

“Estou desapontado que não tenhamos chegado mais perto, a despeito das nossas várias interações. Eu enfatizo que nos falamos múltiplas vezes, incluindo discussões iniciais em março, e outras em outubro e novembro depois dos avanços feitos pelos nossos líderes”, disse o embaixador, em 9 de janeiro de 2026.

“Meu time também discutiu prioridades dos EUA com contrapartes deles ao longo desse período, destacando as tarifas altas do Brasil em etanol e outros produtos, barreiras não-tarifárias, medidas de comércio digital e outras práticas injustas que limitam nossa relação econômica”, explicou.

“Como eu e meu time comunicamos verbalmente nessas várias ocasiões, nossa política não irá mudar sem melhoria significativa de acesso ao mercado e de proteção para os negócios dos EUA”, alertou.

Segundo ele, a proposta do Brasil não endereça especificamente ou substancialmente a gama de preocupações dos EUA levantada ao longo do último ano e vem com condições relativas à imediata suspensão de tarifas.

“Nós avançamos unilateralmente para reduzir taifas sobre certas importações chave do Brasil com Ordem Executiva do Presidente Trump de 20 de novembro de 2025. No contexto de potencial futura negociação, eu convido o Brasil a dar os passos necessários para endereçar as preocupações dos EUA como uma demonstração de boa vontade para recomeçar uma discussão comercial abrangente”, insistiu.

Na carta de três páginas, os EUA sugerem um acordo-quadro interino que contempla a redução de tarifas em troca da eliminação de tarifas e barreiras não-tarifárias especificas que mantêm empresas americanas fora do mercado brasileiro e prejudicam o ambiente no Brasil para comércio digital.

Eis o que os EUA exigiam do Brasil

Agricultura/tarifas

Eliminar tarifas sobre etanol dos EUA

Comprometer-se a não restringir o acesso ao mercado para os EUA em razão do mero uso de certos temos para carne e queijo

Estabelecer, com o USTR, um grupo de trabalho sob o ATEC para discutir estabilidade no comércio global de produtos agrícolas

Comércio digital

Apoiar a adoção multilateral de uma moratória permanente de tarifas aduaneiras sobre transmissões eletrônicas na OMC imediatamente e sem condições

Garantir tratamento justo para empresas dos EUA com relação a medidas relacionadas a concorrência e sua aplicação no setor digital, incluindo consultas aos atores relevantes no desenvolvimento de novas medidas

Garantir que medidas relacionadas a conteúdo de mídias sociais e a aplicação de tais medidas sejam justas para os fornecedores de serviços digitais dos EUA

Industrial

Eliminar tarifas sobre bens industriais dos EUA, incluindo químicos, veículos e autopartes, produtos médicos e frutos do mar.

Aceitar a importação de veículos produzidos nos EUA que sigam as Normas Federais de Segurança de Veículos Motorizados dos EUA

Aceitar certificados eletrônicos e autorização prévia de comercialização do FDA (Food and Drug Administration dos EUA) para dispositivos médicos e produtos farmacêuticos produzidos nos
EUA sem exigências adicionais

Minerais críticos

Adotar medidas que limitem investimentos por atores não-orientados pelo mercado e entidades estrangeiras de preocupação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos.

(Atores não orientados pelo mercado é a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem cita-los).

Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos

Tecnologia segura

Endereçar riscos de segurança com respeito a tecnologia de comunicações, serviços públicos, infraestrutura e equipamentos de inspeção de segurança

Aeroespacial

Remover todas a tarifas e barreiras não-tarifárias sobre a venda de jatos comerciais dos EUA no Brasil

Trabalho

Propor legislação para proibir a importação de bens produzidos por trabalho forçado ou compulsório.

Ações propostas para os EUA

Reduzir a tarifa aplicada a produtos do Brasil incluidos na Ordem Executiva 14323 de 30 de julho para [XX] porcento ad valorem para os seguintes produtos

*Jamil Chade/ICL

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