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Alcolumbre cancela sessão e PEC do fim da escala 6×1 deve ficar para depois das eleições

A notícia do adiamento da PEC que trata do fim da escala 6×1 expõe, mais uma vez, como temas de grande impacto para milhões de trabalhadores acabam subordinados aos cálculos eleitorais de Brasília.

Com o cancelamento da sessão pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a proposta deve ficar parada até depois das eleições, empurrando para um futuro indefinido um debate que mobiliza sindicatos, trabalhadores e parte significativa da sociedade.

A justificativa oficial pode ser a necessidade de mais discussão e construção de consenso, mas o efeito prático é o adiamento de uma decisão que afeta diretamente a qualidade de vida de quem enfrenta jornadas exaustivas e tem pouco tempo para descanso, lazer e convivência familiar.

Em ano eleitoral, parlamentares costumam evitar temas que possam gerar desgaste junto a setores empresariais ou provocar divisões entre suas bases de apoio.

O resultado é que milhões de brasileiros seguem aguardando uma definição sobre uma proposta que promete alterar profundamente as relações de trabalho no país.

Enquanto o calendário político avança, a discussão sobre condições dignas de trabalho permanece em segundo plano, refém das conveniências e estratégias eleitorais do Congresso Nacional.


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Flávio atrasa escolha no Rio e aliados acreditam que desistirá da disputa presidencial

A demora de Flávio Bolsonaro em definir quem será o candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro deixou de ser vista como mera estratégia eleitoral. Nos bastidores do partido, cresce a avaliação de que o senador mantém a própria cadeira como um seguro político caso sua candidatura ao Palácio do Planalto não se sustente.

A indefinição irrita dirigentes do PL, que aguardam uma posição clara sobre a sucessão no Rio. Enquanto o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirma publicamente acreditar que Flávio seguirá na disputa presidencial, aliados cobram uma definição e enxergam na hesitação um sinal de falta de confiança na própria viabilidade eleitoral.

O problema é que a postergação ocorre em um momento de sucessivas crises envolvendo o grupo político bolsonarista. Nos últimos meses, nomes cotados para compor a chapa no Rio foram atingidos por investigações e operações da Polícia Federal, aumentando o desgaste da legenda e tornando a montagem da chapa um desafio ainda maior.

A disputa interna entre Carlos Portinho e Carlos Jordy pela indicação ao Senado permanece sem solução, enquanto adversários avançam na organização de suas campanhas. Cada dia de indefinição amplia a percepção de que Flávio prefere preservar uma rota de fuga: permanecer no Senado caso a candidatura presidencial se revele inviável.

Na política, quem realmente acredita na própria candidatura costuma organizar o tabuleiro com antecedência. Quando um pré-candidato evita tomar decisões essenciais até o último momento, inevitavelmente abre espaço para especulações sobre seus reais planos. É justamente essa dúvida que hoje domina os bastidores do PL.

Flávio Bolsonaro está construindo uma campanha presidencial ou apenas garantindo um plano B?

A conferir.


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Fogo amigo: Paulo Figueiredo detona comunicação de Flávio Bolsonaro: ‘Campanha desgraçada, nego não se ajuda’

Ataques públicos entre aliados e à própria equipe de Flávio revelam fissuras na direita às vésperas do período eleitoral

As disputas internas no campo bolsonarista ganharam novos capítulos nesta semana e evidenciaram ainda mais as dificuldades de articulação da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O deputado federal cassado e foragido da Justiça, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu publicamente na terça-feira (8) às críticas feitas pelo também deputado Zé Trovão (PL-SC) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No mesmo dia, o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo direcionou ataques à própria equipe de comunicação de Flávio após a audiência realizada nos Estados Unidos sobre a proposta de tarifas contra produtos brasileiros.

A tensão no segundo episódio começou depois que Zé Trovão afirmou que Jair Bolsonaro teria adotado uma postura de “covardia” ao não enfrentar determinadas decisões judiciais. A declaração provocou reação imediata de Eduardo Bolsonaro, que utilizou as redes sociais para defender o pai e atacar o correligionário.

Diante da repercussão negativa, Zé Trovão voltou atrás, alegando que sua fala foi retirada de contexto. O episódio expôs divergências públicas dentro do próprio PL em um momento de intensificação das articulações eleitorais.

Paralelamente, o outro foco de desgaste surgiu após a participação de Flávio Bolsonaro na audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington, sobre a proposta de sobretaxas de 25% a produtos brasileiros. Depois da repercussão da agenda, Paulo Figueiredo fez críticas abertas à condução política e de comunicação da equipe do senador.

“A gente tenta sentar e deixar o nego trabalhar e fazer o que tem que fazer. Mas, puta merda, que campanha desgraçada! Nego (sic) não se ajuda”, escreveu Figueiredo, em publicação nas redes sociais direcionada aos responsáveis pela estratégia de Flávio. O influenciador incomoda-se com a pouca atenção que o episódio recebeu na mídia e atribui a falhas na assessoria de imprensa.

A crítica ocorre poucos dias após o próprio Figueiredo desistir de participar presencialmente da audiência, decisão tomada em meio a controvérsias envolvendo declarações anteriores do influenciador. Ainda assim, ele permaneceu acompanhando a agenda política nos Estados Unidos e passou a cobrar publicamente a condução da pré-campanha bolsonarista.

O desgaste enfrentado pelo próprio Figueiredo dentro do campo bolsonarista decorre de um vídeo publicado em seu canal no YouTube no fim de junho. O influenciador afirmou que “mulher vota estatisticamente muito mal” e direcionou ataques à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais lideranças do PL.

“Mulher vota estatisticamente muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não. Isso é o que estou dizendo… Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística”, declarou.

As falas provocaram forte reação entre aliados de Michelle e aprofundaram uma das principais crises internas enfrentadas atualmente pelo bolsonarismo. Além de questionar o comportamento eleitoral das mulheres, Figueiredo classificou a ex-primeira-dama como “feminista”, crítica que desagradou setores do PL e do núcleo político ligado a Bolsonaro.

Nas coxias, a ex-primeira-dama já ameaçou deixar o partido devido a pressões misóginas. Contudo, ainda não foi oficializada nenhuma decisão nesse sentido. Michelle confirmou apenas sua saída da presidência do PL Mulher. Por decisão do partido, ninguém irá substituí-la no cargo.

Juntos, os episódios ampliam a percepção de desorganização no entorno de Flávio Bolsonaro, justamente quando o grupo tenta construir uma narrativa de unidade para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Além da disputa com o governo federal em torno das tarifas estadunidenses, a direita passa a lidar também com embates públicos entre aliados, críticas à coordenação da campanha, divergências sobre estratégia eleitoral e uma crescente disputa por protagonismo dentro do próprio campo bolsonarista.

*BdF


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Vídeo: A principal voz da esbórnia bolsonarista no Rio de Janeiro é de Flavio Bolsonaro

A chapa bolsonarista no Rio de Janeiro parece ter se transformado em um desfile permanente de constrangimentos. Tem candidato inelegível, aliado preso após a apreensão de um fuzil, investigados por operações da Polícia Federal e, para completar o cenário, até a própria mãe de Flávio Bolsonaro foi anunciada como suplente de um pré-candidato que acabou no centro de uma investigação federal.

Não é coincidência, é um padrão político que expõe a fragilidade do discurso da “moralidade”. Enquanto o bolsonarismo se apresenta como símbolo do combate ao crime, seu entorno coleciona escândalos, investigações e episódios que colocam em xeque a credibilidade da chapa. O discurso é de ordem; a realidade é uma sucessão de crises.

O contraste é inevitável. Durante décadas, Bolsonaro e seus aliados apontaram o dedo para adversários, distribuíram acusações, fizeram do combate à corrupção e ao crime uma espécie de bandeira exclusiva e tentaram convencer o país de que representavam uma ruptura ética na política brasileira. Mas, quando se observa o círculo político que gravita ao redor da família Bolsonaro, o que aparece é uma sucessão de personagens envolvidos em controvérsias, investigações e escândalos que jamais seriam tolerados se estivessem do outro lado do espectro político.

A situação no Rio de Janeiro é particularmente simbólica. O estado que serviu de berço político para a família Bolsonaro transformou-se em um campo minado de problemas para seus principais representantes. A cada nova operação, a cada nova revelação e a cada novo aliado atingido por suspeitas ou investigações, fica mais difícil sustentar a imagem de um movimento comprometido com os valores que tanto proclama.

O mais curioso é que o bolsonarismo continua exigindo dos adversários um padrão ético que não consegue aplicar aos próprios aliados. Quando o problema surge em outro partido, o discurso é duro, implacável e condenatório. Quando surge dentro de casa, multiplicam-se as desculpas, as teorias conspiratórias e as tentativas de desviar o foco do debate.

O resultado é uma chapa marcada menos por propostas para o Rio de Janeiro e mais por uma interminável coleção de problemas políticos. O eleitor fluminense tem o direito de se perguntar como um grupo que prometia representar a renovação moral da política acabou cercado por tantos episódios incompatíveis com a imagem que vendeu ao país. Afinal, depois de tantos escândalos e contradições, o verdadeiro patrimônio do bolsonarismo parece não ser a coerência, mas a capacidade de fingir que ninguém percebe o abismo entre o discurso e a realidade.

Segue abaixo o vídeo de Carlos Andreazza, do Estadão, em tabelinha com Megale, da Band. Os dois nada têm de esquerda ou de petistas, trazendo um raio-x da escória bolsonarista que transformou o Rio de Janeiro em um inferno político, comandado, sobretudo, por Flavio Bolsonaro, comando que herdou do pai.


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Bobalhão: Flavio Bolsonao decepciona a Faria Lima por fracasso das tarifas com Trump

Empresários e gestores da Faria Lima classificaram como inócua e, em alguns casos, “decepcionante” a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) em audiência do governo americano sobre a possível imposição de novas tarifas de 25% a produtos brasileiros. O senador tentou convencer o Office of the United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial dos EUA, a cancelar ou adiar a medida.

A avaliação entre representantes do setor privado era que a presença de um senador brasileiro poderia ajudar se ele apresentasse argumentos econômicos contra o tarifaço. A frustração surgiu porque Flávio adotou um tom considerado mais político do que técnico, em meio à preocupação de empresas e associações de setores afetados.

Empresários que acompanharam a audiência, alguns presentes e outros do Brasil, avaliaram a fala como “ruim”. Em cerca de cinco minutos, o senador citou corrupção no Brasil e tratou do Pix e do cartão de crédito, tema que entrou no radar americano sob o argumento de prejuízo a bandeiras de pagamento dos EUA.

“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal”, disse Flávio. Ele também afirmou que o avanço do sistema beneficiou empresas americanas, porque transações com cartões emitidos por bandeiras dos EUA continuaram crescendo enquanto o Pix se expandia.

Especialistas veem efeito limitado no órgão americano
Flávio tratou diretamente das tarifas de maneira considerada superficial pelos empresários consultados e levou o calendário eleitoral brasileiro ao argumento. De acordo com o DCM, na audiência, disse que o Brasil terá eleição presidencial em outubro e que o cenário político poderia estar diferente em 90 dias.

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, afirmou. Pela assessoria, o senador também divulgou o pedido: “Não imponham as tarifas ao Brasil, preservem o sucesso do Pix e cancelem esta medida para que possamos negociar”.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, disse que o rito do USTR permite a participação de associações setoriais, empresas, técnicos de governo e agentes externos, como o senador. “Não acredito que ele vai persuadir o USTR mais do que empresas, que estão levando dados e fatos. Mas também não atrapalha. Eu diria que é neutra a participação”, avaliou.

Paulo Bittencourt, estrategista-chefe da MZM Wealth, também classificou o efeito na sessão 301 como neutro, mas viu prejuízo político para Flávio. “Surte mais efeito a pressão que as empresas americanas estão fazendo para não taxar o país. Mas o impacto para a candidatura de Flávio é péssimo”, disse; Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, afirmou que o USTR não deve decidir uma questão comercial apenas porque haverá eleição no Brasil.


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Comparsa de Flávio Bolsonaro, Chiquinho Brazão, condenado como mandante do assassinato de Marielle Franco, volta a ser alvo de nova operação da Polícia Federal.

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação envolvendo o grupo político de Chiquinho Brazão, apontado pelas investigações como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O novo desdobramento reforça que o caso está longe de se encerrar e continua revelando conexões, interesses e estruturas de poder que atuaram nas sombras por anos.

Brazão não é um personagem qualquer da política fluminense. Durante anos, transitou com desenvoltura pelos corredores do poder, acumulando influência e cultivando relações com figuras importantes da direita carioca. Entre elas, destaca-se a proximidade política com Flávio Bolsonaro, registrada em diversos momentos da trajetória pública de ambos.

Enquanto aliados do bolsonarismo tentam minimizar ou apagar essas relações, os fatos permanecem. Chiquinho Brazão foi uma figura integrada ao mesmo ambiente político que ajudou a sustentar o projeto de poder da família Bolsonaro no Rio de Janeiro. A insistência em tratar essas conexões como meras coincidências revela mais sobre quem tenta reescrever a história do que sobre a realidade dos acontecimentos.

A nova operação da Polícia Federal demonstra que as investigações continuam avançando e alcançando novos elementos relacionados ao grupo de Brazão. Cada etapa reforça a gravidade de um crime que chocou o Brasil e ganhou repercussão internacional: a execução de uma parlamentar eleita, crítica das milícias e defensora dos direitos humanos.

Mais de oito anos após o assassinato de Marielle, a sociedade brasileira continua exigindo respostas completas. Não basta identificar os executores; é necessário desmontar toda a engrenagem política, econômica e criminosa que permitiu que o crime fosse planejado e executado.

A cada nova operação, fica evidente que o caso Marielle não é apenas uma investigação criminal. Trata-se de um retrato da promiscuidade entre setores da política e estruturas criminosas que, durante décadas, encontraram espaço para prosperar no Rio de Janeiro. E é justamente por isso que as apurações precisam seguir até o fim, independentemente dos nomes e sobrenomes envolvidos.


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As relações nada celestiais entre Tarcisio de Freitas e Edir Macedo

A expressão “relações nada celestiais” ganhou força após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que revelou uma profunda teia político-institucional e financeira entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o império do bispo Edir Macedo.

O elo central envolve favorecimentos e graves suspeitas envolvendo o Banco Digimais. Os principais pontos que escancaram essa simbiose incluem:

O Resgate do Banco: Em crise e sob suspeita de inflar balanços com “créditos podres” e fraudes, o Banco Digimais encontrou sua boia de salvação no governo paulista. A gestão Tarcísio abriu espaço para a instituição explorar o crédito consignado da Polícia Militar, gerando forte oposição política.Influência Institucional:

Filiado ao Republicanos — sigla umbilicalmente ligada à Igreja Universal —, Tarcísio expandiu a presença da denominação em áreas sensíveis do Estado. A IURD assumiu a qualificação profissional de detentos no sistema prisional e mantém forte influência na segurança pública, com concessão de diversas honrarias aos líderes religiosos.

Operação Policial: Investigações da Polícia Federal culminaram no bloqueio de R$ 670 milhões do banco de Edir Macedo, escancarando o que críticos e autoridades compararam a contabilidades fraudulentas e esquemas de maquiagem financeira.

O cruzamento entre a administração pública paulista e a instituição financeira do bispo é alvo de críticas por misturar agenda política, religião e interesses privados.

A própria Polícia Federal e analistas econômicos apontam que o escândalo do Banco Digimais é um espelho do modus operandi do Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As semelhanças entre os dois casos e o envolvimento da gestão de Tarcísio de Freitas revelam conexões profundas:

1. O “Método Master” de maquiagem financeira: A PF constatou que o banco de Edir Macedo replicou o modelo que levou o Banco Master à liquidação. Ambos os bancos utilizaram manobras contábeis para esconder a insolvência, inflaram ativos com créditos podres e captaram recursos oferecendo taxas de CDB muito acima do mercado para simular solidez. Para completar, o Digimais chegou a comprar carteiras de crédito originadas justamente pelo Master.

2. O elo político com Tarcísio de Freitas: O governo de São Paulo aparece cruzando o caminho de ambos os esquemas:No caso Digimais: Tarcísio deu oxigênio ao banco em crise ao autorizá-lo a operar o crédito consignado da Polícia Militar, garantindo uma fonte bilionária de arrecadação.

No caso Master: A conexão é de financiamento de campanha. O maior doador individual da campanha de Tarcísio ao governo paulista em 2022 foi o advogado Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador de Daniel Vorcaro.

3. A teia com o Ecossistema Religioso: Se Daniel Vorcaro usava uma capilaridade lateral com igrejas (como o caso sob investigação do banco digital Clava Fort, ligado a lideranças da Igreja Batista da Lagoinha), no caso do Banco Digimais a Universal é a própria engrenagem central do negócio.

Enquanto Daniel Vorcaro foi preso e transferido para o presídio da Papudinha, em Brasília, após falhar em fechar uma delação premiada, a Operação Miragem avança sobre o império de Edir Macedo mostrando que a fórmula de misturar finanças agressivas, influência política e apelo institucional seguiu rigorosamente a mesma cartilha.

A afinidade ideológica e o pragmatismo político com o bolsonarismo são, de fato, o cimento que une os projetos de Tarcísio de Freitas e Edir Macedo. Essa aliança não é ideológica por acaso; ela cumpre papéis estratégicos cruciais de sobrevivência e expansão para ambos:

O Papel do Bolsonarismo nessa RelaçãoTarcísio como Herdeiro: O governador de São Paulo foi alçado à política nacional por Jair Bolsonaro. Ele precisa manter o apoio da base bolsonarista e dos setores evangélicos para pavimentar suas ambições presidenciais.

Macedo como Aliado de Primeira Hora: O líder da Igreja Universal e dono da Record TV foi um dos esteios de sustentação midiática e religiosa do governo Bolsonaro. Essa proximidade garantiu à sua denominação trânsito livre no poder federal.

O Republicanos como Elo: O partido controlado pela Universal serve de abrigo político para o próprio Tarcísio e para importantes quadros do bolsonarismo, funcionando como o braço institucional dessa união.

O Pragmatismo Além da Fé: Para além das pautas de costumes e do discurso conservador, a conexão bolsonarista funciona como uma rede de proteção e negócios.

O alinhamento político garante blindagem institucional, acesso a verbas publicitárias estatais e, como visto nos desdobramentos das operações financeiras, a abertura de mercados públicos valiosos para os negócios privados do grupo religioso..


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Cadê as explicações de Flavio sobre a lavagem de dinheiro de R$ 134 milhões de Vorcaro para o filme Dark Horse?

Flavio Bolsonaro garantiu que colocaria tudo em pratos limpos, em 30 dias, sobre o dinheiro recebido de Daniel Vorcaro. Tudo esclarecido, tudo explicado, tudo transparente. Pelo menos era essa a promessa. Passaram-se 60 dias, e nada. O senador, adoorado pela milícia carioca, colocou uma fita crepe na boca. Mas existe um pequeno detalhe capaz de transformar toda essa disposição em constrangimento instantâneo, basta alguém pronunciar as palavras “Dark Horse”.

É curioso. Quem vive exigindo explicações, investigações e transparência dos adversários parece considerar esses princípios comicamente imperaticos quando o assunto se aproxima do próprio círculo. Nesse caso, a transparência vira neblina, a objetividade vira silêncio e as respostas entram em programa de proteção à testemunha.

A Dark Horse parece ter se tornado o Voldemort da política bolsonarista, fazendo Flavio virar escravo do seu silêncio sobre essa escancarada lavagem de dinheiro. O assunto que não deve ser nomeado. Quanto menos se fala, acreditam alguns, menos as pessoas perguntam. O problema é que a realidade costuma ser teimosa e não desaparece por decreto, postagem em rede social ou mudança de assunto.

Se tudo está tão claro quanto foi prometido, seria razoável imaginar que responder perguntas fosse a parte mais fácil da história. No entanto, a cada nova oportunidade de esclarecer os fatos, surge uma habilidade impressionante para contornar o tema, mudar o foco ou simplesmente agir como se nenhum crime tivesse sido cometido pelo vigarista.

No fim, a situação produz uma ironia difícil de ignorar. O mesmo grupo político que passou anos transformando a palavra “transparência” em arma de combate parece enfrentar enorme dificuldade quando a transparência bate à sua própria porta. E quanto mais Flávio evita a Dark Horse, mais fortalece a suspeita de que o verdadeiro problema não está nas perguntas que lhe fazem, mas nas respostas que ele prefere não dar.

Ou seja, Dark Horse virou o fantasma do azarão para o “esperto”.

O filme que prometia fantasiar a história de Bolsonaro, virou uma fantasmagórica comédia de Flavio Bolsonaro.


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