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As relações nada celestiais entre Tarcisio de Freitas e Edir Macedo

A expressão “relações nada celestiais” ganhou força após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem, que revelou uma profunda teia político-institucional e financeira entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o império do bispo Edir Macedo.

O elo central envolve favorecimentos e graves suspeitas envolvendo o Banco Digimais. Os principais pontos que escancaram essa simbiose incluem:

O Resgate do Banco: Em crise e sob suspeita de inflar balanços com “créditos podres” e fraudes, o Banco Digimais encontrou sua boia de salvação no governo paulista. A gestão Tarcísio abriu espaço para a instituição explorar o crédito consignado da Polícia Militar, gerando forte oposição política.Influência Institucional:

Filiado ao Republicanos — sigla umbilicalmente ligada à Igreja Universal —, Tarcísio expandiu a presença da denominação em áreas sensíveis do Estado. A IURD assumiu a qualificação profissional de detentos no sistema prisional e mantém forte influência na segurança pública, com concessão de diversas honrarias aos líderes religiosos.

Operação Policial: Investigações da Polícia Federal culminaram no bloqueio de R$ 670 milhões do banco de Edir Macedo, escancarando o que críticos e autoridades compararam a contabilidades fraudulentas e esquemas de maquiagem financeira.

O cruzamento entre a administração pública paulista e a instituição financeira do bispo é alvo de críticas por misturar agenda política, religião e interesses privados.

A própria Polícia Federal e analistas econômicos apontam que o escândalo do Banco Digimais é um espelho do modus operandi do Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As semelhanças entre os dois casos e o envolvimento da gestão de Tarcísio de Freitas revelam conexões profundas:

1. O “Método Master” de maquiagem financeira: A PF constatou que o banco de Edir Macedo replicou o modelo que levou o Banco Master à liquidação. Ambos os bancos utilizaram manobras contábeis para esconder a insolvência, inflaram ativos com créditos podres e captaram recursos oferecendo taxas de CDB muito acima do mercado para simular solidez. Para completar, o Digimais chegou a comprar carteiras de crédito originadas justamente pelo Master.

2. O elo político com Tarcísio de Freitas: O governo de São Paulo aparece cruzando o caminho de ambos os esquemas:No caso Digimais: Tarcísio deu oxigênio ao banco em crise ao autorizá-lo a operar o crédito consignado da Polícia Militar, garantindo uma fonte bilionária de arrecadação.

No caso Master: A conexão é de financiamento de campanha. O maior doador individual da campanha de Tarcísio ao governo paulista em 2022 foi o advogado Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador de Daniel Vorcaro.

3. A teia com o Ecossistema Religioso: Se Daniel Vorcaro usava uma capilaridade lateral com igrejas (como o caso sob investigação do banco digital Clava Fort, ligado a lideranças da Igreja Batista da Lagoinha), no caso do Banco Digimais a Universal é a própria engrenagem central do negócio.

Enquanto Daniel Vorcaro foi preso e transferido para o presídio da Papudinha, em Brasília, após falhar em fechar uma delação premiada, a Operação Miragem avança sobre o império de Edir Macedo mostrando que a fórmula de misturar finanças agressivas, influência política e apelo institucional seguiu rigorosamente a mesma cartilha.

A afinidade ideológica e o pragmatismo político com o bolsonarismo são, de fato, o cimento que une os projetos de Tarcísio de Freitas e Edir Macedo. Essa aliança não é ideológica por acaso; ela cumpre papéis estratégicos cruciais de sobrevivência e expansão para ambos:

O Papel do Bolsonarismo nessa RelaçãoTarcísio como Herdeiro: O governador de São Paulo foi alçado à política nacional por Jair Bolsonaro. Ele precisa manter o apoio da base bolsonarista e dos setores evangélicos para pavimentar suas ambições presidenciais.

Macedo como Aliado de Primeira Hora: O líder da Igreja Universal e dono da Record TV foi um dos esteios de sustentação midiática e religiosa do governo Bolsonaro. Essa proximidade garantiu à sua denominação trânsito livre no poder federal.

O Republicanos como Elo: O partido controlado pela Universal serve de abrigo político para o próprio Tarcísio e para importantes quadros do bolsonarismo, funcionando como o braço institucional dessa união.

O Pragmatismo Além da Fé: Para além das pautas de costumes e do discurso conservador, a conexão bolsonarista funciona como uma rede de proteção e negócios.

O alinhamento político garante blindagem institucional, acesso a verbas publicitárias estatais e, como visto nos desdobramentos das operações financeiras, a abertura de mercados públicos valiosos para os negócios privados do grupo religioso..


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Política

Alvo da PF, Digimais recebeu aval do governo Tarcísio para consignado da PM

Governo de SP autorizou credenciamento em julho de 2025, quando o banco já era alvo de suspeitas durante crise financeira

O banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, recebeu autorização do governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), para oferecer crédito consignado aos policiais militares do estado mesmo quando já enfrentava dificuldades financeiras. A informação foi revelada pelo portal UOL. Nesta terça-feira (23) o Digimais se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude financeira.

O credenciamento do Digimais para atuar com empréstimos consignados ao funcionalismo público paulista foi publicado em julho de 2025 pela Diretoria de Folha de Pagamento (DFP), órgão vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital do Estado. O contrato para operações com a Polícia Militar foi firmado em agosto daquele ano e tem validade até fevereiro de 2030.

A autorização permitiu ao banco acessar um mercado potencial de cerca de 80 mil policiais militares da ativa em São Paulo. O crédito consignado se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Segundo o balanço mais recente citado pela reportagem, a modalidade representava 33% da carteira de crédito do banco, equivalente a R$ 630,1 milhões.

Crise financeira antecedeu autorização
O credenciamento ocorreu em um momento em que o Digimais já enfrentava desafios financeiros. Conforme mostrou o UOL, Edir Macedo precisou realizar um aporte de R$ 250 milhões na instituição em dezembro do ano passado para atender exigências do Banco Central relacionadas à solidez financeira do banco.

Os números mais recentes apontam deterioração dos resultados. No primeiro trimestre deste ano, o Digimais registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões. O desempenho contrasta com o lucro líquido de R$ 31,3 milhões divulgado para 2025. Ainda assim, a própria instituição afirmou em seu balanço que os resultados estavam “consistentes e alinhados à nova diretriz estratégica” adotada pelo banco.

Além do aporte para reforçar o caixa, Macedo também desembolsou R$ 741,3 milhões em uma operação envolvendo a compra de cotas do fundo de investimento Hermon por meio da B.A. Empreendimentos e Participações, empresa que controla o Grupo Record e o próprio Digimais.

Operação Miragem investiga supostas fraudes
A transação envolvendo o fundo Hermon está entre os fatos analisados pela Polícia Federal. Segundo as investigações, a operação teria sido utilizada para inflar artificialmente os ativos da instituição financeira.

Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Miragem, que apura suspeitas de fraude na administração do banco. Mais de 50 agentes federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo.

A decisão judicial também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Ligações políticas e partidárias
O movimento envplve a relação histórica entre o Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, e a Igreja Universal do Reino de Deus. A legenda teve origem em grupos ligados à denominação fundada por Edir Macedo e é presidida nacionalmente por Marcos Pereira, bispo licenciado da igreja.

Prefeitura de São Paulo também autorizou consignado
Além do governo estadual, a Prefeitura de São Paulo também credenciou o Digimais para operações de crédito consignado junto aos servidores municipais.

Segundo o UOL, a autorização foi formalizada em outubro de 2023 por meio de um termo de adesão publicado pela Secretaria Municipal de Gestão, com validade de dois anos. Não há informação sobre eventual renovação após o encerramento desse prazo.

Em dezembro do mesmo ano, o Hospital do Servidor Público Municipal também credenciou o banco para atuar com cartão consignado, cartão de benefícios e empréstimo pessoal com desconto em folha.

Volume de operações despencou
Apesar das autorizações obtidas junto ao governo estadual e à prefeitura paulistana, o desempenho do crédito consignado no Digimais apresentou forte retração nos últimos meses.

De acordo com informações obtidas pelo UOL junto a executivos envolvidos nas negociações para uma eventual venda da instituição, o volume de operações caiu significativamente após o surgimento de notícias sobre a possível alienação do banco. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a demanda por empréstimos entre policiais militares e servidores municipais se tornou “baixíssima”, mesmo após a formalização dos convênios com os órgãos públicos. 247.


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Política e Poder

Banco de Edir Macedo é alvo da PF por suspeita de fraude e tem bloqueio de R$ 670 milhões

Operação Miragem apura manipulação de balanços no Digimais, levou ao bloqueio de R$ 670 milhões e tem como base relatórios produzidos pelo BC

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A Justiça Federal de São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 670,3 milhões em bens e valores dos investigados.

Mais de 50 policiais federais participam da operação, que também resultou na quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal após representação da Polícia Federal baseada em relatórios produzidos pelo Banco Central.

Segundo a investigação, administradores do banco teriam criado mecanismos para ocultar a real situação econômico-financeira da instituição, apresentar resultados artificiais e manter uma aparência de solvência perante os órgãos reguladores e o mercado.

As apurações apontam para a existência de um esquema de manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de esconder prejuízos e inflar artificialmente o patrimônio da instituição.

De acordo com a Polícia Federal, a prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas em valores que alcançam centenas de milhões de reais.

Melhora artificial dos indicadores
Os investigadores afirmam que as operações sob suspeita tinham o objetivo de melhorar artificialmente os indicadores patrimoniais do banco e viabilizar operações de captação incompatíveis com a real situação financeira da instituição.

Em um dos trechos da investigação, a PF aponta que a suposta manobra teve “o escopo de inflar artificialmente o patrimônio” do Digimais para permitir a emissão desproporcional de títulos de captação, produzindo, segundo os investigadores, “fortes evidências da prática de gestão fraudulenta e de inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis”.

As investigações indicam que parte do esquema envolvia a inserção de ativos em fundos administrados por empresas ligadas ao grupo financeiro que atua junto ao banco. Segundo a Polícia Federal, essas operações permitiriam a superavaliação sistemática de ativos e a ocultação da deterioração financeira da instituição.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a PF também apura a realização de operações financeiras supostamente irregulares em benefício da empresa controladora do banco, além da possível manipulação de informações encaminhadas aos sistemas oficiais utilizados pelo Banco Central na supervisão do sistema financeiro.

Segundo os investigadores, relatórios produzidos pelo órgão regulador identificaram graves irregularidades na condução dos negócios da instituição, o que deu origem às apurações criminais.

As investigações alcançam dirigentes ligados ao Digimais, administradores de fundos de investimento e pessoas ligadas à estrutura de controle da instituição.

Edir Macedo é um dos investigados em razão de sua condição de controlador do banco. O líder religioso, no entanto, não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira por estar morando no exterior.

Crescimento e deterioração
A Polícia Federal também aponta que, após a mudança de estratégia do banco para operações de crédito consignado e financiamento de veículos, houve um período de crescimento seguido de uma forte deterioração financeira da instituição.

As apurações indicam ainda que o banco ampliou a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI. Segundo a investigação, a posterior liquidação extrajudicial do Banco Master evidenciou uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito da instituição.

Para os investigadores, a combinação entre a supervalorização de ativos, a geração artificial de receitas e a ocultação de perdas permitiu que o banco apresentasse uma situação patrimonial mais favorável do que a efetivamente existente.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.


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Edir Macedo prepara desembarque da candidatura Bolsonaro

história se repete. Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, se prepara para abandonar a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, diante de uma provável vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revelação foi feita, em conversas reservadas, por um bispo da Universal. Ex-pastores e outros religiosos confirmaram as conversas ao Intercept.

Segundo o Intercept, Edir Macedo já pulou do barco na campanha de seu então candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, em 2018, à época no PSDB. Às vésperas do primeiro turno da última eleição, o bispo abandonou Alckmin, por acaso hoje o vice de Lula, ao intuir que Bolsonaro seria o provável vencedor nas urnas.

A avaliação é de que a eleição não será decidida no primeiro turno. No segundo, a igreja faria acenos aos dois lados. Macedo não quer se arriscar a perder verbas publicitárias da Record, vindas do governo federal, ao declarar apoio oficial a Lula. A emissora do bispo foi a mais beneficiada com fatias da publicidade federal no começo do governo, e, ao final de 2021, a Globo recuperou essa liderança, pois Bolsonaro precisou também da emissora carioca para divulgar suas realizações. Assim, segundo pessoas próximas à Universal, Macedo, com receio de secar a fonte, fará o jogo duplo num eventual segundo turno, liberando bispos e pastores candidatos da igreja, então já eleitos, para pedir o voto de fiéis ao petista.

Bolsonaro, nesse caso, deixará de ser enaltecido, e Lula não mais criticado nos meios de comunicação ligados à Universal. Dessa forma, Edir Macedo mantém o pé em duas canoas e fica bem com qualquer um que vencer a eleição.

A estratégia atribuída a Macedo vazou após conversas que teriam sido mantidas, em julho, por dirigentes da campanha petista com o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, homem de confiança de Macedo e um dos poucos remanescentes do núcleo fundador da Universal. Segundo religiosos próximos à cúpula da igreja ouvidos pelo Intercept, o candidato do PT teria pedido um encontro com Macedo para falar sobre as eleições, mas o bispo evitou recebê-lo. Macedo teria indicado então Rodrigues, que foi coordenador político da igreja durante muitos anos, para atender os emissários petistas.

Rodrigues havia desaparecido da cena política. Ele foi preso em 2006 na Operação Sanguessuga, um esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, e novamente em 2013, após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão. Oficialmente, Rodrigues foi afastado. Mas continua dando expediente na sede da igreja no Rio, segundo integrantes da instituição. Na coordenação política da Universal, o cargo de Rodrigues foi ocupado depois pelo bispo Marcos Pereira, deputado federal e presidente do Republicanos. Hoje, o coordenador político da igreja é o bispo Alessandro Paschoal.

“Há uma divisão entre Bolsonaro e Lula na Universal e nas igrejas em geral. Isso vai muito da pessoa. E o Edir Macedo é Centrão. Para se manter no poder, com qualquer um que ganhar, ele tem de fazer o jogo. O Centrão trabalha dessa forma. Uma parte está com um, outra parte está com o outro. O que se quer é estar no poder, não importa quem vença”, atestou o apóstolo Márcio Líbano, presidente da Associação de Ministros Evangélicos Interdenominacionais, a Amei, e próximo da Igreja Universal.

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Política

Fechado com Bolsonaro, Edir Macedo usa Igreja Universal para atacar Lula

Editoriais da Folha Universal afirmam que o “PT e o Lula vão implantar uma ditadura comunista no Brasil”.

Aliado do presidente Bolsonaro (PL), o bispo Edir Macedo colocou a estrutura da Igreja Universal para atacar o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Uma das ferramentas que está sendo utilizada pelo religioso são os meios de comunicação, tanto impresso quanto o digital.

Por meio de editoriais, a Igreja Universal, que foi fundada por Edir Macedo, tem afirmado que, caso Lula ganhe a eleição deste ano, ele e o PT vão implantar uma “ditadura comunista”.

“Luís Inácio Lula da Silva quer uma ditadura comunista para o Brasil a partir de 2023. O objetivo fica claro com as declarações que ele tem feito à mídia e dado o contexto histórico de aliança entre ele, o Partido dos Trabalhadores (PT) e governos de esquerda em outros países – entre eles, Cuba e Venezuela”, diz um texto publicado em forma de editorial.

Em outro momento, o texto da Folha Universal afirma que o Lula e a esquerda “são contra os valores cristãos”.

“É preciso compreender que as narrativas da esquerda política são contra os valores cristãos e os valores conservadores. Esta é a mão pesada do comunismo: a perseguição. Os partidos de viés esquerdista iludem as pessoas com promessas de que vão ajudar a população “dando” (porque nada é de graça) benefícios sociais, entretanto, na realidade, o que eles oferecem no médio prazo é a extinção da liberdade individual e o enriquecimento de suas elites. A esquerda política inveja e quer instalar este regime em nosso País. Fique atento”.

*Com Forum

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Após pedido de Edir Macedo, Bolsonaro barra abertura de capital estrangeiro na mídia

Emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, tenta conter entrada de grupos internacionais no capital de concorrentes.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cedeu à pressão do bispo Edir Macedo, dono da Record, e barrou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) do Ministério das Comunicações que prevê uma reforma na radiodifusão e a abertura da mídia ao capital estrangeiro.

Hoje, a Constituição veta estrangeiros no controle de empresas de comunicação. A participação financeira de grupos de fora está limitada a 30%.

Apesar de discordarem dos mecanismos de abertura existentes na minuta da PEC, as demais emissoras —principalmente Globo, Band e RedeTV!— defendem a entrada irrestrita dos estrangeiros no país.

Os canais viram na postura da Record uma forma de retardar a internacionalização dos concorrentes, que, segundo pessoas que participam das conversas, prospectam parceiros globais.

Assessores do Palácio do Planalto afirmam que o pleito da Record, uma das principais aliadas do governo, ocorreu em uma conversa de Bolsonaro com o bispo Macedo há cerca de dois meses.

Por meio de sua assessoria, Macedo disse que “jamais conversou com o presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre qualquer assunto relacionado a propostas de emenda constitucional”.

Ainda segundo seus assessores, o presidente concordou que a entrada de estrangeiros neste momento poderia colocar em risco seu plano de reeleição e o avanço das emissoras que, desde sua vitória nas eleições de 2018, tornaram-se próximas ao Planalto.

“Esse governo é totalmente contrário à entrada de estrangeiros”, afirmou à Folha o ministro das Comunicações, Fábio Faria. “E digo mais: nem o PT é a favor dessa abertura.”

Faria negou a existência de uma PEC sobre o assunto em sua pasta e disse que as emissoras tentam obter essa mudança na Constituição via Congresso, onde também existe uma proposta parecida.

No entanto, emissoras consultadas pela Folha afirmaram que existe uma minuta da PEC concluída pela área técnica do ministério, que aguardava a realização do leilão do 5G para avaliar a oportunidade de dar início às discussões entre governo e Congresso.

A posição do governo contraria o próprio ministro, que, em janeiro deste ano, afirmou em um evento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que a pasta começaria a discutir o fim das restrições a estrangeiros na mídia.

A quebra dessa barreira foi uma recomendação da OCDE para ajudar o Brasil a ganhar pontos na disputa por uma vaga no grupo.

Os interesses das emissoras são bastante diferentes em relação à parceria com estrangeiros. A Record, ainda segundo assessores do Planalto, não tem planos de atraí-los.

No mercado, especula-se que o SBT já procura compradores. A Band teria interesse em conseguir um parceiro capaz de injetar recursos em troca de 49% de participação.

Para isso, as emissoras buscavam modificar os termos da PEC do ministério que também promoveria uma mudança mais ampla nas regras da radiodifusão. Em outra frente, trabalhavam no Congresso, Casa na qual uma outra PEC está paralisada.

De acordo com as emissoras, a PEC do governo é bem diferente daquela elaborada pelo deputado Eli Corrêa Filho (DEM-SP), que prevê somente a ampliação da participação estrangeira de 30% para 49%.

As empresas insistem para que não haja limites e estrangeiros possam deter o controle de empresas de comunicação.

Para ser aprovada, é preciso passar pelas comissões do Congresso e ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado.

*Com informações da Folha

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Cotidiano

Doze pastores da Universal deram uma volta de R$ 3 milhões em Edir Macedo. Vão todos para o céu

Edir Macedo acionou a polícia para dar um “peguei” num grupo de 12 pastores vigaristas que roubavam dinheiro de dízimo da igreja Universal que lavaram como “faraó dos bitcoins”.

Aliás, esse faraó dos bitcoins é uma das grandes lavanderias desse país. O Ministério Público disse que essa empresa de picaretagem já atuou em sete países.

E foi com essa pirâmide que os pastores meteram a mão na cumbuca de Edir Macedo, que é um pós-doutor no assunto picaretagem do dízimo.

O dono da Record, que também é aliado de Bolsonaro, acionou a polícia do Distrito Federal, mais precisamente o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado para dar um bote nos próprios alunos do reverendo 171.

Como diz o ditado popular, vão todos para o céu, porque ladrão que rouba de ladrão, tem cem anos de perdão.

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Mourão abaixa a cabeça para Bolsonaro e vira office boy 4 estrelas de Edir Macedo em Angola

Até pouco tempo seria inimaginável um general 4 estrelas, condecoração máxima do exército, abaixar a cabeça e acatar ordens de um mero capitão, pior, um capitão reformado na marra para ser expulso das Forças Armadas com um pouco menos de desonra, já que todos sabem da história do indigesto tenente que se envolveu em garimpo ilegal e, depois, quis emparedar o comando do exército ameaçando até com atos terroristas.

Hoje, essa hierarquia militar que mantém institucionalmente quilômetros de distância entre Mourão e Bolsonaro, não só inexiste, como tem um sentido inverso.

Não se trata de uma questão do vice não apitar nada, essa jabuticaba brasileira acabou por produzir uma das cenas mais humilhantes para as Forças Armadas, que foi o general Mourão ter sido escalado por Bolsonaro para resolver pendengas que envolvem Edir Macedo em Angola.

A missão de Mourão era a de intervir no país africano em benefício do tio de Crivella, Edir Macedo, já que os africanos não suportaram mais as malandragens do proprietário da Igreja Universal.

Pois bem, Bolsonaro ainda estava na elaboração da farsa do cocô quando passou tranquilamente não a faixa presidencial, mas o abacaxi de Edir Macedo para que Mourão fosse à Angola descascar a fruta.

Ato que não prosperou, porque o presidente de Angola tem verdadeira aversão não só por Edir, mas pelo círculo político que chancela suas picaretagens.

Ou seja, Mourão, além de não apitar nada no governo Bolsonaro e em Angola, foi apitado aqui no Brasil por Edir Macedo via Bolsonaro e voltou do país africano numa situação mais humilhante do que a que o levou até lá.

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Bolsonaro manda Mourão à Angola resolver crise da Igreja Universal

Presidente pediu a vice intervenção na gestão de um problema sobre a atuação da agremiação neopentecostal no país africano; governo tenta evitar perda do eleitorado evangélico.

Segundo o Estadão, o presidente Jair Bolsonaro escalou o vice-presidente Hamilton Mourão para intervir diretamente na gestão de uma crise privada que envolve denúncias sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola. Com as pesquisas que sinalizam a erosão do eleitorado evangélico, Bolsonaro colocou o governo para atuar como mediador de um problema sem nenhuma relação institucional com a República.

Mourão confirmou ao Estadão que esteve com o presidente de Angola, João Lourenço, na semana passada, e que tratou diretamente do assunto, atendendo a um pedido expresso de Bolsonaro. “Por orientação do PR (presidente da República), conversei com o presidente angolano”, afirmou, numa referência ao embate na Universal. “A diplomacia está buscando uma forma de fazer com que as partes se entendam.”

Em uma viagem de três dias a Angola, onde o objetivo oficial era participar da reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o vice-presidente se reuniu na sexta-feira passada com o presidente João Lourenço e pediu a intermediação para resolver o conflito na igreja. Para cumprir a missão, o vice deixou o Brasil mesmo com Bolsonaro hospitalizado.

Integrantes da Universal disseram ao Estadão, porém, que ainda não há perspectiva de que a crise seja resolvida. A briga começou ainda em 2019, quando integrantes da igreja evangélica no país africano se rebelaram contra a direção brasileira da Universal – comandada pelo bispo Edir Macedo – e divulgaram um manifesto que acusa o comando geral de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e racismo. Representantes da igreja no Brasil foram removidos de postos-chave em Angola e a filial da TV Record foi fechada naquele país.

No mesmo dia em que conversou com o presidente de Angola, Mourão deu entrevista à Agência Lusa, de Portugal, e cobrou uma solução para o conflito. “Essa questão da Igreja Universal aqui afeta o governo e a sociedade brasileira pela penetração que essa igreja tem e pela participação política que ela possui (no Brasil), com um partido que é o partido Republicanos, que representa o pessoal da igreja”, argumentou o vice.

O Estadão não conseguiu contato com a Universal para comentar o assunto. A Record não se manifestou sobre o tema.

Fundada e liderada por Edir Macedo, que também é dono da TV Record, a Universal é um dos polos de apoio ao governo de Jair Bolsonaro. O grupo é representado no Congresso pelo partido Republicanos – que faz parte do Centrão e da base aliada do Palácio do Planalto – e controla o Ministério da Cidadania, hoje sob o comando do deputado João Roma, da ala laica da legenda.

Embora a disputa na Universal não seja nova, Bolsonaro tem sido cada vez mais chamado a intervir e muitos de seus seguidores evangélicos ameaçam nas redes sociais até mesmo não apoiá-lo na campanha à reeleição.

Os bispos da igreja no Brasil chegaram a se queixar da falta de apoio do Ministério das Relações Exteriores nessa questão. A Record tem feito críticas ao Planalto sobre o assunto e acusado Bolsonaro de omissão no caso. “O Ministério das Relações Exteriores, que deveria proteger os brasileiros em Angola, falhou na missão. E o governo brasileiro também foi omisso, e não atuou de forma ativa para evitar a deportação dos missionários”, declarou o apresentador Luiz Fara, no Jornal da Record, o principal programa jornalístico da emissora, no fim de maio.

Em outra tentativa de ajudar a Universal, Bolsonaro resolveu indicar o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) para embaixador do Brasil na África do Sul. Com o cargo, Crivella – que é bispo da igreja e sobrinho de Edir Macedo – teria influência para tentar resolver o conflito do grupo no continente africano. A articulação está travada porque Crivella, após ser alvo de denúncias de propina quando era prefeito, teve o passaporte retido.

O Palácio do Planalto também tenta organizar uma missão diplomática ao país africano, que seria comandada pelo presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), também bispo licenciado da Universal. Mas Angola resiste a aceitar a delegação e usa a pandemia da covid-19 como justificativa.

‘Apelo’

Em julho do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou carta escrita pelo pai e direcionada ao presidente de Angola. “Meu apelo a Vossa Excelência é para que se aumente a proteção de membros da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus), a fim de garantir sua integridade física e material e a restituição de propriedades e moradias, enquanto prosseguem as deliberações nas instâncias pertinentes”, pediu Jair Bolsonaro.

Crise

Mesmo assim, a crise não arrefeceu e o país continua dando prosseguimento à deportação de missionários brasileiros da igreja. Já foram deportados cinco grupos. O caso mais recente ocorreu em junho.

*Com informações do Estadão.

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Igreja Universal, R$ 6 bilhões de movimentações atípicas em somente um ano

Movimentações atípicas realizadas pela Igreja Universal do Reino de Deus, totalizando quase R$ 6 bilhões, chamaram a atenção do Ministério Público do Rio de Janeiro para possíveis crimes envolvendo a IURD.

A informação consta de um documento enviado à Justiça pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do MPE-RJ, Ricardo Ribeiro Martins, obtido pelo G1. Na petição, a igreja é citada por ter chamado a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após movimentar R$ 5.902.134.822 entre o dia 5 de maio de 2018 e 30 de abril de 2019.

As suspeitas sobre a IURD têm relação direta com o escândalo do QG da Propina, que está sendo investigado pelo MP na prefeitura do Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação, está o prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal e aliado do empresário investigado Rafael Alves, que ganhou fama por mensagens nas quais ameaçava revelar supostos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o prefeito, sua família e a igreja. Alves é apontado como um ator influente no governo municipal e suspeito de arrecadar propina com a conivência de Crivella.

Segundo o MP, outro nome importante na trama é o de Mauro Macedo, primo do fundador da IURD, Edir Macedo, que coordenou campanhas de Crivella e é suspeito de ter recebido Caixa 2 e de aliciar empresários para diferentes tipos de corrupção.

Para o Ministério Público, ainda de acordo com o G1, seria “verossímil concluir” que a Igreja Universal está sendo “utilizada como instrumento para lavagem de dinheiro fruto da endêmica corrupção instalada na alta cúpula da administração municipal”.

 

*Com informações do Sputnik Brasil