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“No shape”: Fotos e vídeo de Lula musculoso em praia do Rio viralizam nas redes sociais

Imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicadas no Instagram viralizaram e chamaram a atenção de usuários nas redes sociais, se tornando uma brincadeira entre usuários mostrando o presidente “no shape”. Nos registros, Lula aparece caminhando em uma praia, sem camisa, exibindo um físico que gerou repercussão pela idade do presidente, que tem 80 anos – com brincadeiras do público, realizando montagens dele “bombado”.

As fotos foram feitas na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, e publicadas pela primeira-dama Janja. Na legenda, ela escreveu: “Relembrando os dias em que recarregamos as energias na Restinga da Marambaia, esse lugar tão especial do nosso Rio de Janeiro. Entramos em 2026 com toda a força, e temos muito trabalho pela frente. Com disposição, diálogo e Brasil no coração, seguiremos juntos, cuidando do nosso país!”.

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Economia Política

2025 tem menor inflação acumulada dos últimos sete anos

Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA ficou em 4,26% no ano passado, índice abaixo da meta, que é de 4,5%. Maior desaceleração ocorreu no grupo alimentos e bebidas

O ano de 2025 teve a menor inflação acumulada desde 2018 e fechou abaixo da meta (4,5%), ficando em 4,26%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE. Em dezembro, foi de 0,33%, igualmente o menor índice obtido para o mesmo mês desde 2018. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9).

Considerado a inflação oficial do Brasil, o IPCA também é menor em relação a 2024, quando ficou em 4,83%. Em 2018, registrou 3,75% e no mês de dezembro daquele ano, 0,15%.

O patamar alcançado em 2025 “é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”, destaca Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.

Alimentação e bebidas desaceleram

Grupo de maior peso no IPCA, alimentação e bebidas desacelerou, ficando em 2,95% — em 2024, foi de 7,69%. A principal influência para esse resultado se deu no subgrupo “alimentação no domicílio”, que teve uma queda bastante acentuada, passando de 8,23% para 1,43%.

Segundo o IBGE, por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. “Os alimentos para consumo no domicílio apresentaram queda ao longo do ano, em razão de maior oferta”, explica Gonçalves.

O setor que mais influenciou a inflação no ano passado foi o de habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025, registrando o maior impacto (1,02 ponto percentual) no acumulado do ano. A principal razão foi a tarifa de energia elétrica, cujos reajustes variaram de -2,16% a 21,95%.

Na sequência, as maiores variações vieram de educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

Leia também: Governo projeta superávit na balança comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Artigos de residência ficou com -0,28% de variação e -0,01p.p. de impacto; Vestuário, com 4,99% e 0,23 p.p.; Transportes, com 3,07% e 0,63 p.p.; e Comunicação, com 0,77% e 0,03 p.p.

No caso do agregado especial de serviços, o IPCA foi de 4,78% em 2024 para 6% em 2025, e o de preços monitorados (administrados pelo governo) saiu de 4,66% para 5,28%.

INPC

Focado na inflação das famílias com renda de até cinco salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 ficou em 3,9%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%.

Considerando o mês de dezembro, o índice teve alta de 0,21% e ficou 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%), mas menor do que o aferido em dezembro de 2024, quando ficou em 0,48%.


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Política

Eduardo Cunha usa emenda de deputado para mandar R$ 1 milhão a cidade onde busca votos

Prefeito de João Pinheiro gravou vídeo agradecendo e disse que ex-parlamentar prometeu novo repasse

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) enviou uma emenda de R$ 1 milhão para a cidade de João Pinheiro, no noroeste de Minas Gerais, onde busca votos para voltar à política neste ano como deputado federal.

Sem mandato desde 2016, quando foi cassado, Cunha não tem direito a emendas parlamentares, mas conseguiu a “gentileza”, nas palavras dele, com o líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Gilberto Abramo (MG).

A emenda no valor de R$ 1.050.000 foi paga em 6 de novembro ao Fundo Municipal de Saúde de João Pinheiro. O Portal da Transparência indica tratar-se de uma emenda da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados solicitada por Abramo.

Cunha afirma que não tem nenhum acordo com o líder do Republicanos. Ele diz que o deputado foi apenas gentil e que espera poder retribuir.

“Consegui a emenda através do líder do partido ao qual ainda estou filiado, o Republicanos, que é deputado por Minas Gerais e que direcionou a emenda dele para atender a demanda. Apenas ele foi gentil e atendeu a minha demanda, espero poder retribuir a gentileza”, diz.

Turbinadas com o fim das emendas de relator, as emendas de comissão se tornaram um dos alvos centrais do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino por conta da falta de transparência. Mesmo apadrinhados formalmente por líderes partidários, os recursos podem atender a pedidos feitos por outros parlamentares por meio de acordos políticos. Abramo não respondeu aos contatos da reportagem até a publicação deste texto.

O prefeito de João Pinheiro, Gláucon Cardoso (Novo), gravou um vídeo em que agradece a Cunha e diz que o ex-presidente da Câmara prometeu mais R$ 1 milhão.

“Alô doutor Eduardo Cunha, aqui é Gláucon, prefeito de João Pinheiro. Passando para lhe agradecer pelos investimentos em João Pinheiro, por confiar no nosso município. O senhor adquiriu duas emissoras de rádio, já fez uma emenda aqui pra gente, colocou R$ 1.050.000. E já tem uma promessa, que eu estou sabendo, de mais de R$ 1 milhão.”

Procurado pela reportagem, Gláucon disse apenas que a emenda foi obtida por meio do presidente da Câmara Municipal, vereador Guilherme Coxa (PP). “Foi através de um vereador. Simplesmente, agradeci pelo recurso. É recurso para a saúde”, afirma.

Coxa conta ter se encontrado três vezes com Cunha, a primeira delas em agosto em Brasília no gabinete na Câmara dos Deputados da filha dele, a deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ).

O vereador diz que pediu recursos e maquinários agrícolas para o município junto com o colega Uilian Motorista (Cidadania), vice-presidente da Câmara Municipal, e o assessor de Cunha em João Pinheiro, Wellington Casagrande.

Coxa elogia Cunha por ter conseguido atender a cidade pouco mais de três meses depois e diz acreditar que ele será bem votado na região. “Ele já mandou esse R$ 1.050.000 sem ser deputado. Pensa ele deputado, o que ele não vai fazer aqui para o pessoal da nossa região. Mesmo estando fora da política e não sendo deputado de mandato, ele tem um relacionamento muito grande”, afirma.

“Acredito que ele vai ser muito bem votado aqui na nossa cidade pelo que ele já vem fazendo, os investimentos que ele fez, adquirindo duas rádios aqui na nossa cidade. Ele está batendo forte nisso e a comunidade evangélica é muito unida.”

Após mais de 40 anos de vida política no Rio de Janeiro, Cunha tem feito uma ofensiva em Minas Gerais para tentar voltar ao Congresso sem dividir os votos fluminenses com a filha. A estratégia envolve aliança com lideranças locais e a compra de estações de rádio para distribuição de conteúdo gospel. Só em João Pinheiro, município de 49 mil habitantes a 450 km de Belo Horizonte foram duas.

Cunha tem um programa semanal na rede de rádios e participa das promoções. De acordo com o ICL, na última semana, entregou a um ouvinte a chave de um carro que havia sido sorteado.

Nas conversas com prefeitos e vereadores, ressalta o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aberto por ele em 2015, e afirma ter tido coragem para enfrentar o PT, segundo relatos. Ele passou mais de três anos preso em decorrência de investigação na Operação Lava Jato.

Hoje, o ex-presidente da Câmara diz estar “correndo por todo lado” e percorrendo Minas inteira. “Não busco muito voto em lugar nenhum e sim um pouco em cada lugar”, afirma, citando os municípios de Uberaba, Uberlândia, Juiz de Fora e Governador Valadares, que estão em diferentes regiões do estado.

Questionado sobre a informação de que teria anunciado mais recursos, afirmou que não promete nada. “Apenas me esforço para tentar ajudar. Se o esforço der certo, aí consegue-se mais”, diz.

A Câmara Municipal de João Pinheiro criou emendas impositivas (cujo pagamento é obrigatório por parte do prefeito) no ano passado. Cada vereador passou a ter direito a R$ 200 mil —ou seja, a um quinto do valor obtido de uma só vez por meio da emenda da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.


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Política

Influenciadores digitais relatam oferta de R$ 2 milhões para defender Vorcaro e atacar o Banco Central

Influenciadores digitais receberam até R$ 2 milhões cada um para defender nas redes sociais o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e lançar suspeitas sobre o processo de liquidação da instituição financeira pelo Banco Central.

Influenciador não identificado recebeu R$ 2 milhões por 24 postagens. Segundo a reportagem de “O Globo”, esse influencer – cujo nome não foi revelado, mas teria mais de 1 milhão de seguidores – teria sido contratado para fazer oito conteúdos mensais, durante três meses. O contrato incluía uma cláusula de confidencialidade.

Pagamento teria sido feito por agência de comunicação. Ainda de acordo com o jornal, os valores teriam sido desembolsados pela Agência MiThi, pertencente a Thiago Miranda.

Polícia Federal investiga o caso, mas ainda não abriu inquérito. “Estamos em análise inicial das informações, para produzir uma Informação de Polícia Judiciária, que poderá levar à instauração de inquérito policial”, disse um porta-voz da PF ao UOL.

Outro influenciador recebeu R$ 250 mil, diz “O Globo”. Esse profissional, que também não foi identificado, teria menos de 500 mil seguidores. Seu contrato cobriria os mesmos 24 posts distribuídos por três meses.

Deputado paulista diz ter rejeitado oferta. De acordo com o Uol, deputado estadual Leo Siqueira (Novo) disse ao jornal que foi procurado com uma proposta semelhante, mas interrompeu os contatos ao perceber que o nome a ser defendido era o de Daniel Vorcaro. Siqueira é conhecido por fazer críticas frequentes ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


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Política

Qual será o próximo fricote de Bolsonaro, unha encravada, chulé, frieira ou espinha no saco?

Bolsonaro, por si só, já é uma íngua, mas a questão aqui é outra. Toda aquela cena de Michelle, na verdade, não é para sensibilizar Moraes, mas para manter Bolsonaro, mesmo que de forma escandalosamente covarde, nas redes sociais, já que não tem mais dinheiro que o poder lhe conferia para acionar a sua gigantesca máquina de propaganda e ataques a adversários.

O remédio é usar o que tem à mão para não sair da moda no mundo reacionário e dos bichos soltos.

A sitioca que Michelle pintou, apinhada de melado, narrando que Bolsonaro se comporta como uma criança diante de seus fricotes por qualquer coceira no ânus, provocada por vermes e parasitas, que fazem parte do corpíteo do vigarista há décadas.

Não demora, ela dirá que ele sofre de remela nos olhos, nariz entupido de meleca, sebo no cabelo, cera fedorenta no ouvido, ácaro no pênis gotejante e unha facão.

Tudo isso e um pouco mais, será dito como matéria do fumo que está levando preso num aposento de luxo, com geladeira, ar condicionado, armário embutido e TV por assinatura.

Bolsonaro está numa guerra com a própria direita para afirmar quem manda no pasto. Hoje, ele se econtra como um pé magro de girassol, mas ainda assim, é o líder da grota funda, no fundão da pichorrada política.

Ou seja, Bolsonaro pretende saturar o estômago dos brasileiros para se manter, mesmo em decomposição, com uma patente de general da tropa de jumentos.

Pela ncapacidade da direita de produzir um nome qualquer, parece que a tática do figura vai varar alguns anos para que, lá de dentro dacadeia, ele siga como general da banda bufando guinchos sem o menor constrangimento para, escondido daquele jeito, fugir das unhas dos amigos da onça que o querem ver pelas costas.


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Lula veta redução de penas do 8/1 que beneficiaria Bolsonaro

Veto à flexibilização das penas já era uma intenção declarada do presidente

O presidente Lula (PT) vetou nesta quinta-feira (8) a redução das penas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta, aprovada pelo Congresso, também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por participar da trama golpista.

Alvo de disputa entre governistas e oposição, a redução das penas acabou sendo aprovada na Câmara e no Senado.

O veto à flexibilização das penas já era uma intenção declarada do presidente, que chegou a afirmar, durante café com jornalistas no dia 18 de dezembro, que vetaria a proposta assim que ela chegasse à sua mesa.

Veto de Lula
Lula tinha até o dia 12 de janeiro para vetar a proposta, mas uma ala do governo defendia que o ato de memória do 8 de Janeiro desta quinta fosse usado como palco para o anúncio.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, faltaram à cerimônia para não se indispor com parlamentares bolsonaristas. Com a ausência dos chefes do Legislativo, Lula optou por ler a lista completa de autoridades presentes no evento, etapa protocolar que não costuma fazer.

Durante a solenidade, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que os crimes do 8 de Janeiro não são passíveis de indulto ou anistia.

“Os crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito, como muitos daqueles praticados naquela época recente do 8 de Janeiro, conforme consta da Constituição Federal e de decisão do STF, são imprescritíveis, impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados”, declarou Lewandowski.

Em 8 de janeiro de 2023, grupos insatisfeitos com a vitória de Lula nas eleições do ano anterior invadiram e destruíram as sedes dos três Poderes em Brasília.

Durante as apurações da trama golpista, Lula reforçou um discurso de defesa de que os participantes fossem penalizados pela Justiça. A tentativa de golpe também mirava assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Confirmado o veto, a última palavra será do Congresso, que ainda pode derrubar a decisão. Caso isso ocorra, uma das alternativas do Planalto é apostar na judicialização da questão no Supremo.

*ICL


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Política

Ataque coordenado ao Banco Central

Influenciador de direita e vereador do Partido Liberal (PL) em Erechim (RS), Rony Gabriel afirmou nesta terça-feira (6) que foi abordado por uma empresa com proposta de gravar e divulgar conteúdos nas redes sociais em defesa do Banco Master e com ataques ao Banco Central (BC). A instituição financeira decretou a liquidação do Master no fim de 2025.

Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Rony relatou que a abordagem ocorreu no dia 20 de dezembro do ano passado. Ele conta que a empresa entrou em contato com seu assessor e se apresentou como responsável pelo “gerenciamento de reputação de um grande executivo”. O interlocutor também teria informado que estava contratando influenciadores para fortalecer a estratégia.

Ainda de acordo com o vereador, a proposta incluía o pagamento de uma “boa quantia em dinheiro”, que ele afirma ter recusado. Apesar disso, Rony disse acreditar que outros influenciadores aceitaram a oferta e foram contratados para participar da campanha.

O objetivo da ação, segundo Rony Gabriel, seria responsabilizar o Banco Central pela grave crise de liquidez enfrentada pelo Banco Master, além de passar a impressão de que não havia irregularidades na instituição comandada por Daniel Vorcaro. O influenciador também mencionou que o trabalho exigiria a assinatura de um contrato de confidencialidade. O documento, exibido no vídeo, previa uma multa de R$ 800 mil em caso de descumprimento do acordo.

Além do vereador gaúcho, muitos outros influencers, com muitos seguidores nas redes sociais, receberam proposta semelhante: foram convocados a participar de um ataque coordenado para descredibilizar o Banco Central e defender o Master.

A denúncia foi publicada em primeira mão pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Reportagem do Metrópoles foi usada como exemplo de conteúdo que precisava ser difundido, sempre lançando dúvidas sobre a ação do Banco Central que levou à liquidação do Master”, escreveu Malu.

Também a Folha de S. Paulo tratou do assunto, em reportagem dos jornalistas Adriana Fernandes e Lucas Marchesini, mostrando que ao menos 46 perfis da internet fazem ataques ao BC e a investigadores do caso Master.

Um dos principais alvos é o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes. O setor dele recomendou o veto à compra do BRB pelo Master e deu informações importantes para o trabalho do Ministério Público Federal.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo e até seus familiares também são alvos da campanha, além do diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, banqueiros e associações do setor financeiro que se manifestaram em defesa da autoridade monetária por meio de uma série de notas de apoio à decisão técnica de liquidar o Master em novembro.

Pedindo preservação da autoridade técnica do BC para evitar “cenário gravoso de instabilidade”, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e outras entidades emitiram nota no dia 27 de dezembro sobre o estilo incomum dos ataques sofridos.

“A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, dizia o texto.

Os ataques acontecem em meio a movimentos incomuns no Caso Master, tanto da parte do Supremo Tribunal Federal quanto do Tribunal de Contas da União.

No início de dezembro, o ministro Dias Toffoli, relator do processo no STF, decretou sigilo máximo às investigações contra executivos do Banco Master dias depois de viajar em um jatinho particular para assistir a final da Libertadores da América, em Lima, ao lado do advogado Augusto Arruda Botelho, que representa um dos empresários do banco liquidado.

Pouco depois, o TCU entrou na história.

Como publicou a coluna de Amanda Miranda no ICL Notícias, a análise de documentos do BC que tratam da liquidação do Master pelo relator do TCU, ministro Jhonatan de Jesus, é considerada completamente inadequada.

Na avaliação de Luiz Henrique Cadermatori, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, esta é uma situação inédita na história da República. Ele explica que nunca aconteceu de uma espécie de órgão fiscalizador exercer controle sobre outro órgão fiscalizador, em poderes independentes.

Para o professor, o caso cria um conflito político: “Os membros do Tribunal de Contas são escolhas políticas movidas por critérios políticos. O técnico faz a avaliação, mas o ministro é quem decide, então é diferente do Banco Central, onde todos os cargos são eminentemente técnicos. Isso traduz uma certa situação incomum e questionável politicamente”.

Cadermatori reforça que a liquidação de bancos ou definição de critérios sobre sua atuação envolve decisões técnicas. Ele adverte que a repercussão do caso no TCU é moralmente e politicamente questionável, mas que juridicamente não há um impedimento prévio a esse tipo de situação.

Chama atenção o perfil do relator: nos tempos de deputado foi autor de emendas parlamentares que estão na mira do ministro Flávio Dino, parceiro de Arthur Lira e cria do Centrão, grupo que tem muitos políticos defensores do Master.

Não há dúvida: há vários motivos para críticas ao Banco Central. Em especial a manutenção da taxa Selic em patamar altíssimo e inexplicável. Mas a a atuação em relação ao Banco Master tem sido irretocável.

E é justamente quando o BC age de forma correta que surge esse ataque.

As cifras envolvidas e os personagens poderosos ligados ao Master certamente são os motivos dessa ofensiva inédita.

*ICL


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Política

Com suas platitudes modorrentas, GloboNews segue tratando Maduro como ditador e Trump como vingador

A GloboNews, a seu modo, está passando pano para o ataque dos EUA na Venezuela, que resultou no sequestro de Maduro e sua esposa.

Nem o número de vítimas civis fatais, dentro de casa, pelo Exército dos EUA, aqueles comentaristas, que passam o dia todo comentando platitudes sonolentas, ousam falar.

É muito bromato na massa para apresenar uma embalagem com conteúdo vazio aos velhos moldes de manipulação dos Marinho. O máximo que chegam é falar de an passam que Trump descumpriu leis e acordos internacionais, mas o tratam como um vilão boa praça, amigo da garotada, com uma aura de vilania café com leite, sendo apresentado como presidente dos Estados Unidos, enquanto o agredido e sequestrado Nicolás Maduro é diuturnamente tratado como um ditador que oprime seu povo.

Isso segue uma cartilha padrão pró-imperialista, marca inconfudível do império Globo, parceiro de décadas e propagandista oficial dos EUA no Brasil, sem falar que a Globo é a principal responsável pela representação da indústria norte-americana de cultura de massa e fomentadora do pior nicho cultural importado daquele país.

Não espere ouvir nada além de comentários sem qualquer importância no debate nacional sobre os atos do Exército norte-americcano e as consequências para a Venezuela e toda a América Latina.

A Rede Globo de Televisão nasseu com essa missão, a de ser a máquina de propaganda do império no Brasil.

Os comentaristas não podem deformar tanto os fatos, mas fazem pior, omitem informações como se fatos graves não tivessem acontecido na Venezuela a mando de Trump.

É um troço pavoroso. Com uma crítica meia boca a Trump e um martelete tilintando que o grande vilão da história é o próprio Maduro.

É inacreditável alguém se sujeitar a cumprir esse papel em nome da manutenção do emprego, mas essa é a condição sine qua non para fazer parte do colunismo da GloboNews.


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Política

Deputada Erika Hilton aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e Nikolas por incitarem intervenção externa

Deputada aponta postagens motivadas por ação dos EUA na Venezuela

A deputada federal Erika Hilton protocolou, na manhã desta segunda‑feira (5), uma representação criminal na Procuradoria‑Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. A iniciativa tem como foco publicações feitas pelos dois parlamentares nas redes sociais que, segundo a peça, defendem, estimulam ou sugerem a atuação de autoridades estrangeiras contra o Brasil, em afronta direta à soberania nacional, à ordem constitucional e às instituições democráticas.

De acordo com a representação, as postagens foram publicadas no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura e sequestro do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, por forças norte‑americanas. Segundo a deputada, esse cenário internacional foi explorado por Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira como pano de fundo para sugerir ou naturalizar a possibilidade de intervenção externa semelhante no Brasil.

A peça sustenta que as manifestações divulgadas pelos parlamentares não se enquadram no exercício regular da crítica política. O documento afirma que o conteúdo “extrapola o direito à livre manifestação do pensamento” ao construir uma narrativa que “submete o Estado brasileiro à jurisdição estrangeira”, sugerindo que o chefe de Estado brasileiro poderia ser investigado, processado, sancionado ou constrangido por autoridades de outro país, à margem dos mecanismos previstos na Constituição.

Erika Hilton destaca que esse discurso é veiculado de forma reiterada por meio de memes, montagens e imagens digitalmente manipuladas, estratégia que amplia o alcance da mensagem e reduz a percepção pública de sua gravidade. Para a deputada, a linguagem irônica e o tom aparentemente humorístico não descaracterizam o conteúdo político das postagens, mas funcionam como instrumento para banalizar a ideia de intervenção estrangeira e apresentá‑la como resposta legítima a disputas políticas internas.

No caso de Nikolas Ferreira, a representação menciona publicações que ironizam decisões do Supremo Tribunal Federal e questionam a legitimidade das instituições brasileiras, sugerindo que apenas a atuação de potências estrangeiras seria capaz de conter o atual cenário político. Em relação a Flávio Bolsonaro, o documento aponta postagens que reforçam a narrativa de colapso institucional no Brasil e associam o país a supostos mecanismos de investigação ou sanção conduzidos por autoridades norte‑americanas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a deputada, ao utilizar a recente intervenção norte‑americana na Venezuela como referência simbólica, as postagens difundem a ideia de que o Brasil estaria sujeito a um juízo externo, relativizando a autonomia do sistema jurídico nacional. A representação afirma que esse tipo de comunicação, quando praticado por agentes públicos com mandato eletivo, contribui para enfraquecer a confiança da sociedade nas instituições e legitimar discursos de ruptura democrática.

O documento sustenta ainda que as manifestações têm como efeito a deslegitimação de órgãos constitucionais responsáveis pela preservação do Estado Democrático de Direito, como o Supremo Tribunal Federal, a própria PGR, a Polícia Federal e o Congresso Nacional. Para Erika Hilton, ao reiterar esse discurso em redes sociais de grande alcance, os parlamentares estimulam soluções autoritárias incompatíveis com a Constituição de 1988 e reforçam narrativas internacionais de fragilidade institucional do país.

Nikolas e youtuber da esquerda trocam ofensas após montagem com Lula

Com base nesses elementos, a deputada solicita que a Procuradoria‑Geral da República instaure procedimento investigatório criminal para apurar a possível prática do crime de apologia ao golpe de Estado, previsto no artigo 359‑M do Código Penal. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, A representação ressalta que nem a liberdade de expressão nem a imunidade parlamentar autorizam a defesa de ruptura institucional, tampouco a submissão do Brasil à tutela de potências estrangeiras, ainda que a mensagem seja apresentada sob a forma de humor, ironia ou crítica política.

A peça também destaca que Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, por ocuparem cargos eletivos e possuírem grande alcance nas redes sociais, detêm responsabilidade institucional ampliada sobre os impactos de suas manifestações públicas. Segundo o documento, o discurso difundido por ambos tem potencial de produzir consequências políticas concretas, inclusive no plano internacional, ao alimentar campanhas de desinformação e narrativas que colocam em dúvida a capacidade do Brasil de resolver seus conflitos dentro das regras democráticas.

A Procuradoria‑Geral da República deverá agora analisar a representação e decidir se instaura investigação criminal ou se arquiva o pedido. Até a publicação desta reportagem, os parlamentares citados não haviam se manifestado publicamente sobre o conteúdo da iniciativa apresentada por Erika Hilton.


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Opinião Política

Diante de mais uma crise provocada por Trump, basta que Lula seja o Lula

No Brasil, o que mais deixa irritada essa xepa de direita, chamada bolsonarismo, é se deparar com a realidade nua e crua.

O que tem Lula de gênio político e, como tal, reconhecido no mundo, Trump tem de burro.

Lula é o que se pode chamr de solista de sete instrumentos, sem qualquer economia. É uma mistura de contista com sociólogo, de romancista com um inexorável contador de histórias brasileiras, no Brasil e no mundo.

Trump, além de infantil, é árido, até em suas abstrações econômicas que, na prática, ao invés de reduzir, cria grandes problemas ao país que governa.

É fundamental destacar esse confronto de posições diante do mundo contemporâneo.

Lula só apresenta soluções claras e precisas para qualquer caso no mundo moderno. Tump é um ferro velho da era do petróleo, que vive dos mortos dos supostos anos dourados dos EUA, apelando diretamente para sentimento de superioridade sem qualquer traço de criatividade fora da velha corrente do imperialismo ianque.

Lula é um produto exclusivo do coração, o grande e inesgotável coração brasileiro.

Ao contrário, as ideias deTrump, além de não terem nada de práticas, são dignas de um pensamento militante carregado de slogans e vazias de resultados, sempre sendo guiado por preocupações individuais, restritas a impulsos particulares sem qualquer objetivo prático para o todo da sociedade e, sobretudo, para o mundo.

Por isso, os dois não coincidem e só não se chocaram durante a crise das tarifas, porque Lula carrega com ele um idealismo prático de progresso material para o povo brasileiro, sem se esquecer de compartilhar ganhos em suas parceiras políticas e comerciais mundo afora.

Lula tem um idealismo que se nutre nas relações afetivas, do alto pensamento e da visão geral e ampla de um mundo melhor para todos. Não leva a mal, mas o homem é foda, incomparável! Seja com suas preocupações humanas, materiais e até com seus objetivos mercantis.

Esse é o principal traço da psicologia brasileira que Lula carrega consigo.

O resultado é um espetáculo de grandeza que irradia por onde ele passa nos quatro cantos do Globo.

Mas a coisa vai além. Explico: o pensamento de Lula, e vimos isso na crise das tarifas, é regenerar pontes destruídas por adversários e, ao contrário, construir grandes perspectivas e amplas possiilidades de parcerias.

Some isso à história de fracasso de Donald Trump no mesmo quesito para entender o grande valor moral e estratégico de Lula, que soube fugir dos extremos e administar a crise de forma silenciosa  profundamente cirúrgica.

A ação nefasta do imperialismo de Trump não encontrou em Lula qualquer ação contrária, como vimos, Lula esperou o resultado desastroso do acúmulo de lambanças de Trump para, no momento certo, tomar uma atitude objetiva em favor do Brasil diante de um papel internacional negativo que Trump quis impor ao mundo.

Com uma ação inapelavelmente inteligente  e de forma consciente, Lula usou um simplismo até primário, mas principalmente muito mais complexo, sabendo esperar o  bufão se esbaforir e cair de joelhos a seus pés.

Ou seja, Lula, com toda a história política anti-imperialista que viveu, soube esperar os efeitos externos de uma tática protecionista em nome de um nacionalismo arcaico que assanhou Trump, para que a verdade se colocasse acima dos arrotos de Trump a partir do código de xenofobia e histeria.

O resultado foi a substituição do confronto de Trump contra o Brasil por condições particulares altamente favoráveis ao mesmo Brasil.

Foi assim, no silêncio, que Lula se manifestou, e a história do Brasil, diante de uma grave medida dos EUA, avançou e adquiriu fisionomia de país que sabe o que faz com a bola no pé.


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