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A trama que une o Master, Campos Neto, a Faria Lima e a Globo

Do Banco Central ao Nubank, gestão do ex-presidente do BC abriu alas para o Master, propiciou doações milionárias ao bolsonarismo e agora conta com a blindagem da imprensa corporativa

O cenário político-financeiro brasileiro assiste, atônito, ao desenrolar de um dos enredos mais complexos de nossa história recente: o Caso Banco Master. No entanto, para além das cifras bilionárias, o que emerge é uma cronologia de proximidades perigosas, doações vultuosas e uma engenharia de proteção mediática que tenta, a todo custo, inverter a lógica dos fatos. Para compreender o escândalo, é preciso conectar os pontos de uma trajetória que começa nos gabinetes de Brasília e termina nas cadeiras de luxo de bancos digitais e grandes conglomerados de mídia.

A gênese: O Banco Central de Campos Neto
De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Jair Bolsonaro (PL) para a presidência do Banco Central. Sob sua gestão, o BC adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras. Foi nesse vácuo de “flexibilização” que o Banco Master (antigo Banco Máxima), sob o comando de Daniel Vorcaro, encontrou terreno fértil para sua expansão meteórica. Os registros oficiais são implacáveis: Daniel Vorcaro visitou o Banco Central presidido por Campos Neto pelo menos 24 vezes durante o período em que o Master se consolidava e recebia autorizações cruciais da autarquia. Essa frequência de reuniões entre um regulador e um ente regulado, em meio a um processo de formalização institucional, levanta questões éticas profundas sobre a impessoalidade da administração pública.

Dinheiro no tabuleiro eleitoral
Enquanto o Master ganhava musculatura sob a vigilância, ou benevolência, do BC, o braço político do grupo operava a todo vapor. Fabiano Zettel, o operador, sócio e cunhado de Vorcaro, não economizou no apoio aos aliados de Campos Neto. Nas eleições de 2022, Zettel injetou R$ 5 milhões nas campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo R$ 3 milhões para o primeiro e R$ 2 milhões para o segundo. O investimento foi preciso. O Banco Master, que operava à margem do sistema mainstream, tornava-se um gigante em tempo recorde, enquanto seus principais entusiastas buscavam a manutenção do poder central.

A “porta giratória” e o Nubank
Com o fim do governo Bolsonaro, a trajetória de Campos Neto seguiu um caminho meticulosamente pavimentado. Ele assumiu o cargo de vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank. É aqui que a teia se expande. O Nubank recebeu autorização para operar como financeira nos momentos finais da gestão de Ilan Goldfajn no BC (antecessor de Campos Neto), consolidando-se como a “queridinha” do mercado. Coincidentemente, a Globo, através da Globo Ventures, tornou-se sócia minoritária do Nubank. O círculo se fecha: o ex-regulador agora é alto executivo de uma empresa que tem como sócio o maior conglomerado de comunicação do país.

Escândalo e a estratégia da distração
Quando o escândalo do Banco Master explode, envolvendo investigações sobre fraudes, venda de carteiras de crédito sem lastro, movimentações atípicas e o uso de fundos de pensão, a reação da imprensa corporativa foi, no mínimo, curiosa. Em vez de focar na relação promíscua entre o Master e a cúpula do BC da era Bolsonaro, ou no papel de Campos Neto enquanto facilitador institucional, assistimos a um fenômeno de “alucinose jornalística”. Veículos ligados à Globo e seus “co-irmãos” iniciam uma manobra de contorcionismo retórico aflitivo para tentar vincular o escândalo à esquerda e ao atual governo do presidente Lula (PT).

A verdade dos fatos, porém, é translúcida e derruba qualquer narrativa fantasiosa. As nomeações cruciais para o funcionamento do esquema foram feitas pela direita, assim como as doações milionárias foram direcionadas exclusivamente a candidatos desse espectro político e profundamente arraigados ao bolsonarismo-raiz. Houve reuniões constantes e documentadas entre o comando do Banco Central de Bolsonaro e os donos do Master, culminando na ocupação de cargos de alto escalão em bancos como o Nubank, que possui a própria Globo como sócia. Todos os nomes na agenda do celular de Vorcaro, apreendido e periciado, são de políticos da direita, assim como a totalidade das mensagens comprometedoras que vieram à tona até agora.

Não existe sequer um nome do atual governo ou de partidos progressistas envolvido formalmente no cerne das irregularidades investigadas. A tentativa de “esconder” Roberto Campos Neto e seu papel no fortalecimento desse ecossistema financeiro é uma nítida estratégia de proteção de ativos.

Ao culpar a esquerda por um esquema nascido, criado e totalmente operado nos gabinetes da gestão anterior, a imprensa corporativa não faz jornalismo; faz advocacia administrativa para seus próprios sócios. O Caso do Banco Master não é um mistério: é um retrato fiel de como o poder financeiro e o poder midiático se abraçam para proteger seus expoentes, enquanto tentam vender ao público uma versão distorcida da realidade.


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Queima de arquivo: o sicário está para Vorcaro como Adriano da Nóbrega está para Flavio Bolsonaro

Pelo jeito, temos aqui dois personagens que competem entre si nas coincidências da forma.

Se, como dizem as poucas matérias da grande mídia, Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, é mesmo o sicário de Vorcaro, ou seja, seu cão de guarda, valeria afirmar que, com um padrão e ficha criminal bem acima do secretário do dono do Master, Adriano da Nóbrega é tão assassino quanto.

Claro, há uma diferença brutal na comenda dos dois. Até aqui não se sabe de nenhuma medalha de honra que Vorcaro tenha conceadido a seu capataz, já Adriano da Nóbrega foi medalhonado pelo então deputado estadual, Flavio Bolsonaro, dentro da cadeia com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, sem falar que a mãe e a esposa de Adriano faziam parte do esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha) montada por Flavio e gerenciado por Fabrício Queiroz, parsa de Adriano.

Adriano da Nóbrega estava encarcerado por inúmeros assassinatos e tentativas de, mas os dois tiveram o mesmo fim, queima de arquivo.

Não é de se espantar, tendo em vista o histórico dos dois patrões, Vorcaro e Flavio Bolsonaro.

Outra acusação é a de que o sicário de Vorcaro operava como uma espécie de escritório do crime do dono do BolsoMaster para intimidar, coagir, estorquir, espancar e assassinar pessoas que atravessam o caminho do patrão.

E o que era mesmo o escritório do crime comandado por Adriano da Nóbrega, um grupo de milicianos e políticos para cometer crimes de extorsão, assassinatos e lavagem de dinheiro no Rio?

Segundo informações, esse grupo era associado a Adriano da Nóbrega e outros milicianos e teria ligações com Flavio Bolsonaro.

Entre os comparsas de Adriano, tinham policiais e civis, além de outros criminosos que extorquiam comerciantes e empresários e, por isso, o grupo de Adriano contava com a proteção de políticos e policiais.

O fato é que os dois morreram de formas diferentos com características idênticas às de queima de arquivo.

Certamente, a históia saberá revelar um paralelo desses dois universos, empresarial e político, que remontará a estrutura de poder que as muitas formas de milícias dão sustentação por um bom preço.


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Não foi só no avião de Vorcaro, Nikolas voou em jatinho de empresário de caça-níqueis denunciado por lavagem de dinheiro

Voo feito pelo deputado durante a campanha municipal de 2024 foi pago com recursos do fundo partidário, abastecido majoritariamente por dinheiro público

Além do avião de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master investigado por fraude bilionária e que está preso, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também utilizou, durante a campanha municipal de 2024, um jatinho de um empresário denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por participação em um esquema de exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro. As informações foram reveladas pelo The Intercept Brasil, que identificou o voo por meio do cruzamento de registros de fretamento, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e documentos de prestação de contas do Partido Liberal (PL).

De acordo com a Forum, a aeronave utilizada tem prefixo PR-MKB e pertence a uma empresa ligada ao empresário Nelson Ramon Aguilera Júnior, que atua no setor da construção civil. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público no âmbito de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Aguilera e outros investigados teriam estruturado um esquema destinado a ocultar e dissimular recursos provenientes da exploração ilegal de jogos, incluindo máquinas caça-níqueis.

O voo ocorreu entre os dias 24 e 25 de agosto de 2024 e percorreu o trajeto entre Jundiaí (SP), Belo Horizonte (MG) e São José dos Campos (SP). Documentos do partido indicam que o serviço custou mais de R$ 165 mil e foi pago com recursos do fundo partidário — abastecido majoritariamente por dinheiro público do orçamento federal.

Durante a campanha municipal daquele ano, Nikolas percorreu diversas cidades para apoiar candidatos do PL. Ao todo, ele realizou ao menos 15 viagens aéreas financiadas com recursos do fundo partidário. De acordo com notas fiscais de transporte e registros de prestação de contas, os gastos com esses voos ultrapassaram R$ 3,3 milhões.

Empresário já foi denunciado anteriormente
A investigação do Ministério Público não é o primeiro episódio envolvendo Aguilera. O empresário já havia sido alvo de uma denúncia semelhante em 2017, também relacionada à exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Os dois processos seguem em tramitação na Justiça.

O avião utilizado na viagem é um Learjet modelo 31A, fabricado em 1999, com capacidade para até oito passageiros, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac. Além do deputado, estavam no voo o secretário parlamentar Andre Dumont Lacerda e Pedro Henrique Gonçalves.

Posteriormente, a aeronave PR-MKB também foi alvo de uma medida judicial. Em outubro de 2025, um ofício da Anac encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou o cumprimento de uma ordem de bloqueio e indisponibilidade do jatinho. O documento não detalha o motivo da decisão.

Caso se soma ao jatinho de Vorcaro
A revelação ocorre poucos dias depois de vir à tona outro episódio envolvendo o uso de aviões privados pelo deputado. Nikolas também utilizou um jatinho ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante uma viagem pelo Nordeste antes das eleições de 2022.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que a viagem havia sido contratada sem que ele soubesse quem era o proprietário da empresa responsável pela aeronave. Dias depois, porém, foi revelado que Nikolas havia viajado ao lado de seu aliado, o pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, para um encontro com o então presidente Jair Bolsonaro também em um avião ligado ao Banco Master.

Outro lado
Procurado pelo The Intercept Brasil, o advogado de Aguilera, Ivan Cunha de Sousa, afirmou que a aeronave mencionada está sob gestão da AllJet Táxi Aéreo e que eventuais questionamentos sobre os voos deveriam ser direcionados à empresa. O advogado acrescentou ainda que os processos judiciais citados na reportagem tramitam em segredo de Justiça.

Já o gabinete de Nikolas Ferreira informou que o PL contratou o serviço de táxi aéreo da AllJet e destacou que, segundo registros da Receita Federal, Aguilera não integra o quadro societário da empresa. A assessoria não respondeu se o deputado sabia que o empresário era o proprietário da aeronave utilizada no voo operado pela companhia nem se sua equipe verifica a titularidade de aviões usados em agendas políticas.

A AllJet confirmou que operou, nos dias 24 e 25 de agosto de 2024, o voo em que esteve Nikolas e sua assessoria. Segundo a empresa, o avião de Aguilera integrou suas atividades de fretamento e segue um modelo comum na aviação executiva, em que aeronaves pertencentes a terceiros são operadas comercialmente por empresas de táxi aéreo mediante contratos firmados com os proprietários e registrados na Anac.


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O PGR, Paulo Gonet, desanca o bolsonarista, André Mendonça

O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, enviou um documento oficial ao Supremo Tribunal Federal expondo um conflito direto com o ministro André Mendonça.

No texto, Gonet contesta decisões recentes do magistrado que resultaram na suspensão de depoimentos e de quebras de sigilo em investigações que envolvem o sistema previdenciário.

O PGR argumenta que as interrupções determinadas pelo ministro prejudicam o andamento de apurações críticas e criam obstáculos para a colheita de provas necessárias ao esclarecimento de supostos esquemas de corrupção e fraude.

A manifestação da PGR detalha que a atuação do ministro teria extrapolado os limites processuais ao interferir em atos que são de competência exclusiva do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Gonet ressalta que a paralisação de diligências fundamentais coloca em risco a eficácia do combate ao crime organizado, gerando uma insegurança jurídica que afeta a credibilidade das instituições.

O documento utiliza termos contundentes para descrever a divergência, evidenciando uma crise de confiança entre a cúpula da procuradoria e um dos membros da Suprema Corte.

Além das críticas formais, o PGR solicitou que o STF reveja as decisões monocráticas de Mendonça para permitir a retomada imediata dos trabalhos de investigação.

O conflito ocorre em um momento de alta tensão política, no qual processos envolvendo figuras influentes e grandes movimentações financeiras aguardam definições judiciais.

A disputa agora aguarda análise do plenário ou da presidência do tribunal, enquanto os bastidores do Judiciário e do Ministério Público registram um dos embates mais diretos entre as duas instituições nos últimos anos.”

*Do Facebook de Lavínia Fadigas


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A paisagem brasileira de Elio Gaspari de O Globo é um primor de bolsonarismo

A pricipal eiva corruptora de uma opinião está numa palavra ou em muitas palavras ajeitadoras, e Elio Gaspari esmaga a realidade para vender a paisagem do Brasil atual de onde ele está, vendo o país de dentro da redação do Globo, onde tenta frisar uma imagem totalmente enviesada às próprias custas.

Na verdade, é uma aprendizagem para quem tem a exigência de traduzir os fatos à moda caralho, conceituando fatos em que usca atacar Lula e simplesmente omitir realidades concretas, cristalizando um lado na disputa eleitoral para a Presidência da República.

O tijolo de Elio Gaspari começa com o título “Flavio Bolsonaro surpreendeu”.

Não há nada demais a notícia ser dada em garrafais e nem se confessar antiLula e pró-Bolsonaro, o problema são os sofismas dos quais Gaspari se lambuza, o pior deles exatamente nesse momento, é o que julga um erro de Lula receber Vorcaro em 2024 com três testemunhas, enquanto mesmo escriba não dá um pio sobre os R$ 5 milhões que Vorcaro depositou nas contas de Bolsonaro e Tarcísio.

Tarcísio, a quem Gaspari dá de barato a sua história sobre uma possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo.

Com um pincel na mão, Gaspari frisa a paisagem que lhe interessa, a de um Brasil que ele habita de onde está, e ele está, sob a orientação dos Marinho, dentro da Globo. Globo, que mostramos aqui hoje em uma matéria, produziu um evento em Nova York patrocinado por Daniel Vorcaro, onde ele foi a estrela.

Tudo isso em defesa de Flavio Bolsonaro, que publicou no X um manifesto contra o Brasil e os brasileiros, pedindo que Trump interviesse no Brasil com seu exército contra os brasileiros numa falácia de que combateria o “narcoterrorismo” do PCC e CV.

O mais irônico é Gaspari conciliar a campanha de Flavio com a Faria Lima, num gesto de sabujice em que também está incluido na ciranda financeira junto com as fintechs na mesma Faria Lima, o próprio PCC, mostrando que Elio Gaspari acabou por morder o próprio rabo.


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Vídeo: Vorcaro patrocinou e foi maior estrela de evento da Globo em Nova York, que o lançou no mercado

Em maio de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York.

Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país. A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo.

Vorcaro abriu seu discurso com uma propaganda do Master, de olho em importantes personalidades do setor financeiro dos Estados Unidos, muitas delas com negociações em andamento com o Brasil. Ele sabia com quem estava falando e que a Globo lhe deu essa oportunidade.

Estavam lá, entre outros, segundo matéria do próprio Valor, “James Bullard, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis, e Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Fed. Simon Rosenberg, estrategista do partido Democrata, e Scott Jennings, estrategista do partido Republicano”. Ele iriam “analisar as eleições americanas e como a escolha do presidente dos EUA pode afetar investimentos nos países emergentes”.

“Os governadores Claudio Castro, do Rio de Janeiro; Mauro Mendes, do Mato Grosso; Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas, de São Paulo; Helder Barbalho, do Pará; Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, vão divulgar a agenda de investimentos de grande porte em seus respectivos Estados. Também falarão o secretário de Fazenda do município de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano, e e Alexandre Vermeulen, presidente da invest.Rio.”, informava o Valor.

Com Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, a Rioprevidência comprou quase R$ 1 bilhão em letras podres do Master.

Vorcaro, que fazia então seu début na altas esferas dos negócios no país, teve a oportunidade de vender seu peixe, com o “selo de qualidade” das organizações Globo. Foi apresentado por Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, organizador daquele fórum, que classificou como “histórico” e um “debate saudável”. Chamou-o de “amigo”.

“Estamos muito entusiasmados com esse quórum e teremos repercussão ampla em todos os veículos do grupo Globo”, disse. “A gente pretende voltar todo ano”.

Vorcaro, o grande nome do encontro, mostrou as altas avaliações de agências de análise de risco e exibiu uma propaganda em inglês de um produto chamado CredCesta. Agradeceu o Valor, “que tem sido um baluarte para nossa nação, uma referência e um norte para nós, com informações sempre precisas e isentas”. Continuou: “Cumprimento o Fred e toda a equipe que admiro bastante: Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos os demais. Essa semana se enriquece com a presença do Valor nas discussões”.

“Sempre saio com uma bagagem mais rica”, disse. “Alcançamos um nível de investimento com ratings Fitch, reforçando a nossa credibilidade”. Em seguida, a apresentadora agradece “Daniel” pelas “palavras inspiradoras”.

O carimbo de credibilidade do grupo Globo lhe abriu várias portas para cometer seus crimes financeiros. Em dezembro de 2025, Luciano Huck, por exemplo, virou garoto-propaganda do Will Bank, banco digital controlado pelo Master. A instituição ganhou grande exposição ao se tornar patrocinadora do Domingão, com inserções de marca, ações promocionais e menções recorrentes durante a atração.

Huck chegou a negociar a compra do Will Bank, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. Segundo diálogos vazados com a namorada Martha Graeff, Vorcaro cita um jantar com Luciano Huck. Aparece igualmente a referência a um almoço com “editoras de revistas da Globo” — área comandada por Fred Kachar. “Amor, as diretoras de todas as revistas globo querem marcar um almoço com vc”, ele escreveu.

Reportagens encomiásticas sobre a marca de bem-estar Happy Aging, voltada ao público feminino, criada pela empresa de Martha, foram publicadas. Na Vogue, entre outras, saiu isso: “Com produtos e suplementos para longevidade, empresa fundada por brasileira e médico de Harvard estreia no mercado norte-americano”.

Trecho de diálogo vazado entre Vorcaro e a então namorada Marthe Graeff citando almoçom com “todas as diretoras de revistas da Globo”
Vorcaro manteve uma relação íntima com a Globo, usando dinheiro sujo para limpar sua imagem, a do seu banco e sua biografia, enquanto o grupo fazia negócios, influenciava e enganava milhões de pessoas. Foi apenas por meio de propaganda oficial e patrocínio a eventos ou algo além disso? A Globo precisa responder.

Com vazamentos seletivos da Polícia Federal, o grupo tenta, mais uma vez, se eximir das consequências do monstro que ajudou a criar, como aconteceu com a Lava Jato. Falta dar as explicações, que nunca serão dadas.

*DCM


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ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag, segundo o Coaf

Relatório aponta repasses à empresa do ex-prefeito de Salvador entre 2022 e 2024; político afirma que valores correspondem a serviços de consultoria

Segundo informações de O Globo, em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que uma empresa ligada ao vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. Os repasses ocorreram após as eleições de 2022 e se estenderam até maio de 2024.

Os recursos foram transferidos à A&M Consultoria Ltda., empresa criada por ACM Neto em sociedade com sua esposa no final de dezembro de 2022. O Coaf, órgão de inteligência financeira vinculado ao Banco Central, registrou movimentações consideradas expressivas para a capacidade financeira declarada da empresa.

Segundo dados citados no relatório, entre junho de 2023 e maio de 2024 a empresa recebeu R$ 2,9 milhões em transferências. Desse total, R$ 1,5 milhão foram enviados pela gestora Reag em 11 repasses, enquanto R$ 1,3 milhão vieram do Banco Master em nove transferências. Antes desse período, em março e junho de 2023, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag.

No mesmo intervalo analisado pelo Coaf, ACM Neto teria recebido de sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 repasses. O relatório registra que a companhia movimentou valores considerados elevados em relação à estrutura financeira declarada. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, afirma o documento do órgão responsável por monitorar operações suspeitas e prevenir lavagem de dinheiro.

A A&M Consultoria foi registrada em 28 de dezembro de 2022 com capital social de R$ 2 mil. De acordo com dados da Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atividades de apoio à educação.

Defesa de ACM Neto
Procurado pela reportagem, ACM Neto confirmou que recebeu os valores e afirmou que os pagamentos estão vinculados à prestação de serviços de consultoria. Em nota enviada ao jornal, o ex-prefeito de Salvador explicou que abriu a empresa quando já não ocupava cargo público e passou a prestar serviços a diferentes clientes.

“Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, declarou.

O dirigente do União Brasil também afirmou que, à época dos contratos, não havia fatos que desabonassem as empresas que o contrataram. “No período do contrato, existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado”, disse.

Na mesma nota, ACM Neto afirmou que os serviços prestados não têm relação com investigações envolvendo o Banco Master. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, afirmou.

Ele acrescentou ainda que está “totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado”.

Rede de consultorias ligadas ao Banco Master
O Banco Master também contratou outros consultores e advogados com atuação no ambiente político e jurídico em Brasília. Segundo revelações anteriores do colunista Lauro Jardim, do próprio O Globo, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi contratado como consultor da instituição financeira.

Mantega teria intermediado um encontro entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de atuar em favor da aprovação da operação de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal.

Outro nome ligado ao banco foi o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que passou a prestar consultoria após se aposentar do Supremo Tribunal Federal em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e resultou em R$ 6,5 milhões pagos ao ex-ministro e ao seu filho entre agosto de 2023 e agosto de 2025.

Também foi firmado contrato com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo, revelado pela colunista Malu Gaspar, previa pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos para atuação em Brasília, mas foi encerrado após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do banco., de acordo com informações do 247.

Investigações sobre o Banco Master
O Banco Master tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal após a descoberta de um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. As apurações indicam a emissão de títulos de crédito sem lastro e operações irregulares que podem alcançar cerca de R$ 12 bilhões.

Diante das irregularidades identificadas, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025. Na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Na decisão, Mendonça apontou que o empresário mantinha um “braço armado” para intimidar adversários, com uso de “coação por meio de sua milícia”.


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Malu Gaspar plagia Chacrinha: vim para confundir, não para explicar

Hoje, Malu Gaspar superou até o grande Rolando Lero, da Escolinha do Professor Raimundo.

Na tentativa de desqualificar a nota de Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, na GloboNews, Malu usou a velha tática de dar uma versão confusa dos fatos para serem confusamente entendidos pela sociedade.

Mas parece que o tiro saiu pela culatra, pois o que aconteceu foi que, pela cara dos colegas, a gazua eleitoral utilizada pela sabuja lavajatíssima errou na dose até para consumo interno. A cara dos colegas era de quem estava entendendo p* nenhuma que a postulante a fiscal dos passos de Moraes produziu sob a premissa de desvendar negativamente a nota de Viviane Barci.

Como prêmio, levará um troféu do Chacrinha com sua máxima, “vim para confundir, não para explicar”.


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O peleleco do Vorcaro está pleso na gaiola

O Brasil parece mesmo um cartum. Quando se vê o pau mandado de Bolsonaro, Rogério Marinho, convocar coletiva de imprensa para dizer que senadores bolsonaristas estão reunindo votos para pedir o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que comandou a condenação e prisão do golpista Bolsonaro, que incluia em seu plano de golpe em 8 de janeiro de 2023, o assassinato do atual presidente da República, Lula, do vice, Alckmin e do próprio ministro do STF, Alexandre de Moraes, tem-se a certeza que pelo menos uma parcela da população vive de galhofa para uma choldra de eleitores afeitos à patetices no campo de batalha política.

A absurda orientação, melhor dizendo, ordem do condenado, preso na Papuda que, diga-se de passagem, recebeu um aporte de R$ 3 milhões, depositados em sua conta por Daniel Vorcaro, querendo usar manchetes sensacionalistas da mídia contra o ministro para tentar desesperadamente inverter a lógica da vida institucional do país, dá para jurar que se vive num hospício.

No Brasil, a direita nunca viveu uma crise de identidade tão brutal como agora. A civilidade foi jogada no lixo pelo próprio Bolsonaro e seus súditos.

Isso pode ser classificado como ferocidade alegórica de um quadro de humor trash.

Lógico, toda essa paspalhice se estende ao mais sabujo dos filhos de Bolsonaro, Flavio, justamente por sublinhar, como de fato é, um soldado impávido cumprindo as ordens do papai, dizendo inclusive que quer vencer a eleição para a presidência para soltar o delinquente que parece se encontrar em uma confusão mental que ultrapassa as raias da loucura.

Duro é imaginar que a direita foi incapaz de superar uma besta como essa, porque não tem quadros minimamente competitivos para disputar a presidência da República em 2026. Então, parte para o terrorismo humorístico sem exigir do pintor ao menos um pincel para desenhar tal lambança.

*Imagem destaque: Izanio Charges


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Moro pode estar por trás dos ataques a Moraes e Toffoli, do STF

Avaliação de ministros do Supremo é compartilhada por Kakay, Eugênio Aragão e Marco Aurélio de Carvalho: a Lava Jato sobrevive

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram de forma contundente a integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante da suspeita de que remanescentes da operação Lava Jato ainda ocupam cargos estratégicos nesses órgãos. De acordo com avaliação presente no STF, essas estruturas estariam sendo utilizadas para promover ataques à Corte e criar desgaste político ao governo, segundo apuração de Tales Faria, do Correio da Manhã e 247.

A percepção de integrantes do Supremo é de que a antiga força-tarefa da Lava Jato permanece organizada e influente dentro das instituições. A suspeita ganhou força após episódios que envolveram investigações e decisões judiciais recentes, além de vazamentos e conflitos institucionais.

O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que há atuação de integrantes remanescentes da Lava Jato dentro da PF e da PGR. Segundo ele, essas movimentações estariam por trás de ataques direcionados aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. “A Lava Jato está super estruturada ainda. Seus integrantes estão em postos chaves da PGR, e o Moro tem agentes da Polícia Federal absolutamente ligados a ele. Basta lembrar que quando o ministro Dias Toffoli expediu a liminar de busca e apreensão na 13ª Vara de Curitiba, demorou quase um mês para ser cumprida. Ele teve que nomear agentes específicos, da confiança dele”, declarou Kakay.

Na avaliação do advogado, a situação revela uma articulação mais ampla que envolveria o senador e ex-juiz parcial Sergio Moro (PL-PR), responsável por conduzir a operação Lava Jato quando atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba. Kakay afirmou que há uma estratégia política voltada a atingir o STF e, indiretamente, o governo.

“Tudo isso é muito grave, muito grave. Tanto é que o Toffoli teve que nomear agentes da confiança dele para a investigação do Banco Master. E, com a saída dele, o ministro André Mendonça isolou a imprensa. Isolou também o Andrei Rodrigues [diretor-geral da PF] da condução do caso. Na verdade, existe uma campanha forte coordenada pelo Moro e pelos lavajatistas. Eles entendem que um tiro no Supremo Tribunal Federal hoje é um tiro no governo. É isso que está por trás”, afirmou Kakay, que integra o Grupo Prerrogativas.

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também vê a presença de influência da Lava Jato em setores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, a permanência dessa corrente dentro das instituições contribui para tensões entre investigadores e o Supremo. “De fato, tanto a área penal da PGR como a PF estão contaminados pelo lavajatismo. Falta bom senso. Mas também o protagonismo algo impróprio do STF nas investigações vem incomodando muito aos investigadores, que perdem um instrumento de alavancagem corporativa”, afirmou Aragão.

A mesma interpretação é compartilhada por Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Para ele, setores da oposição política teriam se aliado a remanescentes da Lava Jato na tentativa de enfraquecer o Supremo, com a expectativa de que isso produza efeitos negativos para o governo federal.

Segundo Carvalho, disputas internas dentro da Polícia Federal também estariam contribuindo para o ambiente de instabilidade e para a divulgação de informações reservadas. “É preciso levar em conta que a polícia também está em disputa. Daí esses vazamentos. O interessante é que, embora criminosos, são vazamentos reveladores. Aquilo que a oposição considerou uma bala de prata contra o governo, na verdade era uma bala de festim. Não encontram nada, por exemplo, contra o Fábio [Fábio Luís Inácio, o Lulinha]. Estava tudo declarado. O mais importante não é o que eles acharam, mas o que não acharam”, afirmou.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a principal preocupação seria identificar servidores alinhados ao lavajatismo que ainda ocupam posições estratégicas na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. A expectativa é que os dirigentes das instituições, como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a chefia da PGR, consigam mapear e afastar esses quadros de funções sensíveis.

Apesar disso, interlocutores do governo demonstram ceticismo quanto à possibilidade de mudanças rápidas nas estruturas internas dos órgãos. A avaliação é de que as disputas institucionais e corporativas podem dificultar qualquer reconfiguração imediata dentro da PF e da PGR.


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