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Eduardo Bolsonaro está vendendo bucho como filé mignon; Tarcísio de Freitas está comprando

Os antigos bolsonaristas, a maioria do Centrão, está usando antialérgicos contra a associação de suas imagens à de Bolsonaro., já que o nome do covarde tem provocado coceira, urticários, espirros e corisa na vida real da política brasileira pela direita fisiologista, que sempre viveu de oportunismos.

Associar-se hoje a Bolsonaro, ainda tem um efeito positivo que age por 24 horas, a partir daí, é só lenha.

No Brasil, qualquer adulto acima de 12 anos, sabe que o nome de Bolsonaro se transformou em laxante. Ou seja, seu uso oral é contraindicado, por ser diarréico e trazer o maior risco possível de detonar a campanha de quem se associa a ele.

Pois bem, Tarcísio de Freitas, que não tem vida própria, vem procurando socorro nas barras da saia de um Bolsonaro em estado acelerado de putrefação após sua prisão.

Isso é um sintoma de quem não tem conteúdo para apresentar como plataforma política e, por isso, busca na imagem de Bolsonaro uma embalagem desgastada, reusada, que liga Tarcísio imediatamente ao fundo do poço.

É necessário lembrar que existem duas medidas diametralmente opostas sobre o capital político de Bolsonaro, a que mantinha quando ele detinha o poder em que construiu um grupo profissional nas redes e na mídia para produzir uma espécie de indústria do bolsonarismo, com bilhões de recursos estatais, mas também de quem, sobretudo dentro do agronegócio, obteve vantagens absolutamente ilegais em seu governo..

Atualizada, hoje, essa bula de Bolsonaro está em branco e, conforme o passar dos dias, sua condenaçao e prsão definitiva, menos reações se vê no mundo virtual ou real a seu favor.

Em outas palavras, Bolsonaro sumiu da boca dos bolsonaristas, fazendo desaparecer com ele da vida nacional.

Então, vem a pergunta, quanto tempo o clã Bolsonaro pode tentar vender esse bucho como filé mignon político?

Não pode. Estão blefando no rótulo um conteúdo que eles não têm.

Associar-se a Bolsnaro, como insiste Tarcísio de Freitas, não há remédio para nenhum candidato, pricipalmente para quem almeja ser presidente dq República.

A palavra Bolsonaro, hoje, é um entulho volumoso como uma barricada intransponível.

O Bolsonaro, que Eduardo e os irmãos estão vendendo, não vencerina nem o macaco Tião, em quem Eduardo disse que votaria contra qualquer candidato que não seja seu pai, inclusive o Tarcísio.


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Vorcaro, do Banco Master, deixou a prisão com a bíblia na mão

Nisso, não há nada de extraordinário em um país em que Kelmon, carnavalescamente, fantasia-se de padre, e Malafaia, aos berros histéricos, diz ser o representante de eus na terra.

Além de Vorcaro deixar a prisão com a bíblia na mão, outros quatro executivos do Banco Master, também foram soltos.

Como se sabe, Vorcaro, dono do Banco Master, é investigado por fraude financeira pela operação Compliance Zero e, por isso, foi trancafiado no Centro de Detenção Provisória, em Guarulhos, mas acabou por não esquentar o banco, pois já estava na rua poucos dias após sua estrondosa prisão.

Isso remete imediatamente a uma pergunta, Vorcaro seria solto se não fosse banqueiro amigo de Claudio Castro, Bolsonaro e Tarcísio para os quais doou milionários aportes para suas campanhas, se fosse preto e favelado e morasse no Complexo do Alemão ou da Penha?

Os fatos respondem por si. Afinão, estamos falando de Brasil, onde barões do café, que impuseram aos negros uma feroz escravidão, diziam-se religiosos e faziam generosas doações às igrejas católicas.

Ou seja, nada de novo no front.

Vorcaro apenas cumpriu uma agenda secular nesse país. Não se assistiu há pouco os barões da mídia em peso apoiarem o genocídio na Palestina, tranformada num inferno por quem se arroga filho escolhido por Deus, como ocorre em Israel.

O uso das religiões, de Cristo, de Deus, inclusive para atacar outras religiões, não são patentes nas antigas e atuais “civilizações”?

Então, não ha espanto ao ver um vigarista como Vorcare sair da prisão de boné, chinelo e bíblia na mão Afinal, essa é a mais antiga forma de ostentação.

O banqueiro, que leva uma rotina de rei babilônico,  com esse jeito folgazão, não arrancou dos cofres vultuosos montantes financeiros.

Na verdade, o governo Claudio Castro fez uma série de negócios com o Banco Master e admite ter tomado calote bilionário de Daniel Vorcaro.

Nessa salada de interesses, o mesmo Claudio Castro, que promoveu a maior chacina da história do Brasil, com a morte de 121 jovens, sendo 17 sem passagem pela polícia, no Alemão e Penha, além de 5 policiais mortos, é parceiro, par e passo, do banqueiro bandido que tem a cara dura de sair da prisão com tornozeleira na perna e bíblia na mão.


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Outro com Alzheimer?: Bolsonaro diz não lembrar endereço após meses em prisão domiciliar

Na audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (27), um ponto chamou atenção logo no início do procedimento envolvendo Jair Bolsonaro (PL), que nesta semana passou a cumprir pena de 27 anos de prisão em regime fechado pela tentativa de golpe de Estado. Ao ser solicitado a informar dados pessoais básicos, o ex-presidente não conseguiu responder qual era o próprio endereço. Com informações do blog de Ancelmo Gois, do Globo.

Bolsonaro afirmou não se lembrar do local onde vivia, apesar de permanecer havia meses em prisão domiciliar em Brasília. A pergunta sobre endereço faz parte do protocolo padrão das audiências de custódia, que exigem a checagem de dados como filiação, estado civil e data de nascimento.

No momento da verificação, Bolsonaro respondeu de forma vacilante e disse que não recordava o endereço da residência onde cumpria medida cautelar antes da transferência para o sistema prisional. A informação ficou registrada na ata da audiência.

Após o procedimento, a defesa de Bolsonaro passou a organizar a documentação necessária para enquadrá-lo nas atividades oferecidas pelo sistema penal, entre elas a remição de pena por leitura. Esse mecanismo está previsto na legislação brasileira e permite a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias, científicas ou filosóficas, desde que cada livro seja acompanhado de uma resenha escrita e aprovada pela administração prisional.

A lista inicial de obras que podem ser disponibilizadas inclui títulos nacionais amplamente adotados nos programas de remição, como “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, “O Alienista”, de Machado de Assis, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Também constam obras estrangeiras de domínio público, como “1984”, de George Orwell, e “A Revolução dos Bichos”, do mesmo autor. A seleção final depende de autorização da unidade prisional responsável.

Em programas de remição por leitura, os livros devem ter conteúdo compatível com as normas internas do sistema penal e precisam ser entregues em exemplares físicos registrados no protocolo da unidade. Cada obra lida e avaliada pode reduzir até quatro dias de pena, respeitado o limite anual previsto em regulamento. O procedimento exige avaliação individualizada e assinatura do preso ao entregar a resenha.

A administração prisional ainda definirá o calendário de entrega de obras e os prazos de avaliação para Bolsonaro. A defesa deve encaminhar os pedidos ao setor pedagógico do presídio, que organiza as atividades educacionais. As movimentações referentes à leitura, assim como os registros da audiência, serão anexadas ao processo de execução penal.


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Moraes dá 5 dias para defesa de Heleno explicar diagnóstico de Alzheimer

Ao ser preso, Heleno afirmou a uma equipe médica que sofre de doença de Alzheimer desde 2018

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de cinco dias para que a defesa do general da reserva e ex-ministro Augusto Heleno apresente documentos sobre o estado de saúde do militar e seu diagnóstico da doença de Alzheimer.

No despacho deste sábado (29), Moraes determinou a apresentação do exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas do diagnóstico em 2018, além de relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde aquele ano, inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado.

O ministro ainda solicitou documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da doença durante todo esse período. “A Defesa, também, deverá esclarecer se, em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu comunicou ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico”, acrescentou.

Heleno

PGR se manifestou a favor de domiciliar para Heleno
Heleno, 78, foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, no contexto da trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a derrota para Lula (PT) em 2022.

General da reserva, ele foi levado para o Comando Militar do Planalto para cumprir a pena. Ao ser preso na última terça (25), o ex-ministro do GSI de Bolsonaro afirmou a uma equipe médica que sofre de doença de Alzheimer desde 2018.

Ele disse aos médicos ser “portador de demência Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso (polifarmácia)”.

Sua defesa solicitou a concessão de prisão domiciliar para Heleno, citando tanto sua idade avançada —ele tem 78 anos — como seu estado de saúde. A PGR (Procuradoria-Geral da República) disse estar de acordo com a domiciliar.

A doença de Alzheimer não foi trazida à tona pela defesa do militar ao longo da tramitação do processo da trama golpista.

No despacho, Moraes também fez referência ao fato de que Heleno foi ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) no período em que já estava com diagnóstico de Alzheimer.

“Entretanto, não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) — responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”, escreveu Moraes.

*ICL


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O alzheimer do general Heleno não o fez esquecer que é um golpista contumaz

Depois da saga do personagem do pai, criado por Eduardo Bolsonaro, em que detona a saúde do velhinho preso, mas segue em tom de desabafo, dizendo que ele não pode cumprir sua pena na cadeia pela fragilidade de sua saúde, ele, na mesma pegada, já engata o apelo de anistia não para Bolsonro se tratar ou mesmo se preservar, mas para se candidatar à Presidência da República em 2026, além de toda uma exaustiva e sobreumana agenda que todo candidato é obrigado a cumprir.

Exatamente isso, o mesmo é um doente terminal com condições  atléticas de vencer o decátlo olímpico, ou seja, dez provas de atletismo, em que bateria recorde em cada uma delas, dos 100 metros rasos aos 3 mil metros; do salto triplo ao salto com vara, assim como os arremessos de peso, disco e dardo, entre outros.

Bolsonaro seria, ao mesmo tempo, um moribundo com a alma encomendada pelo padre Kelmon e o próprio Zeus do Olimpo em condições físicas incomparáveis, mesmo diante dos melhores atletas do planeta.

Agora vem o general Heleno “lembrar” que sofre de alzheimer há 7 anos, desde 2018, e que, em um desabafo contra a sua prisão, dizer que merece a liberdade continuada, numa suposta prisão domiciliar, com apoio direto dos parentes e amigos, abrindo uma ampla discussão na sociedade:

Como pode alguém sofrer de alzheimer há 7 anos e, numa fala quase como uma ressurreição, lembrar que sofre de esquecimento e demência, com a memória tão viva de forma tão malandra?

Esses dois suprassumos das desulpas cretinas, certamente, concluem que a qualidade de suas espertezas é muito mais relevante do que a burrice de uma sociedade inteira.

A essa altura dos fatos, uma coisa fica patente, além do cinismo de Bolsonaro, que deu três versões sobre a tentativa de se livrar da tornozeleira e fugir, o general Heleno nos faz lembrar, de forma incrédula, como um homem com alzheimer com alto nível de gravidade, estava tão ativo em 2022 para propor uma virada de mesa numa reunião miniserial, cobrando urgência para que Bolsonaro comandasse imediatamente um golpe de Estado.

O grande cientista e professor, Miguel Nicolelis, diz e prova que “nem a Inteligência Artificial é inteligente e muito menos artificial”.

Podemos concluir que a burrice de Bolsonaro e Heleno é mais burra e mais cínica do que eles próprios.


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The New York Times e Financial Times refletem o encantamento que Lula provoca no mundo

Quem escreve sobre a seleção brasileira de 1970, considerada, no mundo, a maior de todas as seleções de todos os tempos, não descreve o clima de pessimismo que os comentaristas brasileiros de futebol impunham nas famosas resenhas esportivas.

Mesmo o Brasil, tendo feito, nas eliminatórias de 1969, uma camapanha extradordináia, com inúmeras goleadas, em que Tostão foi a grande estrela, o impacto daquele momento, segundo bocas malditas dos debates esportivos, era medido por uma suposta modernização do futebol mundial em que o Brasil chegaria na copa para enfrentar, com futebol lento, envelhecido, antigo e ultrapassado.

Pois bem, mesmo ainda muito garoto em 1970, com 13 anos, percebia que o Brasil ditava o ritmo do jogo, e isso impressionava, tal o domínio da posse de bola que os craques brasileiros, conascientemente, sublinhavam diante dos olhos do mundo.

Ou seja, aquela correria, vista pelos textos o verbalizada pela grande mídia, não trouxe nenhuma vantagem para ela contra o Brasil. A seleção brasileira simplesmente mandava nos jogos, regida pelo maestro Gerson.

O resto da história, todos sabem, o Brasil jamais correu risco de perder a copa de 1970. A confiança dos brasileiros crescia a cada jogo e a caa vitória em todas as partidas em que disputou, nclusive sem nenhum empate.

O Pelé, que muitos diziam estar velho, nunca foi tão rei como naquela copa. que exaltou sua coroa.

Digo tudo isso para traçar um paralelo com o terceiro mandato de Lula, mas sobretudo este ano de 2025, por conta da tresloucada política tarifária de Trump, que reservou uma extensa lista de submissões de líderes de Estados diante de um “novo sistema” globalizado, comandado por Trump, que embaralhou as cartas do jogo econômico mundial.

O governo Lula se posicionou exatamente como a seleção de 1970, sabeno como se livrar da arapuca de Trump, mas principalmente como enfrentá-lo politicamente e conseguir reverter o jogo numa vitória magistral para o Brasil e, claro, do próprio Lula conra Trump.

É esse reconhecimento que está sendo dito há muito tempo nas páginas dos principais jornais do mundo como o New York Times e Financial Times.

A visão de Lula diante da própria estrutura do Brasil e dessa espécie de “nova ordem” tarifária de Trump, impressionou a todos, menos a velha mídia brasileira, que sim, reconhecia a vitória de Lula, mas sempre acrescentando que era uma vitória momentânea, parcial. Lula provou que não, pois essas vitórias foram fruto de quem sabia o que fazer com a bola, com uma combinação de soberania e capacidade de negociação.

Fato que é reconhecido pela grande maioria dos brasileiros, sem falar das políticas públicas de Lula que fizeram a grande diferença na vida dos brasileiros, somado à isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e desconto significativo para quem ganha até R$ 7 mil.

Isso fará da sua campanha para o quarto mandato em 2026 inegavelmente viroriosa.


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Desembargadora que revogou prisão de Vorcaro foi acusada de gestão fraudulenta

A desembargadora, Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), revogou na sexta-feira (28 de novembro de 2025) a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de outros investigados na Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). Vorcaro foi detido em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para o exterior — a PF alegou risco de fuga, mas a defesa sustentou que a viagem a Dubai estava previamente comunicada ao Banco Central para finalizar a venda do banco.

Inicialmente, em 20 de novembro, a própria desembargadora negou um pedido de soltura, citando indícios de **gestão fraudulenta, organização criminosa e obstrução de fiscalização**. No entanto, após reconsideração, ela concluiu que os crimes não envolvem violência ou grave ameaça, e que medidas alternativas (como retenção de passaporte, tornozeleira eletrônica, proibição de contato com investigados e suspensão de atividades financeiras) seriam suficientes para mitigar riscos. A decisão também se baseou na justificativa da viagem de Vorcaro, afastando a interpretação de tentativa de fuga.

A Operação Compliance Zero investiga supostas fraudes de R$ 12 bilhões no Banco Master, incluindo a emissão de “títulos podres” (créditos falsos) para inflar balanços e maquiar prejuízos. O Banco Central barrou a venda do Master ao BRB e decretou sua liquidação em novembro de 2025.

Acusações Contra a Desembargadora

Sim, a afirmação é verdadeira: Solange Salgado da Silva foi acusada de gestão fraudulenta em um episódio de 2011, relacionado à sua atuação como ex-presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer). Em abril daquele ano, 40 juízes federais pediram investigação disciplinar ao TRF-1, alegando que seus nomes foram usados de forma “irresponsável, temerária e fraudulenta” em contratos de empréstimos simulados e fraudulentos firmados pela entidade entre 2000 e 2009. Auditorias internas da Ajufer e relatórios da Fundação dos Juízes Federais (FHE) apontaram irregularidades, como uso indevido de dados de magistrados e contratos suspeitos.

O então corregedor do TRF-1, desembargador Cândido Ribeiro, instaurou processo administrativo contra os ex-presidentes da Ajufer, incluindo Solange Salgado. Posteriormente, a Corte Especial do TRF-1 rejeitou a denúncia contra ela por falta de provas, afastando sua participação no suposto esquema. As acusações, no entanto, permanecem documentadas no histórico funcional da magistrada, conforme relatórios administrativos.

Trajetória de Solange Salgado

Formação e carreira inicial: Ingressou no Ministério Público Federal, atuou na Defensoria Pública e na Justiça Federal. Foi juíza eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).

Promoção: Tornou-se desembargadora federal no TRF-1 em 2013.
Outros episódios**: A decisão sobre Vorcaro não é isolada; ela já foi citada em debates sobre proporcionalidade em prisões preventivas, mas sem condenações.

O caso reacende discussões sobre imparcialidade no Judiciário, especialmente em investigações financeiras sensíveis. A defesa de Vorcaro havia protocolado habeas corpus no STF, mas a revogação pelo TRF-1 pode tornar o recurso desnecessário. A PF e o Ministério Público podem recorrer da decisão.


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Crise no Centrão: aliança União Brasil-PP vive divisão interna após casos Master e Refit

A federação formada por União Brasil e PP, anunciada há sete meses como um novo polo de força na direita, enfrenta um cenário cada vez mais conturbado.

Além de disputas internas nos estados, a aliança passou a lidar com o desgaste político provocado pela aproximação de seus principais dirigentes, Antonio Rueda e o senador Ciro Nogueira, com o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Ricardo Magro, ambos alvos de operações recentes.

Para lideranças de centro e direita, essas relações devem ser exploradas por adversários em 2026, com potencial de afetar candidaturas em todo o país. O ambiente ficou ainda mais delicado após a prisão de Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos que levaram à liquidação do Banco Master, no dia seguinte ao mandado.

Já Magro, controlador do Grupo Fit (antiga Refit), foi alvo nesta quinta-feira de operação da Receita Federal sob suspeita de danos bilionários ao erário. Em resposta anterior à Folha, ele afirmou que “suas empresas não sonegam”. Ciro atuou no Congresso em pautas de interesse do grupo, como propostas sobre devedores contumazes.

Apesar do desgaste, não há investigações contra políticos, e os casos tramitam na primeira instância por não envolverem autoridades com foro. Ainda assim, congressistas afirmam que Rueda e Ciro concentram poder suficiente para que esse tipo de crise respingue em toda a federação.

Integrantes das siglas tentam minimizar o impacto e citam que Vorcaro e Magro mantinham relações políticas diversas, inclusive com setores do PT e de governadores aliados. De acordo com o DCM, essas operações somam-se aos impasses sobre quem comandará os diretórios estaduais e, portanto, terá influência direta nas alianças regionais em 2026.

A federação obriga União Brasil e PP a apresentarem chapas conjuntas por duas eleições, garantindo mais tempo de TV e união de votos para deputado. A ideia inicial era também disputar a Presidência, ambição que perdeu força, com o foco migrando para a eleição do maior número possível de parlamentares.

Dentro do PP, aliados admitem que Ciro Nogueira recuou do projeto de ser vice de uma chapa presidencial oposicionista. Após a prisão de Vorcaro, ele afirmou publicamente que, “diante da falta de bom senso e estratégia no centro e na direita”, o esforço deve ser direcionado às disputas estaduais.

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Moraes vota para condenar 5 membros da cúpula da PM do DF por omissão no 8/1

Ministro propôs pena de 16 anos aos réus, perda de cargos públicos e multa

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes votou para condenar cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal acusados de omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O julgamento começou, nesta sexta-feira (28), no plenário virtual da corte e vai até o dia 5 de dezembro. O caso é analisado pela Primeira Turma do tribunal.

Moraes considerou que os militares cometeram os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Pena e voto de Moraes
Ele propôs penas de 16 anos aos réus, o que inclui 13 anos e seis meses de reclusão, dois anos e seis meses de detenção, 100 dias-multa (cada dia multa no valor de um terço do salário-mínimo) e a perda de cargos públicos.

Moraes considerou que cometeram estes crimes o então comandante-geral da PM-DF Fábio Augusto Vieira, o ex-subcomandante-geral Klepter Rosa e três coronéis (Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos).

No entanto, ele votou para absolver dois militares que também foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), o major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins.

Segundo a PGR, apesar de terem meios para evitar os ataques e a depredação na Praça dos Três Poderes, a cúpula da PMDF se omitiu. Os sete réus estão em liberdade provisória e utilizam tornozeleiras eletrônicas.

Em seu voto, Moraes afirmou que os militares aderiram a propósitos criminosos direcionados a uma tentativa de ruptura institucional, que acarretaria a abolição do Estado democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente eleito.

“Cabe destacar, ainda, que a horda criminosa golpista atuava desde a proclamação do resultado das eleições gerais de 2022, em intento organizado que procedeu em escalada de violência até culminar no lamentável episódio do início de janeiro deste ano”, disse.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os policiais aderiram subjetivamente às ações delitivas dos golpistas que depredaram as sedes dos três Poderes, em vez de agirem para evitar a destruição dos prédios públicos.

A denúncia também narrou que a PMDF tinha informantes ou policiais infiltrados nos movimentos de insurgência popular, inclusive nos acampamentos em frente ao quartel-general do Exército, que municiaram os oficiais com informações frequentes e imagens, evidenciando a necessidade de ação preventiva para impedir os atos delituosos.

*ICL


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Política

PF realiza operação contra esquema milionário em obras com desvio de emendas

CGU identifica fraude escondida em contratos de pavimentação com dinheiro público

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (28) a Operação Fake Road, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar possíveis fraudes em contratos de pavimentação vinculados ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e financiados por emendas parlamentares.

A ação teve início após auditorias da CGU identificarem indícios de irregularidades em obras contratadas pelo órgão. Entre os problemas levantados estão suspeitas de superfaturamento, serviços executados apenas parcialmente ou não realizados, além de medições consideradas fraudulentas

As análises também apontaram possíveis favorecimentos indevidos a empresas responsáveis pelas obras. Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento sugerem a participação de servidores públicos e de representantes de companhias privadas em um esquema voltado ao desvio de recursos federais.

O prejuízo estimado supera R$ 22 milhões, conforme os dados informados pelas autoridades envolvidas na investigação.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Forum, as ordens judiciais foram distribuídas em duas capitais do Nordeste: nove em Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN). As equipes também executaram medidas adicionais, como bloqueio de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos, além de buscas pessoais e em automóveis.

As determinações judiciais incluem ainda a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de investigados, medida utilizada para aprofundar a coleta de informações consideradas relevantes ao caso.

A operação mobilizou cerca de 50 policiais federais. De acordo com a corporação, o objetivo das diligências é reunir novas provas, interromper eventuais práticas ilícitas e garantir a continuidade das apurações sobre o possível esquema de desvio de verbas públicas.


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