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O reaparecimento da doença antipetista do Estadão mostra que a mídia brasileira não tem cura

Quem lê o editorial de hoje do Estadão, pode traduzir através de muitas definições, mas certamente, a doença original, ou seja, o tumor primário é sempre o mesmo, a repulsa que o mais vassalo jornal do sistema financeiro tem de pobre, de povo, daí a classificação do que eles chamam de populista.

Nesse cenário, não há nada de novo no bolsonarismo institucionalizado, a não ser que pensemos em uma via de mão dupla, a de criminalizar Lula sem qualquer prova não dando a ele o direito à lei. A outra, é uma absolvição marota de Bolsonaro na CPI que terá início na próxima semana. CPI que, se for séria, se for mesmo pra valer, Bolsonaro será mais do que impichado, sairá algemado do Palácio do Planalto pela quantidade de vítimas fatais que ele produziu e não para de produzir aliando-se ao vírus contra a população brasileira. Mas o Estadão o coloca como candidato, ou seja, já o absolveu da CPI antes mesmo de começar.

Não há qualquer novidade na gororoba reacionária do Estadão contra Lula, essa doença não tem cura. Repito, não é recorrência, reincidência ou recaída, é um moto perpétuo, porque, desde que o PT com Lula começou a governar o Brasil, em 2003, no Brasil, abrir um jornal fede mais do que abrir um porco tal a sintonia que as redações passaram a ter com o bafio mais pestilento do jornalismo de esgoto.

Não é uma questão pontual ou a volta de uma determinada prática nefasta, é metodologia que usa uma casaca de ferro para uma guerra visceral contra os pobres em benefício das classes dominantes, dos endinheirados, dos que historicamente sempre beberam o suco das frutas plantadas e colhidas pelo povo deixando para ele, se muito, apenas o bagaço.

Então, não há que se falar em uma doença recidiva contra Lula ou o PT, o Estadão é o jornal mais panfletário da oligarquia brasileira desde a sua fundação.

Por isso tem a cara dura de escrever um editorial decalcado no famoso “Uma escolha difícil”, entre Haddad e Bolsonaro, para docilizar o monstro genocida que eles ajudaram a eleger e são sim cúmplices dessa carnificina, são sim cúmplices da fome que ganhou o nome pomposo de insegurança alimentar em que hoje vive metade da população brasileira, no mesmo momento em que a Forbes anuncia mais onze novos bilionários brasileiros que figuram a lista seleta dos maiores do mundo.

Como não pode enfrentar cada razão que deu a Lula 87% de aprovação no final do seu segundo mandato, o Estadão vem cinicamente tentando emplacar o discurso chupado de outras redações de que o fato do STF anular as condenações de Lula não significa que ele seja inocente.

O jornalão do playboy tardio,  finge não entender ou não ter ouvido duas vezes em alto e bom som, primeiro, Cristiano Zanin, advogado de Lula e, segundo, em seu voto que desanca a Lava Jato pela total falta de provas de crimes atribuídos a Lula, Alexandre de Moraes que reiterou com a mesma ênfase, talvez um pouco mais, o que o próprio Moro escreveu na sentença, que fazemos questão de colocar aqui em destaque:

“Este juízo jamais afirmou na sentença, ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente”.

Mas Alexandre de Moraes, que procurou dar o máximo de consistência a seu voto, não economizou adjetivos para dizer com outras palavras, que, no caso de Lula, a Lava Jato produziu um amontoado de nada para chegar a coisa nenhuma. Era um monte de fios soltos, palavras ao vento que não guardavam qualquer conexão e que, na verdade, eram uma gigantesca sopa de letrinhas num caldeirão de especulações forjadas e moldadas por uma mídia cretina como o próprio editorial do Estadão de hoje.

O problema do Estadão não é com Lula, com o PT e nem exatamente com os pobres e miseráveis que, através de séculos a oligarquia produziu nesse país, com o aplauso bem remunerado, lógico, dos barões lampiões, dos condes joões da comunicação, como bem definiu Mário de Andrade em seu poema “Ode ao Burguês” no livro, “Pauliceia Desvairada” lançado na Semana de Arte Moderna de 1922.

O problema do Estadão é com a inteligência alheia, é com quem lê essa gororoba acreditando tratar-se de um ambiente exclusivo de idiotas sem ter o menor pudor com a própria escrita impregnada de preconceitos e mentiras imaginando, creio, que essa espécie de painel decorativo da elite brasileira tenha de fato algum poder de comandar os destinos do país através de uma soma de tratados sociais em que o autor se vale do seu nascedouro para produzir uma obra de tamanha mediocridade, tendo como medida seu próprio manequim.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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GloboNews, o cúmulo do neocolonialismo, transmite ao vivo o funeral do príncipe Philip

Num processo contínuo e silencioso de um cumprimento característico dos velhos povos europeus, a GloboNews obriga seus assinantes a engolir as memórias de um príncipe que não tem rigorosamente nada a ver com a cultura brasileira.

Quem, além de Ciro Gomes, tem interesse nas carroças do império inglês, deve saber que, nas memórias do tal príncipe, ao contrário do que sugere o desfile fúnebre para agradar os magnatas ingleses, não tinha nada de moralmente decente. Na verdade, os pensamentos do tal príncipe sempre foram abrigo fidelíssimo de racistas e até nazistas.

Ou seja, ver um cadinho só de uma torturante homenagem póstuma dessas que nada tem a ver com a mentalidade do povo brasileiro, é o vazio do vazio, para não dizer o chato dos chatos.

Mas está lá a GloboNews empurrando goela abaixo o funeral de um “imortal” que deve ter serventia para a história inglesa, não para a brasileira, principalmente no momento em que vidas brasileiras aos milhares são perdidas diariamente por covid por termos na presidência da República uma espécie da drácula tropical.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Qualquer resultado da CPI do genocida que não seja a prisão, não presta

Não bastasse tudo o que já se sabe sobre o que o cão produziu de mortes por covid no Brasil, agora, damos de cara com inúmeras pesquisas que mostram que o assustador aumento de mortes por covid a que assistimos está associado ao uso de cloroquina.

Sabe-se agora que a análise de 28 pesquisas conclui que hidroxicloroquina está associada a maior mortalidade de pacientes com Covid-19.

O que era somente suspeita, transforma-se agora em realidade. O medicamento indicado obsessivamente por Bolsonaro e que é sucesso nos chiqueirinhos e nos pastos aparece como o principal fator do crescimento de mortes por covid no país.

Ou seja, não bastasse matar por dentro, Bolsonaro também matou por fora. Em termos de genocídio, o sujeito não cochilou. O animal fez realmente barba, cabelo e bigode.

Por isso, dependendo da lentidão da CPI da covid, mais gravosa deverá ser a pena para o genocida, porque mais e mais pessoas se tornarão vítimas do monstro, resultando num número infinito de mortes formando torres de corpos, num massacre trágico que não se compara a nenhuma tragédia que o país tenha vivido ao longo de sua história.

Desde já, independente de conhecer o resultado da CPI ou dos que têm apetite e coragem para punir o genocida, qualquer conclusão que a CPI chegue que não deságue na prisão de Bolsonaro, será um absurdo, será uma péssima lição que o Congresso dará, sobretudo quando se lembra que Bolsonaro é o principal culpado pelas vidas devoradas pela covid.

Será uma grande decepção se Bolsonaro for apenas destituído da presidência por um impeachment. Qualquer resultado que não seja do pescoço pra cima, ou seja, dando-lhe a maior sentença numa condenação à prisão, fará com que todos os brasileiros sintam-se órfãos de justiça.

A essa altura dos fatos, fazer avaliação eleitoral incluindo Bolsonaro na disputa, é um insulto, um despudor às 370 mil vidas ceifadas pelo genocida. Essa possibilidade não deve ser sequer aventada ou o Brasil terá acabado de vez.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Thaméa Danelon, que receita cloroquina, diz que a anulação das condenações de Lula é golpe contra Lava Jato

Segundo a procuradora Thaméa Danelon, ex-integrante da Força-tarefa da Lava Jato, que anda receitando o kit-covid e fazendo campanha contra a vacinação, porque, segundo ela, a ciência nunca esteve tão confusa, também resolveu se juntar ao coro dos negacionistas do Pingo nos Is, comandado por Augusto Nunes para negar a vacina, a suspeição de Moro e a anulação das condenações de Lula.

Segundo a “médica” sem diploma e procuradora nas horas vagas, essa anulação não tem base jurídica, que a ciência não é confiável e receita, não tome vacina, tome cloroquina.

Isso dá a exata dimensão do que é a corte da república de Curitiba e que tipo de gente condenou e manteve Lula preso por 580 dias.

Para quem gosta de cloroquina jurídica, seguem dois vídeos da inacreditável Thaméa Danelon.

https://twitter.com/Bruno_Moreno_/status/1383187983575052288?s=20

 

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Vídeo: Flagrante de um cagão que arrotava golpe sem nada nas mãos

A live de Bolsonaro nesta quinta-feira é uma verdadeira aula de cinismo quando seguiu sem comentar nada sobre a CPI do genocida.

Para piorar, Bolsonaro trocou seu golpe apoiado pelas Forças Armadas que ele blefava o tempo todo, por uma corrente patriótica em que um bolsominion conversa com seu vizinho ou parente para convencê-lo a se somar à manada revolucionária que enfrentará os conspiradores que querem derrubar o genocida.

No meio de sua fala, depois daquele lambe lambe de causar engulho do presidente da Caixa Econômica ao patrão, Bolsonaro tentou dar volume em seu finado governo e sua liderança cada vez mais mórbida ao dizer que só Deus o tira da cadeira da presidência.

Mas depois, pensou melhor e viu que pode ser retirado da cadeira por sucção, então, com aquela grandeza de moribundo que fala debaixo da casa, sapecou outro blefe: “só saio daqui sem vida”.

Um sujeito que não tem sequer uma carroça para se afugentar na tapera das almas, ainda tem uma espécie de sino para chamar a atenção quando alguém, a pedido dele, passa-lhe a informação via celular, de que Cármen Lúcia ordenou que Arthur deixasse de bancar o velhaco e explicasse em cinco dias por que não colocou na mesa nenhum dos 100 pedidos de impeachment de um governo do qual a ruína está confirmada.

A cara de cagão de Bolsonaro nas duas cenas, sem se preocupar em parecer discreto, foi típica de um débil que permanece pálido como um menino amarelo que dá de cara com uma sumaríssima ordem judicial que tira completamente o espaço para qualquer margem de manobra, restando a Bolsonaro, flagrantemente perturbado, interagir com seu gado de forma fúnebre dizendo que dormiria em paz.

Tudo isso aconteceu no mesmo dia em que o corajoso borra-botas teve que recolher a soberba de uma burrice inata, como é de seu feitio, e já anunciar que, com a volta de Lula, sua reeleição já era tida pelo próprio como uma vaca que foi para o brejo.

Ou seja, as pendengas que Bolsonaro tem pela frente são bem mais sérias e  profundas do que a possibilidade de Renan Calheiros ser o derradeiro senhor de seu destino como relator da CPI do inferno.

Confira:

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Com a anulação das condenações de Lula, mídia tratará a Lava Jato com um romance esquecido

Ontem o STF deu a extrema unção na Lava Jato e em Moro, ficou para a Globo o enterro dos ossos.

A tarde de desta quinta-feira foi uma resposta da sociedade replicada pelo STF. O voto matador de Alexandre de Moraes, adotando a língua do povo e dando volume à sua tese, certamente, enterrou o livro do filho de Miriam leitão, Vladimir Netto.

A mídia, de cara, vai tirar a Lava Jato de sua vitrine e deve substituir a imagem de Moro por algum carrapato de tucano, mas não espera mais nada de uma candidatura Moro.

Assim,  não sobrará nada para a laia de Curitiba usar como passaporte para a posteridade do romance policial que esteve em moda com títulos dourados, mas que se transformou para os brasileiros “o tempo da onça”, já que a grande virtude apoteótica da Lava Jato foi se vingar do povo pobre e dos trabalhadores pelas inúmeras vitórias de Lula, castigando-os através da fome, da miséria, do recorde de desemprego, a morte por covid de 365 mil brasileiros promovida pelo genocida Bolsonaro alçado ao poder por Moro.

Ou seja, a Globo quer distância de uma operação que morre pagã e será a própria a apagar todas as luzes e não deixar um pavio de lampião para dar qualquer visibilidade àquela operação encomendada pelos Marinho.

A Lava Jato vai acabar justamente porque seus murmúrios serão editados e tudo será imediatamente interrompido, mesmo que algum Merval rumine o fogo sagrado de uma pimenta ardida que está tendo que mascar.

E se a Globo que inventou esse conto do vigário quer colocar para baixo do tapete a panaceia falso moralista, não resta dúvidas, a própria se encarregará de sumir com essa farsa, colocando-a num canto qualquer para entrar para o rol dos romances esquecidos e nunca mais ser lembrada, o que, consequentemente, assegurará o fim definitivo da República de Curitiba.

Como disse Gilmar Mendes, Sergio Moro voltou ao nada.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Para desespero de Bolsonaro, Renan Calheiros será o relator da CPI do genocida

Se Bolsonaro ontem estava murcho, hoje, está varado e torto.

Acaba de chegar a notícia que tirava o sono de Bolsonaro, Renan Calheiros (MDB) será o relator da CPI do genocida.

O colegiado será presidido por Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A pseudo valentia de um nanico político que está se lascando a cada dia, dizendo que só sai da presidência morto, deve ter recebido essa notícia de maneira ainda mais acovardada do que a expressão que fez quando soube, em plena live, que Cármen Lúcia havia dado cinco dias para Arthur Lira, presidente da Câmara, explicar por que não colocou a cabeça de Bolsonaro a prêmio com o impeachment.

O paredão do MDB se impôs sobre a vontade do facínora que não queria ouvir falar de Renan Calheiros em qualquer cargo na CPI, pois o assustadíssimo Bolsonaro sabe muito bem o que isso significa, que, no mínimo, não terá vida fácil, ao contrário, não gozará de nenhum privilégio porque, tudo indica, Calheiros não vacilará em obrigar Bolsonaro a galgar os degraus do seu cadafalso.

*Da redação

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Vídeo: Depois da decisão do STF, das ruínas um novo povo vai surgir

Desde que toda essa farsa maciça chamada Lava Jato foi construída com o intuito de perseguir e tentar destruir Dilma, mas sobretudo Lula e o PT, eu, nos momentos mais duros, ouvia este lindo samba de Paulo Cesar Pinheiro e João Nogueira, para não esmorecer, valsando com ele cada frase que entrava pelos meus ouvidos e que era distribuída pelo meu coração por todo o meu corpo.

Somado a isso ainda contemplava cada magnífica frase executada por Dino, gênio do violão de sete cordas. Rapidamente, o desânimo desaparecia e esse lindíssimo pensamento que lavava a minha alma com a mais pura poesia me erguia novamente tirando qualquer hesitação sobre a vitória que viria.

Mais do que nunca este samba, que me serviu de remédio, hoje, serve-me de luz para um novo discurso que nos devolverá a humanidade, a esperança da realização de um sonho em que o povo voltará a ser o protagonista com a volta de Lula ao poder.

As Forças da Natureza (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro), com Clara Nunes e João Nogueira.

Quando o sol
Se derramar em toda sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, la la la
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, la lailá
O esplendor da…

https://youtu.be/E8qiaIud8lY

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O voto impecável de Alexandre de Moraes foi o tiro de misericórdia na Lava Jato

Mônica Bergamo foi muito feliz em sua síntese, resumindo: “Tudo o que aconteceu em Curitiba que envolve Lula, não deveria ter acontecido”.

Alexandre de Moraes, talvez por ter tido tempo de expor melhor o seu voto, não fez nenhuma firula jurídica para dizer o óbvio, que a acusação feita por Moro a Lula era um punhado de coisa nenhuma em que nada tinha conexão com nada e que tudo não passou de uma narrativa genérica, vendida pela mídia como se fosse uma verdade harmoniosa. Ou seja, Lula foi um talismã para Moro em que o juiz corrupto e ladrão, elevado a herói nacional pelos holofotes da mídia, usou como objeto em que seu portador atribui o poder mágico de realizar os seus desejos.

Essa foi a gênese da Lava Jato que Alexandre de Moraes soube muito bem desancar usando a própria frase de Moro, lembrada por Cristiano Zanin, para proferir um magnífico voto, resistindo bravamente à tentação de sublinhar afetações jurídicas tão comuns no STF nos últimos tempos. Moraes foi direto no fígado de Moro lembrando o que o ex-juiz escreveu nos autos: “Este juízo jamais afirmou na sentença, ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente”.

Bastou isso para reinar a justiça, e foi em busca desse equilíbrio que Alexandre de Moraes desconstruiu qualquer tentativa da mídia de ainda manter uma guerra intestina contra Lula.

O fato é que Moraes sublinhou com caneta piloto, com requintada realidade a malícia utilizada pela república de Curitiba para transformar falta de provas em um monte de “evidências” que não passavam de fantasias horrorosamente mal-ajambradas, muito mais firmadas em boataria, ficção e fake news do que propriamente num enredo que ao menos desse qualquer sentido à culpa atribuída a Lula.

Lógico que, como Lula é o bife de um prato carregado de gordura transgênica e carboidrato, a miserável Lava Jato que seria o forte apache dos Hércules de Curitiba, desabou de forma penosa, sem direito a qualquer sobremesa, por mais que, num teatro mal encenado, hoje, comentaristas da GloboNews repitam a frase cheia de soberba, que a Lava Jato não acabou.

A completa falta de entusiasmo balbuciada pelos fiscais da moral e da ética demonstrou que até as lágrimas de crocodilo saídas dos olhos do muxoxo Merval Pereira, o mais vingativo dos tucanos da Globo, eram uma apoteótica mentira.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Em desespero com a derrota de Moro, Cantanhêde apela para o ridículo powerpoint de Dallagnol

A inconsolável Cantanhêde que jamais decepciona no quesito “tudo, menos o PT”, mostrou mais uma vez que ela não falha e, sem o menor pudor, teve a coragem de fingir ter esquecido a ridicularização que Dallagnol sofreu com o seu powerpoint contra Lula. Assim, conclamou a todos para refletirem sobre aquele desenho cômico que virou piada nacional com um croqui em que Lula aparecia no centro de um gráfico de uma organizada montada para saquear os cofres públicos.

Mas com um detalhe, no final da presepada, Dallagnol confessa que aquilo era obra de ficção vinda de sua imaginação, de suas convicções e de sua fé, aquela mesma que, segundo ele, serviu como força para uma oração e jejum para que o habeas corpus de Lula não fosse concedido pelo STF.

O fato é que Lula entrou com uma representação contra Dallagnol no CNMP que postergou por 42 vezes o julgamento para caducar e livrar a cara do procurador.

Segundo o presidente do CNMP, Esse episódio manchará de forma definitiva o Conselho Nacional do Ministério Público que usou o mais podre dos corporativismos para salvar um procurador vigarista.

E foi em nome de seu maldito vício de antipetista de não aceitar o resultado, que Eliane Cantanhêde ridiculamente bateu com as mãos  no peito dizendo guardar aquele circo oco como prova cabal dos tais crimes de Lula.

Cantanhêde abusa da inteligência alheia como se fosse chá de erva doce na hora de seguir sua rotina de militante tucana. O que ninguém imaginou é que a moça aparecesse tão feroz com passos tão trôpegos tentando usar uma estratégia inteligentíssima ao citar um dos episódios mais ridicularizados pela sociedade que a Lava Jato produziu.

No final das contas, a comadre de Moro teve que enfiar a viola desafinada no saco e ouvir, frase por frase, todos os descaminhos que a Lava Jato percorreu para provocar a anulação de tudo o que se referia a Lula, vindo da boca da pesquisadora e professora de direito da UFRJ, Margarida Laccombe Camargo, que mastigou e esmiuçou a decisão do STF contra Moro, sobrando para Cantanhêde somente um nó na garganta e a cabeça baixa, silenciosamente.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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