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Moro perde mais uma para Lula no STF

Mesmo faltando o voto de Cármen Lúcia, que não altera o resultado já posto, a Segunda Turma do STF rejeita o recurso da PGR  que pediu para que o depoimento de Palocci fosse mantido no processo contra Lula, alegando que fosse tirado somente o termo “delação premiada”.

No entanto, três ministros dos cinco que compõem a Segunda Turma votaram contra o pedido, determinando que pedido e o termo “delação premiada” seja totalmente removida.

Com a delação totalmente armada por Moro com Palocci, o ex-juiz corrupto de Curitiba perde um pouco mais do seu chão que está a cada vez mais mole, enquanto Lula avança provando dia após dia a sua inocência e sublinhando que, no final das contas, o bandido é mesmo o juiz.

Soma-se a essa derrota de Moro, mais uma vitória de Lula: a decisão proferida no último dia 07/12 pela 6ª. Vara Federal de São Paulo, do juiz Diego Paes Moreira, arquivou investigação aberta contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Luis Claudio Lula da Silva (Processo nº 0008633-66.2017.4.03.6181). A investigação tinha como base delações premiadas de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar, que, baseadas em narrativas mentirosas, tentaram incriminar Lula e Luis Cláudio.

*Da redação

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Política

Bolsonaro usa ABIN para fazer relatórios e orientar defesa de Flávio no caso Queiroz

Bolsonaro, que mostra cada vez mais que governa para livrar seus filhos da cadeia, usa a ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, para produzir pelo menos dois relatórios de orientação para Flávio Bolsonaro e seus advogados sobre o que deveria ser feito para obter os documentos que permitem embasar um pedido de anulação do caso Queiroz.

Nos dois documentos, cuja autenticidade e procedência foram confirmadas pela defesa de Flávio, a ABIN detalha o funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal (RFB), que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito da sua organização criminosa chamada de rachadinhas.

Os documentos trombam de frente com uma versão de Augusto Heleno, que afirmou publicamente que não teria ocorrido atuação da Inteligência do governo após a defesa do senador levar a denúncia a Bolsonaro, a ele e a Alexandre Ramagem, diretor da Abin, em 25 de agosto.

*Da redação

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Bolsonaro vai gastar em compra de cloroquina, valor que compraria 13,18 milhões de doses da vacina

Bolsonaro gastará do contribuinte R$ 250 milhões para distribuir o tal ‘kit-covid’.

Esse valor daria para comprar 13,18 milhões de doses da vacina, suficientes para imunizar quase 7 milhões de brasileiros.

Mas Bolsonaro foge da vacina, enquanto o mundo corre atrás dela.

O panorama no Brasil é tenebroso.

Em sete capitais brasileiras, SUS tem mais de 90% de lotação para Covid.

21 capitais e o DF apresentam crescimento das curvas de contágio e média móvel de mortes.

O que faz Bolsonaro? Diz que estamos no “finalzinho da pandemia”.

*Da redação

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Mundo

Urgente: Comitê nos EUA recomenda aprovação de uso emergencial da vacina da Pfizer e BioNTech

Recomendação vale para maiores de 16 anos. Imunizante ainda precisará de outras etapas de aprovação de autoridades dos EUA até que a vacinação comece no país.

O comitê consultivo da agência reguladora de medicamentos norte-americana (FDA, da sigla em inglês) recomendou nesta quinta-feira (10) a aprovação do uso emergencial da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. Se isso ocorrer, os Estados Unidos se tornam o 4º país a autorizar o uso deste imunizante.

A recomendação vale para maiores de 16 anos. A FDA ainda terá de fazer uma determinação final. Depois, uma outra agência federal americana deverá dar o parecer final para que comece a vacinação em massa no país. A expectativa é que isso aconteça nos próximos dias.

A vacina da Pfizer já foi aprovada pelo Reino Unido, Canadá e Bahrein. A agência regulatória britânica foi a primeira a aprovar o uso da vacina, ainda na semana passada. O Reino Unido iniciou sua campanha de vacinação nesta terça-feira (8).

Nesta quinta, uma comissão de especialistas – formada por pesquisadores independentes, médicos e representantes farmacêuticos – se reuniu para avaliar uma recomendação endereçada para a FDA. É a partir dela que a agência poderá decidir se autorizaria ou não a aplicação do imunizante.

A agência já havia apresentado, no início desta semana, um parecer favorável à vacina, confirmando sua segurança e eficácia.

Países que já aprovaram a vacina

O Reino Unido e Bahrein aprovaram o uso do imunizante na semana passada, mas apenas o Reino Unido começou sua campanha de vacinação. Na terça, teve início da campanha de vacinação para os britânicos – aplicada de forma gratuita pelo serviço público de saúde (NHS, da sigla em inglês).

Uma senhora de 90 anos, Margaret Keenan, foi a primeira a receber a dose.

A Health Canadá, agência que regula as vacinas no país, aprovou na quarta-feira (9) a vacina da Pfizer. Após a revisão de dados, os canadenses concluíram que a vacina é segura e eficaz e já pode ser aplicada em todo o país, de forma emergencial, em pessoas maiores de 16 anos.

Eficácia comprovada

No início de novembro, as farmacêuticas anunciaram que sua vacina candidata tem eficácia de 95% na prevenção da Covid-19, segundo dados iniciais do estudo da terceira e última fase de testes. Os dados ainda foram publicados na revista científica “New England Journal of Medicine”.

Na prática, se uma vacina tem 95% de eficácia, isso significa dizer que 95% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra aquela doença.

A Pfizer informou que pretende produzir até 50 milhões de doses de vacina em 2020 para todo o mundo, e 1,3 bilhão de doses até o final de 2021.

Em julho, os EUA fecharam acordo com os laboratórios para comprar 100 milhões de doses ainda este ano, pelo valor de US$ 1,95 bilhão (cerca de R$ 10,1 bilhões).

 

*Com informações do G1

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Política

Governador do Rio, capacho de Bolsonaro, diz que não vai restringir atividades e anuncia vacina só para março

Se faltava para o Rio um negacionista lambe-botas de Bolsonaro, agora, não falta mais nada.

Sem o menor compromisso com a sociedade carioca e fluminense, governador do Rio, Claudio Castro, anuncia a vacinação somente para março e diz que não fará qualquer restrição das atividades em geral e, menos ainda, a circulação das pessoas, rezando rigorosamente pela cartilha de Bolsonaro.

Isso significa que, em comparação aos outros estados, o destino do Rio está nas mãos do próprio Bolsonaro que, por sua vez, dá de costas para a população, mas que, no país, enfrenta uma oposição à sua postura diante do caos que ele provocará e que, tenham certeza, não ficará impune. O povo, na hora certa, saberá cobrar

Tudo indica que Bolsonaro tem o governador do Rio nas mãos e o fará de cobaia justamente no estado em que a expansão da Covid é proporcionalmente a maior do Brasil e que também é o QG central do clã Bolsonaro.

Assim, à população só resta, no já carcomido estado, numa ação emergencial, uma intervenção judicial ou do Congresso, já que o clã Bolsonaro tem total domínio da Alerj.

*Da redação

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O 04 entra em campo para compor o time completo do clã Bolsonaro

Agora não falta mais ninguém do “núcleo ideológico” do governo.

O que esse núcleo quer? Enriquecer o máximo e no menor tempo possível. Por isso, Jair Renan Bolsonaro, chegou chegando e já mostra as travas da chuteira ao ser acusado de receber serviços prestados por empresa contratada pelo governo.

A empresa Astronautas Filmes, que deve ser produtora de comédias, confirmou o mimo para o caçula do clã em troca de visibilidade.

A festa de inauguração de uma empresa de Jair Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, foi documentada em foto e vídeo por uma produtora de conteúdo digital que presta serviços ao governo federal. O trabalho foi feito gratuitamente.

Frederico Borges de Paiva, proprietário da Astronautas Filmes, afirmou que o serviço foi feito em troca da divulgação de sua marca.

Ou seja, a empresa cobra por serviços ao governo de Jair Bolsonaro, mas para seu filho, um pop star que enche estádios para vê-lo em ação, é grátis.

A produtora, que presta serviços ao governo federal, do qual já recebeu ao menos R$1,4 milhão este ano, realizou gratuitamente a cobertura da inauguração do 04 do presidente.

Os negócios da familícia se expandem tanto quanto os da familícia de Moro, também para o mundo corporativo.

O deputado Ivan Valente (PSOL) reiterou pedido à Procuradoria da República do DF para apuração dos crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro por Renan, o novo mídas do clã.

Para Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, houve violação da impessoalidade.

*Da redação

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No dia em que o Brasil registra o maior número de casos e mortes, Bolsonaro anuncia o fim da pandemia

Um dia depois de anunciar o fim dos impostos da importação de armas, Bolsonaro anuncia o fim da Covid, mostrando que o psicopata é bem mais nocivo e tóxico para a sociedade do que parece.

Enquanto médicos em todo o país gravam vídeos implorando para que as pessoas fiquem em casa, já que não haverá leitos e tratamento suficientes para as pessoas infectadas por covid que precisarem de atendimento, Bolsonaro entra em disputa política com Dória por conta da vacina que ele não tem a mínima ideia de quando os brasileiros poderão ser imunizados.

Por sua total irresponsabilidade e instinto assassino, o país assiste pasmado Bolsonaro acenando para as milícias, traficantes e bandidos em geral, que o Brasil terá muito mais armas rodando na praça e que, com certeza, como mostram estatísticas, 40% delas cairão nas mãos da bandidagem.

Até agora ninguém falou seriamente em interditar esse psicopata, cada dia mais insano.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Número de contágio e mortes por Covid disparam e, irresponsavelmente, Bolsonaro diz que é o finalzinho da pandemia

No momento em que cresce o número de mortes e casos de covid-19 no país e estados ampliam medidas restritivas com medo de uma segunda onda de contágio, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou hoje que o Brasil está vivendo o “finalzinho da pandemia” do coronavírus.

A declaração ocorreu durante agenda presidencial em Porto Alegre, na manhã de hoje. Bolsonaro discursou na cerimônia de inauguração do eixo principal da nova ponte do Guaíba, uma das principais vias de acesso da capital gaúcha.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a média móvel de mortes pela doença está em alta e atingiu seu pico esta semana. Essa não foi a primeira vez que Bolsonaro minimizou os efeitos do novo coronavírus, que ele já classificou como “gripezinha”.

No evento, o presidente pediu licença para falar de realizações do governo e enfatizou a criação do auxílio emergencial, benefício instituído durante a pandemia para socorrer trabalhadores informais e autônomos e pessoas de baixa renda.

“O auxílio emergencial foi diretamente na veia, na conta de 67 milhões de brasileiros que precisavam disso aí. Isso fez também rodar a economia”, declarou ele, em referência ao programa social. O auxílio tem apontado como um dos fatores que levaram ao crescimento da popularidade de Bolsonaro durante a pandemia. O presidente deverá concorrer à reeleição em 2022.

Em março, o governo Bolsonaro propôs que o auxílio emergencial fosse de R$ 200. Diante da recusa do Congresso, que pretendia subir o valor para R$ 500, o presidente sancionou o benefício na quantia mensal de R$ 600.

Hoje, o presidente ainda criticou o tom usado pela imprensa no início da pandemia que, segundo ele, “gerou pavor”. “Nós devemos enfrentar os problemas. Não levar o caos, pavor. O que aconteceu no início da pandemia não leva a nada.”

Aumento de casos e mortes no Brasil

Ontem, o Brasil registrou 848 novos óbitos causados pela covid-19, o maior registro em 24 horas desde 12 de novembro. Além disso, 21 estados mais o Distrito Federal apresentaram tendência de aceleração na média de mortes, o maior número desde o início do cálculo pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de capitais como Belo Horizonte e Salvador já aumentaram as restrições para evitar um número maior de contágios. Ao todo, o Brasil registra 179.032 óbitos causados pela covid-19.

*Com informações do Uol

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Perdeu, Bolsonaro

Bolsonaro perdeu a briga que comprou contra a vacina anti-Covid, e antevendo o incalculável desgaste, corre a atrás do prejuízo. Afora todas as ações de sabotagem à vacina Coronavac, por birra com o governador João Dória e com a China, e afora todo o descaso do ministério com a questão mais importante hoje em todo o mundo, a da vacina, ontem o general-ministro disse claramente que, se depender do governo federal, não teremos vacina tão cedo. Talvez em março. Mas hoje a conversou mudou. Pazzuelo já fala até em vacinação emergencial em dezembro ou janeiro.

Se, de fato, o ministério conseguir que a Pfizer (com quem agora começa a negociar, depois de tantos países terem ido na frente, pegando melhores preços) entregue um volume pequeno de doses, após aprovação emergencial pela Anvisa (72 horas), e se com elas começar a vacinar um pequeno grupo prioritário (por exemplo, profissionais de UTIs), Bolsonaro terá conseguido seu intento: impedir que Dória e São Paulo saiam na frente. É nisso que ele pensa, não nas vidas que podem ser salvas.

Dória pode ter exagerado na provocação ao marcar para 25 de janeiro o início da vacinação em São Paulo, embora a Coronavac ainda não tenha sido aprovada pela Anvisa. Seu cálculo político é claro, e seu protagonismo, como disse o ex-ministro Chioro em entrevista à TV247, não contribuiu para a construção de uma solução nacional e federativa. Mas, para todos os efeitos, Dória passa a ser visto como quem defendeu a ciência e a vacina, enquanto Bolsonaro fincava pé na ignorância, não exigindo de seu ministro um plano nacional de vacinação e ainda colocando a disputa com Dória acima de suas obrigações.

Ontem, passando recibo da irritação com o protagonismo do governador, o ministro lembrou que é tarefa do Ministério da Saúde (e não de qualquer estado) organizar a vacinação. Mas o que ele fez até agora? Afirmou que o Brasil disporá de 300 milhões de doses mas não disse quando, nem de onde elas virão. Não marcou data para o início porque sabe que a logística, sua especialidade, não foi preparada. Não existem agulhas nem seringas disponíveis, nem planos de transporte ou estocagem preparados.

A evidência mais clara de que o governo federal está perdido, sem plano e sem preocupação, veio na reunião de ontem entre o ministro e os governadores, em que houve até bate entre Pazzuelo e Dória. O ministro desafiou os planos de Dória, dizendo que a Coronavac ainda tem longo caminho pela frente até ser aprovada, e falou em 60 dias para a Anvisa aprovar qualquer imunizante. Isso nos levaria a março. Vale dizer, à morte de cerca de 40 mil pessoas, pelas médias móveis de hoje. Foi uma coisa chocante. Então vamos sobrar na pandemia enquanto outros países vacinam?

Tivemos em seguida uma dura cobrança do ex-presidente Lula (“não temos 60 dias para esperar), protesto de vários ex-ministros da Saúde, de governadores e autoridades sanitárias.

Nesta quarta-feira, Pazuello mudou de conversa, esquecendo completamente o que disse ontem. Afirmou que a vacinação emergencial pode começar até mesmo neste mês de dezembro ou em janeiro. Isso se a Pfizer entregar um lote de vacinas e elas forem usadas em algum grupo minoritário, após aprovação emergencial (72 horas) pela Anvisa. E que a imunização ampla pode começar em janeiro/fevereiro. Mas então por que o governo não negociou antes com Pfizer, que teve a vacina até descartada? E por que o ministro falou ontem em 60 dias, se agora admite a aprovação da vacina Pfizer em menor tempo?

Algumas coisas são certas. Uma, que o governo federal tudo fará para deflagrar uma vacinação, ainda que meio de araque, para sair na frente de Dória. Pazzuelo agora vai ter pressa.

Outra, que Congresso e Senado tentarão atropelar o governo, determinando medidas que já deveriam ter sido tomadas, como a compra imediata de uma vacina que tenha sido aprovada por uma das quatro agências previstas em nossa lei da pandemia (USA, Europa, Japão e China). O STF examina ações sobre o tema dia 17. A Câmara ensaia pendurar numa MP que pode ser votada em breve emendas enquadrando o Executivo.

Governadores também vão judicializar o caso, pedindo ao STF, como já fez Flávio Dino, autorização para implementarem seus próprios planos de imunização.

E, por fim, é mais do que certo que esta parada Bolsonaro perdeu. Com seu negacionismo na pandemia, com todos os erros que seu governo cometeu, com todo seu desrespeito pelos doentes, os mortos e os enlutados, terá um desgaste imenso, agravado com seu descaso pela vacina. Isso acho que veremos em breve.

*Tereza Cruvinel/247

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Política

Caminhoneiros reclamam de traição de Bolsonaro e articulam paralisação

Caminhoneiros reclamam que o governo federal descumpriu uma promessa e retirou proteção à categoria ao permitir que empresas estrangeiras operem transporte terrestre no Brasil na votação do projeto da chamada BR do Mar. Além disso, segundo eles, o texto não avançou na questão dos incentivos tributários para a categoria. “Não somos contra o projeto até determinado ponto, mas fomos traídos pelo governo. Ele está deixando de lado quem o apoiou”, afirma Wallace Landim, o Chorão. A ideia de uma paralisação já começa a ser discutida.

O medo dos caminhoneiros é uma eventual concentração de mercado com a entrada de empresas estrangeiras. “Não somos contra o projeto até determinado ponto, mas fomos traídos pelo governo. Ele está deixando de lado quem o apoiou”, afirma Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Uma greve dos caminhoneiros significa o fracasso do bolsonarismo perante a classe média. É mais um sinal de que a agenda entreguista do governo Bolsonaro não encontra respaldo popular. A dificuldade em elaborar políticas de estímulo ao mercado interno deixa o Brasil como um País pouco atraente para o trabalho e, em consequência, trava a retomada do crescimento econômico.

 

*247/Estadão

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