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Política

Eduardo Bolsonaro será julgado no STF, dia 16, por tentar coagir instituições

Deputado cassado do PL-SP procurou chantagear autoridades brasileiras com sanções dos EUA para livrar Jair Bolsonaro de julgamento por tentativa de golpe

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 16 o julgamento de ação penal contra o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Trata-se de processo relativo à atuação do ex-parlamentar nos EUA, visando interferir no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe.

O crime que lhe é imputado é o de coação no curso do processo, cuja pena pode variar de um a quatro anos de prisão, tempo que pode ser aumentado conforme análise eventuais agravantes. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

No ano passado, Eduardo foi para os Estados Unidos pleitear, junto a integrantes do governo de Donald Trump, ações contra o Brasil e autoridades em virtude do julgamento de Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado. O objetivo era chantagear as instituições brasileiras para que a ação fosse suspensa e o ex-presidente saísse impune, o que não ocorreu.

Leia também: Diretor da PF defende inquérito sobre envio de recursos de Vorcaro aos EUA

A articulação do então parlamentar, juntamente com o jornalista Paulo Figueiredo, configurou grave afronta tanto ao Poder Judiciário quanto à soberania nacional. Na esteira de sua atuação, foram aplicadas sanções ao Brasil como o tarifaço — que causou prejuízos econômicos — e a Lei Magnitsky sobre magistrados, como Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, assinalou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em sua denúncia, apresentada em setembro, após relatório da Polícia Federal encaminhado ao órgão em agosto.

As alegações foram aceitas por unanimidade pela Primeira Turma em novembro. Na ocasião, Moraes destacou que “o elemento subjetivo específico evidencia-se, em tese, pelo fato do denunciado pretender criar ambiente de intimidação sobre as autoridades responsáveis pelo julgamento de Jair Messias Bolsonaro”.

Além disso, sustentou que “a grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entrada de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este Ministro Relator”. Vermelho.


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Política

Como o bolsonarismo instrumentalizou a política externa de Trump contra a soberania brasileira

Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo.

Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, decisão que ocorreu um dia após reunião do senador Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval e que pegou o governo brasileiro de surpresa, sem aviso prévio.

A medida entra em vigor de forma escalonada: a designação como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) tem efeito imediato, enquanto a classificação como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) passa a valer em 5 de junho. Para o Planalto, a manobra não é apenas um ato de política de segurança, mas uma interferência direta no processo eleitoral brasileiro, articulada pelo bolsonarismo para criar um trunfo de campanha e, possivelmente, desviar o foco de investigações em curso da Polícia Federal.

O anúncio e o impacto imediato
O comunicado do secretário de Estado Marco Rubio descreveu PCC e CV como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, afirmando que seus membros “orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros” e que sua influência se estende além das fronteiras do país.

A nota formalizou duas categorias distintas de designação com consequências jurídicas diferentes. A classificação como SDGT bloqueia automaticamente qualquer propriedade dos grupos localizada em território americano e proíbe cidadãos dos EUA de realizar transações com essas organizações. Já a designação como FTO, que entra em vigor em 5 de junho, torna ilegal fornecer qualquer apoio material ou recursos às facções, e obriga instituições financeiras americanas a reter fundos vinculados a elas e reportá-los ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro.

Na prática, a mudança de enquadramento jurídico altera profundamente a arquitetura da cooperação policial entre os dois países. O promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e uma das maiores referências no enfrentamento às facções desde 2005, classificou a decisão como “muito grave” e afirmou não ver “nenhum benefício prático” na medida.

Em entrevista ao podcast O Assunto, Gakiya explicou que, ao sair da esfera policial, as investigações deixam de ser conduzidas pelo FBI e pela DEA para passar à CIA e às forças militares americanas. “Quando passa a ser classificado e tratado pela CIA e pelos militares, há o sigilo dessas informações, que passam a ser classificadas como secretos e ultrassecretos ou confidenciais. Então, provavelmente nós vamos ter um decréscimo, um prejuízo na troca de informações”, afirmou.

O promotor também alertou para o risco de contaminação do sistema financeiro brasileiro. A Operação Carbono Oculto já havia revelado que o PCC utiliza postos de combustíveis e contas em fintechs para lavagem de dinheiro, em uma cadeia que alcança bancos regulares. “Se a gente for levar ao pé da letra essa classificação de terrorismo, você poderia sancionar bancos que não tiveram diretamente nenhum contato com nenhum integrante do PCC”, disse Gakiya, apontando que instituições financeiras sem qualquer envolvimento direto com as facções poderiam ser atingidas por vínculos indiretos na cadeia de recursos.

A articulação política
A sequência de eventos não deixa margem para dúvida sobre a cadeia de influência. A decisão do Departamento de Estado foi anunciada um dia após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump no Salão Oval, onde o senador apresentou a classificação das facções como prioridade do grupo político brasileiro. Segundo relatos do encontro, Trump perguntou a Flávio quais seriam as principais questões de interesse, e o senador respondeu elencando a designação terrorista como item central.

Na mesma semana, Flávio também se reuniu com Marco Rubio, que assinou o comunicado oficial. Ao voltar ao Brasil, o senador publicou vídeo nas redes sociais atribuindo a si a decisão e afirmando ter “trabalhado para que eles fossem tratados como terroristas”.

Durante a reunião na Casa Branca, os participantes apresentaram a Trump estimativas de que cerca de um quarto do território brasileiro estaria sob influência de organizações criminosas. O presidente americano teria reagido com surpresa, questionando se o Brasil ainda mantinha controle sobre seu próprio território, o que reforçou a narrativa, cultivada pelo bolsonarismo, de um suposto “Estado terrorista” em colapso sob o governo Lula. Flávio também alegou, segundo relatos do encontro, que o governo brasileiro seria conivente com o crime organizado e que as facções manteriam conexões com grupos terroristas internacionais.

A imprensa internacional tratou o episódio sem eufemismos. O New York Times afirmou que a decisão ocorreu “após nova pressão dos Bolsonaros” e citou um “lobby agressivo” dos filhos do ex-presidente. O Financial Times avaliou que “o momento da decisão deve fortalecer politicamente” a candidatura de Flávio à presidência.

A agência Associated Press, em publicação no Washington Post, lembrou que Lula havia afirmado repetidamente, em outras ocasiões, que interpretaria tal ação dos EUA como interferência eleitoral a seu favor. O que era leitura política do Planalto tornou-se, com o anúncio, fato consumado.

Risco à soberania e economia
O governo Lula não foi avisado previamente da decisão, segundo fonte ouvida pela GloboNews. A ausência de notificação diplomática prévia é, por si só, um indicador do nível de tensão na relação bilateral. O principal temor do Planalto é que a classificação sirva de pretexto jurídico para ações militares unilaterais dos EUA em território brasileiro, seguindo o padrão já adotado pela administração Trump em relação ao México e à Venezuela. O assessor presidencial Celso Amorim foi o primeiro a sinalizar publicamente o tom da resposta, afirmando que criar um “pretexto para intervenção é inaceitável”.

No campo econômico, o risco mais imediato envolve o sistema financeiro. O governo Trump já havia apontado o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, como potencial facilitador do fluxo de recursos ilícitos para as facções. Embora não haja, até o momento, documento oficial dos EUA que formalize sanções específicas ao PIX, o Planalto monitora a ameaça com atenção, sobretudo porque qualquer banco brasileiro com operações nos EUA pode ser afetado por vínculos indiretos com as facções, conforme o alerta do promotor Gakiya. A possibilidade de sanções a empresas e instituições financeiras brasileiras por conexões indiretas com o crime organizado é tratada internamente como cenário concreto, não hipotético.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi um dos primeiros a se manifestar publicamente, criticando a medida como violação da soberania nacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, afirmou. Rodrigues também condenou o que chamou de “ato de traição” da família Bolsonaro e alertou para danos potenciais nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional. O governador reforçou o argumento técnico do governo federal de que as facções operam por motivação financeira, diferentemente de grupos terroristas com base ideológica ou política, o que torna a classificação juridicamente questionável à luz da legislação brasileira.

O pano de fundo: investigações da PF
A decisão de Washington não ocorre no vácuo. Ela coincide com um momento de pressão crescente da Polícia Federal sobre o entorno bolsonarista. Em maio, a PF realizou duas operações, nos dias 15 e 26, que tiveram impacto direto sobre aliados próximos do grupo: o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) desistiu de sua candidatura ao Senado após ser atingido pelas investigações dos casos Refit e Banco Master. O caso Refit envolve Ricardo Magro, apontado como megasonegador e recém-incluído na lista vermelha da Interpol.

É nesse contexto que ganham relevância as informações levantadas sobre offshores em Delaware. Segundo o Fórum, Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, e Altieris Santana abriram em 12 de fevereiro a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, uma offshore no estado americano de Delaware, conhecido paraíso fiscal onde estão listadas ao menos 15 outras offshores pertencentes ao Grupo Refit, de Ricardo Magro. Calixto e Santana são também controladores do fundo Havengate, que teria recebido aportes estimados em US$ 24 milhões a título de “patrocínio” de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de Flávio Bolsonaro, dos quais US$ 10 milhões teriam sido efetivamente pagos.

A conexão entre a decisão de Trump e as investigações em curso não passou despercebida. Segundo análise da reportagem que originou essas informações, a medida pode blindar o grupo político ao desviar o foco da cooperação internacional necessária para investigar os paraísos fiscais de Delaware: ao transferir as operações do FBI e da DEA para a CIA e os militares, a classificação terrorista reduz a transparência e dificulta exatamente o tipo de cooperação policial que a PF precisaria para avançar nas investigações sobre offshores e fluxos financeiros no exterior.

Reações e desdobramentos
O Planalto trabalhou ao longo da sexta-feira (29) para fechar uma nota oficial que equilibre dois objetivos difíceis de conciliar: defender a soberania nacional sem parecer condescendente com o crime organizado, e reagir à manobra bolsonarista sem provocar um confronto aberto com Trump que possa custar caro na arena econômica. A estratégia, segundo interlocutores do governo ouvidos pela BBC News Brasil, é modular a resposta para evitar desgaste junto ao público interno a poucos meses das eleições. A nota deve reforçar as medidas recentes do governo contra o crime organizado e afirmar a disposição do Brasil para cooperação internacional técnica no combate às facções.

O modelo adotado é o mesmo da crise do “tarifaço” de 2025, quando Trump impôs taxas de 50% sobre produtos brasileiros e o Planalto respondeu com diplomacia presidencial direta, culminando em um encontro entre Lula e Trump na Malásia e na posterior redução das tarifas. Desta vez, a aposta é evocar os riscos ao PIX e ao sistema financeiro para criar pressão sobre Washington e reposicionar Flávio Bolsonaro como responsável pelos eventuais danos econômicos. Lula avalia um contato direto com Trump e não quer, segundo seus auxiliares, um enfrentamento público com o presidente americano.

Do lado da oposição, a medida foi celebrada como vitória política. Flávio Bolsonaro atribuiu a si o resultado, atacou Lula e agradeceu publicamente a Trump e Rubio. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou nas redes sociais em apoio à classificação. O governo Lula, por sua vez, avalia internamente que a decisão configura interferência direta no processo eleitoral brasileiro, leitura que já havia sido antecipada por assessores do presidente antes mesmo do anúncio e que agora orienta a resposta diplomática em construção.

*Forum


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Brasil Mundo

O antipetismo biliar está mudo com o encontro de Lula com Trump

O bolsonarismo cedeu ao apelo da biografia de estadista do presidente Lula e preferiu se ausentar de qualquer julgamento antecipado para não quebrar a cara. Todos olhando o encontro pela trinca da porta sem conseguir respirar tamanha a convulsão intestina que lhes acomete.

Essa gente é desprovida de referências e propósitos fora do círculo de ódio que não os de condenar e execrar Lula.

Longe de ser uma nova forma de lidar com a realidade, a “opinião pública” de bolsonaristas vale tanto quanto a tribuna de Bolsonaro na prisão.

Por isso a sofreguidão da direita não é pouca, mas não se declara incomodada com o encontro para náo entornar ainda mais o caldo.

Nunca a direita foi tão ofensiva para tntar subjugar Lula a seu juízo, mas neste caso. uma manifestação errática dos reacionários pode reforçar ainda mais a imagem de estadista de Lula.

Por ora, o melhor é não bancar o advogado geral de Bolsonaro e esperar no que de verdade dará esse encontro, torcendo que dê tudo errado para Lula, porque ninguém é de ferro no inferno bolsonarista.


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Política

A morte súbita do bolsonarismo

O ataque de Nikolas a Jair Renan Bolsonaro não é algo isolado. Na verdade, é apenas uma bactéria captadora do azoto atmosférico que paira sobre a campanha de Flavio.

Isso nos faz crer que esses ratos tenham dados muito fortes para pular fora do barco para tal guinada no leme. Ou seja, Bolsonaro não mais dispõe dos braços do mercado que contingenciou sua ascensão que o levou ao poder, somado a uma fraude eleitoral armada com Sergio Moro, mas que, agora, mostra-se uma terra cansada pelo cultivo de ódio de quatro anos de poder que se encontra num estado de esgotamento fatal,

Não há como restaurar, nem às custas do dinheiro grosso, um arco de alianças capaz de juntar no mesmo ninho, ratos, ratazanas e camundongos que Bolsonaro reuniu em determinado momento da vida nacional.

Essa gente, assim como Nikolas Ferreira, funciona em bando , é uma rataria que se desloca não para construir alguma coisa, mas para fazer parte de um abundante espaço na seara mais reacionária do país e que, vendo que os frutos do oportunismo secaram, e não há expectativa de retorno, desaparece de forma natural.

O adubo do discurso fascista, é caro. A eliminação do outro, através de uma adubagem virtual, depende de um adicional extremamente alto. Por isso, o esvaziamento do bolsonarismo sem qualquer aquisição nova, resultado da condenação e prisão de Bolsonaro e a pasmacenta liderança de Flavio que não tem qualquer ideia que indique um rumo para o país que não seja a reprodução trágica do governo do seu pai, em que a filharada da casa deitou e rolou.

Não há como conservar uma estrutura dessa dimensão, o que se vê é a justa medida de uma derrocada e não o “amor imortal” dos bolsonaristas.

Na realidade, o desparecimento de apoiadores de Flavio na balada de sua campanha é a de quem já tomou consciência de que o encalhe do Titanic miliciano já se deu e o esplendorosao naufrágio é absolutamente inevitável.

O desespero impotente de Eduardo atacando Nikolas é apenas um dos sinos de alerta existente, um sentimento em volta do bolsonarismo profissional de que Bolsonaro foi de mito a uma poesia trágica e com um pressentimento de que a coisa só vai piorar, a excomuhnão do ex-todo poderoso Jair foi lançada por várias ratazanas dentro do próprio ninho. E Nikolas é somente mais uma.

O bolsonarismo hoje se encontra no vale dos escuros, sem sinos de misericórdia.

É o fato.


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Política

O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


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Brasil Mundo

Chavismo segue no poder, bolsonarismo comemora só as bombas dos EUA

Nicolás Maduro foi sequestrado em uma invasão do território venezuelano pelos Estados Unidos, mas o regime chavista não caiu. A vice transformada em presidente interina, Delcy Rodríguez, mandou uma mensagem clara aos EUA, de que quer trabalhar em conjunto, o que inclui a exploração de petróleo, enquanto garante apoio interno criticando o ataque dos EUA.

Se as empresas norte-americanas tiverem acesso ilimitado aos hidrocarbonetos e Washington trouxer Caracas para a sua esfera de influência, decidindo quem pode comprar ou não o petróleo venezuelano, ordenando o aumento e a produção de barris (o que afeta o preço internacional) de acordo com suas necessidades e reduzindo a presença da China e da Rússia, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio podem se dar por satisfeitos, pelo menos neste momento.

O chavismo terá que fazer uma correção de rumo para sobreviver, abandonando a polarização com os EUA. Mas a sua estrutura, seus protagonistas, a presença dos militares controlando várias camadas da economia e da vida cotidiana e, provavelmente, violações de direitos, continuam.

É sobre petróleo e geopolítica. Drogas e democracia são apenas a purpurina jogada em cima para brilhar aos olhos do público interno e da extrema direita global.

Aqui, no Brasil, de presidenciáveis, passando por líderes políticos e religiosos até chegar a cidadãos comuns, não são poucos os que saudaram a queda do regime chavista. Mas que queda?

Os EUA apresentam seu storytelling para justificar que são os picas das galáxias e, por isso, abduziram o autocrata facilmente. Mas foi tão fácil que tudo isso tem cheiro de acordão, do tipo: entregou-se o anel do Maduro, que está sendo exposto de forma humilhante como troféu, para manter os dedos.

Na prática, Delcy Rodríguez, que é vice desde 2018 e faz parte da chapa presidencial que fraudou as últimas eleições, segue no poder. E, principalmente, continuam o general Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, e Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça. O primeiro continua comandando as tropas e o segundo, as forças de segurança. Não é que os EUA desmantelaram o poderio militar da Venezuela; ele não foi devidamente acionado neste final de semana.

Maria Corina Machado, que ganhou o Nobel da Paz apesar de ser uma das principais defensoras de uma invasão norte-americana na Venezuela, foi descartada, pelo menos por enquanto, por Trump. Ele falou, com todas as palavras, que ela é gente boa, mas não impõe respeito do seu próprio povo. O que é um lembrete: cuidado em tentar ser vassalo, você pode conseguir. Nesse sentido, as chances de Edmundo González, aliado de Corina que disputou as eleições com Maduro, são baixas.

Rodríguez foi fundamental nas negociações para que a Chevron operasse em seu país e sabe mesclar pragmatismo geopolítico e econômico e manter excitada sua base com a retórica do chavismo.

Ainda é muito cedo para entender o que virá pela frente, até porque estamos falando de Trump. Mas corre risco, por enquanto, de a extrema direita brasileira estar celebrando apenas o bombardeio da América do Sul por uma potência estrangeira, não o retorno da democracia na Venezuela.

*Sakamoto/Uol


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Zambelli só tem uma saída, delatar a bandalha bolsonarista

A fidelidade de Carla Zambelli tem limite, tanto isso é verdade, que Flavio Bolsonaro, Girão e Damares, lideraram uma caravana para a Itália n tentativa de amarrar a boca dqa moça, promentendo salvar seu mandato e, consequentemente, impedir a sua prisão aqui no Brasil.

Aquela comemoração, trombeteada pelos bolsonaridas, ficou estacionada ali, porque ALexandre de Moraes redimensionou o caso, tratorando o Congresso que havia decidido salvar uma criminosa comum, que tem a chave da caixa de pandora capaz de mandar pelos ares toda a curriola bolsonarista no Congreeso, junto com todo o clã Bolsonaro.

Lógico que a vitória de Glauber Braga sobre Arthur Lira, via Hugo Motta, é algo a ser muito comemorado, até porque houve uma virada espetacular em 24 horas, não deixando dúvidas de que a mobilização da sociedade foi a chave da vitória.

Mas no caso de Zambelli, sua condenação por Moraes e já já sua extradição para o Brasil, terão um capítulo à parte, pois, abrindo a boca, a jugular de Bolsonaro vai para o espaço.

Para piorar e tirar o bolsonarismo completamente do prumo, Lula conseguiu tirar as sanções contra Moreas pelos EUA, através da Lei Magnistky, mostrando que, hoje, efetivamente, o clã Bolsonao está politicamente restrito ao clã.

Tudo indica que a tentativa de utilizar o PL da Isometria também caminha para o fracasso. E a sociedade está mais indignada do que com o PL da Bandidagem.

Uma coisa é certa, a cada dia que passa, o desenrolar dos fatos mostra que Bolsonaro e seus filhos estão pisando mais em falso, cada vez com menos apoio, cada vez mais expostos à luz do dia.

Nesse caso, tudo indica que Zambelli imitará Mauro Cid, pois, com certeza, ela sabe de coisas do arco da velha.

O encrudecimento de Moraes contra Za,nelli não deixa espaço para além de uma delação capaz de explodir o resto de bolsonarismo que ainda sobrou no Congresso.


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O bolsonarismo está em acelerada decomposição

Não há qualquer surpresa na decomposição instantânea do bolsonarismo que aconteceu em três parcelas: em 2022, quando Bolsonaro perdeu a eleição para Lula, quando foi condenado a 27 anos de prisão e, agora, que ficará definitivamente em regime fechado.

Lógico, tudo isso era previsto pelo próprio clã, que caiu em desgraça, junto com o próprio líder da falange.

Na verdade, o bolsonarismo nunca foi ideológico, sempre teve um discurso reacionário para justificar a criação de uma federação de oportunistas da pior espécie. É o inferno do inferno, é o poço além do fundo, é a total falta de um cisco de caráter, de verdade, de projeto político, que fará projeto para o país.

Não sobrará poeira do bolsonarismo que foi mantido com muita grana e muitos interesses quando Bolsonaro se tornou presidente. Não tendo mais vantagens a oferecer aos correligionários do submundo do crime, que se encontram órfãos e, juntos, transformaram-se em presas fáceis para a Polícia Federal, Receita e Ministério Público que, quase todos os dias, é anunciada a prisão de algum bolsonarista por um naco de alguma forma de crime organizado, que chegou chegando ao poder sob a bênção de Bolsonaro.

Em 2026, quase não haverá vestígio de bolsonarismo nas eleições de outubro. Aliás, assim como Tarcísio, os atuais bolsonaristas, que ainda sobrevivem da rapa do tacho, farão declarações públicas negando qualquer relação com o condenado, digo, aqueles que ainda não estiverem presos, porque crime, com certeza, cometeram muitos.

E não se elegendo, perderão a imunidade e terão que se ajoelhar no milho na sala da justiça.

A realidade é que, essa Michelle esfuziante, pelo desprezo que trata a prisão de Bolsonaro, é emblemática, porque tal desprezo já está sendo condição sine qua non para quem está tentando correr do buraco que Bolsonaro está enfiado.


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Política

Na bacia das almas, Bolsonaro e bolsonarismo entram em queima de estoque na black friday

STF conclui julgamento que torna Eduardo Bolsonaro réu por articular sanções a autoridades brasileiras nos EUA

Primeira Turma concluiu julgamento no plenário virtual e vê “grave ameaça” dirigida ao tribunal.

A negação da derrota em 2022, está saindo mais cara do que os pulhas golpistas imaginavam.

Carluxo chora suas pitangas como quem tomou uma histórica chinelada de 7×0 nas redes sociais.

Flavio e Michelle estão às turras e Bolsonaro ainda principia na arte de ficar fora do ar por 27 anos. Imagina em dois anos de cana dura!

Hoje, o bolsonarismo, considerado fenômeno político pelos lunáticos, incluindo os “moderados”, não fica de pé.

Das frases promocionais, a mais desavergonhada que representa o quanto está valendo hoje o clã, é a que oferece na compra de um dos Bolsonaro a entrega é de 5.

Todos condenados ou com a cabeça a prêmio.

O produto Bolsonaro saiu de Moda

Oferecer descontos atraentes e promoções especiais para bugigangas políticas, que estão apodrecendo a olhos vistos, não é tarefa fácil.

Sim, esse é o caso clássico do clã Bolsonaro.

Até de grátis está sendo rejeitado por se tratar de gente corrupta e preguiçosa, que nunca trabalhou na vida e sempre custou caro ao país.

Ou seja, é tarde demais para tentar desencalhar o bolostrô.

Mesmo na Black Friday, que se tornou uma das datas mais importantes semanas para o varejo, oferecendo uma oportunidade excepcional para realizar uma queima de estoque e aumentar as vendas, o encalhe bolsonarista não se move da banca de promoção mais barata.


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Política

O bolsonarismo se alimenta de sangue de negros e pobres

Os números não mentem.

Desde 2019 (início do bolsonarismo no poder federal e influência nos estados), o Rio de Janeiro registrou 39 chacinas policiais com 3 ou mais mortos, sendo 35 delas sob governos bolsonaristas ou alinhados (Witzel e Castro).

98% das vítimas fatais em operações policiais no RJ são negras ou pardas, segundo o ISP-RJ e relatórios da Anistia Internacional.

A letalidade policial no estado subiu 47% entre 2018 e 2024, com picos durante operações de “choque de ordem” — modelo defendido por Bolsonaro e replicado por Claudio Castro.

A operação dessa terça-feira, 28/10/2025, 129 mortos, é o ápice dessa lógica: quase todos os mortos eram moradores de favela, pobres, negros.

Muitos sem passagem pela polícia.

A necropolítica como estratégia política
O bolsonarismo se alimenta simbolicamente do sangue de negros e pobres

O bolsonarismo não quer segurança. Quer cadáveres negros para exibir como troféus, o bolsonarismo quer ver o tanque de guerra na laje dos moradores da favela.

Castro sabe disso e aposta nesse tipo de ação tão apreciada pela parcela mais reacionária da sociedade brasileira.

A barbárie de Cláudio Castro não é só operação policial.

É tentativa de apagamento existencial

É transformar o morro em “área de risco”, o morador em “suspeito”, o lugar em um “não-lugar”.


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