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Com o episódio do Monark, Kim e Adrilles, ficou claro que o nazifascismo sempre foi o projeto do bolsonarismo

Bolsonaro se fez como político com uma retórica nazifascista, disso todos sabem.

Não é sem motivos que há gente da cúpula militar que defende as ideias de Bolsonaro. Mourão mesmo, seu vice, que classificou os índios como preguiçosos, e os negros como malandros, mesmo sendo ele uma mistura clara dessas duas raças, reproduziu o que mais tarde Bolsonaro já avisaria que seria um dos seus principais projetos, senão o principal, exterminar índios e negros.

Daí as piadinhas que ele fez, ainda em campanha, dentro do clube da Hebraica, que mereceu sim repúdio de muitos judeus, mas que também foram vistas com naturalidade e até com gargalhadas pelo público que o assistia.

Pois bem, o que está acontecendo com os índios na Amazônia em prol de garimpeiros e grileiros é um verdadeiro morticínio, sem falar do uso da pandemia por Bolsonaro que levou à morte de mais de 630 mil brasileiros, entre estes, um número não contabilizado de índios.

Nunca se viu nesse país um número tão grande de chacinas e assassinatos de negros promovidos pelo Estado brasileiro. Isso deixa claro que não é por acaso, mas sim de caso pensado.

O comportamento de Bolsonaro que, por último, teve as crianças como vítimas,  nesse momento em que as estatísticas revelam que as mais de mil mortes diárias são, na grande maioria dos casos, de não vacinados, significa que a campanha negacionista de Bolsonaro teve sucesso em seu objetivo.

E mesmo com uma CPI escancarando a corrupção, por trás desse jogo macabro há uma mão invisível dentro do Estado brasileiro que impede que Bolsonaro pague por seus mais variados crimes contra a população.

Como deputado, Bolsonaro nunca aprovou qualquer projeto durante três décadas, assim como não produziu nada de bom para o país nos seus três anos na presidência. Seu objetivo e de seus filhos sempre foi o de disseminar o pensamento e práticas nazistas, sem citar o nazismo.

O que Monark, Kim Kataguiri e Adrilles Jorge fizeram foi reivindicar a oficialização do nazismo no Brasil, porque o discurso e a prática já tinham sido implantados e ganhado muitos corações.

Detalhe, tudo isso teve apoio estratégico da burguesia, sobretudo da oligarquia e da grande mídia brasileira que, agora, faz cara de espanto com a declaração dos bolsomoristas nazifascistas.

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Política

Para se distanciar do bolsonarismo, Aras usa casos de racismo e homofobia

PGR atua alinhada ao Executivo na maioria das situações, mas faz ofensiva contra bolsonaristas em outros casos.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tem usado casos de racismo e homofobia cometidos por aliados de Jair Bolsonaro (PL) para tentar se distanciar da pecha de aliado do presidente, informa a Folha.

Omissa em relação às ofensivas de Bolsonaro contra as instituições e inerte em relação a indícios de irregularidades no governo, a PGR já pediu abertura de inquéritos contra três pessoas próximas do Palácio do Planalto: o ex-ministro Abraham Weintraub por racismo contra a China, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) por preconceito racial e, agora, o alvo foi o ministro da Educação, Milton Ribeiro, por homofobia em entrevista concedida 16 meses atrás.

Nos bastidores da Procuradoria, o movimento de Aras é visto como uma forma de se afastar da fama de bolsonarista e também como uma estratégia para afirmar que manteve a linha histórica de atuação do órgão na defesa dos direitos humanos.

Na mesma semana em que denunciou Ribeiro, Aras também mandou sinais em direção ao Palácio do Planalto. Na última quarta-feira (2), pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) intime os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) para que esclareçam um suposto vazamento de dados sigilosos da CPI da Covid.

O pedido foi feito pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente. Aras, porém, não atendeu à solicitação para que fosse aberto um inquérito contra ambos.

Nas redes sociais, a família presidencial comemorou a iniciativa do procurador-geral. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por exemplo, publicou no Twitter uma notícia sobre o fato e escreveu que o ato dos parlamentares configura “crime” e que a “PGR está seguindo as leis” relativas ao contraditório e ampla defesa.

Além das críticas internas na PGR, a atuação de Aras em relação a Bolsonaro também tem causado incômodo no STF. Diversos ministros já criticaram ações de Aras em decisões judiciais e o ministro Alexandre de Moraes, inclusive, já driblou a Procuradoria para levar em frente investigações contra aliados do presidente.

Isso ocorreu, por exemplo, quando a PGR pediu o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos. O magistrado aceitou o pedido, mas determinou a abertura de outra apuração muito similar.

Moraes também passou por cima da Procuradoria para investigar membros do governo, o que em tese deveria ser iniciativa do órgão, como ocorreu em relação ao ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Já a ministra Rosa Weber, uma das mais discretas do tribunal, já afirmou que Aras não pode ser um “espectador das ações dos Poderes da República” ao rejeitar pedido para que irregularidades surgidas na CPI só fossem analisadas pela PGR ao final da comissão.

A ministra Cármen Lúcia, por sua vez, iniciou uma ofensiva contra a estratégia do procurador-geral de abrir apurações preliminares contra integrantes do Executivo que são pouco transparentes, não contam com a participação do Supremo e costumam ter poucos avanços significativos.

Em outubro do ano passado, ela afirmou que a PGR não está “fora de supervisão” e mandou detalhar as medidas que adotaria em relação a um pedido para Bolsonaro ser investigado por falas golpistas em manifestações ocorridas no feriado de 7 de setembro do ano passado.

Enquanto o Supremo aperta o cerco e Aras não dá respostas consideradas convincentes pelos ministros sobre as ofensivas de Bolsonaro às instituições e sobre suspeitas irregularidades do governo, a PGR atua de maneira dura contra casos de racismo e homofobia.

Na denúncia contra o ministro da Educação, Medeiros faz duras críticas a Ribeiro. A ação da Procuradoria pegou o governo de surpresa, mas o presidente evitou reclamar publicamente.

O pedido de investigação foi motivado por uma entrevista de Ribeiro concedida ao jornal O Estado de S. Paulo em setembro de 2020. Mais de 16 meses depois, a PGR decidiu pedir a abertura de inquérito.

Ao jornal, o ministro disse que a homossexualidade não seria normal e atribuiu sua ocorrência a “famílias desajustadas”.

Na peça assinada por Medeiros, a Procuradoria destaca de maneira crítica os termos usados pelo chefe da pasta da Educação do governo federal. Cabe ao Supremo decidir agora se abre ou não uma ação penal.

Ao STF, o braço direito de Aras na PGR disse que o ministro “avilta integrantes desse grupo e seus familiares” e diz que ele desqualificou um grupo humano, “depreciando-o com relação a outros grupos em razão de orientação sexual”.

Em 2020, a PGR denunciou o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, por suposto crime de racismo contra chineses. Um dos mais radicais integrantes da Esplanada à época, Weintraub liderava um movimento contra o país asiático no início da pandemia da Covid-19.

Neste caso, porém, a PGR agiu de maneira mais ágil e não levou mais de ano para apresentar denúncia ao Supremo. Na ocasião, Weintraub havia insinuado em uma rede social que a China poderia se beneficiar da crise desencadeada pelo coronavírus.

Ele usou o personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca a letra “r” pela “l”, para fazer referência ao sotaque chinês e dar a entender que a doença que havia surgido recentemente atenderia a interesses do país que teve o primeiro foco da pandemia

Na época, a China reagiu por meio do embaixador no Brasil, Yang Wanming, que chamou o ministro de racista e, depois disso, Weintraub apagou a postagem de seu perfil no Twitter.

O ministro Celso de Mello chegou a determinar a instauração do inquérito. No entanto, como ele deixou a pasta e, consequentemente perdeu o foro especial perante a corte, o inquérito foi remetido à primeira instância.

Já a investigação contra Bia Kicis ainda está aberta. Ela é uma das deputadas mais próximas de Bolsonaro e tornou-se alvo de inquérito por causa de uma postagem em que os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta foram retratados com “blackface”, prática considerada racista.

Na publicação, a parlamentar contestava o anúncio feito pelo Magazine Luiza de um trainee destinado exclusivamente a pessoas negras.

“Desempregado, blogueiro Sergio Moro faz mudança no visual para tentar emprego no Magazine Luiza”, dizia a publicação. “Sem emprego e cansado de errar o pico, Mandetta mudou de cor e manda currículo para Magazine Luiza”, afirmava ainda.

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Política

Depois de mastigar abelhas e beber-lhes o mel, Lula sopra nesse verão as flores da Primavera

O ex-presidente da República, candidato do PT a um terceiro mandato, lidera por motivo singelo: tem o que dizer, lembra o que fez.

Luís Costa Pinto – Desnecessário dizer que nada mudou em relação ao cenário das pesquisas pré-eleitorais nos últimos dois meses de 2021. Com chances reais de agregar apoios, de aglutinar contrários e divergentes; começando a ser visto como solução para o fosso em que Bolsonaro, o bolsonarismo e o governo deles enfiou as ruínas do Brasil; o ex-presidente Lula surge em dianteira consolidada com 45% de intenções de voto na Quaest, 44% no Ipespe, 41% da Ideia. Todos os levantamentos foram registrados no TSE (*).

A grande novidade deste janeiro de 2022, mês que marca o verão de um ano de eleições presidenciais, é a larga distância que separa Lula, na liderança isolada das pesquisas, de todo o resto. E a fraqueza, a tibieza, a falta de propósitos e de projetos compreensíveis de todos os demais, que disputam uma “terceira via” que não existe.

Fantasiaram-se para serem vendidos ao mercado como “anti Lula”. Mas, esqueceram que havia um Bolsonaro no meio do caminho. E Bolsonaro os atrapalha, pois segue firme e célere como um candidato atraído para o próprio cadafalso. Em razão disso, incendeia o País e desmoraliza até as pautas “anti Lula” e “anti PT” criadas pelas usinas de fake news deles.

Bolsonaro foi o instrumento usado pelos atuais adeptos da inexistente “terceira via” para tirar Lula, o PT, Dilma e a esquerda do poder. Para sacramentar um golpe jurídico, parlamentar e classista contra governos de esquerda que mudaram a agenda nacional. E como se operou essa mudança? Operou-se pondo o povo no centro do Orçamento. Pondo a inclusão social na pauta. Pondo a redução das injustiças sociais e das diferenças de classe no centro do debate. Foram governos, sobretudo, inclusivos.

O impeachment sem crime de responsabilidade foi golpe, e o golpe se deu justamente para isso: derrubar os governos inclusivos e repor no comando da agenda do Brasil as mesmas cabeças ultraliberais de sempre.

São as mesmas cabeças que se curvaram aos coturnos na ditadura militar. E também as mesmas cabeças que criaram tensão na Assembleia Nacional Constituinte de 1987/88, durante a transição costurada por José Sarney com o Centrão, e urdiram essa geleia política que é o “Centrão” de hoje: polo conservador e reacionário que atrai tudo o que há de podre no Congresso.

São, ainda, as mesmas cabeças que tentaram chegar ao poder com Fernando Collor, e deu errado, há 30 anos. Deu errado pelos mesmos motivos que soem acontecer agora: porque um País da dimensão do Brasil, da complexidade do Brasil, não pode ser governado por tontos sem agenda, por despachantes da elite que joga o jogo da manipulação e da exclusão social.

Tudo isso está dito nas primeiras pesquisas de 2022. “Queremos Lula”, gritam-nos os números de intenções de voto. “Queremos Lula porque ele vendeu esperança – e entregou. Porque vendeu a ideia de um brasileiro comer três vezes por dia, e entregou. Lula vendeu o sonho de um Brasil respeitado no mundo, e entregou. Por fim, vendeu um País com oportunidades, e entregou”. Não se pode deixar de lembrar: em dezembro de 2014, quatro anos depois de Lula ter deixado a Presidência para a sucessora que elegeu, a taxa de desemprego não chegava a 8%”. Era quase uma situação de pleno emprego, inédita na História do País.

No início do ano passado, disse em comentários na TV 247, na Plataforma Brasília, na Revista Fórum, que haviam lançado veneno contra Lula. Porém, sábio, o ex-presidente tinha mastigado as abelhas, bebido o mel, e, agora, soprava flores de primavera. Sim. Flores de Primavera. Os ventos que estufam as velas de Lula rumo a uma possível vitória em primeiro turno são os mesmos ventos que espalham flores para a primavera. E, no Hemisfério Sul, outubro é mês de primavera.

*Publicado no 247

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Opinião

Bolsonarismo levou Brasil à crise, e retomada virá com o seu fim

Série detalha pensamento econômico de pré-candidatos; grupo de Lula propõe programa democrático de desenvolvimento socioeconômico.

Guido Mantega – No final de 2022 poderemos comemorar o enterro de um dos piores governos da história republicana brasileira. Se for feita uma autópsia no cadáver do bolsonarismo, serão descobertos fortes indícios de um neoliberalismo anacrônico, que não é mais praticado em nenhum país importante do mundo.

A economia brasileira terminou 2021 estagnada e vai continuar assim por todo o ano de 2022. De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central (03/01/22), o crescimento do PIB de 2022 não deve passar de 0,36%.

Com esse crescimento pífio, o desemprego permanecerá alto e deverá repetir, em 2020, os 12% de 2021, enquanto a inflação estará recuando dos 10% de 2021, para algo em torno de 6%, às custas de uma feroz política monetária contracionista, que vai paralisar a economia brasileira.

A fome e a pobreza continuarão aumentando ao sabor do descaso do governo. O auxílio de R$ 400 no Bolsa Família vai beneficiar apenas uma pequena parcela dos necessitados.

Para agravar essa situação, há um avanço da pandemia da Covid-19 e de novas gripes, que podem reduzir o crescimento dos países ricos, afetando diretamente as exportações brasileiras. O banco central americano (Fed) anunciou um endurecimento da política monetária em 2022, com elevação dos juros, o que deverá causar a saída de capitais estrangeiros do país.

Entre 2019 e 2022 o PIB brasileiro terá um crescimento médio de 0,5% ao ano. Um pouco melhor do que o decréscimo médio de -0,13% ao ano do governo Temer, entre 2016 e 2018.

Em vez de colocar o Estado em campo para socorrer as vítimas da crise e estimular a retomada do investimento, como fizeram os países do G20, o governo Bolsonaro reduziu o auxílio emergencial de 2020 para 2021, e vem diminuindo o investimento público desde o início do seu governo.

Essa situação dramática, produzida pela política econômica do ministro Guedes, contrasta com o desempenho da política econômica social desenvolvimentista dos governos Lula e Dilma.

Entre 2003 e 2014 o PIB brasileiro teve um crescimento médio de 3,5% ao ano, enquanto o desemprego caiu para abaixo de 6% da população economicamente ativa. No final de 2014 o Brasil era um país pouco endividado, com uma dívida pública líquida igual a 32,5% do PIB, enquanto o Banco Central acumulava reservas de US$ 374 bilhões. Não à toa, a partir de 2008 o Brasil passou a receber avaliações positivas de grau de investimento, pelas principais empresas de classificação de risco.

Os governos Lula foram marcados pela elevação dos investimentos e por uma política fiscal responsável, que compatibilizou aumento de verbas sociais com os maiores superávits primários da economia brasileira.

A pobreza caiu de 26,7%, em 2002, para 8,4%, em 2014. Pela primeira vez, em 500 anos, a renda dos mais pobres cresceu mais do que a dos mais ricos e a desigualdade diminuiu no país. Foi assim que o Brasil saiu do mapa da fome e tornou-se o sexto maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, em 2011.

Mas os governos neoliberais reverteram parte desses avanços sociais e econômicos. O governo Temer fez a reforma trabalhista que reduziu direitos e salários, e ainda aprovou a lei do teto de gastos, que produziu inúmeras distorções na gestão orçamentária. As gestões fiscais dos governos Temer e Bolsonaro foram um desastre que, desde 2016, só acumulou déficits primários.

Está claro que não existem saídas fáceis para consertar a situação dramática que será deixada pelos governos Temer e Bolsonaro. É uma herança maldita que fará com que o PIB de 2022 retroceda para os valores de 2013.

Para enfrentar essa situação desafiadora, as forças democráticas deverão elaborar um programa de desenvolvimento econômico e social para a reconstrução do país.

Certamente esse programa deverá conter medidas emergenciais de combate à fome e à miséria, que propiciem condições de sobrevivência da população mais pobre.

O governo deve coordenar um ambicioso plano de investimentos públicos e privados, de modo a ampliar a infraestrutura e aumentar a produtividade, gerando muitos empregos.

É necessário desenhar um programa de investimentos de longo prazo que dê sustentação ao crescimento e ao aumento da produtividade.

É imprescindível realizar uma reforma tributária, que simplifique os impostos federais, estaduais e municipais. É importante também diminuir a taxação dos mais pobres, aumentando os tributos sobre a renda e patrimônio dos 1% mais ricos, de modo a reverter a regressividade da estrutura tributária brasileira.

A política monetária deve manter a inflação sob controle, sem exagerar na dose de juros, para preservar o crescimento e, ao mesmo tempo, evitar um serviço da dívida impagável.

O novo governo deve retomar as políticas industriais e as de investimento tecnológico, que devolvam a competitividade da indústria brasileira. Claro, sem esquecer as questões climáticas e ambientais.

O que está em jogo nas próximas eleições é se continuaremos com a política econômica desastrosa do governo Bolsonaro e de outros candidatos neoliberais, ou se vamos retomar a via do social-desenvolvimentismo rumo ao Estado de bem-estar social.

*Publicado na Folha

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Essa velharia sarcopênica chamada bolsonarismo raiz, foi para o brejo

Aqueles ímpetos de Bolsonaro que viraram traque depois do dia 7 de setembro, deixaram um bocado de velhos reacionários com a brocha na mão.

A frouxidão do mito, abalou as estruturas da ruína que sobrou da falida direita.

Bolsonaro hoje não comove nem as perebas do que sobrou dos ditos conservadores.

Os velhinhos destabocados, que andaram pelas ruas das zonas ricas das cidades, vestidos de panacas verde e amarelo, desafiando a democracia, chamando de lixo tudo que não fosse reacionário, estão na sombra bebendo água de coco depois que se esborracharam e meteram o nariz no cimento.

O tio e o vô, que tinham perdido a timidez por acreditar que os seus berros estavam dando em alguma coisa, ficaram pelados com a amarelada de Bolsonaro.

Agora eles têm que se contentar em ficar calados, mudos, bêbados de frustração depois que levaram uma porta na bunda seca e caída.

O lobo virou ovelha, desertou do campo de batalha e fugiu para a colina.

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Cerco eleitoral imposto pelo TSE ao bolsonarismo inclui cassação e bloqueio financeiro a sites

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apertou o cerco contra o bolsonarismo e tomou decisões nos últimos dias que visam evitar a disseminação de fake news e preparar o tribunal para as eleições de 2022.

Nas disputas anteriores, a corte editou resoluções e recomendações sobre o tema, mas as medidas não foram suficientes, e a Justiça fracassou no combate às notícias falsas.

Agora, o tribunal opta por firmar uma jurisprudência que represente de fato uma ameaça aos políticos que propagarem informações fraudulentas.

A decisão recente mais importante foi a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR) por ter afirmado, em 2018, que tinha provas de que as urnas eletrônicas haviam sido adulteradas para prejudicar o então candidato Jair Bolsonaro.

Além disso, a corte cortou os repasses de verba a páginas investigadas por fake news e aposta que a medida ajudará a sufocar alguns dos principais disseminadores de notícias falsas.

Em outra frente, no julgamento em que rejeitou a cassação da chapa de Bolsonaro, o TSE fixou uma tese inovadora, que também visa a deixar um recado para o próximo ano.

Apesar de ter se posicionado contra as ações que pediam a deposição do presidente, o tribunal firmou entendimento de que a participação em esquema de disparo em massa de fake news é passível de cassação.

Com voto de seis dos sete ministros, a corte estabeleceu que esse tipo de conduta pode ser enquadrada em duas hipóteses previstas em lei que levam à cassação de mandato: abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Os magistrados, principalmente os que integram o STF (Supremo Tribunal Federal), foram enfáticos em suas posições. Eles deixaram claro que o julgamento estava mais voltado para o futuro.

O ministro Alexandre de Moraes, que será o presidente do TSE nas eleições de 2022 e é relator dos inquéritos em curso no Supremo que miram esquemas de fake news de Bolsonaro e seus aliados, anunciou que serão adotadas medidas extremas caso o esquema de notícias falsas se repita.

“Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim o fizeram irão para cadeia por atentar contra as eleições e contra a democracia no Brasil”, disse.

*Com informações da Folha

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Bolsonarismo: Agnotologia, uma nova ciência que estuda a ‘produção da ignorância’ de forma intencional

Em algumas universidades do mundo e na Europa já está se consolidando um novo ramo da ciência chamado Agnotologia. O termo foi difundido pelo historiador americano Robert Proctor, da Universidade de Stanford, em diversas palestras que ministrou em 2005. As palestras depois se transformaram no livro “Agnotologia: a construção e a desconstrução da ignorância”.

Nos últimos 20 anos, não só Robert Proctor, mas outros historiadores da ciência como Londa Schiebinger, Peter Galison e Naomi Oreskes têm investigado e conceituando esse novo ramo científico. A produção da ignorância acontece tanto de forma intencional, com o objetivo de obter vantagens, como não intencional.

De acordo com os estudos que estão se consolidando, o conhecimento científico às vezes é bloqueado, sabotado ou prejudicado intencionalmente. E isso se torna mais grave no capitalismo avançado porque há um financiamento e grandes recursos para produção da ignorância em massa, como ocorreu com o tabaco. Intenções políticas, financeiras, segredos comerciais ou militares, mas também estratégias de longo prazo destinadas a lançar dúvidas constantes sobre o conhecimento e a realidade com objetivos ideológicos e financeiros. Todo o governo Bolsonaro e o próprio presidente do Brasil são exemplos de como a produção da ignorância em parte da população produz ganhos políticos, eleitorais e financeiros, além de manter privilégios de classes intocados. Isso ficou demonstrado pela CPI da Covid, realizada pelo Senado Federal, mas começou bem antes com o Kit Gay, mamadeira de piroca e outras barbaridades.

A produção intencional da ignorância foi percebida como um ramo importante a ser estudado no final dos anos 70, quando foi revelado um estudo secreto da indústria do tabaco. Nos anos 50, após pesquisadores comprovarem que o fumo era um agente causador de câncer, os fabricantes de cigarro se reuniram em um hotel em Nova York e, em forma de cartel, iniciaram ações e pesquisas para combater o conhecimento sobre o fumo.

Durante anos, eles contestaram a ciência e produziram conteúdo falsamente científico para espalhar desinformação e incerteza sobre o conhecimento dos pesquisadores sérios de universidades. A produção intencional da ignorância promovida pela indústria do tabaco foi descoberta quando uma universidade dos EUA recebeu documentos, de forma anônima, que demonstravam como a indústria manipulava a pesquisa para promover a desinformação sobre a relação entre o cigarro e o câncer.

Em algumas universidades do mundo e na Europa já está se consolidando um novo ramo da ciência chamado Agnotologia. O termo foi difundido pelo historiador americano Robert Proctor, da Universidade de Stanford, em diversas palestras que ministrou em 2005. As palestras depois se transformaram no livro “Agnotologia: a construção e a desconstrução da ignorância”.
(fotos: de vídeo e isac nobrega – pr)

Nos últimos 20 anos, não só Robert Proctor, mas outros historiadores da ciência como Londa Schiebinger, Peter Galison e Naomi Oreskes têm investigado e conceituando esse novo ramo científico. A produção da ignorância acontece tanto de forma intencional, com o objetivo de obter vantagens, como não intencional.

De acordo com os estudos que estão se consolidando, o conhecimento científico às vezes é bloqueado, sabotado ou prejudicado intencionalmente. E isso se torna mais grave no capitalismo avançado porque há um financiamento e grandes recursos para produção da ignorância em massa, como ocorreu com o tabaco. Intenções políticas, financeiras, segredos comerciais ou militares, mas também estratégias de longo prazo destinadas a lançar dúvidas constantes sobre o conhecimento e a realidade com objetivos ideológicos e financeiros. Todo o governo Bolsonaro e o próprio presidente do Brasil são exemplos de como a produção da ignorância em parte da população produz ganhos políticos, eleitorais e financeiros, além de manter privilégios de classes intocados. Isso ficou demonstrado pela CPI da Covid, realizada pelo Senado Federal, mas começou bem antes com o Kit Gay, mamadeira de piroca e outras barbaridades.

A produção intencional da ignorância foi percebida como um ramo importante a ser estudado no final dos anos 70, quando foi revelado um estudo secreto da indústria do tabaco. Nos anos 50, após pesquisadores comprovarem que o fumo era um agente causador de câncer, os fabricantes de cigarro se reuniram em um hotel em Nova York e, em forma de cartel, iniciaram ações e pesquisas para combater o conhecimento sobre o fumo.

Durante anos, eles contestaram a ciência e produziram conteúdo falsamente científico para espalhar desinformação e incerteza sobre o conhecimento dos pesquisadores sérios de universidades. A produção intencional da ignorância promovida pela indústria do tabaco foi descoberta quando uma universidade dos EUA recebeu documentos, de forma anônima, que demonstravam como a indústria manipulava a pesquisa para promover a desinformação sobre a relação entre o cigarro e o câncer.

Não é por acaso que vários integrantes do governo Bolsonaro atacam as universidades públicas, aparelham ideologicamente com nomeação de reitores e cortam de forma drástica os recursos para pesquisadores. Aqui há duas estratégias bem marcadas: não basta produzir informações falsas, que fortalecem a ignorância, mas é preciso também desqualificar as pesquisas científicas.

O que parece ficar evidente atualmente é que grupos políticos da extrema direita no mundo todo estão usando as estratégias de grande corporações, como a do tabaco, para lançar dúvidas, provocar incertezas e produzir confusão sobre o o conhecimento científico e histórico.

O estudo precursor de Robert Proctor sobre Agnotologia partiu justamente de um memorando secreto da indústria do tabaco que caiu em domínio público em 1979 sob o nome do “O Tabagismo e a proposta de saúde”. O artigo foi escrito uma década antes pela empresa Brown & Williamson e revelou muitas das táticas empregadas pelas grandes companhias para neutralizar os esforços dos pesquisadores e do combate ao cigarro.

Depois dos cigarros, ocorreram outros grandes casos como o do bisfenol A em garrafas plásticas, que pesquisadores também associaram à produção do câncer e surgiram contestações dos fabricantes de garrafas plásticas. Atualmente, na área científica, o centro da produção da desinformação está ligada à morte das abelhas em todo mundo, movimento antivacina e ideias contra as evidências do aquecimento global. Na maioria dos casos, gigantescos recursos financeiros estão em jogo, induzindo a fabricação da

A Agnotologia tenta desvendar também os métodos e as estratégias de como a produção da ignorância é construída para ter credibilidade. Alguns formatos já estão bem definidos: a produção da ignorância usa de metodologia ‘aparentemente’ científica, qualitativa e quantitativa, mas injeta um ingrediente que vai deturpar a pesquisa final. Por exemplo, usar uma temperatura, uma medição, um animal, que provavelmente vai levar A outro resultado, gerando intencionalmente confusão e incerteza.

Para difundir essas informações falsas, também são usados métodos e formatos jornalísticos, de modo que a informação falsa ganhe um ar de critério jornalístico sério. Outra forma muito usada para difundir informação falsa, principalmente com a internet, é o uso de formatos humorísticos. Assim como, durante décadas, o preconceito, o machismo e o racismo foram reproduzidos pelo humor, hoje a ‘produção da ignorância’ também se utiliza desses métodos, principalmente, na política e na história.

*Com informações da Carta Campinas

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O “instinto animal” fez o empresariado brasileiro apoiar a eleição e governo desse animal

Ficou provado que, intelectualmente e culturalmente, o empresariado brasileiro e Bolsonaro se equivalem.

Essa é uma das mais estarrecedoras revelações que tivemos nos últimos anos.

Toda a filosofia fascista do bolsonarismo, sobretudo as mais violentas, tem unidade harmônica com a cabeça do empresariado brasileiro. E não importa o alcance e nem o tamanho do empresário, a maioria faz parte do bolo fecal do bolsonarismo.

É da natureza do nosso empresariado tratar o cidadão brasileiro, no máximo, como cliente, porque para ele, à luz da realidade, o centro de suas atenções não é o cidadão, mas o mercado, mais especificamente os negócios.

E esse “instinto animal”, do qual o empresariado tanto se orgulha, é fruto de uma personalidade escravocrata com todos os seus tons e valores. Por isso, não só aplaudiu a trama oculta que golpeou Dilma, prendeu Lula e elegeu Bolsonaro, porque esse instinto para os negócios animais vem sempre acompanhado de preconceito de classe, de raça e de gênero em que seu consumidor que, na verdade, é o trabalhador, é de antemão, um inimigo que deve sempre sofrer restrições e ser submetido às leis do mercado.

Lógico que não são todos os empresários com esse mesmo senso, mas é o que predomina. A maioria dos quadros empresariais do Brasil tem esse dom ou cria essa personalidade a partir do estômago dos próprios negócios, fundindo preconceito de classe com uma gigantesca ganância, achando que a boa fada é que lhe confere lucros e acúmulos e que a exploração da mão de obra é indispensável aos seus ganhos.

Por isso apoiaram um louco e mantiveram seu apoio, mesmo depois de Bolsonaro se revelar um genocida.

E esse quadro só mudou através de notas quando acendeu o sinal amarelo da economia com a disparada da inflação e dos juros. Diferente disso, se preocupar com vidas ou com a própria democracia, para os empresários, não passava de um capricho de gente de esquerda. Então, mantiveram como atitude única e de forma incondicional a admiração e o respeito por Bolsonaro, a pretexto da comédia do combate à corrupção no Estado, mas sobretudo reduzir o tamanho dele em busca da diminuição dos impostos para obtenção de mais lucros.

Todo esse terror, revelado pela CPI da Covid, não fez arranhão na imagem de Bolsonaro no meio empresarial.

É ilusão absoluta imaginar que essa gente sofreu um surto de humanismo. Somente quando a estupidez de Bolsonaro pesou em seus bolsos é que ela resolveu se posicionar de forma “lírica” contra o genocídio.

Até então, a paisagem do governo pintada pelos empresários era a que, mesmo Bolsonaro sendo responsável pelas centenas de milhares de mortes de brasileiros por covid, era o homem certo, no lugar certo.

Agora que os prodígios viram que Guedes levou o país à bancarrota azedando suas negociatas, passaram a ter “consciência” do monstro que eles criaram e alimentaram.

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Política

Cresce movimento evangélico contra Bolsonaro: “Permitiu a morte de mais de 500 mil irmãos”

Manifesto da Coalizão Evangélica contra Bolsonaro afirma que o “bolsonarismo cria uma religiosidade mentirosa”.

Evangélicos de todo o Brasil lançaram nesta quinta feira (22) um manifesto contra a “política de morte” do presidente Jair Bolsonaro. O documento é assinado por 37 entidades religiosas.

Compõem o movimento, grupos que resistem ao retrocesso que o país atravessa desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016 – como a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito – e outros, que vêm aderindo à Coalizão Evangélica contra Bolsonaro, na medida em que evolui a crise, sanitária, social, política e econômica do país.

“Bolsonaro não tem ideia do que seu negacionismo causou na base da fé cristã, dos protestantes, o que deve ter acontecido com católicos e espíritas”, diz o pastor Ariovaldo Ramos, coordenador da Frente.

A realidade associada à tragédia que se aproxima de levar cerca de 540 mil brasileiros à morte é impossível de ser negada. O combate de Bolsonaro a medidas simples, mas fundamentais, como uso de álcool em gel, máscaras de proteção, distanciamento social, e até mesmo às vacinas, foi seguido por milhões de evangélicos, e o resultado catastrófico se abateu sobre eles.

“A proporção de evangélicos [entre 25% e 30% da população brasileira] que morreram é muito grande. Muitos pastores cooperaram com o negacionismo de Bolsonaro. As pessoas o apoiaram na prática, foram a movimentos, cultos, encontros. Mas então começaram a ser assaltadas pela realidade”, diz Ramos. “O tio, a avó, o avô, parentes começaram a morrer.”

Mas não apenas isso. Houve um templo, conta o religioso, que perdeu seus cinco pastores para a covid-19 de uma única vez. “As pessoas dormiram com cinco pastores liderando uma grande comunidade e acordaram com os cinco mortos. Isso causa um impacto emocional que não se mede por estatísticas, (isso) criou marcas profundas.”

Segundo avaliação de Ramos, presbítero da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo, após a explosão da pandemia e “a debacle nacional” – desemprego, crescimento da fome etc. – , os evangélicos começaram a abandonar o barco bolsonarista. “Começou no povo, e foi chegando aos pastores. A adesão de pastores (ao “Fora Bolsonaro”) é cada vez maior.”

Crise de fé

Os efeitos perversos causados por Bolsonaro com seu negacionismo transcendem a própria realidade concreta (e perversa). A aliança entre pastores e o presidente, a pregação de que as pessoas podiam desprezar máscaras e demais cuidados, porque “não vai acontecer nada”, provocou uma crise de fé.

Graças ao negacionismo, as mortes se alastraram entre as comunidades evangélicas, e as pessoas começaram a se perguntar? “’Por que aconteceu comigo, com o pastor, com meu tio? Nós não tivemos fé?’ Então precisamos dizer às pessoas que não tem nada a ver com fé, tem a ver com descuido, irresponsabilidade, pandemia, contaminação”, diz o pastor.

Por tudo isso, na opinião de Ariovaldo Ramos, a credibilidade de Bolsonaro entre os cristãos, e não apenas os evangélicos, não tem como ser recuperada. As informações de que ele não só não comprou a vacina, como trabalhou para disseminar o vírus e pela homicida tese da imunização de rebanho se tornaram reais pelos fatos em si, indesmentíveis.

Estatisticamente, cada família brasileira tem alguém próximo, senão dos círculos próximos, que veio a falecer, ou foi infectado gravemente, teve sequela etc. Esse impacto, por motivos óbvios, vem sendo devastador entre os religiosos que seguiram as “recomendações” do chefe de governo. “Duvido que Bolsonaro consiga convencer as pessoas do contrário do que já está claro. Um ou outro pode ser assaltado pela dúvida, mas um refluxo não vai acontecer”, prossegue o religioso.

No Manifesto da Coalizão Evangélica contra Bolsonaro, os evangélicos afirmam que o “bolsonarismo cria uma religiosidade mentirosa que nada tem a ver com o verdadeiro Evangelho, causando perversão e idolatria cega, além de uma ignorância negacionista, tanto da ciência como dos ensinamentos libertadores e verdadeiros de Jesus Cristo”.

“Enquanto, nos Evangelhos do Novo Testamento, encontra-se a valorização da vida e da dignidade humana, a cura de enfermos e a multiplicação dos pães e peixes, no governo de Jair Bolsonaro há “um agir maligno, que já permitiu a morte desnecessária de mais de meio milhão de irmãos e irmãs”, diz o documento.

Esse comportamento se materializa na rejeição de dezenas de e-mails da Pfizer, na negação do auxílio emergencial de R$ 600 e, ao mesmo tempo, na concessão de bilhões de reais a políticos via emendas parlamentares. “A nossa fé não combina com um governo que, como disse Jesus, se assemelha à face do mal – que veio para matar, roubar e destruir (João 10:10)”, diz a coalizão evangélica.

Leia a íntegra do Manifesto da Coalizão Evangélica contra Bolsonaro neste link.

Assinam o documento:

Aliança de Batistas do Brasil – ABB @aliancadebatistas
Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (ANNEB)
Coletivo de Mulheres das Organizações Religiosas do Distrito Federal (COMOR-DF)
Coletivo Esperançar @esperancar
Cristão contra fascismo @cristaoscontraofascismo
Cuxi Coletivo Negro Evangélico @cuxicoletivonegroevangelico
Evangélicas Pela Igualdade de Gênero @mulhereseig
Evangelicxs pela Diversidade @evangelicxs_
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito @frentedeevangelicos
Frente Evangélica Pela Democracia no Maranhão
Frente Evangélica pela Legalização do Aborto @evangelicaspelalegalizacao
Frente Evangélica Socialista
Movimento Negro Evangélico @mnebrasil
Movimento Pela Bancada Evangélica Popular – @bancadaevangelicapopular
MOSMEB – Movimento social de Mulheres Evangélicas do Brasil @mosmebrasil
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT @evangelicosptoficial
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT AM
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT BA @nept.ba
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT DF @NEPTDF
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT MA
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT MG @NePTMG
Núcleo de Evangélicos e Evangélicos do PT PB
Núcleo de Evangélicos e Evangélicos do PT PR @neptpr
Núcleo de Evangélicos e Evangélicos do PT RN
Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT SC @evangelicxdoPTSC
Paz e Esperança Brasil @pazesperancabr
Plataforma Intersecções @interseccoes
Rede Fale @redefale
Revista Zelota @revistazelota
Rede de Mulheres Negras Evangélicas @redenegrasevangelicas
Igreja Batista do Caminho @ibcaminho
Comunidade Cristã na Zona Leste @cczl_oficial
Igreja Cristã Redenção Baixada @icredencao
Nossa Igreja Brasileira @nossaigrejabrasileira
Refugo – @refugobrasil
Comunidade Batista do Caminho – Campina Grande/PB comunidadedocaminhocg
Igreja Evangélica Maravilhosa Graça / MA

*Com informações do Brasil de Fato

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Roberto Jefferson e Augusto Nunes são os últimos horizontes do falido bolsonarismo

Governo que depende de injeção de ânimo vinda de Roberto Jeferson e Augusto Nunes, é um governo que já recebeu a extrema-unção.

Esses dois são palha de milho espalhada no chão, resto de fogueira que não dá para fazer sequer um cigarro de palha, que fará levantar um governo que está em profunda decadência.

Duas figuras que não têm qualquer valor para a sociedade brasileira, são hoje a apoteose que fazem as honras oficiais do governo perante a população. Imagina isso!

Roberto Jefferson esteve na manifestação dos bolsonaristas neste sábado, 1º de maio, como representante da última pelanca que sobrou do facho bolsonarista. Depois dele, não há mais nada no saco de carvão.

Aquele apogeu de 2018 quando que se assistiu ao processo de um doentio fanatismo bolsonarista, está reduzido a essas duas relíquias chamadas Roberto Jefferson e Augusto Nunes. Que gloriosa significação tem esses dois! Com capacidade de estremecer o nada além de um público cada dia mais minguado de bolsonaristas renitentes.

Na verdade, essas duas cabeças de uma mesma mula é o monumento que sobrou da base política de Bolsonaro.

Imaginar que Roberto Jeferson, nas ruas, transformou-se na força aureolada de heroísmo para os bolsonaristas é assumir a falência absoluta de Bolsonaro.

Soma-se a isso aquele tesouro de bestialidade chamado Pingo nos Is, da Jovem Pan, comandado por ninguém menos que Augusto Nunes, está sacramentada a falência do horror chamado governo Bolsonaro, porque vestir esses dois de líderes do renascimento do bolsonarismo é pedir para virar piada, tal o entusiasmo que esses dois provocam quando apontam seus bacamartes para o que eles consideram opositores do governo.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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