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Moraes pede parecer da PGR sobre incluir Jair e Flavio em inquérito

Pedido ocorre após revelação de relação entre Flávio e Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que apura atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Moraes deu prazo de cinco dias para a PGR opinar. Eduardo Bolsonaro é investigado por coação e tentativa de interferência no julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado.

O pedido para ampliar os alvos da investigação foi feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele solicitou uma apuração específica para investigar a hipótese de que valores destinados ao filme sobre a vida de Jair Bolsonaro teriam sido desviados para financiar uma campanha internacional de sanções, restrições de vistos, imposição de tarifas e coação contra autoridades brasileiras.

O parlamentar solicita ainda apuração de eventual lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular, propaganda eleitoral dissimulada, caixa paralelo, organização criminosa, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

O pedido vem após reportagem do portal The Intercept Brasil mostrar mensagens de áudio do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, enviadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, pedindo-lhe dinheiro para pagar parte dos custos de produção da cinebiografia de seu pai. De acordo com o portal, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados. Antes da reportagem, Flávio dizia não ter relações com o banqueiro, que está preso por ter liderado a maior fraude contra o sistema financeiro.

Com o vazamento dos áudios, o senador passou a admitir o contato com Vorcaro, alegando que se aproximou do banqueiro em 2024, após o fim do governo Bolsonaro, e antes de a Polícia Federal (PF) e o Poder Judiciário reunirem provas contra o banqueiro. Depois, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ainda que se reuniu com Vorcaro após o dono do Banco Master ter sido preso pela primeira vez, em novembro de 2025, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Eduardo Bolsonaro seria o responsável por administrar os valores repassados pelo banqueiro.

Hoje, Flávio e Eduardo Bolsonaro, acompanhados do blogueiro Paulo Figueiredo, se reuniram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, e divulgaram foto do encontro nas redes sociais.

*Agência Brasil


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Donos de fundo que financiou filme de Bolsonaro abriram empresa em paraíso fiscal

Os dois são controladores de fundo nos EUA que recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro

Os controladores do fundo Havengate, que recebeu em 2025 verba de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), abriram uma empresa em Delaware em fevereiro deste ano. O estado americano é conhecido como um paraíso fiscal, que permite omitir a divulgação de sócios e de informações financeiras.

O Havengate é administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto, e o corretor de imóveis Altieris Santana. Documentos obtidos pela Folha mostram que eles também administram a empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware em 12 de fevereiro.

A abertura da empresa no estado contrasta com os negócios que Calixto e Santana mantêm nos EUA, prioritariamente baseados no Texas e na Flórida. O Havengate e outros dois fundos geridos pelos dois estão no estado texano.

O Havengate foi utilizado para o recebimento de R$ 61 milhões de Vorcaro que seriam usados no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, conforme revelou o site Intercept Brasil e confirmou a Folha. O repasse ocorreu entre fevereiro e maio do ano passado.

Áudios demonstram que Flávio Bolsonaro (PL) negociou pessoalmente os pagamentos com Vorcaro, em diálogos em que o filho do ex-presidente chama o ex-banqueiro de “irmão” e afirma que eles estarão sempre juntos.

A Polícia Federal investiga se o valor repassado ao Havengate pode ter sido utilizado para custear as despesas de Eduardo Bolsonaro, que mora no Texas. O ex-deputado nega.

A empresa MCC-4 Equity Fund GP LLC, aberta em Delaware, controla uma outra, também administrada pela dupla, no Texas. Trata-se da MCC-4 Equity Fund LP.

As duas são quase homônimas e possuem o termo “fundo” no nome, o que indica o ramo do negócio. Não há mais informações sobre outros possíveis sócios e o propósito das empresas nos registros.

A relação dos dois com as empresas foi constatada pela Folha em razão da abertura da unidade do Texas, estado que, ao contrário de Delaware, obriga a divulgação do nome de responsáveis e de relatórios anuais.

O documento de registro diz que a empresa em Delaware é gerenciada por Altieris Santana. Outros eventuais sócios não são citados.

Por meio do registro no Texas, a Folha também constatou que, no estado, ambas têm como referência o mesmo endereço: o escritório de Calixto, em Dallas. Trata-se também do endereço de registro do Havengate e de outras empresas que o advogado representa. O escritório lida com casos de imigração, consultoria e direito societário.

O endereço é diferente do registrado na documentação de Delaware, onde a companhia está registrada em Dover, capital do estado, e tem como representante a empresa A Registered Agent, que destaca “fornecer o máximo de proteção à privacidade pessoal permitido por lei”.

A empresa texana teve sua primeira tentativa de abertura pelo escritório de advocacia de Paulo Calixto rejeitada, pois o documento protocolado em 13 de fevereiro não continha o nome do sócio-administrador. No dia 17 do mesmo mês, Calixto apresentou um novo pedido.

A Folha contatou Altieris Santana por meio de e-mail profissional próprio e enviou mensagens no seu número de telefone por WhatsApp na quarta-feira (20). Na quinta (21), a reportagem ligou para o número, mas não obteve resposta.

Calixto foi procurado por meio do e-mail profissional e do contato oficial do seu escritório na quarta e na quinta. A reportagem também compareceu presencialmente e ligou para a firma em Dallas. Uma secretária respondeu que os dois não têm respondido à imprensa e que perguntas deveriam ser enviadas por e-mail.

Nas perguntas enviadas, a reportagem questionou qual o motivo da escolha por abrir a empresa em Delaware e se algum membro da família Bolsonaro estaria ligado aos negócios.

A Folha também contatou Eduardo Bolsonaro via mensagem na quarta e na quinta. O ex-deputado foi questionado se ele ou seus familiares tinham relação com o negócio, mas não retornou.

O modelo de gestão das empresas é similar ao do Havengate, que também conta com uma empresa LLC como administradora de uma LP. Como administradora, a LLC assume a responsabilidade pelos negócios da LP, o que protege os sócios de responsabilidade limitada, que não precisam ser identificados na abertura da companhia.

As LLCs são comuns nos EUA, pois blindam o patrimônio dos sócios e têm tributação simplificada.

Eduardo Bolsonaro já teve uma LLC, a Braz Global Holding LLC, com Paulo Generoso e André Porciúncula, que comprou um imóvel intermediado por empresa de Calixto e Santana. A empresa administrou outra, a Omni World Trades LLC, conforme relevado pela Agência Pública.

Nas conversas reveladas pelo Intercept, Altieri Santana aparece como uma pessoa em que Eduardo confia para executar tarefas financeiras.

O deputado, diz, por exemplo, que Santana viajaria “para fazer reunião pessoal com quem quer que seja” para garantir a chegada do recurso para o filme nos Estados Unidos.

*ICL


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Por que Nikolas Ferreira não deu pio em defesa de Flavio Bolsonaro gravando videozinho com fundo preto?

Acabou o amor?

Nem de algumas migalhas, há notícias. Porque não há condenscendênia do silêncio de Nikolas sobre o peso demolidor que Flavio está sentindo nas costas.

A propósito, peso esse que, a cada dia, está imobilizando sua campanha. Na verdade, esse silêncio de Nikolas sobre o chão que se abriu nos pés de Flavio Bolsonaro em plena campanha pré-eleitoral para a Presidência da República, é um grito que diz muito mais do que se imagina, ativa ou passivamente, não importa.

Escrúpulo nunca foi o forte do camarada. Pode-se descrever isso, e com razão, se disser que Nikolas também está até o talo envovlido nas tramoias de Vorcaro. Aliás, os dois são irmãos de fé desde a igreja da Lagoinha, de André Valadão, assim como o cunhado Vorcaro, Zetel, todos vêm do mesmo ninho de ratos que utilizam a religião como forma nada sublime de mentir em nome de Deus, como é aquele porre insuportável, quando o vigaristinha, Nikolas Ferreira, usa desse expediente para abarcar e até criar dependência emocional em muitos de seus seguidores.

A questão é mesmo complexa, porque, mesmo que Flavio perca a eleição e, claro, Lula vença, Bolsonaro ganha mantendo-se como a principal liderança da direita, que está nitidamente esvaziada, e o desempenho dos candidatos de direita, como Zema, Caiado, mostra que Bolsonaro joga com as peças certas no seu próprio campo para manter a hegemonia do clã no universo da direita.

Nikolas tem olho grande nesse universo e, lógico, sempre usou Bolsonaro como referência. Primeiro, como parlamentar que nunca aprovou nenhum projeto em 28 anos, e Nikolas, no primeiro mandato, segue essa pegada, zero casamento com as necessidades do povo brasileiro, zero projeto aprovado. Vive de emendas Pix, um tipo de fisiologismo eleitoreiro de quinta categoria.

No caso específico de Flavio, é nítido que ele se transformou numa figura tóxica dentro do seu próprio círculo e ninguém, com um mínimo de juízo, quer se associar à sua imagem.

No caso de Nikolas, com suas viagens em jatinho de Vorcaro, a coisa acrescenta algo um tanto mais dramático, assim como o seu nome no celular do banqueiro e sabe-se lá o que pode ainda estar a caminho das apurações da PF em outros celulares do mega bandido.

O que mais parece é que o furdunço entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas por este não se empenhar na campanha de Flavio, é um motivo realmente forte, somando a todos os outros contratempos que, independemente, aparece Nikolas beijando o próprio “patrocinador” do filme do chefe da gangue.

Seja como for, Nikolas não quer se queimar mais do que está queimado, mostrando que, mesmo no universo da direita, não há político mais desgastado, torrado, pronto par avirar carvão, do que Flavio. E ninguém quer ser tragado por esse alto-forno, menos ainda o vigaristinha Nikolas Ferreira.

Afinal, são dois cagados que, agora, veem-se como patos de Vorcaro, com possibilidade do troço piorar ainda mais com novas revelações da Polícia Federal.


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A nova cascata fuleira de Eduardo Bolsonaro mostra o tanto que o clã sentiu o tranco das mais recentes pesquisas

Primeira coisa a se lembrar, da comédia da facada sem sangue e sem faca, para o genocida fugir do debate com Haddad por motivos óbvios.

Somente isso já basta para entender a chamada do vídeo de Eduado Bolsonaro, dizendo que sua família foi atacada nos EUA, afirmando que aliados do PCC, do Intercept, bateram na porta de sua casa, no Texas, e importunaram sua família.

Eduardo contou essa versão exclusiva sem corar, de forma seca, fresca para usar como abrigo da pedrada que estão levando das pesquisas e não de Intercept ou PCC.

O distribuidor de cascatas que, nos EUA, opera cotra o povo brasileiro e o Brasil, sentiu que a queda livre nas pesquisas, de seu irmão e comparsa, Flavio Bolsonaro, está fora de controle.

É desespero que chama.

Isso é um produto importado do Brasil por Eduardo daquela facada fuleira para tentar produzir uma reação positiva diante do desespero e até dos fatos que detonaram Flavio e, lógico, usar o mesmo quite de mentiras, sem qualquer inspiração, para servir de apara bomba que ainda explodirá na cabeça do mano bandido.

Os filhotes de Bolsonaro se comportam, ora como animais, ora como crianças para ver se mantêm o produto político do papai para voltar ao poder e fazer a esbórnia que fizeram no Brasil de 2019 a 2022, sem falar da tentativa de golpe em 2023.

Esse vigarista só mostra que não tem compromisso moral nenhum com seu próprio curral eleitoral. É também por isso que a campanha de Flavio está na merda.

Isso acontece no mesmo momento em que o senador Cajuru, na tribuna, de frente para Flavio Bolsonaro, denuncia que ele não assinou nenhum pedido de CPI do Banco Master, desmascarando o vigarista.

Com essa nova mentíra que beira o ridículo, Eduardo só consegue provar que essa família é formada pelo piores pilantras do Basil.


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Com Eduardo Bolsonaro, Mário Frias, produtor de Dark Horse, busca “investimentos culturais” no Bahrein

Em meio à revelação do elo entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, Mário Frias se encontra com Eduardo Bolsonaro no Bahrein usando como justificativa missão para “apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais”.

rodutor-executivo do filme Dark Horse, que narra a versão da ultradireita sobre Jair Bolsonaro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) viajou ao Bahrein na companhia de Eduardo Bolsonaro (PL) para, segundo ele, apresentar “propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein”.

“Hoje, retorno oficialmente ao Bahrein para uma agenda no Bahrain Economic Development Board (EDB), agência do Governo do Bahrein responsável pela atração de investimentos e pelo desenvolvimento econômico do país. Durante os encontros, apresentei propostas de cooperação e investimentos culturais e audiovisuais entre Brasil e Bahrein, com o objetivo de fomentar nossas culturas no cenário internacional e ampliar as oportunidades de integração econômica e criativa entre os dois países”, afirmou nesta segunda-feira (18) o deputado, que teve a viagem, que começou no dia 12, bancada pelo governo do Bahrein.

Frias pediu licença à Câmara para viajar em missão ao país do Golfo Pérsico, embora não faça parte de nenhuma comissão de cultura no legislativo.

Na publicação na rede X, em que aparece ao lado de Eduardo Bolsonaro, Frias, que fez dois filmes sobre o ex-presidente, diz que seguirá “trabalhando para consolidar o Brasil como uma referência cultural e criativa no mundo”.

Fugindo do STF
Há mais de um mês, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenta intimar Frias a dar explicações sobre o envio de emendas parlamentares para a produção do filme Dark Horse.

O longa está

no centro do escândalo do Caso Master após a divulgação pelo site The Intercept de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Daniel Vorcaro do repasse de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos pelo banqueiro para a produção.

Dino já intimou os bolsonaristas Mário Frias, produtor executivo do filme, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que teriam mascarado repasses de verba pública das emendas para financiar a obra, a se manifestarem formalmente.

“Em Despacho de 21 de março de 2026 (e-doc. 3.626, Id. 8dfc6602), determinei a intimação da Câmara dos Deputados, bem como dos Exmos. Deputados Federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, para que se manifestassem. Até o momento, além da Câmara dos Deputados, já se manifestaram os Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Não houve, ainda, a manifestação do Deputado Mário Frias”, diz Dino em despacho nesta sexta-feira (15).

Segundo o ministro, “Tabata Amaral complementou as informações anteriormente prestadas, noticiando outras condutas do Deputado Federal Mário Frias, que teriam conexão com a alegada execução ilícita de emendas parlamentares para ONGs e projetos culturais”.

Rastro do dinheiro público
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, está no centro de investigações sobre o uso de verbas públicas. A entidade recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, para a instalação de Wi-Fi em áreas carentes.

A teia de empresas de Karina Gama, produtora executiva do longa, conecta-se a emendas Pix de parlamentares do PL e a projetos obscuros de letramento digital.

Além disso, o deputado Mario Frias enviou R$ 2 milhões em emendas para a produtora do filme, o que levanta questionamentos sobre a finalidade dos recursos.

Diante do escândalo, a produtora Go Up emitiu nota negando qualquer aporte de Vorcaro, alegando que o filme foi financiado por investidores privados sob acordos de confidencialidade. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue a orientação do pai de ‘ficar firme’, negando irregularidades e clamando por uma CPI para investigar o Banco Master — uma manobra de distração para desviar o foco da sua própria participação na negociação, analisada neste artigo de opinião.


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PF investiga se dinheiro de filme sobre Jair Bolsonaro financiou mansão de Eduardo nos EUA

Suspeita é de que fundo administrado por advogado da família tenha sido usado para burlar bloqueios judiciais do STF

Polícia Federal (PF) investiga se uma complexa estrutura financeira montada no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi utilizada para lavar dinheiro e burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (16).

O foco das investigações é a compra de uma residência em Arlington, no Texas, no valor de R$ 3,6 milhões, realizada em fevereiro pelo Mercury Legacy Trust. O fundo privado é controlado por Paulo Calixto, advogado migratório e de negócios de Eduardo Bolsonaro em solo estadunidense. O Texas é o mesmo estado onde o filho do ex-presidente reside atualmente.

Triangulação com o Banco Master

Calixto também administra o Havengate Development Fund, entidade que recebeu parte dos R$ 61 milhões repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre fevereiro e maio de 2025. As transferências foram feitas por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.

A captação desses milhões foi intermediada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, sob a justificativa de que os valores seriam integralmente aplicados na produção cinematográfica. Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil mostram que Flávio chegou a cobrar Vorcaro por parcelas atrasadas em novembro do ano passado, um dia antes de o banqueiro ser preso.

A PF desconfia que o argumento do filme serviu de fachada e que parte do montante milionário foi desviada para blindar o patrimônio de Eduardo Bolsonaro e subsidiar sua permanência nos EUA longe do alcance da Justiça brasileira.

Além do advogado Paulo Calixto, os documentos de compra do imóvel no Texas trazem o nome de André Porciuncula, ex-policial militar e ex-braço direito de Mario Frias na Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. Frias é apontado como o idealizador do filme.

Aliados de Eduardo Bolsonaro apontam Porciuncula como o principal “operador” das atividades e da logística do ex-deputado nos Estados Unidos.

Outro lado

Ao jornal Folha de S. Paulo, o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado os recursos ao dono do Banco Master, mas negou que o dinheiro tenha sustentado o irmão no exterior.

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar a investigação da PF como “tola”. O ex-parlamentar argumentou que suas regras de visto e o status migratório não permitiriam o recebimento de valores de fundos de investimento. Ele defendeu a idoneidade de Paulo Calixto e afirmou que apenas apresentou o advogado a Mario Frias para ajudar na captação do filme, cuja produção é estadunidense para evitar “perseguição política” no Brasil.

André Porciuncula afirmou por mensagens que a casa em Arlington não tem vínculo com Eduardo Bolsonaro ou com o Banco Master. Ao ser questionado sobre quem seria o real beneficiário do imóvel de R$ 3,6 milhões, Porciuncula declarou que a informação “não é de interesse público.”

*BdF


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O escândalo do Master que envolve Flavio e Eduardo Bolsonaro, é de polícia e não de política

Se Flavio Bolsonaro, com seu proselitismo barato, quer punir criança de 14 anos por crime, como sugere seu projeto, que quer a redução da maioridade penal para 14 anos, o que dizer, do ponto de vista policial, do envolvimento de Flavio (45 a.) e de seu irmão, Eduardo (41 a.) com um criminoso preso por desviar fortuna incalculável de dinheiro público?

Ridiculamente, dizer que a fonte dos R$ 134 milhões, é privada, é chamar de idiotas os brasileiros e as autoridades.

Isso, sem falar na folha corrida desses dois vigaristas. Flavio e as rachadinhas são coisas que se confundem, ou seja, peculato e formação de quadrilha, envolvimento com milícia e assassinos de aluguel como, Adriano da Nóbrega, do escritório do crime.

Eduardo, antes mesmo de entrar para a política, já era funcionário fantasma de ninguém mais, ninguém menos que Roberto Jefferson.

Como um e outro viraram deputado federal e senador debaixo das barbas da justiça? Esta é uma pergunta que tem que ser feita todas as vezes que se falar do clã Bolsonaro, somado às mil e uma formas do próprio pai, de cometer crimes no varejo e no atacado, o messmo que plantou a semente da vagabundagem em todos os filhos.

Nisso, não há qualquer dilema. assim como o pai, Flavio e Eduardo deveriam estar na cadeia, preventivamente, esperando um julgamento criminal, até porque, se Flavio acha que uma criança de 14 anos já tem discernimento do que é ou nao crime, imagina esses dois farrapos morais.

Lembrando que os dois confessaram o crime, mesmo tentando justificar o injustificável.

Então, que a justiça cumpra a sua parte para que se possa ver uma luz civilizatória destruída pelo governo Bolsonaro, com mãos de ferro, dentro das instituições, para facilitar a vida de bandidos manjados como os do clã.

Esperar que as urnas façam justiça nas eleições de outubro, é um acinte à inteligência nacional.


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Política

A mansão caiu: Flávio Bolsonaro está enrolado e confessa que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a Eduardo nos EUA

Difícil segurar a candidatura.

PF investiga se dinheiro pago por Vorcaro a Flávio Eduardo foi usado para bancar ações de coação de seu irmão Eduardo nos Estados Unidos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, confessou nesta quinta-feira (14), em entrevista à GloboNews, que o dinheiro repassado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, supostamente para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, foram direcionados a um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Flávio se enrolou para responder a uma pergunta sobre o destino do dinheiro, insistindo que, apesar de os recursos terem sido, a princípio, direcionados ao fundo, teria sido usado na produção do longa, negando qualquer relação com despesas pessoais ou ações políticas de Eduardo nos EUA.

“Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, afirmou.

“Para colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card. Está dentro do contexto do filme. O advogado é gestor do fundo”, completou.

PF investiga se dinheiro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro
A Polícia Federal abriu investigação para apurar se parte dos recursos repassados por Vorcaro pode ter sido usada para financiar atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, incluindo a coação internacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo é réu em ação penal que apura pressão política e econômica sobre magistrados brasileiros.

O escândalo veio à tona com áudios, mensagens e documentos obtidos pelo The Intercept Brasil, revelando que Flávio negociou cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) com Vorcaro para financiar Dark Horse, sendo que US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram efetivamente transferidos em seis operações entre fevereiro e maio de 2025, via Havengate Development Fund LP, fundo registrado no Texas e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Nos áudios, Flávio chega a chamar Vorcaro de “irmão” e garante:

“Estou e estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Vorcaro foi preso um dia após esta mensagem, acusado de fraude bilionária e lavagem de dinheiro, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, também foi detido por manter suposta milícia privada, chamada “A Turma”.

Produtora de Dark Horse desmente Flávio Bolsonaro
A GOUP Entertainment, produtora do filme, negou que Vorcaro tenha investido qualquer valor na produção. A empresa reforçou que negociações com potenciais investidores não configuram aporte efetivo e que todo o projeto foi estruturado de acordo com regras do mercado audiovisual, sem recursos públicos.

Flávio Bolsonaro é alvo de pedidos de investigação
Parlamentares da oposição reagiram ao caso protocolando pedidos de investigação, quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, além de sugerir CPI ou CPMI para apurar as relações da família Bolsonaro com Vorcaro e o Banco Master, segundo a Forum.

“As mensagens e o áudio revelam uma ligação política, financeira e até afetiva entre o clã Bolsonaro e o banqueiro: Flávio chama Vorcaro de ‘irmão’, diz que está ‘e estará contigo sempre’, afirma que ‘tudo isso só está sendo possível por causa de você’. No áudio, cobra ajuda sob o pretexto de parcelas atrasadas e risco de perder contrato, ator, diretor e equipe do filme”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), pedindo inclusive a prisão preventiva de Flávio.

Além disso, PT, PSOL e PCdoB protocolaram representações junto à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo apuração rigorosa sobre o destino do dinheiro de Vorcaro, que poderia ter sido desviado para atividades políticas internacionais.


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Bolsorcaro: PF suspeita que dinheiro de Vorcaro tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

PF investiga se parte dos R$ 61 milhões ligados a Daniel Vorcaro, destinados ao filme Dark Horse, foi usada para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos

A Polícia Federal suspeita que recursos ligados a Daniel Vorcaro foram usados para financiar despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.

Esses recursos teriam sido transferidos a um fundo sediado no Texas, nos EUA, por uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações. O objetivo era bancar o filme “Dark Horse” (que significa “azarão”), que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há a suspeita de que esse fundo seja suspeito de ser controlado por aliados de Eduardo. A linha investigativa da PF foi divulgada inicialmente pelo site G1 e confirmada pela Folha de S.Paulo.

De acordo com José Marques e Julia Chaib, ICL, a PF pretende entender se os recursos – que teriam sido enviados a pedido do dono do Banco Master – foram, de fato, usados para financiar o filme ou se uma parte desse dinheiro serviu para custear a vida de Eduardo no país.

A reportagem tentou contato com Eduardo nesta quinta-feira (14), mas não obteve resposta.

Na quarta (13), o site The Intercept Brasil revelou que o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Flávio e Eduardo são filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção que trata da vida do ex-presidente, e um áudio de setembro de 2025 mostra o senador do PL cobrando mais recursos do ex-banqueiro.
O senador confirmou ter pedido dinheiro ao ex-banqueiro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens.

“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou Flávio. No comunicado, ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, “quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, completou Flávio, dizendo, ainda, ser a favor da CPI do Master.

No entanto, a Go Up Entertainment, pordutora do filme negou no ter recebido repasses de verba do ex-banqueiro para o projeto, assim como o produtor-executivo e ex-deputado federal Mário Frias.
Eduardo foi para os EUA no ano passado. Ele é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) em uma ação sob acusação do crime de coação no curso do processo de forma continuada.

A acusação diz que ele buscou sanções contra o Brasil e contra autoridades brasileiras com o objetivo de atrapalhar o andamento do julgamento de Jair Bolsonaro pela trama golpista.

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) foi apresentada em 21 de setembro, após a condenação de Bolsonaro no caso da trama golpista. O documento cita declarações públicas de Eduardo, entrevistas e postagens em que ele expõe sua atuação na imposição de sanções. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade.

No ano passado, Eduardo chamou a acusação de fajuta e disse que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, é “lacaio de [Alexandre de] Moraes”. A defesa também argumenta que não houve violência ou grave ameaça no episódio.


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Política

Sururu entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro é tempestade perfeita em prol do PT em São Paulo

Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, espinafrou Eduardo Bolsonaro e revelou coruupção no governo de seu pai, do qual Salles era parte, após Eduardo apoiar André do Prado (PL, presidente da Alesp e ligado a Valdemar Costa Neto) como nome para o Senado na chapa associada a Tarcísio de Freitas.

Salles chamou Eduardo de “burro”, “bravateiro”, acusou-o de ter “falado um monte de merda” nos EUA (incluindo no caso do tarifaço americano), de ter contribuído retoricamente para as prisões do 8 de janeiro e de ter se exilado voluntariamente. Também atacou Valdemar/PL por suposta influência do “Centrão fisiológico” e corrupção passada em Transportes.

Eduardo rebateu, chamando Salles de “incontrolável” e jogando contra-ataques pessoais (inclusive sobre supostos pedidos de “mamata” ou cargos). Isso expõe rachas claros: bolsonarismo raiz vs. ala mais institucional/pragmática (Tarcísio + PL), e Novo tentando se posicionar como “direita pura”.

Simplesmente porque Salles, ex-ministro passador de boiada de Bolsonaro, afirmou com todas as letras que havia uma roubalheira no Ministério dos Transportes, DENIT no governo de Bolsonaro.

É alguém de dentro que destampou o esgoto de um governo absolutamente corrupto, que vivia gritando “acabou a corrupção!”.

Eduardo, para entornar mais o caldo, acusou Salles de votar a favor do PL das fake news e arrematou de voleio, “traiu em 2022, vai trair em 2026.

O furdunço mostrou potencial para rachar a base com a Jovem Pan fazendo enquete e tudo. Grupo de Salles vs grupo de Eduardo Bolsonao quase saem no braço, precisando que a PM interviesse para o riscafaca não terminasse em morte.

O fato é que, se tem racha em são Paulo, tem racha nacional, porque SP é o maior colégio eleitoral do Brasil, mais que isso, quem hoje cola com Salles, não panfleta para Flavio e vice-versa.

agro põe dinheiro na campanha de Salles e Faria Lima, bolsonarista casa pouco para acampanha de Flavio.

Enquanto eles brigam, Haddad caminha em São Paulo como adulto na sala. Lula, agradece.

Numa conta fria, curta e grossa: Flavio precisa de 70% em São Paulo para compensar o Nordeste de Lula. Se racha entre Eduardo e Salles continuar produzindo erosão, Flavio perde 1,1 pp nacional, Lula pula de 49,4% para 50,5% válidos.

A prgunta é óbvia, por que Flavio não intervém? Se escolher Eduardo, perde agro e Salles leva a base. Se escolher Salles, perde raiz bolsonarista, apanha do pai e, consequentemente, do bolsonarismo terra plana. Se não escolher, vira o fraco diante do povo e apanha dos dois lados.

Ou seja, Flavio está num mato sem cachorro, por isso mudo, e mudez na direita é igual à traição.


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