Flavio Bolsonaro

A delação do irmãozão de Flavio Bolsonaro

Vorcaro sabe que suas palavras podem selar o caixão de Flavio Bolsonaro, para tanto, basta citá-lo em pontoa sensíveis. Por isso a inclusão do 01 no centro dos relatos já mudou radicalmente o patamar político do caso.

Vorcaro, inclusive, detalhou aos investigadores da Polícia Federal que Flavio solicitou e cobrou pessoalmente os repasses financeiros em que os valores recebidos somam R$ 61 milhões, dos R$ 134 milhões.

Ou seja, zero surpresa por conta da revelação dos áudios, feita pelo Intercept em sua fundamental reportagem sobre o Banco Master e o filme Dark Horse que sacudiram o cenário político do país, colocando Flavio de ponta-cabeça e Lula assumindo uma liderança isolada, que acaba por servir como ponto extremamente  negativo para Flavio e extremamente positivo para Lula a essa altura das campanhas.

Alguns analistas políticos afirmam que Vorcaro está jogando um jogo muito estudado, mas que está longe de se mostrar eficaz, porque, quanto mais ele protege Flavio para se proteger contra a prisão num eventual governo do seu amigão, mais ele empurra Flavio para o abismo, mostrando que há muito mais envolvimento de Flavio nesse escândalo de corrupção financeira do que julga a vã filosofia.

O que está em jogo para Vorcaro, não é a cabeça de Flavio, mas a própria cabeça. A coisa é tão séria que, mesmo que faça uma delação padrão ouro, Vorcaro não conseguiria obter resultados como o perdão que, com certeza Flavio está lhe prometendo, se ele ficar de bico fechado sobre novas fevelações se por acaso o 01 chegar à presidêcia.

Por ora, o que a realidade mostra é que esse cálculo está furado e que Flavio já se desbarrancou, esborrachando-se em queda livre nas pesquisas, com potencial de uma queda ainda mais acentuada, até porque sua relação com Claudio Castro é tão ou mais apodrecida que a que tem com Vorcaro que, o final das contas, abarca os três vigaristas, os três mosqueteiros do maior caso de corrupção financeira da história do Brasil.

Até aqui, o que foi o xadrez jogado por Vorcaro, não deu pessoalmente qualquer vantagem para ele ou para Flavio.

Pior, na rota financeira dessa falange que envolve os cabeças, Flavio e Daniel Vorcaro, houve a entrega do banqueiro do detalhamento da trilha do ouro. O banqueiro esmiuçou aos investigadores da PF qua as transferências milionárias forma direcionadas para um fundo nos EUA, quando entra em cena Eduardo Bolsonaro e seu advogado.

Isso foi claramente dito por ele sem deixar qualquer dúvida, o que certamente será divulgado pela mídia corporativa e causará ainda mais desgaste a Flavio e todo o entorno do clã.

Voraro segue limitando a conta-gotas sua delação ao descrever os encontros, as cobranças de parcelas por Flavio e o camnho do dinheiro. a tática aqui é não emitir juízo de valor para não configurar, através de fatos narrativos, que tais operações significam crime ou ilegalidade.

O fato é que, quanto mais Vorcaro tenta blindar o caixão político de Flavio, mais terra joga por cima do seu caixão..

A ideia de que tudo não passa de um patrocínio para a produção do filme, e não corrupção ou proprina, além de não convencer ninguém por motivos obvios, aumenta a sensação diametralmente oposta ao que a defesa do banqueiro quer impor.

O status atual da delação de Vorcao que, apesar de ter colocado o nome de Flavio na mesa, fez com que a PF rejeitasse

Em síntese, o caso Vorcaro fragiliza ainda mais a posição de Flavio diante do eleitorado brasileiro, o que pode provocar um derretimento eleitoral ainda mais acelerado.

Não é sem motivos que o centrão, principal aliado do PL na campanha de Flavio, está exigindo de Valdemar e cia, a substituiçao do nome de Flavio, quem eles consideram uma grande roubada.

Trocando em miúdos, se a conta jurídica foi o que restou ao clã para tentar blindar Flavio, na disputa política, ou seja, na vida como ela é, essa estratégia está se revelando um gigantesco fracasso. As pesquisas comprovam isso.

O que está patente na memória coletiva do povo brasileiro é a intimidade escancarada dos dois, quando Flavio, no áudio, diz: “fala irmãozão! Estou e sempre estarei contigo, irmão”


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O apodrecimento solitário de Flavio Bolsonaro

Em menos de duas semanas, a candidatura de Flavio envelheceu, apodreceu e caiu do galho, mas o que é melhor percebido é que seus aliados mais próximos já o abandonaram e desapareceram, assim como suas amizades.

Todos sabem que o bolsonarismo foi nutrido e baseado em interesses de oportunistas de plantão. Para essa gente, se nada há de vantagem em determinada aliança ou amizade, é muito pior quando a pessoa se torna tóxica, radioativa, capaz de contaminar a imagem de quem a ela está associado.

Isso é pior do que um comportamento inimigo, pois é traiçoeiro, falso. Mas o bolsonarismo se nutriu disso o tempo inteiro, não tem bobo na parada.

Detalhe, não são exatamente as pesquisas, como a Atlas/Intel, que Flavio mandou Nunes Marques censurar, na tentativa de cercar a manada de eleitores que vão abandonando essa canoa furada.

Os próprios ratos do PL sentem o cheiro de queimado de Flavio nas pesquisas internas, porque ninguém quer associar sua imagem à de Flavio que, hoje, associa-se não só a Vorcaro, mas também com a de TH Joias e Rodrigo Bacellar, sem falar que sua imagem também está atrelada à entrega do Pix, terras raras brasileiras e a volta das tarifas contra o Brasil, impostas por Trump.

Tudo isso junto, dá no que dá e os laços políticos, construídos ao longo dos quatro anos de governo Bolsonaro vão sendo desfeitos, como já aconteceu na derrota de Jair e, sobretudo, a partir de sua condenação e prisão por tentativa de golpe de Estado.

São esses vínculos, que dependiam exclusivamente do poder do pai de Flavio na Presidência da República, que produzem seu maior desgaste para inviabilizar a existência de sua própra candidatura, a ponto de muitos responsabilizá-lo pelo ambuente ambiente eleitoral hostil que enfrenta nas intenções de voto, sem oferecer qualquer suporte para tentar investir e criar uma ilusão de que seu eleitorado tinha fidelidade duradoura, o que se constata é que, na verdade, está se dando o oposto.

Isso está absolutamente evidente, assim como a incapacidade da campanha de Flavio reagir para estancar a sangria dos próprios correligionários.

Quem viu a entrevista do senador Girão num podcast, percebe que aquela traição explícita, desavergonhada do bufão, não é um ato isolado, mas de muitos que estão se blindando de Flavio Bolsonaro.


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Lei do silêncio de Nunes Marques para esquisas que detonam Flavio Bolsonaro, não mudará o destino de sua derrocada eleitoral

O próprio presidente do Instituto de pesquisas, Atlas/Intel, Andrei Roman, disse que não há reparo possível na campanha de Flavio Bolsonaro que o faça ser um candidato da direita competitivo, declarando que ele já está derrotado, em entrevista com William Waack.

Nós que achávamos que o filhote do genocida estava à beira do barranco, deparamo-nos com um experiente presidente do instituto de pesquisas, que atende vários países, dizendo textualmente que “a direita terá que escolher entre Caiado e Zema, porque Flavio agora é carta fora do baralho”.

Ou seja, ou a direita faz uma limpeza profunda para verificação de uma porta de segurança, do contrário, a direita terá o triplo de risco de ver Lula bombando e vencendo a eleição já no primeiro turno, sem dizer que, no radar da PF, há uma investigação que desembocará na formação de um tsunami ainda mais arrasador para todo o clã Bolsonaro.

As notícias são péssimas e ficam piores a cada dia para Flavio Bolsonaro e sua gangue.

A advertência de Andrei Roman tem um custo de realidade em que o cenário eleitoral no Brasil nunca esteve tão trágico para a direita.

Essa censura inútil de Nunes Marques, obecendo o seu patrão, é somente mais um tiro no pé na campanha do rei da milísica carioca.


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Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Na simulação de 1º turno, o atual presidente chega a 10 pontos de vantagem sobre o presidenciável do PL

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica que o presidente Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o levantamento, Lula registra 44% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 38%.

O resultado representa uma mudança em relação aos levantamentos anteriores. Em maio, Lula aparecia com 42%, contra 41% de Flávio. Já em abril, o senador tinha vantagem numérica, com 42% ante 40% do presidente. Em março, ambos registravam 41%, configurando empate.

Com os números atuais, Lula passa a abrir uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o adversário, encerrando uma sequência de pesquisas marcadas por empate técnico ou diferenças mínimas entre os dois.

A pesquisa mostra o presidente Lula na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, com 39%. O senador Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado em maio, Lula também aparecia com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 33%.

Naquele momento, o cenário pesquisado incluía 10 pré-candidatos. Agora, a pesquisa considera 13 nomes na disputa.

Na sequência do levantamento, surgem o fundador do MBL Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3% das intenções de voto.

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) registram 2% cada.

Esta foi a primeira vez que a Quaest incluiu os nomes de Aécio Neves e Joaquim Barbosa entre os possíveis candidatos à Presidência.

Aécio, que disputou o Planalto em 2014 e foi derrotado por Dilma Rousseff, volta a ser testado como opção do PSDB. Já Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece como possível candidato do Democracia Cristã, substituindo o nome de Aldo Rebelo nas simulações do instituto.

Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

*ICL


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Nunes Marques proíbe qualquer pesquisa que mostre Flavio Bolsonaro desabando de podre

A proibição de Nunes Marques da divulgação de uma pesquisa eleitoral presidencial do Atlas/Intel, que aponta o tombo nas intenções de voto de Flavio Bolsonaro, mostra não só o apodrecimento do candidato, representante das milícias, do Comando Vermelho, da própria corrupção em si, mas também a escandalosa instrumentalização do bolsonarismo na presidência do TSE.

O motivo da suspensão da pesquisa Atlas/Intel por Nunes Marques atendeu aos interesses meramente eleitoreiros de Flavio, mostrando que não há neutralidade na presidência do TSE para julgar metodologia de pesquisas.

Claro, isso é tentar tapar o sol com a peneira, peneira que virou a própria imagem de Flavio alvejado pelo áudio do próprio com o banqueiro bandido do Master, Daniel Vorcaro.

Os dados da pesquisa estão rolando nas redes, revelando Flavio em queda livre e Lula numa ascensão meteórica.

O fato é que uma fraude a mais, uma a menos, para o senador miliciano, não muda nada. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral está apenas se esbaforindo de um cerca frango inútil, totalmente nulo em que sua decisão, com base numa falácia, nada mudará na vida real dos brasileiros em relação ao que ele sabe até então sobre Flavio e sua família de corruptos.

Detalhe, o pior ainda está por vir com o desdobramentos envolvendo Claudio C astro, pau mandado de Flavio e Daniel Vorcaro em que mais de R$ 3 bilhões do povo brasileiro foi entegue através do governador larápio para o amigão de Flavio, Daniel Vorcaro.

O El Niño contra Flavio ainda nem começou, e não será Nunes Marques que erguerá diques capazes de impedir o tsunami que o 01 do pilantra mor enfrentará em breve.


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Por que os institutos de pesquisa sumiram depois dos escândalos que envolvem Flavio Bolsonaro e Vorcaro?

Até dias atrás, enquanto algumas pesquisas indicavam o crescimento de Flavio Bolsonaro na disputa presidencial, o Brasil tinha se transformado na República das pesquisas, todos os dias saia uma pesquisa, quando não duas ou até três.

Institutos contratados pelo setor corporativo para animar a tropa agora, sumiram, evaporaram, sem data para dar novamente as caras.

Eram institutos de todas as qualidades. O importante era influenciar a opinião pública para entregar o país mais uma vez ao clã mais corrupto do Brasil.

Bastou estourar os escândalos em torno do filme Dark Horse, em que estão envolvidos R$ 134 milhões, mais uma saraivada de questões envolvendo a produtora do filme, fazendo o escândalo de Flavio com Vorcaro ganhar proporções hecatômbicas, Eduardo e Flavio tiveram a infeliz ideia de pedir a Trump para pressionar o Brasil a entregar o Pix em nome dos interesses das bandeiras de cartões de crédito dos EUA e tarifar as empresas e produtos brasileiros que, lógico, atingem frontalmente parte da economia brasileira, mesmo com o governo conseguindo, mais uma vez, mitigar a tática de um império em ruínas para o qual Trump não consegue solução e, por isso, é um dos presidentes da atualidade com o maior índice de rejeição em seu próprio país.

O fato é que, tudo isso junto e misturado, acabou por produzir uma meleca antiBolsonaro que só piora a cada dia para o clã. Então, é de se estranhar que, de uma hora para outra, a banda parou de tocar e não tem hora para recomeçar.


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Kassio Nunes suspende pesquisa que mostrou Flávio Bolsonaro ladeira abaixo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg publicada em 19 de maio, que apontava o derretimento das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão liminar foi tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte e relator do caso.

A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia do levantamento. Segundo a legenda, o questionário teria sido elaborado de forma a influenciar os entrevistados e prejudicar a imagem do pré-candidato ao Planalto.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que existem indícios de comprometimento da metodologia utilizada. Para o ministro, os elementos analisados sugerem possível “contaminação das respostas” e levantam dúvidas sobre a regularidade da pesquisa.

O magistrado destacou que a suspensão da divulgação não representa uma conclusão definitiva sobre o caso. Segundo ele, a medida busca evitar efeitos da publicação enquanto o mérito da ação é analisado.

“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, escreveu.

Nunes Marques também alegou que há indícios de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”. Para ele, “a controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

A decisão menciona ainda que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE não utilizaram perguntas semelhantes nem incluíram a veiculação de áudio como ocorreu no levantamento questionado. De acordo com o DCM, o ministro determinou que a empresa apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia adotada, especialmente em relação ao uso desse recurso.

Na pesquisa suspensa, Lula aparecia com 48,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrava 41,8%. Em levantamento anterior realizado em abril, os dois estavam tecnicamente empatados, com 47,8% para o senador e 47,5% para o presidente. O Ministério Público Eleitoral ainda deverá se manifestar antes da análise definitiva do caso.


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Bacellar tenta acordo de delação e leva terror à campanha de Flávio Bolsonaro

O ex-deputado Rodrigo Bacellar, preso há pouco mais de dois meses, iniciou negociações para colaborar com a Polícia Federal em investigações relacionadas à sua atuação política no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o blog Agenda do Poder, ele decidiu apresentar detalhes sobre supostos esquemas que teriam funcionado nas secretarias estaduais de Educação e de Fazenda durante a gestão de Cláudio Castro. De acordo com o relato, um esboço da proposta de delação já foi preparado e encaminhado para análise preliminar das autoridades responsáveis pelo caso.

Entre os documentos apresentados, há um anexo dedicado exclusivamente à origem dos recursos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados para o pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A colaboração também incluiria informações sobre a relação de Bacellar com o ex-secretário de Governo André Moura. Os detalhes que seriam apresentados ainda estão sob avaliação e fazem parte das negociações em andamento entre a defesa do ex-deputado e os órgãos responsáveis pela investigação.

As tratativas ocorrem em um momento em que Bacellar enfrenta dificuldades para reverter sua situação judicial. Sem perspectiva imediata de mudança no quadro atual, a colaboração com as autoridades passou a ser considerada uma alternativa para avançar nas negociações envolvendo eventual acordo.

Um dos pontos ainda sem definição é o valor que poderá ser devolvido aos cofres públicos. Até o momento, não houve consenso sobre a quantia que faria parte de um eventual acordo de colaboração premiada. As estimativas mencionadas nas negociações apontam para um montante que pode alcançar aproximadamente R$ 300 milhões.

Se aprovada, a delação terá o potencial de implodir boa parte da classe política fluminense e causar um estrago de proporções inimagináveis na campanha de Flávio Bolsonaro, aliado de Bacellar – o ex-deputado preso era, inclusive, o preferido do senador do PL para disputar o cargo de governador do Rio neste ano.

*DCM


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Com o derretimento de Flavio, o barata voa é de toda a direita

A direita é um troço só. Bolsonaro, portanto, é um verme saído das entranhas da direita, é a carranca do tribunal que virou o Brasil de cabeça para baixo, na tentativa de, na marra,  voltar ao poder.

O pensamento miúdo do bolsonarismo, do ponto de vista econômico, é o mesmo do posto Ipiranga de Bolsonaro, Paulo Guedes, tanto que coclocou 33 milhões de brasileiros na fila do osso, devolvendo-os a mais absoluta miséria, na famosa de redução do Estado.

Essa gente toda não tem ideia do que seja um país e não tem interesse em escaramuçar as questões que afligem o Brasil real, questões, diga-se de passagem, produzidas pela toxina neoliberal que sempre teve como objetivo reduzir o tamanho do bolso dos trabalhadores e excluir os miseráveis.

Essa gente, quando governou o Brasil por décadas, sempre utilizou o mesmo refrão, o de fazer o bolo crescer nas mãos dos milionários e dividi-lo depois da fornada.

Resultado. Isso jamais aconteceu. Porque é do próprio instinto selvagem do capitalismo buscar, inacreditavelmente, a pobreza para construir sua riqueza, seu acúmulo.

Diante disso, sobretudo após a priatatia tucana, a direita jamais voltou ao poder pelas regras democráticas. Teve que golpear Dilma Roussef, golpear e prender Lula para que dois ratos de esgoto, Temer e Bolsonaro, assumissem o poder e fizessem o trabalho sujo da banda podre das classes economicamente dominantes no Brasil.

Agora, o resultado está aí e, lógico, essa gente quer disvutir miudezas eleitorairas.

Bolsonaro não é uma caricatura da direita, na verdade, ele é o retrato fiel dessa política chucra que sempre permeou o universo reacionário por oportunismo vadio.

Isso fica escancarado, nesses momentos de catarse, porque não há nada e ninguém na direita brasileira para substituir o mais pilantra, o mais totalmente vigarista, o mais corrupto dos herdeiros do corrupto, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro não é trouxa de entregar a rapadura nas mãos de gente que não tenha o seu sangue, que ele controle, como controla os filhos com mãos de ferro. Ele sabe que. se isso acontecer, sua degola é automática.

O problema da direita, então, não é o Bolsonaro, como gostam de mistificar a falência da direita, a direita puiu, evaporou por conta própria. Bolsonaro é somente o último dos restos mortais dos neoliberais tecnocratas, que fazem aquela conta tirando o lápis de trás da orelha como uma magnífica lista de custos em que, tudo o que for para o pobre, para o trablhador, é rabiscado no balcão.

Por isso, o universo político da direita está manco e amarratodo diante do tombo recente de Flavio Bolsonaro.

Não há discurso possível para tirar dos próprios fundilhos um candidato que o neoliberalismo pode cavalgar a pelo.

Trcísio, pintado com asas de ganso pela mídia de mercado, perdeu o prazo. E mesmo enfeitado para se vender como alternativa da direita para o governo de São Paulo, está perigando de tropicar e Haddad lhe tratorar.

Seja como for, o bafio que exala da campanha de Flavio seja o de corrupção,  envolverndo Vorcaro e o Master, somado ao entreguismo vira-lata para os EUA, que não para levar tranco da China na disputa pela hegemonia do mercado mundial, tem tudo para seguir a própria sentença natural dos vigaristas, vendilhões e trapaceiros, dividindo farelo com os bacorinhos que sobraram da suposta direita tradicional, como Caiado e Zema.

Fim, fora, fu! Inimigos do povo brasileiro.


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Propostas de Flávio Bolsonaro entregariam áreas estratégicas do Brasil para Trump

Abertura comercial, apoio às Big Techs, terras raras e submissão militar estão entre os anúncios do bolsonarismo

O governo de Donald Trump passaria a ter influência decisiva em alguns dos setores mais estratégicos do Brasil, caso o senador Flávio Bolsonaro vença a eleições de 2026. O pré-candidato da extrema direita brasileira sinalizou, em diferentes discursos e posicionamentos, que, se eleito, irá alinhar a política externa do país plenamente aos interesses dos EUA.

O resultado, segundo observadores, diplomatas e fontes em Washington, seria um potencial abalo na soberania do país e uma das guinadas mais profundas da estratégia internacional do Brasil. A constatação é de que, baseado em declarações e sinalizações por parte de Flávio, áreas como segurança, terras raras e comércio passariam uma revisão completa em 2027.

Nos últimos dias, diante do abalo que as tarifas americanas representou para sua própria candidatura, Flávio Bolsonaro se apressou em se distanciar da decisão da Casa Branca e até escreveu uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que as taxas não sejam aplicadas. Mas o que ele vem prometendo, publica e privadamente, vai na direção contrária.

Big Techs
O bolsonarismo encampou a luta de Trump contra qualquer moderação nas redes sociais, com o falso argumento de que estaria havendo uma censura nas plataformas. O motivo principal, porém, é o temor da extrema direita americana e dos donos das grandes redes sociais de que uma democracia da dimensão da brasileira comece a colocar limites para o poder e influência das Big Techs.

Não se trata apenas de interesses comerciais. Para observadores, essas empresas hoje são arsenais fundamentais para o movimento ultraconservador e autoritário.

Submissão militar
A influência, porém, não seria apenas virtual. Ao deixar o Salão Oval, ainda em maio, o pré-candidato se apressou em declarar que informou ao chefe da Casa Branca que o Brasil passará a fazer parte do Escudo das Américas, uma aliança militar criada por Trump com o objetivo declarado de submeter o Hemisfério aos seus interesses. Em uma recente declaração, o Departamento de Guerra chegou a alertar que a segurança dos EUA e a segurança do continente americano seriam equivalentes.

O conceito foi interpretado por estrategistas como uma sinalização de que, na Casa Branca, a percepção é de que uma intervenção em qualquer região é justificada, do ponto de vista de defesa nacional. Mesmo que isso signifique a violação da soberania de um país.

Ao longo dos últimos meses, Washington se apressou em fechar acordos militares e permitir que suas forças e agentes secretos tenham imunidade para operar em diversos países da região.

O anúncio de Flávio Bolsonaro, portanto, coloca toda a estrutura de segurança nacional sob o manto do interesse dos EUA. Pelo pacto, governos receberam dinheiro e até equipamentos americanos. Mas terão de abrir mão de parte de sua soberania e se comprometem a não permitir que rivais – Rússia, China ou Irã – tenham qualquer acordo naquela região.

Presença no território
Outra transformação viria da classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Hoje, a decisão se limita aos EUA. Mas, se vencer, Flávio Bolsonaro irá também declarar o crime organizado dentro dessa nova categoria. Membros da Abin que conversaram com a reportagem apontam que, neste caso, ele abriria todos os canais oficiais para que o governo norte-americano possa agir – inclusive com a presença da CIA em território nacional.

Terras Raras
O pré-candidato também já foi explícito sobre dar amplo acesso aos EUA na exploração de terras raras. O Brasil, até agora, se recusou a fazer parte de uma coalizão que criaria uma espécie de reserva de mercado aos americanos na exploração de recursos naturais na América Latina. Pelo pacto, os “parceiros” se comprometem a fornecer minérios críticos apenas para os EUA.

Algum nível de processamento poderia ocorrer no Brasil. Mas o alinhamento com os americanos significa que o país estaria comprometido com o fortalecimento do setor militar dos EUA – que depende de terras raras – e passaria a construir uma relação de profunda dependência.

Comércio e Pix
No setor comercial, o pré-candidato também deu sinalizações importantes sobre o caminho que ele irá tomar, principalmente diante das tarifas que podem ser aplicadas contra o Brasil. Ao sair do Salão Oval, ele afirmou que, em 2027, Trump não teria a necessidade de taxar os produtos brasileiros e que ele estaria disposto a “negociar”.

Não se exclui nem mesmo a abertura do mercado nacional para outros serviços americanos que possam competir contra o sistema do Pix, alvo de ataques da Casa Branca

Fontes do atual governo que participam de negociações com os EUA constatam que, por meses, o governo Trump colocou exigências e condições que representariam concessões completas por parte do Brasil, sem contrapartidas.

No setor privado, a fala de Flávio foi recebida com cautela, principalmente por parte de segmentos da economia preocupados com uma eventual abertura à concorrência americana.

Votos na ONU
Nos organismos internacionais, a tendência seria também a de rever os votos do Brasil em temas tradicionais. Já sob Jair Bolsonaro, o Itamaraty abandonou anos de uma posição com uma coerência de décadas para votar ao lado dos EUA em temas como Israel, Cuba, aborto e todos os temas envolvendo gênero.

Dentro do Itamaraty, a avaliação é de que a volta do bolsonarismo uma vez mais representaria um sequestro da Casa de Rio Branco e o fim de uma plena autonomia internacional do país.

*Jamil Chade/ICL

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