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Boulos provoca Flávio por reclamar de homenagem a Lula: “Chora não”

Guilherme Boulos reagiu às reclamações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a homenagem feita ao presidente Lula pela Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí. A manifestação ocorreu após o desfile de domingo (15).

Em publicação nas redes sociais, Boulos escreveu: “Flávio Bolsonaro disse que vai à Justiça contra a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao Lula. Fica tranquilo, Flávio! Chora não. Quando houver desfile da Acadêmicos da Milícia vão homenagear você e seu pai”.

A reação veio depois de Flávio anunciar que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile. O senador classificou a apresentação como irregular e afirmou que houve uso de recursos públicos.

“Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família! Vamos vencer o mal com o bem!”, escreveu o parlamentar.

Durante o desfile, a escola zombou do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, que foi caracterizado como um palhaço usando faixa presidencial.

No encerramento, o ex-mandatário voltou a aparecer em alusão ao personagem Bozo, encenando uma prisão e utilizando uma tornozeleira eletrônica danificada. As alegorias fizeram parte do enredo que exaltava a trajetória de Lula.

Veja as publicações:

Guilherme Boulos
@GuilhermeBoulos

Flávio Bolsonaro disse que vai à Justiça contra a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao Lula.

Fica tranquilo, @FlavioBolsonaro! Chora não. Quando houver desfile da Acadêmicos da Milícia vão homenagear você e seu pai.


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Michelle avisa que não fará campanha para Flavio Bolsonaro

Decisão ocorreu após mensagem enviada pelo enteado no mês passado, na qual ela teria se sentido insultada

Michelle Bolsonaro (PL) informou a aliados que não pretende se engajar na eventual campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão já teria sido comunicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo informação divulgada pela jornalista Bianca Gomes, do Estadão, reproduzido pela Forum.

Procurada por meio de sua assessoria, Michelle não respondeu. Ao jornal, Flávio afirmou que fala “diretamente” com a ex-primeira-dama e declarou não pretender “alimentar tentativas de divisão”, acrescentando que o grupo tem “um objetivo em comum” de enfrentar o PT.

Bastidores e mensagem
De acordo com correligionários, Michelle relatou a pessoas próximas que não fará campanha para o enteado, mas também não pretende atacá-lo publicamente. A orientação, segundo esses interlocutores, é manter uma atuação discreta no pleito, em contraste com o protagonismo exercido nas eleições de 2022.

A decisão ocorreu após uma mensagem enviada por Flávio no mês passado, na qual ele teria insinuado que Michelle estaria atuando contra sua candidatura. Aliados afirmam que ela relatou ter se sentido insultada. Interlocutores avaliam que a posição pode ser revista caso haja um pedido de desculpas.

Michelle está afastada da presidência do PL Mulher desde dezembro de 2025 por questões médicas. A mudança ocorreu em meio às articulações internas para a definição da candidatura presidencial do grupo político.

Divergências nos estados
Nos estados, divergências também vieram à tona. Em Santa Catarina, Michelle declarou apoio à deputada Caroline de Toni (PL-SC) ao Senado. O PL, porém, teria acordo para lançar Carlos Bolsonaro (PL) e apoiar a reeleição de Esperidião Amin (PP-SC). Segundo a reportagem, Caroline comunicou ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que deixará a legenda para disputar o cargo.

No Ceará, Michelle criticou uma possível aliança com Ciro Gomes (PSDB) no fim de 2025 e declarou apoio ao senador Eduardo Girão. Já em São Paulo, defende o nome da deputada Rosana Valle (PL) ao Senado, enquanto Eduardo Bolsonaro apoia outros nomes, evidenciando divisões internas no campo bolsonarista.


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Para isolar Flávio Bolsonaro, Lula procura partidos do centrão e quer vice do MDB

Presidente avalia que a única possibilidade de ampliar sua chapa é atraindo MDB

O presidente Lula desencadeou uma operação política em duas frentes para tentar fortalecer sua candidatura à reeleição e isolar seu provável adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O petista tenta afastar os principais partidos do centrão da candidatura de Flávio. Além disso, em um movimento considerado mais delicado, foi receptivo à ideia de mudar o vice de sua chapa para tentar agregar o MDB à sua aliança formal — o que daria mais tempo de campanha na TV e reforçaria a mensagem de frente ampla propagada por ele na eleição de 2022.

A ordem de Lula, já assimilada pelo PT, é ampliar o máximo possível seu arco de alianças para a eleição. Articuladores petistas acreditam que a maioria do eleitorado já decidiu de qual lado ficará, e que apenas algo em torno de 10% dos votos está em disputa. Por isso, qualquer ajuda para atrair mais eleitores é valiosa.

“Temos que trabalhar, fazer alianças para ganhar as eleições. Não estamos com essa bola toda em todos os estados, tem estados que precisamos compor. A gente precisa decidir se quer ganhar ou se quer perder. Como eu quero ganhar, Edinho [Silva, presidente do PT], você vai ter que fazer as alianças”, declarou o presidente no evento de aniversário do PT neste sábado (7).

A tentativa de atrair o MDB é sensível porque envolveria tirar da chapa o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ele é próximo do chefe do governo e quer continuar no cargo no caso de reeleição. Além disso, diretórios poderosos do MDB, como os de São Paulo e do Rio Grande do Sul, devem resistir a uma aliança.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, a cúpula emedebista está se aproximando do PSD, que tem três pré-candidatos a presidente. Dos 27 diretórios estaduais do partido, 17 estariam afastados de Lula e 10, próximos ao governo petista.

Há o risco de Lula magoar e perder seu atual vice e a aliança ser derrotada na convenção emedebista, inviabilizando a coligação. Alckmin já disse à cúpula do PT que, se não estiver na chapa presidencial, apoiará a reeleição de Lula sem se candidatar a nada.

O presidente discutiu o assunto em dezembro com os senadores lulistas Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM). Ficou de marcar nova reunião, mas não o fez até agora.

Na quinta (5), porém, Lula disse publicamente que Alckmin tem “um papel a cumprir” na eleição em São Paulo. A frase foi entendida como um sinal de que ele quer o vice concorrendo a algum cargo e reforçando seu palanque no estado com maior eleitorado.

Emedebistas a par da articulação avaliam que a declaração foi uma espécie de “ok” para avançarem na tentativa de formar uma maioria no partido em favor da aliança. Esse grupo, porém, ainda quer que o presidente faça gestos mais fortes.

Dois dias depois, durante celebração dos 46 anos do PT neste sábado (7), em Salvador, o presidente afagou Alckmin dizendo que teve sorte com seus vices: “O Geraldo Alckmin foi uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida. É um homem extraordinário que eu respeito e admiro”. O vice esteve presente no evento.

Na reunião com os dois emedebistas, Lula disse que via no MDB a única chance de agregar um novo partido à sua aliança — que deve contar com as siglas de esquerda.

Renan disse ao petista que a única maneira de tentar levar o MDB para a coligação seria oferecendo a vice, porque isso daria um argumento forte na convenção que decidirá o caminho da sigla na eleição. As convenções partidárias serão de 20 de julho a 5 de agosto.

Há três emedebistas cotados para a vice de Lula, caso a articulação dê certo: o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

O principal destino especulado para Tebet, porém, é uma candidatura a senadora por São Paulo. Existe a possibilidade de ela mudar de partido, uma vez que o MDB paulista apoia o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Aliados de Lula no PT e no MDB, porém, ainda tentam uma solução que permita a Tebet ser candidata e apoiar a reeleição de Lula sem mudar de legenda. Tanto o presidente do PT, Edinho Silva, quanto Eduardo Braga querem conversar com o presidente do MDB, Baleia Rossi, sobre o tema.

O principal obstáculo a uma aliança entre Lula e o MDB paulista é a proximidade do prefeito de São Paulo, o emedebista Ricardo Nunes, com Tarcísio. O governador foi fundamental para a reeleição de Nunes, em 2024.

Ajuda Lula o fato de Tarcísio ter decidido ser candidato à reeleição em São Paulo. Forças políticas de direita e de centro queriam que ele disputasse o Palácio do Planalto e ficaram sem um candidato preferido.

Além da tentativa de atrair o MDB, Lula busca obter a neutralidade dos principais partidos do centrão na disputa nacional. O objetivo do petista é que essas legendas não deem apoio formal a Flávio Bolsonaro e que suas direções nacionais não dificultem sua busca por alianças com líderes locais.

Um dos principais movimentos nesse sentido, revelado pela Folha, foi reunião de Lula com o presidente do PP, Ciro Nogueira, na qual ouviu dele uma proposta de neutralidade nacional do partido. A contrapartida seria facilitar a reeleição de Nogueira como senador no Piauí.

Deputados e senadores filiados ao PP e originários de regiões onde Lula é mais popular, como o Nordeste, dão como certo que a legenda liberará seus filiados para se associar ao candidato a presidente que preferirem.

O presidente também mira líderes locais do União Brasil. Um dos estados onde esse esforço deve ser maior é o Ceará. Principal líder do PT cearense, o ministro da Educação, Camilo Santana, tenta impedir que o União Brasil apoie Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo local. Lula julga ser fundamental derrotar Ciro e reeleger o governador Elmano de Freitas (PT).

O PP anunciou a formação de uma federação partidária com o União Brasil, chamada União Progressista. As duas legendas, juntas, constituiriam a maior bancada da Câmara e seriam obrigadas a agir em conjunto na eleição nacional. Ciro Nogueira é um dos líderes dessa associação, que ainda não foi definitivamente reconhecida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Esse grupo queria apoiar Tarcísio para presidente. Sem uma candidatura de Tarcísio, a prioridade passou a ser eleger o maior número possível de congressistas, o que aumenta a possibilidade de alianças entre Lula e diretórios estaduais dessas siglas.

O presidente da República também se aproximou do presidente da Câmara, Hugo Motta. O partido de Motta, o Republicanos, também tem setores que querem disputar a eleição associados a Lula. De acordo com o ICL, o deputado tem participado das articulações do presidente da República inclusive fora de seu partido. Ele intermediou a reunião entre o petista e Ciro Nogueira.

Lula, Motta e diversos outros deputados jantaram juntos na quarta-feira (4). O chefe do governo minimizou os possíveis atritos por partidos que têm ministérios lançarem candidatos a presidente da República. O recado foi direcionado principalmente ao PSD, que tem três ministros e três pré-candidatos ao Planalto (Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr.).


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Política

Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro desagrega direita, mercado e evangélicos

Líderes da direita no Congresso já tratam como provável a pulverização de candidatos do campo na disputa eleitoral contra Lula

A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República desagrega a direita que apostava no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o único adversário do campo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral deste ano.

Sem o governador no páreo, líderes da direita no Congresso já tratam como provável a pulverização de candidatos do campo na disputa eleitoral contra Lula, ou seja, uma clara resistência ao projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro em lançar o filho 01 para manter o espólio eleitoral na família.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira (17) que se encontra de saída do União Brasil para disputar a sucessão de Lula: “Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”.

Depois de lançada a pré-candidatura de Flávio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que irá manter a sua candidatura “até o final”. “O que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate”, disse.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi outro a jogar um balde de água fria no projeto do ex-presidente, segundo o Vermelho.

“O PSD tem uma posição muito clara. Todos sabem que se o governador Tarcísio for candidato, o PSD irá apoiar. Caso o governador não seja candidato, nós temos dois pré-candidatos no partido, dois excelentes governadores, o governador do Paraná, que é o Ratinho, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite”, disse Kassab à CNN.

O pré-candidato do PL ainda enfrenta dificuldade em viabilizar palanques eleitorais no Nordeste.

Faria Lima

No mercado financeiro o projeto do filho 01 de Bolsonaro também enfrenta resistência. Economistas da Faria Lima disseram ao site Metrópoles que nem “mesmo a indicação de Paulo Guedes para liderar o plano econômico da pré-campanha presidencial de Flávio daria viabilidade política à intenção do senador em concorrer à Presidência da República em 2026”.

“Ele pode ter melhores intenções, mas se ele não ganhar, não adianta nada. Então, o mercado vai observar a viabilidade da candidatura. O que está em jogo agora não é essa questão do programa dele, quem é que vai estar junto dele. Isso é o segundo problema”, afirma o economista-chefe de uma gestora de investimentos, em conversa reservada com o site.

Evangélicos

O pastor evangélico Silas Malafaia, fiel aliado de Bolsonaro, também manifestou desacordo com a candidatura do filho do ex-presidente. Para ele, o senador não possui “musculatura” para enfrentar Lula.

“A questão não é ter a competência para ser presidente da república, a questão é quem pode vencer essa corja que está destruindo o país. (…) Eu não tenho nada pessoal contra o Flávio, eu sou amigo deles, mas eu aprendi que a verdade tem que ser absoluta. Eu não vejo o Flávio com musculatura para derrotar Lula”, disse em entrevista ao SBT.


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Na cruzada pró-Tarcísio para a presidência, mídia sonega os milhões que Vorcaro casou na campanha de 2022 do pupilo

A mídia está carregando a mão quando o assunto é Banco Master, levantando a mão contra Toffoli, Lewandowski, unindo “descobertas” e utilizando a máquina publicitária, uma equação que desaparece com as relações de Tarcísio com Vorcaro, suas doações, assim como a de uma líder do PCC.

Ou seja, é uma falta de vergonha generalizada que qualquer ser pensante, saca que a fé dos apóstolos tarcisitas é interesseira. Por isso prima por sonegar o todo envolvendo Vorcaro e o Banco Master para produzir um caminho de flores para o escolhido que, certamente, no governo, produziria o que é do interesse dos barões da midia e afins.

Esse arremedo de jornalismo já mergulhou de cabeça na campanha de Bolsonaro no momento mais decisiv,o em 2018, colocando Haddad e Bolsonaro no mesto cesto, expondo uma abundância de cinisco que jorrou o título da jornalista Vera Magalhães no editorial do Estadão em que sapecou em garrafais “Uma Escolha Difícil”.

Lógico que foi um ataque cirúrgico a Haddad, já que Bolsonaro era um cagado de produzir congestão em quem ouvisse seu nome e fosse minimamente civilizado.

Isso é um tipo de ditadura gosmenta, que só é viável se houver muitos interesses em jogo. Não só isso, foram 4 anos de um governo assassino, que provocou de forma deliberada a morte de 700  mil brasileiros por covid e, por questão de princípio neoliberal, jogou na mais absoluta miséria 34 milhões de brasileiros que fazem parte da massa do povo.

O jornal panfleto de Tarcísio, agora, em plena campanha, tenta perfurar poços que façam a campanha de Flavio Bolsonaro se tornar inviável para que o nome de Tarcísio surja naturalmente como candidato, já que o bolostrõ depende, até a raiz do cabelo, da bênção de Jair Bolsonaro.

Então, é melhor abrir a gaveta e guardar o rolo de papel que tem anotações sobre as relações amigas entre Daniel Vorcaro e Tarcísio de Freitas e produzir geringonças editorializadas para abrir portas, de forma repugnante, ao aliado oficial do baronato midiático, da Faria Lima, do PCC, das fintechs e do próprio Vorcaro, até porque, junto da encomenda, vêm embalados Ciro Nogueira como vice e Rueda como presidente do União Brasil.


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Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro está emperrada sem marqueteiro, aliados e com alta rejeição

Senador enfrenta rejeição elevada, dificuldade de montar palanques regionais e disputa interna no campo conservador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a pré-campanha presidencial sob um conjunto de obstáculos políticos e estratégicos. Sem o respaldo explícito de lideranças expressivas da oposição, ele enfrenta dificuldades para reduzir índices de rejeição, ampliar apoios além do núcleo bolsonarista e se firmar como um nome competitivo para 2026. O cenário é agravado pela presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), visto por setores do campo conservador como uma alternativa eleitoralmente mais viável ao Palácio do Planalto, o que pressiona o senador a acelerar a organização de sua campanha, relatam O Globo e 247.

Interlocutores próximos avaliam que o principal desafio de Flávio é construir uma imagem que ultrapasse o chamado bolsonarismo raiz, mantendo a associação com o pai, Jair Bolsonaro (PL), mas com um perfil mais moderado e próprio. Esse diagnóstico impulsionou a busca por um marqueteiro capaz de estruturar a comunicação, integrar redes sociais, imprensa e agenda territorial, além de oferecer um roteiro estratégico para a disputa presidencial. A avaliação interna é de que a campanha precisará abandonar um discurso excessivamente reativo e centrado em pautas identitárias, avançando para temas como economia, institucionalidade e capacidade de diálogo político.

A rejeição ao nome do senador segue como um dos principais entraves. Levantamento mais recente da pesquisa Genial/Quaest aponta uma redução nesse índice, de 60% para 55%, ainda assim superior ao registrado por Tarcísio de Freitas, que aparece com 43%. No entorno de Flávio, há o entendimento de que apenas a mobilização orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional competitiva.

No esforço de reforçar a comunicação digital, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), passou a colaborar na produção de conteúdos para redes sociais durante a pré-campanha. Apesar disso, a avaliação predominante é que ele não assumirá o papel de estrategista principal. Outro nome cogitado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL, hipótese considerada improvável em razão do desgaste após a campanha municipal de 2024 em São Paulo.

A comparação com o alcance digital de Jair Bolsonaro também pesa. Mesmo sem publicações desde julho, o ex-presidente mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram. Flávio soma aproximadamente 8,3 milhões, número que corresponde a cerca de 30% da base do pai, ainda que tenha registrado crescimento desde que passou a ser tratado como presidenciável.

Além da comunicação, a construção de palanques regionais aparece como um desafio central. O foco está especialmente no Nordeste, região em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou sua maior vantagem eleitoral em 2022. Rogério Marinho surge como peça-chave nessas articulações, por sua proximidade com a família Bolsonaro e por sua atuação política na região. Segundo ele, o partido trabalha com estratégias diferenciadas por região. “Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância”, afirmou.

Em 2022, Lula venceu nos nove estados nordestinos, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região, contra 30,6% de Jair Bolsonaro, desempenho considerado decisivo para o resultado nacional. Apesar de Bolsonaro ter vencido no Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, a diferença construída no Nordeste foi determinante para a vitória do atual presidente.

No plano interno do PL, ainda há impasses em torno de palanques estaduais considerados estratégicos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. Paralelamente, ganha relevância a movimentação de Michelle Bolsonaro. De acordo com aliados, ela atua para reabilitar o nome de Tarcísio de Freitas como opção presidencial, diante da possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir prisão domiciliar e permanecer inelegível. Dirigentes do partido reconhecem que Flávio ainda precisa consolidar apoios dentro do próprio campo político e demonstrar capacidade de liderar esse processo de transição.

Embora Tarcísio reafirme publicamente a intenção de disputar a reeleição em São Paulo, seu nome segue sendo tratado como alternativa preferencial por segmentos do empresariado e do centrão, o que mantém a disputa interna em aberto e amplia a pressão sobre a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro.


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Política

Com grandes chances de perder o foro privilegiado, Flávio Bolsonaro será mesmo candidato à presidência?

Estou longe de acreditar que Flavio Bolsonaro será candidato a presidente. Com chances mínimas, vai arriscar perder o foro privilegiado?

Independente do ambiente cada vez mais azedo que Flávio enfrenta com boa parte do centrão, e não falando do bolsonarismo puro, Flavio terá que buscar um peso líquido bem mais hipertrofiado, e não pode ser de gordura, tem que ser de músculos, ou seja, terá que utilizar anabolizante Trembolona às pencas.

No caso de Flavio, que tem uma rejeição bombástica, Trembolona é café pequeno, sem dizer que terá que se apresentar como candidato multiuso, menos sectário, intransigente, arrogante ou algo que seja avaliado como um sósia do pai.

Como é bem menos conhecido por não ser da família Bolsonaro, Tarcísio de Freitas tem menos rejeição, e é aí que o centrão se pega para torcer o nariz para a candidatura de Flavio.

A questão, que certamente será o fiel da balança, é a sua própria liberdade, não que sua reeleição ao Senado seja fato consumado, mas as suas chances para qualquer outro cargo que não seja a Presidência da República, são bem maiores para encobri-lo com o manto da impunidade, já que o sujeto é um cagado de fora a fora, com rachadinha, compra de mansão com venda de chocolate, aquelas coisas que até mesmo uma criança de 5 anos já sabe de cor sobre essa família de cangaceiros.

Por isso a candidatura de Flavio pode ser meramente decorativa para manter o nome do pai e alta e, assim, seguir sendo líder dessa direita em ruínas,

Seja como for, isso não é mera especulação, mas uma conta eleitoral em que, estar dentro ou fora da cadeia, com um risco iminente de ser preso, caso não se eleja a qualquer coisa que o mantenha com foro, será de importância decisiva.

A ver.


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Política

PF analisa pedido de Lewandowski para investigar Flávio por crimes contra a honra de Lula

A Polícia Federal (PF) analisa o pedido feito por Ricardo Lewandowski para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por publicações que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao venezuelano Nicolás Maduro, conforme informações da CNN Brasil.

A solicitação foi enviada ao Ministério da Justiça no dia 7 de janeiro, a partir de representação da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), e chegou à Polícia Federal em 8 de janeiro. Após a análise, a PF pode ou não abrir inquérito.

No documento enviado, Dandara aponta uma possível prática de crimes contra a honra de Lula ao citar uma postagem de Flávio no X afirmando que o presidente seria “delatado” e que isso resultaria “no fim do Foro de São Paulo”. Segundo o ICL, a publicação ocorreu após o sequestro de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.

A deputada afirma que o conteúdo ultrapassa o debate político e não se enquadra na imunidade parlamentar, pois não estaria ligado à fiscalização, à atuação legislativa ou ao exercício típico do mandato.

Agora, cabe à PF decidir se abre inquérito, se conclui que não há elementos suficientes para investigação ou se entende que o caso deve ser encaminhado a outra instância por falta de competência.

Últimos atos de Lewandowski e próximos passos da PF
O envio do pedido foi um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça antes de entregar sua carta de demissão a Lula.

A saída de Lewandowski foi formalizada em carta entregue ao presidente Lula na última quinta-feira (8). No documento, o então ministro alegou razões pessoais e familiares para deixar o cargo, a partir de sexta-feira (9), em 2026.

Desde sexta-feira, a pasta é comandada interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-executivo, enquanto o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, é apontado como o mais cotado para assumir o ministério.


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Deputada Erika Hilton aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e Nikolas por incitarem intervenção externa

Deputada aponta postagens motivadas por ação dos EUA na Venezuela

A deputada federal Erika Hilton protocolou, na manhã desta segunda‑feira (5), uma representação criminal na Procuradoria‑Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira. A iniciativa tem como foco publicações feitas pelos dois parlamentares nas redes sociais que, segundo a peça, defendem, estimulam ou sugerem a atuação de autoridades estrangeiras contra o Brasil, em afronta direta à soberania nacional, à ordem constitucional e às instituições democráticas.

De acordo com a representação, as postagens foram publicadas no contexto da ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura e sequestro do mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, por forças norte‑americanas. Segundo a deputada, esse cenário internacional foi explorado por Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira como pano de fundo para sugerir ou naturalizar a possibilidade de intervenção externa semelhante no Brasil.

A peça sustenta que as manifestações divulgadas pelos parlamentares não se enquadram no exercício regular da crítica política. O documento afirma que o conteúdo “extrapola o direito à livre manifestação do pensamento” ao construir uma narrativa que “submete o Estado brasileiro à jurisdição estrangeira”, sugerindo que o chefe de Estado brasileiro poderia ser investigado, processado, sancionado ou constrangido por autoridades de outro país, à margem dos mecanismos previstos na Constituição.

Erika Hilton destaca que esse discurso é veiculado de forma reiterada por meio de memes, montagens e imagens digitalmente manipuladas, estratégia que amplia o alcance da mensagem e reduz a percepção pública de sua gravidade. Para a deputada, a linguagem irônica e o tom aparentemente humorístico não descaracterizam o conteúdo político das postagens, mas funcionam como instrumento para banalizar a ideia de intervenção estrangeira e apresentá‑la como resposta legítima a disputas políticas internas.

No caso de Nikolas Ferreira, a representação menciona publicações que ironizam decisões do Supremo Tribunal Federal e questionam a legitimidade das instituições brasileiras, sugerindo que apenas a atuação de potências estrangeiras seria capaz de conter o atual cenário político. Em relação a Flávio Bolsonaro, o documento aponta postagens que reforçam a narrativa de colapso institucional no Brasil e associam o país a supostos mecanismos de investigação ou sanção conduzidos por autoridades norte‑americanas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a deputada, ao utilizar a recente intervenção norte‑americana na Venezuela como referência simbólica, as postagens difundem a ideia de que o Brasil estaria sujeito a um juízo externo, relativizando a autonomia do sistema jurídico nacional. A representação afirma que esse tipo de comunicação, quando praticado por agentes públicos com mandato eletivo, contribui para enfraquecer a confiança da sociedade nas instituições e legitimar discursos de ruptura democrática.

O documento sustenta ainda que as manifestações têm como efeito a deslegitimação de órgãos constitucionais responsáveis pela preservação do Estado Democrático de Direito, como o Supremo Tribunal Federal, a própria PGR, a Polícia Federal e o Congresso Nacional. Para Erika Hilton, ao reiterar esse discurso em redes sociais de grande alcance, os parlamentares estimulam soluções autoritárias incompatíveis com a Constituição de 1988 e reforçam narrativas internacionais de fragilidade institucional do país.

Nikolas e youtuber da esquerda trocam ofensas após montagem com Lula

Com base nesses elementos, a deputada solicita que a Procuradoria‑Geral da República instaure procedimento investigatório criminal para apurar a possível prática do crime de apologia ao golpe de Estado, previsto no artigo 359‑M do Código Penal. De acordo com Cleber Lourenço, ICL, A representação ressalta que nem a liberdade de expressão nem a imunidade parlamentar autorizam a defesa de ruptura institucional, tampouco a submissão do Brasil à tutela de potências estrangeiras, ainda que a mensagem seja apresentada sob a forma de humor, ironia ou crítica política.

A peça também destaca que Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, por ocuparem cargos eletivos e possuírem grande alcance nas redes sociais, detêm responsabilidade institucional ampliada sobre os impactos de suas manifestações públicas. Segundo o documento, o discurso difundido por ambos tem potencial de produzir consequências políticas concretas, inclusive no plano internacional, ao alimentar campanhas de desinformação e narrativas que colocam em dúvida a capacidade do Brasil de resolver seus conflitos dentro das regras democráticas.

A Procuradoria‑Geral da República deverá agora analisar a representação e decidir se instaura investigação criminal ou se arquiva o pedido. Até a publicação desta reportagem, os parlamentares citados não haviam se manifestado publicamente sobre o conteúdo da iniciativa apresentada por Erika Hilton.


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Política

Quaest: Tarcísio é carta fora do baralho

Sejamos francos, Flavio Bolsonaro é papel higiênico que já vem cagado.

Dito isso, fica claro que o sujeito é o único que pode de fato representar a calhordice do pai, é pilantra que, além de vigarista contumaz, Flavio já vem suplementado com uma lista de banditismo que não tem graça comentar, seja no gabinete armado por milicianos, seja por sua fantástica birosca de chocolate que lhe proporcionou a compra da mansão avaliada hoje em torno de R$ 20 milhões.

Ou seja, vender inhá benta e trufa em uma lojeca de 3m x 3m é o melhor negócio do planeta. Não há big tech que dê tanto lucro, menos ainda fintech da Faria Lima em paceria com o PCC. O homem é um portento

Há risco de, em pleno debate com Lula, Flavio se cagar inteiro com uma diarreia cachoeira, como aquela de quano se candidatou a prefeito do Rio de Janeiro. Claro, Flavio Bolsonaro não aguenta o tranco.

Flavio é tão chucro quanto o pai, sem gozar de qualquer independência para dizer das asneiras recalcadas do ex-presidente que venceu a eleição de 2018 numa fraude armada com Sergio Moro, além de matar 700 mil pessoas por covid, devolver o Brasil ao mapa da fome, com 33 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de probreza.

Ainda, seu nome, até a eleição de 2026, ganhará dimensão incomensurável nas páginas policiais com uma variedade de gravidade de crimes comuns e políticos que não deixará dúvida do caráter do sujeito.

No entanto, há uma mistura preparada que chega com ele aos moldes da que patrocinou a campanha de Bolsonaro e que fez muito empresáio, legal e ilegal, enriquecer de forma inacredtável que ainda mantém relações no submundo do poder com seu pai que, certamente, estão associados ao universo de Bolsonaro.

Flavio, segundo a Quaest que, mesmo não sendo lá um centro de pesquisas de opinião confiável, traduz deterinada sentença, conforme o ângulo pequeno ou grandiloquente para traduzir alguns pontos de importância vital para afirmar que Tarísio, que fica saracoteando pra lá e pra cá,numa humilhante puxação de saco de Bolsonaro, é um candidato que guarda uma enorme rejeição dos bolsonaristas, além de não contar com o apoio do clã, mesmo que Tarcísio seja o queridinnho da Faria Lima, do PCC e do centrão.

Isso mostra que a direita capota na busca por alguém capaz de realmente rivalizar com Lula.

Lembrando que a vitória de Lula em 2022 foi grandiosa, porque Lula venceu normalmente Bolsonaro nas urnas, o Bolsonaro do submundo do crime, o Bolsonaro que esvaziou os cofres públicos para fazer valer o funcionamento da máquina pública contra Lula, coisa que ele não tem mais.

Há algo que prcisa ser bem analisado, que é o escancarado apoio que Bolsonaro ainda ostenta de gente que o apoiou em 2022 e que, por tentativa de se safar do cerco da PF, está por trás de toda a movimentação da anistia ou dosimetria de Bolsonaro por estar até o talo nessa história que, em algum momeno, chegará na jugular de um por um.

Ou seja, está dando o escrito. Nada de novo no front, além de uma militância de esquerda cada vez mais aguerrida, com muito mais capacidade de mobilização em tempo recorde que ela não tinha. Soma-se a isso a política de maketing de Sidônio, da Secom.


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