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Queima de arquivo: o sicário está para Vorcaro como Adriano da Nóbrega está para Flavio Bolsonaro

Pelo jeito, temos aqui dois personagens que competem entre si nas coincidências da forma.

Se, como dizem as poucas matérias da grande mídia, Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, é mesmo o sicário de Vorcaro, ou seja, seu cão de guarda, valeria afirmar que, com um padrão e ficha criminal bem acima do secretário do dono do Master, Adriano da Nóbrega é tão assassino quanto.

Claro, há uma diferença brutal na comenda dos dois. Até aqui não se sabe de nenhuma medalha de honra que Vorcaro tenha conceadido a seu capataz, já Adriano da Nóbrega foi medalhonado pelo então deputado estadual, Flavio Bolsonaro, dentro da cadeia com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, sem falar que a mãe e a esposa de Adriano faziam parte do esquema de rachadinha (peculato e formação de quadrilha) montada por Flavio e gerenciado por Fabrício Queiroz, parsa de Adriano.

Adriano da Nóbrega estava encarcerado por inúmeros assassinatos e tentativas de, mas os dois tiveram o mesmo fim, queima de arquivo.

Não é de se espantar, tendo em vista o histórico dos dois patrões, Vorcaro e Flavio Bolsonaro.

Outra acusação é a de que o sicário de Vorcaro operava como uma espécie de escritório do crime do dono do BolsoMaster para intimidar, coagir, estorquir, espancar e assassinar pessoas que atravessam o caminho do patrão.

E o que era mesmo o escritório do crime comandado por Adriano da Nóbrega, um grupo de milicianos e políticos para cometer crimes de extorsão, assassinatos e lavagem de dinheiro no Rio?

Segundo informações, esse grupo era associado a Adriano da Nóbrega e outros milicianos e teria ligações com Flavio Bolsonaro.

Entre os comparsas de Adriano, tinham policiais e civis, além de outros criminosos que extorquiam comerciantes e empresários e, por isso, o grupo de Adriano contava com a proteção de políticos e policiais.

O fato é que os dois morreram de formas diferentos com características idênticas às de queima de arquivo.

Certamente, a históia saberá revelar um paralelo desses dois universos, empresarial e político, que remontará a estrutura de poder que as muitas formas de milícias dão sustentação por um bom preço.


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A paisagem brasileira de Elio Gaspari de O Globo é um primor de bolsonarismo

A pricipal eiva corruptora de uma opinião está numa palavra ou em muitas palavras ajeitadoras, e Elio Gaspari esmaga a realidade para vender a paisagem do Brasil atual de onde ele está, vendo o país de dentro da redação do Globo, onde tenta frisar uma imagem totalmente enviesada às próprias custas.

Na verdade, é uma aprendizagem para quem tem a exigência de traduzir os fatos à moda caralho, conceituando fatos em que usca atacar Lula e simplesmente omitir realidades concretas, cristalizando um lado na disputa eleitoral para a Presidência da República.

O tijolo de Elio Gaspari começa com o título “Flavio Bolsonaro surpreendeu”.

Não há nada demais a notícia ser dada em garrafais e nem se confessar antiLula e pró-Bolsonaro, o problema são os sofismas dos quais Gaspari se lambuza, o pior deles exatamente nesse momento, é o que julga um erro de Lula receber Vorcaro em 2024 com três testemunhas, enquanto mesmo escriba não dá um pio sobre os R$ 5 milhões que Vorcaro depositou nas contas de Bolsonaro e Tarcísio.

Tarcísio, a quem Gaspari dá de barato a sua história sobre uma possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo.

Com um pincel na mão, Gaspari frisa a paisagem que lhe interessa, a de um Brasil que ele habita de onde está, e ele está, sob a orientação dos Marinho, dentro da Globo. Globo, que mostramos aqui hoje em uma matéria, produziu um evento em Nova York patrocinado por Daniel Vorcaro, onde ele foi a estrela.

Tudo isso em defesa de Flavio Bolsonaro, que publicou no X um manifesto contra o Brasil e os brasileiros, pedindo que Trump interviesse no Brasil com seu exército contra os brasileiros numa falácia de que combateria o “narcoterrorismo” do PCC e CV.

O mais irônico é Gaspari conciliar a campanha de Flavio com a Faria Lima, num gesto de sabujice em que também está incluido na ciranda financeira junto com as fintechs na mesma Faria Lima, o próprio PCC, mostrando que Elio Gaspari acabou por morder o próprio rabo.


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PF cumpre nova ordem de prisão contra aliado de Flávio Bolsonaro em investigações sobre CV

Gutemberg Fonseca, secretário de Defesa do Consumidor, diz que foi ele quem indicou Alessandro Pitombeira Carracena

A Polícia Federal cumpriu uma nova ordem de prisão, nesta segunda-feira (9), contra o ex-Secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, durante a Operação Anomalia, que é mais uma das fases das investigações que apuram um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro.

A coluna apurou que Carracena foi indicado ao órgão para o governo Cláudio Castro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É a segunda ordem de prisão: ele já estava detido por outra acusação neste mesmo caso. No entanto, o secretário do Consumidor Gutemberg Fonseca , outro aliado de Flávio, afirma que foi ele quem indicou Carracena ao governo. Em nota, o senador negou a indicação de Carracena, mas não falou de sua relação com Gutemberg Fonseca.

O ex-secretário é advogado e já ocupou também os cargos de diretor de operações em autarquia municipal; foi presidente do Fundo Especial de Ordem Pública da cidade do Rio; presidente do Conselho Administrativo da Guarda Municipal da capital; e integrante do Gabinete de Crise da cidade durante o período da pandemia.

Além de Carracena, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos presos é o delegado federal Fabrizio José Romano.

Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e para o favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da PF na produção de inteligência e de repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Mensagens

Em novembro do ano passado, a PF obteve diálogos, na Operação Zargun, que demonstraram como o Comando Vermelho tentava influenciar o policiamento no Rio por meio de contatos com Gutemberg Fonseca. Em um diálogo, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, apontado pela PF como integrante do CV, relatou a Carracena que esteve com Gutemberg Fonseca para apresentar demandas e pedir “cobertura política”.

Nota do secretário Gutemberg Fonseca:
O advogado Alessandro Pitombeiro Carracena foi indicado por mim para exercer uma função técnico-jurídica na Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, com base em critérios profissionais e em sua formação na área jurídica. Trata-se de uma indicação de caráter estritamente técnico. Ressalto ainda que o senador Flávio Bolsonaro não participou dessa indicação. Carracena foi exonerado do cargo em janeiro de 2025, portanto muito antes de qualquer investigação de que tenhamos tomado conhecimento.

Conheço Carracena há mais de 20 anos. Nosso primeiro contato ocorreu quando eu ainda atuava como árbitro de futebol. À época, ele passou a prestar serviços como advogado para mim e para minha família.

Em relação às menções ao meu nome em mensagens atribuídas ao investigado Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, esclareço que tomei conhecimento desse conteúdo apenas por meio da imprensa. Desconheço completamente a vida pessoal e o histórico do referido investigado.

Como figura pública, participo regularmente de agendas institucionais e eventos em diversas regiões do estado, inclusive em comunidades e áreas socialmente vulneráveis, o que naturalmente implica contato com inúmeras pessoas, muitas vezes sem qualquer conhecimento prévio sobre quem são ou de que contexto vêm. Caso tenha ocorrido algum eventual contato em eventos públicos, este teria sido meramente circunstancial, sem qualquer tipo de relação pessoal, proximidade ou ciência sobre eventual envolvimento ilícito.

Cabe destacar, inclusive, que nas próprias mensagens divulgadas o investigado afirma que “não teve êxito comigo” e que “se não é de coração, deixa pra lá”, o que reforça que não houve qualquer tipo de atendimento de pedido ou estabelecimento de relação.

Reforço que não houve qualquer tipo de proximidade, relação pessoal ou atendimento de pedido por minha parte.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Mídia ligou o modo Lava Jato em apoio a Flávio Bolsonaro, por Luís Nassif

A orientação foi a de esquecer que é ligado a milícias, que tinha relações com o Escritório do Crime, e concentrar na sua postura educada

Conforme já havia alertado, começou o jogo do lavajatismo midiático, com vistas às eleições. Por exemplo, o caso de Lulinha com o tal “careca do INSS”. Lulinha tem relações de amizade com uma aventureira, Roberta Luchesinger, que se apresentava como herdeira do Credit Suisse. Roberta se apresenta aos lobistas como amiga da família e se especializou em vender vento. Convenceu o careca de que Lulinha poderia facilitar a venda de cannabis para o Ministério da Saúde.

Levou Lulinha para Portugal, para mostrar um galpão onde, segundo ele, está preparando a plantação de cannabis. Lulinha foi, voltou, e não fechou nenhum negócio. Primeiro, porque não teria entrada alguma no Ministério da Saúde. Segundo, por ser gato escaldado e não se expor em nenhum contrato. Acabou a história.

Aí a CPI do INSS convoca Lulinha e a Polícia Federal pede a quebra de seu sigilo. O resultado é uma enxurrada de manchetes ligando o nome de Lulinha ao careca. E, perdido no meio das manchetes, a reportagem com a secretária do careca afirmando não ter feito qualquer pagamento a Lulinha.

É assim o jogo. Por exemplo, repórteres devem ter investigado se em algum momento Lulinha estava no Ministério da Saúde. Se investigaram nada encontraram, se nada encontraram, seria notícia. Foi mau jornalismo não apurarem se as visitas ocorreram ou não noticiarem, se apuraram e nada encontraram.

Pouco importa, nas redes sociais e para a maioria dos leitores o que importa é a manchete, a associação do nome Lulinha ao do careca.

O caso Flávio Bolsonaro
Na outra ponta, Letícia Caetano dos Reis, que vem a ser administradora do escritório de advocacia do Zero Um desde sua fundação, em 2022, é “irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do Careca do INSS na empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e alvo de uma operação da PF por suspeita de lavagem no exterior do dinheiro das fraudes praticadas contra os aposentados”, segundo nota de Lauro Jardim, de 1o de fevereiro passado.

Um autógrafo da Malu Gaspar para quem encontrar uma reportagem sequer sobre o tema na mídia corporativa.

Digamos que a relação de parentesco não significa, automaticamente, uma admissão de culpa. Mas Flávio Bolsonaro saiu candidato a Presidente da República. A orientação, nos jornais, foi a de normalização de sua conduta, esquecer que é ligado a milícias, que tinha relações diretas com o Escritório do Crime, e concentrar apenas na sua postura educada.

*Luis Nassif/GGN


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Em campanha descarada para Flavio Bolsonaro, Globo faz matéria espingolada sobre Lulinha para tentar atingir Lula

Somente quem tem a consciência tranquila, abre suas contas para mostrar a movimentação financeira, entrada e saída de dinheiro, como fez Lulinha.

A BolsoGlobo usou mãos de luva para roubar a verdade e induzir, com seu capotão, que Lulinha recebeu depósitos R$ 19 milhões em 4 anos, quando, na realidade, ela soma as entradas e saídas da conta. Ou seja, entraram, por conta do trabalho de Lulinha, que é empresário, quase R$ 9 milhões em 4 anos, da mesma forma que saíram. Detalhe, nenhum centavo é público. Somando os dois, entrada e saída, aproximadamente R$ 19 milhões.

É o velho truque dos Marinho, de dar uma manchete confusa para ser confusamente compreendida pela população.

Isso deixa claro que a Globo está apostando tudo na campanha de Flavio Bolsonaro que, assim como irmãos e pai, jamais trabalhou na vida e todos viveram e vivem, um a um, das gordas tetas do Estado, ou seja, do suor dos impostos pagos pelo povo brasileiro, a quem a Globo tanto odeia.

A pergunta chega a ser boboca, os Marinho têm coragem de abrir suas contas bancárias para saber quem e quanto é depositado durante 4 anos para pagar a campanha que fazem em favor dos grandes banqueiros agiotas desse país?

Esse incessante ladrido contra Lula desde que o atual presidente da República ainda era líder sindical, em plena ditadura apoiada pela Globo, é guiado pelo próprio rabo que norteia os interesses de quem fez império a partir de sua parceria com a ditadura e com os EUA contra o Brasil e os brasileiros.

O Jornal Nacional, assim como o jornal O Globo, com suas matérias canalhas, não provou qualquer ilícito de Lulinha, mesmo sabendo disso, sua intenção é incorporar contra Lula, a favor de Flavio, uma pulga atrás da orelha dos eleitores.

Assim, ela vai constuindo cortina de fumaça para um passado todo cagado de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, rachadinha e peculato que fazem parte do sarcófago da história do clã Bolsonaro e, junto, testar hipóteses que possam dar nova direção de seus ataques a Lula.

A matéria não traz absolutamente nada contra Lulinha, mas a monarquia dos Marinho acrescenta na variedade de acusações contra Lula e sua família, mais uma pecha de irrigação contra a seriedade e legalidade de todos os passos dados por Lula há pelo menos 50 anos.

Na verdade, não há diferença moral entre a turma do Vorcaro com a turma dos Marinho. Por isso, de vez em quando, eles se estranham, como acontece com as organiações criminosas no Brasil.

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Globo veste a camisa da milícia e vira assessora da campanha de Flavio Bolsonaro

A mão de Merval Pereira estava coçando para mergulhar de ponta-cabeça na campanha de Flavio Bolsonaro.

As varejeiras do Globo funcionam assim, revoam de boca babosa por gorjetas gordas, o que sempre foi de interesse da direita brasileira.

Como se sabe, o Grupo Globo nunca teve boa reputação, ele stá sempre pronto para uma empreitada bem paga para defender candidatos da direita e atacar os de esquerda. A Globo trabalha para a oligarquia, desde sempre.

Os Marinho fizeram seu império, tijolo sobre tijolo, com o que existe de mais podre no Brasil e fora dele, já que é o principal panfleto dos EUA dentro do Brasil e contra o Brasil.

Racista por tradição, a Globo vive de mentiras engenhosas para segregar negros e pobres e enaltecer brancos e ricos.

Nesse momento, repete a dose das campanhas pró-Collor, FHC, Aécio e do próprio Bolsonaro, em 2018 e em 2022.

Então, o apoio à campanha de Flavio Bolsonaro pela Globo, ao seu projeto Brasil/Milícia ou Brasil/Muzema, tem como objetivo agitar a massa da fauna para manter o fundo escuro onde habita o clã Bolsonaro.

Ou seja, nada de falar sobre rachadinha, peculato, formação de quadrilha, esritório do crime, assassinos de aluguel, caso Marielle, lojinha de chocolate, mansões compradas a peso de ouro com dinheiro vivo e as que foram compradas fora do Brasil no esquema astuto de lavagem de dinheiro num projeto capotão que, somados, passam de 100 imóveis.


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O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


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Flávio Bolsonaro: 55 aliados pagaram por postagens críticas a Lula após o Carnaval

Documento reúne parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais; entre os patrocinadores está o Paulinho da Força

Um levantamento interno atribuído ao Partido dos Trabalhadores (PT) aponta que 55 apoiadores da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O documento, com cerca de 70 páginas, circulou entre integrantes do Palácio do Planalto e reúne nomes de parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais que teriam patrocinado conteúdos pagos contra o presidente.

Valores e nomes citados
De acordo com o levantamento, os valores destinados ao impulsionamento variaram entre R$ 100 e R$ 699, sendo a faixa de R$ 300 a mais recorrente. Entre os citados está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apontado como o que teria investido o maior valor, entre R$ 600 e R$ 699.

Também consta na lista o empresário Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal pelo PL, além de diversos influenciadores digitais.

Conteúdo das publicações
Segundo o documento, as postagens patrocinadas criticavam o desfile e associavam o presidente a casos de corrupção, além de fazerem ironias direcionadas a grupos religiosos, especialmente evangélicos. Uma das alas da escola trouxe latas com a inscrição “família em conserva”, o que foi explorado nas críticas, segundo Forum.

Uma das publicações citadas é do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vídeo utilizou inteligência artificial para exibir Lula fantasiado na Avenida Marquês de Sapucaí, ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

No conteúdo, o presidente aparece em um carro alegórico com bandeiras contendo as palavras “mensalão”, “petrolão” e “roubo do INSS”, enquanto samba recebendo dólares e reais. Um refrão criado para o vídeo diz: “Eu sou o Lula, e você me conhece, prometi picanha e entreguei confete. Mas não se estresse. Sou Lula, me dá um dinheiro aí”.

Reação
Questionado sobre o impulsionamento pago, Paulinho da Força afirmou que utilizou recursos próprios. “Se eles pagaram o carnaval, por que a gente não pode pagar o impulsionamento de uma postagem na rede social?”, declarou, em referência aos R$ 12 milhões destinados pelo governo às escolas de samba. “O PT vai entrar na Justiça falando o quê? O dinheiro usado foi meu, não foi dinheiro público”, acrescentou.


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Folha teve acesso a anotações de Flávio Bolsonaro sobre candidatos nos estados

Ele afirma que um candidato está pedindo R$ 15 milhões pra desistir; outra anotação é sobre uma provável troca do vice de Tarcísio, Felício Ramuth, indicado por uma seta com um “$”

Anotações feitas à mão durante uma reunião da cúpula do Partido Liberal (PL), realizada nesta terça-feira (24), revelam estratégias eleitorais, preferências internas e avaliações reservadas sobre possíveis candidatos nas eleições deste ano. O encontro contou com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de dirigentes nacionais da legenda.

O documento, intitulado “situação nos estados”, foi obtido pela Folha e reúne uma lista impressa de nomes com observações manuscritas. O jornal afirma não ser possível identificar quem fez as anotações. Segundo relatos, além de Flávio, estavam na sala o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador, além de outros integrantes da cúpula. Entre as anotações, no entanto, uma delas referente ao vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), que disputará o governo, está escrita a frase “me puxa para baixo”, indicando o único interlocutor que poderia falar na primeira pessoa dentro daquela sala.

Nesta quarta-feira (25), Flávio admitiu ser o autor das anotações.

No topo da primeira página aparece a orientação “ligar Tarcísio”, referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputará a reeleição.

São Paulo: tensão na vice e disputa ao Senado
As anotações indicam preocupação com a escolha do vice na chapa paulista. O atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), nome preferido de Tarcísio, aparece ligado por uma seta ao símbolo “$”. Ramuth é alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro, acusação que nega.

Logo abaixo, surge a hipótese “André do Prado vice?”, em referência ao presidente da Assembleia Legislativa paulista, filiado ao PL e interessado na vaga.

Para o Senado em São Paulo, o deputado Guilherme Derrite (PP) é apontado como nome certo na chapa bolsonarista. A segunda vaga, a ser indicada pelo PL, segue indefinida. Entre os cotados aparecem, nesta ordem: Renato Bolsonaro, Mario Frias, Eduardo Bolsonaro, Coronel Mello Araújo e Marco Feliciano.

Minas Gerais: descrença e busca por alternativa
Em Minas, o vice-governador Mateus Simões (Novo), que disputará o governo, conforme dito acima, recebe a anotação “me puxa para baixo”, indicando ceticismo interno. O documento observa que, caso ele confirme candidatura, os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG) também devem entrar na disputa.

O PL avalia lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, ao governo mineiro. Ao lado do nome há a anotação “conversa com Nikolas”, referência ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que chegou a ser cotado, mas resiste à candidatura ao Executivo.

Para o Senado, aparecem os nomes de Carlos Viana, Marcelo Aro, Eros Biondini e Domingos Sávio. Apenas Viana e Sávio têm marcações de endosso.

Nordeste e Centro-Oeste: alianças e impasses
Em Alagoas, são citados o prefeito de Maceió, JHC (PL), e o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil). Ao lado de JHC, há a observação de que é preciso conversar com ele até 15 de março. Já Gaspar é descrito como “único que pedirá voto para mim”. Para o Senado, surge a indicação “Arthur (JB)”, em referência ao deputado Arthur Lira (PP-AL), possível apoiado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Distrito Federal, o documento aponta impasse. A composição previa Celina Leão (PP) ao governo, com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado. Mas uma anotação afirma que, se Ibaneis Rocha (MDB) disputar o Senado, “não dá para oficializar com Celina”, indicando dificuldade para acomodar duas candidatas do PL.

No Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP) deve receber apoio do PL. Para o Senado, aparecem Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, este último com a observação “recall/melhor nas pesquisas”.

Já o deputado Marcos Pollon (PL-MS) é citado com a anotação: “pediu 15 mi para não ser candidato”. Procurado, Pollon negou a informação e classificou o registro como “campanha de assassinato de reputação”.

Outras articulações
Na Bahia, o foco é costurar aliança com ACM Neto (União Brasil). No Ceará, o plano é integrar a chapa de Ciro Gomes (PSDB). No Piauí, aparece como opção de apoio ao Senado o senador Ciro Nogueira (PP).

Na Paraíba, o senador Efraim Filho (União Brasil) deve se filiar ao PL para disputar o governo, enquanto o ex-ministro Marcelo Queiroga é cotado ao Senado.

No Paraná, o plano é apoiar Filipe Barros ao Senado, evitando dividir votos com outros nomes como Cristina Graeml. Segundo a Forum, rascunho menciona ainda Deltan Dallagnol como favorito nas pesquisas, associado ao governador Ratinho Júnior (PSD).

O Rio Grande do Sul aparece como “ok”, com Zucco ao governo e Sanderson e Marcel Van Hattem ao Senado. O ex-ministro Onyx Lorenzoni é citado para possível composição como vice.

Em Goiás, são mencionados Daniel Vilela e Wilder Moraes ao governo, além de Gustavo Gayer e Gracinha Caiado ao Senado.

No Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes é descrito como “primeiro lugar nas pesquisas” ao governo. Já Janaina Riva aparece como nome certo ao Senado “de qualquer jeito”.

Em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin foi preterido na chapa ao Senado, que terá Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, por determinação de Jair Bolsonaro — no rascunho, o nome de Amin aparece riscado.

O documento é descrito por interlocutores como um “brainstorm” interno. As anotações apontam para um retrato cru das negociações e tensões regionais do PL meses antes do registro oficial das candidaturas, previsto para agosto.


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Política

Racha no bolsonarismo afasta Centrão de aliança por Flávio nas eleições

Lideranças do centrão avaliam que as brigas públicas dentro do PL, especialmente envolvendo integrantes da família Bolsonaro, têm dificultado a articulação política do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e comprometido a imagem de moderação que o senador tenta construir para ampliar alianças.

Nos bastidores, dirigentes de partidos de centro afirmam que o clima de instabilidade na sigla gera incerteza sobre qual grupo terá maior influência nas decisões eleitorais, segundo a Folha de S.Paulo.

Nos últimos dias, episódios envolvendo os irmãos de Flávio ampliaram a tensão interna. De acordo com o DCM, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou publicamente o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro entrou em atrito com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Para lideranças do centrão ouvidas sob reserva, essas disputas fragilizam negociações e reforçam dúvidas sobre a capacidade de coordenação da campanha.

Desde que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato ao Planalto, Flávio enfrenta também um distanciamento de Michelle, que teria sido mantida à margem do processo de sucessão, mas demonstra intenção de participar das decisões da legenda. Aliados avaliam que o senador tenta se firmar como uma alternativa bolsonarista menos radical, estratégia que poderia ser prejudicada por conflitos familiares e declarações mais duras de outros membros do clã.

Uma liderança do centrão considera que Flávio errou ao anunciar Eduardo como possível ministro de Relações Exteriores em caso de vitória, interpretando o gesto como um reforço a posições mais ideológicas. Ainda assim, o senador tem buscado demonstrar unidade e estará ao lado de Nikolas Ferreira na manifestação bolsonarista convocada para o próximo domingo (1º), movimento visto como tentativa de reduzir tensões após críticas públicas.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo afirmou que o apoio de Michelle e Nikolas ao irmão está “aquém do desejável” e disse que ambos atuam de forma alinhada entre si.

“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”, declarou.

Nikolas respondeu apontando outras prioridades do campo bolsonarista: “Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 [de janeiro] presas e precisando ajudar a derrubar o veto à [proposta da] dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula fazendo literalmente de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”.


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