Flavio Bolsonaro

Vem aí mais um vídeo das pelelequices de Flávio Bolsonaro que está deixando seus aliados de cabelo em pé

Aliados o procuraram mais uma vez para saber se existia a possibilidade de surgirem imagens dele em uma suposta festa promovida por Vorcaro com a presença de mulheres

Enquanto o cínico, vigarista tenta, nos EUA, rifar o Brasil para depois das eleições, aqui na terrinha, O Globo, através de Merval Pereira e Bela Megale, anuncia duas bombas em sua campanha.

Merval afirma que boa parte da direita está tirando o apoio a Flavio de forma incondicional. Já Bela Megale afirma que aliados próximos de Flavio estão aterrorizados com a possibilidade da divulgação de um vídeo em que Flavio participa de uma festa nada ortodoxa, ao estilo das suas outras pelelequices, como as que Vorcaro patrocinou com modelos internacionais nuas, usando somente um capacete e, outra festa que, depois de um acordo, foi “desmentida” pela trans de direita que havia reafirmado que Flavio, num bacanal, quis ficar com ela, que se negou, e ele ficou com sua amiga, também trans.

O fato é que esse tal vídeo de Flavio já está sendo tratado como urgência das urgências com uma versão qualquer que alivie o pelelequeiro compulsivo do clã Bolsonaro.

A coisa viralizou pela web em miniutos, transformando Flavio numa figura ainda mais tóxica para a direita.


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Calúnia contra Lula: PGR pede para Flávio Bolsonaro ser ouvido pela PF

Segundo Paulo Gonet, senador deve ser ouvido antes da manifestação final da PGR sobre investigação por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes que devolva à Polícia Federal (PF) o inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O objetivo é que o parlamentar seja ouvido antes da conclusão da investigação.

Gonet avalia que a necessidade de a PF realizar a oitiva com Flávio se dá “sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentá-lo de pena”.

A manifestação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (6/7). Segundo Gonet, a defesa de Flávio solicitou uma série de diligências à PF e pediu que o senador fosse ouvido apenas após o cumprimento dessas medidas. Os requerimentos, no entanto, foram indeferidos pela corporação.

O procurador-geral acrescentou que, embora a PF já tenha concluído o relatório final da investigação, ainda é necessário ouvir Flávio Bolsonaro, especialmente diante da possibilidade de retratação prevista no Código Penal para o crime de calúnia, hipótese que pode isentar o investigado de pena, segundo Pablo Giovanni, Metrópoles.

“A manifestação é, assim, pelo retorno dos autos à Polícia Federal a fim de que seja realizada a oitiva do investigado. Após, requer nova concessão de vistas para manifestação sobre o relatório conclusivo das investigações”, explicou Gonet.

A manifestação foi encaminhada a Moraes, que ainda não decidiu sobre o pedido.

Inquérito
Em relatório encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula.

Segundo os investigadores, o senador atribuiu ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.


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Flavio reafirma que quer as sanções dos EUA contra o Brasil

O fardo de Flavio Bolsonaro só aumenta.

Em reunião com o baixo clero da Casa Branca, Flavio reafirma, com todas as letras, que quer que os EUA sancionem o Brasil através das empresas brasileiras e que sejam tarifadas pelo trumpismo medieval.

Na verdade, Flavio deixa bem claro que celebra qualquer maldade contra o Brasil e os brasileiros num antinacionalismo nunca antes visto na história do Brasil. Mas quer que tal maldade seja feita após as eleições.

O traidor da pátria revelou não só aos aliados como a essa espécie de subcorte americana, que quer a pior e mais dura punição contra o Brasil, mas dentro de uma data específica, que seria logo após as eleições, não importando quem ganhe.

Na realidade, o aliado dos EUA contra o Brasil não se importa com as tarifas, o que para ele é importante é que elas não aconteçam agora para que o vigarista primogênito de Bolsonaro não seja sancionado nas urnas pelos eleitores brasileiros.

Por isso Paulo Figueiredo foi escanteado por Flavio e anunciou, como se dele fosse, a decisão de não participar nos EUA desse arranjo macabro contra o Brasil para não queimar ainda mais o filme de Flavio, como fez em seu ataque às mulheres brasileiras.

É um cena grosseira a tentativa de transformar Figueiredo em ex-aliado, propondo que, na seleção de calhordas que estão em oferta pública na campanha de Flavio, Paulo Figueiredo foi o primeiro a ser eliminado.

Tudo não passa de uma farsa, até porque Flavio foi hostilizado em Belo Horizonte e chamado de americano justamente pelo mesmo motivo, o de operar nas costas do próprio país em nome de uma tentativa desesperada de ter o apoio de Trump em uma ação qualquer que possa lhe servir de arma contra Lula.

Seja como for, a musculatura política de flavio, que já vem sofrendo uma grave sarcopenia, enfrenta agora um novo e potente contragolpe e o fim do sonho de ser presidente para libertar o pai e ficar trilionário pelo poder, fica cada vez mais distante, mostrando que sua campanha está completamente perdida e não há nada que possa reverter essa realidade contra si.


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Em crise com Flávio Bolsonaro, Michelle elogia política de Lula: ‘Sonho realizado’

Michelle Bolsonaro celebrou criação de política do governo Lula voltada à educação bilíngue para estudantes surdos

Após a crise pública com o enteado e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (3), uma ação do governo do presidente Lula (PT). Por meio das redes sociais, Michelle parabenizou o lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), iniciativa apresentada pelo Ministério da Educação (MEC).

Nos últimos dias, tornou-se pública uma crise envolvendo Michelle e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Na semana passada, a ex-primeira-dama publicou um vídeo em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e fez críticas ao relacionamento com Flávio.

Após a repercussão do vídeo, o senador adotou um tom conciliador e pediu desculpas à ex-primeira-dama, numa tentativa de reduzir o desgaste provocado pelo episódio. Michelle, após o caso, deixou a presidência do PL Mulher.

Em publicação nos Stories do Instagram, nesta sexta, Michelle celebrou a criação da política do governo Lula voltada à educação bilíngue para estudantes surdos. Sem mencionar diretamente o presidente, ela destacou a importância da medida.

“Parabenizo a nossa amada comunidade surda pelo lançamento da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos”, escreveu a ex-primeira-dama.

“A educação bilíngue se tornou uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. […] É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos”, declarou.

Publicação de Michelle Bolsonaro no story do Instagram. Foto: Divulgação

A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) foi lançada nesta sexta-feira, em evento realizado no auditório do Ministério da Educação, em Brasília. Segundo o governo, a política tem como objetivo ampliar o acesso, garantir a permanência e favorecer o êxito escolar dos estudantes atendidos pela modalidade de educação bilíngue de surdos.

De acordo com o Ministério da Educação, a política fortalece ações voltadas à garantia dos direitos educacionais e linguísticos dos estudantes. Dados divulgados pelo MEC apontam que apenas 12% das redes de ensino brasileiras possuem materiais pedagógicos adequados em Libras. As avaliações no formato Vídeo em Libras alcançam somente 1,31% dos estudantes.

Atualmente, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de surdos, situação atribuída à oferta reduzida de cursos de pedagogia bilíngue no país. A nova política, segundo o governo, busca ampliar a estrutura disponível para o atendimento desse público e fortalecer a educação bilíngue nas redes de ensino.

*ICL


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Sem qualquer proposta para o país, o cada vez mais empepinado, Flavio Bolsonaro, usa o cinismo como arma de defesa

Flavio está naquela situação típica de um político pangaré, se fala, cai; se não fala, cai também.

O que se sabe até então de Flavio Bolsonaro, é que ele gosta muito de  dinheiro, não é exatamente apegado a poder, mas ao que o poder pode lhe render de maneira nua e crua.

Esse é o ponto, esse é o legado do primogênito de Jair Bolsonaro. Claro que hoje ele vive um pesadelo sem intervalo diante do que havia sonhado, enriquecer às custas do que podia brotar de dinheiro quando esteve, junto com o pai, com o poder nas mãos.

Seu paladar é aguçado para grandes fortunas, sem qualquer sentimento que beire algo minimamente moral. Foi nesse ponto que Flavio também forjou seu cinismo despudorado. Isso nada tem a ver com o jeito rude do não menos corrupto de Jair Bolsonaro. E é justamente nesse ponto que Bolsonaro se transformou numa lenda para os piores reacionários do país, gente rancorosa que simplesmente não sorri, não debate, briga, ofende, calunia, utiliza as formas mais vis de relação com outras pessoas.

E não se engane, há uma legião desses zumbis vagando por aí prontos para vomitar fel contra quem eles julgam ser inimigo pessoal do seu universo mental microscópico.

Pois bem, Flavio não empolga essa gente ao bancar um conservador sabor Bolsonaro. Seu objetivo é direto e reto em busca de fortunas fáceis, de acumulação, tudo à vista pago com dinheiro vivo para não deixar rastro.

Não importa se, para isso, tenha que colocar medalha no peito de assassino, como fez com Adriano da Nóbrega com a Medalha Tiradentes, a maior honraria fluminense.

Só que ele não empolga nada, ninguém, Não tem carisma. Suas falas são puro improviso de quem não tem intresse em outra coisa que não seja dinheiro, mesmo nessa luta da família para reconquistar o poder, Flavio é insosso, se comparado, por exemplo, ao cachorro louco, Eduardo, tão ou mais corrupto que o irmão, mas com ódio visceral contra a esquerda.

Flavio prefere ser um corrupto boa praça que não bate de frente e que aceitta, sem constrangimento, a sugestão de Paulo Figueiro, neto de um ditador, para criar um teatrinho em defesa das mulheres “desautorizando” o gnomo de jardim.

Por isso tudo caminha para o fracasso eleitoral, até porque, de forma objetiva, o néctar do poder, mesmo que seja na liderança do poder de direita, é mais ambicionado pelo clã do que a própria cadeira presidencial.

O que essa gente, incluindo Flavio, não aceita sob qualquer hipótese, é dividir um quinhão qualquer de espaço para candidatos de direita, mesmo que essa falta de fusão realmente concatenada signifique a vitória de Lula, contanto que os Bolsonaro sigam sendo a voz dos piores, mais rudes e odiosos reacionários do Brasil.

Isso não ganha jogo.

Junte tudo isso ao escândalo do Master em que nenhum outro corrupto se mostrou tão afeito, integrado e complementado pelas pilantragens de Vorcaro como o próprio Flavio.

Para piorar, agora ainda tem que enfrentar o esculacho da madrasta que sugere que, além de outros bacanais, o sujeito foi useiro e vezeiro das orgias promovidas a peso de ouro por Daniel Vorcaro com modelos europais, importadas para alegrar os marmanjos que comeram na mão do banqueiro pilantra, com capacete, com tudo.


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Com a campanha cada vez mais esvaziada, o catálogo de absurdos em torno de Flavio Bolsonaro, só aumenta

Para quem sabe ler, pingo é letra.

Não foi por acaso que Michelle, nesta segunda-feira, compartilhou e com uma larga difusão, um vídeo de Antony Garotinho denunciando a tal Festa das Astronautas, de Vorcaro, com mulheres nuas, usando capacetes, em que várias figuras públicas como senadores, governadores, secretários de direita participaram da esbórnia.

Esse acervo, que entrou para a lista de Michelle em suas redes sociais, tem o objetivo claro de atingir Flavio Bolsonaro.

Para piorar ainda mais, a ex-primeira-dama do clã Bolsonaro abdicou da presidência do PL Mulher.

Essa notícia, que veio hoje a público, foi facilitada pela variedade de lambanças que os assessores mais próximos de Flavio, como Paulo Figueiredo, tiraram da cartola para atacar justamente Michelle, sugerindo que mulher brasileira não sabe votar, sobretudo as mulheres solteiras, porque as casadas aceitam ser subjugadas pelos maridos bolsonaristas. Ele ainda mandou uma frase impublicável, tamanho o nível de baixaria.

Na verdade, era para a campanha de Flavio ter sido extinta há muito tempo, mas o bolsonarismo se impõe não pelo antipetismo, isso é mais que uma vertigem, é uma balela. O que motiva essa gente é ódio ao Brasil real, principalmente o rancor racista das cotas e do Bolsa Família que atende às camadas mais pobres da população.

O bolsonarismo é isso, justificado como antipetismo, mas é uma gente que está cada dia mais despudoramente fascista, reacionária, intelectualmente nula e socialmente distante da sociedade brasileira.

Os argumentos centrais não são unificados, porque não há debate sobre absolutamente nada no bolsonarismo, é ira contra o resto do país, raiva de ser brasileiro, porque eles sempre sonharam se transformar em norte-americanos e, claro, apoiam as tarifas de Trump contra eles próprios, além da submissão total aos EUA.

Se fosse somente uma disputa eleitoral sem o arco de aliança do inferno, Flavio nem voltaria mais ao Brasil, mas mesmo o feitiço virando contra o feiticeiro, essa horda de sabujos americanizados exige que o bolsonarismo inimigo da população tenha um representante na disputa presidencial.

Essa gente pratica o ódio em quarto grau. E a tendência é produzir a própria pobreza eleitoral da campanha de Flavio até 4 de outubro, quando Lula tem possibilidade de liquidar o pleito logo no primeiro turno. É isso que mostram as pesquisas com votos válidos.


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Michelle posta VÍDEO sobre “festa das astronautas” de Vorcaro e manda recado a Flávio

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou nesta segunda-feira (29) um vídeo com relato do ex-governador do RJ Anthony Garotinho sobre a chamada “noite das astronautas”, suposta festa sexual que teria sido organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A publicação ocorre em meio à crise envolvendo Michelle e seu enteado mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

A proximidade de Flávio com Vorcaro, que está preso, é uma das fragilidades da campanha do senador. O vídeo divulgado por Michelle mostra a influenciadora Juliana Moreira Leite reagindo a um trecho do podcast “Pode, Garotinho?”, no qual o ex-governador afirma ter recebido um material ainda não divulgado.

No relato, Garotinho afirma que a suposta festa organizada por Vorcaro ficou conhecida como “noite das astronautas”. Segundo ele, mulheres estrangeiras ficavam nuas usando capacetes espaciais, enquanto deputados, governadores, secretários e senadores escolhiam as acompanhantes levantando a viseira do equipamento. “Homens que defendem a família” estariam entre os participantes, segundo o carioca.

O ex-governador também declarou que as mulheres seriam estrangeiras, descritas por ele como “muito altas e muito brancas, parecem ucranianas ou russas”. Segundo Garotinho, elas teriam sido contratadas justamente por não entenderem português. “As mulheres não sabiam o que os homens estavam falando e nem podiam saber”, disse.

A postagem de Michelle ocorre em um momento de acirramento da disputa interna no campo bolsonarista. A ex-primeira-dama costuma usar trechos bíblicos para enviar recados em suas redes sociais. Na semana passada, em meio ao conflito com Flávio, ela publicou uma passagem do Livro de Salmos: “A falsa testemunha não ficará impune, e o que profere mentiras perecerá.”

De acordo com o DCM, nesta segunda, pouco antes de divulgar o vídeo com o relato de Garotinho, Michelle compartilhou outro trecho do Antigo Testamento: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação”.

A citação responde ao questionamento “quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo”, retirado do livro de Salmos.

Autor das declarações sobre a suposta festa, Anthony Garotinho é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. Em março, ele teve uma condenação anulada pelo STF. A Segunda Turma do tribunal manteve decisão do ministro Cristiano Zanin, que apontou falha na cadeia de custódia das provas centrais da Operação Chequinho.

A investigação tratava do suposto uso do programa social Cheque Cidadão para obtenção de apoio eleitoral. Garotinho havia sido condenado a 13 anos e nove meses de prisão. Com a anulação da condenação, recuperou os direitos políticos e voltou ao cenário eleitoral.

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro se deteriorou na semana passada. A ex-primeira-dama acusou o senador de tê-la humilhado, maltratado e desrespeitado. As declarações abriram uma crise na campanha do pré-candidato e ampliaram a exposição de vínculos políticos ligados a Daniel Vorcaro.


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Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre mansão: Não sei o que vou fazer

Santini informou que tem atuado na coordenação de agenda de Flávio Bolsonaro e falado por ele nas negociações de formação de palanques pelo interior do Brasil

Em entrevista à coluna, o advogado José Vicente Santini, um dos coordenadores da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), disse que “ainda não sabe” o que fará com uma mansão comprada por ele no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por R$ 14,5 milhões, em setembro de 2025. Ao todo, o patrimônio de Santini é de pelo menos R$ 23 milhões, em nove imóveis adquiridos desde de 2022, conforme levantamento inédito do ICL Notícias.

A aquisição mais recente tem uma área total de 1.312,50 metros quadrados e 635,8 metros quadrados de área construída. De acordo com as certidões de matrícula e escritura do imóvel, ele pagou R$ 4 milhões de entrada e financiou R$ 10,5 milhões no Banco Regional de Brasília (BRB). Confira a entrevista:

Coluna: Como está o trabalho na campanha?

Santini: Pra gente, a gente começou em fevereiro, né? Fevereiro, março, abril, maio… com todas as complicações que foram, né? Junho, já estamos entrando em julho. Mas ok, tá caminhando para o momento da eleição mesmo, que é o melhor, né? Essa pré-campanha é muito cansativa. A campanha é mais encaixada.

Coluna: E você está como coordenador da agenda?

Santini: É uma coordenação informal. Assim, é uma pré-campanha, né? Então, o que eu fiz foi tentar organizar, naquele momento que eu entrei ali, a agenda. Mas formalmente mesmo, eu sou do jurídico da campanha, né?

Coluna: Formalmente você está como advogado, mas tem uma função extraoficial, por enquanto, de coordenação de agenda. Vai formalizar isso depois?

Santini: Nem sei. Vai ser tão cansativo esse negócio, né? Vai ser tão grande. Tanta coisa. A gente ainda não pensou. Mas quando eu entrei, ali atrás, para ajudar na agenda, foi para ajudar pela minha experiência ali, né? Conheço quase todos os deputados, senadores e governadores. Conheço quase todo mundo. Aí, assim, precisava de alguém que conhecesse as pessoas para falar em nome dele (Flávio), né? Não dava pra ser qualquer pessoa, né? Pra ficar tratando assim com os candidatos, organizando os palanques, fazendo as estruturas ali das agendas dos estados, que são muito complicadas, muita gente.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Vai ser submisso assim lá na casa do…: Flavio quer Brasil alinhado com Israel

Em Buenos Aires, senador usou evento de grupos conservadores pró-Israel para atacar Lula e prometer alinhamento ao regime de Benjamin Netanyahu, responsável pelo assassinato de milhares de palestinos

Osenador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste domingo (28) na abertura da Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, evento promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela organização Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). No palco, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “antissemita”, prometeu transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e anunciou adesão do país aos Acordos de Isaac, iniciativa diplomática de Javier Milei e Benjamin Netanyahu, caso seja eleito em outubro.

Flávio Bolsonaro ataca Lula e promete entregar o Brasil Para os EUA/Israel
O discurso de Flávio Bolsonaro em Buenos Aires foi construído sobre dois eixos: o ataque direto ao presidente Lula e uma série de promessas de ruptura na política externa brasileira. Ao chamar Lula de “antissemita”, o senador mentiu que Lula nutre ódio pelo povo judeu, evocando a declaração que o presidente fez em 2024, quando comparou a ação militar genocida de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto nazista. A ofensiva israelense no enclave deixou mais de 70 mil palestinos mortos até então.

A promessa mais concreta do discurso foi a transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, caso Flávio vença as eleições de outubro. O pré-candidato foi além: afirmou que, já no primeiro dia de governo, receberia as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília. A mudança de sede de embaixada para Jerusalém é uma questão diplomaticamente sensível: a maioria dos países mantém representações em Tel Aviv justamente para não antecipar posição sobre o status da cidade, disputada entre israelenses e palestinos em qualquer cenário de negociação de paz.

“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou Flávio Bolsonaro no evento.

O senador elogiou a diplomacia israelense e prometeu que o Brasil aderirá aos Acordos de Isaac, iniciativa patrocinada pelo presidente argentino Javier Milei e pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu com o objetivo de estreitar relações entre Israel e países da América Latina.

Contexto das declarações e alinhamento internacional
As relações diplomáticas entre Brasil e Israel estão tensas desde 2024, quando a ofensiva israelense em Gaza provocou críticas públicas do presidente Lula. A comparação que Lula fez entre a ação militar israelense e o Holocausto gerou reação imediata de Tel Aviv e culminou na retirada dos embaixadores de ambos os países de suas respectivas representações, um gesto diplomático que sinaliza rebaixamento formal das relações. Desde então, o Brasil opera com um encarregado de negócios na embaixada em Tel Aviv, e Israel designou Rasha Athamni para a mesma função em Brasília.

Nesse cenário de ruptura, Flávio Bolsonaro escolheu Buenos Aires para se posicionar como o candidato do realinhamento. Em discurso proferido em espanhol, o senador também defendeu a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, associando as facções ao Irã e ao Hezbollah. Para sustentar o argumento, citou que, segundo a Justiça argentina, o atentado à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992 foi atribuído ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Acrescentou ainda que investigações da Polícia Federal brasileira, com apoio da inteligência israelense e norte-americana, apontam para conexões entre redes do Hezbollah e facções criminosas brasileiras, envolvendo rotas de cocaína e contrabando de armas.

Submissão aos EUA
O discurso em Buenos Aires não é um episódio isolado. Semanas antes, no início de junho, Flávio Bolsonaro enviou carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em papel timbrado do Senado Federal. No texto, além de pedir que Washington não impusesse novas tarifas sobre produtos brasileiros, o senador se comprometeu a colocar sua equipe de transição “à disposição” do governo norte-americano caso eleito, para acelerar um acordo comercial. Rubio respondeu agradecendo a “oferta generosa”, mas manteve integralmente a posição favorável às tarifas contra o Brasil.

O governo Lula, parlamentares de esquerda e setores da diplomacia brasileira classificaram a proposta como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a carta “escancara o tamanho da submissão” de Flávio aos EUA.


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Flávio Bolsonaro faltou 43% das votações nominais do Senado este ano

Presidenciável faltou a mais do que o dobro da média dos demais senadores nas 49 deliberações nominais de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.

Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.

O levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.

Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.

Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.

O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.

O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.

Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.

Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.

O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.

Flávio Bolsonaro é um dos cinco senadores com maiores percentuais de faltas

Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.

Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.

Flávio não responde sobre faltas
O gabinete de Romário afirmou, diferentemente do que mostram os dados, que ele levou falta em apenas duas sessões. “Em uma ele registrou e não votou, pois voltou pro estado (15/04), e em outra ele estava fora do país (20/05)”, disse em nota.

A equipe de Dorinha Seabra afirmou que “as votações mencionadas ocorreram em dias nos quais a senadora cumpria agenda institucional previamente agendada, tanto em Brasília quanto no Tocantins”.

“A atuação parlamentar vai muito além das votações em plenário. O mandato também é exercido por meio da articulação de políticas públicas, atendimento aos municípios, reuniões institucionais, atividades que a senadora desempenha diariamente”, diz a nota.

Já Angelo Coronel disse que não registrou faltas e que as ausências foram “formalmente comunicadas e justificadas à Secretaria-Geral da Mesa, geralmente em dias em que esteve atendendo autoridades municipais em Salvador”.

A equipe do parlamentar baiano afirmou que ele votou todas as PECs e projetos de lei, se ausentando somente em indicações de autoridades. “Essas votações, portanto, não se referiam a projetos de leis, medidas provisórias ou vetos, por exemplo”, respondeu em nota.

Wellington Fagundes afirmou, por meio de sua assessoria, que “mantém uma atuação parlamentar intensa, com apresentação e relatoria de projetos, participação em comissões, audiências públicas e agendas institucionais”. Ele destacou que, como presidente da Frenlogi (Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura) e líder do bloco formado por PL e Novo, tem “funções que frequentemente envolvem compromissos institucionais em Brasília e fora da capital federal”.

Já o gabinete de Cleitinho afirma que o senador estava presente nos 177 projetos votados até maio, contando as votações simbólicas, destacando que estava no Senado mesmo quando deixou de votar.

Ele diz que, nos dias em que esteva presente, mas não votou, aconteceram as marchas dos vereadores e dos prefeitos em Brasília. Dessa forma, ele avaliou que, como Minas Gerais tem 853 municípios, deveria atender os políticos locais que estavam em seu gabinete.

Além de Flávio, as equipes dos senadores Renan Calheiros, Wilder Moraes e Eduardo Gomes foram procuradas por telefone, mas não responderam até a publicação desta reportagem. Oriovisto Guimarães afirmou que não iria comentar.

*ICL


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